O Quarteto do Armagedom

 

        Tudo indica que o Quarteto do Armagedom já está quase formado, aguardando somente que o Senhor da História, Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador, permita a entronização do “homem do pecado”, para, depois de sete anos de Tribulação, voltar, glorioso e triunfante, a fim de estabelecer o Seu Reinado Milenar.

         O Quarteto é formado atualmente pela União Européia, ONU, Rússia e USA.

         Por enquanto a ONU é uma das partes do Quarteto, mas depois que os USA perderem a hegemonia na Ásia, provavelmente o povo asiático vai constituir a parte que hoje é da ONU. Na Bíblia os governos gentílicos sempre existiram para Deus em função de Israel e assim continuarão existindo.

        Pelo visto, os USA estão fora dos acontecimentos finais, mesmo porque estão sendo aos poucos desativados como grande nação gentílica, perdendo a sua hegemonia mundial para a União Européia, tanto que o Dólar já está menos cotado do que o EURO, que os alemães chamam, adequadamente,  de “OIRO” (Quem desejar saber mais sobre a derrocada americana e quem realmente está por trás da mesma, leia o livro “Vatican Assassins”, do pesquisador cristão batista, Eric Jon Phelps).

         O presidente russo Vladimir Putin prometeu, recentemente, ajudar o Egito (o eterno inimigo bíblico de Israel) a conseguir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

         O motivo essencial da vista de Putin ao Oriente Médio, em abril passado, e o entusiasmo despertado entre os palestinos (durante essa visita) parecem ser uma tentativa russa de reatar as antigas conexões políticas da extinta União Soviética. Os russos sempre foram bem vistos no Oriente Médio, região que lhes serviu de retaguarda, na II Guerra Mundial, segundo Reda Shehata, ex-embaixador egípcio na Rússia.

        Com a antiga Ásia Central Soviética  agora controlada por bases militares aéreas americanas, a melhor opção para Putin seria enfraquecer a influência americana, fazendo uma nova conexão com o mundo árabe.  O Oriente Médio é a área natural em que a Rússia poderá se tornar novamente atuante, caso Moscou queira reaver uma parte da influência que desfrutava no tempo da União Soviética. Contudo, a diplomacia russa do passado, a ajuda e as ofertas de armamento, sempre conduziram às guerras e à corrida armamentista, em vez de conduzirem à paz.

        Abbas (o novo presidente da AP -  Autoridade Palestina) não é diferente dos oficiais  do Partido Ba’ath na Síria, o qual acredita que o poder americano pode ser neutralizado através do poder russo. Abbas doutorou-se numa universidade em Moscou, fala fluentemente a língua russa e foi embaixador da AP na Rússia Soviética.

          Contudo, a movimentação renovada de Putin e seu governo no sentido de reaver sua antiga influência no Oriente Médio levanta sérias dúvidas no tocante a poder-se confiar em que esse estadista esteja realmente agindo em prol da paz mundial. A Rússia nunca foi de paz!

         Em vista das severas críticas de Putin ao desejo americano de estabelecer democracias no Oriente Médio, como se pode esperar que ele esteja dando apoio ao Pres. Bush, apoiando quem a ele se opõe?

         Quando Putin visitou o Egito e Israel, em abril deste ano, ele se ofereceu para hospedar uma Conferência de Paz no Oriente Médio, em Moscou, oferecendo, em troca, aos árabes, uma porção de coisas. Essa audaciosa oferta foi feita junto com a promessa de ajudar o Egito na ONU, insistindo em que o seu país vende mísseis de longo alcance à Síria, armas temidas por Israel, as quais podem alterar o equilíbrio de forças na região. Putin assegurou ainda o direito da Rússia de vender armamento aos palestinos, ao mesmo tempo em que vai continuar a ajudar o Irã em sua corrida armamentista nuclear, o que tem deixado Israel muito temeroso com relação ao seu futuro. Ele diz que os seus “sócios iranianos” devem colocar todos os seus programas sob “completo controle internacional”, como se o Ocidente pudesse confiar nesse tipo de promessa. Além disso, nenhuma redução de sua influência na infra-estrutura nuclear foi proposta.

         Israel e os USA logo se opuseram à instalação da Conferência de Paz em Moscou, tendo em vista a calorosa recepção dada a Putin pelo líder palestino Mohamed Abbas, junto com a mídia palestina. Por que estaria Putin ansioso para  convidar e os palestinos entusiasmados em aceitar o convite? O líder palestino fez uma tentativa de explicar isso no rádio e na TV oficiais da PBC, dizendo que “a visita de Putin se torna tão importante, por ser a primeira vez que um presidente russo visita a região”. A última visita desse gênero foi a de Leonid Breznev, quando este foi ao Egito para os funerais de Gamal Abdel Nasser, em 1970.  Mas claro que a verdadeira razão dessa visita de Putin à AP é reatar os antigos laços políticos com o mundo  árabe.

