A Emergência da Igreja Mística
Estamos no tempo em que existe uma nova emergência de misticismo, tanto fora como dentro da igreja. A edição de 05/09/2005 da Newsletter documentou a mudança do nosso clima religioso, ou seja, que numerosas pessoas estão buscando uma experiência mística na América do Norte [país que exporta para as Américas Central e do Sul tudo que dá lucro aos importadores, quer sejam eles religiosos ou comerciantes, principalmente para o Brasil, onde o povo é místico por natureza]. Trata-se de uma tendência popular de retirar o que se deseja das várias religiões, passando a se usar o que interessa ao próprio sistema de crenças de cada um. Isso é exatamente o que temos visto acontecer atualmente dentro de muitas igrejas, nas quais a meditação [transcendental], a ioga e outras práticas [orientais e ou ocultistas] são “cristianizadas” para uso das igrejas.
A Cabala é uma forma de misticismo judaico, uma teosofia esotérica, cuja origem é encontrada no “The Sefer Yetzirah” (O Livro da Criação), o qual explica que Deus criou o mundo através de 32 meios secretos de conhecimento, os quais são os dez “sephirots” e as 22 letras do alfabeto hebraico. Essas dez emanações (sephirot [h]) formam o que se chama a Árvore da Vida. A árvore também descreve o meio pelo qual o espírito divino desceu ao mundo material e mostra o caminho pelo qual a humanidade pode subir até Deus. A origem e data do livro são desconhecidas, embora a Cabala, conforme é dito, date da antiguidade. Diz-se que ela foi popularmente usada no século 10 e observamos que ela está sendo popularizada hoje em dia por Holywood, a qual deseja ser espiritual, segundo os seus próprios termos.
O livro mais importante da Cabala é o Zohar. Ele se tornou popular entre os cristãos medievais (afirmando ter sido escrito pelo Rabino Shimon Bar Yochai. A Cabala foi passada à frente como uma doutrina secreta acessível apenas a alguns escolhidos. As narrativas sobre Abraão, Agar e Esaú são mais do que simples histórias para os cabalistas. Eles acreditam que as letras, palavras e nomes têm ocultado alguns mistérios divinos. Eles não buscam uma interpretação literal da Bíblia, visto como a consideram inferior. A Escritura é sempre alegorizada; palavras e letras são interpretadas pelas suas equivalências numéricas. Nas letras hebraicas estão ocultas fontes de poder angelical “The Kabalah, p. 6); as estrelas e planetas afetam todas as coisas que existem na terra, através das personalidades angelicais, que as governam (Book of Zohar, p. 663).
Na Cabala Deus é tudo e tudo é Deus (The Kabalah, p. 18). Isso se chama Panteísmo e não é uma visão judaica nem cristã. O livro diz ainda que a criação não foi feita do “nada” (The Kabalah, p. 15). A criação foi elaborada a partir de 4 elementos: água, fogo, terra e éter. Esse conceito é também encontrado em algumas religiões antigas da natureza, mas não no Judaísmo. A Cabala ensina que a alma é preexistente antes da concepção (p. 17). Que alguém pode reaver sua existência anterior: “A alma pura torna-se presente entre as emanações (dez) que controlam o mundo. Uma alma impura deve renascer em outro corpo e esse processo continuará, até que a alma se torne pura” (Evangelical Dictionary of Theology, by W. Ewell, p. 558).
A Cabala também tem arquétipos para cada coisa no mundo da criação. Do mesmo modo como para os seus primos - o gnosticismo e o ocultismo - existe uma oculta significação mais profunda, a qual se torna conhecida apenas àqueles que aprendem a descobri-la (os iniciados). Conforme Albert Pike, o gnosticismo é um descendente da Cabala... Na página 626 do livro Morals & Dogma, que é a obra mais estimada da Maçonaria, Pike declara: “A Cabala é a chave das ciências ocultas e os gnósticos nasceram dos cabalistas” (The New World Order, p. 249, by Gary Kah).
Os místicos Sta. Teresa D’Ávila e S. João da Cruz foram ambos interessados no Zohar (Cabala). Aqui temos o que S. João da Cruz falou sobre Deus: “As altas montanhas e as adoráveis florestas nos vales, as terras inexploradas e os rios que correm são o Meu bem-amado Deus”. Em outras palavras, o Panteísmo é aqui promovido, sendo este um ponto de vista oriental e não bíblico.
Como o misticismo da Cabala, temos hoje o movimento da Igreja Emergente, o qual é admissivelmente místico, copiando os místicos [católicos] antigos em suas práticas espirituais. Inúmeros líderes novos estão ensinando e introduzindo conceitos estranhos à Escritura, como se Deus os aprovasse. Essa promoção tem sido feita através de livros, de conferências eclesiásticas e da Internet.
Laurie Beth Jones é uma peça importante da liderança corporativa, que está no Board of Directors, dirigido pelo Lead Like Jesus Ministry (Ministério Liderar Como Jesus), de Ken Blanchard (junto com Rick Warren, Bill Hybels, e o proponente da Nova Era, Mark Victor Hansen. As conferências do Lead Like Jesus são também divulgadas no site de Rick Warren, www.pastors.com).
