AS ESCRAVAS DO PAPA - II

 

         João Paulo II exerceu o pontificado em Roma, durante 26 anos. Após o seu falecimento, quando foi sugerida (pelo padre polonês Slawomir Oder) a sua canonização, alguns teólogos católicos logo se opuseram, enviando uma carta de protesto, afirmando que JP2 havia cometido alguns erros durante o seu reinado, dentre estes a má vontade demonstrada em resolver os problemas do celibato clerical, o qual tem levado tantos padres a abusar de crianças.

         O Dr. Clive Gillis, erudito historiador e professor do “European Institute of Protestant Studies (Instituto Europeu de Estudos Protestantes - EIPS), publicou no site “ianpaisley.org” um artigo intitulado “Women, Family Life and the Glorious Reformation”  (Mulheres, Vida Familiar e a Gloriosa Reforma), no qual me inspirei para escrever este trabalho.

         A Igreja de Roma tem se projetado, atualmente, como grande campeã na vida e nos valores familiares. Defendendo a procriação de filhos, condenando o uso dos contraceptivos e o aborto, essa organização religiosa universal acredita que todos nós já esquecemos o seu domínio machista através dos séculos, o qual transformou a mulher num mero objeto de prazer sexual e de procriação. Durante séculos, a ICR tem impingido ao mundo a teoria de que o celibato é um estado muito melhor e mais aceitável do que a maternidade e a vida familiar, o que prejudicou, durante tantos séculos, a vida das mulheres católicas.

         Desde a Era das Trevas, as moças têm sido forçadas pelos pais a se internarem em conventos e mosteiros femininos, com a desculpa de que ali irão dedicar-se inteiramente a Deus. Muitas delas até se internam de boa vontade, iludidas pelos seus confessores.

         Quando Lutero e seus confrades fizeram a Reforma Protestante, uma das primeiras coisas que o grande Reformador fez foi esvaziar os mosteiros e conventos, dando aos reclusos a liberdade de voltarem ao convívio de suas famílias.

         Após o colapso do regime comunista na Rússia e nos países satélites (católicos), alguns pesquisadores católicos e protestantes começaram a ter acesso aos documentos arquivados, antes proibidos ao exame dos leigos. Foi a partir dessas pesquisas que a hedionda doutrina romana do celibato religioso começou a ser revelada ao mundo.

         Há muito que os protestantes já sabiam que as pobres mulheres enclausuradas eram apenas escravas da hierarquia romana, através dos sacramentos,  da missa e dos confessionários, em cujos conventos sofriam abuso espiritual, emocional e físico pelos padres católicos.

         Após o exame de alguns registros paroquiais nos países do Leste da Europa, nos últimos anos, ficou sobejamente comprovada a cupidez sem paralelo da Igreja de Roma, na política do celibato dos padres e freiras.

         Através de contínuas guerras entre os países europeus (todas elas esquematizadas e abençoadas por Roma, através da Ordem de Loyola, segundo o escritor americano Eric Jon Phelps, em sua obra “Vatican Assassins”), muitos homens iam sendo sacrificados no “altar” do papa romano e o excesso de mulheres solteiras (de humilde ou nobre nascimento) era encaminhado aos conventos, o que provia o enriquecimento dos cofres do Vaticano, através dos testamentos, dos quais ele se apoderava, pois as freiras eram sempre obrigadas (em nome do voto de pobreza) a doar todos os bens herdados à “Santa Madre”.  Além disso, havia o fator mais abjeto - o abuso das pobres mulheres para a satisfação dos instintos sexuais dos clérigos.

         Esses quase 40% de mulheres solteiras em disponibilidade valiam ouro aos cofres romanos e proviam incontáveis horas de luxúria aos seus padres. Isso tem perdurado até hoje, pois o silêncio e a negação dos crimes da Igreja têm sido a sua política maior. (leiam artigo “As Escravas do Papa” no link do CPR - http://www.desafiodasseitas.org.br/Mary/mary.htm.

         Na Era das Trevas, quando algumas freiras mais corajosas emitiam algum protesto contra os monstros que delas abusavam, logo eram taxadas de “bruxas” e queimadas nas fogueiras da Inquisição.

         Quando uma garotinha completava cinco anos de idade, em geral o padre da paróquia já havia convencido os pais de que seria muito melhor colocar a filha num convento, para ser “esposa de Cristo”, do que entregá-la em matrimônio a um homem pecador. (Outra manobra da ICR é a mentira, da qual ela tem usado e abusado através dos séculos).

