O livro das respostas

(The Answer Book)

Dr. Samuel Gipp

 

Nota do Autor

 

Qualquer referência feita a “A Bíblia”, “A Santa Bíblia”, A Bíblia Perfeita de Deus”, “A Sagrada Escritura”, etc, é feita somente à Versão Autorizada de 1611, também conhecida como a Bíblia King James, a não ser que defina de outro modo pelo contexto imediato da passagem.

Também: embora cada pergunta seja manuseada individualmente algumas das ulteriores perguntas repousam sobre a resposta da pergunta anterior. Por essa razão é aconselhável ler este livro do princípio até o fim, em vez de limitar-se às perguntas que mais lhe interessam.

 

Prefácio

 

A razão deste livro

 

         A razão deste livro é dupla.

         Primeiro, foi escrito para responder ao grande número de perguntas feitas pelos críticos da Bíblia King James a fim de destruir a fé dos que crêem realmente na infalibilidade da Bíblia. O estilo é tal que os seus argumentos podem ser compreendidos e transmitidos por quem não tem a bênção ou (maldição) de uma educação superior da Bíblia.

         Isso nos leva à segunda razão. Algum tempo atrás um líder de um grande movimento fundamentalista fez esta declaração: “o que me choca realmente é... esses caras do segundo grau querendo debater crítica textual”.

         Este é o segundo propósito deste livro.

         Durante anos, esse pessoal fiel que não freqüentou colégios tem sido humilhado pela sua falta de educação formal por uma turma de sujeitos cheios de DD (Doutor em Divindades), que procuram deixá-los “nas trevas”. Muitas dessas pessoas têm feito estudos mais sérios do conteúdo da Bíblia, na privacidade dos seus lares, do que honoráveis críticos doutorados os têm feito nas salas de aula dos seus colégios. Contudo, o homem comum fica sempre intimidado pelas perguntas “traiçoeiras” feitas pelos seus adversários “eruditos”. O crítico se apresenta invencível em sua armadura de erudição.

         Este livro foi escrito para que os cristãos comuns fiquem devidamente equipados a fim de se defendam dos  dardos inflamados dos seus pomposos adversários. De fato, eles podem fazer alguns rombos na armadura deles.

 

 

Capítulo 1

 

Pergunta Não deveríamos permanecer fiéis aos “escritos originais” em vez de a meras traduções?

Resposta – Deveríamos dar tanto valor aos originais como Deus dá.

Explicação – É impossível sermos fiéis aos originais porque eles há muito se perderam. Este fato bem estabelecido deveria bastar para fazer com que o estudioso sincero da Escritura verifique ser impossível dar uma resposta afirmativa a essa pergunta.       

Contudo ela não explica a pergunta acima. Qual o valor exato, dado por Deus, aos originais?

         Para ter a resposta, devemos explorar vários capítulos do Livro de Jeremias, a começar da famosa passagem no capítulo 36 referente ao que Jeremias havia escrito.

         No verso 21 o rolo é levado ao Rei Jeoaquim e lido pelo servo Jeudi.

         Conforme o verso 23, Jeudi leu 3 ou 4 folhas e o rei Jeoaquim, cortou o rolo em pedaços e atirou-os ao fogo, até que fosse consumido (verso 23).

         Aqui termina o Original nº 1.

         Então o Senhor levou Jeremias a reescrever o rolo, acrescentando algumas palavras (Jeremias 36:32).

         Aqui nasce o Original nº 2.

         Esse texto do segundo original é mostrado em Jeremias nos capítulos 45 a 51, quando é reproduzido para o nosso próprio benefício. Jeremias mandou que Seraías lesse este rolo quando ele chegou à Babilônia (Jeremias 51:59-61). Então Jeremias instruiu Seraías, depois que ele leu o rolo, a atá-lo a uma pedra e atirá-lo no rio Eufrates (Jeremias 51:63)

         Aqui termina o Original nº 2..

         Mas, espere! Temos uma cópia do texto do rolo nos capítulo 45 a 51. De onde vieram? Eles vieram de uma cópia do original nº 2, a qual só podemos chamar de

 Original nº 3

Então, temos dois grandes problemas para os que enfatizam os originais.

 

1) Cada Bíblia já impressa com uma cópia de Jeremias tem um texto nos capítulos 45 a 51, traduzido de uma cópia do “segundo” original, ou seja o original nº 3.

2) Ninguém pode desprezar o fato de que Deus não teve o menor “resquício” de interesse em preservar o “original”. Visto como ele havia sido copiado e sua mensagem entregue. Então, por que deveríamos colocar mais ênfase nos originais do que o próprio Deus? Uma ênfase claramente anti-escriturística?

Desse modo, se temos os textos dos  originais preservados, na Bíblia King James, não precisaríamos dos originais, mesmo que estivessem disponíveis.

 

Capítulo 2

 

Pergunta – “Easter” (Páscoa) em Atos 12:4, não é uma tradução imperfeita da palavra  “Pascha”, a qual deveria ser traduzida como “Passover”?

Resposta -  Não. “Pascha” é traduzida propriamente como “Easter” em Atos 12:4, conforme explicação a seguir:

Explicação – A palavra grega traduzida como Ëaster”em Atos 12:4 é a palavra “pascha”. Esta palavra aparece 29 vezes no N.T. Vinte e oito vezes ela é entregue significando “Passover” com referência à noite em que o Senhor passou sobre o Egito e matou os primogênitos egípcios (Êxodo 12:12), livrando, assim, Israel de 400 anos de escravidão ali.

         Os muitos oponentes ao conceito da existência de uma Bíblia perfeita têm traduzido essa palavra como “pascha”.

         Chegando à palavra “Easter” na Bíblia Autorizada de Deus eles a violentam, imaginando ter encontrado uma prova de que a Bíblia não é perfeita. Felizmente, para os amantes da Palavra de Deus eles estão errados. “Easter”, conforme sabemos, equivale ao festival pagão da deusa Astarte, também conhecida como Ishtar, cuja pronúncia é semelhante a “Easter”. Esse festival sempre acontecia no final do mês de abril. Ele era, em sua forma original, uma celebração da terra se “regenerando”, após a estação do Inverno. O festival envolvia a celebração da reprodução. Por essa razão os símbolos comuns das atividades de “Easter” (páscoa pagã) eram o coelho (o mesmo da revista Play Boy) e o ovo, ambos conhecidos por suas habilidades reprodutoras. No centro da atenção estava Astarte, a deusa da feminilidade. Na Bíblia ele é conhecida como “rainha dos céus” (Jeremias 7:18 e 44:17-25). Ela é a mãe de Tamuz (Ezequiel 8:14), que também era o seu marido. Esses rituais pervertidos aconteciam ao nascer do sol na páscoa (Easter), conforme Ezequiel 8:13-16. A partir das referências nos livros de Jeremias e Ezequiel podemos ver que a verdadeira páscoa (Easter) jamais teve algo a ver com Jesus Cristo.

         Problema: muito embora a páscoa dos judeus (Passover) e a páscoa pagã (Easter) acontecessem no mesmo mês de abril, como sabemos que Herodes estava se referindo à “Easter” (páscoa pagã) e não à Passover (páscoa judaica). Se ele estava se referindo a Passover, a palavra pascha como “Easter” seria incorreta. Contudo se de fato ele se referia ao festival pagão “Easter”, então a Bíblia King James deve ser realmente a exata Palavra de Deus pois é a única impressa no mundo, atualmente com a palavra correta.

         Para desfazer a confusão referente à palavra “Easter”, em Atos 12 no verso 4, devemos consultar nossa autoridade final, a Bíblia. A chave do problema não está no verso 4, porém no verso 3 (então eram os dias dos pães asmos). Para obter a resposta desejada devemos encontrar a relação da Páscoa  com os dias dos pães asmos. Lembremo-nos que Pedro foi preso durante os dias dos pães asmos (Atos 12:3).

         Nossa investigação deve começar primeiramente com a palavra “Passover” (páscoa dos judeus). Foi  a noite em que o Senhor matou todos os primogênitos do Egito. Os israelitas foram instruídos a matar um cordeiro e aspergir com o sangue deste as ombreiras e a verga da porta nas casas em que o comessem. Vejamos agora o que a Bíblia diz a respeito da primeira páscoa e do dia dos pães asmos. (Êxodo 12:13-18)

 

13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.

14. E este dia vos será por memória e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor;: nas vossas gerações os celebrareis por estatuto perpétuo.

15. sete dias comereis pães asmos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que come pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dias aquela alma será cortada de Israel.

16. e o primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.

