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A VERDADE E A UNIDADE

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”

(Hb 4:12 – ACF)

 

Agora que resolvi “imortalizar” meus artigos (até parece ser isso possível), mais uma vez, aqui estou eu, munido de minhas três ferramentas básicas: um computador, “uma espada de dois gumes” (a Espada do Espírito, Bíblia ACF, da SBTB) e um extintor de incêndio PQS...

Sabemos (ou deveríamos saber) que VERDADE não é incompatível com UNIDADE. Pelo contrário. Porém, devemos entender melhor como isso ocorre, haja vista tantas questões ("heresias", essa é a verdade) que surgem, quando não analisamos os fatos à luz da afiada Espada do Senhor, a Bíblia.

Ao contrário do nefasto ecumenismo (que sacrifica a VERDADE, em prol da UNIDADE, custe o que custar), a Bíblia nos diz que a UNIDADE só é possível entre os crentes que professam a VERDADE absoluta! Se isso não ocorrer, teremos uma "falsa unidade", uma verdadeira torre de Babel (aliás, o sistema unificador ideal para a manifestação do anticristo).

Em Sua maravilhosa oração intercessória, Jesus Cristo assim pediu ao Pai: “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade... a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós... como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade..."  (Jo 17:17, 21-23).

 

“Tornando-nos ‘filhos de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus’ (Gl 3.26) e somos unidos à família de Deus para sempre. Essa unidade não pode ser compartilhada fora dessa família. Ela é expressa pela adesão em palavras e atos à Palavra de Deus e à verdade (Jo 17.6, 8, 14, 17)”. (Dave Hunt)

 

Quando digo "falsa UNIDADE", é porque o mundo busca uma união entre crenças diferentes (!), muitas vezes até antagônicas entre si (uma torre de Babel) e, por sua vez, "todas" contrárias ao verdadeiro Cristianismo. Procuram um ponto em comum entre as diversas “religiões” (um mínimo denominador comum), tudo em prol do amor, da comunhão, da solidariedade, da paz, etc. e outros termos tão atraentes ao público em geral, tão em voga ultimamente, e que comovem até os mais duros dos corações incrédulos (tudo lindo... mas, tudo falso!).

 

“O Cristianismo afirma como suas reivindicações essenciais que Deus é Trindade, que Cristo é tanto Deus como homem, e que a Escritura é infalível. Há outras, mas estas três crenças são suficientes para excluir todos os sistemas não-cristãos, e para estabelecer que o Cristianismo é essencialmente contraditório a todas as outras cosmovisões não-cristãs, incluindo o Judaísmo.” (Extraído e traduzido de Prayer and Revelation, de Vincent Cheung, capítulo 1).

Como vemos, tal UNIDADE é ilusória (um conto da carochinha), pois, a Palavra de Deus nos exorta a sermos SANTOS (separados do mundo)! O próprio Jesus Cristo disse: “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão” (Lc 12:51). Observamos, assim, que A VERDADE DIVIDE!

         Quando digo VERDADE "absoluta" (mais um pleonasmo necessário aqui), esta não é uma afirmação redundante, pois o faço em oposição à visão pós-moderna, de acordo com a qual, devido ao RELATIVISMO, cada um "tem"  sua própria VERDADE (sic). Ou seja, não há mais absolutos (nem padrões morais, nem verdade, nem princípios, nada...), pois, o que é verdade hoje, pode não o ser amanhã; o que é verdade para uma pessoa, pode não ser para outra, etc. Tudo depende da "cabeça" de cada um, do ponto de vista de cada um, e, como sabemos, "cada cabeça uma sentença".

 

          Isaías 55:8-9 nos mostra que Deus planejou tudo da Sua maneira, e não da maneira dos homens: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”

 

Ao crente bíblico (também é um pleonasmo necessário, pois tem muita gente se dizendo crente, mas não é) compete firmar-se na Palavra de Deus e “... batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3). Mas, há algo vital que devemos nos lembrar: andaremos na contramão da história, ou melhor, na contramão do "movimento evangélico" (ou seria "gospel"?) e poderemos ser "multados" por estar em sentido contrário à correnteza (avalanche!).

 Afinal, “... que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2Co 6:15).

Isso mesmo. Firmar-se na verdade, defender a fé, é separar-se do erro! (portanto, que venham as "multas" = perseguições).

 

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." [João 15:18-21]

 

Lembremo-nos que ser SANTO é ser SEPARADO! (a não ser que alguém pense que santo é uma estatuazinha cálida, "pura", com olhos brilhantes, etc. Essa visão de santo é pra católico, pois não conhecem a Palavra de Deus. Aliás, sempre me vem à mente um antigo dito popular que usamos quando vamos afirmar que algo não é perfeito. Dizemos: "isso não é olho de santo", tamanha a perfeição de tais glóbulos oculares brilhantes e vívidos que colocam nas imagens, com o objetivo de penetrar fundo nos "corações" dos indoutos (tais olhos parecem ter efeitos hipnotizantes, pois os "devotos" ficam cada vez mais idólatras. Misericórdia!).

Em certa ocasião, quando eu e minha esposa nos desligamos do rol de membros de uma denominação evangélica, na qual havíamos nos convertido (por eu haver contestado a doutrina da tal igreja), o Pastor me indagou sobre o que era mais importante: a verdade ou o amor (leia-se amor = unidade, neste caso). Ao ver minha resposta afirmando que a VERDADE é mais importante, e que o amor é fruto, é mandamento, é conseqüência da fidelidade ao SENHOR, o mesmo não se mostrou muito satisfeito (eu ainda era "novo convertido", fiquei horrorizado com tal absurdo).

Que estranho não é mesmo? E eu que pensei que seria esta a única resposta que o mesmo queria ouvir. Realmente, vi que tomei a decisão correta ao me desligar daquela igreja.

A UNIDADE verdadeira se dá entre crentes no Senhor Jesus Cristo e em obediência à VERDADE (que é a Sua Palavra), em amor: Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro" (1Pe 1:22).

            Concluindo, fica aqui um bom conforto da Palavra do Senhor, a todos aqueles que lutam em prol da sã doutrina, em oposição ao “outro evangelho”, ecumênico e unitário que assola a igreja nesses tempos finais (que vem varrendo e “encantando” o mundo, como verdadeira avalanche):  

   

            "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós" (Mt 5:10-12).

 

            E, por falar em VERDADE, pergunto a alguém que não seja um cristão bíblico e possa ler este artigo: “Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?” (Gl 4:16).         

 

 

Humberto Fontes (humbertoetania@globo.com)

14/Junho/2006 (Revisado em Setembro/2008)

 

[Texto em homenagem ao Pr. Paulo Pimentel, combatente de seitas e heresias, do CPR – Centro de Pesquisas Religiosas]

OBS: foto da Bíblia retirada do site criacionista do Pr. José Pedro M. Almeida: http://www.baptistlink.com/creationists

 

 

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