COLAR DE GRANADAS

 

Mary Schultze

 

 

Índice

 

Parte I

 

Granadas Preciosas

 

01. Granada - A pedra da resistência

02. Testemunho

03. Colar de Granadas 

04. Teste de Resistência 

05. Sonho de Maio

06. Sempre fui uma capetinha

07. Ser grato e generoso

08. Reminiscências

09. Que culpa tenho eu?

10. Preciso me benzer

11. A Poesia em tempo de indigência

12. Graças a Deus por isso

13. CEDAE, igreja e pesadelo

14. O Deus da União Européia

15. Madruga, Noturno e Falabella

16. Mais bem-aventurado é dar...

17. A barata torpedo

18. Aventura na Neve

19. A Palhoça do Coelho

20. Conquista no Cemitério

21. Natal, Ruy Barbosa e eu

22. As peruas do casamento

23. Excentricidade, caninofilia e bibliofilia

24. A penicilina e o copo de leite

25. Jesus chorou à toa

26. Os Dois Jesuítas

27. A História de Nevinha

28. Os Deuses Hipocrateáceos

29. Cabelos Nevados

30. Quem paga a conta?

31. De Deus não se zomba!

32. Homenagem a meu pai

 

 

 

Parte II

 

Granadas Explosivas

 

01. Os políticos no mês de setembro

02. A Tsunami Brasileira

03. Pastores Marco-Valerianos

04. Pastores Xamanistas

05. Coreografia adornando Malaquias

06. O perigo judaizante

07. Quem Precisa Jejuar?

08. Nazinha versus Cidinha

09. Pequenas Igrejas, Grandes Negócios

10. O dom de Línguas na Bíblia

11. Problemas com a NVI

12. A Bíblia do Pavarotti

13. A Divindade de Cristo

14. O Melhor dos Salmos

15. Deslizes gramaticais nos cânticos evangélicos

16. O Pregador de Ébano

17. Os Bilhões do papa de Roma

18. O vigário de Cristo se foi...

19. Yo no creo en brujas...

20. O pecado imperdoável

21. Poema de Larry

22. Curriculum Mortis

23. Quem é filho de Deus?

24. Bendizei ao Senhor!

 

 

Parte I

 

Granadas preciosas

 

Uma Pequena Oração

 

Quando acordo, bem cedo, e antes de tomar um banho e me perfumar,

dirijo, sem medo, uma oração a Jesus, o Deus-Filho glorioso,

que em breve há de voltar...

Enquanto me penteio e escolho um vestido, combinando com o clima,

continuo em oração e, cheia de amor, exponho a Jesus o meu coração!

Quero proclamar - com todo o  meu ser - que sempre hei de amar

O Senhor Jesus Cristo, enquanto eu viver...

Jamais me apartarei do seu amor sem par, amor que na cruz,

de tão imenso e eterno, me livrou do pecado e das chamas do inferno.

Amo Jesus e um dia estarei bem pertinho dele, com todos os santos,

rendendo-lhe glória, com harmoniosos cantos.

Longe do Senhor, toda a alegria passa, pois Ele é o refúgio

contra toda desgraça.

Corro para o ônibus e vou estudar,  junto com outras mulheres,

que não se deixam abalar pelo fardo dos anos e ali vão chegar..

Enquanto caminho e as aulas assisto, não paro de pensar

na bondade e no amor do meu Deus bendito e grande Salvador. 

E na pausa para o café, eu continuo orando:

Ó Senhor amado, aumenta a minha fé.

Eu sei que sem fé não posso te agradar e por isso te peço:

agiganta a minha fé!

Jesus, tudo sabes, pois lês os corações. Que eu continue te amando,

te louvando e exaltando em minhas orações... Amém!

 

01. - Granada - A Pedra da Persistência


           
O nome granada
deriva do latim "granatum", que significa grão ou romã, um dos símbolos do ventre materno, na antiguidade. Por estar associada à força vital feminina a GRANADA é considerada a pedra da persistência, indicada para quem precisa enfrentar grandes desafios e não pode esmorecer. O nome  desta pedra não designa uma gema, mas um grupo de gemas. As granadas mais importantes como pedras preciosas são o piropo (a mais valiosa), a almandina, a espessartina, a grossulária e a andradita. Conforme a espécie, pode-se ter granada incolor, vermelha (a mais comum), amarela, marrom, preta e até verde (chamada demantóide).

