e-mail recebido por Mary Schultze em 13/07/09

 

Seria o anticristo um legítimo "cabra da peste" ?

 

MAMIE:

Neste final de semana uma notícia passou quase despercebida do grande público avesso à política internacional: a morte do G-8, o grupo das sete economias mais ricas do planeta e a Rússia, herdeira do espólio nuclear da extinta URSS. Tal decisão foi apressada pela incapacidade deste grupo em lidar positivamente com a crise financeira mundial, com o aquecimento climático e a insegurança proporcionada pelo terrorismo de estado e de grupos paramilitares. Em seu lugar está sendo costurado um novo formato de governança mundial incluindo as nações emergentes, principalmente Brasil, China e Índia.

 E o que isto tem de tão importante? Simplesmente o fato de ter sido sepultado o modelo de governo mundial que tem dado as cartas desde a Roma antiga: o chamado imperialismo, onde uma poderosa nação de esmagadora influência econômica, política, cultural e bélica agia como uma espécie de poder moderador (xerife), impondo limites muitas vezes pela força, mantendo certa ordem social e impedindo que o mundo descambasse para a barbárie total.

 Pois bem, pela permissão de Deus muitas nações após a 2ª guerra mundial se valeram dos avanços tecnológicos e do amadurecimento democrático; desfrutam hoje de privilegiada posição no cenário mundial e refutam o atual modelo de governança do G-8 e seu representante máximo, os EUA. As nações mais ricas e seus convidados emergentes reunidos num fórum na cidade de Áquila, Itália, acharam por bem “matar” o G8 e repensar um novo modelo para a Nova Ordem Mundial.

 No novo layout global haverá um bloco maior, com as economias que mais se destacaram em seus blocos regionais (Nafta, UE, Mercosul, Tigres Asiáticos, etc.) participando em pé de igualdade, onde nenhuma nação se destacará mais do que outra. Mas o grupo não será independente, ao contrário, necessitará de uma liderança global, um líder influente e carismático que aglutine os anseios de todos e redirecione as demandas; as disputas pelos holofotes já começaram discretamente, nomes como dos sedutores Barak Obama e Nicolas Sarkozy já são bastante cotados e até nosso presidente Lula com sua tradicional lábia é um potencial candidato. O desfecho final que propiciará a ascensão do homem do pecado é tudo uma questão de mais alguns encontros e arranjos, algo porém não tão simples quando se trata de nações.

 Já pensou Mamie, quem diria que o anticristo poderia sair até do agreste nordestino, do mesmo chão que um dia Lampião pisou? Valei-me “Padim Ciço” !


Antonio