17. Guardai pois a festa dos pães asmos, porque naquele mesmo dia tirarei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.

18. no primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães asmos até vinte e um do mês à tarde.

         Aqui em Êxodo 12:13-18, vemos como a Páscoa (Passover) recebeu o seu nome. O Senhor disse que passaria (pass) sobre (over)  todas as casas que tivessem suas portas aspergidas com o sangue do cordeiro.

         Depois da Páscoa (Êxodo 12: 13,14), vemos que sete dias devem ser cumpridos, durante os quais os judeus deviam comer os pães asmos. Estes são os dias dos pães asmos.

         No verso 18, vemos que os dias dessa observância iam de catorze a vinte um de abril. Essa observância religiosa está mais claramente expressa em Números 28:16-18:

 

16. Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês, é a Páscoa do Senhor.

17. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; sete dias se comerão pães asmos.

18. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.

 

         No verso 16 vemos que a Páscoa é considerada como acontecendo no décimo quarto dia do mês. Na manhã seguinte, dia 15, começam os “dias do pão asmo”. Leiamos Deuteronômio 16:1-8:

 

1. Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao Senhor teu Deus; porque no mês de Abibe o Senhor teu Deus te tirou do Egito, de noite.

2. Então sacrificarás a páscoa ao Senhor Ter Deus, ovelhas e vacas, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome.

3. Nela não comerás levedado; sete dias nela comerás pães asmos, pão de aflição (porque apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito todos os dias  da atua vida.

4. Levedado não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que matares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até à manhã.

5. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus.

6. Senão no lugar que escolher o Senhor teu Deus, para fazer habitar os eu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao por do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.

7. Então a cozerás, e comerás no lugar que escolher o Senhor teu Deus; depois sairás pela manhã e irás às tuas tendas.

8. Seis dias comerás pães asmos e no sétimo dia é solenidade ao Senhor teu Deus; nenhuma obra farás.

Aqui em Deuteronômio podemos ver novamente que a Páscoa é sacrificada na primeira noite (16:1). Deve-se notar que a páscoa devia ser celebrada na noite( verso 6) e não na manhã (Ezequiel 8:13-16).

No II Crônicas 8:13 vemos que a festa dos pães asmos era uma das três festas judaicas que deviam ser observadas durante o ano:

 

13. E isto segundo o dever da cada dia, oferecendo segundo  o preceito de Moisés, nos sábados e nas luas novas, e nas solenidades, três vezes no ano; na festa dos pães asmos, e na festa das semanas, e na festa das tendas.

 

     Então, vemos pelo estudo da Bíblia referente ao assunto que a ordem dos eventos era a seguinte:

1)     No dia 14 de abril o cordeiro era morto. Esta é a Páscoa. Nenhum evento depois do dia 14 pode ser considerado como páscoa.

2)     Na manhã do dia 15 de abril começavam os dias dos pães asmos, festa conhecida com este nome.

 

Deve-se notar ainda que sempre que a páscoa é mencionada no NT a referência é sempre feita à refeição a ser tomada na noite do dia 14 de abril e não a semana toda. Os dias dos pães asmos jamais se referem à páscoa ( o anjo do Senhor passou sobre o Egito apenas numa noite e não durante sete noites seguidas. Agora vejamos Atos 12:3,4:

 

3. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos.

4. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa.

O verso 3 mostra que Pedro foi preso durante os dias dos pães asmos (de quinze a 21 de abril). A Bíblia diz: “E eram os dias dos asmos”. A páscoa (14 de abril) já havia chegado e passado. Herodes não poderia estar se referindo à páscoa (Passover) em sua declaração referente à “Easter”. A próxima Páscoa (Passover) ainda estava um ano distante. Mas para o  festival pagão faltavam ainda alguns dias. Lembrem-se! Herodes era um romano pagão que adorava a (rainha dos céus). Ele não era judeu. Desse modo não teria motivo para celebrar a páscoa dos judeus. Alguém pode argumentar que ele desejava esperar que a Páscoa passasse com medo de transtornar os judeus. Existe duas faltas graves nessa linha de raciocínio: primeira, Pedro já não era considerado um judeu. Ele havia repudiado o judaísmo. Então os judeus não iriam ficar transtornados com os atos de Herodes. Segunda, ele não poderia estar esperando até que a Páscoa terminasse achando que os judeus não matariam um homem durante a sua festa religiosa. Contudo eles haviam matado Jesus durante a páscoa (Mateus 26:17-19 e 47). Também haviam ficado excitado com o degolamento de Tiago a mando de Herodes.

Todos sabemos que o populacho s e enche de coragem para praticar atos de violência durante festividades religiosas e não depois destas.

Além disso, tendo em vista a posição de Herodes como cidadão romano, sabemos que era conhecido pelas celebrações (Mateus 14:6-11). De fato em Mateus 14 vemos Herodes até querendo matar um homem de Deus durante uma de suas celebrações.

É elementar concluir que Herodes, em Atos 12, havia mandado prender Pedro durante os dias do pães asmos, isto é, após a páscoa. Os dias dos pães asmos terminavam em 21 de abril. Logo em seguida Herodes fazia a celebração da festa pagã Easter. Herodes não havia matado Pedro durante os dias do pão sem fermento simplesmente porque desejava esperar até à páscoa pagã (Easter). Visto como está claro, tanto para os judeus (Mateus 26:17-47), como para os romanos (Mateus 14:6-11) que eles matavam durante uma celebração religiosa, a opinião de Herodes parece denotar que ele queria deixar que os judeus “tivessem essa diversão”. Ele esperaria até à sua festa pagã para que Pedro fosse morto com a excitação da mesma. Vemos assim que pela Providência de Deus os tradutores cheios do Espírito Santo traduziram corretamente a palavra “pascha” como “Easter”. Mas que provavelmente ela não se referia à páscoa dos judeus. De fato mudar a palavra para Passover iria confundir o leitor encobrindo a verdade da situação.

 

 

Capítulo 3

 

Pergunta – O Rei Tiago era um homossexual?

Resposta – Não.

Explicação – O Rei Tiago I da Inglaterra, que autorizou a tradução da famosa Bíblia King James, era considerado por muitos um dos maiores, senão o maior dos monarcas da Inglaterra.

Através de sua sabedoria e determinação ele uniu as beligerantes tribos da Escócia numa nação unificada e em seguida juntou a Inglaterra e a Escócia para estabelecer o fundamento do que ficou conhecido como Império Britânico.

Numa época em que apenas as igrejas da Inglaterra possuíam a Bíblia em inglês, o desejo do Rei Tiago era que o povo comum possuísse a Bíblia em sua língua nativa. Desse modo, em 1963, o Rei Tiago chamou os 54 homens mais sábios do país e os reuniu para realizarem esta grande tarefa. Numa época em que os líderes do mundo desejavam manter os seus súditos na ignorância espiritual, o Rei Tiago ofereceu-lhes o melhor presente que poderia lhes dar – a sua própria cópia da Palavra de Deus.

Tiago, que era fluente em Latim, Grego e Francês, e conhecia também o Italiano e o Espanhol, chegou até a escrever um folheto intitulado “Argumentação contra o Tabaco”, que foi escrito para ajudar a erradicar o tabaco na Inglaterra.

Um homem assim, certamente possuía inimigos. Certo homem chamado Anthony Weldon  teve de ser expulso da corte. Weldon jurou vingar-se do Rei. E não foi senão em 1650, 25 anos após a morte do Rei Tiago que Weldon encontrou uma chance. Escreveu um panfleto no qual dizia que Tiago era homossexual. Obviamente, como Tiago já estava morto, não pôde se defender.

O panfleto foi amplamente desprezado, até que ainda houvesse bastante gente viva para contestá-lo. De fato, ele permaneceu ignorado por muitos anos, até que, recentemente, certos “cristãos” que esperavam denegrir a memória do Rei Tiago, iriam enodoar a Bíblia que tem seu nome para que os cristãos abandonassem o Livro de Deus e corressem para uma tradução “moderna”.

Parece, contudo, que a história falsa de Weldon está sendo novamente ignorada pela maior parte do Cristianismo, exceto pelos que têm motivos ulteriores como os autores da mesma tiveram.

Deveria ser também mencionado aqui que a Igreja Católica Romana (Jesuítas) estava tão desesperada para conservar a verdadeira Bíblia fora do alcance do povo inglês, que até tentou matar a Rei Tiago e todo o Parlamento, em 1605.