Jones viaja pelo mundo, falando para homens de negócios, ensinando-os a se tornarem mais bem sucedidos, mediante o uso dos conceitos “espirituais”. Ela fala junto com Bárbara Marx Hubbard, Neal Donal Walsch, Mathew Fox e outros novaerenses. Em um site ela está na lista como uma característica apresentadora da Oitava Conferência Internacional Sobre Negócio e Consciência, a qual também divulga e promove a conferência sobre estados alterados de consciência, conferência sobre a sexualidade sagrada e conferência sobre o xamanismo.
Laurie Beth Jones é autora de vários livros. Um deles é “Jesus CEO: Using Ancient Wisdom for Visionary Leadership” (Jesus Empresário: Usando a Sabedoria Antiga para a Liderança Visionária), o qual é endossado por Ken Blanchard. Na capa traseira ele declara: “Jones apresenta Jesus não como um messias religioso, mas como um líder executivo... Uma espécie de manual de como fazer, para oficiais corporativos de sucesso” (San Diego, Union Tribune).
Existem vários itens sobre os quais ficar alerta nos ensinos de Jones. Na capa traseira ela também declara: “Seguindo o exemplo do Jesus CEO, o qual pegou um ‘staff’ desorganizado de doze [indivíduos] e com ele edificou uma empresa de sucesso”. O mundo do negócio corporativo copiou o exemplo de Jesus como um bom exemplo de executivo de negócio, o qual teve sucesso com apenas doze homens. Nada é apresentado na Escritura, que confirme isso. Jesus não dirigiu negócio algum em Seu ministério. Claro que ninguém precisa ser cristão para aceitar essa visão em seu negócio.
Lemos que Laurie Beth Jones dirige “centros embasados nos 4 elementos: terra, vento, água e fogo, como sendo os elementos fundamentais da nossa existência. Cada elemento representa um tipo de personalidade, a qual é fácil estudar na própria pessoa, bem como identificar nas outras”.
“Os elementos que se encontram no plural PEP são universais. Cada cultura entende e respeita os elementos e seus rituais de cura e as palavras chinesas ‘feng shui’ de fato significam ‘vento e água’. A Cabala declara que as 4 letras que formam Yaweh (YWEH) são em verdade um tetragrama significando terra, água, vento e fogo. Finalmente, existem na Bíblia mais de 215 referências aos elementos, a começar do Livro de Gênesis” (Website de Laurie Beth Jones).
Será que deveríamos nos preocupar com os elementos? Se o tetragrama é o nome e Deus, então deveríamos orar à terra, à criação? Jones certamente está ensinando a adotar outras práticas espirituais contrárias à Escritura. Primeiro, o tetragrama é YHWH, não YWEH. Em Êxodo 3:13, quando Moisés perguntou a Deus, na sarça ardente: “Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” Por acaso Deus respondeu: “terra, vento, água e fogo?” Conforme Jones foi isso que Deus respondeu. Nada poderia estar mais distante da verdade bíblica; nenhum erudito ou leigo instruído no conhecimento bíblico iria dizer isso. Ela está usando intencionalmente o misticismo para explicar o Nome de Deus de um modo diferente. Isso é inaceitável! Ela não sabe do que está falando, porque nem mesmo a Cabala declara tal coisa, assim como também não o faz a Bíblia. Nenhuma das consoantes no Hebraico tem algo a ver com terra, água, vento e fogo. Essa interpretação está mais relacionada às religiões naturais do tipo Gaia, as quais chegam ao ponto de adorar a criação [Isso é condenado por Deus em Romanos 1:21-23: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”.] As religiões embasadas na Wicca e na Terra ensinam essas coisas. A definição bíblica de Yaveh é DEUS expressando Sua natureza essencial ao homem. EU SOU O QUE SOU significa ser auto-existente, Eterno, no Hebraico, a causa de todas as cosias. Tanto Eyeh como Yaveh significam uma existência não derivada. Isso nada tem a ver com a criação. Deus está explicando sua natureza a Moisés. Se estamos adorando a criação de Deus, então não estamos adorando Yaveh. Mas segundo Jones, estamos. Ela liga esses elementos a várias religiões e à nossa personalidade, o que a Bíblia certamente não ensina.
Afirmar que a Bíblia tem 215 referências que se relacionam ao que Jones está explicando é uma completa distorção. Esses elementos foram criados por Deus; eles não são Deus, nem O representam. Além disso, a respeito do “EU SOU”, em seu livro “Jesus CEO: Using Ancient Wisdom for Visionary Leadership” , Jones prossegue dizendo: “Cristo não usou o termo referindo-se a si mesmo, antes de sua experiência no deserto”... ‘Eu sou’ é a declaração do que Ele se tornou” (pp. 7-8). Ora, Jesus atribuiu a Si mesmo este Nome em João 8:24: “Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”, querendo dizer que Ele é o Deus Eterno que falava a Moisés, na sarça ardente (Êxodo 3). Jesus também declarou: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8:58), o que significa que Ele é o mesmo “EU SOU” do Velho Testamento.
