Hoje é sexta-feira

 

        Vocês devem se lembrar daquela propaganda de cerveja feita por um cantor sertanejo (ou seriam dois cantores?), que aparecia insistentemente na TV e nos deixava perturbados. Certo dia, cansada da letra, mas ainda gostando da música, mudei a letra da mesma para: Hoje  é sexta-feira,/eu vou à igreja. /Vou cantar e orar,/em vez de ir pro bar/tomar uma cerveja...// De tanto sofrer/agora eu desisto.../Quero ser feliz /e a Bíblia sempre diz /que é só com Jesus Cristo!

        Pois hoje saí meio deprimida  para fazer a revisão da cirurgia de pálpebras. A dita ficou perfeita, mas eu estava triste por causa de um crasso erro de tradução que cometi no artigo “O Tenebroso lugar de onde vem o Papa Ratzinger”, usando, no final da citação de David Cloud, a palavra “principal” em vez de “último”, que seria a correta. Isso modificou totalmente o sentido da frase e por isso me senti um lixo como tradutora. Por favor, corrijam esse erro!

        Saí de mau humor e quando o médico me atendeu, foi logo comentando: “Mary, você parece triste. O que há? Não está satisfeita com a cirurgia?”  Expliquei que a tristeza estampada em meu rosto nada tinha a ver com o trabalho dele, que foi excelente, e disse o porquê  de estar tão sorumbática.

        Depois do exame, ele puxou assunto sobre religião. Havia 03 pessoas esperando para serem atendidas e eu quis sair logo, mas ele me fez ficar conversando. Até que dei umas boas risadas e ele disse: “Agora, sim, pode ir. Sorriu e ficou igual à pessoa alegre de sempre”. O assunto versou entre Cosmetologia e Religião. Dei um CD para esposa dele e ele ficou tão entusiasmado ao saber que sou técnica em cosmetologia que sugeriu a idéia de criarmos uma linha de produtos de beleza, usando as fórmulas do Schultze, que ainda estão em meu poder. Em meio aos assuntos cosmetológicos, aproveitei para pregar o Evangelho da salvação e saí satisfeita porque vi que ele ficou muito interessado.

        Dali tomei um ônibus para a FESO - onde pretendia me matricular no curso da UNIVERTI (Universidade da Terceira Idade). Depois de ler o programa do curso, desisti. Primeiro, o preço é alto demais (R$136,00) para as 18 matérias do currículo, as quais - pelo menos dez - são embasadas em Nova Era, Hinduísmo, Budismo; ou R$98,00 para as 04 matérias que me interessavam: Espanhol, Filosofia, Psicologia e Redação. Prometi pensar no assunto e voltar... O que não pretendo fazer, de modo algum...

        Tendo em vista que revisei voluntariamente e fiz o prefácio do livro autobiográfico do presidente da FESO, bem que ele poderia me franquear essas 04 matérias pela metade do preço. Aí, sim, valeria a pena eu freqüentar a UNIVERTI.

         No ônibus para a FESO, sentei ao lado de uma senhora aparentando uns 60 anos, muito simpática, e logo começamos a conversar. Percebi tratar-se de uma católica. Quando ela ia descer (dois pontos antes da FESO), Deus colocou em meu coração que eu indagasse o seu nome. Eu já havia observado o seu sotaque nordestino. Pois ela se chama Francisca e é cearense, como eu. Fiquei tão alegre por ter encontrado uma conterrânea que ofereci-lhe o meu CD, uma vez que ela havia declarado ter computador e gostar de todo tipo de leitura. Ela ficou tão feliz que me atirou um beijo, da calçada em frente... Espero que Deus me tenha colocado em seu caminho para conduzi-la ao grande Deus e Salvador da humanidade...  Mesmo que ela possa me odiar pelos artigos anti-católicos!