Nesse ano, um católico romano chamado Guy Fawkes, sob a direção do padre jesuíta Henry Garnet, foi encontrado no porão do Parlamento com trinta e seis barris de pólvora, que seriam usados para explodir o Rei Tiago e todo o Parlamento. Depois de matar o Rei, os católicos pretendiam aprisionar os seus filhos, restabelecer na Inglaterra o domínio papal e matar todos os dissidentes. Nem é preciso dizer que a Bíblia Inglesa teria sido uma das vítimas dessa conspiração. Fawkes e Garnet e mais oito conspiradores foram apanhados e enforcados.

Parece que todos os que laboram tão ardentemente para desacreditar o caráter do Rei Tiago formam fileira ao lado dessa turma profana.

 

Capítulo 4

 

Pergunta –  Não existem palavras arcaicas na Bíblia e não precisamos de uma tradução moderna para eliminá-las?

Resposta – Sim e Não. Sim, há palavras arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de tradução moderna para eliminá-las.

Explicação –  É verdade que há palavras arcaicas na Bíblia. Palavra arcaica é aquela que saiu do uso da linguagem diária, tendo sido substituída por outra. Um bom exemplo de palavra arcaica. Na Bíblia encontra-se em 1 Coríntios 10: 25”

Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência.

         A palavra shambles é arcaica. Ela foi substituída na linguagem comum pela palavra “mercado”. De fato, podemos ter certeza de que a palavra shambles era muito mais exata para descrever os mercados de antigamente ( e muitos por esse mundo afora, hoje em dia).  Ela não tem nada de obsoleta no uso comum.

         Então, por que não fazer uma tradução nova para remover shambles e inserir em seu lugar market place (mercado?)

         Não. O que devemos é voltar à Bíblia, nossa autoridade final em e prática e ver a prática da Bíblia referente às palavras arcaicas.

         Ao pesquisar a Escritura encontramos a prática da Bíblia manuseando palavras arcaicas no 1 Samuel 9:1-11:

1. Havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis filho de Abiel, filho de Zeror, filho Becorate, filho de Afias, benjaminita, homem  de bens.

2. Tinha ele um filho cujo nome era Saul, moço e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo

3. Extraviaram-se as jumentas de Quis, pai de Saul. Disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, dispõe-te e vai procurar as jumentas.

4. Então, atravessando a região montanhosa de Efraim e a terra de Salisa não as sacharam; depois, passaram à terra de Saalim; porém elas não estavam ali; passaram ainda à terra de Benjamim; todavia, não as acharam.

5. Vindo eles, então, à terra de Zufe, Saul disse para o seu moço com quem ele ia: Vem, e voltemos; não suceda que meu pai deixe de preocupar-se com as jumentas e se aflija por causa de nós.

6. Porém ele lhe disse: Nesta cidade há um homem de Deus, e é muito estimado; tudo quanto ele diz sucede; vamo-nos, agora, lá; mostrar-nos-á, porventura, o caminho que devemos seguir.

7. Então, Saul disse ao seu moço: Eis, porém se lá formos, que levaremos, então, àquele homem? Porque o pão de nossos alforges se acabou e presente não temos que levar ao homem de Deus. Que temos?

8. O moço tornou a responder a Saul e disse: Eis que tenho ainda em mãos um quarto de ciclo de prata, o qual darei ao homem de Deus para que nos mostra o caminho.

9. (Antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia: Vinde, vamos ter com o vidente porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).

10. Então disse Saul ao moço: Dizes bem; anda, pois, vamos. E forma-se à cidade onde estava o homem de Deus.

11. Subindo eles pela encosta da cidade, encontraram umas moças que saíam a tirar água e lhes perguntaram: está aqui o vidente?

 

         Aqui os primeiros 11 versos do 1 Samuel 9 foram não apenas confrontados com uma palavra arcaica, mas com a prática da Bíblia em manuseá-la. Encontramos Saul e um dos servos do seu pai procurando as jumentas que haviam fugido (1 Samuel 9:1-5). Eles resolveram ir procurar Samuel, o vidente a fim de pedir o seu auxílio para encontrar as jumentas (6-8).

         No verso 11 discorreremos sobre a apalavra arcaica. Mas, antes disso Deus coloca um parêntese na narrativa (verso 9) para nos falar da mesma. Notem que o verso 9 declara que:  “porque ao profeta de hoje, antigamente, se chamava vidente. Então, vemos que, entre o tempo em que esse evento aconteceu e o tempo em que esse incidente foi divinamente revelado, a palavra “vidente” havia passado do uso comum para dar lugar a palavra “profeta”. “Vidente”,  agora, era uma palavra arcaica. Contudo, vejam cuidadosamente o verso 11 onde parece a palavra arcaica.

         Por favor, notem que o verso11 preserva a palavra arcaica “vidente”. Ele não diz “está aqui o profeta?

         Assim podemos ver que o próprio Deus, (Espírito Santo) usou o verso 9 para explicar a próxima palavra arcaica, porém não mudou o texto sagrado.

         Então podemos ver que a prática da Bíblia ara manusear situações tais como encontramos na 1 Coríntios10:25, quando pregamos é dizer à congregação algo assim como: “o que antes era conhecido como sambles agora é chamado de mercado”. Mas deveríamos deixar a palavra arcaica no texto. Isso foi o que Deus fez. Certamente nós, miseráveis pecadores, não vamos aparecer com o método melhor que o de Deus para manusear palavras arcaicas.

         Então, a resposta à pergunta é: “sim, há palavras arcaicas na Bíblia, mas não precisamos de uma tradução moderna para eliminá-las. Deus não mudou o seu livro e certamente não vai querer que nós o façamos.

 

Capítulo 5

 

Pergunta – Não tem havido várias revisões da Bíblia King James, desde 1611?

Resposta – Não. Tem havido várias edições, mas não revisões.

Explicação –

 

 

Capítulo 6

 

Pergunta – Não são os “melhores manuscritos” que embasam as novas versões?

Resposta – Não. Os melhores manuscritos são os que dão base à Versão Autorizada da Bíblia.

 

Explicação – As novas versões são apoiadas somente em cerca de cinco dos mais de cinco mil manuscritos do texto bíblico. Os críticos da Bíblia alegam que esses manuscritos são melhores do que aqueles usados pela Versão Autorizada. Isso não é verdade.

         O mais importante destes, o Vaticanus, propriedade da Igreja Católica e o Sinaíticus, foram alterados e corrigidos por mais de dez escritores diferentes. No Vaticanus pode-se notar a evidência de uma obra humana muito tendenciosa. Sempre e sempre palavras e frases inteiras são repetidas mais de uma vez sucessivamente ou então completamente omitidas. Enquanto todo o manuscrito tem tido os seus textos mutilados por uma ou mais pessoas que discorrem com a pena sobre cada letra, tornando impossível a identificação exata de muitos dos caracteres.

         Ambos os manuscritos contêm livros não inspirados e anti-escriturísticos, que não se encontram na Bíblia.

         O único lugar aonde tais erros conduzem é a manuscritos  não confiáveis, que apenas apresentam excelência na qualidade do material neles empregado. Eles possuem boa aderência e páginas de fino material de pele de animais. Essa aparência física, ao contrário dos textos duvidosos, torna-os de fato atraentes. Mas todos nós conhecemos o provérbio que diz: “Não se pode julgar um livro pela capa”. As capas são bonitas, porém os textos não merecem confiança.

         E, contudo, apesar dessas corrupções bem conhecidas eles são a base de muitas das novas versões, tais como a New American Standard Version (NASV) e New International Version (NIV), tornando essas versões criticamente censuráveis e indignas de confiança.

         Os manuscritos da Bíblia King James possuem textos da mais alta qualidade. Então, podemos ver que os melhores manuscritos são aqueles usados pelos tradutores do Rei Tiago.

 

Capítulo 7

 

Pergunta – Se existe uma Bíblia perfeita em Inglês, não existe também uma Bíblia perfeita em Francês, Alemão, Japonês, etc.?

Resposta – Não. Deus sempre deu sua Palavra a um único povo, em uma única língua, para realizar uma única obra – converter o mundo.   A suposição de que deve haver uma perfeita tradução em cada língua é errônea e inconsistente com a comprovada prática de Deus.

Explanação – Esta explanação consta de três partes: O Velho Testamento, o Novo Testamento e a Bíblia toda.

1) O Velho Testamento – É fato aceito, que o VT, com exceção de algumas partes de Esdras e Daniel foi escrito em hebraico. Também é aceito que ele foi divinamente entregue aos judeus.

Assim Deus iniciou o seu modelo de operação. Ele entregou suas palavras a um único povo em uma única língua.

