As lavadeiras “ungidas”

 

         A história veio de duas fontes e comprovou, mais uma vez, que o baixo pentecostalismo tem causado muita desonra ao legítimo Evangelho de Cristo.

Duas mulheres da classe baixa, totalmente dominadas pelas “pastoras” de suas “sinagogas pentecostais”,  aceitam, prazerosamente, a incumbência de lavar e passar, de graça, a roupa suja da casa das “santas mulheres de Deus”  e das igrejas, porque, segundo as tais pastoras, somente quem é ungido pode fazer esse tipo de serviço. Essas crentes, subalimentadas na Bíblia, acreditam nessa lorota e... haja roupa suja, para ser lavada no tanque de suas casinhas, com as paredes ainda sem reboco, pois, elas e os maridos são obrigados a entregar o dízimo do minguado salário, que os casais ganham nos bicos e no tanque, dinheiro que mal chega para a comida e as “obrigações” da igreja.

Vamos dar uma olhada na origem dessa praga religiosa, que teve início com o pentecostalismo, o qual desandou no baixo pentecostalismo, segmento religioso, no qual os membros das igrejas, confiando nas mentiras pregadas pelos jacarés espirituais que infestam o pantanal dito evangélico, vivem no maior sufoco.    

John Wesley foi despertado pelos grandes reavivamentos que enfatizavam a santificação da vida cristã (pietismo), pela doutrina da justificação somente pela fé, de João Calvino, e também por uma forte ênfase sobre a santidade, pregada na Contra Reforma Católica. Ele foi ainda influenciado pelo desejo de perfeição dos santos primitivos. Ele combinou alguns aspectos da ênfase católica, sobre a perfeição, com a ênfase protestante sobre a graça, tendo ensinado que a santificação envolve uma segunda obra da graça, à parte da conversão...

O movimento reavivalista na Inglaterra, nos anos 1730, difundiu a teologia da santificação de Wesley, nascido nos anos anteriores. Ele abriu a porta ao pensamento de uma “segunda bênção” outorgada aos cristãos, na qual eles experimentavam uma “santificação instantânea”. Esta foi a semente, que, mais tarde, deu origem à noção pentecostal de uma segunda  bênção, através do Batismo no Espírito Santo. E muito mais do que isso, depois...

O século 19 viu a emergência de diferenças teológicas, que também desempenharam o seu papel na origem do Pentecostalismo... A origem da atual doutrina da  prosperidade pode ser traçada às mudanças radicais dos séculos 15-18, com a conseqüente ênfase, dentro do Protestantismo, da busca do dinheiro, em benefício da sociedade e do bem da igreja...

            O Metodismo evoluiu sob a influência de Charles Finney, quando ele colocou a ênfase central numa vida cristã mais elevada pela bênção de
Deus e do papel central da capacidade humana, como meio de atrair a bênção de Deus e o poder do Espírito...”

 

         Juntando a enganosa doutrina da Prosperidade com a Palavra da Fé, fazendo uma salada fina de Metodismo com ocultismo, os pastores começaram a deitar e rolar sobre os direitos dos membros de suas igrejas, agrilhoando-os aos seus caprichos, transformando a vida desses coitados (subnutridos na Palavra de Deus), numa cadeia de preocupações, com o desejo de agradar a Deus, e de atingir a “santificação” e a “unção do Espírito”, através de uma série de sacrifícios embasados no Velho Testamento. E o sacrifício maior é depositar, nos gazofilácios de suas igrejas,   o que têm e que não têm, a fim de satisfazer a ganância pastoral e enriquecer as contas bancárias desses  velhacos. Parece que esses lobos famintos consideram o Senhor Jesus Cristo do mesmo modo como o fez o governador Festo, em Atos 25:19: “...um tal Jesus, defunto”, pois enaltecem mais as obras do diabo do que as de Cristo.

Todo pastor que prega, insistentemente, o  Velho Testamento, ensinando as leis de Moisés, está ignorando os ensinos do apóstolo Paulo, a quem o Senhor Jesus Cristo, já glorificado, apareceu mais de uma vez, entregando a evangelização dos gentios. Esses ali-babás da Verdade detestam a Teologia de Paulo, porque ele foi meridiano em seus ensinos e,  portanto, não pregou a exigência de dízimos; e só recebia ofertas, que fossem estritamente em benefício dos pobres...

         Pregando a perda da salvação (caso os crentes não sejam submissos aos seus caprichos), esses arminianos têm conseguido tudo que desejam, enriquecendo, rapidamente, à custa do dinheiro dos mais pobres e incultos, os quais acreditam, facilmente,  em suas lorotas.

 

         Como diz dos meus filhos mais inteligentes: “Posso até imaginar esses safados se aproximando, de fininho, dando tapinhas nos ombros e falando ao ouvido do Senhor Jesus: "Em teu nome expulsamos demônios, curamos, fizemos maravilhas... vê se quebras nosso galho e nos colocas por cima da carne seca, aqui no céu". Então, o Rei e Senhor do universo, gritando em alto e bom som, para todo o cosmo ouvir, lhes dirá: "NUNCA VOS CONHECÍ, afastai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade", escorraçando essa corja da Sua maravilhosa presença.

        

Mary Schultze, 17/06/2008

www.cpr.org.br/Mary.htm