        Putin fez um discurso televisado, na Federação Russa em Moscou, usando um tema popular (tanto na Rússia esquerdista, como na direitista), ou seja, que o país volte a ser o Grande Poder que dominava grande parte do mundo, na era comunista. Putin foi um coronel da KGB e tem ressuscitado alguns símbolos comunistas durante a sua presidência, trazendo de volta a música antiga e renovando o apreço à bandeira soviética. 

        Com a extensão da OTAN aos estados bálticos, nos anos 1990, a ressurreição do antigo Poder Central na Ásia é hoje controlada pelas bases aéreas americanas e a melhor opção a Putin seria reconquistar a influência antes gozada no Oriente Médio, o que explica o seu “namoro” com a AP. A simpatia pela Rússia não foi perdida, tanto que Abbas disse a Putin: “Isso acontece especialmente porque temos relações históricas com a União Soviética e porque a Rússia faz parte do Comitê das Quatro Nações”.

         O Oriente Médio (exceto Israel) parece estar cansado das críticas de Washington contra a sua falta de instituições democráticas e de reformas políticas para liquidar a corrupção que tem  grassado na AP, conforme foi prometido por Abbas, em sua campanha eleitoral. Putin logo aproveitou a ocasião de sua vista para declarar que “os USA é que têm causado essa instabilidade ali, dando apoio à democratização nos países árabes e ao mesmo tempo apoiando a irmandade muçulmana no Egito”.

         O mundo árabe sempre trabalhou na Guerra Fria, colocando os grandes poderes  uns contra os outros. O lado antiamericano tem sido demonstrado sempre nos sermões das mesquitas, nos editoriais dos jornais, em charges, nos livros textos das escolas, tudo isso controlado pela AP, no sentido de criar um sentimento negativo contra  os americanos e os judeus.

        Além de tudo que Abbas possa esperar da parte do Quarteto, “não existe qualquer alternativa a não ser a do Quarteto implementar o Mapa do Caminho, com a renovação de permanentes negociações, apoiando os palestinos no estabelecimento de instituições e de um estado palestino”. Por isso Abbas espera que o Quarteto colabore  no sentido de apressar a retirada de Israel dos territórios ocupados, contrariando o entendimento entre Bush e Sharon.

        Uma coisa evidente é que a Rússia está atravessando uma crise muito séria na saúde pública, com aumento em espiral da AIDS e da mortalidade infantil, enquanto Abbas se mostra incapaz de melhorar a qualidade de vida do povo palestino e de dominar a corrupção interna e a violência dentro e fora do seu governo. Então cabe uma pergunta: Essa gente belicosa e incompetente poderia conseguir a paz?  Haveria um curso alternativo à diplomacia russa? Depois do 11 de setembro, o mundo criou um novo tipo de interesse entre a Rússia e o Ocidente. A Rússia teria sido o primeiro alvo do terrorismo da AlQaeda, quando foi derrotada no Afeganistão, em 1989.  Hoje Putin vê a ameaça à Rússia através do Cáucaso, como parte do terrorismo  internacional.

        Existe ainda o fator energético a ser considerado. Com o enorme crescimento da demanda da China e da Índia por energia, Putin deseja atender a essa demanda, a fim de competir com o Irã e a Arábia Saudita. A Rússia utiliza os oleodutos israelenses (do Mediterrâneo ao Índico, ou seja, até o porto de Eilat, no Golfo de Ácaba) para evitar a passagem de navios pelo Canal de Suez.

         Putin fica entre a cruz e a espada, em relação a qual política deve ser adotada no Oriente Médio, se a de meio século atrás,  pela antiga Rússia Soviética, com uma aproximação baseada na cooperação com os USA e Israel, ou uma nova política ostensivamente em favor dos árabes.  Abbas prometeu aos USA e a Israel deter o terrorismo palestino, mas até agora nada fez neste sentido, mesmo tendo a promessa de uma boa ajuda financeira ao seu governo e da libertação de alguns terroristas presos por Israel. Ele diz que o seu próprio povo pretende desmilitarizar a Intifada e a ”anarquia das armas”, diminuindo a violência contra o povo israelense. Mas parece que tudo não vai além de promessas vazias de governos sem Deus e sem  qualquer legítimo propósito de melhorar o mundo e de criar a paz. Israel vai sofrer muito ainda, nas mãos dos gentios, mas isso vai ter um fim. O Senhor a História é um JUDEU, é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, é o Filho Unigênito de Deus, portanto jamais vai permitir que o Seu povo seja destruído.

        Isso nos leva a crer, cada vez mais, que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus e que suas profecias vão se cumprir literalmente. O único tempo de paz que o mundo vai atravessar será no Reinado Milenar do Senhor Jesus Cristo, o único legítimo Príncipe da Paz. Nenhum governo gentílico e nenhum papa romano vai conseguir uma paz verdadeira porque “o mundo jaz no maligno!” –

 

Mary Schultze, maio 2005

(Informações colhidas no site

http://www.jcpa.org/brief/brief004-22.htm

Artigo:Putin Leads Russia’s Return to the Middle East and the Arab Embrace