            Aparentemente, Deus, sem se intimidar com os eruditos com a moderna erudição, não se sentiu obrigado a entregar as suas palavras em egípcio, caldeu, siríaco, etíope, ou qualquer outra língua em uso na terra no tempo em que o VT foi escrito.

         O VT foi entregue exclusivamente aos judeus. Qualquer um que desejasse conhecer a Palavra de Deus teria de se converter ao judaísmo. Ampla provisão foi feita para que tal ocorresse.

2) O Novo Testamento – Também é fato aceito que o NT foi escrito em grego. Grego Koiné para ser exato. Novamente o Senhor parece não Ter visto razão alguma para inspirar um original perfeito em todas as línguas do mundo existente naquela época. Só que dessa vez, em lugar de dar o seu livro a uma nação, tal como Israel, ele simplesmente entregou-o aos cristãos, que foram comandados a sair e converter todo o mundo (Mateus 28:19).  Sua escolha do grego como a língua do NT foi óbvia, porque esta era a língua predominante em todo o mundo naquele tempo.

3) A Bíblia toda  - É óbvio que Deus agora desejava ter tanto o seu VT como o seu NT reunidos numa língua que fosse comum ao mundo inteiro. Somente o inglês pode ser considerado como essa língua.

         A língua inglesa tinha ase desenvolvido por muitos séculos, até o século 16. Nesse tempo ela finalmente atingiu um estado de excelência como nenhuma outra língua da terra havia atingido. Parece que Deus fez o resto. Ele escolheu esta língua perfeita para a consumação do seu livro perfeito.

         Primeiramente a Inglaterra e mais tarde os Estados Unidos iriam percorrer o mundo como as nações mais poderosas da terra, estabelecendo o inglês em todos os recantos do globo, tornando-se a primeira ou a segunda língua. Hoje as nações que não falam inglês precisam ainda ensinar esta língua aos seus cidadãos. Mesmo as nações antagônicas ao Ocidente, como a Rússia e a China Vermelha tem de ensinar o inglês ao seu contingente comercial e militar.

         Desse modo, ao escolher o inglês para reunir os seus dois Testamentos, Deus escolheu a única língua que o mundo iria conhecer. Exatamente como ele demonstrou, quando escolheu uma única língua para o VT.

         Mas não esqueçamos o fato de que ao escolher a língua inglesa Deus nos deu um mandato para cumprir a grande comissão. Ele não nos deu uma Bíblia perfeita para que nos sentássemos placidamente à mesa do m café, em nossa sala de estar, a fim de mostrar aos nossos visitantes como somos “religiosos”. Ele não no-la deu para que nela fosse impressa uma flor correspondente ao nosso primeiro dia de vida, ou para fazer o registro de nossa árvore genealógica. Ele no-la deu para que a leiamos. Ele no-la deu para que a carreguemos debaixo do braço e a compartilhemos com o mundo perdido as boas novas nela contidas de que Jesus pagou todo o preço do nosso pecado.

         Vamos trabalhar, minha gente!

 

Capítulo 8

 

Pergunta – De onde vêm os manuscritos da Bíblia?

Resposta – A maior parte dos manuscritos da Bíblia se divide em duas “famílias”. Estas famílias são em geral representadas por duas cidades: Alexandria (Egito) e Antioquia (Síria). 

Explicação – Só existem duas Bíblias no mundo – a Bíblia de Deus e a bíblia do diabo. Só existem duas visões da Bíblia. Ela é totalmente perfeita ou então é imperfeita.

         As duas Bíblias, em forma de  manuscrito, e suas respectivas ideologias, se originaram em dois lugares completamente diferentes do Oriente Médio. Alexandria (Egito) e Antioquia (Síria).  Discernir qual o lugar que nos oferece a Bíblia perfeita e a ideologia correta, e o lugar que nos oferece a bíblia do diabo e a ideologia incorreta é uma das tarefas  mais fáceis que se pode imaginar. A pesquisa pode ser realizada com uma facilidade pueril, através da própria Bíblia.

 Já declaramos tantas vezes, contudo devemos fazê-lo novamente: aceitamos a Bíblia como nossa autoridade final, como regra de fé e prática. Contudo, do que se precisa realmente é explorar a Bíblia e descobrir o que DEUS pensa a respeito de Alexandria (Egito) e o que Ele pensa a respeito de Antioquia (Síria).

Quando se faz uma pesquisa, a regra fundamental a ser seguida chama-se “a lei da primeira menção”. Isto significa que geralmente é verdade que o texto no qual alguém ou alguma coisa é primeiramente mencionado estabelece a atitude bíblica para essa pessoa ou lugar.

Em nosso estudo de Alexandria e Antioquia é impossível ignorar a atitude da Bíblia em relação ao próprio Egito.

1)    O Egito é primeiramente mencionado em Gênesis 12:10 a 12

10. E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.

11. E Aconteceu que, chegando ele para entrar o Egito disse a Sarai, sua mulher: ora bem sei que és mulher formosa à vista;

12. E será que, quando os egípcios te virem dirão: esta é a sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida.

Em Gênesis 12:1-3, vemos que Deus entregou a Abraão o que se conhece como aliança abraâmica. Literalmente é a promessa de Deus entregar o mundo a Abraão e sua semente como sua possessão particular.

Em Gênesis 12:10 Abraão desce ao Egito para escapar da fome na terra onde habitava. No verso 12 vemos Abraão com medo de que os egípcios o matem e roubem sua esposa Sarai. Este não é exatamente um contexto positivo. Portanto, vemos que a primeira menção do Egito é negativa.

2) Em Êxodo 1: 11 a 14 vemos que os Judeus se tornaram escravos no Egito:

11. E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a faraó cidades de tesouros, Piton e Ramsés.

12. Mas  quanto mais o afligiam, tanto mais se multiplicava, e tanto mais crescia; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.

13. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;

14. Assim lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço em que os serviam com dureza.

         De fato Faraó decretou que todos os bebês Judeus do sexo masculino deveriam ser mortos, conforme veremos nos versos 15 e 16:

15. E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá e da outra Puá),

16. E disse; quando ajudardes no parto as hebréias, e a s virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha então viva.

         Também esta é uma conotação negativa.

3) No capítulo 20:2 de Êxodo, após ter Deus tirado os filhos de Israel do Egito, Ele com a própria voz diz o que pensa do Egito, chamando-o casa da servidão.

Mais uma conotação negativa neste verso, vinda diretamente dos lábios de Deus.

4) Em Deuteronômio 4:20, Moisés se refere ao Egito como forno de ferro:

 

um rei, não devem manter relações comerciais com o Egito:

16. Porém não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o Senhor vos tem dito: nunca mais voltareis por este caminho.

6) Finalmente em Apocalipse 11:8 quando Deus quer censurar Jerusalém ele a compara a Sodoma e Egito:

8. E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado.

         Este estudo conciso mostrou o que a maioria dos cristãos já sabe. A Bíblia tem uma visão negativa sobre o Egito.

Alexandria - Vemos que Alexandria é mencionada apenas quatro vezes na Escritura e  sempre de modo negativo:

1) Alexandria é mencionada pela primeira vez em Atos 6:9:

9. E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia e disputavam com Estêvão.

         Eram de  Alexandria os judeus que faziam parte da multidão que disputava com Estêvão, matando-o em seguida.

2) A segunda menção a Alexandria está em Atos 18:24:

24. E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, varão eloqüente e poderoso nas Escrituras.

         Aqui encontramos um Judeu de   Alexandria chamado Apolo, o qual embora fervoroso de espírito, era mal informado com respeito ao evangelho. Por não conhecer o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo ele pregava em Éfeso o batismo de João Batista (Atos 18:25; 19:3). Apolo não era salvo e nem os seus convertidos.

         Mais tarde, Apolo foi levado a Cristo por Áquila e Priscila (verso 26) e fortaleceu  sua mensagem (verso 28).

         Nesta segunda menção Alexandria é sinônimo de mal ensino bíblico.

3) A terceira e quarta menções de Alexandria são muito semelhantes. Depois que Paulo foi preso (Atos 21) e apelou para César, foi enviado a Roma e eventualmente à morte, em um navio procedente de Alexandria (Atos 27:6).

6. E, achando o centurião, um navio de Alexandria que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele.

4) Enquanto navegava para Roma o navio de Paulo mergulhou numa tempestade. Depois de passar três meses na Ilha de Malta ele foi enviado ao seu destino, para a futura morte, em outro navio. E de onde provinha esse segundo navio para o seu destino de morte? Leiamos Atos 28:11:

11. E três meses depois partimos num navio de Alexandria, que invernara na ilha, o qual tinha por insígnia Castor e Pólux.