Biblicamente, se “Eu Sou” significa um ser auto-existente, como poderia Deus se tornar algo que Ele já é eternamente? Deus não muda. Essa interpretação [de Jones] é uma tolice e tudo que se tem a fazer é observar algumas declarações de Jesus em João 6:51; 8:12, 23; 10:9-11, 36; 14:6; 15:1, para ver que Jones está errada. Mesmo assim, na página 5 ela escreve: ”As palavras ‘Eu Sou’ refletem todo o poder criador no universo”, enquanto na página seguinte (6) ela diz: “façam uma lista detalhada de cada um dos ‘Eu sou’ de cada um de vocês. Isso significa que cada um de vocês tem todo o poder criador no universo. Isso é muitíssimo semelhante ao potencial humano.” [Obs. - Essa teologia lembra a promessa de Satanás feita a Eva, em Gênesis 3:5].
Isso é exatamente o que entendemos que ela quer dizer no verso do livro “Jesus CEO...” que promete ajuda às pessoas para estas ficarem cheias de poder... para revelar a excelência divina em si mesmas... Em seu website tem esta declaração no topo: “Minha missão é reconhecer, promover e inspirar uma conexão divina em mim mesma e nos outros”.
Além disso, na página 295 (Somente para Líderes) ela escreve: “Digo orgulhosamente: ‘Eu Sou’, reconhecendo claramente meus poderes e talentos dados por Deus. Repito: reconhecendo meus poderes e a mim mesma, sempre e que minhas palavras são a minha força.” Aqui se torna claro que Jones não adere a qualquer visão ortodoxa sobre Deus, conforme a Bíblia, uma vez que ela toma o nome de Deus e aplica-o a si mesma.
Jones menciona também o “feng shui”, o qual ensina a existência de uma força energética chamada “chi” (também conhecida como respiração do dragão), fluindo através do universo. Ela se originou n o Taoísmo chinês. Trata-se de mais uma visão mundial contrária ao Cristianismo bíblico, a qual não tem significação alguma quanto ao Nome de Deus. O “feng shui” preocupa-se em harmonizar o fluxo das forças da vida universal invisível com as relações físicas da pessoa, equiparando as energias “yin” e “yang” com os 5 elementos (terra, água, fogo, metal e madeira).
Jones ainda ensina sobre Deus: “Creio que Deus é tanto feminino como masculino. Contudo, referir-me a Deus como sendo ‘ela’ seria, infelizmente, levar esta obra além dos limites da aceitação e da compreensão de muitíssimas pessoas. Devemos levar em conta uma terminologia totalmente inclusiva.” (“Jesus CEO... p. 305”) Parece que esta frase: “Creio que Deus é tanto feminino como masculino” foi removida nas edições mais recentes.
Claro que isso está além de qualquer aceitação, menos para quem está envolvida na espiritualidade feminina. A Bíblia fala sobre Deus em termos como o Pai e o Filho. Jones está mudando, a seu bel prazer, a revelação divina. Este é um perfeito exemplo do que acontece aos que adotam visões místicas (Cabala). Temos um grupo de líderes promovendo conceitos místicos dentro da igreja, os quais não pertencem de modo algum ao ensino cristão bíblico.
Podemos entender as significações cabalísticas a partir dos praticantes do ocultismo. “Os escritores cristãos e o próprio Cristo reconhecerem como verdade que toda Escritura possui um significado interno e externo” (Morals & Dogma, Albert Pike, p. 265). O misticismo/gnosticismo sempre tem buscado uma significação esotérica por trás das palavras literais de Cristo.
Emanuel Swedenborg, um médium, declarou: “O sentido espiritual da palavra não é o mesmo que resplandece a partir do sentido da letra. O sentido espiritual não aparece no sentido da letra, mas está dentro dela, como a alma dentro do corpo” (The Doctrine of the Holy Scriptures Four Doctrines”, Emanuel Swedenborg, p. 4).
A essência da Cabala, do gnosticismo e do misticismo é descobrir ocultas significações, a fim de se engajar numa experiência com o divino, através de vários métodos, símbolos, alegorias e ícones.
Mas o que podemos fazer, quando temos tantos ensinos, liderança e palavras errôneos dirigidos à nossa juventude? Será que devemos sentar calmamente, enquanto as pessoas são levadas a um novo paradigma encontrado na Igreja Emergente?
Brian McLaren é um dos mais conhecidos pelas suas declarações de peso. Ele nos desafia, quando diz: “A história antiga pode não ser a história verdadeira e por isso devemos redescobrir o evangelho.” (Emergent Convention, Brian McLaren, Power Point Presentation, www.lighthousetrailsresearch.com).
Por que precisaria o evangelho ser redescoberto por quem já o conhece e por ele foi salvo? Quem não conhece as verdades do evangelho, então como vai conhecer o Senhor Jesus? [N. T. - O Novo Testamento trata de Jesus Cristo, desde Gênesis 3:15 até Apocalipse 22:21 e este é o nosso evangelho, descoberto pelo poder do Espírito de Deus, sem qualquer necessidade de redescobrimento]. O evangelho é Romanos 1:16, pelo qual somos salvos e no qual devemos permanecer sem precisar redescobri-lo, ou então jamais seremos por ele afetados.
