O perigo judaizante
Ouvi dizer que um rabino do RJ criticou muito uma igreja dita evangélica, conhecida ceifeira de dízimos e ofertas, e líder de um certo movimento ocultista, nesta cidade, dizendo que o seu pastor está mais para cabalista do que para evangélico, quando tenta imitar os oráculos judeus.
O apóstolo Paulo, que fora um rabino judeu, combatia tenazmente esse tipo de imitação dos costumes e ritos judaicos, dizendo: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:6-9).
Os pastores malaquianos estão indo de mal a pior, querendo imitar o judaísmo, usando e abusando do Velho Testamento, para obrigar os seus discípulos a dar mais e mais dinheiro e levando-os também à prática de sacrifícios, controlando suas vidas através de uma espécie de lavagem cerebral. Isso sem falar nos objetos que apresentam e vendem como meios de bênçãos, uma crença ocultista, importada do paganismo antigo.
Paulo nos adverte sobre o desejo humano de querer adicionar boas obras ao plano de salvação, em Gálatas 5:1: “ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”.
A salvação é inteiramente gratuita, através do arrependimento de pecados e da aceitação, em fé e verdade, do sacrifício de Cristo na cruz. O que devemos fazer, além de crer e receber a salvação, é levar uma vida reta, provando que estamos convertidos e dando bom testemunho aos irmãos e descrentes. Tudo que disso passar é evangelho espúrio, misto de paganismo e Catolicismo Romano.
Que adianta cantar, rebolar, dar dinheiro e fazer macaquices dentro da igreja, quando, ao sair dali, muitos desses crentes imaturos dão cheque sem fundo, metem, cometem adultério e até fumam, se embriagam e jogam na Loto?
Os pastores malaquianos pregam um falso evangelho, negando os ensinamentos de Paulo. Eles estão se distanciando da verdade e seguindo os passos do Catolicismo Romano. Todos esses pastores judaizantes são inimigos de Cristo e devem ser abandonados, pois estão contribuindo diretamente para o estabelecimento da Igreja Mundial, conforme o movimento conhecido como “chuva serôdia”, que está agindo a plano vapor nos USA. Os pastores malaquianos recebem dinheiro para divulgar o falso evangelho americano e vão aumentando o rol de membros, com uma boa coleta de dízimos e ofertas, sob a ilusão de que suas igrejas estão crescendo pelo poder do Espírito Santo.
Que os membros dessas igrejas se acautelem e leiam a Bíblia com discernimento, a fim de não caírem na lábia desses lobos vorazes, que estão em busca de fama, riqueza e poder, sem se importarem de modo algum com a salvação e o crescimento espiritual do seu rebanho. Que aprendam que o dízimo é uma doutrina inexistente no Novo Testamento, havendo apenas o “dadivar”, isto é, dar com alegria o que se puder e quiser ofertar, nada por obrigação.
Que os crentes procurem igrejas decentes, onde não sejam obrigados a escutar um barulho ensurdecedor; onde a Palavra de Deus seja pregada com honestidade; onde os pastores não falem em dinheiro, pois não temos obrigação alguma de pagar pela salvação e, muito menos, de enriquecer as contas bancárias desses charlatães “americanalhados”, que estão crescendo mais do que erva daninha em nosso país.
Mary Schultze
Dezembro 2004