         Vemos, portanto, que todas as quatro referências sobre Alexandria são negativas. Ninguém honestamente poderia imaginar que a conotação da Bíblia sobre Alexandria é boa.

         Também deve-se notar aqui que Alexandria era o centro da educação e da filosofia (Colossenses 2:8) recebidas de Atenas, aproximadamente em 100 a C. (Atos 17:16). Havia ali uma escola das Escrituras fundada por Pantenus, que era um filósofo. Pantenus interpretava a Escritura tanto filosófica como alegóricamente. Isso quer dizer que filosoficamente ele considerava a verdade como relativa e não absoluta. Ele não acreditava na infalibilidade da Bíblia. Mas, considerando-a alegóricamente, ele cria que homens como Adão, Noé, Moisés e Davi existiam apenas na poesia judaica e não foram personagens históricos. Ele foi sucedido na liderança da escola por Clemente de Alexandria e mais tarde por Orígenes, homens que compartilhavam o mesmo ceticismo.

         Orígenes foi enganado pelos dois tóxicos, a educação e a filosofia, ao ponto de,  após ter recebido cópias puras da Escritura achou por bem alterá-las de acordo com o seu pensamento oscilante. Ele é o pai dos críticos da Bíblia sendo o responsável, não apenas pelos manuscritos físicos que deletam versos como Lucas 24:40, Atos 8:37 e I João 5:7, mas também pela filosofia alexandrina repetida por tantos eruditos (fundamentos), que declaram ser “a Bíblia perfeita e infalível” de um fôlego e, em seguida, que “a Bíblia tem erros e traduções erradas”, entre os mais íntimos. Foi essa ideologia que primeiramente deu origem aos manuscritos alexandrinos corrompidos.

         Vemos, portanto, que os manuscritos de Alexandria são corrompidos e devem ser rejeitados. E a filosofia alexandrina de que a Bíblia tem erros e deve ser corrigida é muito mais sutil e perigosa por sugerir que ela deve ser desprezada pelos verdadeiros crentes bíblicos.

Antioquia – Ironicamente, a primeira menção de Antioquia é encontrada no mesmo livro e capítulo de Alexandria (Atos 6), mas de maneira radicalmente oposta.

1. Quando os apóstolos viram a necessidade de ter auxiliares, que hoje são chamados diáconos, deram instruções sobre o perfil de homens que deveriam ser escolhidos para a função conforme Atos 6:3-4:

3. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço;

4. E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.

Os sete escolhidos constam da lista de Atos 6:5

5. O parecer agradou a toda a comunidade e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.

         Notem que entre os primeiros diáconos estava Nicolau de Antioquia. Será coincidência? Certamente que não. Como não fli coincidência Ter sido Nicolau o único diácono cuja cidade é citada. Nem é coincidência que Antioquia seja mencionada pela primeira vez na Escritura no mesmo capítulo de Alexandria. Também logo se pode ver que Antioquia é mencionada num foco positivo, enquanto Alexandria é mencionada num foco negativo.

         As próximas aparições referentes a Antioquia começam como um chuvisco e terminam num dilúvio de testemunho da escolha de Deus

 de Antioquia para ser o centro de sua nova igreja do Novo T.

2) Antioquia aparece na Escritura em Atos 11:19-21

19. Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até à fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus.

20. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus.

21. A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.

         Aqui vemos que alguns dos cristãos que haviam fugido durante a perseguição ima pregando o evangelho por onde passavam.

         Ao chegar em Antioquia, sem saber o que havia acontecido a Pedro em Atos 10, abrindo a porta do evangelho aos gentios, pregavam ali o evangelho da graça. O verso 21 nos diz que o Espírito Santo agia poderosamente em Antioquia e que foram salvas pessoas em grande número.

         Vemos, portanto, que o primeiro grande avivamento gentílico aconteceu em Antioquia.

3) Em Atos 11:22-24, vemos que Barnabé (o filho da consolação em Atos 4:36) foi enviado a Antioquia para ver o que lá estava acontecendo.

22. A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia.

23. Tendo ele chegado, e, vendo a graça de Deus alegrou-se  e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no senhor.

24. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo  e de fé. E muita gente se uniu no Senhor.

         Através do ministério deste grande homem de Deus muitas pessoas foram ganha para cristo.

Em Atos 11:25-26 dois fatos importantes são revelados:

25.  E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo;

26. Tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa  multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

         Primeiro encontramos Barnabé seguindo para Tarso a fim de procurar o recém convertido Saulo. Foi Barnabé quem defendeu a conversão de Saulo diante dos discípulos em dúvida (Atos 9:26,27). Sem dúvida ele ficara triste ao ver o zeloso e jovem convertido embarcar para Tarso (Atos 9:30), rumo ao ostracismo. Ao encontrar Paulo, Barnabé não o levou de volta a Jerusalém (nem, é claro para Alexandria). Voltou com ele para Antioquia a capital espiritual da igreja do Novo Testamento. Tudo que Paulo veio a ser depois foi devido ao gracioso ato desse velho santo de Deus.

5) Em Atos 11:26, vemos que os crentes nascidos de novo foram chamados “cristãos” pela primeira vez em Antioquia. Antioquia é para o cristão o mesmo que Plymouth Rock é para o americano.

6) Nos verso 27 e 28, vemos que Deus agora despachou os seus profetas rumo a Antioquia;

27. Naqueles dias, desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia,

28 e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio.

         Jerusalém foi deixada ao abandono espiritual. Ela era apenas o lar dos discípulos que haviam sido comissionados anos antes (Atos 1:8) a sair dali.

7) Em Atos 11:29-30 vemos que os santos que Deus estava abençoando em Antioquia deviam remeter ajuda financeira aos santos que Deus não estava abençoando em Jerusalém.

29. Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia;

30. O que eles, com efeito, fizeram enviando-o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e Saulo.

         Contudo, não são estas as últimas referências bíblicas à capital da igreja do Novo Testamento.

8) Quando Deus decidiu enviar missionários pelo mundo afora para pregar o evangelho, ele nem cogitou de Jerusalém (e muito menos de Alexandria). Em vez disso ele procurou os seus servos fiéis em Antioquia conforme Atos 13:1-3

1. Havia na Igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Maném, colaço de Herodes, o tetrarca e Saulo.

2. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.

         Assim, fica evidente que a primeira viagem missionária mencionada na escritura originou-se de Antioquia, com os “cristãos” de Antioquia. E quando essa grande obra foi completada, ninguém perdeu tempo em dar uma olhada ou enviar relatórios para Jerusalém. Simplesmente voltaram para Antioquia conforme Atos 14:25-28.

25. E, tendo anunciado a palavra em Perge desceram a Atália

26. e dali navegaram para Antioquia, onde tinham sido recomendados à graça de Deus para a obra que haviam já cumprido.

        

27. Ali chegados, reunida a igreja relataram  quantas coisas fizera Deus com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.

28. E permaneceram não pouco tempo com os discípulos.

 

Nossas duas últimas olhadas sobre Antioquia dão evidência de que estar em Antioquia era estar no centro da vontade de Deus.

9) Em Atos capítulo 15:23-27 os discípulos em Jerusalém sentiram necessidade de enviar dois mensageiros a Antioquia com os seus decretos referentes aos crentes gentílicos:

23. Escrevendo, por mão deles: os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios em Antioquia, Síria e Cilícia, saudações.

24. Visto sabermos que alguns {que saíram} de entre nós, sem nenhuma autorização, vos têm perturbado com palavras, transtornando a vossa alma

25. pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, eleger alguns homens e enviá-los a vós outros com os nossos amados Barnabé e Paulo,

26. homens que têm exposto a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

27. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais pessoalmente vos dirão também estas coisas.

28. pois pareceu bem ao Espírito santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais.

Conforme a complexidade da missão, Judas voltou a Jerusalém e ao ostracismo. Silas preferiu ficar em Antioquia e foi ele quem passou a receber destaque na Escritura, como cooperador de Paulo, em sua segunda viagem missionária.

10) Sem dúvida,  a segunda viagem missionária não se originou em Jerusalém, mas no lugar onde deveria ter se originado (Atos 15:40).

         O que acontecia com Antioquia para se tornar tão atraente para Deus ao ponto de ter ele escolhido esta cidade para ser o centro do cristianismo do Novo Testamento?

