Lu, quero mais!

 

Aproveitando mais um dos inúmeros feriados, neste Brasil de feriados católicos, no qual é celebrada uma bolachinha de trigo sem fermento, que os católicos papistas crêem,  erroneamente, ser o “Corpus Christi” (como se o Supremo Criador e Sustentador do universo, JESUS CRISTO, pudesse mofar e carunchar, quando guardado no chamado “sacrário”), vou falar de amizade...

Gosto de receber visitas, que ficam algumas horas ou, no máximo, três dias, em meu apê. PP (o Primogênito) vem toda quarta feira e fica das 16 até as 18 horas. Nessas duas horas, tomamos um gostoso café com bolo e falamos de assuntos bíblicos e apologéticos. Depois, ele arruma tudo que está desarrumado em meu computador; em seguida, vai embora, deixando-me com vontade que ele ficasse mais algum tempo. É esse o tipo de visita que eu amo, pois deixa sempre um sabor de “quero mais”!

        Dudinho (o Príncipe Encantado) costumava me visitar cada dois meses e ficava todo o  fim de semana. Mas acho que ele se cansou de mim e não tem vindo a Terê, contentando-se em me enviar presentes maravilhosos, em forma de CDs musicais, por ele organizados, pensando em mim. Acho que, sem querer, ele assumiu aquela frase do livro “Fidelidades”, de Paulo Hecker Filho,  "Para estar ao lado, sem pesar com a presença". Contudo, ele nunca me pesa com a sua presença. Só me dá alegria e me faz sentir como a mãe mais amada desta cidade serrana.

         Três “filhos” que eu gostaria que me visitassem são o Wagner, o Mil (o Secundogênito)  e o Tônio. Wagner é um pastor de SP: culto, inteligente e muito bíblico. Ele faz questão de prestigiar esta sua Mamie espoleta. Mil reside em Juiz de Fora (MG) e Tônio, numa cidade  do interior de SP. Mil revisa todos os meus textos. Ele é tão bom no vernáculo que PP e eu, que antes nos considerávamos bons na matéria, descobrimos que estamos muito aquém do Mil... Romanos 8:28! Tônio é o mais espirituoso dos meus filhos... É um santo ex-penteca, escreve bem e tem um senso de humor extraordinário, usando sempre uma frase exata, para qualificar qualquer assunto, de maneira engraçada. Foi ele quem me deu o apelido de “Joana Batista”, um dos muitos que tenho, e o mais acertado, pois, como ele mesmo diz: “Mamie costuma usar a chibata da língua para mostrar os exageros dos pentecas, etc.”

        Outro “filho”  que eu amo, pois é culto, inteligente e bíblico, não mora tão distante de mim. É o Joel, de Mantiquira (município de Duque de Caxias, RJ), lugar que conheço muito bem, pois ali, existia a Fábrica Nacional de Motores e houve um tempo (1957) em que dei aula de inglês para o Diretor da mesma. E Paulo, o “filho” de Brasília! Costumo chamá-lo “meu herói”, porque ele vem lutando há anos contra o câncer generalizado, sem jamais ter feito uma queixa sequer contra Deus! Ele é um exemplo de fé e amor a Deus!

         Também tenho meus netos favoritos. O mais querido de todos é o Mario Sergio, um teresopolitano, que trabalha na BBN nos EUA. Ele é lindo, erudito na BKJ e na FIEL e muito amoroso comigo. Outro neto que eu amo é o Law, o qual também trabalha na BBN. Este nasceu no nordeste, é filho de americanos e muito amoroso com esta sua “Vó”.

         Quando se chega à “quarta idade”, onde cheguei, desde os 75 anos, é importante ter amigos sinceros, que nos dêem apoio, pois é triste sentir que não somos amados, quando  nos tornamos idosos.  A verdade é  que tenho uma legião de “filhos” e “filhas” espalhados por este Brasil a fora; tantos,  que minha filha alemã, (Margarete),  quando é apresentada a alguém, procura logo explicar: “Sou filha biológica, pois minha mãe tem uma centena de filhos espirituais”.  Esta vem me visitar todo ano e eu amo essas visitas...

Procuro não importunar essa legião de filhos e filhas com a minha presença física. Envio e-mails diários, à maioria deles, e suponho que alguns deletam essas mensagens sem ler, porque já estão cansados de mim; por isso, nem se dignam acusar o recebimento ou comentar as mesmas. A esses filhos, que já estão saturados da verve desta nordestina “promotora de encrencas”, peço desculpas e digo que não se preocupem comigo, pois, mesmo assim, continuo amando-os, “porque o amor cobrirá a [minha] multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).

Em meio a muitos “filhos” insensíveis ao prazer que sinto em escrever para eles, tenho uma boa coleção de “filhas” que, realmente, me dão a maior atenção e carinho. Entre estas, destaco: Cleusinha, Célia, Cidinha, Cris, Diva, Elenice, Rita, Rosana, Rosângela,  Sandra, Vivien, e muitas outras, que sempre me enviam uma palavra de carinho, cada vez que lêem meus escritos.

Paulo, meu teólogo favorito,  tem dezenas de citações sobre o amor, em todas as suas epístolas. Quem quiser ler maravilhas sobre o amor, leia as Cartas de Paulo, pois ali podem ser encontradas umas 88 citações sobre este sentimento, o mais lindo, que Deus demonstrou, quando entregou o Seu próprio Filho para ser sacrificado na cruz, a fim de salvar da morte eterna esta humanidade corrompida pelo pecado.

Amados, observem, atentamente, as citações de Paulo em Romanos, na 1 e 2 Coríntios, em Gálatas,  Efésios, Colossenses; na 1 e 2 Tessalonicenses, na 1 e 2 Timóteo; em Tito e Filemom. Tudo que poderia ser dito sobre este maravilhoso sentimento pode ser encontrado nas lindas frases, que Paulo dedicou aos seus irmãos em Cristo, como esta: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”  (1 Coríntios 13:13).

E como eu sou uma tremenda fofoqueira, vou contar a vocês quem é a pessoa que eu mais amo neste mundo: é Luciana Schultze, minha neta mais velha, a qual está fazendo mestrado em Química Industrial,  na Universidade de Leipzig (Alemanha). Ela me envia e-mails e telefona semanalmente, conversando pelo menos meia hora, para me contar tudo que acontece em sua vida.

Lu, quero mais!

 

Mary Schultze, 22/05/2008.

www.cpr.org.br/Mary.htm