Santa Ignorância!!!

       Este termo é geralmente usado em tom de deboche, mas agora estou usando-o com o maior respeito por dois protestantes bíblicos, VIPs, inimigos do papa, que residem em Londres. Clive e Nina Gillis andaram se metendo numa tremenda enrascada, em 2004, por pura ignorância; uma encrenca da qual se livraram pela imensa graça e misericórdia do Senhor Jesus Cristo, a Quem esse casal serve fielmente. Clive e Nina conseguiram a ajuda profissional de um excelente advogado italiano.

O Dr. Clive Gillis e sua esposa Nina teriam ficado 22 anos trancados numa prisão italiana, depois que a policia encontrou no jardim de sua casa de campo nada menos que 180 pés de papoula, em Umbria, Itália.

Os promotores haviam passado sete meses investigando o caso. Falando em sua mansão inglesa, Nina disse que havia encontrado as plantas no jardim e as havia deixado crescer porque eram muito bonitas.  “Tudo aconteceu simplesmente por ignorância. Não tínhamos a menor idéia de que fosse possível obter-se uma droga a partir das sementes de papoula. Eu apenas achei que essas lindas flores, com suas pétalas vermelhas, iriam tornar o nosso jardim ainda mais bonito”, disse a Sra. Gillis.

O Dr. Gillis acrescentou: “Ainda bem que o nosso advogado nos tinha avisado que deveríamos preparar-nos para um processo criminal e talvez até pudéssemos ser presos. Agora, estou feliz porque não iremos para a prisão.”

Onde já se viu um casal de “traficantes” assim tão inocente? Se o caso tivesse acontecido aqui no Brasil e não na União Européia, para sair livre, o casal teria sido obrigado a gastar uma fortuna com os corruptos advogados que andam por aí, defendendo os verdadeiros culpados, a peso de ouro. Ainda bem que podemos continuar confiando na Polícia Federal (mesmo conhecendo Jeremias 17:5), pois tudo indica que a maioria dos seus componentes ainda é constituída de gente honesta.

Mesmo assim, o santo casal teve de encarar três dias numa prisão, perto de sua fazenda em Colle Calzalaro,  em Junho de 2004. Pensando bem, é uma desgraça  ter muitos Euros caindo numa conta mensal, como a do casal Gillis. Ele é um médico, professor e historiador famoso e sua esposa, uma professora universitária aposentada  (claro que não pelo INSS, como eu). Com tantos Euros acumulados, o casal pôde comprar uma fazenda na Itália, onde passa os meses de inverno, e acabou tendo esse tremendo pesadelo em plena luz do dia. Mesmo sem jamais ter suspeitado que da semente da papoula pode ser extraída a morfina, o casal foi multado numa elevada soma, dando graças a Deus por não ficar enjaulado.

A polícia européia não brinca em serviço. Ela é treinada nos moldes jesuítas, para agir sem piedade, pois quando chegar a Grande Tribulação, ela deve estar preparada para matar e destruir os dissidentes do Anticristo. Ainda bem que o Dr. Clive Gillis, um homem conhecido pelo seu caráter ilibado, conseguiu sair dessa encrenca, declarando que ninguém teria a mínima razão para suspeitar que ele e sua esposa pudessem ser traficantes de drogas.

Isso até foi engraçado!

Apesar de tudo, o Dr. Gillis achou o caso engraçado, embora ele e a esposa tivessem ficado três dias enjaulados entre criminosos, estupradores e ladrões. Mas ele se lembrou de que algo muito pior aconteceu com Jesus Cristo, o Qual jamais cometeu pecado algum,  e sofreu muito mais... Por um bando de pecadores indignos como nós! Mesmo assim, o Dr. Gillis ficou aborrecido com a maneira pela qual ele e sua esposa foram tratados pela polícia italiana.

O advogado Davide Zaganelli informou que as autoridades aceitaram o fato de que as papoulas haviam crescido espontaneamente no jardim do casal e que este não tinha a menor intenção de comercializar as sementes da planta. Ele disse ainda que não havia motivo algum para o casal permanecer detido e por isso a polícia italiana o liberou.    

Isso faz lembrar quando o apóstolo Paulo e seu companheiro de viagem, Silas (claro que não o Malafaia!), foram presos injustamente em Filipos, conforme o episódio bíblico narrado em Atos 16:23-32:

“E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.  O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco. E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.  E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa”.

E como “todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus” (Romanos 8:28),  Paulo ganhou uma família inteira para Cristo e o Dr. Clive Gillis ficou ainda mais famoso no Reino Unido, depois do malfadado episódio, por ser um homem dedicado à causa do Evangelho, um ardoroso combatente das heresias de Roma e, antes de tudo, um professor britânico acima de qualquer suspeita.

O Dr. Clive Gillis, nascido de novo em 1963, quando tinha 17 anos de idade e  cursava a Escola de Medicina,  tem-se dedicado à pesquisa e ao estudo da história da Igreja Cristã, sendo um erudito em assuntos do Vaticano, país que ele visitou muitas vezes, em busca de informações locais. Ele é um dos membros VIPs do  EIPS, “European Institute of Protestant Studies”  (Instituto Europeu de Estudos Protestantes). Há anos, o Dr. Gillis  ficou impressionado com a falta de literatura protestante contemporânea e fez do seu objetivo de vida educar a Igreja do Senhor Jesus Cristo nas áreas em que a mesma tanto se tem corrompido. 

 

Mary Schultze, 04/11/2007

http://www.cpr.org.br/Mary.htm