Uma “peste” transformada em diamante?
Após
ter lido o meu último artigo “Quem tem medo de ser cremada?”, minha
amiga Diva, culta, inteligente e com excelente senso de humor, apressou-se em
me enviar o artigo abaixo, o qual me deixou na maior esperança de me
transformar, brevemente, num precioso
diamante e, para isso, eu pretendo abrir, imediatamente, uma poupança na CEF,
deixando o assunto aos cuidados de minha filha Rose (consumista igual a mim),
pois a filha alemã é meio “pão dura” e
deixaria de atender a este meu último desejo...
Diva
acaba de chegar da Europa; ela andou pela Alemanha, Suíça e outros países
pós-cristãos, onde as novidades aparecem constantemente, em vista do excesso de
Euros e da falta de garantia de salvação eterna, a qual só existe em Jesus
Cristo. A apostasia do Cristianismo bíblico tem sido normal na União Européia, em quase cada habitantes,
desde que o Humanismo - embasado na Teoria da Evolução - começou a predomina
nas mentes “esclarecidos”. Vamos ler a última novidade em matéria de “garantia de preciosa sobrevivência após a
morte”.
Agora a moda é, em vez de ser enterrado em um
caixão, ou ser cremado, virar diamante após a morte. Ao custo de alguns milhares de Euros e graças a uma
sofisticada transformação química, uma empresa suíça garante ao falecido
reservar seu lugar na eternidade, sob a forma de um diamante humano.
Na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês
entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo
será pacientemente transformado em pedra preciosa. 'Quinhentos gramas de
cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média
de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores
do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia. Ou
seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá para
distribuir para toda família.
Os restos humanos são submetidos a várias
etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Em seguida
são expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes
artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo
processo leva milênios.
'Cada diamante é único. A cor varia do
azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade', comenta Willy. A
personalidade pela cor? Que coisa doida! Uma vez obtido, o diamante bruto
é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois
ser usado num anel ou num cordão. Imagine você levar o seu ente querido, depois
da morte, em um colar ou anel? Se perguntarem sobre o falecido você
vai poder dizer: "Ele é uma jóia". [Minhas flhas poderiam
dizer: “Minha mãe era uma peste e promotora de encrencas, mas agora virou uma
jóia preciosa!”
Se roubarem o diamante é que é o problema,
você vai ter que gritar: "Roubaram o defunto, pega ladrão"! O
preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 Euros [3.000 Euros eu até posso garantir!], segundo
o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, “vale a pena, já
que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 Euros na Alemanha.
Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o defunto
em jóia!”
A indústria do 'diamante humano' está em
plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados
Unidos. [E como no Brasil tudo chega com cinco anos de atraso, preciso me
conservar viva, até esse tempo!]
“A mobilidade da vida moderna é propícia para o
setor”, explica Willy, “que destaca a dificuldade de se deslocar
com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas
de um falecido na própria casa”.
Ach
Du, Mein Gott! Preciso comprar menos roupa e sapatos [Usaflex, que tenho mania
de colecionar) a fim de economizar mais na CEF, pois não quero me transformar
num diamante ínfimo! Quero
ter, pelo menos, 01 quilate!!!
Mary Schultze, 09/10/2008