Apostasia
- “Meu coração saiu
correndo!”
João escreve em Apocalipse 1:12-13: “E virei-me para ver quem
falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e no meio dos
sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma
roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro”. Aqui ele vê
Jesus glorificado em Suas vestes sacerdotais. Ele está no meio dos sete castiçais, no local sagrado do
Tabernáculo. O combustível para a luz do castiçal era o puro azeite de
oliveira, necessário para uma iluminação adequada. Este azeite devia
alimentar o castiçal para que este brilhasse continuamente, em favor dos
filhos de Israel.
No Velho Testamento o castiçal simbolizava o Messias
(Jesus Cristo), como sendo “a luz do mundo”, o qual iria brilhar
continuamente, iluminando o local sagrado onde o sacerdote deveria estar
(João 1:7-9; 8:12; 9:5; 12:46; 2 Coríntios 4:6; Lucas 1:78=79; 2:32;
Apocalipse 21:23-24). A responsabilidade do sacerdote era manter as
lâmpadas brilhando. Ele devia mantê-las com o azeite, alimentando-as, para
que houvesse uma chama límpida e ininterrupta.
Essa luz também simbolizava o crente, o qual seria chamado “luz do
mundo” (Mateus 5:14-17). Depois que Jesus subiu ao céu (João 9:5;
Filipenses 2:15; Lucas 12:35; Efésios 5:8-9), o crente foi comissionado a
ser a luz do mundo, andando conforme a Sua Palavra (João 1:7). O castiçal é visto ainda como
símbolo da Igreja, levando, em o Nome de Cristo, luz para um mundo envolto
em trevas.
Vemos este simbolismo prosseguindo em Apocalipse 1:20: “O mistério
das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de
ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais,
que viste, são as sete igrejas”. As sete estrelas são os anjos das sete
igrejas. Sempre que vemos a palavra “estrela”, ela se refere a anjos. Os
sete castiçais são as sete
igrejas, das quais Cristo é a cabeça. Exatamente como o azeite alimenta o
castiçal, o Espírito Santo
ilumina todas as igrejas. O sete castiçais individuais simbolizam
as sete igrejas locais, as quais representam a soma das igrejas do Senhor
e não apenas as diferentes eras da mesma. Apocalipse 1:4 diz que elas já
existiam na Ásia, quando o Livro foi escrito, não sendo as igrejas do
futuro nem representando as eras da igreja. Podemos admitir que essas
igrejas são exemplos das igrejas através das eras e que todas sete podiam
existir ao mesmo tempo, conforme tem acontecido através da história. A
última igreja mencionada é a de Laodicéia, a qual vai dominar nos últimos
dias. Ela vai desencadear a apostasia.
Lemos em Apocalipse 2:1: “ESCREVE ao anjo da igreja que está em
Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no
meio dos sete castiçais de ouro”.
O Senhor anda entre as igrejas, em todas as eras, a fim de
conhecê-las. Ele as comenta e as repreende, com admoestações específicas,
conforme Apocalipse 2:5: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te,
e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei
do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”. A remoção do castiçal significa que o Espírito
Santo vai abandonar a Igreja, deixando-a por sua própria conta, o que
resultará em que ela vai se tornar igual à de Laodicéia (como acontece nas
igrejas onde prevalecem as opiniões dos homens, em lugar da Palavra de
Deus). A lealdade a Cristo muitas vezes é substituída pela lealdade a uma
organização, a uma igreja, ou
aos líderes religiosos, muitos do quais substituem as doutrinas bíblicas
por novas regras e nova interpretação da verdade. Isso acontece,
principalmente, nas seitas.
Achamos que, hoje em dia, as igrejas mencionadas no Apocalipse
existem ao mesmo tempo e que a igreja fiel coexiste com a igreja infiel.