(1 Coríntios 15:1-4).
Consideremos esta declaração de Erwin McMamus, pastor da Mosaic Church: “Meu objetivo é destruir o Cristianismo como religião mundial e tornar-me um recuperador do movimento de Jesus Cristo” . Ele é o autor do livro “The Barbarian Way” (A Maneira Bárbara) e disse numa entrevista telefônica: “Algumas pessoas ficam injuriadas comigo pois isto soa como se eu fosse anticristão; aliás, acho que elas estão certas” (The Barbarian Way, Erwin McManus). (Observem como o autor toma uma posição nada cívica, numa oferta do livro, buscando desarraigar o Cristianismo, a fim de voltar às suas raízes, conforme o CE Staff Reporter Christian Examiner).
Esse tipo de pronunciamento equivale a um tratamento de choque, um dos mais frívolos já escutados de qualquer pastor. Certamente existem dentro do Cristianismo algumas coisas com as quais todos nós podemos discordar, mas alguém chegar ao ponto de afirmar que deseja destruí-lo é ser anticristão, merecendo a reprovação de todos os que amam o povo de Deus e Sua Igreja. Está na hora da Igreja obedecer exclusivamente as Escrituras, colocando-se publicamente contra todos os que a elas se opõem e as contradizem. Precisamos nos colocar contra “os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendemos e desviar-nos deles” (Romanos 16:17).
McManus tem sido observado como promotor da filosofia, da sociologia, da evolução e dos aspectos de outras religiões, em sua maneira de doutrinar a igreja [Ele é um dos legítimos promotores da “operação do erro”, da qual Paulo fala na 2 Tessalonicenses 2:11]. Outra coisa que nos preocupa nesse movimento da Igreja Emergente é o uso dos símbolos de outras religiões que nada têm a ver com o Cristianismo. McManus usa o símbolo da água (Tao) para explicar a unidade de Jesus com o Pai. Ele usa os símbolos “yin” e “yang”, dois símbolos chineses, para simbolizar a união dos opostos (treva/luz, por exemplo), representando a unidade da vida: “O segundo elemento é capturado na imagem da água. O ETHOS (sistema) apostólico é alimentado pela intimidade. Jesus orou para que nos tornássemos um... A água é uma grande metáfora para comunidade” (“An Unstopable Force”, McManus, p. 118).
Isso prova que McManus nada entende dos símbolos de outras religiões, dos quais ele faz uso. A Bíblia usa a água como símbolo da atividade do Espírito Santo, que é pacífica e gentil, conservando-nos sob o controle produzido pelo fruto do Espírito. Sobre o novo livro de MacManus diz o comentarista: “A maneira de Erwin é apaixonada e áspera, beirando uma sincera e bárbara jornada para Cristo”. [N.T. - Um bom comentário sobre este livro está no artigo de Kevin Reeves, “The Christian Hordes” (As Hordas Cristãs), por nós traduzido em setembro 2007]. No comentário do editor do livro lemos: “A verdade é que, segundo McManus, os cristãos [bárbaros] devem chegar a Cristo de um modo bárbaro, bem diferente dos cristãos civilizados. Ele vê os discípulos e a missão de Cristo de modo bem diferente! A maneira bárbara é uma convocação para os cristãos se tornarem originais, poderosos e intimoratos, exatamente como Cristo pretendia”.
A Bíblia nos ensina a buscar: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gálatas 5:22) e não a nos tornarmos parte deste mundo, sendo por ele influenciados. Ser bárbaro é ser rebelde. A Igreja nunca foi considerada bárbara e esta é uma descrição totalmente inexata do que Deus estabeleceu para o seu Corpo representá-Lo na Terra.
Vejamos o que significa o termo “bárbaro”: 1) sem refinamento, aprendizado ou cultura artística e literária; 2) marcado pela falta de domínio; selvagem; 3) condição social dos bárbaros, demonstrando atos, atitudes e idéias selvagens, primitivo, sem educação; 4) pessoa que ofende os modelos de correção e pureza... E por aí a fora...
Um exemplo de bárbaros na história geral são os vikings ou os celtas, os quais pilhavam, matavam e estupravam mulheres [N. T. - É isso em que os cristãos emergentes devem se tornar? Se for o caso, preciso mudar de endereço, pois me tornei vizinha de uma igreja emergente!]. Na antiguidade, o Império Romano esteve sempre ameaçado pelas invasões dos bárbaros.
À medida em que lemos mais coisas escritas por McManus verificamos que ele não está promovendo os ensinos cristãos: ”Os que estudam ciência afirmam que uma borboleta batendo as asas na América do Sul, poderia, de um certo modo, causar uma avalanche na Antártida. Esse nível de complexidade nos choca, como se fosse uma notícia inovadora; contudo as Escrituras têm defendido esse tipo de interconexão durante milhares de anos... Segundo as Escrituras, tudo está conectado e cada ação tem pelo menos algum efeito sobre um todo. Do mesmo modo, a igreja é parte de um todo...” (Erwin McManus, An Unstopable Force, Group Publishing, p. 14).