         Dever-se-ia notar que embora Antioquia fosse um centro cultural, ela não havia se entregue à educação nem à filosofia pagã como as cidades importantes de Roma, Atenas e Alexandria. Também deveríamos conferir que Antioquia, ao contrário das cidades acima mencionadas estava localizada quase exatamente na metade do mundo então  conhecido e fora edificada no cruzamento das rotas comerciais do Oriente e do Ocidente. Ela até exibia um porto de mar no rio Orontes. Estes atributos são todos importantes para torná-la capital do cristianismo conhecido pela sua mobilização.

         Podes ser

Que muitas das cartas originais de Paulo tenham sido escritas em Antioquia.

No século 2, um discípulo de nome Luciano fundou umas escola de escritura em Antioquia. Luciano ficou conhecido peo seu desprezo à filosofia pagã. Sua escola magnificava a autoridade divina da Escritura e ensinava que a Bíblia deveria ser interpretada literal e perfeitamente e nõ figuradamente, conforme os filósofos alexandrinos ensinavam.

Desse modo, Antioquia não é apenas o ponto de origem da corrtea família doa manuscritos Da Bíblia, mas é também a fonte da ideologia que aceita a Bíblia literal e perfeitamente como a Palavra de Deus. Hoje em dia muitos pregadores dizem Ter sido educados na “escola alexandrina” e, elogiam a Bíblia King James, porém com a convicção de que ela não é perfeita. De fato, esta é a convicção egípcia que não existe bíblia perfeita na terra, apesar da promessa de Deus feita no Salmo 12:6-7

6. As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes.

7. sim, Senhor tu as guardarás; desta geração nos livrarás para sempre.

Aceotar o livro apropriado com uma atitude imprópria somente leva alguém a cometer os mesmos erros e corrupções dos seus antepassados egípcios.

         Pode alguém ignorara a admoestação da Bíblia e não cair?

Salomão, o homem mais sábio quer já existiu ignorou a admoestação bíblica d e evitar o Egito, não descer ao Egito para multiplicar cavalos (Dt. 17:16). Em 1 reis 3:1, lemos que ele desposou a filha do Faraó. Em 1 Reis 10:28, que ele possuía cavalos trazidos do Egito. Qual foi o resultado? Em 1 Reis 11:3,4, lemos que o coração dele foi pervertido deixando de seguir a Deus. Nos verso 5-8 ele começou a adorar outros deuses. Nos versos 9 a 43 Deus lhe aplicou o castigo. Se Deus não queria que o seu povo descesse ao Egito para comprar cavalos, quem poderia se atrever a ir até lá para adquirir ideologia bíblica.

Salomão não ficou impune ao ignorar a visão da Bíblia sobre o Egito. Porventura você se julga mais sábio do que Salomão?

 

 

Capítulo 9

 

Pergunta – O que é a Septuaginta?

 

Resposta – Uma centelha da imaginação humana.

Explicação - Primeiramente vamos definir o que supostamente seja a Septuaginta. Um antigo documento chamado “A Carta de Aristeas” fala de um plano de se fazer uma tradução oficial da Bíblia hebraica (VT) para o Grego. Essa tradução deveria ser aceita como a Bíblia oficial dos Judeus, a fim de substituir a Bíblia hebraica. Supostamente essa obra de tradução seria executada por 72 eruditos judeus (?) seis dos quais tirados de cada uma das 12 tribos de Israel. A suposta localidade onde essa obra seria realizada era Alexandria, Egito. A suposta data da tradução seria aproximadamente 250 a.C, no período (Interbíblico) dos 400 anos de silêncio entre o encerramento do Velho Testamento (397 a.C)  e o nascimento de Cristo (4 d.C), já que houve um erro de cálculo no calendário romano.

         A obra ficou conhecida com o nome de SeptuagintaLXX -  (significando 70 anciãos) e recebeu a numeração em algarismos romanos (?), visto como L = 70. X = 10. X = 10, daí ter a sigla LXX. Só não sabemos por que não foi LXXII. (?)

A tal “Carta de Aristeas” é a única “prova” da existência desse mítico documento.  Não existe, de modo algum, qualquer documento grego conhecido como escrito em 250 a.C. Também na história judaica não há registro algum de que tal obra tivesse sido programada  ou executada.

Quando pressionados a mostrar evidência concreta da existência desse documento, os eruditos logo apontam a ”Hexapla” de Orígenes, a qual foi escrita aproximadamente em 200 d.C, ou seja, 450 anos depois que a Septuaginta “teria sido” escrita e mais de 100 anos após ter sido concluído o Novo Testamento. A segunda coluna da “Hexapla” contém a tradução grega do VT feita pelo próprio Orígenes (jamais dos 72 eruditos judeus), incluindo livros espúrios, como “Bel e o Dragão”, “Judite”, “Tobias” e outros livros apócrifos aceitos como canônicos somente pela Igreja Católica Romana.

Os apologistas da Septuaginta tentarão argumentar que Orígenes não traduziu o livro do Hebraico para o Grego, mas apenas copiou a Septuaginta na segunda coluna da sua “Hexapla”. Será válido esse argumento? Não. Se o fosse então significaria que aqueles 72 espertos eruditos judeus teriam acrescentado os livros apócrifos à sua obra, mesmo antes deles terem sido escritas. (!) Ou então que Orígenes tomou a liberdade de acrescentar esses livros espúrios à santa Palavra de Deus (Apocalipse 22:18). Desse modo, vemos que a segunda coluna da “Hexapla” é uma apenas uma tradução pessoal clandestina do VT do Hebraico para o Grego.

Eusébio e Filo, ambos de caráter duvidoso, fizeram menção a um Pentateuco Grego, mas não de todo o VT, não o mencionando de modo algum como tradução oficialmente aceita.

Existe algum manuscrito grego do VT antes de Cristo? Sim. Existe uma disputada minuta datada de 150 a.C – o Ryland Papyrus # 458. Ele contém os capítulos 23-28 de Deuteronômio, apenas isso. Quem sabe a existência desse fragmento foi o que levou Eusébio e Filo a admitir que todo o Pentateuco havia sido traduzido por algum escriba, no esforço de interessar os gentios na história dos Judeus? Muito provavelmente ele não seria uma parte de qualquer suposta tradução oficial  do VT para o Grego. Podemos ficar certos de que esses 72 eruditos judeus supostamente escolhidos para realizar a obra em 250 a.C não passam de uma alucinação febril do ano 150 d.C.

Além disso, não existe qualquer razão para se crer que essa tradução tenha sido realizada algum dia, pois existem lacunas que  a “Carta de Aristéas”, a “Hexapla” de Orígenes, o Ryland Papyrus # 458,  Eusébio e Filo jamais puderam esclarecer.

A primeira delas é a “Carta de Aristéas”. Existem dúvidas entre os eruditos de que ela tenha sido realmente escrita por alguém com o nome de Aristéas. De fato, alguns até acreditam ter sido Filo o autor da mesma. Isso lhe daria uma data depois de Cristo. Se assim aconteceu, então o objetivo principal da mesma seria enganar os eruditos, levando-os a pensar que a segunda coluna da “Hexapla” de Orígenes é uma cópia da Septuaginta. Se isso é verdade, então trata-se de uma façanha “bem engendrada.” Contudo, se realmente existiu um Aristéas, ele deve ter enfrentado dois problemas incomensuráveis:

Primeiro: Como poderia ter ele conseguido localizar as 12 tribos de Israel, a fim de apanhar seis eruditos judeus de cada tribo? Tendo sido espalhadas por muitas derrotas e cativeiros, as linhas das tribos de há muito haviam se dissolvido em virtual inexistência. Seria impossível para qualquer pessoa identificar individualmente as 12 tribos.

Segundo: Caso as 12 tribos pudessem ter sido identificadas, elas jamais iriam concordar com essa tradução, por duas fortíssimas razões:

1. Todo Judeu sabia que a encarregada oficial da Escritura  era a tribo de Levi, conforme Deuteronômio 17:18; 31:25-26 e Malaquias 2:7. Desse modo, nenhum judeu de qualquer das outras 11 tribos iria se atrever a aderir a essa empresa proibida.

2. É óbvio para qualquer leitor da Bíblia que os Judeus deviam permanecer completamente separados  das nações gentílicas que os rodeavam. A eles foram entregues práticas diferentes, como a circuncisão, a guarda e o culto aos sábados, diversas leis de purificação e sua terra de habitação. Além disso, havia a herança da língua hebraica. Mesmo hoje em dia, os Judeus praticantes que residem na China e na Índia recusam-se terminantemente a ensinar a seus filhos outra língua, além do Hebraico. Os Judeus “falasha”, da Etiópia, se distinguem das muitas tribos desse país pelo fato de conservarem zelosamente sua língua de origem como prova de sua herança judaica.

