Big Brother Brasil, e aí?

Renato Vargens

Em 2001 a televisão brasileira abriu espaço no seu horário nobre para um dos piores programas televisivos dos últimos anos, o Big Brother Brasil.

O Sucesso do BBB infelizmente diagnostica que a sociedade a qual fazemos parte, encontra-se profundamente adoecida, além de culturalmente empobrecida. Confesso que o burburinho da mídia e a agitação do povo diante do famigerado reality show, produzem em meu coração uma profunda inquietação quanto ao rumo que a sociedade brasileira esteja tomando. Assusta-me o fato de que milhões de pessoas neste país sentem defronte à TV durante horas a fio, jogando fora seu tempo, ouvindo e vendo baboseiras das mais estapafúrdias possíveis.

Ora, é bem possível que alguns diante da leitura deste texto estejam dramaticamente divergindo da minha opinião dizendo: "O que tem de mais? Nosso povo é tão sofrido, por que não se divertir assistindo um bom programa de televisão?" Por favor, preste atenção, não sou daqueles que em nome de uma espiritualidade opaca combatem a diversão, a arte e a cultura. Pelo contrário, sou adepto da festa, do lúdico e da celebração da vida. Sou daqueles que incentivam aos amigos a assistirem um bom filme, ou uma peça de qualidade; a irem à praia com a família, além é claro de desfrutar de um bom jogo de futebol (se possível do meu Fluminense) no Maracanã.

Caro leitor, acredito piamente que o incentivo a cultura, lazer e educação podem corroborar significativamente na construção de um país melhor. No entanto, acredito também que determinados programas televisivos em vez de incentivar o despertamento do povo para o novo, tem a capacidade única de tornar as pessoas cada vez mais "emburrecidas". O BBB incentiva a licenciosidade, a pornografia disfarçada, o “culto” aos edredons, os jogos sujos de palavras, além de promover a quebra de valores indispensáveis a saúde da família.

Por isso e por muito mais eu estou fora, e você?

Terça-feira, Janeiro 01, 2008