Mas que borboleta poderosa! [Nem que ela fosse uma personagem dos desenhos de Walt Disney!]. A verdade é que a Escritura não ensina o panteísmo (do Hinduísmo) nem o panenteísmo [das igrejas emergentes] e jamais ensinou esse tipo de asneiras. McManus tem a mesma visão da consciência universal da Nova Era, mas a Igreja do Senhor Jesus Cristo não está conectada ao mundo nem ao seu sistema.
Leonard Sweet tem uma semelhante visão de interconexão: “O Físico Austro-Americano Wolfgang Pauli percebeu que existem visíveis traços de conexão entre nós e os objetos com o sublinhado holismo universal. É o estado transcendente de consciência”. (Quantum Spirituality, p. 234). Esta não é uma visão cristã, mas panteísta.
“A incorporação da nova luz significa estar ‘em conexão’ e ‘informação’ com outros cristãos.... A igreja é fundamentalmente um ser, uma pessoa, uma comunhão, cujas células estão conectadas entre si, dentro da rede de informação chamada ‘consciência crística’” (Ibid, p. 122).
“As missões pós-modernas devem ter uma imaginação e um objetivo "geomânticos" O que estou chamando estilo geomântico vai assegurar modelos harmoniosos de habitação, pois o evangelho interliga e interage com todas as formas de vida na Terra” (Ibid, p. 168). [N. T. – Como todo líder reconstrucionista, Leonard Sweet “adoçou” de tal modo sua linguagem que até parece um parágrafo do Catecismo Católico]. Esta é a maneira desses emergentes tornarem o evangelho, sujeito ao ambiente. A espiritualidade centrada na Terra nada tem a ver como evangelho pregado pelo apóstolo Paulo e os outros apóstolos [cujo objetivo precípuo era expor o pecado humano, com a exclusiva redenção através do sacrifício vicário de Cristo na cruz (1 Coríntios 15:1-4].
Referindo-se ao jornalista/novelista esportivo, George Plimpton, que escreveu um livro sobre o “componente misterioso” adicionado à natural capacidade atlética, dando encorajamento, tornando o atleta maior do que suas partes (conhecido como Fator X), Sweet transfere esse conceito à igreja: “Se a igreja quiser se tornar um espaço cinegético, precisa ser cristianizada. Ela precisa encontrar as involuções ABCDE do Fator X. A regra ABCDE para as interconexões e informações cinegéticas do Corpo de Cristo são as seguintes: alteração, ligação, massa crítica, pó e eufonia. As involuções ABCDE, quando colocadas na moldura bíblica, representam passos evolucionários a uma espiritualidade mais elevada e à sinergia eclesiástica... A igreja deve prover os pos-modernos com alteração nos rituais, pelos quais ela possa voltar a ficar em sintonia de um membro com o outro e sentir-se conectada ao cosmo” (Ibid, p. 137). [N. T. - Para entender essa linguagem rebuscada e esotérica, só mesmo entrando na Ordem Rosacruz AMORC para estudar suas apostilas!].
O que Sweet quis dizer com “a igreja precisa ser cristianizada”? Declarações desse tipo precisam ser decifradas numa linguagem normal. Ele introduz termos e conceitos estranhos para a igreja usar em sua transformação: “passos evolucionistas a uma espiritualidade mais elevada e à sinergia eclesiástica... alteração nos rituais...
sentir-se conectada ao cosmo...” Nada disso é ensinado nas Escrituras. É ensinado por místicos, como Pierre Teilhard Chardin.
O endosso de Rick Warren a “SoulTsunami: Sink or Swim in New Millenium Cluture” (Tsunami da Alma: Mergulhe ou Nade na Nova Cultura do Milênio”, de Leonard Sweet, está na primeira capa do mesmo. Os livros e escritos de Leonard Sweet podem ser encontrados na Ministry Toolbox de Rick Warren, o qual declara: “Uma mudança oceânica de transições e transformações está dando à luz um mundo novo” . Warren até se juntou a Sweet para fazer uma coleção de fitas de áudio chamada “Tides of Change” (Ondas de Mudança). A verdade é que essas mudanças dentro da igreja não estão nos conduzindo para mais perto da Palavra de Deus, mas para os deuses humanos e suas imaginações. O que estamos ouvindo falar de Sweet e de outros líderes na Igreja Emergente é uma síntese da Nova Era adaptada à Bíblia. Estamos vendo uma transformação na igreja que se torna idêntica ao mundo.
A teosofista Alice Bailey foi uma profetisa mística e ocultista, considerada a mãe do moderno movimento Nova Era e a principal canalizadora do “mestre” tibetano DJwhal Kuhl, o qual lhe ditou uns 20 livros. Alice rejeitava o Cristo da Escritura, tendo abraçado um cristo diferentes, em vista de sua adoção de um sistema de crença ocultista. A maioria das pessoas não percebe quão importante ela foi na modelagem da Nova Religião Mundial que está surgindo agora.