         Após receberem o véu, ao término do noviciado, quando as jovens inocentes e indefesas faziam os seus votos de perpétua castidade e pobreza, cheias de ilusões e de boas intenções, elas depressa caíam nas mãos inescrupulosas dos seus  confessores, que tentavam convencê-las de que tudo era “para a glória de Deus” e lhes roubavam a inocência, a dignidade e o sonho de viverem castamente como “esposas de Cristo”. (Minha irmã Rosa foi uma vítima desse engodo; ainda bem que ela pulou fora, quando notou a iniqüidade dos padres hipócritas e das freiras lésbicas).

         Houve uma época em  que Roma era considerada o maior bordel da Europa, a capital do meretrício. Além dos prostíbulos, onde as prostitutas atendiam os clérigos e leigos, alguns conventos eram verdadeiros antros de prostituição. Ali, muitas meninas começavam a aprender a arte de agradar os padres, tudo funcionando sob os olhares complacentes das madres superioras a serviço da alta hierarquia romana.

         A moral do papado romano sempre foi a mais baixa na história da humanidade. O Papa Alexandre VI (1492-1503), por exemplo, teve filhos com a própria filha Lucrécia, cujo marido foi assassinado - a mando do papa - pelo seu irmão César Bórgia. Essa era a moral de Roma, na Idade Média.

         Quando as mocinhas pertenciam à classe alta, o seu degradante ofício era mantido em segredo, pois estas ficavam encerradas em “cárceres privados”, não podendo falar nem mesmo com os pais. Nesses claustros, os padres podiam entrar e sair à vontade e muitos deles tinham de se apressar, na manhã seguinte, na hora de colocar os paramentos para celebrar suas missas, quando precisavam fabricar o “deus bolacha”, o qual, muitas vezes, era engolido pelas próprias vítimas da luxúria clerical.

         Algumas “madres superioras” mais afoitas, complacentes com as próprias tendências pecaminosas, criavam os seus bordéis, dentro dos conventos onde viviam enclausuradas. Estes eram uma espécie de “clubes privados”, verdadeiros antros de imoralidade. Enquanto isso, os padres que abusavam das prostitutas religiosas eram os mesmos que as absolviam dos seus pecados, visto como a Igreja possuía “as chaves do reino de Deus” e tudo acabava em “pizza espiritual”.

         A prática de proibir o matrimônio aos padres e freiras e de induzir as famílias a pensar que seria melhor enviar suas filhas e filhos aos conventos, há muito vinha fazendo o sangue de Lutero ferver de indignação. Logo após ter proclamado a Reforma, em 1517, Lutero começou a abrir as portas dos mosteiros e conventos, dando liberdade a todos os que desejassem aceitar a fé na Bíblia. A grande jogada da ICR para manter os seus membros cativos fora exatamente privá-los da leitura da Bíblia, pois, conhecendo a verdade que liberta do engodo religioso, as pessoas logo cairiam fora da Igreja. (Infelizmente, esse método está sendo agora usado por certos segmentos evangélicos, nos quais os pastores - ávidos de enriquecimento fácil - pregam doutrinas esdrúxulas, usando e abusando do Velho Testamento, a fim de aprisionar suas ovelhas à Lei de Moisés, a qual foi abolida por Cristo e condenada pelo Apóstolo Paulo na Carta aos Gálatas).

         Em 1522, Lutero publicou uma obra intitulada “Sobre a Estado Matrimonial”, lamentando que o casamento tivesse decaído de tal maneira no conceito social, a ponto de se tornar universalmente considerado um “degradante e horrendo desrespeito à mulher”.

         No dia 13/06/1525, Lutero casou com Catarina von Bora, numa cerimônia simples, e com ela teria alguns filhos. Descendente de uma família que hoje seria considerada de classe média, Catarina fora internada num orfanato aos cinco anos de idade, quando perdera a mãe e o pai contraíra um novo matrimônio. Aos nove anos de idade, ela foi internada num convento, ali ficando alguns anos, até que Deus, em Sua infinita misericórdia, permitiu que Lutero fizesse a Reforma Protestante e salvasse Catarina da triste vida que ali era forçada a viver.

         Naquele tempo havia na Lei Canônica um decreto de pena capital a quem abandonasse a ordem religiosa. Mas em 04/04/1523, Leonhard Koppe, o Patriarca Municipal de Torgau, extinguiu essa pena de morte e as portas dos conventos começaram a ser abertas. De um desses conventos Catarina e mais dez freiras foram libertadas, escondidas dentro de barris de madeira, contrabandeados na carruagem de Koppe para o Eleitorado da Saxônia, de onde três delas puderam regressar aos seus lares e oito ficaram aos cuidados de Lutero, que entregou sete a famílias protestantes, onde algumas conheceram bons partidos e eventualmente acabaram se casando.

