Pluralidade e Longevidade
Minha filha alemã costuma dizer que metade do catálogo de Berlim tem o sobrenome “Schultze”, que pode ser escrito de seis maneiras diferentes. Por esse motivo foi que me casei com um Schultze, conforme a narrativa abaixo.
Estava entrevistando um Químico alemão em Jardim Primavera, RJ, no dia 29/04/1956, a fim de escrever um artigo por correspondência para o Jornal do Comércio do Recife. Ouvimos música erudita, conversamos na medida do possível, pois meu Alemão era mínimo e o Inglês dele era péssimo, sendo que o seu Português até dava para se entender mais ou menos, estando ele já há dois anos no Brasil. No final da conversa de mais de uma hora, perguntei o seu nome e ele respondeu: Hans Georg Max Paul Schultze. Escrevi o dito, pedi que ele conferisse e logo veio a surpresa num Português bem gutural: “Senhorita, muito linda e muito inteligente. Escreveu meu nome certo na primeira vez, quando em Alemão existem seis maneiras de escrever “Schultze”. Senhorita quer casar comigo?” Respondi que “sim” e, em menos de quatro meses, já estávamos casados. Infelizmente, ele só me agüentou por vinte e seis anos, teve um enfarte e morreu.
Quase cinqüenta anos depois, acessando o GOOGLE, descobri que existem 85 sites disponíveis “com resultados de 18.000 para Mary Schultze”, o que me deixa bastante encabulada, pois se aqui no Brasil esse nome é “VIP”, nos países de língua alemã e inglesa ele é vulgaríssimo!!! Contudo, apesar dos milhares de “Marys” e “Schultzes” o nome que me designa é o mais badalado de todos, pelo menos na língua de Camões. Não que eu seja assim tão importante, mas porque sou a velhinha mais louca da Internet, razão por que apareço com tantas críticas acerbas - nos sites católicos - e tantos elogios imerecidos - nos sites das igrejas evangélicas tradicionais - sendo que nos sites das igrejas malaquianas sou muito criticada.
Em geral os membros da família Macedo (à qual pertenço) sempre passam dos 90 anos de idade. Baseada nisso, pretendo chegar tranqüilamente aos 90, sem dar qualquer desconto aos inimigos que desejam me ver enterrada, o quanto antes. Meu pai morreu com 88 anos e assim mesmo porque tinha mania de pilotar motos envenenadas. Minha mãe vai completar 96 anos em agosto de 2004 e parece que não pretende morrer tão cedo. Só minha avó Quitéria, uma nobre senhora de ascendência portuguesa, morreu cedo - com 78 anos - e assim mesmo porque nunca foi ao médico, tendo falecido vítima de um câncer uterino, o qual, se tratado a tempo, não a teria levado tão cedo!
Nos quatro anos em que escrevi na “Folha Universal”, recebi muitas cartas de apoio e, sobretudo, de ameaças. Uma dessas cartas me deixou especialmente feliz e vou contar o porquê de tanta felicidade.
Um réptil mineiro enviou-me, de uma casa lotérica no centro de Belô, em papel timbrado da casa, uma carta anônima bastante violenta, cheia de ameaças e agressões. Nessa carta, ele falava 4 palavrões assustadores, os quais foram repetidos pelo menos seis vezes, perfazendo um total de 24 nomes de baixíssimo calão. Essa carta foi a mensagem mais engraçada que recebi no “Dia da Senhora da Conceição”, meu aniversário. Esse réptil nojento, que tanto me injuriava por causa do artigo “Chegada de Wojtyla ao Céu”, em vez de me escrever uma carta contestando biblicamente as afirmações do que ali escrevi, preferiu me ameaçar de morte, dizendo que havia comprado um revólver calibre 38 e viria ao Rio para me assassinar “com uma bala perdida”.
Mas o que me levou a dar boas risadas foi que esse ignorante - no vernáculo e na Bíblia - disse que eu “não emplacaria o Ano 20001” (vinte mil e um). Além de cometer pelo menos 3 erros de Português em cada linha da carta, ele nem sequer soube escrever 2001, tendo colocado um zero a mais na data, o que me deu nada menos de 18 mil anos de vida, além dos que eu já vivera.
Depressa agradeci a esse católico papólatra/analfabeto essa longevidade, porque eu jamais esperei que Deus me desse tantos anos de vida! Ele me fez bater um recorde universal, até mesmo contra MATUSALÉM! Aliás, provavelmente Jesus voltará neste século 21, pois o mundo está tão podre que não dá mais para agüentar. Satanás deve estar muito ansioso, imaginando quantos milhões de católicos mariólatras/papólatras ele vai “papar” no seu reino infernal, mandando aquecer suas caldeiras a 12.000 graus C, para receber esses coitados enganados pela sua Igreja.
Uma coisa é certa. Se esses católicos não se convencerem de que são pecadores perdidos, incapazes de conseguir salvação através de sua igreja e de boas obras... Se não compreenderem que só Jesus Cristo salva, arrependendo-se dos seus pecados, confessando-os ao Pai e aceitando humildemente o sacrifício de Cristo na cruz, como total e suficiente, irão todos para o inferno. E não adianta ficar confiando na “única igreja verdadeira”, numa boa temporada no lendário purgatório e noutras baboseiras romanistas, porque todos nós seremos julgados pela Palavra de Deus (João 12:48) e a Igreja de Roma já deletou a Palavra Santa, há muitos séculos, substituindo-a pela Tradição e pelas encíclicas papais. A prova disso são os seus dogmas fraudulentos.
Também não adianta esses católicos me enviarem e-mails (como um deles, metido a sabichão) citando Lutero e outros Reformadores, que fizeram elogios a Maria, porque eu não sigo Lutero, nem Melâncton, nem Zwinglio e nem Calvino. Sigo a Bíblia e somente a Bíblia, principalmente uma Bíblia séria, embasada no Textus Receptus dos apóstolos, o qual foi organizado por Erasmo - a Bíblia King James (em Inglês) e a FIEL (em Português). Não confio nessas “bíblias modernas”, cujos editores entraram em conluio com o Vaticano, publicando também material pornográfico, além da “Bíblia de Satanás”. Também não confio nas “bíblias” católicas construídas segundo a corrompida Vulgata Latina, todas elas embasadas nos textos Vaticanus e Sinaíticus, que o vasculhador de lixo, Tischendoff, encontrou no quintal do Mosteiro de Santa Catarina (no Monte Sinai), no século 19. Esses textos estavam no lixo, exatamente porque nem mesmo os monges católicos achavam que merecessem destino mais apropriado. Só que agora eles são “os mais antigos” para os apóstatas!
Despertem, amigos católicos! A Igreja de Roma não tem e nem pode oferecer salvação porque só Jesus Cristo salva. Nosso grande Deus e Salvador não precisa da Igreja de Roma, nem dos seus papas e, muito menos, dos seus padres, para outorgar salvação aos pecadores. Também não precisa da ajuda da Senhora Mãe Dele, que morreu e virou pó, como todos nós, pecadores destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23).
Mary Schultze, maio 2004