Se eu fosse mais nova...

 

         Inspirada num artigo do excelente escritor e conferencista evangélico, Ricardo Gondim, que escreveu uma belíssima página intitulada “Se eu fosse mais velho”, pretendo fazer algumas considerações, logo após ter completado 73 anos de idade.

Se eu fosse mais nova iria dizer às jovens de 15/20 anos para não andarem de mini-saias digitais, querendo chamar a atenção dos homens. Que não praticassem nenhum vício, como gula, fumo, álcool e drogas, pois o nosso corpo é o templo do Espírito Santo e Deus vai cobrar cada miligrama de veneno que colocarmos dentro desse templo. Que não dessem liberdade aos namorados, pois quando um rapaz ama de verdade ele respeita a moça e quando esta facilita as coisas acaba perdendo a dignidade. Enquanto a moça nega liberdade sexual ao rapaz ela é uma rainha. Depois que ele usa e abusa do seu corpo, ela se torna uma escrava dos desejos seus e do namorado. Nenhum casamento, antes do qual a jovem tenha tido relação sexual, pode ser duradouro. O homem sempre desconfia da mulher que se entregou a ele ou a outros, antes de se casar. Ele sempre vai achar que ela vai trai-lo com outro homem e isso poderá causar muitos problemas na vida futura. Por isso os casamentos modernos duram tão pouco tempo!

         Se eu fosse mais nova iria dizer às mulheres de 30 anos que sejam boas esposas para os seus maridos e boas mães para os seus filhos, dando sempre um perfeito exemplo de compreensão e respeito e de moralidade cristã, pois os filhos não fazem o que lhes dizemos, mas o que nos vêem fazer. Que exemplo pode dar uma mãe, que entra no cheque especial para andar na moda, fuma, bebe e freqüenta lugares mundanos, muitas delas até cometendo traição contra o marido? Quem quer ter filhos honestos, felizes e realizados na vida precisa, antes de tudo, dar bom exemplo aos mesmos. Quem deseja ter um marido amoroso, sincero e compreensivo não abusa do seu direito de ser respeitado e amado.

         Se eu fosse mais nova iria dizer às mulheres de 40 anos  que se convertessem depressa ao Senhor Jesus Cristo, pois me converti aos 48 anos e lamento profundamente ter esperado tanto tempo, mergulhada numa falsa religião com o nome de cristã. Ter JESUS como  Salvador e Senhor de nossa vida é a coisa mais gloriosa que pode acontecer, neste mundo e no outro.

         Se eu fosse mais nova iria dizer às mulheres de 50 anos, que ainda não se converteram ao Senhor Jesus Cristo, que começassem a ler a Bíblia, hoje mesmo,  e se entregassem a Jesus. Em seguida, procurassem a educar os netos na Palavra  Santa, orando pela conversão dos filhos, genros, noras, e amigos.

         Não existe um lar mais doce e feliz do que o lar onde a Bíblia é lida regularmente. Ela nos conduz ao caminho da VERDADE que liberta de todos os vícios, de toda amargura, dando-nos paz e segurança, porque é a Palavra de Deus Ela é o Deus-Homem encadernado, assim como Jesus é o Homem-Deus encarnado. Jesus disse que todos nós seremos julgados pela palavra que Ele nos falou (João 12:48) e não por uma religião ou igreja. Nenhuma religião, igreja, denominação, papa ou pastor pode nos salvar. Quem salva é Jesus e Ele só pode ser realmente conhecido através da Sua Palavra. Ler a Bíblia é se alimentar de Deus, vivendo neste mundo cheio de violência e podridão moral, como se já estivéssemos vivendo nas regiões celestiais, com Cristo. Porque o Espírito Santo nos convence do pecado (para o evitarmos), da justiça (que será nossa através de Cristo) e do juízo (para dele escaparmos).

         Mulheres de 15 aos 70 anos, leiam a Bíblia e sejam felizes e realizadas, como eu sou, em plena primavera dos meus 73 anos!

 

Teresópolis, 08/12/02.

Dia da Bíblia