Seríamos tão ingênuos ao ponto de acreditar que os Judeus, que consideravam os gentios  como cães, iriam abandonar de bom grado a herança de sua língua hebraica em troca de uma língua gentílica para a qual seria traduzido o seu tesouro mais santo – a Bíblia? Tal suposição é tão insana quanto absurda.

Então, alguém poderia indagar, “o que dizer das inúmeras citações do Novo Testamento, atribuídas à Septuaginta? “ A Septuaginta de que falam é nada mais que a segunda coluna da “Hexapla” de Orígenes. As citações do Novo Testamento não são oriundas da Septuaginta nem da “Hexapla”. Elas são da autoria do Espírito Santo, que tomou a liberdade de citar a sua obra no VT, do modo como Ele bem desejou. E podemos descansar na segurança de que Ele jamais citaria uma Septuaginta que não existe.

Agora resta mais uma pergunta: Por que, então, os eruditos têm tanta pressa em aceitar a existência da Septuaginta, mesmo com tantos argumentos contra a mesma? A resposta é triste e simples.

O Hebraico é uma língua extremamente difícil de se aprender. Muitos anos de estudo são exigidos, a fim de que se consiga aprendê-la, e muitos anos mais para que se possa chegar a conhecê-la tão bem ao ponto de transformá-la em veículo de pesquisa.

Por outro lado, um conhecimento médio do Grego é facilmente conseguido. Desse modo, caso houvesse uma tradução oficial do VT em Grego, os críticos da Bíblia poderiam triplicar o seu campo de influência da noite para o dia, sem queimar as pestanas em penoso estudo do Hebraico bíblico. Infelizmente, a aceitação da Septuaginta, mesmo com evidência tão fraca, está embasada no orgulho e na voracidade desses “eruditos”.

Agora, pare e pense. Mesmo que um espúrio documento como a Septuaginta realmente existisse, como poderia um crítico da Bíblia afirmar que “nenhuma tradução tem a mesma autoridade da língua original”, e ao mesmo tempo “afirmar que a sua Septuaginta tem a mesma autoridade do original Hebraico?”  Essa linguagem dupla dos “eruditos” não passa de uma autoridade de auto-exaltação, no esforço de conservar a sua posição erudita, colocando-se acima daqueles que “não são eruditos nas línguas originais”.

Para quem aceita argumento desse tipo, coloco à venda a ponte de Brooklin!

 

Capítulo 10

 

Pergunta – O que significa esta declaração: “Se a Bíblia do King James” foi bastante boa para o apóstolo Paulo, então é bastante boa para mim.”

Resposta – Esta declaração geralmente é feita de modo sarcástico, a fim de embaraçar os crentes bíblicos em sua crença. O fato é que a Bíblia King James foi bastante boa para Paulo (Ver pergunta 11). Mas, por enquanto, eu gostaria de mostrar que ela é a única Bíblia que Lucas iria usar.

Explanação – Em Atos 1:1-2, Lucas faz a seguinte declaração:

1 – Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,

2 – até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos pelo Espírito Santo aos apóstolos que escolhera.

         “O primeiro tratado” é, sem dúvida, o Evangelho de Lucas escrito para um crente chamado Teófilo. Este era aparentemente um cristão primitivo que não havia conhecido o Senhor pessoalmente, enquanto Ele esteve na terra. Embora considerando que ele tenha sido o recipiente tanto do Evangelho como do Livro de Atos dos Apóstolos de Lucas, ele era certamente um dos mais bem informados.

Lucas , no que podia Ter sido um comentário passageiro, no segundo verso do capítulo primeiro de Atos dá um sopro mortal contra o famoso Novo Testamento Grego Nestle e também sobre a New American Standard Version (NASV). Lucas declara que o seu: ”primeiro tratado” contou a todos o que Jesus começou a fazer, e continuou, “até ao dia em que foi recebido em cima” As primeiras coisas que Jesus começou a fazer estão registradas em Lucas 2:41-52, nas quais ele foi esquecido em Jerusalém, quando José e sua mãe regressavam a Nazaré. Isso confere com Atos 1:1. O Evangelho de Lucas ;é o único dos quatro que registra todas as ações de Cristo antes do seu batismo aos 30 anos de idade (Mateus 3:16; Marcos 1:9 e João 1:29-34).

O Evangelho de Lucas termina com Cristo sendo “elevado ao céu”  em Lucas 24:51. Isto confere com Atos 1:2: “Até ao dia em que ele foi recebido em cima”.

Desse modo, Lucas declara que o seu Evangelho começa com os primeiros atos de Cristo e termina com a sua Ascensão. Portanto, qualquer manuscrito ou manuscritos gregos , não importa a sua idade, contendo o Evangelho de Lucas, que omite qualquer destas narrativas, não é autêntico. Num exame da terceira edição do Texto Grego Nestle, encontramos que as palavras gregas “Kai anepehroto eis ton huranon”, isto é, “foi elevado ao céu”, não se encontram neste texto.

A nota de rodapé no aparato crítico indica que a autoridade para remover esta frase é nada menos que o Manuscrito Sinaítico D, um maiúsculo MS conhecido com o número 52 e um “palimpsect” do século 5 (Um MS que foi apagado e escrito por cima). A frase “e elevado ao céu” é encontrada em B, C, E, F, G, H, L, S, T, V, Y, Z, Delta, Theta, Psi e Omega além do Papiro P 75 e a maioria das testemunhas existentes. Contudo, na base de apenas dois MSS os eruditos conservadores da secreta Fundação Lockman omitiram a frase de Lucas 24:51 na NASV . Daí por que a NASV não é realmente uma tradução confiável . De fato, das versões mais modernas  somente os eruditos “liberais” da Revised Standard Version (RSV) concordam com os “eruditos” conservadores da NASV na omissão desta frase. Desse modo, os conhecidos liberais comunistas (?) da RSV a os conservadores da NASV estão de pleno acordo em que Cristo não subiu corporalmente ao céu.

Então vemos que se Lucas , o escritor do evangelho de Lucas e do Livro de Atos  dos Apóstolos pudesse examinar uma Bíblia King James e uma New American Standard Version iria declarar que a NASV não passa de uma fraude e prontamente iria proclamar a Bíblia King James como autêntica.

Bem, com toda franqueza, o que é bom para Lucas também é bom para mim.

        

Capítulo 11

 

Pergunta – Tenho ouvido dizer que as palavras em itálico na Bíblia King James  deveriam se removidas porque elas foram acrescentadas pelos tradutores. Deveriam elas ser removidas?

Resposta – Se removêssemos qualquer palavra em itálico, deveríamos remover todas elas, ou então aceitar todas elas como Escritura.

Explanação – São os seguintes os problemas decorrentes da remoção das palavras em itálico da Bíblia:

1. Qualquer pessoa que já tenha traduzido uma língua para outra sabe que palavras DEVEM ser acrescentadas ao trabalho concluído pata completar a estrutura da sentença na nova língua.

Todos os tradutores fazem isso quando traduzem a Bíblia. Os tradutores da Bíblia King James eram homens íntegros, de modo que colocaram palavras em itálico.

Exemplo # 1 – O salmo 23:10 diz: “O SENHOR é meu pastor” Na Bíblia King James a palavra é foi acrescentada pelo tradutores para completar o sentido da sentença. O Salmo 23:1 na New Intenational Version diz: “O Senhor é o meu pastor”.

         Então é claro que os tradutores de ambas as versões acrescentaram a mesma palavra para completar a sentença. Contudo, os tradutores da Bíblia King James colocaram a palavra é em itálico para informar ao leitor que eles a acrescentaram.

Exemplo # 2 – João 1:8 diz: Não era ele a luz; mas foi enviado para que testificasse da luz na Bíblia King James. João 1:8 diz: “Ele não era a luz, mas foi enviado para dar testemunho da luz”, na tradução da nova versão King James.

         Novamente os tradutores de ambas as bíblias acrescentaram palavras à sua tradução para dar sentido. Neste caso a frase acrescentada foi “foi enviado”. Contudo novamente são os tradutores da Bíblia King James que colocaram sua adição em itálico, a fim de esclarecer.

         Então, vemos que os tradutores da nossa Bíblia (King James) deveriam ser elogiados pela sua integridade e ética na adição de palavras em itálico, em vez de serem criticados por uma prática que todos os nossos “quase” eruditos modernos seguem a rotina.

