FALSOS SERVOS DE CRISTO

Silas Malafaia recebeu 40 mil dólares por mês do Bispo Macedo durante 4 anos

“Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre” (Romanos 16:18)

Não sinto alegria alguma em ter que expor o texto abaixo, onde Caio Fábio, ex-pastor presbiteriano e ex-líder de várias instituições evangélicas, cita nomes de pastores que estão em grande evidência hoje e os seus comportamentos inadequados. Consola-me saber que o Senhor Jesus já dissera que “nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido.” (Lucas 12:2)

Somos instados pela Palavra de Deus a perceber os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina e a deles nos desviarmos (Rom.16:17). Por causa disso, mesmo sentindo tristeza e profundo pesar, mas por amor às pessoas que estão sendo enganadas, e na defesa do simples e verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, é que tenho exposto nomes de pessoas e instituições que envergonham o santo nome do nosso Salvador Jesus Cristo.

Cristo, de fato, precisa de servos que possam viver conforme a 2 Coríntios 2:12 e dizer como lemos em Hebreus 13:18 "Confiamos que temos boa consciência como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente". Quanto aos pastores, vamos nos lembrar deles sim, e até mesmo imitar a sua fé, mas, antes atentemos para sua maneira de viver (Hb 13:7). Que não sejamos crentes desatentos acreditando em todos que se dizem "servos de Jesus", pois sobre muitos deles pesa a sentença divina: sobre a cabeça deles farei recair o seu caminho (Ezequiel 9:10 e 11:21). Mais cedo ou mais tarde...

Teresópolis, 25/09/2007

Paulo C. Pimentel

Presidente do Centro de Pesquisas Religiosas – http://www.cpr.org.br/

 

“E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!”

Lucas 17:1

"Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.

Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, (...) como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo."

 2 Coríntios 6:3-10

- x -

Transcrição da entrevista

 Transcrição da entrevista de Caio Fábio num vídeo adicionado ao youtube em 06/09/2007

http://br.youtube.com/watch?v=JxdLVHEvRw8&mode=related&search=

Entrevista dada a Carlos Bregantim, em 10/02/2007, Caminho da Graça, Estação São Paulo - http://www.gracaecia.blogspot.com

CAIO:

Eu desafio o diabo pra vir conversar comigo e me dizer de quem que eu tomei dinheiro. Eu dou na cara dele em nome de Jesus. Dinheiro na minha vida saiu do meu bolso para as organizações que eu presidi. Eu podia ser um homem milionário. Eu vendi mais de 6 milhões de livros, de fitas, e vídeos e áudios, e num sei o que, não tem nem conta. Cada viagem daquela que eu fazia pra Israel gerava líquido para mim 500 mil dólares que eu nunca botei no bolso. Dava tudo para a Fábrica de Esperança, pra Vinde, pra tudo. Essa glória ninguém me arranca em lugar nenhum. Eu sei como eu vivi pra Deus.

Então o que que aconteceu em 98? O que aconteceu é que eu tinha muitos inimigos. Quem eram os meus inimigos? Eram os caras, eram os ratos que se sentiam coagidos pela minha presença. Pra eles eu era um gato que comia as ratazanas. Eu era um grande embaraço pra SILAS MALAFAIA. Eu era um grande embaraço pra ESTEVAM e SONIA HERNANDES. Eu era um grande embaraço pra ROBSON RODOVALHO. Eu era um grande embaraço pro EDIR MACEDO e pra IURD. Um grande embaraço pra essa horda de “Jabes Alencares” que estão fazendo negócio de qualquer natureza com qualquer um tomando dinheiro dessa moçada inteira. E o caso Renascer é a ponta de um iceberg que se for cavucado vai sobrar muito pouca gente.

A minha existência ética e o meu compromisso contra aquilo tudo os inibia. Eles não tinham a semelhança de Daniel  - eles eram os meus sátrapas. Eles não tinham onde me pegar. Na lei do meu Deus e nem em lei nenhuma. No dia que eles tiveram a primeira referência de relativização da minha vida que foi o relacionamento extra-conjugal, que eles disseram: “é aqui que a gente vai pegar e a gente vai matar esse cara”.

