Os Vigários de Cristo

 

         O Dr. Arthur Noble, membro do membro do United Protestant Council, de Londres, um erudito em assuntos do Vaticano e da União Européia, apresenta uma compilação do pensamento do escritor Jeremiah Crowley, em seu livro "A Menace to the Nation", Editora Autora, Missouri, 1912.       

Cristo jamais cometeu pecado algum.

Contudo, muitos dos que se têm denominado "Vigários de Cristo" - os chamados "Santos Padres" - foram tão depravados e inescrupulosos que deixaram uma história de adultério, falcatrua, deboche, fornicação, incesto, assassinato, perversão, abuso, sedução, simonia, sodomia, traição e prostituição. Após ter visitado  Roma, o grande poeta italiano, Dante Alighieri, descreveu  o Vaticano como "o maior semeador da corrupção".

No século 19, o político, ensaísta, poeta e historiador inglês, Lord Macauley, muito conhecido pela sua obra em 5 volumes  - History of England - descreveu o sistema papal, como segue:

"A experiência de 200 anos repletos de eventos, o cuidado e ingenuidade pacientes de quatro gerações de estadistas têm conduzido a constituição civil (da Igreja de Roma) a tal perfeição que, dentre as contravenções que têm sido vistas no sentido de enganar e oprimir a humanidade, ela tem ocupado os primeiro lugar." Hoje, como sempre tem acontecido, o "Vigário de Cristo", o "Nosso Senhor Deus, o Papa", "Rei do Céu, da Terra e do Inferno", ao mesmo tempo em que declara representar o pobre e humilde Nazareno, continua usando uma tripla coroa de valor inestimável  e roupas resplandecentes cravejadas de pedras preciosas.

Cristo não tinha onde reclinar a cabeça. O papa mora num palácio de 400 aposentos. Quanta zombaria. Quanto engodo. Que armadilha é o papado! (Crowley, ps. 203, 205).

Ralph Woodrow, em seu livro "Babylon. Mystery Religion", Riverside, Califórnia, 1966, p. 94f, diz o seguinte:

Cristo disse aos seus seguidores para guardar os mandamentos. Os papas têm, metodicamente, quebrado os mesmos. Em vez de praticar o "Não matarás", Inocêncio III (1198-1216), em apenas dezoito anos de reinado, não apenas sobrepujou os seus antecessores em matança, como fundou a mais diabólica instituição  da história - a Inquisição - a qual,  por mais de quinhentos anos,  foi usada pelos seus sucessores, a fim de manter o poder contra todos os que discordassem dos ensinos da Igreja de Roma. Estima-se que essa Igreja, ao longo da história, tenha sido responsável pelo extermínio de mais de 100 milhões de pessoas. [Como dizia o Dr. Aníbal Reis, o maior pesquisador brasileiro de Catolicismo Romano no século passado, esse número teria chegado a meio bilhão, em conseqüência das guerras organizadas e sacramentadas pelos papas modernos - a tradutora].

Cristo disse: "bem-aventurados os pacificadores..."  O papa Júlio II (1503-1513) tinha uma paixão frenética por guerras. Seu pontificado foi de perpétua guerra e a Europa não soube o que era paz, durante o seu reinado. Pode-se imaginar qual era o estado espiritual de uma Igreja, cujo papa estava o tempo inteiro nos campos de batalha, empunhando armas bélicas, o qual só se alegrava com a glória de guerrear e pilhar as cidades vencidas. Seus sucessores seguiram-lhe a tradição bélica, apoiando ditadores e se empenhando ao máximo para conseguir os seus corruptos objetivos.

Os países do Ocidente, principalmente os que haviam aderido à Reforma Protestante,  têm sofrido uma tremenda lavagem cerebral nos últimos tempos, a fim de acreditar que a natureza e os objetivos do pontífice romano e de sua Igreja mudaram. Contudo, Roma é sempre a mesma (semper eadem) e jamais mudará, até conseguir o estabelecimento do seu governo mundial. Como foi nos séculos passados, ela continua sendo até hoje, exceto pelo fato de que nos últimos tempos [em razão dos direitos civis e religiosos] ela tem jogado com cartas diferentes, usando uma política astutamente elaborada, a fim de enganar os incautos.

 

Mary Schultze, agosto 2002