OS PIOS INFALÍVEIS
A Igreja Católica Romana apresenta ao mundo uma lista de 262 papas, começando pelo apóstolo Pedro, que ela afirma ter sido o seu primeiro papa, embora ele jamais tenha oficiado em Roma e jamais tenha aspirado o lugar de papa, criado por Constantino, o Grande.
Dentre esses 262 “sucessores de Pedro”, temos nada menos de 12 Pios (pio = piedoso) e desses 12 vamos destacar oito, a fim de constatar a sua imensa “piedade” em relação à “santa madre igreja”, embora jamais em favor da humanidade.
Pio IV – (1559-65) – Era da família Médici, e ao assumir seu ofício reativou o Concílio de Trento, cujo objetivo era liquidar todos os Protestantes e demais “hereges” e cujos trabalhos foram concluídos em 1563. Ele vinculou o seu nome à profissão de fé deste concílio.
Pio V – (1566-72) – Excomungou a Rainha Elizabeth I da Inglaterra, por ter esta aprovado a Reforma Protestante em seu país, onde o Catolicismo fora substituído pelo Anglicanismo. Infelizmente, há cerca de 50 anos, a Inglaterra aderiu ao Ecumenismo e hoje é um país pós-cristão, marchando para o paganismo generalizado. Pio V fez guerra contra os Turcos, vencendo-os na batalha marítima de Lepanto, em 07/10/1571. Nela o famoso escritor Miguel de Cervantes, criador de D. Quixote, foi ferido, mas sobreviveu.
Pio VI (1775-99) – Atacou impiedosamente a Revolução Francesa, que trazia à Europa e ao mundo o lema da liberdade, igualdade e fraternidade, coisas que o Vaticano mais temia. A Santa Sé dominava praticamente todo o continente através dos estados papais que lhe eram submissos. E perder esses estados era perder seu prestígio político e financeiro. Pio VI morreu como prisioneiro dos franceses, embora tenha firmado com a França o Tratado Tolentino.
Pio VII – (1800-23) – Fez uma Concordata com a França, em 1803, e no ano seguinte foi até Paris a fim de coroar Napoleão e por isso foi canonizado Esteve cativo até 1814, quando voltou a Roma.
Pio IX – (1846-78) – Reinou durante 32 anos. Perseguiu os “hereges” que não se dobravam diante do seu poder, dentre estes os patriotas que fizeram a Revolução Italiana, a qual incorporou os estados papais ao Reino Unido da Itália. Ele mandou aprisionar todos os que não o apoiavam, no edifício da Santa Inquisição, onde hoje funciona a Congregação para a Doutrina da Fé (que dá no mesmo), sob a direção do Cardeal Joseph Ratzinger, um ex-nazista. Os dissidentes de Pio IX eram aprisionados com grossas correntes às paredes ásperas e frias dos calabouços e não eram soltos nem mesmo para realizar suas necessidades fisiológicas. Morriam de desnutrição, maus tratos, cobertos de chagas causadas pelos vermes e repteis que rastejavam sobre os seus corpo nus. Este “piedoso” proclamou dois dogmas importantes da Igreja: O Dogma da Imaculada Conceição de Maria (08/12/1854) e o Dogma da Infalibilidade Papal (1870), no encerramento do Concílio Vaticano I. Alguns historiadores católicos, como Peter De Rosa e Hasler, afirmam que Pio IX obrigou literalmente todos os cardeais dissidentes a apoiar o Dogma da Infalibilidade, através de ameaças terríveis. Ele sofria de alucinações noturnas e perambulava pelos corredores do Vaticano gritando: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Quando saia pelas ruas de Roma, e encontrava um paralítico, sempre o mandava levantar e andar, porém o milagre de Pedro, descrito em Atos 3:1-8, não se repetia, e o Pio ficava furioso. Dizem seus biógrafos que ele era agressivo, mentiroso e chantagista e de uma diabólica maldade.
Pio X – (1903-1914) – Sucessor do famoso Leão XIII. Era um homem bonito e muito charmoso. Fez um governo organizado, gostava de viver com simplicidade e combateu ferozmente o Modernismo num Manifesto à Igreja, em 1907. Amava os pobres e gostava de fazer caridade e porisso foi canonizado. Reinstituiu o Canto Gregoriano na liturgia da Igreja e aconselhou o povo a tomar diariamente a Eucaristia. Amava as crianças e dizia que elas não precisavam chegar aos 7 anos para receber a 1ª Comunhão, contanto que já soubessem discernir entre o bem e o mal. A luta deste papa contra o Modernismo havia sido intensa, desde quando ainda jovem, havia chefiado a espionagem contra os Modernistas, que eram castigados severamente com excomunhão e até prisão. Quando este papa faleceu, veio Benedito XV, em cujo pontificado foi armada a aparição de Fátima (em 1917), a fim de “converter” os Comunistas e ganhar para a Igreja, também, os Muçulmanos, o que deveria acontecer até o final deste milênio.
Pio XI – (1922-39) – Colocou Mussolini (Itália,1929) e favoreceu Hitler (Alemanha, 1939) no poder, fazendo Concordatas com eles. Essas Concordatas renderam milhões de liras italianas e marcos alemães ao Vaticano, que então se tornou o menor e mais poderoso país do mundo. Elas outorgaram “imunidades” políticas e religiosas aos ditadores e o mundo quase foi destruído pelos dois, com o apoio inicial da Santa Sé. Graças a essas “imunidades” o Vaticano quase conseguiu atingir seus objetivos mais importantes: 1.) liquidar todos os Judeus na Europa. 2.) liquidar todos os Protestantes. 3.) voltar a dominar o mundo com as suas implacáveis garras de ferro. Diz Roger Peyrefitte, eu seu livro “A Batina Vermelha”, que Mussolini mandou envenenar este “pio”, depois que ele começou a policiar os seus atos megalomaníacos, e fechou a “Ação Católica”, a qual a Igreja iria usar extensivamente como apoio ao Holocausto de Hitler.
Pio XII – (1939-76) – Era um conservador em matéria de doutrina e política e condenou o Modernismo. Fora o Secretário de Estado do Vaticano em Munique e Berlim, e se trornara um expert em política alemã. Após ser eleito, continuou a obra do seu antecessor, protegendo Hitler na II Guerra Mundial, mesmo conhecendo suas atrocidades contra os Judeus. Quando os aliados contra esses desmandos pediram-lhe que chamasse a atenção de Hitler, que era um bom católico romano, o Fuehrer simplesmente respondeu aos seus emissários que “o que ele estava fazendo contra os Judeus havia aprendido de sua própria Igreja, que durante 15 séculos havia perseguido implacavelmente o povo de Deus, pregando abertamente o anti-semistismo
É muito estranho que o papa atual – JP2 – esteja promovendo a beatificação e conseqüente canonização deste papa, que tanto colaborou na quase destruição do mundo, fechando os olhos ao Holocausto de Hitler. Pelos conhecimentos bíblicos que tenho, e pelas pesquisas históricas sobre o Catolicismo Romano, feitas ao longo destes 20 anos de vida cristã, eu diria que este “infalível pio” não merece o epíteto de “santo”, pois deve estar “piando” nas chamas do inferno!
Mary Schultze – Pesquisadora de Religião – abril 2005
Informações colhidas nos livros “The Papacy’,
de Paul Johnson, “A Woman Rides the Beast”,
de Dave Hunt, “Smokescreen”, de J. T. Chick.
E na Webster’s New international Encyclopedia.