O abismo do sincretismo religioso

 

         O Pr. Renato Vargens, excelente escritor e ministro evangélico, escreveu o artigo “Feitiçaria Cristã?”, o qual achei muito importante, pois, com palavras mansas (ao contrário desta cronista apelidada de “cobrinha abençoada”), Renato mostra o “buraco de sincretização”, no qual tem mergulhado, nos últimos anos, a igreja evangélica brasileira. A igreja está resvalando, cada dia mais, no perigoso abismo do sincretismo religioso, copiando doutrinas católicas, judaicas e pagãs (Salmos 42:7), as quais atentam contra a simplicidade do evangelho do Senhor Jesus Cristo (2 Coríntios 11:3).

         Essas igrejas - organizadas e dirigidas por pastores analfabetos na Bíblia e no vernáculo - crescem como erva daninha. Esses  homens rãs do evangelho (nenhum deles equipado na Palavra)  vivem buscando novidades que possam atrair novos membros às suas congregações panenteístas (mistura de cristianismo e ocultismo), em geral pessoas católicas ou espíritas, com suas mentes já cauterizadas no engodo religioso, as quais nem percebem que estão recebendo água poluída e sendo exploradas nos dízimos e ofertas. O objetivo maior desses ratos eclesiásticos é enriquecer à custa dos membros de suas congregações, sob a falsa desculpa de que “tudo é para a glória de Deus”, usando um dos muitos sofismas da Ordem Jesuíta.

         Em Mateus 5:44, lemos estas palavra de Jesus: “...Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”.

         Uma das novidades agora é amaldiçoar os inimigos. Benny Hinn é o papa do xamanismo... e da maldição contra os que se opõem ao seu ministério. Os salões onde ele prega mais parecem terreiros de vodu, pois ali se fala muito em estranhos milagres, enriquecimento material e maldição contra os inimigos.

         A igreja cristã ia muito bem, nos três primeiros séculos de sua existência, até que Constantino institucionalizou o sincretismo religioso, através dos bispos a ele obedientes. O resultado foi uma mistura de cristianismo, judaísmo e paganismo chamada “catolicismo”, nome bem apropriado a uma religião que sintetiza as três religiões mundiais daquele tempo.

         O catolicismo romano adota o cristianismo bíblico, quando prega a divindade de Jesus Cristo e oferece partes importantes da Bíblia em suas doutrinas. Usa o  judaísmo, quando adota o sacerdotalismo, que Jesus extinguiu, sendo Ele o Sumo Sacerdote, título que nenhum líder religioso jamais poderia usar, como tem acontecido no catolicismo romano, com o “Sumo Pontífice”. Pedro nunca foi sumo sacerdote nem papa!

         O catolicismo usa o paganismo em suas missas, quando adota velas, incenso, água benta, objetos consagrados e quando afirma transformar uma bolachinha de trigo (em geral fabricada por freiras católicas) no corpo do Deus Criador e sustentador do universo (Hebreus 1:2-3). Essa bolachinha, após ter sido guardada por três dias no “sacrário”, fica mofada e cheia de bichinhos. Ora, o corpo do Senhor jamais viu corrupção, portanto isso é blasfêmia!!! 

         O catolicismo adota o espiritismo, quando aconselha a comunicação com as almas dos mortos (do mitológico purgatório), através de orações e petições de favores aos “santos”, principalmente a Maria, Mãe Jesus na carne, que morreu e virou pó, como todos nós, a qual foi transformada numa deusa a quem os católicos oram pedindo salvação e milagres.

         Pois as igrejas neopentecostais, onde os pastores malaquianos usam e abusam do Velho Testamento, estão ingressando no sincretismo religioso católico/pagão, adotando um pouco do Novo Testamento (mas nunca as epístolas de Paulo, pois estas não dão lucro), e muito do Velho Testamento e das doutrinas católicas e pagãs.

         Quando os pastores ficam pregando que a igreja é a “Nova Israel de Deus” e que os judeus nunca mais terão oportunidade de governar o mundo através do Milênio, eles estão se apegando à doutrina do Reconstrucionismo, criada por Agostinho de Hipona. Desse modo, estão adotando teorias católicas e não as doutrinas de Paulo. “Um abismo chama outro abismo” (Salmos 42:7) e eles vão caindo, cada dia mais, num “buraco de sincretização”, como diz o Pr. Renato Vargens.

         Todo pastor evangélico que nega o Milênio literal, com Cristo governando o mundo a partir de Jerusalém, é um católico agostiniano e não um seguidor do apóstolo Paulo (1 Coríntios 11:1).

         Vamos ter cuidado com esses agostinianos, pois eles trabalham para Roma e não para o Senhor Jesus Cristo. Quando eles pregam mil e um propósitos, movimentos ocultistas tipo G-12, Enoquismo e outras novidades que têm poluído a igreja,  em vez da pregação do puro evangelho de Paulo, eles estão trabalhando para o papa Ratzinger e não para o Senhor da Igreja.

         E quando adotam falsas edições da Bíblia (agora está chegando ao Brasil a pior de todas, uma bíblia de pura “mensagem” novaerense), eles estão trabalhando especificamente para a Ordem de Loyola, sócia majoritária (através dos seus laranjas) de todas as multinacionais do planeta, inclusive das editoras bíblicas.

 

Mary Schultze, março 2006