O pau está quebrando na Assembléia de Deus

O pau está quebrando na Assembléia de Deus (do blog do Pr. Altair Germano, um dos líderes assembleianos)

Mais um triste capítulo da história das Assembléias de Deus no Brasil foi ao ar (literalmente) hoje.

Num clima de desabafo, indignação e ameaças constantes de buscar a justiça dos homens (o que é legítimo do ponto de vista constitucional), o pastor
Silas Malafaia, em seu programa semanal na Rede TV e Bandeirantes, fez graves denúncias relacionadas a forma como a CGADB, na pessoa de alguns de seus líderes, pastores e órgãos oficiais estão se portando. Eis as denúncias:

1 - Tentativa da CGADB de se envolver com os negócios (extrutura eclesiástica e litúrgica) das igrejas locais. A CGADB é uma associação de ministros e não de igrejas.

2 - O Mensageiro da Paz, órgão oficial da CGADB, está sendo usado como instrumento político de interesses de um grupo seleto. Foram citados alguns exemplos deste tipo de politicagem.

3 - Pastores presidentes, em troca de cargos convencionais, estão obrigando pastores auxiliares a votar no candidato por eles indicados.

4. Um grupo está se mobilizando no sentido de tentar "jogar para fora" da CGADB o pastor Silas Malafaia , mediante denúncias que se dariam durante a próxima Assembléia Ordinária.

Passo agora a fazer alguns comentários sobre as denúncias feitas:

1. A CGADB, desde a sua fundação, procurou zelar por uma certa "unidade nacional" em termos de doutrina, liturgia, usos e costumes, procedimentos administrativos etc., sempre procurando manter paralelo a isto a autonomia das igrejas. Obreiros que não aceitassem as resoluções votadas e aprovadas poderiam ser excluídos da CGADB, como alguns foram. Embora não seja uma associação de igrejas é pela saúde espiritual das igrejas e de seus pastores que a CGADB existe.

O fato é que muitos líderes não aceitam mais as decisões, orientações e sugestões dadas pela CGADB. Isso é claro, não enxerga quem não quer. As convenções estaduais e igrejas locais se tornaram ilhas doutrinárias, litúrgicas, culturais, denominacionais etc. O pior, as punições (por várias razões) não se aplicam, a coisa saiu do controle. O sonho de unidade nacional parece estar se desvanecendo.

Diante deste quadro fico a indagar: Para que serve a CGADB, visto que a idéia de desassocia-la completamente das igrejas é difundida e reinvidicada por alguns com grande veemência. Qual o sentido de existir Conselho de Doutrina, Conselho de Educação, Conselho de Ética, Conselho Jurídico etc. se é para benefício das igrejas que tais conselhos existem.

Veja o que diz o Estatudo da CGADB em relação às igrejas, em seu Art 3º, nos incisos abaixo:

II - promover a união e o intercâmbio das Assembléias de Deus no Brasil;
III - atuar no sentido da manutenção dos princípios morais e espirituais das Assembléias de Deus no Brasil;
IV - zelar pela observância da doutrina bíblica, incrementando estudos bíblicos e outros eventos;
VII - promover o desenvolvimento espiritual e cultural das Assembléias de Deus, mantendo a unidade doutrinária;
VIII - promover a educação em todos os seus níveis e a assistência filantrópica;

A CGADB precisa se impor urgente ou rever as suas competências, caso contrário, as propostas acima citadas não terão mais sentido algum (para alguns já não fazem mais sentido).

2. O uso do Mensageiro da Paz como instrumento de favorecimento político para "grupos seletos" deve ser repudiado. As denúncias do pastor Silas precisam ser, e creio que serão respondidas publicamente.

3. A denúncia de que pastores presidentes estão "obrigando" seus pastores auxiliares a votarem em troca de cargos na CGADB precisa de algumas observações;

Pastores presidentes não podem "obrigar", nem possuem "controle" sobre os votos des seus pastores auxiliares. Se alguém usa deste expediente, precisa rever sua prática urgente.

O que os pastores presidentes podem e devem fazer, no meu entendimento, é orientar e tentar convencer os seus pastores auxiliares de que o candidato X ou Y é a melhor opção, demonstrando e provando a razão de ser de suas convicções.

Quanto ao interesse por cargos na CGADB, me respondam por favor, qual a eleição, que tipo de atividade política não envolve o interesse por cargos? Tal interesse é legítimo, desde que os meios para se alcançar os referidos cargos sejam legítimos, as pessoas interessadas ou indicadas para os cargos tenham as competências espirituais, morais e técnicas exigidas para os mesmos e os interesse não sejam para benefício próprio, mas para o bem comum da instituição e da causa.

4. Uma moblização no sentido de "jogar para fora" quem quer que seja, de onde quer que seja, é no mínimo malígna e diabólica. Agora, se existem acusações de ordem moral , ética ou doutrinária , com fundamentos e provas que impedem a participação ou permanência do pastor Silas Malafaia, ou de qualquer outro pastor na CGADB, e que lhe impede de ocupar funções ou cargos na mesa diretora ou em conselhos e comissões, estas devem ser levadas até o seu final e tratadas na Assembléia Ordinária.

Link's  do programa:

Nota do CPR:

Recebido por e-mail em: terça-feira, 16 de setembro de 2008 12:39

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