Heróis da fé

 

        Quando leio a história dos grandes heróis da fé, a partir da Reforma Protestante, heróis que tombaram sob o tacão inquisitório de Roma, dou graças a Deus pelos homens e mulheres realmente sérios, que ainda defendem o Evangelho, nesta era de hipocrisia e ganância ministerial. Um exemplo desses santos é o Dr. Ian Paisley, membro da Casa dos Comuns, no Parlamento Europeu.

        Aqueles santos homens e mulheres, os quais colocavam a verdade acima de suas vidas, confiando exclusivamente na salvação pela fé exclusiva no Senhor Jesus Cristo, conforme aprendemos  na Palavra de Deus, ainda falam depois de mortos, dando-nos o exemplo de que tanto precisamos nesta era de incredulidade, quando a “operação do erro” campeia nas igrejas protestantes e evangélicas.

         Hoje estive lendo a história do primeiro arcebispo anglicano, Thomas Crammer, queimado na estaca por ordem da sanguinária rainha inglesa - Blood Mary - a filha mais velha de Henrique VIII e Catarina de Aragão (artigo: “Thomas Crammer-Faithful Unto Death By Fire”, escrito pelo Dr. Paisley, (www.ianpaisley.org).

 Por ser essa rainha tão fanaticamente católica (ao contrário de sua irmã Elizabeth, que era protestante), centenas de protestantes ingleses fugiram para o continente, prevendo a ira que estava para se desencadear sobre eles. Blood Mary era tão má que chegou a trancar a própria irmã Elizabeth, na Torre de Londres, temendo que ela lhe usurpasse o trono.

Seu reinado perdurou de 1553 até 1558, permitindo que Elizabeth I ocupasse o trono inglês, de 1558 até 1603, portanto durante 45 anos, um dos reinados mais logos da história inglesa. O tempo do seu reinado foi superado apenas pelo da Rainha Vitória, que reinou por 64 anos (1837-1901) e pelo da atual Rainha Elizabeth II, que já completou 54 anos de reinado (1952-2006).

Thomas Crammer foi umas das inúmeras vítimas do papa de Roma, no século 16. Todas as tentativas de calar o arcebispo anglicano foram inúteis, até que os papistas começaram a difamá-lo e, por fim, ele foi levado à fogueira. Roma controlava o mundo inteiro e não iria permitir que a Inglaterra se tornasse protestante, por isso usou o fogo para calar as vozes que se levantavam contra papado, ancoradas na Palavra de Deus, por amor às suas almas e ao seu país.

Pelo exemplo de homens destemidos como o Arcebispo Crammer e outros bispos ingleses martirizados antes dele (Hugh Latimer e Nicholas Ridley), é que a nação inglesa chegou ao Protestantismo, editando a Bíblia em sua própria língua.

O primeiro Novo Testamento foi queimado, logo após ter sido impresso. Foi impresso pela segunda vez, em 1530, e novamente foi queimado. Foi impresso pela terceira vez e mais uma vez foi queimado. Finalmente a Bíblia de Mateus foi impressa em 1537. Em 1538, a Bíblia foi impressa em Paris, mas os impressores caíram nas mãos dos inquisidores católicos, tendo sido torturados e assassinados. Publicada na íntegra, em 1540, ela foi suprimida, nos dois anos seguintes. Os clérigos católicos queimavam todas as bíblias que encontravam, condenando à morte, como traidores, os que as imprimiam e apoiavam.

Finalmente, a Bíblia mais perfeita da Inglaterra, a Versão Autorizada de 1611 - King James Bible - foi impressa, quando o Protestantismo já era a religião oficial da nação inglesa, sob o reinado de Tiago I. Essa Bíblia continua ímpar até o dia de hoje, tendo levados milhões de pessoas aos pés do Senhor Jesus Cristo.

Tudo isso aconteceu no século 16, na Inglaterra ... Mas nos séculos seguintes... Não? Ora, já  no século 20, na Croácia, Iugoslávia, Roma continuou alimentado o seu ódio contra os que não rezam pelo seu catecismo, provocando guerras e revoluções, a fim de liquidar impunemente os que ela chama “hereges”.  Roma é sempre a mesma, Roma nunca muda na crueldade!

Num breve futuro, todos os que preferirem obedecer à Palavra de Deus, em vez de obedecer às  doutrinas de Roma, serão levados novamente ao martírio. Vocês dirão: “ora, mas isso aconteceu apenas no passado!”. E eu respondo: Há sessenta anos atrás,  Pio XII abençoou um expurgo, na Croácia, através dos monstros Ante Pavelic (governador) e Aloysio Stepinac, o arcebispo (este já canonizado pelo serviço imundo prestado ao papa), onde o Vaticano sacrificou mais de um milhão de sérvios ortodoxos e judeus, cujo único crime foi não pertencerem ao Catolicismo Romano (The Vatican’s Holocaust, Avro Manhattan). E os  seis milhões de judeus sacrificados na Europa, a mando de Hitler, o lacaio católico de Pio XII? E os africanos sacrificados na Abissínia, pelos exércitos de Franco, outro lacaio dos Pios XI e XII? E os milhões de pessoas aleijadas, física e mentalmente, por causa da II Grande Guerra? E os países destroçados, simplesmente porque acreditaram nas mentiras da Igreja de Roma, pregadas através de “Os Protocolos de Sião”, a fim de preparar, enganosamente, as mentes européias para o sacrifício dos judeus e de outras minorias? E os vietnamitas sacrificados na Guerra do Vietnã, pelo crime de serem budistas? E os coreanos, também vítimas da guerra engendrada pelo Vaticano, através dos seus lacaios americanos, que têm estado sempre ocupando o poder? Quando viu que não conseguiria liquidar o Protestantismo pela força, Roma se voltou para o falso amor pregado no Ecumenismo, o qual tem engodado a maioria dos cristãos protestantes e evangélicos, levando-os ao erro de acreditarem na boa fé do Catolicismo Romano.

Uma coisa em posso garantir: logo que o Vaticano estiver novamente no controle mundial, através de sua igreja apóstata, os protestantes voltarão a ser liquidados, caso não se dobrem aos pés de “sua santidade”, e isso não vai demorar muito tempo. Joseph Ratzinger, o inquisidor maior de Roma (durante a última década do papado de JP2), foi eleito papa e está prosseguindo com a mesma política do seu antecessor, de amizade com os protestantes, judeus e ortodoxos, para, mais tarde, quando se tornar o último falso profeta e conselheiro do Anticristo, condenar os inocentes à  morte, durante Grande Tribulação. Não se enganem os ministros evangélicos que estão rezando pelo catecismo do papa. Dias virão - e brevemente - em que terão de optar pela falsa doutrina de Roma ou pela sã doutrina do Senhor Jesus Cristo e dos seus santos apóstolos. Então, veremos quem é realmente cristão ou apenas um crente conformista, seguidor dos atuais ministros evangélicos... acostumados ao brilho e ao conforto dos seus tronos de ouro, forrados com almofadas de cetim, recheadas de penas de ganso!

 

Mary Schultze, maio 2006.

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