Mas a igreja que vai prevalecer no final é a de Laodicéia, a qual vai
deslanchar a apostasia. Ela tem deixado Cristo do lado de fora,
afastando-O do Seu povo. Ela tem existido sem motivação, por tanto tempo,
que não tem exercido qualquer influência na sociedade, recebendo do mundo
tudo que se opõe ao ensino de Cristo. O mundo olha para essa Igreja com indiferença, porque ela
não possui o sal da convicção.
Ela se tornou morna, buscando a unidade com todos, demonstrando
tolerância com as aberrações doutrinárias, desculpando tal procedimento
pelo uso da palavra “amor”. Essa Igreja está caindo sob a influência do
mundo, em lugar de influenciá-lo. O mundo nem mesmo pode condená-la,
porque ela é igual ao mundo. Mas a Bíblia nos alerta que o julgamento vai
começar pela Casa de Deus (1 Pedro 4:17). O Senhor está infinitamente mais
preocupado com o Seu povo do que com os incrédulos. Por isso, Jesus
premia, admoesta e repreende cada igreja. Quando ele remove o castiçal das igrejas apóstatas,
elas recorrem às técnicas e métodos humanos, a fim de atrair as pessoas
[com propósitos, curas “divinas”,
sinais e maravilhas] Um dos meios de atraí-las é jamais mencionar a
palavra “pecado”. A igreja moderna precisa usar a psicologia, a fim de
atrair muitos contribuintes, para continuar funcionando e até crescer... E
crescer muito!
A Igreja de Laodicéia
pensava estar agindo corretamente e estava se achando espiritual. Ela se
considerava rica; portanto, Deus devia estar abençoando-a. A
riqueza consiste em se vestir elegantemente e falar sobre bens materiais,
a fim de impressionar as pessoas. Isso é típico do mundanismo penetrando
nas igrejas. Laodicéia não conhece a sua condição interior porque está
cega pelo sucesso. Por isso o Senhor sugere que ela compre ouro provado no
fogo (através do sofrimento), vista-se de roupas brancas (vestes de
salvação) e use colírio nos olhos, a fim de enxergar a sua deplorável
condição espiritual. Hoje em dia, muitas pessoas vêem o sucesso e a
prosperidade como sinal de
bênçãos divinas e, como Laodicéia, ficam imersas na modorra
espiritual. O Senhor preferia
uma igreja quente (para curar) ou fria (para refrescar). Laodicéia nada
fazia para emergir daquela apatia e por isso nada valia diante do Senhor.
Ela coxeava entre dois mundos, como acontece a tantas igrejas de hoje,
oscilando entre os dois amores.
Esta não é uma igreja ideal para o cristão freqüentar. Os
laodicenses tinham bastante religiosidade e se achavam bons. Mas estavam
nus. No tempo de Cristo, os soldados precisavam dormir vestidos, para o
caso de surgir uma batalha urgente. Precisamos estar sempre vestidos com a
justiça de Cristo. Mesmo assim, Laodicéia não precisava se desesperar.
Assim como Cristo foi a essa igreja, Ele também pode vir ao indivíduo, se
ele O aceitar: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois
zeloso, e arrepende-te”. (Apocalipse 3:19). Mesmo ficando do lado de fora
dessa igreja, Cristo se oferece para vir a cada membro da mesma, embora
não à coletividade. Quando
uma igreja se separa da verdade, ela deixa de funcionar conforme a Palavra
de Deus, usando apenas o que lhe convém, ou então mudando a significação
das palavras para que estas se adaptem aos seus interesses. É isso que
está acontecendo em muitas igrejas modernas.
Muitos cristãos têm
identificado a apostasia - e por isso têm abandonado suas igrejas.
Infelizmente, durante os séculos, muitos crentes que começaram a
freqüentar uma igreja resolveram abandoná-la, para fundar uma seita. Mas
não é este o caso, pois Jesus está se dirigindo às igrejas, no meio das
quais Ele anda. Nos dias de hoje, a apostasia tem começado nos seminários
liberas, os quais enviam seus mestres para os púlpitos bíblicos, a fim de
ali pregarem suas idéias liberais,
promovendo o homossexualismo, negando a Trindade, a Divindade de
Cristo, o Seu nascimento virginal e outros artigos essenciais da fé
cristã.
