O Cão de Caça e a Lebre
Um cão de caça obrigou uma lebre a sair de sua toca, após uma longa perseguição. De repente, ele parou a caçada. Um pastor de cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo: “Aquele pequeno animal corre melhor do que você”. O cão de caça respondeu: “Você não vê a diferença que existe entre nós? Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, enquanto isso, ela corria para salvar a própria Vida”.
Moral da História: “O motivo pelo qual realizamos uma tarefa é o que vai determinar sua qualidade final.”
Quando eu cursava o primeiro ano de Teologia, no Seminário Betel, RJ (ainda hoje dirigido por uma santa mulher chamada Tabita Pinto), meu marido faleceu, de repente. Fiquei com a responsabilidade de dirigir nossa microempresa de cosméticos e se não fosse a filha Margarete, que tomou conta das finanças, eu teria afundado, em menos de um ano. Sou péssima em administração financeira...
Continuei meu curso, sempre tirando notas excelentes; vivia correndo entre o laboratório (Caxias) o seminário (Méier) e o escritório (Copacabana), não tinha tempo de comer direito e acabei contraindo uma anorexia, no final do 4º. ano de seminário... Quase morri de fraqueza... De tanto correr, para provar a mim mesma que poderia vencer todos os empecilhos causados pela viuvez, quase fui para o céu, a fim de me encontrar com o Senhor Jesus Cristo e os santos do Novo Testamento.
A verdade é que eu não deveria ter corrido tanto, pois Margarete era muito eficiente na administração da firma e nunca havíamos faturado tanto como no tempo em que ela conduziu a mesma. Mas o maldito orgulho me impediu de entregar tudo nas mãos da “lourona”, por isso acabei me dando mal...
Quando Margarete me abandonou, agüentei ainda 4 anos sozinha, mas fiquei tão debilitada que precisei vender a firma (ao primeiro comprador que apareceu, por 1/10 do valor real da mesma), a conselho do médico... Margarete foi morar na Alemanha, vim morar em Terê e, de repente, fiquei pobre... após 36 anos de árduo trabalho! Contudo, não me arrependo de ter vendido a firma por tão pouco! Vim morar neste pequeno apartamento de 50 metros quadrados, no centro da cidade, na maior paz de espírito, começando a trabalhar em pesquisa religiosa (colaborando com o CPR), e me transformei na pessoa mais feliz e realizada deste mundo. A felicidade não tem preço! Agora trabalho exclusivamente para o meu SENHOR e não aceito dinheiro neste ministério. Graças a Deus, já não preciso pagar mais de 1/3 do faturamento da firma ao governo (para enriquecer os desocupados do Parlamento), nem correr em busca do prêmio da fama, como era obrigada a fazer antes.
Hoje em dia, limito-me a consultar e a seguir dois livros: a BKJ e Bíblia ACF. Para melhorar os conhecimentos teológicos, leio e traduzo bons autores fundamentalistas bíblicos e assim vou vivendo os últimos anos de minha vida, que não sei até quando vai perdurar... Mas uma coisa é certa: qualquer que seja o tempo que Deus me conceda, não vou mais correr em busca do prêmio temporal, pois “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:14). Enquanto isso, “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor”, nisso devo colocar toda a minha vida!
Mary Schultze, 28/04/2008 - www.cpr.org.br/Mary.htm