2. Os críticos da Bíblia, fundamentalistas ou não, afirmam que os itálicos podem ser removidos, porém nunca removem todos eles. Usualmente eles são confundidos por uma passagem como a palavra desconhecida na 1 Coríntios 14. Visto como não podem explicar a palavra com em itálico na passagem, eles fazem a impensada declaração reproduzida acima e removem a palavra problemática. Mas isso abre espaço para uma grande controvérsia. Pois se dizemos que as palavras em itálico não pertencem ao texto, não podemos dizer que uma palavra itálico poderia ser removida da Bíblia. Até mesmo o estudante casual da escritura sabe que a Bíblia não fará absolutamente sentido se todas as palavras em itálico forrem removidas.

         Remover uma palavra em itálico e deixar outra é afirmar inspiração divina por saber quais as palavras que seriam removidas ou não.

         Sem levar em conta quão grande seja o pregador, o ganhador de almas, o erudito,  nenhum de nós deveria dobrar joelhos diante deles para afirmar que são divinamente inspirados para rejeitar ou aceitar qualquer palavra na Bíblia.

         Se somos tão ingênuos ao ponto de exaltar a opinião de um homem, dessa maneira quem deveríamos exaltar? Existem centenas de críticos da Bíblia os quais competiriam de bom grado pelo ofício de “corretor oficial divinamente inspirado da Bíblia”. Quais seriam as pessoas afortunadas? Como deveríamos escolhê-las? E quem seria tão ingênuo ao ponto de pensar que todos os cristãos seguiriam os seus decretos? Contudo sem os seus decretos NÃO TEMOS MEIO DE SABER quais as palavras em itálico que pertencem à Bíblia e quais as que não pertencem?

         Então vemos que as passagens problemáticas necessitam de oração e a leitura da Bíblia, em vez de aleatoriamente remover-se uma palavra problemática.

3. Uma das clássicas defesas para deixar somente as palavras em itálico se encontra em 2 Samuel 21:19: “Houve ainda, em Gobe, outra peleja contra os filisteus; e Elanã, filho de Jaaré-Oregin, o belamita feriu a Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão”.

         Omitindo as palavras em itálico temos a Bíblia dizendo que Elanã matou Golias. Sem dúvida todos sabem que em 1 Samuel 17 diz que Davi matou Golias. Assim temos finalmente na Bíblia passagens a que todos os homens perdidos adoram referir-se quando dizem, a Bíblia tem contradições.

         Sem dúvida o nosso “corretor divinamente inspirado da Bíblia provavelmente diria que os itálicos que os itálicos no 2 Samuel 21;19 não precisam ser removidos.   mas, então,  quem vai saber quais as palavras que devem ser removidas e quais as que devem permanecer, a não ser que Deus lhes apareça e diga quais são.

4. Nossa quarta e melhor razão para não interferirmos na escolha que Deus faz das palavras para a sua Bíblia não provêm senão dos apóstolos Pedro, Paulo e do próprio Senhor Jesus.

         Primeiro pegue uma Bíblia de preferência King James e leia o Salmo 16:8 “Tenho posto o Senhor,  continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha direita nunca vacilarei”. Você vai notar que duas palavras ele está estão em itálico. Contudo quando encontramos Pedro citando este verso no Novo Testamento em Atos 2:25 ele diz: “Porque dele disse Davi: sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita para que eu não seja comovido.

         Então encontramos o apóstolo Pedro citando este verso sem as palavras em itálico do Salmo 16:8. Você quase acreditaria que Deus as deseja aí, não é verdade?

         Aqui poderíamos apontar que Pedro era um homem inculto e ignorante (Atos 4:13) e assim não tendo os “benefícios” de uma educação colegial da Bíblia ele aceitou cegamente a Bíblia King James como toda a Palavra de Deus. Mas olhemos para os mesmos fenômenos referentes ao apóstolo Paulo e ao Senhor Jesus:

         Paulo, como o fizeram outros escritores do Novo Testamento muitas vezes citou o Velho Testamento em seus escritos. Ao fazer isso ele citou, como os outros, diretamente do texto hebraico. Temos várias citações de Paulo que contêm palavras não encontradas no original hebraico. Em Romanos 10:20 ele diz e Isaías ousadamente diz: “Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam”.        

         Enquanto Isaías 65:1 diz: “Fui buscado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que me não buscavam: a um povo que se não chamava do meu nome. Eu disse: eis-me aqui. Contudo vemos que as palavras pelos que citadas por Paulo foram citadas por Paulo como se constassem de Isaías 65:1e existem apenas na Bíblia King James em itálico.

         O mesmo é verdade com respeito à 1 Coríntios 3:20:

         “E outra vez: o Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos...” que é citado no Salmo 94:11: “O Senhor conhece os pensamentos do homem, que são vaidade”, onde encontramos a palavra são suprida pelos tradutores.

         Porém o mais inexplicável é a citação de Paulo de Deuteronômio 25:4 na 1 Coríntios 9:9: “Porque na lei de Moisés está escrito: não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Enquanto em Deuteronômio 25:4 lemos simplesmente: “Não atarás a boca ao boi quando trilhar”.

         Aqui encontramos Paulo citando as palavras o grão exatamente como elas tinham estado no original hebraico, muito embora sejam encontradas apenas nos itálicos de nossa versão autorizada.

         Se alguém desejasse argumentar que Paulo estava citando uma suposta tradução da Septuaginta grega do original hebraico, nosso dilema só iria piorar. Por enquanto duas perguntas intrigantes se apresentam diante de nós:

1. Se essa tradução grega existiu ( pois não está documentada na história), com que autoridade os tradutores inseriram essas palavras?

2. Se elas foram acrescentadas pelos tradutores, a citação das mesmas por Paulo confirmam ser elas inspiradas?

         Enquanto você pondera sobre essas importantes perguntas, notaremos que Jesus também citou do que parece Ter sido uma Bíblia King James.

         Encontramo-Lo citando uma palavra que não estava nos “originais”. De fato, uma palavra que só existe nos itálicos é encontrada nas páginas da BJK James. Leiamos Deuteronômio 8:3: “ E te humilhou, e te deixou Ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.

         Você vais notar que o vocábulo  “palavra” está em itálico, significando, é claro, que ela não se encontrava no texto hebraico. Quando se examina Deuteronômio 8:3 em hebraico, vai se encontrar que a palavra dabhar equivalente a “palavra” não se encontra em parte alguma do verso.

Contudo ao contestar satanás encontramos Jesus citando Deuteronômio. 8:3 da seguinte maneira em Mateus 4:4: “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a  palavra que sai da boca de Deus”.

Ao citar Deuteronômio 8:3 Jesus cita o verso inteiro inclusive a palavra em itálico constante da King James!  Até mesmo um “erudito” consegue localizar “remati”, uma forma de “rema”, que em grego significa palavra em qualquer novo Testamento Grego.

Então exatamente os críticos da Bíblia gostam de brincar dizendo: “bem a King James era bastante boa PARA O APÓSTOLO Paulo, então é boa também para mim”. Um verdadeiro crente bíblico pode dizer com razão: “bem se a Bíblia King James foi bastante boa para os apóstolos Pedro e Paulo e também para o Senhor Jesus Cristo, então é boa também para mim”.

Portanto vemos que há três opções sobre o que fazer com as palavras em itálico na Bíblia:

1. Remover todas elas

2. Elevar um dos nossos críticos fundamentalistas da Bíblia ao ofício de corretor oficial divinamente inspirado da Bíblia” e então dar ao seus decretos todo o peso e lealdade que daríamos a Jesus Cristo.

3. Deixar todas as palavras em nossa Bíblia divinamente inspirada em paz e confiar em que Jesus Cristo talvez estivesse razão.

         É como se tivéssemos uma escolha.

 

 

Capítulo 12

 

Pergunta – Não existem grandes homens que usam outras versões?

Resposta – Sim. Mas todos eles estão em perfeita sujeição à Bíblia perfeita.

Explanação – Existem pregadores considerados “grandes por muitos que aberta ou veladamente desdenham do conceito de que a Bíblia é perfeita. Eles a corrigem com regularidade e atacam abertamente os que afirmam aceitá-la como infalível.

         Existem também muitos colégios e universidades cristãos onde ao estudante são mostrados “erros” na Bíblia King James. A questão óbvia é: “como podem esses grandes e instituições estar errados a ainda ter a bênção de Deus sobre eles”? A resposta se encontra na Bíblia nossa autoridade final em todas regras de fé e prática.

            Quando vamos ao 2 Reis 17 encontramos Israel em estado deplorável. Ele foi conquistado pela Síria e os israelitas foram levados ao cativeiro (verso 23). O Rei da Assíria colocou, então,