Ela revelou um engenhoso plano em seu volume de 1957 - The Externalization of the Hierarchy, 1957, Lucis Publishing: Agentes cabalistas iriam se infiltrar na igreja cristã, modificando sua mensagem, a fim de transformá-la num instrumento da Religião Universal do século 21. Alice Bailey declarou: “A Igreja Universal vai surgir e sua programação definitiva deve aparecer por volta do final do século (20)... Essa igreja será norteada dentro da atividade por Cristo e seus discípulos, quando o derramamento do próprio Cristo, a verdadeira SEGUNDA VINDA tiver sido realizada... A igreja cristã em suas muitas ramificações poderá servir como um núcleo, através do qual a iluminação mundial poderá ser alcançada... A Igreja como um fator de ensino, assumirá as grandes doutrinas básicas (anulando as formas antigas em que estas foram expressas) e vai mostrar a sua íntima significação espiritual. A tarefa principal da igreja é ensinar, e ensinar sem descanso, preservando sua aparência exterior, a fim de alcançar os muitos que estão acostumados aos usos eclesiásticos. Mestres devem ser treinados; o conhecimento bíblico deve ser difundido, os sacramentos devem ser misticamente interpretados e o poder de cura da igreja deve ser demonstrado” (Alice Bailey, The Externalization... Lucis Publishing, 1957).
Inacreditável, mas é exatamente isso que estamos vendo acontecer. O movimento Nova Era sempre quis integrar a igreja aos seus objetivos. Através de muitas práticas alternativas de espiritualidade, os novaerenses desejam operar em concordância, a fim de que seja criada uma era de ouro. Benjamim Crammer, o porta-voz do Cristo da Nova Era de Aquarius, declara: ”Os obreiros no campo da religião vão formular a plataforma universal ou a Nova Religião Mundial. É uma obra de síntese viva, a qual vai enfatizar a unidade e a comunhão de espírito” (Reappearance of Christ, pp 168-169).
Seu objetivo tem sido um (falso) milênio, no qual todas as religiões vão se unir para formarem uma só. Conforme diz o novaerense Brad Steiger: “Quase cada observador da cena espiritual contemporânea parece concordar em que existe algum tipo de novo Pentecoste acontecendo agora, algum tipo de processo de despertamento espiritual em efeito, E uma boa parte desses observadores sente que essa crescente conscientização mística pode ter algo a ver com os últimos dias” (Brad Steiger, Gods of Aquarius, New Yok, 1976).
Steiger tem razão, só que não se trata de uma coisa boa, conforme ele supõe... A Bíblia declara, em Jeremias 8:15: “Espera-se a paz, mas não há bem; o tempo da cura, e eis o terror”... “Eles falarão de paz, paz; quando não há paz” (verso 11). A Bíblia mostra um reavivamento do misticismo como parte da Mistério Babilônia (As religiões de mistério eram praticadas, antigamente na Babilônia). No Livro de Apocalipse, João vê uma mulher - a grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição... uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; e na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra”. (Apocalipse 17:1-5). Essa mulher está ligada tanto ao sistema religioso como ao mundo. Ela está compromissada com todas as religiões, cometendo adultério espiritual, unindo-se aos sistemas religiosos do mundo, os quais se opõem a Cristo. [Ela é o que se poderia chamar de "sensível aos que buscam", aceitando todo tipo de crença em sua síntese religiosa]. É para isso que vemos o Cristianismo convergindo atualmente, confirmando o que Alice Bailey disse: “Estamos vendo a emergência de uma nova espiritualidade, a única em direção à síntese, uma revolução mística, a qual vai desaguar na era mística” (The Externalization... p. 254).
Marianne Williamson repete Bailey, ao dizer: “É uma revolução mística, a qual vai deslanchar uma era mística” (Healing the Soul of America, Marianne Williamson, p. 254).
O misticismo jamais foi amigo dos ensinos de Cristo. Existe uma enorme diferença entre a espiritualidade bíblica e o misticismo. A verdadeira espiritualidade anda no Espírito Santo e está sob o Seu controle. Leonard Sweet escreveu em seu livro “Quantum Spirituality”. Nas palavras de um dos maiores teólogos do século 20, o filósofo jesuíta de religião dogmática, Karl Rahmer: “O cristão de amanhã será um místico, alguém que terá experimentado algo ou então será um nada.” (Quantum, p. 76).
Por que será que todos eles estão de acordo com tudo o que falam? O espírito de nossa época está agindo como nunca, a fim de contrariar a legítima obra do Espírito Santo, disfarçando-se de Espírito de Deus, conduzindo as pessoas a falsas experiências espirituais e a uma falsa unidade. Somente o discernimento de quem maneja bem a Palavra da Verdade, pode ser capaz de dizer o que vai acontecer no futuro.
Sweet escreve: “O misticismo principia na experiência e acaba na teologia” (Quantum, p. 76). Sim, a teologia pode ser enquadrada em sua experiência. A Bíblia nos ensina que toda experiência deve coincidir exatamente com o que é apresentado na Escritura; de outro modo ela não é de Deus. Mesmo assim, Sweet escreve em seu livro supra citado: “Não precisamos de uma nova religião nem de uma nova Bíblia; do que precisamos é de uma nova experiência, uma nova sensação do que deva ser o EU” . Será disso mesmo que precisamos?
