Ser pai de verdade

 

         Não é fácil ser um bom pai, um pai de verdade, daqueles que se assemelham - na justiça, na bondade e no amor - ao nosso Pai celestial.

         Considerando que, segundo Romanos 3:10-12, toda criatura humana é pecadora e corrupta (embora não tanto como os répteis do mensalão), se cometermos apenas 20 (vinte) pecados por dia (eu devo cometer muito mais), entre os 7 e os 70 anos de  idade (média normal de vida, atualmente), no final de nossa existência teremos cometido alguns milhões de pecados... Ach Du, Mein Gott!!!

         Para ser um bom pai, conforme nos pregou (esta manhã) o pastor da PIBT, é preciso que o homem ande com Deus, como Enoque; que seja crente, como Abraão; que seja humilde no reconhecimento dos seus erros, como Davi, conforme os salmos 32 e 51; que tenha absoluta confiança no Deus de Israel e olhe somente para Jesus,  conforme o autor de Hebreus... e por aí a fora...

         Nós, os cristãos evangélicos bíblicos, já temos a certeza absoluta, (que nos é dada na Palavra de Deus), de que estamos salvos da condenação eterna. Isso acontece porque  acreditamos que Jesus Cristo já pagou todos os nossos pecados na cruz do Calvário e, quando morreu e ressuscitou, provando ser realmente o Messias de Israel e o Filho de Deus, Ele nos deu essa garantia. Assim, todos os nossos pecados passados, presentes e futuros já foram perdoados.

         A Bíblia garante isso a quem reconhecer que é um pecador perdido, arrepender-se e aceitar Jesus Cristo como único, total e suficiente Salvador e Senhor de sua vida. Mas aceitar Jesus como Senhor não é tão fácil como parece. Ele exige de nós uma vida honesta e santa, que só conseguimos alcançar através do poder do Espírito Santo que em nós vem habitar. Então, não é pelo fato de saber que estamos salvos que vamos sair por aí cometendo pecados, porque isso é prova de que não estamos aceitando realmente o senhorio de Cristo em nossa vida. Andar com uma Bíblia debaixo do braço, viver gritando “aleluias” por aí e requebrar na igreja, cantando corinhos heréticos, sem métrica, sem rima e em péssimo vernáculo,  nada significa em matéria de legítima espiritualidade cristã.

         Eis a diferença entre o Cristianismo e as demais religiões. Enquanto todas as religiões se baseiam na busca de Deus pelo homem, o Cristianismo é a comunhão do homem com o próprio  Deus que o encontrou na Pessoa de Jesus Cristo, seu Filho.

         Os adeptos de outras religiões  pensam obter salvação mediante a prática de boas obras,  levando o tipo de vida que bem desejarem, pois essas boas obras serão pesadas nos pratos da balança de Deus: em um prato, as boas obras e no outro, os seus pecados, para que Deus veja o que pesa mais... Esses analfabetos bíblicos pensam que Deus é um quitandeiro e, desse modo, vivem uma vida miserável, inseguros da salvação, confiando na religião ou no pastor da sua igreja,  alguns até com a falsa esperança de que, na agonia da morte, um sacramento poderá livrá-los da desgraça eterna. E ainda há os infelizes enganados pelo pai da mentira (João 8:44), os quais acreditam na reencarnação, a qual lhes dará novas chances de aperfeiçoamento. Quem lê e conhece bem a Bíblia sabe que “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”  (1 João 5:12) e assunto encerrado!

         Deus não usa balança. A salvação vem exclusivamente através da fé recebida pela graça de Deus em Cristo Jesus. Como diz a Bíblia, “Ele é longânimo para com todos, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento... Ele deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”   (2 Pedro 3:9 e 1 Timóteo 2:4).

         Nas mãos de Deus devemos ser como filhos pequenos, pois ele é o melhor Pai do universo, o qual “amou ao mundo (sua criação) de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”  (João 3:16). É por isso que todos os que aceitam o senhorio de Jesus Cristo sentem o dever de “andar assim como ele andou” (1 João 2:6), a fim de agradar ao amoroso Pai celestial, não por temor do inferno, mas porque o “amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5:14).

 

Mary Schultze, agosto 2005