O Arquiteto da União Européia vai ser canonizado

 

         A especialidade de Roma é canonizar homens e mulheres ímpios (do ponto de vista bíblico),  que tenham prejudicado a humanidade, contanto que  hajam feito um bom trabalho no sentido de aumentar o poder papal. Assim foi com o infame Sir Thomas More, o qual entregou William Tyndale ao carrasco. Assim foi com os conspiradores católicos do reinado de Elizabeth I, enforcados por traição ao país, e assim continuará sendo com outros “santos” que já devem estar gemendo nas chamas de fogo do inferno.

         Em seu artigo de 23/06/2003, sob o título “Architect of European Union Advancing to RC Sainthood”,  o Dr. Ian Paisley, erudito em Bíblia e em política européia, escreve o seguinte:

         No “Catholic Herald”  de 23/05/03 foi anunciado que o endeusado Robert Schuman, um dos fundadores da União Européia (UE)  está em vias de ser elevado aos altares como um santo da ICR.

         Robert Schuman foi Ministro do Exterior da França, de julho de 1948 a dezembro de 1952. Jean Monet lhe havia vendido o plano de colocar o complexo industrial franco-germânico de carvão e aço sob uma alta autoridade comum, uma organização aberta à participação por outros países da Europa. Já não havia mais possibilidade de provocar uma guerra entre a Alemanha e a França e, portanto, seria mais viável criar uma reconciliação entre os dois gigantes, através da criação da União Européia.

         Embora o plano original fosse de Monet, ele ficou conhecido oficialmente como o “Plano Schuman”. Schuman vendeu o plano aos colegas europeus e em 18/04/1951, ele foi assinado pelos seis membros fundadores: Bélgica, França, Alemanha, Luxembrugo e Holanda, tendo a França assinado em favor do Saara. A partir daí toda a União Européia começou a ser desenvolvida. [O Vaticano sempre tem trabalhado a longo prazo. Levou cinqüenta anos para derrubar o Comunismo (1990) e o mesmo tempo para criar o Estado Católico Europeu -  - UE, (2000).]

         Escrevendo ao “Catholic Herald”, em 23/05/03,  Luke Coppen declarou:

O arquiteto intelectual  da União Européia pode ser proclamado santo, conforme foi notificado esta semana.

O andamento da causa do político francês Robert Schuman deve ser concluído ainda este ano, segundo o postulante Jacques Paragon.

O Sr. Schuman, nascido em 1886 e falecido me 1963, foi o primeiro Presidente do Parlamento Europeu. O Papa Paulo VI descreveu como ´um infatigável pioneiro da unidade européia´.

Como disse Paragon, as convicções políticas de Schuman foram norteadas pela sua fé católica. ´Para esse pai da Europa, o Catolicismo era não apenas uma fé, mas uma doutrina social´. Sua dupla cultura franco-germânica é a chave para se entender toda a sua visão da Europa sobre a reconciliação e a União Européia. Sua vida mostra que a atividade política é compatível com a fidelidade aos valores cristãos.

A notícia de que o Sr. Schuman está a caminho da santificação veio quando os estados membros da União Européia discutem a respeito do conteúdo da proposta da Constituição Européia. O papa pediu essa Constituição, a fim de que seja reconhecida a contribuição da ICR  na unidade européia”.  [Sem dúvida, esse é mais um golpe do papa, no sentido de coletar a boa vontade dos países europeus em favor de suas exigências – MS].

Roma sempre esteve de olho no controle da Europa [Como acontecia na Idade Média]. Durante muitos anos foi concedido ao Vaticano o privilégio de ser o líder e presidente dos corpos diplomáticos de todos os membros do governo da União Européia.  Isso deixou bem claro que a União Européia foi programada para ser uma aliança de estados da ICR.

No momento, o Vaticano começa a choramingar contra a restrição de sua pré-eminência, até agora mantida sobre a UE.

O editorial do referido “Catholic Herald”  ataca  os pontos de vista expressos na presente Conferência para a nova Constituição da UE e os rotula como estando a  encaminhar a mesma no sentido de uma “Europa Ímpia”.  A grande manchete diz: “Seria essa a Constituição de uma Europa Ímpia?”

Roma equaciona o  papado com a santidade. A pergunta é feita com a implicação  de que a Europa é, de certo modo, divina, atualmente.

Claro que essa tem sido a forma de pensamento de Roma. Onde ela reina e impõe os seus dogmas fraudulentos, sempre equaciona a santidade em relação a si mesma. Se ela é aceita e obedecida, então o resultado é a santidade. Onde os seus erros são denunciados e as suas mentiras e engodos condenados e rejeitados, então ela diz que não pode haver santidade.

A verdade é que as crianças da Europa não estão física nem moralmente seguras, enquanto estiverem ao alcance dos padres pedófilos do papa. Roma precisa manufaturar os seus santos e, conforme as suas próprias declarações, ela é a única autoridade com poder, capacidade e soberania, no céu e na terra, para fazer isso.

Quando ela chama o “mal” de “bem” e o “bem” de “mal”, todos ficam obrigados a dobrar-se em sujeição ao seu ensino.  Ninguém pode se atrever a desafiar a sua integridade. Ela é infalível e com ela ninguém pode comparar-se. O fato é que, quanto mais romana se torna uma nação, mais ÍMPIA ela se mostra. É pelos frutos que se conhece a árvore. [Os países protestantes da Europa e da América se tornaram ricos e prósperos, enquanto os países católicos nunca o conseguiram, com exceção da França, que só progrediu por causa da Revolução Francesa - MS]

A única resposta à impiedade hodierna  é a proclamação do glorioso evangelho do Senhor Jesus Cristo, sem dinheiro e sem preço.  Foi esse Evangelho que transformou – no Século 16 – a Europa ímpia numa Europa séria, podendo fazer o mesmo em pleno Século 21. [Hebreus 13:8 diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”.

Não há de ser pela força nem pela violência da ICR, mas pelo brando poder do Espírito do único verdadeiro Deus vivo, que ainda faz grandes coisas em favor do seu próprio e legítimo povo.

Os laços da impiedade podem, até mesmo na tenebrosa Europa de hoje, ser novamente transformados através da luz e da imortalidade do Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Por outro lado, o Sr. Tony Blair está procurando, com enorme esforço, colocar a herança protestante do Reino Unido no altar do fétido expediente da política. [Esse amigo do papa é o inverso de Cromwell - MS].

A liderança da União Européia está levando Blair à capitulação. O que os  tradicionais inimigos do Reino Unido não conseguiram ainda – isto é, uma rendição à ditadura européia – Blair está conseguindo em sua trilha de pecado e piruetas.

Por essa razão todos nós, cidadãos  britânicos, devemos nos esforçar para que a voz da nação seja ouvida através de um referendum nacional. Creio que esse referendum iria registrar a reverberante desafio do passado: “Singra, Bretânia! Bretânia,  singra as ondas. Os britânicos jamais, jamais, jamais serão escravos!”

 

Ian Paisley/Mary Schultze, julho 2003