A “generosidade” do Bentinho
Hoje, a zeladora do prédio onde moro contou que está
arrecadando fundos para ajudar os catarinenses e perguntou se eu posso ajudar.
Claro que sim! Qual o cristão que poderia se recusar a colaborar com os
catarinenses?
Fiquei indignada, quando vi na TV a
notícia de que o papa Ratzinger enviou apenas condolências pela tragédia, conquanto
sua Igreja aqui no Brasil tenha acabado de arrecadar uma fortuna (entre os
católicos iludidos e os evangélicos ignorantes) para a sua “campanha de
evangelização”. Essa igreja prega o falso evangelho, suga todos os países do
Ocidente (principalmente os católicos) e ainda se acha no direito de pedir
dinheiro para “evangelizar”.
Sua fortuna é a maior do planeta. Vamos
dar uma olhada no capítulo 26 do livro “The
Vatican Billions”, de Avro Manhattan (300 pp.), escrito nos anos 1990 e por mim
traduzido no final dessa década.
Origem da atual Riqueza Colossal da
Igreja Católica
A atual acumulação espetacular de riqueza da Igreja
Católica é comparativamente um fenômeno recente. Como já vimos, ela foi
realmente iniciada dentro do que ela considerava um dos crimes mais infames
cometidos contra a Sé de São Pedro - sua expropriação dos estados papais pelos
italianos, em 1870. Estes incluíam a própria Roma e compreendiam quase 1/3 da
península italiana.
Foi então que a Igreja começou a cumular riquezas,
segundo a fórmula mundana de sucesso industrial e financeiro, de preferência
com os métodos anacrônicos pelos quais o papado manteve a possessão soberana de
territórios, que estavam se tornando mais e mais difíceis de obter numa
sociedade correndo em direção às complexidades do século 20.
As primeiras pedras fundamentais da acumulação atual
de riqueza do Vaticano, contudo não foram colocadas quando o Papa Pio XI
assinou o Tratado de Latrão com o ditador fascista Mussolini, em 1929, quando o
Vaticano renunciou formalmente aos estados papais e aceitou como compensação
uma vasta soma de dinheiro, como já foi mencionado. Os planos da Igreja foram
estabelecidos por um papa anterior, Benedito XV (1914/1922), durante e após a I
Guerra Mundial (1914/1918). Foi ele quem deu origem à política do Vaticano para
que os investimentos da Igreja e do papa não se limitassem a considerações
políticas e religiosas, mas de preferência que fossem manipulados puramente na
base de negócios sonantes, bons, concretos e proveitosos.
A nova fórmula foi posta em operação durante o seu
pontificado. O Vaticano naquele tempo não possuía os recursos líquidos que iria
receber uma década mais tarde da Itália Fascista, mas possuía milhões
suficientes para investir nos mercados mundiais. Benedito XV, a fim de provar o
que entendia como negócio quando promoveu a nova política, prontamente investiu
a maior parte do dinheiro do Vaticano. Onde? Sombras dos pontífices cruzados!
Em seguridades no império turco. Era o princípio de uma estrada que iria trazer
à Igreja Católica as fileiras das corporações importantes bilionárias do século
20.
Em 1929, tempo do Tratado de Latrão, o tesouro do
estado do Vaticano havia se transformado em fundo oficial, de modo que quando
Mussolini entregou mais de um 1.750 milhões de liras (equivalente nesse tempo a
100 milhões de dólares) ao Vaticano, como quitação oficial da questão de Roma,
o Papa Pio XI, não menos comerciante do que Benedito XV, investiu a maior parte
desta vasta soma na América, imediatamente após os colapsos do mercado. O
movimento foi proveitoso, pois depois da grande depressão dos anos
Mas enquanto investia amplamente nos Estados Unidos, o
Vaticano foi suficientemente astuto para investir uma boa parte da compensação
do Tratado Latrão na própria Itália. Os resultados, de qualquer modo, foram
espantosos. Estima-se que atualmente a Santa Sé possui de
O valor da riqueza da Igreja Católica na Itália atinge
verdadeiramente cifras astronômicas. [O Vaticano criou a União Européia, para desbancar
os USA e poder controlar a Europa e todo o Ocidente]. No final do ano de 1964, por exemplo, o total do seu
investimento era de 5.500 milhões de liras. Isso faria o capital total
investido por ela em seguridades italianas apenas 5.500 milhões de liras ou
324,5 milhões de libras esterlinas, ou acima de 810 milhões de dólares, nas
taxas de câmbio de 1972. Mas mesmo esta
soma assustadora parece carecer de verdade, conforme um jornal factual
britânico The Economist.