Os novaerenses se referem a um passo final na evolução como um “quantum” ao homem místico – o novo homem. Quantum é igual a 1) quantidade, soma; 2) unidade elementar de energia. É a soma usada em geral para explicar o salto da consciência na linguagem da Nova Era.
Sweet é visto como a inteligência do movimento emergente, tendo grande influência sobre os líderes. Muitas de suas idéias podem ser encontradas no místico francês Pierre Teillard de Chardin, o qual tentou criar uma fusão do Cristianismo com uma teoria evolucionista, dentro dos moldes panteístas (a crença de que Deus é tudo e tudo está interligado). Seus ensinos hoje poderiam ser classificados como Nova Era. [N.T. - No Brasil tivemos um escritor famoso - Huberto Rohden - que escreveu vários livros defendendo a teoria panteísta]. Sweet usa palavras rebuscadas para apresentar um paradigma transformador, tentando “energizar” e salvar a igreja. Apesar do intelectualismo que permeia os seus discursos, o verdadeiro ensino bíblico é vago. O que ele está tentando introduzir e explicar são conceitos de filosofia e crenças da Nova Era. É um arcano, deixando o leitor confuso, tentando entender o que ele realmente quer dizer. Um princípio em todo o seu livro é o de construir e reconstruir, usado para apresentar ao leitor uma nova maneira de olhar o mundo, a igreja e ele mesmo. Trata-se de um desvio espiritual. Usando constantemente os termos e conceitos da Nova Era e conseguindo deslanchar um paradigma, ele apresenta ao leitor uma nova espiritualidade que nada a ver com uma vida espiritual moldada nos padrões bíblicos.
Sweet emprega numerosos conceitos de pessoas que estão tentando mudar o mundo através de métodos não bíblicos, com filosofias, sociologia e ensinos que são diametralmente opostos à Bíblia. Ele cita copiosamente novaerenses, místicos e muitos autores que acreditam na evolução natural e espiritual.
Vejamos alguns dos seus mestres:
Pierre Teillard de Chardin - ensinou a transformação quantum, a evolução espiritual e que todas as coisas estão interconectadas: “Na crise atual, na qual podemos ver e sentir a confrontação entre as forças do Cristianismo tradicional e as modernas forças da evolução, precisamos simplesmente das permutações de uma providencial e indispensável interfertilização”. (Christianity & Evolution, p. 176). Ele ensinou sobre um Cristo universal, ou seja, o Cristo da evolução (Ibid, p. 96). “Só posso me salvar se me tornar um com o universo” (Ibid, p. 128).
Thomas Merton - Místico católico e monge trapista, o qual popularizou a “interespiritualidade”. Ele fez uma mistura de Escrituras, pais do deserto, místicos cristãos, existencialismo, Taoísmo e Budismo (num cadinho de idéias), tendo falecido na Ásia, pesquisando as profundezas do Budismo Tibetano. [A tradutora leu alguns livros de Merton, nos anos 1980, mas graças a Deus não entendeu coisa alguma do que ele queria dizer, o que reforça a sua confiança em Romanos 8:28].
Mathew Fox - Místico novaerense, o qual ensina que “deveríamos jogar fora qualquer idéia de um Jesus histórico” (The Coming of the Cosmic Christ, p. 7). Ele prossegue: “A sabedoria foi feita carne não somente em Jesus Cristo, mas em todas as expressões do Cristo Cósmico” (Ibid, p. 147). Ele tem escrito livros como: “Cosmic Christ & Creation Spirituality” (O Cristo Cósmico e a Espiritualidade da Criação); “The Healing of Mother Earth and the Birth of Global Renaissance” (A Cura da Mãe Terra e o Nascimento da Renascença Global); “Original Blessing: A Primer in Creation Spirituality” (Bênção Original: Um Primórdio na Criação Espiritual); “Creation Spirituality” (Espiritualidade da Criação); “Liberating Gifts for the Peoples of Earth” (Liberando Dons para os Povos da Terra), etc.
Georges Gurdjieff - Era fascinado pelo ocultismo, tendo escrito obras teosóficas. Ensinou o “Cristianismo” esotérico, ajudando os estudantes a atingir os mais elevados níveis de consciência. Era um panteísta. Helena Blavatsky, Gurdjieff e Alice Bailey são as influências mais comuns no pensamento da Nova Era de hoje.
C. Peter Wagner - (a Terceira Onda do Espírito Santo Encontrando o Poder dos Sinais e Maravilhas, Hoje). É o líder do novo Movimento dos Apóstolos e Profetas - o governo dentro da igreja. Ele chama o filósofo jesuíta Karl Rahner de “um dos maiores teólogos do século 20” . Rahner foi muito influenciado pelos “Exercícios Espirituais” de Inácio de Loyola.
David Spangler - Diretor da Planetary Initiative, ensina que o caminho para Cristo deve ser feito através de Lúcifer, numa iniciação da Nova Era.