Além
disso, o Movimento Nova Era
começou a emergir e a penetrar nas igrejas, através da Igreja Emergente, enfatizando as
experiências sobrenaturais sobre as verdades bíblicas, com o Movimento Homossexual sendo aceito
pela Igreja Episcopal, junto com o Movimento Feminista, refutando
Deus como Pai. Agora, a apostasia tem se espalhado e englobado quase todas
as denominações. As doutrinas bíblicas têm sido distorcidas ou abandonadas
e as ovelhas têm sido controladas com excesso de autoridade pastoral e com
o falso ensino da validade da ambição por riqueza e da saúde perfeita,
como sendo a vontade de Deus para o crente. Tudo isso com a aprovação do
divórcio e do homossexualismo.
Entre
as parábolas do Reino, Mateus 13 apresenta a do fermento, a qual descreve
o curso da Igreja Emergente.
Ela descreve o avanço da apostasia, conforme acontece no final. A palavra
“apostasia” significa afastar-se da verdadeira fé, conforme é
ensinada na Palavra de Deus. O fermento faz a massa crescer (Movimento do
Crescimento das Igrejas), ostentando o orgulho que os evangelhos condenam,
com líderes se enaltecendo diante dos homens e querendo ser venerados como
deuses. Paulo diz na 1
Coríntios 5:6: “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de
fermento faz levedar toda a massa?” Em Gálatas 5:9, ele diz: “Um pouco de
fermento leveda toda a massa”. A mulher da parábola representa a Igreja.
Ela tem feito algo proibido por Deus, que é levedar a massa, misturando
elementos estranhos ao Corpo de Cristo. Como um fermento, esses elementos
têm se infiltrado na igreja. Eles vão agindo silenciosamente, até que toda
a massa fica levedada e cai sob a sua influência. Por causa desses
elementos estranhos, as coisas tendem somente a piorar. Que ninguém espere
por um reavivamento, pois ele não virá, mas a apostasia, esta sim, já está
na metade do caminho...
O erro introduzido, desde os tempos apostólicos (quando ainda era relativamente pequeno), foi
crescendo gradualmente, através dos séculos, até o final dos tempos,
quando chegará ao ápice. Grande parte da Igreja tem sido impactada, com a
penetração do mundanismo na família, nas escolas, nos locais de trabalho,
até que ela seja totalmente afetada pelo levedo da psicologia humanista. O
confronto final com a Igreja apóstata pode ser visto no Livro do
Apocalipse, capítulo 17.
O Tempo da
Apostasia - Paulo adverte os tessalonicenses (2 Tessalonicenses 2:1-12) a
respeito dos que procuravam enganá-los e fala sobre a vinda do “iníquo”,
“o homem do pecado”. O objetivo desta carta de Paulo era confortar os crentes de Tessalônica, que
estavam sendo perseguidos (1 Tessalonicenses 2) pelos judeus. Na 2 Tes.