         Granatus, ou grão, é o nome geral dos membros de um grupo de minerais com hábito cristalino constituído por dodecaedros e trapezoedros. São nesosilicatos de fórmula geral, A3B2(SiO4)3. As diversas variedades de granada podem incorporar diversos elementos químicos na sua estrutura, principalmente cálcio, magnésio, alumínio, ferro2+, ferro3+, crómio, manganês e titânio. As granadas não apresentam clivagem, mas mostram partição dodecaédrica. A fratura é concoidal a desigual; algumas variedades são muito resistentes e são valiosas para finalidades abrasivas. A dureza das granadas encontra-se no intervalo 6,5-7,5 e a gravidade específica está entre 3,1 e 4,3. O brilho varia entre vítreo e resinoso, podendo ainda ser transparentes ou opacas, conforme a presença ou ausência de inclusões. As granadas podem apresentar as seguintes cores: vermelho, amarelo, marrom, preto, verde, ou incolor.

         Os membros do grupo da granada subdividem-se através da sua variabilidade química. Grossularite ou grossulária é uma granada de cálcio-alumínio com a fórmula Ca3Al2(SiO4)3, embora o cálcio pode em parte ser substituído por ferro ferroso (Fe2+) e o alumínio por ferro férrico (Fe3+). As cores mais comuns deste mineral são verde, canela, marrom, vermelho, e amarelo. A grossularite é um mineral típico de metamorfismo de contacto de calcários, onde se encontra associada a vesuvianite, diópsido, wollastonite e wernerite. Grossularite é um termo derivado da botânica. Piropo, ou Rubi do Cabo é uma granada de cor vermelha rubi a negro e fórmula Mg3Al2(SiO4)3. O magnésio pode ser substituído em parte por cálcio e/ou ferro ferroso (Fe2+). Os exemplares transparentes são usados como gemas. Uma variedade importante do piropo - a rodolite, do grego a rosa - é originária do condado de Macon, na Carolina do Norte, caracterizada pela cor violeta-vermelha e por constituir uma solução sólida de 2:1 entre piropo e almandina. ********************************

 

 

02. - Testemunho

 

        Muitas vezes o nosso Deus envia pressões e calamidades para conduzir as pessoas em Sua direção. Ele é soberano e pode dispor de nossas vidas como melhor Lhe aprouver e sempre para a Sua glória...

         Até o início de 1975, eu achava que não precisava muito de Deus. Tinha um bom marido, uma filha de 17 anos, linda, inteligente e estudiosa. Não tínhamos problemas financeiros, pois nossa micro-empresa ia bem e nunca fizemos uma dívida impagável. Tratávamos os empregados com honestidade e consideração e éramos considerados bons patrões. Nosso escritório na Av. Copacabana, 500/1210, vendia bem e a encarregada do escritório era uma perfeita funcionária e grande amiga. Nada nos impedia de ser felizes e realizados na vida. Viajávamos duas vezes ao ano, aproveitando as férias da filha, sempre nos hospedando em hotéis de alta classe.      

         Em novembro de 1975, sofremos o terceiro assalto armado à nossa casa e meu marido esteve entre a vida e a morte, com uma chance em dez de sobreviver. Graças a Deus ele sobreviveu, mas com a saúde muito abalada.

         Em agosto de 1976, em andava muito deprimida e fui visitar minha mãe no Ceará. Foi quando ganhei um bebê de 3 dias, trouxe-o para o Rio e minha vida começou a mudar. Deixei minhas preocupações de grande dama rotariana e passei e me dedicar somente àquele bebê - Rosemary. Comecei a ler livros de Psicologia, tentando ser uma boa mãe. Fiz um curso em Copacabana, onde tínhamos o escritório,  e me engajei na leitura dos livros de Norman Vincent Peale.

