Quem deseja ser feliz?
Os psicólogos americanos imaginam ter encontrado a receita para a felicidade. Só que eles não conhecem a Bíblia, pois, se a conhecessem bem, teriam sido mais honestos e diriam que apenas copiaram os preceitos bíblicos, para ensinar a encontrar a felicidade. Vamos enumerar sete itens apresentados pelos tais psicólogos.
1. - As pessoas felizes são aquelas que passam o menor tempo possível sozinhas, pensando em si mesmas - Jesus estava sempre em atividade positiva no meio da multidão, agindo em favor dos enfermos e deprimidos, dentro da comunidade. Ele deu vida e alegria a uma porção de seguidores e separou doze homens que chamou apóstolos - ofício que jamais poderia ser transferido para outras pessoas.
Através desses homens Ele estabeleceu a Sua Igreja. A Igreja Primitiva era uma comunidade de entrosamento pessoal e de crescimento espiritual. Leiam o Livro de Atos.
2. - As pessoas felizes jamais se julgam pelo que as outras pessoas fazem ou possuem, isto é, jamais se comparam com os outros - A Bíblia é clara quando diz que não devemos nos medir pelos outros, mas somente pelo cânon da Palavra de Deus, que é suficiente para formar um cidadão perfeito (2 Timóteo 3:16-17). À medida em que obedecemos à Palavra de Deus, logo nos enchemos de bênçãos e de alegria interior.
3. - O materialismo é tóxico à felicidade - Isso podemos ver na parábola do jovem rico: “E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades” (Mateus 19:16-22). Como vemos, o jovem, que tanto desejava ser salvo, escolheu a riqueza e por isso perdeu a oportunidade de encontrar a verdadeira e eterna felicidade.
4. - O otimismo é importante, mesmo em tempo de angústia - Jeremias 32:17 diz: “Ah Senhor DEUS! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil”. No último capítulo do Livro de Jó, 42:2, depois de ter padecido tanto, ele exclama: “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido”. Sempre e sempre a Bíblia nos oferece exemplos de pessoas que se recusaram a ficar abatidas pelas más circunstâncias e eventos, pois sua esperança estava no Senhor e por esse motivo puderam repousar em sua paz interior.
5. - As ações são importantes. Não é exatamente o que se crê ou visualiza na vida que pode contribuir para a nossa felicidade. As pessoas que se dão aos outros e não se limitam a si mesmas são mais felizes na vida.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Doar é um princípio bíblico e a maior doação que o universo testemunhou foi a de Deus Pai, entregando o Seu Filho para morrer em nosso lugar. Devemos dar, quer isso envolva dinheiro, serviço, alimento, proteção, tempo ou talento. O resultado de DAR é sempre benéfico e abençoado por Deus.
6. - As pessoas felizes sentem-se fortes e usam sua força para fazer o bem. Somos mordomos da glória de Deus e devemos usar nossos dons para a Sua glória. Quando usamos os dons que Ele nos deu, sentimo-nos felizes, pois estamos trabalhando em algo que é uma espécie de lazer e, portanto, não nos cansamos. Os psicólogos chamam isso de “movimento no ar”. Os crentes são movidos pelo Espírito Santo.
7. - As pessoas agradecidas e perdoadoras são mais felizes - Somos eternamente gratos a Jesus pelo Seu sacrifício vicário na cruz do Calvário em nosso favor. A gratidão genuína faz com que transbordemos de felicidade. Somente quando somos gratos a alguém é que podemos realmente considerá-lo como o nosso próximo, passando a amá-lo como a nós mesmos.
Quando amamos de fato, perdoamos com mais facilidade. Os benefícios do perdão são amplamente documentados pela psicologia secular e cristã. Perdoar não é uma opção do cristão, mas uma obrigação, conforme o Senhor nos ensinou: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12).
A conquista da felicidade não é difícil, quando deixamos de pensar somente em nós mesmos. Ela não está nos eventos, no dinheiro, no poder, nem na fama. Ser uma celebridade implica na perda da privacidade e da autenticidade. A cultura ajuda, mas não é essencial, pois existem muitos pobres de cultura e dinheiro que são mais felizes do que alguns homens de ciência e celebridade. Nos países mais ricos do Primeiro Mundo o número de suicídios é bem mais elevado. A felicidade é uma opção que poucas pessoas e nações conseguem fazer acertadamente, segundo o Salmos 144:15: “Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR”.
Mary Schultze, abril 2004.
Artigo inspirado no trabalho de Linda S. Mintle, “What Makes You Happy?”