O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
Como todos nós sabemos, a "Oração do Senhor" [o Pai Nosso] nunca foi recitada por Jesus. Ela foi ensinada como um modelo de oração: "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome" (Mateus 6:9). Recitar mecânica e constantemente as palavras desta oração [como acontece no rosário católico], sem usá-la como um modelo de oração feita de todo o coração, seria desobedecer ao Senhor e incorrer na Sua estrita proibição sobre as "vãs repetições". (verso 7).
Certamente, esta oração é exclusivamente para os que conhecem Deus como o Pai celestial, sendo um grave erro concordar que o pseudo-Cristianismo assuma a paternidade universal de Deus e a irmandade dos homens. O culto típico da Igreja da Unidade, por exemplo, inclui esta afirmação, repetida em uníssono: "Sou um filho de Deus e, portanto, não posso herdar a doença". Essas "confissões positivas" têm levado milhões à apostasia. Paulo declarou que somente nos tornamos "filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus" (Gálatas 3:26).
O fato de que esse relacionamento com Deus como Pai de alguém não acontece pelo nascimento natural é muito claro. Àqueles [judeus] que se gloriavam de ser "filhos de Abraão", Cristo replicou: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira" (João 8:44). A rebelião de Adão e Eva, por causa da qual eles se tornaram seguidores de Satanás, que é "o deus deste século", fez do diabo o patriarca da humanidade.
Por isso, Cristo disse a Nicodemos: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3). Esse nascimento espiritual é uma exigência absoluta, sem qualquer exceção. Ninguém vai chegar ao céu se não tiver "nascido de novo", da água e do Espírito. (verso 5).
Existe um abuso comum desta oração entre os times americanos de atletismo. Uma alta porcentagem de times, em toda a América, especialmente os times de futebol do curso secundário, costuma recitar a "Oração do Senhor", antes e depois dos jogos. A atitude dos participantes varia entre o ceticismo, o ridículo, a desprezível aquiescência e o desejo de que isso lhes traga "boa sorte". A tradição americana é uma abominação contra Deus.
Phil Jackson, um dos bem sucedidos "coaches" na história do NBA, abandonou o Pentecostalismo, no qual foi criado por uma família de co-pastores, e foi para o Zen Budismo e o ocultismo da Espiritualidade Indiana Lakota. Pois, mesmo assim, ele continua recitando a "Oração do Senhor" e durante anos tem encorajado os seus times a fazer o mesmo, embora desconhecendo o Deus verdadeiro e o Senhor Jesus Cristo.
Essa prática não bíblica tem sido um dos maiores engodos de Satanás. A confusão tem reinado sobre o que significa "nascer de novo". Quanto ao ensino comum de que as palavras de Cristo, "da água", referem-se ao líquido amniótico da bolsa de água, que se rompe no início do nascimento natural, enquanto "do Espírito" se refere ao nascimento pelo Espírito de Deus; o primeiro é falso e o último é correto.
Toda pessoa da raça humana vem ao mundo através do fluido amniótico. "Nascer da água" deve significar mais do que isso. Seria uma redundância dizer que para "nascer de novo" alguém precisava ter nascido uma vez. Sem falar que essa doutrina [a de se crer que o nascer da água se refere ao líquido amniótico] iria colocar uma restrição não bíblica sobre a entrada no céu. Tal proposição poderia significar que não haveria salvação alguma para uma pessoa que não tivesse nascido naturalmente. Nesse caso, nenhum feto que nascesse por qualquer outro meio, ou antes de ter-se completado o tempo normal da gravidez, poderia ser considerado uma pessoa real, elegível ao segundo nascimento e ao céu, permitindo, desse modo, a prática do aborto, em qualquer estágio da gravidez.
O ensino bíblico do "novo nascimento" (tornar-se um cristão nascido de novo) tem causado muita controvérsia. Os católicos romanos, os presbiterianos, os luteranos e outros acreditam que o "novo nascimento" acontece no batismo. Conforme previamente observado (na TBC 08/04), toda igreja luterana segue o ensino do Novo Catecismo de Lutero: "No batismo, a completa salvação lhe foi dada; Deus se tornou o seu Pai e você se tornou o seu filho, através deste ato". [N.T. - Lutero conservou muito ranço do Catolicismo Romano, onde chapinhou por tantos anos].