ENTREVISTADOR:

Mas aí você ficou sozinho também, né Caio, porque a turma da caminhada também não te acompanhou.

CAIO:

Absolutamente só. Os amigos foram embora, se reuniram aqui em São Paulo, não vou citar nomes, que não estou querendo provocar hostilidades, 150 / 200 amigos de caminhada pra dividirem o meu despojo. Quem é que vai ficar com o quê do Caio? Filhos na fé como ANTONIO CARLOS, lá da Barra da Tijuca, que eu criei, dei o peito, troquei a frauda, tudo isso, fizeram as maiores crocodilagens deste mundo. Quanto mais próximos, mais comem do teu prato, mais levantam o calcanhar. Então, a solidão foi absoluta em relação àquilo tudo.

Quando SILAS MALAFAIA ouviu dizer que eu tava voltando da Flórida para o Rio de Janeiro no início do ano 2000, ele gastou um mês de programa de televisão dizendo o seguinte: “Ele nunca mais pode pregar na vida, ele tem que ficar é com o bumbum no banco”. Por que, hem? Se tem gente na casa dele se divorciando todo dia! Se eu conheço os casinhos de amor que ele tem com as meninas lá da Rádio El-Shadai! Se eu sei que a mulher dele vai pra Boston de tempo em tempo ficar lá internada pra se curar das depressões da maldade de existir com ele e da perversidade! Por que que esse cara queria que eu nunca mais falasse na vida a não ser porque  o pavor era que, se eu voltasse a falar outra vez, o espaço que agora eles achavam que tinham conquistado pra todas as canalhices, que passaram a praticar, iria ser outra vez reduzido? Eles enganam a quem eles quiserem, mas a mim não. E a prova disso é que já chamei o SILAS na minha sala e já disse a ele tudo isso. O SILAS, o Eraldo lembra, o pessoal da Vinde lembra, do tempo em que eu ia fazer declarações sobre a AEVB em relação à IURD, e ele chegava lá com o JABES ALENCAR pra me implorar pra eu não fazer declaração, me contava 20 coisas a mais e piores e disse o seguinte:  “Mas não faz não porque eu ganho 40 mil dólares por mês da IURD e se você falar eu vou ter que ir pro 25ª Hora amanhã falar mal de você e eu não quero porque eu sei que você tá falando a verdade. Mas eu não vou deixar de ganhar esse dinheiro.”

 

Transcrição da entrevista de Caio Fábio num vídeo adicionado ao youtube em 10/09/2007

http://www.youtube.com/watch?v=PKYNDDGiCLw&mode=related&search=

CAIO:

SILAS era um carrapato vendido pra universal por 40 mil dólares por mês pra ficar disponível pra falar mal de mim. Isso eu já disse na frente dele, ele me disse pra mim, eu digo pra mãe dele, pro pai dele, pra casa dele, ele sabe disso. Ele ficou 4 anos ganhando 40 mil dólares por mês da Universal para ficar disponível pra falar mal de mim. Porque a estratégia do MACEDO era não falar diretamente para não se queimar ainda mais. Então ele alugou o SILAS pra ser a voz dele falando mal de mim naquela situação.

 

Transcrição da entrevista de Caio Fábio num vídeo adicionado ao youtube em 10/09/2007

http://www.youtube.com/watch?v=vcb8GSb1JuA&mode=related&search=

CAIO:

