Quem se acha perfeito?
Alguns irmãos tentam me agradar, quando
lêem meus escritos e gostam do que escrevo. Por isso me chamam “teóloga”. Como eu já disse antes, os únicos teólogos que eu
respeito, além
dos apóstolos de Cristo (inspirados pelo Espírito Santo para escrever o Novo
Testamento), são os pregadores britânicos Deão Burgon (o maior contestador de Westcott
e Hort em seu tempo) e Charles Spurgeon.
Estes dois santos pregaram a Palavra, no século 19, analisando cada verso da Bíblia com
toda a sabedoria que alguém chegasse a possuir.
Quando eu era pequena,
meu pai gostava de me colocar no colo, chamando-me “princesa” e profetizava que
um dia eu seria uma estrela de cinema
ou uma grande escritora, porque, aos 8 anos, eu já escrevia versos e estórias sobre o que se
passava em nosso sítio. Meu professor de Inglês profetizou, no primeiro dia de
aula no IBEU (1947), que eu seria uma “tradutora internacional”. Tudo isso eu
gravei na mente, para 50 anos depois conferir se houve algum resultado nessas
profecias. Não me tornei uma “estrela”, nem uma “grande escritora” (meu pai
teria sido apedrejado se vivesse na época do VT). Tradutora eu me tornei, mas
não internacional, embora tenha conseguido muitos amigos influentes nos Estados
Unidos (e um em Israel), por causa das 7.000 pp. já traduzidas por mim. Apareço
dezenas de milhares de vezes no Google, mas, no cenário nacional.
Quando me converti, há
30 anos, comecei a ler o Novo Testamento durante três horas diárias e, em 1979, quando fui batizada
numa igreja evangélica, já o havia lido dezenas de vezes e sabia muitos textos
de cor. Meus livros favoritos sempre foram as Cartas de Paulo, principalmente
Gálatas e Romanos. Elas me dão uma tremenda certeza de salvação. Nos primeiros
anos de conversão, quando eu lia a Carta
de Tiago, ficava insegura, até que resolvi escrever uma reposta à mesma,
quando estava cursando o Seminário Betel. Ali, expus minhas dúvidas, as quais logo
desapareceram.
Sou uma calvinista
moderada; dispensacionalista pré-milenista,
apaixonada pelos ensinos do apóstolo Paulo. Acredito que a igreja vai ser
arrebatada antes da Tribulação e vivo preocupada com
minha filha alemã (humanista incrédula) e com os 03
(três) netos que se converteram em meu colo; estes foram para a Alemanha (ainda
adolescentes) e lá começaram a freqüentar igrejas luteranas, cujos pastores são
liberais-incrédulos. Oro duas vezes ao dia, pedindo
que Deus os conserve na fé em Cristo. A mais nova é temperamental, como eu, e,
no dia 13/05/08, foi confirmada na Igreja Luterana da cidade onde mora.
Sei que o
batismo/confirmação não são necessários para a
salvação; mas, o batismo é uma questão de obediência e, por isso, deve ser
recebido na igreja que se freqüenta. Creio que Deus criou tudo em seis dias
literais; não quero contestar coisa alguma do que a Bíblia ensina e uso para
isso uma fé quase infantil.
Creio que o apóstolo
Paulo fez bem em proibir que as mulheres ocupassem os púlpitos. Somos muito
sensíveis e olhamos as coisas de modo diferente dos homens, principalmente
quando estamos na fase da TPM. Isso pode interferir em nosso julgamento dos ensinos da
Palavra e fazer com que passemos adiante uma interpretação distorcida.
Creio que a Versão
Autorizada de 1611 (a Bíblia King James) é a melhor de todas. E que a Bíblia
FIEL é a melhor edição em Português. Gosto de ler os escritos de Sir Robert
Anderson, Ian Paisley, Peter Ruckman, Samuel Gipp, William Grady, David Cloud, do casal Bobgan e de
muitos outros autores fundamentalistas, inclusive todos os autores editados
pela Chamada da Meia Noite. Detesto
qualquer autor reconstrucionista/dominionista,
dessa turma que está conspirando para estabelecer uma Igreja Mundial. São tantos que não tenho espaço para citar. Mas,
Henry Blackaby (Conhecendo
Deus), Rick Warren (Propósitos),
James Dobson (Psicólogo
da Família), Jerry Falwell, Benny
Hinn, Kenneth Copeland
(estes da Palavra da Fé) são os que mais me impressionam negativamente.
Logo depois da
conversão, devorei dezenas de livros de autores pentecostais. Mas, Deus foi tão
gracioso que me conservou longe desses “faladores de línguas” e me encaminhou (4 anos após o novo nascimento) para um seminário batista
fundamentalista. As três coisas que eu mais aprecio: ler e traduzir bons textos
em Inglês, escutando música clássica; escutar sermões de bons pregadores
nacionais (Augustus Nicodemus é um deles); conversar
com os amigos na Internet. Não gosto de ler textos em Português, pois meu tempo
para aperfeiçoar o Inglês está no limite! E os melhores textos estão nesta
língua. Podem me chamar de “metida à besta”, que eu aceito,
tranqüilamente.
Não sou nem jamais serei perfeita, enquanto viver
neste planeta corrompido pelo pecado, cujo príncipe é o “anjo de luz”. Mesmo
após ter nascido de novo, continuo sendo “uma
peste e promotora de encrencas” para muita gente que me contesta. Na
UNIVERTI, de onde sumi por alguns meses, porque as senhoras idosas que
freqüentam a classe de Redação Criativa e
outras disciplinas são todas incrédulas, católicas e espíritas (Os professores
também), sentiram minha falta, e aproveito as oportunidades para citar
alguns versos bíblicos... Algumas me recriminam, mas, outras sentem minha falta. Ninguém consegue
agradar a gregos e troianos, ao mesmo tempo! Como diz o adesivo americano, “Next time you think you
are perfect, try walking on water” (Da próxima vez
em que você se achar perfeito, tente andar sobre a água”).
Mary Schultze, 03/11/2008 – www.cpr.org.br/mary.htm
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me
gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o
evangelho!" 1 Cor 9:16
"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem
resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de
Deus, na face de Jesus Cristo". 2 Cor 4.6.