O AMOR E A VERDADE

 

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”.

(Ef 4:15)

 

        Certa vez, quando eu e minha esposa fomos nos desligar do rol de membros de uma determinada igreja evangélica, em virtude do ecumenismo daquela denominação, do batismo infantil (e, ainda, por “aspersão” em alguns casos), do fato de terem mulheres pastoras e “bispas”, dentre outras práticas antibíblicas, o pastor, na época, perguntou-nos o que era mais importante: A VERDADE OU O AMOR?

        Sem pestanejar (apesar de pouco tempo de convertido), respondi-lhe que a VERDADE É MAIS IMPORTANTE, pois o verdadeiro amor só existe em virtude da verdade. Até porque, a salvação é obtida através da fé na verdade, ou seja, pela fé em Jesus Cristo e Sua Palavra e não através do amor, simplesmente. Ele se espantou com minha resposta, mas nada disse a respeito. (Com certeza, a opinião dele era contrária...).

        Anunciar o amor, em detrimento da verdade, é o discurso típico dos ecumênicos, liberais e pragmáticos. O discurso deles é até bonito, usam palavras doces, agradam às massas, mas, é totalmente contrário às Escrituras.

        Dave Hunt bem esclarece que: “Vimos, também, com a mesma clareza, que a Bíblia não promove o ecumenismo de qualquer espécie, nem qualquer outro comprometimento com a fé. Devemos “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3), uma cláusula que não pode ser distorcida para ‘Enfatize o que temos em comum e evite as diferenças e controvérsias, de modo que possamos trabalhar juntos, para o bem comum...’ A igreja primitiva não fazia alianças com os apóstatas, hereges e não cristãos, nem mesmo em causas aparentemente louváveis”. [1]

        O AMOR une, mas a VERDADE divide! JESUS CRISTO, a expressão máxima do AMOR, é, antes de tudo, A VERDADE (João 14:6). Ele mesmo disse: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”. (Mt 10:34). “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão”. (Lc 12:51).“Assim entre o povo havia dissensão por causa dele” [Jesus Cristo]. (Jo 7:43)

        Ao contrário do nefasto ecumenismo (que sacrifica a VERDADE, em prol da UNIDADE, custe o que custar), a Bíblia nos diz que a UNIDADE só é possível entre os crentes que professam a VERDADE bíblica! Se isso não ocorrer, teremos uma "falsa unidade", um falso amor, uma verdadeira torre de Babel. O Ecumenismo é uma abominação (aliás, o sistema unificador ideal para a manifestação do anticristo...). Não se pode servir a dois senhores! (Mateus 6:24).

“O Cristianismo afirma como suas reivindicações essenciais que Deus é Trindade, que Cristo é tanto Deus como homem, e que a Escritura é infalível. Há outras, mas estas três crenças são suficientes para excluir todos os sistemas não-cristãos, e para estabelecer que o Cristianismo é essencialmente contraditório a todas as outras cosmovisões não-cristãs, incluindo o Judaísmo.”  [2]

        Para os ecumênicos e liberais, alguns homens como Rick Warren, Billy Graham, ou qualquer outra celebridade “gospel”, nacional ou estrangeira, são verdadeiros ídolos, pois as pessoas só vêem suas “boas obras”, independente do que eles pregam (mesmo que seja um falso evangelho, como geralmente ocorre). Desde que tais homens estejam “fazendo boas obras”, já está valendo. Até porque, querem é que as igrejas fiquem lotadas (de joio!). Isto é puro PRAGMATISMO! Esquecem-se que o verdadeiro evangelho exige que se pregue TODO o conselho de Deus (At 20:27).

        Na “teologia” deles, os pagãos como “Madre” Tereza, João Paulo 2, os espíritas, etc, estariam salvos, pois “amaram” os pobres e oprimidos, fizeram caridade, etc. Mesmo a Bíblia nos dizendo:  “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2:8-9).