         Lutero apaixonou-se por Catarina e com ela se casou. Em 1523 ele tinha enviado uma carta aberta ao Patriarca Leonhard Koppe sob o título: “Porque as freiras abandonam os claustros sob as bênçãos de Deus”.

         Na Inglaterra, muitos conventos e mosteiros foram fechados durante o reinado de Henrique VIII. Algumas abadessas receberam de bom grado as boas novas do Evangelho e deram liberdade às suas freiras.  Infelizmente, durante o reinado da filha mais velha de Henrique VIII - Maria I  (Bloody Mary, a sanguinária rainha católica -1553-1558), alguns mosteiros e conventos foram reabertos. Muitos ministros e leigos protestantes foram condenados à morte.

         Em 1611, os jesuítas armaram um complô no sentido de evitar a publicação da primeira Bíblia inglesa  (a Versão Autorizada de 1611, que seria conhecida mundialmente como King James Bible), durante o reinado de Tiago I, quando esses filhos de Loyola tentaram explodir o Parlamento Inglês, porém não o conseguiram. Com a publicação da Bíblia King James, aconteceu a vitória definitiva do protestantismo na Inglaterra. Essa Bíblia iria levar o evangelho verdadeiro a muitos países do Ocidente e também do Oriente, conduzindo milhões de almas aos pés de Cristo.

         Algumas freiras papistas, como a priora dominicana de “Santa Margaret”, gostavam de colocar bonecos falantes nos coros das igrejas, a fim de prejudicar os serviços religiosos. Uma delas, Mathilde Willen, chegou a fabricar bombas caseiras, feitas com molambos de lã, atirando-as contra os pregadores. Tudo isso acontecia por causa da ignorância bíblica dessas infelizes criaturas, cujo deus era o papa romano. Infelizmente, ainda hoje essa ignorância predomina entre os religiosos e leigos católicos. Essas prioras tentavam manter seus conventos funcionando, cumprindo ordens da hierarquia romana. Algumas delas até encenavam peças fraudulentas (nas quais, supostamente,  as freiras tinham suas vestes rasgadas pelos protestantes, em plena rua), a fim de incriminá-los. (Não entendo como os atuais líderes ditos evangélicos podem andar de mãos dadas com os hierarcas romanos, traindo vergonhosamente a Reforma Protestante).

         Mesmo com tanta perseguição, a Inglaterra tornou-se a campeã da Reforma e o Evangelho de Cristo foi pregado em quase todo o mundo, através dos missionários ingleses, que empunhavam a Bíblia King James. Milhões de almas foram transportados do império das trevas para o Reino do Filho do amor de Deus.

         Desgraçadamente, pouco mais de 400 anos após a vitória do protestantismo na Europa, a Ordem de Loyola, através de suas maquinações conspiratórias (segundo o escritor americano Eric Jon Phelps, em sua obra supra citada), conseguiu praticamente liquidar os efeitos benéficos desse que foi o maior acontecimento da história cristã, desde a Ressurreição de Cristo. 

         Apropriando-se do ouro extorquido dos judeus - pelos nazistas - na II Guerra Mundial, o qual foi contrabandeado através do “Trem da Misericórdia”, o Vaticano conseguiu adquirir ações majoritárias em todas as multinacionais e bancos americanos, usando os seus laranjas. Desse modo, amealhou uma fabulosa fortuna, podendo comprar as consciências, em todo o Ocidente.

         O Ecumenismo deslanchado por Roma, no final dos anos 1960, foi a jogada final para o estabelecimento da apostasia nos meios evangélicos e hoje o protestantismo já está praticamente liquidado. Com o sucesso do Ecumenismo, a Ordem de Loyola comprou as editoras bíblicas americanas e as bíblias publicadas, nas últimas décadas, de evangélicas só têm os nomes, pois todas elas procuram diluir a Divindade de Cristo, tornando, assim, mais fácil o estabelecimento da apostasia e dos conceitos da Nova Era.

          Agora Igreja de Roma não mais precisa queimar os “hereges” nas fogueiras. Ela os queima literalmente nas contas mensais de energia elétrica, telefone, educação, saúde e outros serviços, sem os quais não podemos passar.

 

Mary Schultze, 23/04/2006

cação, saúde e outros serviços, sem os quais não podemos passar.

 

Mary Schultze, 23/04/2006