Joseph Ratzinger I e Único?

 

        Joseph Ratzinger, eleito recentemente como Papa Bento XVI, em sucessão ao papa JP2, chega ao trono papal com algumas desvantagens em relação ao seu predecessor.

        1. Ele é agressivo demais para manter por muito tempo essa máscara de “papai bonzinho”, a mesma exibida, durante muitas décadas,  por outra figura política mundial - Joseph Stalin - o mundialmente temido ditador soviético.

        2. Ele é um burocrata habituado às intrigas de gabinete, carecendo, portanto, de muita habilidade para suportar a praticidade exigida pelo encargo de governante mundial, conforme tem sido o verdadeiro ofício de um papa católico, desde a criação do Ecumenismo, o movimento católico romano que tem conseguido colocar o mundo atual aos pés de “sua santidade”.

        3. Ele ainda está lúcido demais para engolir os desmandos das raposas vestidas de escarlate, quase tão astutas como ele, muitas das quais desejando ardentemente vê-lo deitado numa suntuosa sepultura de mármore, tendo falecido, obviamente, de morte natural, pois os envenenamentos já estão muito manjados na área do Vaticano...

        Tudo isso vai dificultar a exibição da mesma aura de santidade, com a qual JP2 conseguiu enganar o mundo  inteiro, transfigurado em ardoroso lutador em favor da paz e da igualdade entre os homens (Leiam Jeremias 6:14; Ezequiel 13:10, etc.)._

        Os arcebispos protestantes Williams, Earns, Griswold e outros ecumenistas o homenageiam servilmente (conforme Romanos 1:25), tendo em vista crescer em status dentro dos muros do Vaticano. Entrementes, alguns prelados católicos estão descontentes com a eleição de Bento XVI.

        Os liberais queriam um papa liberal, que anulasse a lei do celibato dos padres, permitisse o uso de meios contraceptivos e até mesmo o aborto, dando mais espaço ao avanço liberalista dentro da ICR. O que os consola é a esperança de que, sendo quase octogenário, Ratzinger seja logo despachado (obviamente de modo natural) “para o seu próprio lugar”, a fim de se juntar a tantos que ali já o aguardam para uma autêntica “ceia dos cardeais”, tão animada como aquela descrita no livro de Júlio Dantas.

         Os protestantes bíblicos (pré-milenistas) encaram Ratzinger tranqüilamente, imaginando que talvez ele seja de fato o “falso profeta”, cuja atuação se dará no governo do Anticristo, quando os cristãos verdadeiros já não se encontrarão neste planeta em declínio. Os evangelicalistas (principalmente os reconstrucionistas) imaginam que Ratzinger seja a peça chave para a transformação da Igreja de Roma no “grande monte” mencionado em Daniel 2:35: “Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra”.

            Em sua juventude, Ratzinger se comportou como um teólogo liberal da ICR, na Universidade de Tübingen. Quando amadureceu,  colaborando na queda do seu amigo e protetor Hans Kung, ele se apresentou como um radical conservador, crescendo em prestígio dentro do plano da “Inquisição Moderna”, para ser elevado a “Inquisidor-Mor” dentro da Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé.

        No antigo prédio da inquisição católica, hoje ostentando o sonoro nome supra citado, Ratzinger logo externou  o seu desagrado pelos protestantes, especialmente pela Igreja Anglicana, tendo arquivado em sua mente um ódio germânico pela nação que lutou bravamente  contra o regime de Adolfo Hitler, na II Guerra Mundial.

        Conquanto acalentando tanto ódio aos “hereges” protestantes e  judeus, Ratzinger tem-se mostrado complacente com os muçulmanos. Isso porque essa abusiva religião de fanáticos maometanos é mais parecida com o Catolicismo Romano da Idade Média do que com o Protestantismo de todos os tempos, o qual conseguiu transformar o mundo numa aldeia melhor, seguindo os preceitos bíblicos tão ignorados pelas outras duas organizações religiosas.

        Ratzinger se acha no direito de decidir quem é ... e quem não é “herege”, quem é ... e quem não é liberal, do mesmo modo como Hitler declarava ostensivamente, quando censurado pelo seu staff, por gostar tanto da opereta “A  Viúva Alegre”, do judeu Franz Lehar: “Judeu é aquele que eu digo que é judeu... e pronto!”  Bento XVI vai tentar (e conseguir) manter, ao mesmo tempo,  os conservadores e os liberais sob a sua mira, a fim de conservar, por todos os anos de mandato papal, o seu enorme poder.

        O que Ratzinger ignora totalmente é que Deus ainda está no controle do universo, assentado no trono de sua onipotência. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó não está interessado em quem seja conservador ou liberal dentro da ICR, mas em quem O reconhece como o único Deus verdadeiro e crê na obra redentora de Jesus Cristo,  por Ele enviado para salvar os pecadores, dos quais Bento XVI é o mais visado, em matéria de responsabilidade moral e  espiritual. O que Bento ignora ainda é que Deus cuida bem de quem ama o Seu povo escolhido (Israel) e não está interessado em obras mortas, mas apenas no reconhecimento do sacrifício vicário do Seu Filho Amado, o único que é poderoso para dar salvação agora e, em seguida, julgar toda a humanidade, no Dia Final.

        Por enquanto, Ratzinger pode descansar tranqüila e esplendidamente em sua luxuosa suíte papal. Ele bem pode ser a figura chave dos últimos acontecimentos, no papel de “falso profeta”, devendo ficar no poder, até que se realize o que o Apóstolo Paulo predisse na 2 Tessalonicenses 2:6-8: “E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.

         Que se cuidem os protestantes, evangélicos e evangelicalistas, que têm sucumbido fragorosamente à chamada “operação do erro”, mencionada nos versos 11 e 12 do capítulo acima: “E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira. Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”. Essa “operação do erro” há muito tem sido deslanchada contra os legítimos cristãos, através das edições deturpadas da Bíblia, da “teologia da prosperidade” e, principalmente, do Ecumenismo, tudo isso programado e abençoado  pelo Vaticano, a fim de neutralizar a genuína fé nos exclusivos méritos do Senhor Jesus Cristo.

 

Mary Schultze, setembro, 2005

(Informações colhidas no artigo publicado no “British Church Newspaper”, de 29/05/2005)

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