“Free Hugs” - uma tolice humanista
O slide é interessante e nos mostra, embalada em rock romântico, a cena descrita abaixo:
“Há um ano, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, o líder da banda Sick Puppies e, desde então se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por ‘Free Hugs’.
Na medida em que o ‘Free Hugs’ atingia proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha. Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do ‘abraço de graça’.
Quando Mann morreu, Moore decidiu mixar o viídeo que ele tinha feito do ‘Free Hugs’ com a música ‘All the Same’, que ele havia gravado com a sua banda Sick Puppies.
Esse filme apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança. Algumas vezes um abraço é tudo de que precisamos. ‘Free Hugs’ é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria à vida das pessoas através de um abraço."
Conforme escrevi à querida “filha” que me enviou a mensagem, “Free Hugs” é mais uma demonstração de humanismo e da predominante mentalidade secular, pois tudo que parte do homem decaído é tolice e demonstra a tremenda falta que ele sente de Deus em seu coração. Infelizmente, o homem procura preencher esse vazio com gestos fraternais e, mesmo assim, o vazio continua a crescer...
A Inglaterra (berço do rock) é um país decaído, que perdeu a mensagem bíblica e se engolfou no humanismo, a partir da segunda metade do século passado, assim como a Austrália e todos os países ocidentias, principalmente os da União Européia, onde Deus é apenas um nome referencial e o Senhor Jesus Cristo, “um filósofo oriental, que pregou amor entre os homens”. Para esse povo tão mal agradecido a Deus, só podemos entregar esta citação da 2 Pedro 2:20: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro”.
Quando estou na Alemanha e tento pregar o evangelho, os alemães me consideram ingênua, pois estão todos engolfados no humanismo e nos conceitos da Nova Era.
A criatura humana precisa desesperadamente de Deus, mesmo que seja um deus tão falso como os deuses das religiões que proliferam no mundo. O homem natural sente a necessidade de fazer alguma coisa para “colaborar” com Deus, pois o seu Deus é fraco e carece de uma ajuda para realizar qualquer boa obra. A teologia liberal e a nova teologia relacional (teísmo aberto) estão aí para comprovar essa verdade. O homem moderno se acha tão poderoso que tem criado em sua mente um Deus que não pode agir sozinho e cujo coração é tão repleto de amor pelas Suas criaturas, a ponto de desistir de Sua ONIPOTÊNCIA, para deixar que elas tenham mais liberdade, mesmo quebrando a cara a todo momento. O amor destituído da Verdade, que é Jesus Cristo, é desastre espiritual. Livre arbítrio, sim, porém com responsabilidade, com uma fé embasada na ÚNICA VERDADE.
Não adianta inventarmos maneiras humanistas de demonstrar amor aos outros. É verdade que Paulo, o grande apóstolo aos gentios, diz em Gálatas 5:14: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Ele falava isso para os gálatas já nascidos de novo, aqueles que acreditavam piamente na Divindade do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, Que os havia libertado das trevas do paganismo. Naquele contexto, os gálatas estavam se engolfando em práticas judaicas (conforme tem acontecido hoje nas igrejas do baixo pentecostalismo, onde os pastores exigem obras, chapinhando no Velho Testamento, a fim de escravizar os membros de suas “sinagogas” impropriamente chamadas de ”igrejas”).
A maior prova de amor que podemos dar a alguém é pregar o evangelho puro, focalizando a liberdade que temos em Cristo para amar ao próximo, respeitando-o em todos os sentidos. Amar não é sair por aí abraçando as pessoas que não conhecemos. AMAR é respeitar os seus direitos, é orar pela sua conversão, pelo seu bem estar espiritual, bênçãos que só podem ser conseguidas a partir dos ensinos do Novo Testamento, que é a nossa Bíblia.
Como diz um dos dez folhetos do grupo “CRISTÃOS LIVRES”, Estai, pois firmes, na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo de jugo de servidão." (Gálatas 5:1)
1. Jesus Cristo veio para libertar; não aprisionar. (João 8:32,36)
2. Falsos profetas escravizam as pessoas dizendo que não há salvação fora da organização religiosa deles. JAMAIS creia nisso!
3. Seja livre para examinar na Bíblia os ensinos. (veja Atos 17:11)
4. O perdão de nossos pecados está somente em uma PESSOA que derramou o Seu sangue precioso e inocente na cruz, como prova do grande amor de Deus por nós. (João 3:16 e Colossenses 1:12-14).
5. Graças a Deus, Ele não fundou uma instituição religiosa sediada em alguma cidade e sob a liderança de certos homens especiais.
6. Nem disse que deveríamos obedecer cegamente aos líderes.
7. Somos todos iguais diante de Deus. Não existe uma classe especial.
8. Enganados pelo diabo, muitos se afastam da simplicidade da vida cristã e proclamam até um falso Jesus... (2 Coríntios 11:3-4).
Quem tem Jesus Cristo no coração como o único, total e suficiente Salvador e Senhor de sua vida, não precisa andar por aí dando e recebendo abraços de pessoas desconhecidas (muitas delas cheirando a ácido butírico), porque o legítimo amor é aquele que brota da Verdade que liberta da mentira humanista e da mentira religiosa, para nos encher o coração de alegria e paz, da paz de Cristo que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7).
Mary Schultze, 12/03/2007 - http://www.cpr.org.br/Mary.htm