Maria Co-Redentora
Dois artigo publicados no "Catholic Herald" de Londres, em 19/07/02, são bastante esclarecedores quanto ao empenho do Vaticano em colocar Maria como uma pessoa a mais na Trindade. Esses artigo devem ser lidos atentamente por todos os que desejam ficar a par da maneira como Roma está se movimentando no sentido de exaltar ainda mais a pessoa de Maria. Pelo visto, dentro em breve não mais teremos "um Deus em Três Pessoas distintas", mas "Um Deus em Quatro Pessoas Distintas", pois Maria já se encaminha para o trono divino, a fim de reunir todas as religiões do mundo em torno de um só pastor - o Anticristo.
O Dr. Ian Paisley, membro da Casa dos Comuns em Londres e o mais ardoroso defensor do Protestantismo Bíblico na Inglaterra, nos dá o site onde podemos encontrar esses artigos: (mary2.ipgmary2.ipg). A significação de que o primeiro livro a ser publicado pelo Dr. Williams - o novo arcebispo de Canterbury - é uma adesão e defesa da veneração a Maria, não deve ser subestimada no que se refere a esse movimento da Igreja de Roma. Diz o Dr. Paisley:
Esse apoio dado ao ápice da apostasia da Grande Babilônia é chocante. É uma admoestação a todos os crentes bíblicos da verdadeira natureza do sistema do Anticristo romano.
O povo de Deus precisa orar muito, no sentido de que os líderes protestantes iludidos sobre as trevas de Roma possam ser trazidos à crença libertadora do perdão de pecados somente pela graça através da fé em Jesus Cristo. A mensagem do apóstolo Pedro ainda deve ser a nossa: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12).
Qual a relevância da doutrina de Maria como Co-Redentora?
O Pe. Peter Fehlner mostra, nas linhas seguintes, como o Vaticano II ensina que Maria é a "Mediadora de Todas as Graças".
Nos últimos dez anos têm sido publicado muitos artigos com prognósticos sobre os temas teológicos mais importantes no Terceiro Milênio, sendo que a doutrina da Co-Redenção tem ocupado a cativante atenção do público - entusiástica da parte dos que a apoiam e violenta da parte dos que a ela se opõem - dos "pro" e dos "contra", todos convencidos de que esse assunto não é apenas importante, mas é "o assunto".
O Movimento Vox Populi de Maria Mediadora já apresentou mais de cinco milhões de assinaturas, pedindo humildemente à Santa Sé uma definição sobre títulos como "Co-Redentora", "Mediadora de Todas as Graças" e "Advogada". Um terço dos cardeais e mais de um quarto dos bispos assinaram essa petição.
Contudo, provavelmente seria negativa a resposta inicial da maioria dos católicos à pergunta: "Você abriria mão de um feriado bancário, a fim de aprender um pouco mais durante o III Simpósio Internacional da Co-Redenção de Maria, sobre esse tema tão calorosamente debatido pelos que captam a sua real significação?"
A resposta é compreensível. Será que essas questões não dizem respeito principalmente aos teólogos profissionais? Em geral diz-se que essa é a mentalidade do Santo Padre. Além disso, teólogos eminentes têm declarado publicamente que a assim chamada doutrina da Co-Redenção é uma teologia "ultrapassada" e que ela pode até atrapalhar o necessário andamento do progresso ecumênico.
De fato, esses assuntos são ou deveriam ser preocupação dos teólogos, porém não exclusivamente deles. Muito além dos teólogos eles são uma preocupação da Igreja. O registro comum a respeito do Santo Padre é, de um certo modo, baseado na interpretação - cheia de falhas - de um artigo muito debatido, publicado no L´Oservatore Romano, em 1997, sobre os problemas inerentes à Co-Redenção de Maria.
O Santo Padre atual, desde o início do seu pontificado, bem como os seus imediatos antecessores na Sé de Pedro, desde Pio XI, têm empregado o título de Co-Redentora em diversos discursos públicos, nos já usaram esse termo pelo menos seis vezes.
Um artigo indicador, muito mais exato do que o artigo do L´Osservatore Romano, é uma publicação recente da imprensa do Vaticano, do livro de Santa Lúcia, a última sobrevivente dos videntes, sob o título "Calls" (Chamadas) da mensagem de Fátima. Nele o título de Co-Redentora é freqüentemente empregado (sem levar em conta as admoestações do artigo do L´Osservatore Romano, de 1997) e a doutrina da Co-Redenção de Maria efetivamente é ali apresentada como a mensagem central de Fátima e o triunfo do Coração Imaculado.