De fato, a Bíblia ensina que o batismo (bem como a "Oração do Senhor") deve ser usado somente para os que crêem no evangelho. O batismo testifica a fé pela qual alguém "nasceu de novo". De outro modo, ele nada significa. O batismo infantil desafia a Escritura, nega o evangelho e é, principalmente, uma rede, através da qual o "deus deste século" acumula multidões dentro do seu reino, promovendo uma falsa segurança, a qual evita que elas se conscientizem da necessidade de receber Cristo como Salvador e Senhor.
Como é possível uma igreja defender o batismo de uma criança que não pode entender nem crer no evangelho? "Por este ato do batismo..." Esta é a mentira ocultista de um poder inato, dispensado através do batismo, com uma vela acesa, incenso, ritual, um sacerdote movendo as mãos e falando coisas, etc., a qual tem sido, por milhares de anos, usada nos rituais de magia, bruxaria, paganismo, etc., os quais são hoje chamados "xamanismo" pelos antropologistas. Este pernicioso engodo é também conhecido como "sacramentalismo" - uma heresia tão vital ao Catolicismo Romano que possui o seu próprio termo latino - ex opere operato (pelo próprio ato). Negar essa doutrina referente ao sacramento oficial é negar o Catolicismo Romano, uma negação para a qual a pena é a excomunhão automática (o herege sendo condenado ao inferno). Temos aqui, a partir do Cânon e Direitos do Concílio de Trento, 7ª. Seção... 3º. Dia de março de 1547... Decreto Concernente aos Sacramentos... Cânon Sobre os Sacramentos em Geral (o qual continua em pleno vigor):
Cânon 4 - "Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei não são necessários para a salvação, mas ... que sem eles ou sem o desejo deles os homens obtêm de Deus, somente pela fé, a graça da justificação... seja anátema".
Cânon 8 - "Se alguém disser que os sacramentos da Graça da Nova Lei não são conferidos ex opere operato, mas que somente a fé na promessa divina é suficiente para se obter a graça, seja anátema".
Essa grave heresia sacramentalista continua a seduzir, de várias formas, a maior parte das igrejas reformadas. R. C. Sproul, por exemplo, justifica o batismo infantil, equiparando-o à circuncisão: "O exemplo bíblico para o batismo de crianças repousa no paralelo entre a circuncisão (no VT) e o batismo (no NT), como sinal da dispensação da graça... O precedente do VT o exige". [N. T. - Mais um que desconhece o verso de Lucas 16:16, no qual Jesus declara: "A lei e os profetas duraram até João".].
O etíope, a quem Filipe havia acabado de pregar o evangelho, a partir de Isaías 53 (Atos 8:29-35), perguntou: "...Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?" E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus" (Atos 8:36-37). Então Filipe o batizou, não aspergindo água sobre a sua cabeça, mas por imersão, pois o verso 38 nos diz : "E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou". O batismo se destina a declarar publicamente que a pessoa tem fé, identificando-se, como crente, com Cristo, Sua morte, sepultamente e ressurreição. Ninguém usa aspergir água sobre um cadáver, mas, em vez disso, o enterra.
Se "nascer de novo" não se refere ao nascimento pelo fluido amniótico, nem ao batismo, então, qual é a sua significação? O segundo nascimento é através do Espírito Santo, pela água (João 3:5), a qual simboliza a Palavra de Deus, conforme Efésios 5:26: "...Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra". Em João 15:3, lemos: "Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado". Quando cremos e aceitamos o evangelho, somos regenerados e lavados, por isso ficamos limpos. Na 1 Pedro 1:23-25, lemos: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada".
Tendo sido trazidos para a família de Deus, a Ele podemos nos dirigir como o Pai, na "Oração do Senhor". Em Sua "Oração Intercessória", (a oração verdadeiramente feita por Cristo), Ele declara: "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3). Então, o "novo nascimento" exige que se conheça o único Deus verdadeiro e não um novo nascimento pelo batismo, muito menos o de crianças.