2:7, ele diz que o mistério da iniqüidade já está operando e que somente o
Espírito Santo o está controlando, até que do mundo Ele se afaste [com o
Arrebatamento da Igreja verdadeira] e seja revelado o “iníquo”. Claro que
Paulo não estava se referindo
à nossa reunião com Cristo, antes da apostasia entrar na Igreja. Duas
coisas devem acontecer, após a chegada da apostasia da Igreja: o
Arrebatamento e a revelação do iníquo. Ele diz que o Dia do Senhor não virá, antes que
aconteça a apostasia da fé e a retirada da Igreja fiel. Como “Dia do
Senhor” entendemos o tempo da Grande Tribulação. Esta admoestação coincide
com o que Jesus diz em Mateus 24. Uma de suas admoestações contundentes é
sobre os falsos profetas... Os quais temos visto agora, mais do que
durante os dezenove séculos anteriores. No Novo Testamento, temos duas
vindas de Jesus: uma que será conhecida somente pelos crentes fiéis, que
vão ser arrebatados, os quais serão levados para um lugar antes preparado
para eles (João 14:3); a outra, no final da Tribulação, quando Cristo será
visto pelo mundo inteiro,
quando vier, para livrar o Seu povo dos inimigos e exercer o julgamento
das nações, no Grande Trono Branco, quando a
fé e mais obras serão levados sem conta, havendo a separação entre as
ovelhas e os bodes. Ele volta à Terra para estabelecer o Seu Reinado
Milenar, quando os mortos no Senhor e os que foram arrebatados, antes da
Grande Tribulação, voltarão à Terra junto com Ele (1 Tessalonicenses
4:14).
Nos últimos tempos, a doutrina do Arrebatamento tem sido
desprezada, por causa das teologias do Triunfalismo do Reino, do Dominionismo e do Reconstrucionismo, pregando a
recristianização do mundo, a fim de preparar a volta de Cristo, com uma
plêiade de super-cristãos - os modernos “apóstolos” e “profetas”, que são os grandes
líderes da Igreja Emergente.
Esta Igreja será a maior responsável pela apostasia final, por ser
ecumênica e enfática nos
sinais e maravilhas.
Paulo nos adverte claramente sobre a apostasia dos tempos finais,
na 1 Timóteo 4:1-2 e na 2 Timóteo 4:3-4:
“MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos
apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a
doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo
cauterizada a sua própria consciência”
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas
próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às
fábulas” .
A apostasia vai grassar dentro da Igreja, porque os crentes darão
ouvidos às doutrinas pregadas por espíritos enganadores - os quais vão
dirigir os mestres que pregam visões, revelações e experiências
sobrenaturais. [Temos centenas destes, todos herdeiros do ministério de
William Branham...] As doutrinas bíblicas sofrerão também a influência da
política internacional, exatamente como aconteceu no tempo de Antíoco
Epifânio, o qual tentou impor o helenismo dentro do judaísmo. A Igreja
está aderindo às leis dos direitos humanos (de pecar à vontade), com a
pregação do amor e tolerância aos falsos mestres e aos pecados mais
grosseiros, como os do homossexualismo. [No contexto mundano, os chamados
“direitos humanos” têm funcionado quase exclusivamente em favor dos
marginais].
A apostasia da Igreja tem crescido na escala Richter. Com a
ausência do Castiçal (o Espírito Santo no lugar de
Cristo), os demônios vão tomar conta da Igreja Mundial. Com o surgimento
das doutrinas que prometem riqueza e satisfação do Ego, multidões têm sido
atraídas para uma Igreja fermentada com as falsas doutrinas, inchando
sobrenaturalmente, em razão da tendência das pessoas para o
sobrenatural.
O conflito anterior da Igreja com o mundo tem sido neutralizado.
Agora, a divisão é entre os fundamentalistas bíblicos e os liberais e
reavivalistas, os liberais com o seu Cristianismo humanista e os
reavivalistas, com as suas ondas de curas “divinas”, profecias e
revelações.
Como
pode acontecer tudo isto?
