Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores

 

            Se existe um mistério em toda a Bíblia, que é maior e mais impactante do que tudo que ali é a mais pura verdade, este é  o que trata da Pessoa Eterna do Senhor Jesus Cristo. No capítulo 1 de Gênesis, Ele é o responsável por toda a criação, nestas palavras sobrenaturais: “E disse Deus” (Gênesis 1:3). Quando observamos o valor destas três palavras faladas nove vezes no capítulo 1 de Gênesis,  temos a comprovação do que o apóstolo diz em João 1:3:

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.

Sempre que Deus fala, Ele o faz através da Pessoa do Verbo Eterno. O pai abriu a porta ao Seu Filho Jesus Cristo, quando disse: “Façamos o homem...” (Gênesis 1:26). Que frase grandiosa foi esta usada pelo Pai, na Escritura Sagrada, para preencher toda a revelação da Bíblia. Tentar remover o Filho da revelação divina é criar uma falsa religião.

            Deus Pai não poderia descer à Terra para nos redimir, tendo em vista Sua inatingível Santidade; mas pôde enviar o Seu Filho numa forma humana. A preparação para este sacrifício teve início quando aconteceu o primeiro pecado do homem. Um animal foi morto, a fim de prover uma oferta de sangue, o que significava uma sombra do que iria acontecer na cruz, quando o Seu Filho seria oferecido como o Cordeiro. Nenhum resquício de esperança para a redenção humana poderia existir, antes que o sangue imaculado do Filho de Deus fosse derramado sobre a Cruz do Calvário.  

            Em Gênesis, Cristo é o VERBO. Em Êxodo, Ele é a Água que brota da Rocha. Em Levítico, Ele é o sacerdote do futuro. Em Números, Ele é o sacrifício pelo pecado. Através de toda a Bíblia, Ele nunca deixa de ser o centro de toda a Escritura. Ele é a Palavra oculta na Palavra escrita. [Sendo a Palavra Viva (ou Verbo), Ele se funde com a própria Palavra escrita por Deus]. Ele resplandece constantemente em todo o Velho Testamento. Salomão diz que Ele é a “rosa de Sarom, o lírio dos vales” (Cantares 2:1). Isaías o viu assim:  “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Ele era o Filho que aguardava a hora de resplandecer em Sua encarnação (João 1:14). Sua vinda à Terra colocou o mundo nos trilhos. Mesmo quando ainda era um bebê, em Belém, um rei tentou se livrar de Sua presença e muitos bebês inocentes foram mortos, quando esse rei tentava exterminá-Lo. Quando Ele começou a pregar, deixou enfurecida a plêiade de religiosos. Mas os Seus inimigos não poderiam matá-Lo, até que chegasse a hora estabelecida pelo Pai. Sua morte transformou a moldura de todas as eras e tudo passou a figurar como “antes” e “depois” de Cristo. Sua vida foi importante e Sua morte foi extraordinária.  Ele não apenas morreu, mas atravessou o vale da sombra da morte sem entrar em corrupção, como somente um Deus poderia tê-lo feito, tendo transformado a morte num simples suspiro. Ele não apenas vive, como toda alma que Lhe pertence, pela redenção de Sua morte, vive agora pelo poder de Sua ressurreição e não pode morrer eternamente. Ele convoca os Seus escolhidos para viverem uma nova vida de santidade e está preparando uma Noiva para a Sua Nova Jerusalém...

            Quando o Filho Eterno regressou à presença do Pai, foi por Ele exaltado.  O que poderia significar “ser exaltado”, além da condição de filiação divina que Ele já gozava antes da fundação do mundo? Paulo responde em Filipenses 2:9-11: “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai”.

            No Livro do Apocalipse, João viu a Sua glória. Existem, de fato, 41 palavras descrevendo a Sua glória, nos 13 versos de Apocalipse 1. São muitas as belas palavras descrevendo-O, mas um título que ainda Lhe será dado é “Rei dos reis e Senhor do senhores”... Ele é o Filho unigênito do Pai, o Sumo Sacerdote de toda a obra da redenção; o Príncipe de todos os reis da Terra; Ele está assentado à destra do Pai, em toda a Sua glória celestial.

            Esse título futuro se refere à Sua relação com a Noiva e com os reis e sacerdotes do Reino Milenar. Este será o titulo que nós (os escolhidos que iremos nos sentar à mesa das Bodas do Cordeiro) iremos Lhe dar. No momento estratégico, durante a maior celebração da história da Igreja, toda esta multidão vitoriosa estará em completa atenção.

            O apóstolo Paulo viu esse dia futuro, quando a mais alta honra na compreensão humana será concedida a Cristo, nosso Senhor. A língua revela que essa glória é futura e se relaciona ao Seu governo no Reino Milenar: “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém”.  Somos os Seus súditos e para nossa grande honra, iremos declarar isto a todos os Céus e Terra, os quais se alegrarão, sabendo que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Toda a nossa honra estará sujeita à Sua honra.

            Logo após a Ceia das Bodas do Cordeiro, e quando toda a honra deste evento celestial tiver sido entregue, os salvos irão receber seus galardões. Em seguida, o Eterno Ungido do Senhor  deixará a sala do banquete celestial para montar no Seu cavalo branco. Convocando o Seu exército composto dos santos galardoados, inclusive dos reis e dos sacerdotes, ele descerá à Terra pela segunda vez, a fim de derrotar o exército inimigo do Seu povo, na Batalha do Armagedom. Logo em seguida, Ele tomará posse de Jerusalém e da Terra inteira. Em Apocalipse 19:11,15,16, João nos conta: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. ... E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores”.

            O julgamento da Terra, efetuado durante os sete anos da Grande Tribulação, terá purificado o planeta para a vinda dos mil anos de paz e prosperidade, que vão ter início.

            O Rei dos reis e Senhor dos senhores reinará sobre o Trono de Davi, em Jerusalém e os Seus escolhidos serão a alegria de toda a Terra. Seus reis e sacerdotes governarão com justiça e equidade e todas as honras Lhe serão prestadas. Servir a Cristo no Milênio será uma das maiores honras para os Seus santos. Esta honra será dada aos escolhidos pelo Pai, conforme Mateus 20:23: “...mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado”.

 

Pr. Joseph Chambers - “Saints Crowning Jesus Christ King of Kings”.

Paw Creek Ministries, USA.

Mary Schultze, 22/12/2008.

www.cpr.org.br/mary.htm 

 

 

 

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