Milagre em Uberlândia

 

        Ontem (19/03/06) veio à nossa PIBT um casal jovem cantar algumas canções evangélicas durante o culto da manhã.

         Como só gosto de ouvir hinos clássicos e música erudita, fiquei esperando que terminassem a apresentação dos três números musicais, consultando a Bíblia no Primeiro Reis 18, capítulo que seria usado como tema na pregação do pastor.

         Foi quando se anunciou que a jovem cantora mineira - Klévia, residente em Uberlândia, MG,  iria dar o seu testemunho de conversão. Fiquei atenta, aguardando o que a moça iria contar.

         Aos 13 anos de idade, Klévia era uma adolescente espírita e alcoólatra, tendo chegado muitas vezes a cair pelas ruas. As pessoas comentavam que ela era um caso perdido e a família vivia desesperada, sem ver solução alguma para aquele vergonhoso problema. Seu lar era um local de brigas e muita confusão, com um pai jogador e adúltero e uma mãe sofrendo calada.

        Quando tinha 14 anos, Klévia e sua irmã de 20 foram dançar numa boate da cidade, como sempre costumavam fazer. Klévia bebeu muito e a irmã resolveu voltar sozinha para casa. Foi quando sofreu um terrível acidente de carro, tendo ficado muito ferida, com alguns ossos quebrados, inclusive o fêmur de uma das pernas, o qual ficou à mostra, descarnado e terrivelmente machucado.

        Levada ao hospital, os médicos ficaram preocupados com o estado da moça e começaram a lutar pela sua recuperação. As dores eram insuportáveis, a moça vivia encharcada de analgésicos e a perna começou a necrosar. Os médicos diziam que se ela sobrevivesse teria de ficar pelo menos quatro meses hospitalizada e ainda sairia dali numa cadeira de rodas.

        À medida em que os dias passavam, a situação foi piorando, a perna da moça necrosando, o mau cheiro invadindo o quarto do hospital e as pessoas chorando ao ver aquele sofrimento.

        O pai chorava muito e, depois de algumas semanas de sofrimento,  Dr. Júlio (o médico que cuidava da moça) lhe disse  que teria de amputar a perna da jovem, a fim de salvar-lhe a vida. O pai concordou e a cirurgia foi marcada para o dia seguinte. Foi quando um casal de crentes assembleianos, compadecido com o caso da moça, pediu permissão para orar ao Senhor, implorando pela sua cura. Klévia odiava os crentes, recusou a oração e só depois de muita insistência, para se ver livre da “importunação” do casal, é que ela concordou.

        Uma comovente oração foi feita pelo casal, chorando de compaixão pela moça ferida. Klévia ficou admirada com as lágrimas daqueles crentes e se indagava por que aquelas pessoas estavam chorando tão sinceramente por uma desconhecida.

        Mais tarde, quando a enfermeira veio aplicar os analgésicos na paciente, esta garantiu que as dores haviam desaparecido e não permitiu que os medicamentos fossem aplicados.  Estava se sentindo bem e queria dormir um pouco.

        No dia seguinte, quando o médico retirou os curativos, a fim de iniciar a cirurgia,  a perna da moça, antes necrosada, estava vermelha, sangrando normalmente e o fêmur já não podia ser visto. Havia crescido uma camada de carne fresca cobrindo o osso e a recuperação fora quase  instantânea. Os médicos não sabiam como explicar o fenômeno, mas o (incrédulo) Dr. Júlio concordou em que se tratava de um milagre.

        O quarto do hospital transformou-se em ponto de romaria para quem havia visto a moça naquele estado desesperador e agora podia vê-la alegre, em plena recuperação. Quarenta dias após ter dado entrada no hospital a moça saiu recuperada.

        Daí para a frente, Klévia e toda a família foram se convertendo ao evangelho de Cristo. Hoje Klévia e o marido se dedicam a cantar canções evangélicas, valendo-se da linda voz que o Senhor lhes concedeu.

        “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente... Ele é Deus e, “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”.

         Klévia se convenceu desta e de todas as verdades que compõem o Livro Santo e tem se destacado no louvor ao Nome Santo do Senhor Jesus Cristo.

         E como “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”, podemos ver que Deus permitiu aquele trágico acidente para que toda a família conhecesse o Seu Filho, pois Ele “nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1:13-16).

 

Mary Schultze, março 2006

(Colossenses 1:13-16).

 

Mary Schultze, março 2006