O Big Brother dos Idiotas

 

         Já notei que menos de 1% das pessoas que assistem ao programa “Big Brother Brasil” conhece a origem desse título.  Por isso  resolvi dar uma explicação a quem perde tempo diante da TV, para assistir a um programa tão idiota como esse.

         “Big Brother” é o personagem principal do livro “1984”, de George Orwell, escrito em 1949, quatro anos após o término da II Guerra Mundial. Orwell, cujo nome de batismo era Eric Arthur Blair, nasceu em 1903, na Índia, filho de um funcionário da Administração Britânica naquele país. Aos 4 anos de idade Orwell voltou à Inglaterra, tendo se alistado na polícia britânica, em 1922, e ali permanecido até 1928. Viveu uns tempos em Paris, como andarilho e  lavador de pratos, tendo  escrito, já em Londres, em 1933, o seu primeiro livro - Down and Out in Paris and London - falando desse tempo de vacas magras. Dos cinco livros que escreveu, o mais famoso foi “1984”, no qual o autor, como um bom conhecedor dos problemas que iriam recair sobre a Europa, após a II Guerra Mundial, prognosticou a chegada do governo ditatorial de um homem sem escrúpulos, que ele chamou de “Big Brother”, personagem inspirado no capítulo 13 de Apocalipse e na 2 Tessalonicenses 2, ou seja, o Anticristo. O computador e a TV ainda estavam em fase de experiência, mas Orwell tinha um pouco de político e de profeta em sua vocação.

         Orwell era simpático ao comunismo e achava que esse “Big Brother” poderia ser Stalin, no caso desse poderoso ditador russo chegar um dia a dominar o mundo com o regime autocrata do seu país, o qual, de fato, chegaria a dominar um terço da Europa.

         No final dos anos 1990, os homens da TV holandesa compraram a idéia de Orwell, já que a sua profecia não se cumpriu na data prevista (1984), e resolveram criar esse programa idiota para um público mais idiota ainda. Foi assim que surgiu o “Big Brother”, chegando ao Brasil depois de ter alcançado enorme audiência na Europa e nos Estados Unidos, para uma “geração incrédula e perversa”.

         Em Lucas  17:26-30, Jesus nos adverte sobre a Sua segunda vinda: “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos.  Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar”.

Como essa passagem não pode se referir à vinda do Senhor em glória, durante o Armagedom, quando todos, principalmente os judeus,  estarão sofrendo os horrores da Grande Tribulação e ansiando pela Sua vinda, ela só pode referir-se ao Arrebatamento, quando ninguém estará aguardando a chamada do Senhor, a não ser os crentes sinceros, que estão incluídos na promessa da “Coroa da Justiça”, conforme mencionada por Paulo na II Timóteo 4:8.

Logo após o Arrebatamento, a confusão global (que já está em pleno andamento com tanta violência e catástrofes ambientais) vai ser enorme e os povos vão entronizar um homem de pulso forte para colocar o mundo em ordem.

         Enquanto Jesus não chega, os incrédulos e os crentes imaturos se deleitam com as grotescas cenas desse programa, sem imaginar que, de repente, o Senhor pode voltar e dar um basta nessa chocante baboseira, tão apreciada pelos inimigos da boa literatura e, principalmente, de uma boa leitura bíblica.

Como diz o Pr. Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói, “não sou daqueles que combatem a diversão e a cultura. Muito pelo contrário, sou adepto da festa, do lúdico e da celebração da vida. Acredito piamente que o incentivo à cultura e à educação podem corroborar significativamente na construção de um país melhor. No entanto, acredito também que determinados programas televisivos, em vez de incentivar o despertamento do povo para o novo, têm a capacidade única de tornar as pessoas cada vez mais  ‘emburrecidas’”.

É verdade. Nosso povo, já tão fraco em matéria de cultura, em vez de tentar instruir-se de maneira adequada, lendo bons livros e assistindo a programas instrutivos, fica aderindo a esse tipo de “reality show”, ou melhor, cultura da fofoca, a qual vai imbecilizando cada dia mais os habitantes de um país tão carente de cultura e, sobretudo, do Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

 

Mary Schultze, janeiro 2005