O Cervo Doente
Um Cervo doente, incapaz de andar, repousava quieto em um pequeno pedaço de pasto fresco. Aqueles que se diziam seus companheiros vieram em grande número para saber de sua saúde. Cada um deles servia-se à vontade da escassa grama daquele reduzido pasto, que lá estava para o sustento do animal enfermo. Acabando a comida, ele morreu, não da doença da qual padecia, mas por falta do alimento, ao seu alcance, uma vez que não podia caminhar para ir buscar em outro lugar.
Moral da História: As más companhias sempre trazem mais infortúnios.
Você já observaram como certas pessoas adoram ir a velórios, pensando somente em comer as iguarias, quando a família do morto é gente de posses e sempre oferece um bom lanche a quem comparece a esses velórios?
Lembro-me de uma funcionária do meu laboratório (ADENAIR), que tinham mania de freqüentar velórios e gostava deles exatamente porque era gulosa; comia sanduíche, bolo e tomava café nessas ocasiões. Ela adorava ver defuntos, pois era necrófila. Certo dia, chegando atrasada ao serviço, ela se desculpou, candidamente: “D. Mary, desculpe o atraso. Mas eu estava voltando de Caxias, quando vi que tinha acontecido um acidente feio na Rio-Petrópolis, com pedaços de gente espalhados pela pista... E eu adorei ficar olhando!” Com essa descrição ela me tirou o apetite, naquele dia...
Outro tipo de gente estranha é a enfermeira de uma pessoa idosa, que trata o doente com o maior carinho, não por amor à profissão, mas visando algum lucro, ou entrada no testamento do cliente. Ela exagera nas doses, a fim de ver logo o cliente ir para o céu, para ela ficar com alguma grana. Conheci uma delas e quero distância desse tipo de gente. Essa pessoa se assemelha aos “amigos” do cervo doente desta fábula de Esopo. Vai ali para comer a ração do enfermo, o qual acaba morrendo, não exatamente da enfermidade, mas de fome... Ou de excesso de medicamentos.
Esse tipo de gente nunca se lembra de agradecer a Deus por estar viva e com saúde e até imagina que merece tudo de bom que possui. O oposto delas foi o grande compositor alemão Haydin, um homem simples e grato a Deus pelo maravilhoso dom que DELE havia recebido:
“Franz Joseph Haydn (1732-1809) estava presente no Viena Music Hall, onde seu oratório 'A Criação' estava sendo apresentado. Debilitado pela idade, o grande compositor estava preso a uma cadeira de rodas. Enquanto o majestoso trabalho prosseguia, o público experimentava uma tremenda emoção.
Quando chegou a passagem 'E haja luz', o coro e orquestra irromperam em tal poder que a multidão não conseguia mais conter seu entusiasmo. A grande platéia se levantou e aplaudiu espontaneamente. Haydn, com muito esforço, levantou-se da cadeira, bastante emocionado. Erguendo sua mão em direção ao Céu, ele disse: 'Não, não, não veio de mim, tudo veio de Deus'.
Tendo dado a glória e louvor ao Criador, ele se deixou cair, exausto, na cadeira de rodas”.
Quando um homem é realmente cristão, ele sabe que nada merece, a não ser condenação e inferno. Por isso, ele agradece a salvação gratuita que recebeu do Pai celestial, através do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Ele nunca explora o semelhante (Romanos 13:8) e cumpre toda a lei de Deus, conforme Paulo ensina em Gálatas 5:14: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Mary Schultze, 28/04/2008.