Os pastores
malaquianos costumam usar e abusar do Velho Testamento, inventando uma porção
de lorotas para confundir os membros de suas igrejas.
Eles
nunca usam as epístolas de Paulo, porque estas não dão lucro, enquanto
a Teologia da Prosperidade (ou da ganância) é a mola mestra para arrancar
dinheiro dos incautos. O mal é que essa teologia realmente só dá
prosperidade aos pregadores, enquanto os membros de suas igrejas vão ficando
cada vez mais pobres, tanto que alguns acabam perdendo a fé em Deus, achando
que Ele falhou, quando, na realidade, os pastores são os que falham na
sinceridade e na exegese bíblica. Esses peritos em rapinagem espiritual vivem
usurpando as narrativas do Velho Testamento, transformando-as num “abre-te
sésamo” de dízimos e ofertas, para encher os cofres de suas igrejas.
Durante dez anos, combati tenazmente a Igreja de
Roma. Depois comecei a verificar que as igrejas evangélicas “avivadas”
tornaram-se muito piores na malandragem do que a igreja do papa, pois esta já
roubou tanto (durante 16 séculos) que os seus cofres ficaram abarrotados de
ouro e pedras preciosas, de modo que agora ela está mais preocupada em ser
a pedra que se transforma em montanha e governa o mundo. Esta é a
interpretação que os teólogos católicos, a partir de Agostinho de Hipona, dão
a Daniel 2:44-45: “Mas,
nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais
destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos
esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, da maneira que viste que
do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o
bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de
ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.”
O papa sempre se considera
um “outro Cristo”.
Tenho mais de 2.000 páginas de
trabalhos escritos, em forma de apostilas e artigos, num CD, a maior parte
sendo tradução de autores evangélicos fundamentalistas, CD que sempre coloco à
disposição dos irmãos, cobrando apenas o disco, a embalagem especial e o porte
registrado no correio, ou seja, R$10,00. Não quero chegar diante do Tribunal
de Cristo (2 Coríntios 5:10) e ficar envergonhada pelas Suas palavras de
condenação por causa do meu amor ao dinheiro, o qual, segundo o apóstolo
Paulo, “É a raiz de todos os males” (1 Timóteo
6:10).
Imaginem vocês se eu tivesse a mesma capacidade de inventar lorotas como o
pastor de certa igreja, onde tenho uma amiga, que me contou o seguinte, a
respeito do culto de domingo passado (14/05/06):
“Domingo
escutei uma pregação que usou o texto de Samuel 21:7, quando Davi pergunta a
Ziba se havia algum parente de Jônatas vivo e Ziba informa sobre Mefibosete...
Acontece que o pregador usou o texto para dizer que Deus se lembraria de você,
como Davi se lembrou de Mefibosete, e tiraria você, como tirou Mefibosete,
daquela cidade em que ele morava (que era mais um deserto) e o levaria ao
palácio do rei. Também, do mesmo modo, Deus devolveria a você tudo que lhe
teria sido usurpado. Ele o levaria a sentar-se à mesa do rei; e o seu inimigo
(Ziba) iria agora servi-lo como escravo, etc. e tal.
Dá ou não
vontade de sair no meio do culto e ir para casa?”
Diante de uma pregação ridícula como esta, uma pessoa culta e inteligente,
como essa minha irmã na fé, só poderia mesmo ficar enojada, pois ela sabe
muito bem a diferença entre a verdade e as fábulas usadas por esses
marreteiros do evangelho da prosperidade. Quando eu era criança, sempre que os
netos brigavam e depois contavam uma história confusa, minha avó Quitéria
costumava indagar: “Mas o que tem a ver o gibão de couro com o rabo da
vaca?” Eu faria a esse pastor malaquiano a mesma pergunta: “O que tem
a ver Mefibosete com a vida de um membro da Igreja do Senhor Jesus Cristo?”
Outra preocupação de Paulo
foi registrada em Atos 20:28-29: “Olhai, pois,
por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu
bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio
sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de
vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho.”
Todos
os dias tenho recebido e-mails de crentes sinceros, queixando-se das
marotagens dos seus pastores. Alguns ministros das “Igrejas com Propósito”
(de Rick Warren) já começaram a fazer “eutanásia espiritual”, expulsando de
suas congregações os “rebeldes” ou “resistentes” (como são chamados os crente
sinceros), que preferem crer na Palavra de Deus do que nas lorotas desses
magos do engodo, os quais têm transformado o Evangelho de Cristo numa salada
de Velho e Novo Testamentos, Catolicismo Romano e Ocultismo.
Mary Schultze, 19/05/06