Pois a riqueza do Vaticano na península italiana não
está confinada a dinheiro e ações, mas tem se ramificado segundo já vimos, em
vasta propriedade de imóveis e direto ou indireto envolvimento em empresas
industriais e comerciais, algumas destas em escala mundial. O Vaticano, de
fato, tem tido sucesso em aumentar seu capital inicial dentro da Itália, de
modo tão espetacular que The Economist colocou assim: “ele poderia lançar teoricamente a economia
italiana em confusão, se resolvesse retirar todas as suas ações repentinamente
e colocá-las no mercado”.
Isso foi confirmado alguns anos mais tarde pelo ministro
das Finanças Italianas, quando em fevereiro de 1968 ele declarou que o Vaticano
possuía ações no valor aproximado de 100 bilhões de liras. Elas acarretaram um
dividendo de
O jornal do Vaticano - Osservatore Romano -
declarou que esses algarismos eram mentirosos. “O capital produtivo da Santa Sé está longe de atingir um centésimo
dessa soma”. Contudo, se esses valores forem divididos por 100, menos 70
bilhões de lira, ainda se pode obter a notável soma de 46 milhões de libras
esterlinas, ou 110 milhões de dólares, na taxa de câmbio de 1972.
Talvez fosse isto que o papa quis dizer quando afirmou
que “a Igreja católica se apresenta como
se fosse... como a Igreja dos pobres”
(3).
Sua declaração foi desafiada por muitos católicos.
Alguns foram até o ponto de demonstrar-se contra a “escandalosa riqueza da
Igreja”. Os padres católicos protestaram nos Estados Unidos, na França e até
mesmo na Itália. Em outubro de 1971 esses padres fizeram uma demonstração na
Praça de São Pedro, na presença do papa carregando uma faixa com as palavras: “Igreja, não dê migalhas aos pobres. Vá,
venda o que tem e dê para eles” (4). Logo em seguida o arcebispo Teopisto
Alberto, de Caceres, nas Filipinas, falou durante o Terceiro Sínodo dos Bispos
estabelecido em Roma, com o papa presidindo, perguntando “se a riqueza da Igreja sempre foi usada para servir os pobres” (5).
Os protestos de dentro da Igreja se multiplicaram para
embaraço de muitos católicos sinceros, porém injuriados. A verdade do assunto
foi que a riqueza da Igreja, além de tornar-se um crescente embaraço moral,
também se tornara um dilema oficial. A própria Igreja se sentiu sobrecarregada
demais com a riqueza, não apenas por causa da laboriosa coleta de dinheiro
derivada de milhares de organizações religiosas, eclesiásticas e leigas, mas
igualmente por causa da habilidade de importantes cérebros financistas, os quais,
desde a II Guerra Mundial, tinham investido os bilhões do Vaticano em muitas
partes do mundo, com eficiência inigualável. Sua habilidade, auxiliada pela
inteligência global à sua disposição, havia realmente transformado os milhões
do Vaticano
A Prefeitura dirigida principalmente por americanos, franceses,
alemães e outros cérebros teve de operar principalmente fora da Itália, visto
como o maior eixo dos invisíveis, embora concretos, investimentos do Vaticano
haviam sido espalhados por um amplo campo internacional, quando não global. A
célebre casa judaica dos Rotschilds - que incidentalmente tinha estado
emprestando dinheiro ao Vaticano, desde 1831, adiantou-se mias uma vez com a
compra, venda e amálgama de milhões de ações de outros investimentos em favor
do Vaticano. O início dessa intermediação entre os Rotschilds e o Vaticano foi
em 1969/70, quando o Vaticano vendeu a parte controladora do gigante
imobiliário à Paribas Transcompany of
Luxemburg, que era controlada pelo poderoso Banco de Paris e dos Países
Baixos. Este, deve-se lembrar, pertencia ou era controlado pela filial francesa
dos Rotschilds.
Em seguida, o Vaticano vendeu centenas de milhões de
ações e outros investimentos com o Banco Ambrosiano e o Banco Continental de
Illinois, naquele tempo presidido por David Kennedy, Ministro do tesouro dos
Estados Unidos. É interessante lembrar
que o Presidente da República Francesa, Pompdour, durante muitos anos trabalhou
para o banco particular dos Rotschilds.
O dinheiro, traspassando os campos nacional e
internacional, pode criar uma variedade de problemas, que podem, e até mesmo,
trazem o Vaticano à luz da ribalta da fraude internacional. Escândalo de
grandiosas proporções eventualmente irromperam nos anos 80 para o espanto de
milhões de católicos e o desgosto de muitos que genuinamente acreditavam que o
Vaticano estava engajado apenas em operações de caridade.