        O que torna os verdadeiros crentes UM em Cristo, é a VERDADE, a fé bíblica que professam e não o AMOR. A unidade dos salvos é baseada no Nome e na doutrina de Cristo. Esta unidade é possível SOMENTE quando falamos e pensamos a mesma coisa, que é a doutrina de Cristo (1 Co 1:10). Quando os homens começam a seguir outros homens, perdem a unidade com Cristo e Seu povo (1 Co 1:11-13), além de praticar o pecado da idolatria, “pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”. (Rm 1:25).

    Divisões e contendas acontecem nas igrejas, em parte, porque algumas pessoas se identificam somente com nomes humanos. Paulo argumentou que devemos nos identificar somente com o Senhor a Quem servimos. Jesus foi crucificado por nós e somos batizados em Seu nome. Jesus, e não homens, é Quem merece nossa dedicação e honra.

        Segue uma pequena lista de versículos, onde podemos constatar que o amor nunca se sobrepõe à verdade, mas, andam juntos. São eles: Fp 1:9; Cl 2:2; 2 Tm 1:13; 1 Pe 1:22; 3:14; 1 Jo 2:5; 1 Jo 5:3; 2 Jo 1:2-3, 6; Ap 6:9.

    No Apocalipse, lemos o que causou a morte de muitos: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram”. (Ap 6:9)

        Já que os ecumênicos e liberais são tão “amorosos”, deveriam provar seu amor aos ímpios e “religiosos” apresentando-lhes TODO o conselho de Deus (At 20:27), toda a verdade (doa a quem doer), pois sabemos que “a verdade dói” e quem não é nascido de novo está condenado (João 3).

        Paulo sempre confrontou o erro e o expôs publicamente, preferindo a VERDADE, mesmo que pudesse parecer ser alguém sem AMOR; demonstrando, pela VERDADE, seu AMOR ao próximo: “a maior parte da pregação do evangelho de Paulo foi gasta disputando, arrazoando e persuadindo (Atos 19:8, 26; 28:23): nas sinagogas e nas praças (Atos 17:2-3; 17:17; 18:4; 18:19; 19:8), nas escolas de religião (Atos 19:9) e em outros lugares, como na Colina de Marte (Atos 17:18-34)” . [3]

        Na “teologia” dos ecumênicos, liberais e pragmáticos, os profetas do A.T., João Batista, o apóstolo Paulo, o próprio JESUS CRISTO e os apóstolos, seriam reprovados e até repreendidos (e, talvez, nem fossem aceitos como membros das igrejas!), pois não foram nada “amorosos” com os “religiosos” da época, a quem chamaram de “raça de víboras”, “sepulcros caiados”, etc (Mt 12:34; 23:27, 33; Lc 3:7; Gl 2:11, etc).

“Não podemos fazer o que imaginamos tratar-se de ‘pequenos ajustamentos aceitáveis’ ao caminho de salvação de Deus. Se modificarmos o Evangelho, um mínimo que seja, estaremos desprezando a Palavra de Deus e colocando em perigo o destino eterno das almas... Como é possível que a ofensa aos sentimentos de alguém possa ser comparada a uma eternidade separada de Deus, nos tormentos dos condenados?”. [4]

NÃO SOU ECUMÊNICO, NEM LIBERAL, MUITO MENOS PRAGMÁTICO!

PREFIRO UMA DURA VERDADE A UMA DOCE MENTIRA! E você?

E, por falar em VERDADE, pergunto: “Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?” (Gl 4:16).

 

NOTAS:

 

[1] TBC de Julho de 2008 -  “In the Name of Jesus” -  Dave Hunt, disponível em: http://www.cpr.org.br/em_o_nome_de_jesus.htm

[2] Extraído e traduzido de Prayer and Revelation, de Vincent Cheung, capítulo 1.

[3] TBC de Julho de 2008 -  “In the Name of Jesus” -  Dave Hunt, disponível em: http://www.cpr.org.br/em_o_nome_de_jesus.htm 

[4] TBC de Julho de 2008 -  “In the Name of Jesus” -  Dave Hunt, disponível em: http://www.cpr.org.br/em_o_nome_de_jesus.htm

 

Humberto R. Fontes

Agosto de 2008.

humbertoetania@globo.com