A apostasia começa pela indiferença; pela falta de convicção
bíblica e pela covardia dos crentes acomodados, que têm medo de lutar
contra os que restringem a verdade. A maioria fica relutante, com um pé no
mundo (em nome o falso amor), ignorando Tiago 4:4-b: “Qualquer que quiser
ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. A Bíblia ensina que nos últimos
tempos o amor de muitos esfriará. Vai faltar um amor bastante sincero para
confrontar as pessoas com a verdade bíblica (Judas 3), o qual será
abandonado em nome do “politicamente correto”. Por isso, as doutrinas
estão sendo diluídas, a fim de atrair as pessoas, e com isso a Igreja do
momento é tão morna como a Igreja
de Laodicéia. Os líderes
festeiros se gloriam: “Nunca houve
um tempo tão promissor para a Igreja!” . Só que esse “tempo promissor”
pode ser uma indicação da próxima vinda do Anticristo. Depois de alguns
anos, Deus poderá se cansar da Igreja apóstata e agir, conforme Apocalipse
18. Convém notar que Paulo não fala de “uma apostasia”, pois já houve
muitas. Ele usa o artigo “a”, significando uma coisa bem mais grave. Esta
será a apostasia voluntária, com uma rebeldia generalizada, todos
se voltando contra a legitimidade da Palavra de Deus escrita. Sem esta
segura âncora, a Igreja vai afundar nas ondas que estão envolvendo-a. Deus
nos comanda a ficarmos separados do erro, mas a nossa natureza carnal e
pecaminosa tende à desobediência.
A desculpa dos falsos mestres (enamorados de Roma e do misticismo
oriental) é que Deus está clamando pela derrubada dos muros da separação,
o que transforma a Grande Comissão, em “grande confusão”. Lemos em Tiago
1:22: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes,
enganando-vos com falsos discursos”. Em nome do amor e da tolerância, a Igreja tem se afastado da
verdade e perdido grande parte do seu poder de evangelização. Quem pode
imaginar que se a Igreja do Senhor se unir-se à hierarquia católica e aos
líderes muçulmanos, com a desculpa de melhorar o mundo, isso possa
resultar em algo bom, segundo o desejo de Deus? Quem poderia imaginar o
Apóstolo Paulo se unindo aos líderes de Éfeso, para cultuar a deusa Diana
dos Efésios? Pois é exatamente isto que os líderes da Igreja Emergente têm feito, quando
pregam um evangelho diluído, no Oriente e no Ocidente. Estamos fechando os
olhos à verdade. Por acaso os líderes dessa Igreja criticaram o papa Bento
XVI beijando o Alcorão? Muitas igrejas evangélicas estão aplaudindo esse
homem!
Romanos
16:17: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e
escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos
deles”.
2 João 7-11: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os
quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador
e o anticristo. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos
ganho, antes recebamos o inteiro galardão. Todo aquele que prevarica, e
não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus; quem persevera na
doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter
convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o
saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más
obras”.
Crente bonzinho, que não desagrada pessoa alguma, em nome do
“politicamente correto”, deve envergonhar-se diante dos crentes
primitivos, que tanto ”batalharam pela fé entregue aos santos.” (Judas 3).
O conselho que Cristo nos dá, referindo-se à Igreja Emergente, líder nos
propósitos, nos sinais e maravilhas é este: “Sai dela, povo meu, para que
não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas
pragas (Apocalipse 18:4).
Eventualmente, esta Igreja, junto com o mundo incrédulo, vai
aceitar a marca da Besta, por lealdade à unidade global, a qual vai se
empenhar em deter o terrorismo, quando este crescer bastante contra
Israel, e contra as nações que ficarem a favor dos judeus. O sistema
mundial terá de ser implementado com um controle tremendo, a fim de ser
instalada a unidade social, econômica, e religiosa. E como ninguém vai
poder comprar ou vender sem a marca da Besta (que pode ser uma leitura da
palma da mão ou da íris, no infravermelho), esta tecnologia já começa a
ser implantada nos países ricos, onde a Nova Era predomina com a sua
teologia abrangente. O Satélite
Global de Posição (GPS)
já está sendo usado em alguns segmentos do governo americano. Ele vai
poder localizar qualquer pessoa numa fração de segundos. A Digital Applied Solutions (ADS) já
tem a patente desse tipo de tecnologia, conhecida como “Digital Angel”.
Alguns voluntários já receberam esse “anjo”, desde o dia em que foi
lançado, em 10/05/2002. Se juntarmos sete anos ao Ano 2002, teremos 2009,
quando, provavelmente, o “anjo” estará em pleno uso, com a aprovação do
novo presidente eleito.
