Rosa e Dária, me aguardem!

 

... Rosa e Dária já estão na glória. Como seria bom se eu pudesse ir encontrá-las no céu!

Rosa foi freira católica durante 10 anos, depois se desligou da
Congregação, formou-se em Enfermagem de alto padrão, em S. Paulo, trabalhou para o governo do Estado, aposentou-se e voltou ao Ceará, a fim de cuidar da mãe idosa. Com menos de dois anos de aposentadoria, faleceu de pancreatite  aguda causada por uma lipoaspiração mal feita. Tinha menos de 55 anos. Ainda hoje eu choro a morte dessa tão amada Rosa, com quem estive sempre em contato, quer indo a S. Paulo cada dois meses, quer vindo esta ao Rio. Rosa foi "arrebatada"  em maio de 1990. Em agosto de 1999, foi a vez de Dária, que faleceu repentinamente de enfarte, dormindo, com um sorriso nos lábios. Havia sido uma líder carismática e se convertera ao Senhor lendo o livro "Por Amor aos Católicos Romanos", de Rick Jones, traduzido por mim, para o Centro de Pesquisas Religiosas de Teresópolis, RJ. Foi outra perda irreparável. Ficar sem essas duas irmãs foi mais doloroso para mim do que perder meu marido... Curioso é que nossa mãe - D. Rosa, hoje com 94 anos, paralítica em razão de um derrame cerebral - costumava brincar dizendo que iria enterrar as três filhas favoritas. Daí por que ainda estou aguardando a minha vez, enquanto nossa mãe ainda vive...

A partir da morte das duas irmãs queridas, fiquei desejando ir para o céu, a fim de me juntar às mesmas. Mas parece que o Senhor ainda não quer permitir-me essa alegria. Parece que Ele ainda quer usar esta Sua serva para continuar malhando a ICR e as igrejas malaquianas, através de livros,  jornais e artigos enviados pela Internet. Portanto, esse mal estar de hoje foi apenas um "alarme falso", Já estou me sentindo melhor e vou continuar na luta, enquanto a "ceifeira de vidas" não aparece para conduzir-me ao crematório! Contudo, faço questão de dar um gritinho cheio de esperança: "Rosa e Dária, me aguardem!  

 

Mary Schultze, 26/01/2003.