Os Bilhões de Arafat
Logo após ter o Papa JP2 declarado - através do seu porta-voz Joaquim Navarro Valls - que lamentava a morte de Arafat, afirmando que o líder da OLP era “um líder de grande carisma, que amava o seu povo”, a viúva de Arafat - Suha - abriu o verbo contra os líderes palestinos e os herdeiros do marido morto, exigindo a “parte do leão” na herança do falecido, a qual monta a quase SETE bilhões de dólares.
Contudo, bem depressa os líderes da OLP: Mahmoud Abbas, Ahmed Qurey, Saeb Erekat e os encarregados dos vários negócios, inclusive da rede de alimentos de Arafat, logo protestaram, alegando que essa fortuna pertence ao povo palestino e que não é justo entregar à viúva o código das contas do falecido, guardadas nos bancos internacionais.
A luxuosíssima residência construída por Arafat por trás das ruínas deixadas para impressionar e comover o mundo sobre a sua vida austera de líder revolucionário faz parte da organização terrorista mais rica do planeta, a qual é também um sindicato do crime.
Enquanto os líderes europeus e a esquerda internacional (inclusive a de Tel Aviv) iam propalando as virtudes desse “líder revolucionário”, por várias décadas, Arafat ia acumulando essa enorme fortuna, à custa de um povo miserável e sofrido e de alguns donos do petróleo que colaboravam com a causa palestina.
Quando Israel tentou evitar que o sócio de Arafat, Muhammad Rachid, cuidasse dos lucros e dos impostos sobre a venda de cigarros e combustível, ele ficou furioso, tendo atirado uma cadeira sobre a mesa das negociações. Ele o fez, acusando o negociador de Israel de estar insultando a honra do povo palestino, quando este mencionou que esses lucros estavam sendo desviados da conta de Arafat para a do Ministro Palestino da Fazenda, no Banco Leumi de Tel Aviv. Rachid, assim como Qurey, Abbas, Muhammad Dahlan, Jamil Tarafi, Nabil Sharat, Jibril Rajoub e outros parceiros de Arafat, deixaram bem claro aos seus “parceiros da paz” que do que eles realmente precisavam era controlar os recursos. Isso, disseram todos eles, é que poderia manter a estabilidade nos territórios palestinos.
Por seu lado, os negociadores israelenses, bem como os seus parceiros americanos, foram condescendentes, achando que essa corrupção palestina seria boa para Israel. Pois, enquanto esses “senhores da guerra” estivessem engordando, a lei e a ordem nos territórios palestinos seriam mantidas, o que poderia poupar a vida de muitos israelenses.
Visto como a OLP era supostamente a sócia de Israel no processo de paz, ninguém se mexeu quando ela anunciou e rapidamente mobilizou sua política de matar qualquer palestino que tivesse cooperado com a segurança de Israel. Israel não foi além de um débil protesto, quando, em sua primeira ordem de negociação, a Autoridade Palestina anunciou a publicação de uma “lei”, pela qual qualquer palestino que vendesse terra aos judeus deveria ser morto.
Israel precisa ser moderado com os palestinos pacíficos, os quais durante anos arriscaram os seus pescoços para ajudar Israel. Mas por que deveria Israel preocupar-se com esses colaboradores? ... O problema com esse plano foi revelado no palavreado de Suha. Ela disse que todos os homens de Arafat estavam tentando sepultá-lo vivo (tolice, pois ele já estava morto).
Quando o Hamas e a Jihad islâmica surgiram com as suas admoestações de que não iriam tolerar que os cabos eleitorais de Arafat lhes ditassem as regras, falaram mais ou menos o mesmo que Suha havia falado. Disseram que Arafat tinha legitimidade sobre essas organizações por causa de sua importância como “símbolo” do povo palestino e que, tendo em vista que ninguém da turma de Arafat chegara a se tornar um “símbolo” desse povo, eles não têm obrigação alguma de aceitar a sua liderança. Isso mostra que os líderes palestinos realmente gostam de uma boa briga e vão continuar na dança macabra, exigindo o legado político e financeiro de Arafat e jamais se afastando de sua trilha belicosa.
Aqui chegamos ao ponto crucial da questão. Os homens de Arafat - Qurey, Abbas, Farouk Kadoumi, e até mesmo os líderes árabes de Israel, - como o membro do Kinesset, Ahmed Tibi - todos eles devem a sua posição mundial ao fato de terem pertencido ao reino de Arafat. E não foi somente Arafat que Israel trouxe para dentro da Judéia, de Samaria e de Gaza (e de Israel), em 1994, mas todos os terroristas da OLP. Mesmo com Arafat morto o seu reinado continua intocável. Em seu vazio de sempre e estilo ridículo, religiosos, eruditos e políticos em Israel e no mundo inteiro têm estado tagarelando que Israel está se aproveitando da morte de Arafat para fortalecer os elementos reformistas da Autoridade Palestina. Qualquer pessoa dentro da AP que se atrever a sugerir mudança em como as coisas têm sido feitas, logo será atacado ou até assassinado se questionar o legado de Arafat.
[Essa é a diferença entre um líder de paz e amor como Jesus Cristo e um líder corrupto e belicoso como Arafat, tentando, graças à ignorância bíblica do mundo, tomar posse de uma terra que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó deu aos descendentes de Abraão, como possessão eterna.]
Quando Nabil Amr, membro da OLP e ex-ministro da propaganda de Arafat, atreveu-se a criticar a corrupção do regime (em julho deste ano), foi alvejado na perna e agora vive na Europa. A democracia mundial que o Islamismo tenta destruir é para onde têm corrido as vítimas do regime autoritário da OLP e de outros regimes igualmente totalitários do Oriente Médio. Se isso aconteceu enquanto Arafat ainda era vivo e tentava manter as aparências de “amigo da paz”, imaginem o que poderá acontecer agora, depois de sua morte...
No caso de Abbas e Qurey tentarem entrar num acordo com Israel, procurando controlar o terrorismo da OLP, do Hamas, do Fatah e da Jihad islâmica, logo serão assassinados. [Essa gente não deseja a paz, conforme o Salmo 120:7: “Pacífico sou, mas quando eu falo já eles procuram a guerra”. Imaginamos que brevemente vai aparecer o “homem do pecado” para ludibriar Israel com a sua promessa de paz (falsa paz), mas esse minúsculo país continuará sofrendo as conseqüências de sua rejeição ao legítimo Messias, que veio e não foi reconhecido no tempo de sua visitação.
Mesmo que Washington e as nações européias se empenhem num processo de paz, Israel vai continuar sofrendo horrores nas mãos dos árabes, até que venha o legítimo Príncipe da Paz, Jesus Cristo, quando 1/3 da nação sobrevivente da Grande Tribulação há de reconhecê-Lo como o seu Messias, vendo as Suas feridas e lamentando o fato de O terem traspassado com o seu pecado de rejeição, segundo Zacarias 12.]
Mary Schultze, 14/11/2004.
Informações colhidas no artigo de Caroline B. Glick
“Plus Ca Change?”
Nota: Caroline B. Glick é deputada, editora chefe do jornal “The Jerusalem Post” e negociadora senior no Oriente Médio para o “The Center For Security Policy”, em Washington, DC. Este artigo foi originalmente publicado no jornal supra citado.