
Entre o
Bezerro de Ouro e o Touro de Bronze
A humanidade não melhorou nem um pouco,
no decorrer de seis mil anos de história judaico-cristã. Quando Moisés conduzia
o povo de Israel pelo deserto, rumo à terra prometida, recebeu uma ordem
divina, para subir ao Monte, a fim de receber as Tábuas da Lei. Quando regressou, lá estava o povo adorando um bezerro de ouro, fundido com as jóias das mulheres
e dizendo: “Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito... Os
israelitas se assentaram a comer e a beber; depois levantaram-se a folgar” (Êxodo 32:4-6).
Hoje
em dia, o povo americano prefere se reunir diante do Touro de Bronze, na Wall
Street, para fazer orações em favor da
recuperação econômica da crise americana. São pessoas de todas as classes
religiosas e raciais, orando cada uma ao seu deus, menos ao Deus de Abraão,
Isaque e Jacó, o qual não divide Sua glória com outros deuses.
O mal dos americanos
é que, em vez de lerem a Bíblia, como antigamente, procurando viver corretamente
dentro dos seus princípios, eles preferiram dar excesso de liberdade religiosa
aos pagãos do Caribe e do Oriente, os quais trouxeram para o país suas falsas
religiões, através das quais os americanos se corromperam.
O irredentismo causou a desgraça moral e espiritual da América. Enquanto o país ia crescendo materialmente, com a mão de obra dos latinos do Caribe e dos imigrantes orientais, o povo americano foi abandonando a Palavra de Deus, pelo excesso de prosperidade financeira e de lazer, assimilando essas culturas pagãs, que acabaram corrompendo a fé bíblica dos primeiros imigrantes europeus. E antes que me perguntem o que significa “irredentismo”, explico: “é um movimento que visa unir politicamente o estado co-nacional materno com uma região sob governo estrangeiro.”
A corrupção religiosa logo atingiu as igrejas
e a Teologia da Fé/Prosperidade fez sua obra satânica, em apenas 50 anos de
atuação, exportando suas heresias para outros países ocidentais, cuja meta tem
sido o Movimento de Crescimento da Igreja.
O povo americano perdeu a noção bíblica de que Deus exige qualidade e não quantidade; e o pequeno rebanho de
Cristo se transformou num enorme rebanho de analfabetos na Palavra, todos eles
desejosos de auferir bens materiais, adorando um “Jesus” que nada tem de
bíblico. Esse “Jesus” dos líderes da fé/prosperidade é um deus mitológico,
criado por eles, na esperança de aumentarem suas contas bancárias.
A Teologia da Fé/Prosperidade funciona maravilhosamente
para os seus pregadores, enquanto o povo iludido vai entregando tudo o que tem,
sob a promessa de que o valor que está sendo dado “para a obra do Senhor”, será
devolvido num valor multiplicado. O castigo de Deus não tardará sobre essa
América (nem sobre os que seguem o seu padrão de vida materialista), adormecida
no berço esplêndido da corrupção moral e religiosa. Paulo já nos advertiu em Gálatas
6:7: “Não
erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso
também ceifará”.
Mary Schultze, 04/12/2008