         Li o Novo Testamento e Salmos da Trinitariana e dez livros do Peale. Resolvi transformar os 150 salmos em Cinco Salmos Especiais. Quando terminei o décimo livro do Peale - Mensagens da Vida Diária - com 90 versos bíblicos, de repente senti o desejo de me entregar ao Senhor Jesus Cristo. Sentei diante da máquina de escrever e fiz um poema de amor para Ele. Então me tornei cristã, no dia 01/05/1978.

         O padre da paróquia católica que eu freqüentava ficou preocupado com a minha conversão e depressa me levou alguns livros estranhos, “provando” a inexistência do céu, do inferno e dizendo que Jesus não é Deus, etc. Ele era um liberal incrédulo e suas homilias eram marxistas, pregando a revolução dos empregados contra os patrões, um autêntico adepto da  “teologia da libertação”.

         Meu marido havia entrado numa fase ruim, desde o último assalto e da chegada do bebê, talvez se achando desprezado por mim. Começou  a abusar da Brahma e  isso me deixava irritada, por isso havia me voltado para a leitura do Novo Testamento  e  dos livros de Psicologia, os quais me ensinariam a lidar com os problemas do momento.

         Romanos 8:28 é uma grande realidade, como tudo que a Palavra de Deus ensina. Por causa desses problemas procurei Deus e aquelas imagens surrealistas e as missas insulsas da Igreja Católica já não me satisfaziam. Comecei a freqüentar uma igreja presbiteriana, nela me engajei e decidi ser uma cristã de verdade. Meus pais na fé foram maravilhosos, me ajudaram muito e comecei a ler a Bíblia com o maior entusiasmo. Comprei dezenas de livros, pois sempre gostei de ler. Li 35 livros do Dr. Aníbal Reis, com quem aprendi a descobrir as mutretagens da Igreja de Roma. Tenho tentado continuar a obra do Dr. Aníbal, desde que ele foi para a glória... Ele me pediu isso e tento cumprir o prometido.

         De 1978 até hoje, tenho estudado a Palavra de Deus com amor e desejo de melhorar minha conduta cristã. Estudei Teologia (1982-1985) no Seminário Teológico Betel (RJ), quando comprei e li dezenas de livros teológicos em Português, Espanhol e Inglês.     

         Em 1994, vendi a micro-empresa, que estava levando nas costas, praticamente sozinha, desde a morte do meu marido (1982). Minhas melhores funcionárias haviam se aposentado e vi que era tempo de me aposentar também, para cuidar somente das coisas de Deus. Vim morar em Teresópolis, trabalhei quase três anos no Centro de Pesquisas Religiosas (CPR), onde comecei a traduzir livros evangélicos, a escrever artigos para o jornal (O Diário) da cidade e logo estava escrevendo livros. Hoje freqüento a Primeira Igreja Batista (PIBT) - uma igreja séria e muito bíblica, com um excelente pregador.

         Desde agosto de 1998, organizei o meu próprio ministério, para traduzir e escrever artigos e livros evangélicos. São mais de mil artigos e quinze livros prontos. Não sei por quanto tempo ainda terei uma boa memória para traduzir e escrever. Por enquanto, mantenho um grupo na Internet e sempre me coloco à disposição dos irmãos que me escrevem, para enviar material pela Internet ou em disquete (para quem não tem acesso à Internet). Não viso lucro algum com o  ministério que Deus me confiou e, muitas vezes, fico sem dinheiro até para o correio, mas às vezes também acontece algum milagre e vou levando a vida cristã, confiando sempre em que Deus nos supre de todas as nossas necessidades em Cristo Jesus” (Filipenses 4:19) e “nos dá até muito mais do que pensamos ou pedimos, segundo o seu poder que em nós opera” (Efésios 3:20).

         Um irmão (empresário nesta cidade) para quem fiz alguns trabalhos bíblicos sem cobrar, prometeu, num arroubo de gratidão e generosidade, que jamais iria deixar-me faltar tinta para a impressora. Gasto dois cartuchos pretos e um colorido por mês (25,00 e 35,00 cada, respectivamente). Ele me deu 3 cartuchos pretos de presente... há mais de um ano... E nunca mais se lembrou de me suprir de tinta. Por isso é que eu dou razão a Jeremias 17:5,9. Só confio em Jesus Cristo!!! Gasto em média 120 Reais por mês com xerox e papel ofício, mas tenho crédito na praça, posso dar cheque pré-datado, então, nada me falta...

