Sonho de maio
Ontem, 29/05/04, fui dormir às 22,30 hs, pois estava frio e não me animei a vir para o computador. Fiz uma breve oração, liguei o som num CD, para escutar os capítulos 10 a 17 do Evangelho de João e adormeci, exatamente quando o Cid Moreira falava João 17:17: “A tua palavra é a verdade”.
Acordei às 4,30 hs, tomei um copo de água mineral e pensei em acessar a Internet, mas o calor do lençol e das três mantas de lã me fez mudar de idéia e logo deslizei para dentro daquele aconchego maravilhoso e adormeci placidamente. Horas depois, tive um sonho interessante.
Estava numa reunião literária, onde algumas senhoras de meia idade recitavam poemas. O poeta que dirigia a reunião perguntou se eu queria também dizer uma de minhas poesias e aceitei, mesmo não sendo boa declamadora. Fui até o microfone e falei umas Trovas para Jesus Cristo, que escrevi em 01/05/1978, dia da minha entrega ao Senhor Jesus Cristo:
Pra minha falta de fé,/ que me torna dura a vida,/ eu sinto CRISTO de pé,/ curando a minha ferida. // Quando me foge a esperança/ e estou quase a naufragar,/ CRISTO me dá confiança/ de breve ao porto chegar. // Pra minha falta de amor,/ que às vezes me faz tão má,/ só CRISTO, nosso Senhor,/ o Seu apoio me dá. // Pro meu gênio violento/ de achar remédio eu desisto./ “Pare com esse lamento/ e venha a mim”, diz-me CRISTO.// “Por Filho de Deus me tomes/ que os lucros serão só teus./ Os impossíveis dos homens/ são possíveis para Deus!”// Eu sei que Deus é por mim,/ pois me guia e me aconselha./ Quem pode ser contra mim,/ que me tornei Sua ovelha? // Indagais, amigos meus,/ por que sou feliz assim?/ Porque o Reino de Deus/ já está dentro de mim!
Quando terminei a declamação (sob uma chuva de palmas), alguém se levantou da platéia e veio me apertar a mão. Era um ex-vizinho e inimigo. Hesitei em estender-lhe a mão, pois o seu rosto parecia o de um demônio. Então me lembrei de Paulo, em Colossenses 3:14: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição”. Estendi a mão para aquele homem e, de repente, o rosto dele ficou mais bonito que o do meu neto Mário Sérgio!
Abri os olhos com o coração palpitando de alegria. Afastei a cortina do quarto, olhei o Dedo de Deus, que estava parcialmente encoberto, e falei: “Bendito, louvado, amado, glorificado e exaltado seja o Nome de Jesus, nosso grande Deus e Salvador eterno. Amém!” Mary Schultze
maio 2004