O Movimento Carismático
promete o cancelamento das dívidas e muita riqueza, pela confissão
positiva, através da qual, segundo o mesmo, os crentes enriqueçam facilmente,
dando ordens ao universo. As experiências sobrenaturais que identificam
este movimento serão indispensáveis para unir pessoas de religiões
diferentes. Paulo viu a apostasia entrando sorrateiramente na Igreja de
Éfeso, e quando reuniu os anciãos, para a sua despedida, ele disse:
“Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós
lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; e que de entre vós mesmos se
levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os
discípulos após si” (Atos 20:29-30). Hoje em dia, multidões se juntam para
ouvir e ver o seu mestre favorito e presenciar os sinais e
maravilhas que ele opera. Jesus nos advertiu sobre os falso profetas que viriam em
Seu Nome, com muitos milagres, como uma parte do engodo dos dias finais,
antes de Sua volta. Não é tempo de esconder a cabeça na areia, esperando
que o perigo passe, pois ele só vai crescer. Se de fato acreditamos que
antes do Anticristo vem a apostasia e que esta é a era da Igreja de Laodicéia, a vinda do
Senhor pode estar mais próxima do que imaginamos. Precisamos estar
preparados e devemos nos esforçar para ganhar almas para o Senhor. Por
enquanto, desfrutamos de alguma
liberdade religiosa, quando ainda podemos pregar a Cristo, copiando
o que Ele disse em João 9:4 e 11:9-10: “Convém que eu faça as obras
daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode
trabalhar... Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste
mundo; mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há
luz”.
Um dos meios usados para incrementar a apostasia tem sido a TV. Os
pregadores televisivos são os mais admirados por multidões, que seguem
suas doutrinas. Cristo nunca mandou que se pregasse o evangelho pela TV.
Ele vai ser pregado, sim, no mundo inteiro, mas pelos 144.000 judeus
escolhidos por Ele. A pregação verdadeira é a que fazemos pelo bom exemplo
e por palavras que comprovem o efeito do Evangelho de Cristo em nossas
vidas. Quem assiste a TV “cristã” atual e vê homens engravatados,
verdadeiros janotas, pregando saúde e prosperidade, dificilmente se
converte, com arrependimento de pecados, conforme os padrões bíblicos.
Mas, o Espírito de Deus é tão diligente e misericordioso que, ao ver um
coração sincero, Ele age segundo Jeremias 29:13) “E buscar-me-eis, e me
achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”. Assim, vemos
gente se convertendo até nas “sinagogas
pentecostais!”
Nenhum desses ricos televisivos iria dar a sua vida em favor da
verdade, como o fizeram os cristãos da igreja primitiva. Seu sucesso é
medido pelo número de pessoas que os assistem e lhes enviam “ofertas de
amor”. [Uma certa “Igreja” da prosperidade, agora adotou, nos Estados
Unidos, o sistema do “drive
thru”, atendendo as pessoas dentro do próprio carro, para lhes dar maior
comodidade, ali recebendo as “ofertas de amor”.] A última esperança está
no remanescente anônimo, que lê a Bíblia em casa, vive honesta e
frugalmente, pregando o evangelho através do bom exemplo de vida cristã.