As operações financeiras do Vaticano, às vezes, por
causa da sua adversidade, podem traspassar a quase ilegalidade, em razão da sua
indetectibilidade. Quando se lançar alguma luz sobre elas, o Vaticano terá de
livrar-se de lucrativas empresas, como por exemplo quando tever de vender o
Instituto Serono, por causa da pílula (que o papa tanto condena) (6).
Em todos os sentidos, contudo, seus investimentos são
bem cuidados por peritos financeiros, cuja experiência não se iguala à de
outros. Os negociantes financeiros tradicionais do Vaticano estão na maioria em
irmandades de protestantes, agnósticos e não cristãos, judeus e até mesmo ateus.
Suas transações financeiras tradicionais têm sido
manipuladas há anos pelas empresas bancárias de J.P. Morgan,
Agora não se deve esquecer que todas as empresas acima
mencionadas corresponde apenas às empresas financeiras líquidas da Santa Sé.
Excluímos inteiramente as propriedades sólidas, bens imóveis, terras, empresas
comerciais e industriais possuídas e controladas pela Igreja Católica na
Itália, Espanha, Alemanha Grã Bretanha e Américas do Norte, Central e do Sul.
Avaliar os verdadeiros valores atuais das tremendas
possessões e propriedades de bens imóveis da Igreja é impossível. Os que estão
de posse da Igreja, somente nos Estados Unidos, poderiam dar uma idéia.
Juntem-se a estes os imóveis na África, Ásia e Austrália e assim por diante, e
o valor total é no mínimo espantoso. Porém isso não é tudo. Deve-se lembrar que
o Vaticano - ou talvez a Igreja católica - possui milhares e milhares de
igrejas, catedrais, mosteiros, conventos e vários edifícios, praticamente em
todo mundo ocidental. Qual é o valor em moeda corrente do terreno sobre o qual
se erguem todos os edifícios? Qual é o valor real dos próprios edifícios? Se
déssemos preços modestos para as humildes igrejas e salões paroquiais, que
preço um agente imobiliário iria dar, por exemplo, à catedral de São Patrício
Afirmar quer tais propriedades não pertencem à Igreja
Católica é tão inconsistente como afirmar que ela precisa ter propriedades
terrenas para melhor negociar com os assuntos do espírito celestial. É como
afirmar que uma ditadura comunista nada possui porque tudo pertence ao povo - a
substância do caso, portanto, sendo que o estado comunista que tudo possui
enquanto o povo nada possui. Quando a Igreja Católica vende ou compra uma faixa
de terra, o bispo, via de regra, assinala o fato significando que sua Sé
torna-se proprietária e recebe o dinheiro. Que a transação seja localizada na
diocese ou delegada à hierarquia nacional ou ao Vaticano, é basicamente
irrelevante, visto como no final ela se torna propriedade da Igreja Católica.
Em alguns países, não apenas a Igreja se livra do
imposto, mas o próprio estado coleta impostos em benefício da mesma. Esse
absurdo tem sido uma das peculiaridades mais extraordinárias da Alemanha, onde
o Vaticano e as igrejas protestantes são tratados bem melhor do que as empresas
industriais gigantes responsáveis por toda a prosperidade econômica da Alemanha.
O estado alemão, em verdade “obriga” os cidadãos a pagar imposto à Igreja. Este
é chamado Kirchensteuer (imposto da Igreja). Ele primeiro foi inspirado na
Constituição Weimar de 1919, e foi confirmado pelo pacto de Hitler com o
Vaticano em sua concordata de 1933. O Kirchensteuer foi tornado constitucional
em 1949, após a II Guerra Mundial.
O governo católico, isto é, os cristãos democratas -
não apenas reforçaram o imposto da igreja sobre um povo que não o aceitava,
como ainda colocou a máquina governamental a serviço da igreja. Desse modo, o
governo coletava o imposto, forçava o seu pagamento e, em seguida, entregava o
dinheiro assim coletado à Igreja.
Antes da II Guerra Mundial, os cidadãos alemãs
costumavam pagar em média
Esse valor cresceu para o dobro, em 1982. Os
protestantes pagaram quase 2 bilhões de marcos em 1982. Desse modo, o imposto
da Igreja representava um fardo pesado para o pagador de impostos, que já era
sobrecarregado por outro imposto, isto é, entre 14 e 15% de imposto de renda.
Além disso, a Igreja recebia um adicional de 250 milhões de marcos ao ano, de
modo que as duas igrejas obrigavam o alemão pagador de imposto a supri-las com
cerca de 90% de seus ganhos totais.