Existem milhões dos chamados deuses e inúmeras orações dirigidas a cada um deles, nas diversas religiões que os cultuam. A Bíblia condena cada um desses deuses, em termos irretorquíveis:
"Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o SENHOR fez os céus. Glória e majestade estão ante a sua face, força e formosura no seu santuário. Dai ao SENHOR, ó famílias dos povos, dai ao SENHOR glória e força. Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra. Dizei entre os gentios que o SENHOR reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão. Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude. Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade" (Salmos 96:5-13).
Esta linguagem [bíblica] tem sido ridicularizada pelos "novos ateus", como Richard Dawkins, o qual diz que "os ateus precisam espalhar as boas novas, [pois] o evangelismo (converter o mundo ao ateísmo, segundo eles) é uma moral imperativa." Embora a Bíblia distinga claramente o Cristianismo de todas as religiões e separe os líderes destas (Buda, Maomé e outros) de Cristo, o qual é Único, os ateus não fazem tal distinção. Conseqüentemente, a maior parte dos seus argumentos não tem valor algum.
A Bíblia denuncia todas as religiões como sendo instrumentos de Satanás, o qual "cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus". (2 Coríntios 4:4). O ateísmo é apenas mais uma das religiões do mundo e sua satânica cegueira é refletida em seus argumentos contra Deus e o Cristianismo. Um recente artigo secular sobre os "Novos ateus" teve como título "A Igreja dos Não Crentes", afirmando que [o ateísmo] é uma igreja à qual todos devem pertencer, se os ateus tiverem sucesso em seu intento. Em seu fervor religioso, com o objetivo de destruir a "fé religiosa" e converter o mundo inteiro à sua religião, os ateus ficam cegos à verdadeira fé que motiva os cristãos bíblicos.
Dawkins diz: "A fé é um dos grandes males do mundo. [Ela é] a crença não embasada na evidência [e] o vício principal de toda religião". Contudo, Francis Collins (encarregado do Projeto Genoma, o qual engloba 2.300 cientistas) converteu-se a Cristo e diz que a definição de Dawkins sobre a fé "certamente não descreve a fé da maioria dos cristãos sérios da história, nem a maioria dos que eu conheço".
Muitos cientistas famosos, ganhadores do Prêmio Nobel, e alguns dos maiores historiadores e peritos legais, abandonaram o ateísmo pela fé no Cristo Ressurreto, não através de uma experiência mística, mas de uma evidência concreta. Antigos pioneiros da ciência, como Kepler, afirmaram que foram exatamente as suas convicções de que existe um Criador que inspirou as suas buscas científicas até os píncaros.
"A religião não é apenas um erro, ela é maligna", dizem os ateus, alheios ao fato de que o Cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento com Deus, através da fé em Jesus Cristo. Ateus importantes vociferam contra a religião, cegos ao fato de que a Bíblia não trata de religião. Em suas mais de mil páginas, a expressão "fé religiosa" não é encontrada uma única vez sequer; a palavra "religião" aparece somente 5 vezes e a palavra "religioso", duas vezes. Exceto em duas dessas referências, todas são de crítica à "religião". Além disso, nas poucas vezes em que a religião é mencionada, ela jamais significa o que os ateus estultamente afirmam.
Em sua guerra contra Deus, Dawkins e seus camaradas defensores equiparam desastrosamente os fundamentalistas cristãos ao assassino Maomé. Na verdade, os ateus são muito mais fundamentalistas, tentando impor ao mundo a sua distorcida interpretação dos fundamentos da ciência.
Os novos ateus não podem ficar ignorantes ao fato de que os fundamentos do Islamismo (segundo o Alcorão e a Hadith, os dogmas e exemplos de Maomé, bem como os 1.300 anos de história) ensinam que o Islamismo deve ser imposto ao mundo pelo assassinato de todos os que se recusarem a submeter-se a Alá. Cristo ensinou e viveu exatamente o oposto.
Mesmo assim, os novos ateus continuam equiparando o Islamismo ao Cristianismo, simplesmente porque cada um deles é considerado como "fé". Essas acusações tão irresponsáveis são as que permanecem em seus argumentos.
