Mais um domingo na igreja

 

         Minha filha espiritual - Neusinha - (de Goiânia) sempre pede um relatório do meu domingo na igreja. Então, aqui vai um resumo desta manhã de domingo, pois à noite irei ao estudo bíblico no CPR, onde sempre estudamos as Epístolas de Paulo, que não provêem muita chance a interpretações mirabolantes, porque são puro evangelho e, ao mesmo tempo em que nos edificam, essas cartas nos deixam ansiosos para continuar estudando mais e mais a Palavra Santa. 

         Fui à IPT (Igreja Presbiteriana de Teresópolis), com a qual tenho uma ligação de amizade, pois além de ter congregado por mais de 16 anos na IP de Jardim Primavera (RJ), sou amiga do Pr. Roberto, um ministro protestante muito sério, excelente pregador da Palavra. Quando ele me viu sentada no terceiro banco, veio logo me cumprimentar e aproveitei para entregar-lhe o CD que preparei com umas 2.000 páginas de trabalhos meus... de tradução e redação.

         Enquanto aguardava o início do culto, uma senhora de minha faixa etária, abraçou-me gentilmente, indagando se eu era visita. Confirmei, dei-lhe um cartão e, logo depois, senti outra pessoa me abraçando pelos ombros e dizendo uma frase em Inglês: “God bless You, Sister Mary”. Era o marido dela, com quem simpatizei imediatamente. Logo em seguida, ele me entregou um jornal com um artigo seu, o qual foi lido, enquanto os jovens cantavam seus estrondosos corinhos modernos, abusando dos decibéis. Fiquei encantada com a beleza do artigo e pedi àquele irmão para mo remeter por e-mail, pois desejo compartilhar o dito com meus irmãos na fé. Quando li as qualificações dele, no final da página, até me envergonhei, pois ele (o Irmão Ângelo) é professor universitário, tem muitos graus de doutorado e eu... Nenhum! Ele escreve melhor do que eu e é um cavalheiro encantador! Trocamos endereços eletrônicos e vou aguardar que ele me escreva, pois não gostei apenas dele, mas também de sua esposa Laura.

         A “caixa coletora do semanalão” foi colocada diante do púlpito, na metade do culto, para receber os dízimos e ofertas, inclusive do pastor. Ele não pediu coisa alguma e limitou-se a agradecer a Deus pela fidelidade dos membros da IPT, o que tem permitido à  igreja realizar muitas coisas positivas na obra do Senhor, etc. (Pastores inteligentes, como o da IPT e o da PIBT não exigem o dízimo, pois sabem que  o dito é doutrina do VT e eles são honestos demais para cobrar dinheiro dos membros de suas congregações).

         Cantamos alguns hinos clássicos, duas orações foram feitas, até que chegou a hora da pregação. Realmente, quase me decepcionei, quando ouvi que esta seria entregue por um seminarista e não pelo Pr. Roberto. Mas  como Romanos 8:28 é minha regra de esperança, aguardei para ouvir... E logo constatei que o rapaz é realmente bom no púlpito. Seu nome é Sydney, ele pregou sobre Romanos 8:1-14, reforçando os versos lidos com outros versos dos capítulos anteriores... e se saiu maravilhosamente bem.

         No final do culto, fui convidada a orar e acho que não me saí tão mal, embora não possuindo dom da oração.

         Voltei espiritualmente alimentada para casa, depois de conversar alguns minutos com o pastor e o seminarista. O pastor disse que vai fazer um seminário e contará com a minha ajuda... Só não sei em que sentido...

         Chegando em casa, resolvi preparar o meu clássico almoço húngaro do domingo, quando não tenho disposição (nem dinheiro) para ir ao Gamela: caldo de carne de frango desfiado, sem gordura, engrossado com pão de forma e dois sanduíches de pão integral enriquecido de nozes, lambuzados de requeijão e, entre as duas fatias de pão, uma enorme fatia de pimentão vermelho doce, que os húngaros chamam páprica.

         Se os brasileiros comessem menos arroz, feijão, macarrão e carnes gordurosas seriam bem mais elegantes e saudáveis, na terceira idade! Infelizmente, todos os povos têm os seus vícios alimentares. Os europeus abusam de pão, presunto, rollmops, maionese, queijos, vinhos, cerveja, etc. Por isso engordam e morrem cedo. Meu marido contava que após a II Guerra Mundial o número de mortes por enfarte e derrame caiu quase a zero... Porque não havia muita comida na Alemanha. Ele dizia que quanto menos se come, mais saúde se tem e mais tempo se vive. Dou graças a Deus por ser dada à anorexia e tomar apenas duas refeições diárias!

         E como “todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus”, agora vou rever o filme que vi ontem (duas vezes, uma na FESO e outra em casa), pois até agora não entendi bem o enredo do mesmo... Talvez por não possuir “Uma Mente Brilhante” como a do Professor Ângelo Moreira da Rocha!!!

 

Mary Schultze, 21/05/06

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