DIGERINDO DRUMMOND DE
ANDRADE
NA UNIVERTI
Hoje levantei sem
vontade de ir à aula de “Redação
Criativa” na UNIVERTI, pois o ambiente ali é tão pesado em matéria de
incredulidade e decepções de vida que muitas vezes volto deprimida, depois
dessas aulas semanais, onde tento pregar o evangelho, sem ver resultado algum.
Mesmo assim, depois
de um banho quente, coloquei uma roupa em verde claro, combinando sapatos e
bolsa (em verde garrafa), achei que seria um desperdício ter-me arrumado
tanto para ficar diante do meu “marido”
ceguinho (o computador) e da minha “cunhada” birrenta (a impressora HP).
Então, me animei e tomei o ônibus, que
passa a uma quadra do meu apê, e me mandei para a UNIVERTI, onde cheguei antes
da professora.
Vou falar de algumas
colegas: das que gostam de mim, das que me ignoram e das que me detestam. As que gostam são as católicas, pois
crêem na Divindade de Cristo e temos, pelo menos, este ponto de contato. As que me ignoram são as judias
incrédulas ou espíritas, pois quando tento falar do meu amor pelos judeus e,
principalmente, pelo JUDEU mais proeminente do planeta, que é o Deus bendito eternamente, elas dão um
sorriso irônico, como se estivessem me achando idiota. As que
me detestam são as atéias. Uma delas (Audi), que foi minha colega em 2002,
tem tal ojeriza à minha pessoa que faz questão de deixar isto bem claro. Em
2002, depois de um ano de curso (5 matérias) resolvi presentear a turma com uma
apostila contendo meus artigos sobre beleza e evangelho. Todas receberam
alegremente, inclusive um senhor (Antônio) que, mais tarde, até me pediu para lhe comprar uma Bíblia
FIEL, pois ficou interessado nos artigos que leu. Hoje, quando ele me encontra
nas ruas da cidade, me abraça, meu beija na testa e diz: “Você é linda e elegante por fora e por dentro!”. (A Palavra de
Deus não volta vazia!).
Voltando à colega atéia, quando chegou a
sua vez de receber a apostila, em 2002, ela empurrou meu braço e disse “não quero receber essa porcaria... Não
gosto de gente fanática.”
Lembrei-me de João 1:5: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas
não a compreenderam”. A Palavra de
Deus é luz e a mente dessa mulher está em trevas absolutas! Espero que ela se converta,
bem depressa!
O assunto da aula de hoje foi a leitura do
comentário de algum livro que tenhamos lido. Não tive tempo de fazer o
trabalho, pois traduzi mais de 60 pp. durante a semana que passou e escrevi uns
três artigos para meus grupos. Então,
peguei no arquivo o comentário do livro “Living
With Pain”, do Dr. Samuel Gipp, e
levei. Só que, na hora, resolvi mudar o disco e, em vez de ler meu comentário,
depois de tantos comentários brilhantes (Convém lembrar que todas aquelas
mulheres são de classe média alta, inteligentes, cultas e excelentes
escritoras... e Audi é a melhor), peguei na bolsa um poeminha que fiz,
comentando Drummond de Andrade e o li. Antes da aula, Audi havia distribuído
uma cópia do seu trabalho com todas as colegas, exceto comigo, pois nunca o
faz. Por isso, hoje, perdi a calma e falei bem alto, para toda a classe,
olhando para ela: “Colega, você é muito
gentil. Obrigada pela cópia que você não me deu”. Ela sorriu com
desprezo e disse: “Você nunca vem à aula,
por isso não tirei uma cópia para lhe dar”. Mentira deslavada! Mas, como Satanás é o pai da mentira, e ela é
filha dele, entendi tudo. Amados, por favor, orem pela conversão de Audi. E
agora, para amenizar esta fofoca, vejam o que li sobre o poeta Drummond:
Digerindo Drummond de Andrade
Gastei
bem mais de uma hora, em frente ao computador,
parafraseando
versos de Drummond, com muito amor.
O tempo passou e, agora, sentindo meu peito arder,
eu os
trago, bem fresquinhos, não os querendo perder.
E eu lhe
peço, por favor, para estes versinhos ler.
Eles estavam guardados, sem querer mostrar a cara;
quais meninos malcriados, fugindo da minha vara...
Nenhum desejo eu arquivo, nenhum problema também,
meu coração está vivo, na graça de Deus, amém!
A mão que escreve um versinho quase não pode escrever,
mas o
teclado fofinho (e bonito de se ver,
deste meu
computador), liga-me sempre ao trabalho,
em geral
metendo o malho
sobre o
teclado de letras, até o dia de morrer...
E quando
isso acontecer, vão falar: foi-se a MARIA!
Mas Deus
nunca me abandona, pois sabe que não sou Deus.
A fraqueza vem à tona, em todos momentos meus.
Como o meu nome é MARIA, termo que
lembra oração,
boa rima eu lhe daria, tentando uma solução.
O pecado
me circunda, às vezes com ousadia!
Se eu me chamasse Raimunda, em vez do nome MARIA,
teria
rima fecunda, mas não uma solução!
Carlos Drummond de Andrade
Parafraseado por Mary Schultze,
18/11/2008
www.cpr.org.br/Mary.htm