A Igreja Protestante na Alemanha, tornou-se, assim,
a mais rica de todas as igrejas da
Europa, sobrepujada apenas pelas igrejas protestantes do Estados Unidos, onde esta
quase emparelha com a Igreja Católica, cuja riqueza total atinge centenas de
bilhões de dólares.
Na Alemanha, portanto, o Vaticano, além de gozar de
importantes benefícios com sua hábil penetração nas empresas gigantes, como
aconteceu na Itália e nos Estados Unidos, tem os seus cofres locupletados com
milhões de dólares anuais. Sendo este esquema o resultado do catolicismo
político que dominou a vida Alemanha, no após guerra e ... para sempre.
Já mencionamos que o Vaticano tinha interesses
financeiros também na Inglaterra, com empresas industriais, algumas das quais
eram realmente subsidiárias do gigante britânico Courtaulds (8). A SNIA Viscosa Corporation, por exemplo,
na qual o Vaticano investiu centenas de milhões, tinha como agente o Hambros
Bank. Muitos dos assuntos financeiros do Hambros eram, por sua vez, controlados
por outras subsidiárias, entre as quais o Westminster Hambros Trust, possuído
conjuntamente pelo Hambros e pelo Westminster Bank. Durante os anos 1980, os
bancos Hambros e Westminster se envolveram com o IOR, embora tangencialmente,
quando um escândalo envolvendo cerca de 1,4 milhões de dólares levou à falência
o principal banco católico da Itália, em 1982, conforme veremos.
Empresas semelhantes, nas quais os milhões do Vaticano
eram investidos e reinvestidos, existiam em praticamente toda a Europa. Já
demos uma olhada nas empresas industriais, comerciais e financeiras com
ramificações globais. O Vaticano, como já reiteramos, investiu com os
Rotschilds, na Grã Bretanha, França e América, com o Hambros Bank, com o Credit
Suisse, em Londres, e
Se todos os seus haveres forem colocados juntos, a
Igreja Católica, é o mais formidável investidor do mundo. O Wall Street Journal disse que os
assuntos financeiros do Vaticano nos Estados Unidos eram tão grandes, que ele
comprava lotes de lingotes de ouro de 1
milhão de dólares ou mais, em determinado tempo (9).
O tesouro do Vaticano em ouro sólido tem sido avaliado
pela United Nations World Magazine em
vários bilhões de dólares. Uma grande parte deste está estocada em forma de
lingotes de ouro no US Federal Reserve
Bank, enquanto os bancos da Inglaterra e da Suíça guardam o restante. Mas,
isto é apenas uma pequena porcentagem da Igreja Católica, a qual, somente nos
Estados Unidos, como já vimos, é maior do que a porcentagem das dez maiores
corporações mais ricas do país (10). Quando a esta se acrescentam os bens
imóveis, propriedades, dinheiro e ações no exterior, então a espantosa
cumulação de riqueza do Vaticano se torna tão formidável ao ponto de desafiar
qualquer cálculo racional.
As enormes reservas financeiras do Vaticano, nos anos
70 e 80, podem ser avaliadas pelo fato de que se igualavam às da França tanto em
ouro como em seguridades estrangeiras. O Vaticano poderia estar em pé de
igualdade não apenas com a França, mas
também com a própria Grã Bretanha. As reservas em dólares do Reino Unido foram
estimadas em 1.000 milhões de dólares (11), soma equivalente a apenas 1/5 do
capital da tabela de mercados do Vaticano, a qual, segundo financistas de alto
nível e reputação, totalizava no mundo inteiro mais de 2 mil milhões de libras
esterlinas, ou cerca de
Graças a isto, portanto, o Vaticano era, e continua
sendo o mais redobrado acumulador de riqueza e proprietário
Esta é a verdadeira situação apoiada por um oficial do
Vaticano, quando solicitado a fazer uma suposição da riqueza do Vaticano
atualmente o qual replicou explicitamente, “só Deus sabe”!
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Se o Vaticano não tivesse acumulado sobre os seus
ombros milhões de toneladas de crimes religiosos, de falcatruas de todo tipo,
de perseguições, inquisições e malandragem dos seus bancos ocidentais, teria
agora mais este pecado, contra o católico estado brasileiro de Santa Catarina.
Como diz um irmão em seu blog na Internet: “Por
ocasião da tragédia
Minha sábia avó Quitéria costumava citar
um provérbio: “Quanto mais rico, mais
ridículo.” E ninguém melhor do que o
papa e seus corruptos lacaios poderia merecer este provérbio. Sua “Igreja” é a
Meretriz de Apocalipse 17-18.
The Vatican Billions - Avro Manhattan
Traduzido e comentado por Mary Schultze
01/12/2008.