Curiosidades sobre PETRA

 

Petra é a antiga capital dos nabateus, localizada, atualmente, ao sudoeste do Jordão, no grande vale, que corre do Mar Vermelho, ao sul, até o Mar Morto, ao norte.  Em Grego a palavra “Petra” significa “rocha”.  A palavra cai bem, pois os monumentos e túmulos da cidade foram todos literalmente cortados das formações rochosas  

Petra servia aos nabateus de muitos modos. Inicialmente ela foi usada apenas como um depósito para as riquezas e outras mercadorias pesadas demais para se adaptarem ao estilo de vida nômade desse povo. Além disso, ela está localizada ao longo de muitas rotas principais que permitiam aos nabateus o controle das rotas das caravanas da Arábia para a Síria, dando-lhes acesso ao Mar Mediterrâneo.

Ela também se tornou o centro religioso e administrativo dos nabateus; os remanescentes de suas importantes estruturas ainda podem ser vistos hoje em dia, a partir dos túmulos escavados na rocha.  De fato, são essas maravilhosas escavações na rocha feitas pelos nabateus, as quais exigiam força e perícia, que deixaram a mais duradoura impressão para o mundo moderno. As elaboradas fachadas que dão graça às faces monumentais da rocha inspiraram muitos artistas do século 19, tais como David Roberts e Frederic Edwin Church, os quais capturaram sua beleza e mistério para a sua pintura. .
A sucessão de estilos artísticos encontrada em Petra reflete o sucesso comercial dos nabateus, os quais levaram estrangeiros de terras distantes para negociarem em Petra.

Influências das culturas vizinhas, tais como as de Roma,
Grécia e Egito,  misturam-se às tradições locais, a fim de produzirem um estilo exclusivo e cosmopolitano em Petra, bem como de muitas outras cidades e postos que constituíam o movimentado  centro  de comércio, até a segunda metade do século d.C., o tempo em que o grande e gradual declínio da cidade começou, agravado pelo terremoto do ano 363 d.C.

As tribos beduínas que viveram mais recentemente em Petra, os Bedouls, foram expulsas pelo governo jordaniano, em 1985, quando Petra foi declarada herança mundial, tendo dado lugar às casas modernas, numa vila recentemente construída, no esforço de se preservar, escavar e restaurar a cidade.

Petra tem sido assunto de crescente interesse no turismo e no escrutínio arqueológico, desde a sua redescoberta, em 1812, por Jorhann Burckhardt. Contudo, esforços estão sendo feitos nos sentido de preservar a cidade. O atual governo jordaniano considera Petra um tesouro nacional, desde  1985. O Petra National Trust foi criado em 1989, sob o patrocínio da rainha Noor Al Hussein, para formar, na Internet, uma rede dos que estão compromissados num esforço nacional coletivo de salvaguardar Petra, como exclusivo patrimônio  da humanidade Petra tem sofrido muitos terremotos durante sua existência. Ela está situada na fronteira da planície árabe, uma das doze grandes massas de terra movediças, as quais estão mais sujeitas aos terremotos. No Mediterrâneo Oriental, três planícies se juntam; por isso Petra está situada numa localidade particularmente de risco. No dia 19/05/363 d.C., um desses terremotos abalou Petra e quase a destruiu. Registros contemporâneos contam que a metade da cidade foi destruída e os arqueólogos confirmam o considerável dano causado ao teatro principal de Petra, aos seus templos principais (incluindo o Qasr al-Bint) e à Colonnaded Street. Pior ainda foi que o tremor destruiu o sistema de água, o que prejudicou,  economicamente, a saudável Petra. Contudo,   o sistema de água  deve ter sido restaurado e as trilhas comerciais revitalizaram a cidade. Em 363 d.C, Petra parecia ter perdido seus próprios meios de reconstrução

Em 1976, os arqueólogos em Petra escavaram uma casinha destruída por um terremoto na antiguidade. Em um canto da casa, foi encontrada uma jarra, contendo 85 pequenas moedas de bronze espalhadas no meio dos fragmentos da jarra. Algumas moedas tinham a efígie de Constantino II, e muitas com efígies da reforma monetária de 354. O terremoto, portanto, não poderia ter acontecido antes dessa data. Uma evidência tradicional veio à luz, naquele mesmo ano, quando um erudito em pesquisa arqueológica conseguiu uma carta escrita na antiguidade.  Evidentemente, a obra de Cirilo, Bispo de Jerusalém, de 350 até 386, relata os efeitos de um grande terremoto na região.  Conforme essa carta, quase metade de Reqem, (o nome nabateu de Petra) foi destruída pelo abalo sísmico, na terceira hora do dia (9 horas), e a  outra parte, às nove horas da noite, no dia 19/05/365 d.C. Cirilo conta em outras palavras, a data e o tempo, não do terremoto principal, mas do suas poderosas conseqüências.

Petra será a cidade preparada por Deus, onde a “Mulher vestida de sol”, de Apocalipse 12:1-6, ou seja o remanescente de Israel, deve  procurar refúgio, contra os seus inimigos, na segunda metade da Grande Tribulação.

Mary Schultze, 09/11/2008 - Informações colhidas na Internet.