Além disso, no início de junho, o bispo de Haarlem, Monsenhor Punt, aprovou a autenticidade sobrenatural das revelações feitas por Nossa Senhora a Ida Peerdman, em Amsterdã. No centro dessas revelações Nossa Senhora exige que haja uma definição solene e dogmática dos seus título de "Co-Redentora", "Mediadora de Todas as Graças" e Advogada. [Pelo visto essas "nossas senhoras" católicas não são nada humildes!]
Aos que acham que os verdadeiros objetivos do Espírito Santo no Vaticano II foram alcançados, sem a promoção do Mistério da Co-Redenção e do triunfo do Coração Imaculado, devemos chamar atenção para a crise que a Igreja está atravessando, com os persistentes escândalos e a trágica ruptura da moral e da cultura da civilização mundial. A mensagem de Fátima e de tantas outras revelações de Jesus e Maria aprovadas pela Igreja são muito claras e a crise vai continuar, até que Nossa Senhora seja reconhecida. [O problema não é "reconhecer Maria", mas acabar com o celibato forçado, a fim de que os padres católicos se casem e deixem de molestar crianças inocentes].
Esse não é meramente o peso de tantas mensagens continuamente reveladas. É o substancial ensino do Concilio Vaticano II. O ensino central do Concílio é o mistério da Igreja e sua renovação, a qual é em parte necessária, a fim de conter o avanço do Secularismo e, ainda mais, tirar proveito das oportunidades presentes para o avanço do Sagrado Coração de Jesus.
E a chave da obtenção dos dois objetivos, segundo o Concílio, é o Mistério de Maria em Cristo, na Igreja. Na Igreja, porque em Cristo, e Mãe da Igreja por ser a Mãe de Deus. Desse modo o Concílio define Maria como sendo o elo entre a cabeça e o corpo da Igreja. Outra palavra para isso (realmente usada pelo Concílio) é Mediadora, a qual desmembrada se torna Co-Redetora, Mediadora de Todas as Graças e Advogada. Se a chave for usada, a porta será aberta para receber graças estupendas, jamais ouvidas, para a Igreja e para a humanidade. Se não for usada, (muito excepcionalmente por um número pequeno de pessoas que não a tiverem usado), a situação da Igreja e da humanidade vai se tornar progressivamente pior. [A situação da Igreja em todo o mundo vai se tornar cada vez mais caótica, pois isso é profético e somente o caos social, moral e religioso poderá gerar uma religião mundial para a chegada do Anticristo]
Em suma, segundo o Concílio, nada existe de antiquado nessa doutrina. E mesmo que por algumas razões práticas o Concílio tenha se abstido, por enquanto, de usar expressamente esse título de Co-Redentora, o Papa Paulo VI e o papa atual deixaram bem claro que nada melhor poderia acontecer ao Movimento Ecumênico do que a proclamação de Maria, Mãe da igreja, como o seu exato coração, visto como Maria é a chave para o sucesso final do mesmo. Foi por isso que Paulo Vi em sua exortação apostólica - Marialis Cultus - chama Maria - Mãe da Unidade. Por isso também o papa JP2, em sua encíclica "Redemptoris Mater", coloca a maternidade de Maria em relação à Igreja, na cena ao pé da cruz, onde Jesus nos consigna à sua mãe: "Eis aí a tua mãe!" [E por isso o sábio pesquisador batista Dave Hunt, em seu livro por mim traduzido, "A Mulher Montada na Besta", diz que Maria vai comandar a besta escarlate - hierarquia romana - no sentido de reunir todos os cristãos nominais e pagãos da Nova Era numa única religião, da qual ela será a figura central].
A compaixão Co-Redentora de Maria, com a sua parte ativa no sacrifício redentor de Jesus, torna Maria a razão da unidade no corpo de Cristo, dos membros uns dos outros e de todos à cabeça. Sem essa ativa influência, a Igreja e os seus membros deixarão de ser um só corpo. Felizmente para a Igreja essa influência material jamais falta. O que o Salvador deseja é a cooperação real e potencial em tomar a Co-Redentora em seus lares. [Em que parte da Bíblia Jesus ordena que se leve algum ícone de Maria para os nossos lares?]
O simpósio da Abadia Downside, no final de agosto, é uma boa oportunidade para que nos tornemos informados sobre o mistério da Co-Redenção de Maria e, com muitos outros, a viver profundamente esse mistério, o qual, nas palavras do Vaticano II, torna Maria um membro proeminente da Igreja. [A Inglaterra começou a afundar moral e espiritualmente, desde que a Igreja Anglicana se uniu ao Catolicismo Romano, traindo os preceitos bíblicos da Reforma protestante.
Artigo do Dr. Ian Paisley/Pe. Peter Fehlner
Traduzido por Mary Schultze, 29/09/2202