Joseph Campbell - (sobre o qual Sweet diz: “Quero agradecer a Parker Palmer por ter-me colocado primeiro sob a direção de Campbell”). Campbell foi-lhe apresentado por Bill Moyers como um mundialmente renomado perito em Mitologia Grega. Ficou famoso com o seu livro “The Power of the Mith” (“O Cristiannismo é uma religião de mitos, bem como todas as demais religiões”, segundo Campbell. Joseph Campbell diz sobre Bill Moyers: “A separação cristã da matéria e espírito... tem de fato castrado a natureza”. Campbell parece concordar com alguns dos místicos da Igreja Emergente e declara: “Não preciso ter fé, tenho a experiência”. (The Power of Mith, com Bill Moyers, pp. 207-208, Doubleday, 1988).
Sweet se refere favoravelmente a Carl Gustav Jung como psicólogo e psiquiatra analítico. Jung praticava astrologia e era admissivelmente possuído por dois espíritos guias - Filemom e Ka. Através desses dois espíritos guias e dos seus antecedentes ocultistas é que ele embasava muitas de suas filosofias. Dave Hunt frisa que o suposto “inconsciente coletivo” de Carl Jung procedia do fato de que ele, “fortemente envolvido no ocultismo, postulou o seu ‘inconsciente coletivo’, um conceito que ele recebeu por inspiração do reino demoníaco”. (Occult Invasion, Dave Hunt, p. 60). “Carl Jung escreveu as introduções de algumas das primeiras edições do livro sobre ioga e misticismo oriental, refletindo a visão hinduísta de que a vida é apenas um sonho” (Ibid, pp. 222-223).
Sweet refere-se favoravelmente ao livro do liberal John Shelby Spong (The Living Commandments), o qual enfraquece e nega os fundamentos da fé. Ele é a favor do homossexualismo e deseja ver a igreja aberta a uma nova Reforma, a qual examinará a própria natureza da fé cristã: “A visão da cruz como sacrifício pelos pecados do mundo é uma idéia bárbara embasada em conceitos primitivos sobre Deus e deve ser descartada... Não creio que exista uma alma que saiba como Deus é, pois conheço apenas o que experimento e não posso me salvar a partir disso”.
O pensador da Nova Era e budista Ken Wilber está envolvido na integração dos reinos da ciência e da religião. Ele promove práticas da religião oriental, ensinando a consciência cósmica, provendo a oração contemplativa, a ioga, o quase Zen, a evolução humana chamada espiral dinâmica. De fato, Sweet a ele se refere na página 41 do seu livro “Quantum Spirituality”, p. 19: ”Ken Wilber, o Atman Project: Uma Visão Transpessoal do Desenvolvimento Humano”. No Atman Project, Wilber escreve: “Se homens e mulheres tiverem de fato provindo das amebas, então eles realmente estão no seu caminho em direção a Deus” (Citado por Dave Hunt em seu livro “Occult Invasion”, p. 20).
A lista prossegue com dúzias de nomes como estes (aqui apresentados). O problema deveria ser óbvio - todos esses homens estão envolvidos tanto no misticismo como na interfé, no liberalismo, na falsa profecia e nas crenças e filosofias anticristãs.
A Nova Era está espiritualmente ativa. Ela está se organizando desde o nível mais rasteiro até os mais elevados locais de erudição. Essas idéias introduzidas na igreja são apresentadas como se Deus estivesse preocupado em nos mudar, a fim de adotar outras práticas religiosas. O que está de fato acontecendo é que a verdade da Escritura está sendo suplantada com uma nova interpretação e uma nova maneira de fazer todas as coisas. Em vez de aprender, descobrir e celebrar a verdade na Bíblia, esta é obscurecida e sua significação readaptada de maneiras sutis.
A Bíblia diz para a nossa própria proteção, em 2 João 9-11: “Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras”. Trazemos esses ensinos estranhos para dentro dos nossos lares pela TV, livros e fitas.
Deveríamos entender a significação desta Escritura: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade” (Colossenses 2:8-10).
Devemos ter cuidado com qualquer pessoa que nos pregue essas filosofias. Filosofia: Filo = amigo; sofia = sabedoria, portanto o amor pela sabedoria, a qual é usada por zelo ou por astúcia, em qualquer arte da ciência, em qualquer ramo do conhecimento. Isto se refere à sabedoria e aos ensinos de homens e não aos da Bíblia. Em outras palavras, não devemos aprender outras práticas espirituais, maneiras ou ensinos dos não salvos ou os que não se encontram na Bíblia.
Rudimentos (ou princípios) do grego “stoicheion” - elementos de onde provêm todas as coisas as causas materiais do universo, os corpos celestes, ou como partes dos céus, e princípios fundamentais de qualquer arte, ciência, ou disciplina. Aqueles que procuram explicar a existência do homem ou dos mecanismos do universo através de filosofias. A razão é que não existe outra fonte na qual possamos confiar, além dAquele em quem “habita corporalmente toda a plenitude da divindade; e... que é a cabeça de todo o principado e potestade.”
Artigo do “Let Us Reason Ministries’, traduzido por
Mary Schultze, em 25/12/2007 - www.cpr.org.br/Mary.htm