A pergunta seria: “Mas Deus
não manda congregar-se na passagem de Hebreus 10:25?” – (“Não
deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes
admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai
aproximando aquele dia”). A resposta é: No tempo em que o autor de Hebreus
escreveu esta carta aos “judeus na dispersão”, os judeus convertidos a
Cristo precisavam congregar-se, a fim de não caírem sob a influência dos
judeus e pagãos, nos países onde moravam. Não havia ainda a Palavra de
Deus organizada pelo Cânon, conforme temos hoje; não havia os trabalhos de
excelentes apologistas bíblicos, como Spurgeon e tantos outros; não havia a Internet para fazermos
pesquisas bíblicas. Isto significa que freqüentar uma congregação pode
significar, hoje em dia, ficar em casa lendo ou escutando a Bíblia e lendo
autores bíblicos, pois a maioria das igrejas mais se assemelha a uma casa
de show, onde o entretenimento toma o triplo do tempo que é usado na
pregação da Palavra Santa, ou seja, para cada 60 minutos de barulho, 20
minutos de pregação. Isto sem mencionar as heresias entregues nos
púlpitos. A Igreja do futuro talvez seja mesmo a IGREJA
VIRTUAL.
Não é coincidência que tantos sinais e maravilhas estejam
predominando na Igreja
Emergente. Para substituir a pregação e aumentar o interesse dos
membros, a fim de as igrejas fiquem lotadas e os gazofilácios tinindo, os
mestres carismáticos precisam apelar para as coisas sobrenaturais. Os
demônios são muito espertos. Eles conhecem os pontos fracos dos cristãos e
agem no sentido de capturá-los em suas armadilhas satânicas. Auto-realização é a palavra chave
usada para alcançarem este objetivo. E a psicologia, que predomina na Igreja Emergente, ensina como os
cristãos podem consegui-la. Na 2 Tessalonicenses 2:10-11, lemos: “E com
todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o
amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação
do erro, para que creiam a mentira”. A psicologia ajuda o cristão a entrar
rapidamente na “operação do erro”, através da auto-realização, deixando-o feliz
e realizado, porque ele nunca escuta a odiosa palavra “pecado” e continua
se considerando “uma ótima pessoa”. Deus não fala mentira, mas somente a
verdade (João 17:17). Sua Palavra não passa a mão sobre a cabeça de pessoa
alguma, pois ela “é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma
de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas
e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”
(Hebreus 4:12). Os mestres “avivalistas” falam mentiras para acalentar o
EGO das pessoas, a fim lotarem suas igrejas. No Velho Testamento, vemos
Deus usando os profetas verdadeiros para censurar os falsos profetas. E
quando o povo de Israel rejeitou os profetas de Deus, preferindo os
falsos, veio “o espírito de mentira na boca de todos os profetas do povo
rebelde”. À Igreja de Tiatira, que permitiu a entrada dos falsos profetas,
Deus avisou que ela iria entrar em grande Tribulação: “Eu conheço as tuas
obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que
as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. Mas tenho contra ti
que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os
meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se
arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela
virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras.”
(Apocalipse 2:19-22). Isso mesmo pode acontecer, brevemente, à apóstata
igreja moderna, na qual o Senhor Jesus Cristo não consegue entrar, porque
em Seu lugar mil coisas “importantes” são colocadas e Ele fica batendo à
porta, pedindo uma entrada que nunca Lhe é
permitida.
Como nos dias de Noé, quando imperava a iniqüidade humana e ninguém
acreditava no profeta de Deus, de repente o mundo pode entrar num colapso
ecológico, social e econômico e precisar de um líder poderoso, para
colocá-lo nos eixos. Ele vai chegar, com poderes super-humanos, e vai
colocar tudo em ordem, durante os primeiros três anos e meio. Depois, vai
revelar a sua verdadeira face e ai de quem ficar sob o seu governo!!!
Somente
pela imensa misericórdia do Senhor, os salvos serão arrebatados deste
mundo turbulento, onde viver será a maior desventura, e quando muitos
clamarão pelo sossego da morte e não o conseguirão. (Isso me faz lembrar a
frase que a neta Maria Eduarda, com sete anos, falou, ao descrever o medo
que sentiu, quando escutou uma trovoada: “Fiquei tremendo e meu coração saiu
correndo!”)
Mary Schultze,
05/01/2009 - www.cpr.org.br/Mary.htm
Informações
colhidas no artigo do Letusreason.org - “The Removing of the
Lampstand”.