         Fui diretamente para o Oswaldo. Depois do almoço, quando tentava conseguir abatimento no presente que estava comprando para a garota que sempre me atende carinhosamente na loja de frutas, o gerente (Oséias) apareceu e ficou radiante ao me encontrar. Leu um livro meu e já me conhecia de outra loja onde fora gerente. Mais um candidato para o meu CD, pois Oséias me deu um desconto maior do que eu estava pleiteando! Romanos oito, vinte e oito!

         Depois do almoço vim para casa e encontrei uns 20 e-mails na tela. Li todos e o mais edificante foi de um irmão chamado Elvis, que diz assim:

A senhora realmente me surpreendeu, pois não esperava receber uma resposta assim tão rapidamente.

Nunca a vi em pessoa. Conheci a senhora através dos artigos que eram publicados na Folha Universal. Sou freqüentador da IURD há oito anos.

Quando seus artigos pararam de ser publicados, perdi muito do meu interesse pela Folha e hoje raramente eu a adquiro. Prefiro comprá-la para doar à evangelização.

Moro em São Paulo, em uma cidadezinha chamada Mauá. Sou casado há quase cinco anos e minha esposa se chama Carmem. Não temos filhos.

Tenho 31 anos de idade, completados no dia vinte e seis de fevereiro.

Ganho a vida dando aulas de informática e outros cursos profissionalizantes (secretariado, contabilidade, administração, marketing, tele-marketing, departamento do pessoal e desenvolvimento pessoal) .

Sou viciado em estudar: quando não estou dando aulas, mergulho a cara nos livros, amo história antiga e medieval, filosofia, biologia molecular entre outros assuntos. Aprecio estudar sobre o Criacionismo e, como sempre fui chegado a uma boa polêmica, amo debates. Gosto de debater com ateus e já participei de ótimos debates pelo orkut.

Recentemente comecei a me interessar pela nossa língua portuguesa, tentando me aperfeiçoar na arte de escrever. Como a senhora certamente perceberá, ainda tenho muito que aprender. Mas acredite: isso já foi pior.

Também me apaixonei pela língua hebraica, a qual estou estudando por minha conta.

Sempre a admirei pelos artigos que escreve, e foi através da senhora que comecei a me interessar por teologia. Cheguei a fazer um semestre de uma faculdade de teologia aqui perto de casa, mas desisti.  Nunca me dei bem na escola. Prefiro aprender sozinho e, de fato aprendi muito pesquisando em casa, comprando livros e lendo assiduamente seus artigos.

Saiba que foi a senhora quem me fez mudar radicalmente a minha opinião sobre o dízimo.

E também graças à senhora, estou prestando mais atenção na pregação dos pastores aqui da IURD. Alguns até que pregam bem, mas nem mesmos estes escapam de falar várias besteiras.

Tenho orado a Deus, para que ELE mude a direção da minha igreja. Ou será que eu é que deveria mudar de igreja? Sei que devemos freqüentar os lugares onde nos sintamos bem e, tirando essa parte, me sinto bem na IURD. Gosto das reuniões de quarta-feira e de domingo, onde eu adoro ao meu Senhor.

Mas toda a vez que o pastor fala sobre a obrigatoriedade do dízimo, e coisas do tipo: “quem não devolve o dízimo, vai perder a salvação, porque quem não o devolve é ladrão e os ladrões ficarão de fora do reino de Deus” lembro-me de seus artigos e me pergunto se eu não estaria melhor em outra denominação.

Bem, agradeço-lhe por ter respondido ao meu e-mail, tão prontamente. Bem como pelas fotos que, aliás, gostei muito.

Fique com Deus...

Elvis (de Jesus, não o Presley)

 

         Elvis, você fez o meu dia triste ficar iluminado com o seu carinho (Você tem a idade de minha filha mais nova, a Rose) e com a sua demonstração de cultura geral e maturidade espiritual. Vá em frente e leia o folheto ”CRISTÃOS LIVRES”, o qual lhe enviarei no próximo e-mail.. Acho que vai gostar de saber que temos a mesma  maneira de pensar...

 

Mary Schultze, 02/03/2007

http://www.cpr.org.br/Mary.htm