Arrebatamento Antes da Tribulação

 

Após ter lido no GFB (Grupo Fórum Batista) meu recente artigo sobre o Arrebatamento, um dos membros do grupo enviou a apreciação abaixo, a qual precisou de algumas correções gráficas, o que demonstra a falta de cultura desses candidatos ao pastorado, os quais saem dos seminários nacionais, mal sabendo escrever a própria língua. A falta de cultura  dessa classe pastoral é simplesmente chocante. Seu uso da concordância verbal é uma lástima; e a crase? Apenas 1/1000 desses pastores consegue usar corretamente essa coisinha tão ínfima no tamanho e com tanto valor literário.

        Com raras e honrosas exceções, essa turma - que  nasceu depois dos anos 1950 - é constituída de gente sem preparo intelectual, de pastores que lêem a Bíblia e só a entendem pela metade, esperando que o Espírito Santo resolva o problema. Isso porque, em geral, eles mal falam a língua portuguesa e não têm a menor chance de ler e entender uma Bíblia perfeita, como a BKJ. O moço escreveu:

“Quando fiz a minha monografia final de curso, foi  a respeito da IGREJA NO LIVRO DE APOCALIPSE, descobri que a doutrina do arrebatamento surgiu em Glasgow na Escocia. Uma jovem camponesa teve uma visão da vinda de Jesus em duas etapas. O primo dela divulgou, Mais tarde Scoffield popularizou. 

Antes desse achado, eu estava na aula de Apocalipse com o Dr. Russell Shedd e questionei a respeito do arrebatamento... (eu era pretribulacionista) e ele simplesmente disse... “Querido o irmão, já leu 2a. Ts. 2. Eu disse: “Sim’. Então ele voltou a falar: “Leia novamente... nada mais. Fui o para meu quarto e fiquei lendo, das 23h às 2h da manhã....Minha escatologia pretribulacionista DESMORONOU...Descobri que eu tinha lido muitos livros e não tinha lido a Bíblia....Agora só vejo o livro de Apocalipse como um livro de Adoração ao Cordeiro de Deus que está assentado no trono...isto é suficiente para mim...”

            Essa lenda sobre a criação da teoria do Arrebatamento antes da Tribulação eu já havia recebido de várias fontes, ou seja, cada “estória” mais ridícula! Algumas foram boladas pelos jesuítas, e tanto a estes como aos evangélicos - pós e amilenistas - interessa que as pessoas não creiam no Arrebatamento antes da Tribulação, pois eles são os grandes mentores da Teologia Reconstrucionista e Dominionista, a qual prega a construção do “Reino de  Deus” na Terra, governado pela Igreja de Roma, etc. Por isso é que os “emergentes” se prostituem tão facilmente com a Igreja do Papa. A idéia de “ressuscitar” os sinais e maravilhas, sob os auspícios dos “profetas & apóstolos”, e o endeusamento da Psicologia, com a relevância da auto-estima e da prosperidade, conforme as igrejas evangélicas têm pregado, são uma preparação gigantesca para a chegada do Anticristo. Quando cursei um seminário teológico, no RJ, nos anos 1980, conheci alguns colegas tão desinformados em matéria de leitura, que eu não conseguia conversar com eles. Um deles estava super entusiasmado, após a leitura do livro  “A Quarta Dimensão”, de Yonggi Cho, que eu já havia lido e jogado no lixo.

O missivista supracitado fala do Dr. Shedd criticando o Arrebatamento antes da Tribulação. Conheci o Dr. Shedd, pessoalmente, em SP, nos anos 1980, quando eu tinha poucos anos de conversão e ele ainda era um pastor fundamentalista. Foi durante um almoço em casa do meu pai na fé. Lembro-me que ele disse que sua bebida favorita é o suco de caju, da Maguary. Ele criticou (com justa razão) o Comentário do Novo Testamento de Norman Champlin, que eu havia acabado de comprar, pelo que ainda hoje lhe sou grata.

Três décadas se passaram e o Dr. Shedd, aquele gigante da fé cristã, tornou-se, um dos grandes promotores da Bíblia NVI. Segundo informações recebidas de várias fontes americanas, essa “bíblia”, é publicada na mega-empresa de Rupert Murdoch - A HarperSanFrancisco (HarperCollins) - através de sua subsidiária Zondervan;  e Rupert Murdoch  publica também a Bíblia Satânica de Anton La Vey e abundante literatura pornográfica.

A maioria dos pastores evangélicos, que usa a NVI, ignora este e outros fatos. E quando tentamos abrir-lhes os olhos, com o que aprendemos em nossas pesquisas, eles nos chamam “exagerada”, “inquisidora” e nos brindam com outras “odiabilidades”.

         O mal dessa “plêiade” formada nos seminários nacionais é que não sabe, não quer aprender e, portanto,  vai morrer na praia, depois que os membros de suas igrejas se afogarem no engodo.

 

Mary Schultze, 28/11/2008 - www.cpr.org.br/mary.htm

(2008josemiguel@gmail.com) = autor do e-mail.


"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!"  1 Cor 9:16
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