O Cisne e o Ganso

 

Um homem muito rico alimentava um ganso e um cisne juntos, ainda que com diferentes finalidades: um era para o canto e outro para a mesa. Quando chegou a hora para a qual o ganso fora alimentado, era noite e a escuridão não permitia distinguir entre as duas aves. Capturado o cisne em lugar do ganso, o cisne entoou o seu belo canto, como prelúdio de morte. Ao ouvir a voz do cisne, o homem o reconheceu e seu canto o salvou da morte.

Moral da história: Antes de tomar uma ação sobre outro, seja para beneficiar ou prejudicar, primeiro devemos nos assegurar de sua verdadeira identidade.

Esopo sempre me encanta com a sua sabedoria milenar. Uma amiga disse algo interessante: “Mary, você tem sido um instrumento do Espírito Santo para evangelizar e edificar as pessoas, usando a filosofia de um pagão da Grécia antiga”.  Isso me deixa feliz porque me dá a certeza de que Deus usa esta “peste e promotora e encrencas” para a Sua glória.

Cada pessoa tem o seu dom. Hélio de Menezes é um erudito na Palavra Santa, como alguns outros dos seus grupos, e Deus os tem usado maravilhosamente para expor com sabedoria profunda os ensinos da Bíblia.  Eu, coitadinha, não chego ao dedo mínimo do pé esquerdo de nenhum desses santos eruditos nacionais, pois sou muito superficial. Limito-me a traduzir e comentar bons autores fundamentalistas e isso me dá uma alegria enorme porque, à medida  que vou aprendendo com eles, vou transmitindo esses conhecimentos aos irmãos na fé. A verdade é que o SENHOR tem-me honrado com a conversão de alguns incrédulos e a edificação de muitos irmãos, principalmente dos pentecas bem intencionados, de coração humilde, que lêem meus artigos, caem fora das engabelações neopentecostais e começam a ler a Bíblia com amor e discernimento.

Irmãos, precisamos ler a Bíblia, diariamente, pois ela é a nossa luz no caminho da vida, o nosso escudo contra o mal que predomina neste mundo tenebroso e por ela seremos todos julgados, no Tribunal de Cristo (João 12:48).

A frase a seguir não é minha, mas de um sábio pastor presbiteriano, que me enviou um lindo artigo sobre o seu aniversário de 50 anos. Ele fala da nostalgia dos anos alegres de sua mocidade no Recife: “Verificando a palavra nostalgia, no original, percebo que é uma palavra composta por aglutinação do grego nosto que quer dizer: voltar para casa,  e do grego algos, que quer dizer: sofrimento, dor, que podemos traduzir por impedimento ou impossibilidade de satisfazer um anseio profundo de retornar a um tempo e espaço considerados melhores do que a condição atual”.

Pois hoje me sinto vestida por uma nostalgia enorme do tempo em que morei no Recife, quando era jovem e bonita, cheia de sonhos e ilusões… Só que, naquele tempo, eu ainda não havia encontrado esta “paz de Cristo que excede todo o entendimento” e, portanto, faltava-me o principal para ser completamente feliz.

Agora estou dando o meu canto de cisne, não para morrer, mas para ser poupada pelo nosso Deus, a fim de que Ele continue me usando em Sua infinita graça e misericórdia, para que eu possa me expressar diariamente, edificando os irmãos em Cristo com a minha fé e confiança NAQUELE que morreu na cruz para nos libertar do inferno e nos transportar para o Seu reino de amor, alegria e paz.

 

Mary Schultze, 29/03/2008 - www.cpr.org.br/Mary.htm