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Sent: Tuesday, May 23, 2006 1:31 PM
Subject: Oi!
Amada Mary:
Fico feliz por Deus ter criado você, gosto
de+ de seus artigos, de sua coragem e inteligência. Você faz parte das
minhas orações.
Eu criei uma pasta no e-mail e guardo tudo o
que você envia. Alguns eu passo para um grupo de estudo que evangeliza os
estudantes da UFBA( a maioria deles, católicos ou de religiões africanas),
outros para colegas católicos, colegas que participam de células e que têm
acesso à internet. É uma pena que a maioria dos irmãos em Cristo que conheço
os quais são da IURD ou Graça, não tenham computador, nem dinheiro dinheiro
para acessar uma hora, em algum lugar ou, simplesmente, não gostam de ler
(seus textos são considerados um pouco extenso, para quem não tem o hábito
da leitura). Como eu também não posso imprimir tudo o que me envia, leio,
guardo e falo com algumas pessoas sobre o que eu li. Espero, posteriomente,
poder mostrar todos os seus textos aos irmãos que conheço, para que também
eles sejasm esclarecidos. Guardo os textos como quem guarda um tesouro...
Mary, ultimamente tenho passado por uma
mudança de comportamento pela qual às vezes eu mesma me surpreendo: seja na
faculdade,onde a maioria dos colegas aceita a tirania do professor, ou
certas palavras de puro preconceito aos estudantes que são cotistas; eu
sempre me imponho e digo que eles estão errados, afinal de contas sou
cotista e não serei uma péssima profissional, como alguns dizem. E o que
mais me chateia é que maioria da turma é cotista e, no entanto, só eu
falo...
Outra situação é na igreja: eu era obreira na
IURD e quando fui para a Graça não quis me envolver com o seu ministério,
porque eu já sabia que não iria gostar de tudo que ouvisse e não ficaria
calada também (já vi pastores dizendo miutos desaforos aos obreiros na IURD
e tenho às vezes raiva de mim mesma por não ter ditos "umas" a eles, embora
consciente de que estavam errados).
Hoje só sou membro na Graça, assisto à
reunião e caio fora.
No sábado à noite me bateu uma angústia
tão grande em pensar que iria para essa igreja no domingo... O pastor de
antes, embora pedisse dízimos, eu posso listar várias virtudes que ele
tinha: Ele só pedia dízimos por ignorância mesmo e/ou costume da igreja.
Aos mais chegados ele sempre dizia que só pedia ofertas porque a igreja
precisa, por que ele mesmo não gostava de falar sobre dinheiro na igreja.
Ele passava apenas um envelope no final do mês para ajudarmos a pagar o
aluguel mais não estipulava valor. O novo pastor é tão medíocre que me
enoja: todo domingo ele manda passar um envelope com propósitos, para
receber alguma benção, todo domingo tem orações de "libertação" para
expulsar pomba-giras, exus e tudo o que um macumbeiro possa
imaginar. Cantam-se uns hinos medíocres que só falam de anjo que sobe, de
anjo que desce, que tem anjo tranzendo a benção, que o diabo está amarrado,
que o fogo vai cair, que a igreja está cheia de fogo (Pode?). Enfim, louvor
e adoração ao Amado Senhor Jesus não há. Os crentes são tão idiotas e
distantes de Deus que não percebem isso! Ainda saem dos "cultos" dizendo:
foi uma benção! Que benção? Com tudo isso fiquei imaginando
ir ao culto no domingo novamente e passar pelo mesmo martírio. Não posso
ficar todo dia mudando de igreja, Mary. Meu esposo diz que eu fico
dando importância demais ao que o pastor fala e que só devo guardar o que
edifica, só que o meu ouvido não é penico e eu fico com uma tremenda
sensação de perda de tempo, quando estou no culto. Poderia estar em casa,
meditando na Palavra...
Resolvi orar e Deus falou ao meu coração
apenas algumas palavras: leia João 17. Quando abri a Bíblia e notei que se
tratava da Oração Sacerdotal de Jesus ("pelos seus e os que haveriam de
crer"), me senti consolada, pois a vontade que tenho é de sair deste mundo
(são heresias de todo o lado), porém o Senhor pediu a Deus que me livrasse
do mal...
No outro dia, fui ao culto e fiquei até hora
em que meus ouvidos suportaram.
Um abraço e que o nosso amado Senhor continue
com você.