Sim, alguns que se têm autodenominado cristãos (como os papas católicos romanos, os líderes ortodoxos orientais, os cruzados, numerosos evangelistas, e outros) têm sido culpados de toda espécie de males. Procedendo assim [de modo antagônico ao verdadeiro evangelho], eles têm violado o ensino de Cristo. Os terroristas muçulmanos seguem tanto o ensino de Maomé como o seu exemplo e o exemplo dos seus sucessores, os quais têm torturado e assassinado milhões de inocentes, desde a França até a China, durante 13 séculos. O terrorismo de hoje é apenas um lampejo do que o Islamismo faria, se lhe fosse permitido.
Os fundamentalistas do verdadeiro Cristianismo promovem o amor, a liberdade de escolha e o perdão; jamais o ódio e a violência. Equiparar os fundamentalistas do Islamismo aos do Cristianismo é simplesmente inadmissível. Os ateus também equiparam perversamente o Cristianismo ao fanatismo e à violência dos cruzados e da inquisição católica. Ora, os cruzados não eram cristãos; eles violaram tudo que Cristo ensinou, assassinando os Seus irmãos, os judeus, em toda parte aonde chegavam. É uma grosseira desonestidade atribuir a má conduta dos cruzados ao Cristianismo bíblico.
Desde os dias de Cristo, multidões de cristãos verdadeiros jamais prestaram sua lealdade a Roma, tendo permanecido fiéis exclusivamente à Bíblia e a Jesus Cristo. Milhões foram martirizados pela Igreja de Roma, durante séculos, até a chegada de Lutero. A partir do Século 16, por causa da Reforma, milhões de católicos romanos abraçaram a fé na Bíblia, tendo sido martirizados às centenas de milhares pelos papas e seus exércitos. Deixar de distinguir os mártires cristãos dos seus assassinos é simplesmente inconcebível.
Os novos ateus, liderados por Dawkins, se autodenominam "esclarecidos", considerando os teístas "estúpidos". Steven Weinberg, recentemente laureado pelo Nobel, disse: "O mundo precisa despertar do longo pesadelo... Tudo que nós, os cientistas, pudermos fazer para enfraquecer o domínio da religião deverá ser feito e deve, de fato, ser esta a nossa maior contribuição à civilização". Richard Dawkins diz: "Estou absolutamente convencido do fato de que temos recebido lavagem cerebral, quando acatamos a religião." Religião? Como vemos, esses ateus estão lutando contra moinhos de vento!
Em seu fervor para converter o mundo à sua religião, os ateus demonstram completa ignorância do Cristianismo bíblico. A Bíblia não é um livro religioso, nem promove "religião".
Muitos críticos tentam ser "científicos", adotando a evolução teísta como sendo compatível com o Cristianismo. Contudo, o seu comprometimento não impressiona os ateus. Vergonhosamente, Dawkins declara que "a evolução deve conduzir ao ateísmo" e que "o movimento ateísta tem... uma moral imperativa... de agressivamente espalhar as boas novas". Ele ainda declara: "Deveríamos permitir que os teístas continuem livres, transmitindo suas crenças aos seus filhos? Não devemos dizer alguma coisa para que a sociedade cuide disso?" Trata-se de um perigoso discurso totalitarista, que deve amedrontar tanto os pais como os filhos!
James Perlof coloca isso muito bem: "Lembrem-se: 'a princesa beijou o sapo e ele se transformou num príncipe. Chamamos isso de conto infantil. A evolução diz que sapos se transformam em príncipes e chamamos isso "ciência"... Isto é ciência? Ou simplesmente uma fraude desde o 'homem de Piltdown', às falsificações de embriões de Haeckel, às falsas representações do 'Inherit the Wind' e às coerções da Suprema Corte... [Não será tudo isso] meramente um esforço para negar a existência de Deus?"
Os ateus, que vão acabar caindo no inferno, não podem censurar o Deus que eles odeiam, porque Ele vai excluí-los do céu. Precisamos resgatar tantos quantos pudermos das mentiras do ateísmo [conforme nos ordena Judas 1:22-23: "E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; e salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo...].
Artigo: "THE ONLY TRUE GOD" -
Dave Hunt/Mary Schultze, 19/01/2008
Se
confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os
pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João
1:7)