Eu tinha desistido da igreja evangélica brasileira em 1994. Em 94 pra mim ficou claro que a igreja evangélica era incurável. Ficou claro que ela não queria a verdade. Ficou claro que ela não gostava do Evangelho. Ficou claro que ela era pagã. Ficou claro quando? Quando a AEVB que foi criada de fato em maio de 91 recebeu a visita do LAPROVITA VIEIRA, do DIDINI, daquele pessoal todo do MACEDO, querendo entrar para a AEVB. Tive conversas longas com o MACEDO explicando porque que enquanto ele praticasse aquilo ele não podia entrar numa organização que desejava resgatar o verdadeiro espírito e significado do que fosse evangélico como sendo aquilo que carregava a qualidade do Evangelho. E não aquele mostro, aquela hidra de mil cabeças loucas que era o que havia. Daquele período em diante, a agressividade da Universal se manifestava de modo estonteante. Eles invadiam terreiros de macumba, saiam no pau mesmo,  no braço, eram brigas braçais com o pessoal, enfretamentos e guerras santas de “rats” da universal contra os grupos afro-ameríndios, contra todo mundo, violação dos direitos  constitucionais. Aquilo tudo começou com lavagem de dinheiro de Cali, do cartel de Cali, de dinheiro da Colômbia. Tô falando aqui. Pode mandar a fita pro MACEDO e eu quero ver ele me chamar para dizer que não é verdade ou me chamar para qualquer tribunal porque eu levo 10 pessoas que trabalharam ali junto com ele, que viajavam lá pra Cali pra trazer dinheiro de traficante pra começar a Universal. Então, eu sabendo daquele negócio todo, pra mim era intolerável, insuportável. Quando eles começaram aquela coisa toda e o MACEDO foi preso e disse que a prisão dele era perseguição religiosa e conseguiu mobilizar os vampiros da Assembléia de Deus, como MANOEL FERREIRA, como SILAS MALAFAIA, e outros indivíduos mais, a troco de dinheiro e ou de promessa de aparecerem na Record, e o mundo chamado evangélico foi se dividindo, e a mídia cada vez mais atacando o bloco evangélico como um todo, e aqueles que não tinham nada a ver com aquilo se sentindo extremamente injustiçados por estarem naquele pacote, eu que antes falava sozinho e em meu próprio nome o que eu pensava, agora como presidente da AEVB eu falava em nome daquela organização e a cobrança era muito grande. Com toda a honestidade. Por exemplo, aqui em São Paulo, eu era cobrado pelos nossos amigos, chamados amigos de caminhada, que diziam que eu estava sendo muito ameno, que eu não batia de frente. E  era só eu que batia. Ninguém abria a boca. Mas eles achavam que não era suficiente. Na hora que o clima de insuportabilidade se estabeleceu e que eu disse: “Gente ou agora nós definimos quem é quem ou não se vai mais saber quem se é”, eu fiquei com uma mão na frente e outra atrás. Os amigos de caminhada sumiram todos. PAUL FRESTON escreveu artigos criticando a minha posição chamando-a de personalista em favor do valor institucional da IURD. Queria dizer isso na cara daquele barbudo, não é, que não tem coragem de me olhar nos olhos. Então, esse pessoal que era o chamado pessoal da caminhada, que queria uma igreja evangélica ética, são todos uns grandes frouxos, porque na hora H, eu fiquei só, com uma mão na frente e outra atrás, brigando uma briga quixotesta.

ENTREVISTADOR:

Mas Caio quando você se separa,  quando você se separa, ...

CAIO:

Mas foi depois ...

ENTREVISTADOR:

Mas isso tudo não tira, isso tudo não tira essa veemência e essa sua defesa ética porque aí você estava comprometido.

CAIO:

Quando eu me separei, eu já disse aqui, eu já tinha dito que eu não era mais evangélico. Eu tava declarando isso desde 94. Quando eu entreguei a presidência da AEVB, eu entreguei dizendo que eu não tinha nenhuma convicção que me atrelasse mais àquilo. Os congressos da Vinde eu estava parando. Eu não conseguia mais crer que aquele mundo evangélico fosse permeável à mensagem do evangelho porque eu tinha visto que os que se diziam éticos estavam vendidos à sua própria vaidade e à sua vontade de aparecer. Os que eram das gangs e das quadrilhas compráveis estavam vendidos do lado de lá e o povo perdido no meio daquilo tudo sem saber fazer diferença. Vinha um indivíduo e dizia assim: “Eu amo ouvir o senhor pregar”, ao mesmo tempo que ele dizia que adorava ouvir a VALNICE pregar. Ora, quem me ouvia pregar e dizia que gostava de ouvir a VALNICE pregar não tinha entendido nem a VALNICE nem a mim. Porque nós dois não estamos dizendo a mesma coisa. Nunca estivemos. (...)