         Ao Nome Santo do Senhor da Glória toda a honra, glória e louvor, hoje e  eternamente.************************************************

 

Junho 2005.

 

 

03. - O Colar de Granadas

 

        Na sexta feira passada (05/08/05), depois do almoço, entrei numa loja de adereços na Galeria Teresópolis para comprar um anel e um par de brincos cor de rosa, para fazer jogo com dois colares rosa e branco que eu mesma fiz, usando pedras de cristal. Total da compra, R$43,00,  à vista, com desconto.

         Estou na fase de Mary Fútil e, enquanto esta não passar, vou comprar as coisas que andei desejando possuir ultimamente e não tive coragem de comprar. Na loja Gold Shine vi um colar de granadas (que me pareceram ser legítimas) e pedi que a vendedora o reservasse para mim, pois desejo comprá-lo no dia 01/09/05, quando estarei completando 51 anos de chegada ao RJ.

         Sempre comemoro essa data comprando uma jóia de prata e zircônio...

         O colar vermelho escuro me animou a escrever um novo livro, cujo título seria “Colar de Granadas”, para completar a trilogia: “Colar de Pérolas” e “Colar de Lazulitas”, o primeiro escrito e editado em 1981/84, tendo sido atualizado com novos artigos e transformado em apostila, em 2004. O segundo nasceu em 2004. São coletâneas de  artigos, que vou escrevendo e depois reúno em apostilas.

         Tendo decidido que iria escrever esse novo livro, logo comecei a pensar numa capa muito linda e pedi ajuda ao Pr. Paulo e ao Eduardo, meus dois melhores amigos. Eles pesquisaram os colares de granada na Internet e logo me enviaram vinte gravuras - cada qual mais linda - e fiquei tão feliz que só Deus pode entender a minha alegria por ter amigos assim tão prestimosos e interessados em meu trabalho.

         O Pr. Paulo é fundador e presidente do Centro de Pesquisas Religiosas (CPR) de Teresópolis (cpr2005@terra.com.br). Com ele trabalhei por três anos, voluntariamente, como secretária e tradutora de Inglês, por isso ele jamais se cansa de mimar esta sua “mamie”, vindo toda semana almoçar ou lanchar comigo. Temos as mesmas tendências  bíblicas fundamentalistas e nos dedicamos à pesquisa e ao combate às seitas ditas evangélicas. Paulo tem a mesma idade de minha filha alemã. Ele é o cristão mais sincero que já conheci na vida...

         Eduardo (Dudinho como o chamo) é um jovem de 32 anos, muito educado, o qual também se entrega à pesquisa religiosa, principalmente do catolicismo romano e do ocultismo. Nós três nos dedicamos ainda a pesquisar e combater as novas versões (heréticas) da Bíblia. Hoje, por exemplo, passei mais de quatro horas traduzindo 10 páginas ofício A-4 de um trabalho que Eduardo me trouxe sobre a Bíblia NVI, mostrando que se trata de uma bíblia realmente católica, tendo como patrono o padre jesuíta Carlo M. Montini, um dos líderes da Nova Era nos USA. Montini tem escrito alguns  livros promovendo a Nova Era, proclamando que o Senhor Jesus é o “cristo cósmico”, o qual habita em todas os seres humanos e em todas as religiões do mundo. Ele ensina também que os adeptos do “cristo cósmico” podem se tornar deuses... E por aí vão as suas heresias...

         A Bíblia diz, em Provérbios 18:24: “...há um amigo mais chegado do que um irmão”. Em meu caso há dois amigos mais chegados que irmãos, por isso eu louvo e glorifico o nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (sem essa de “cristo cósmico”, pregado subliminarmente na NVI), porque Ele tem-me dado tantas coisas boas na vida, desde o nascimento até esta avançada idade, quando ainda gozo de excelente saúde e alegria no trabalho que realizo em defesa da fé entregue aos santos.

         ... Pois não é que a minha depressão se evaporou, diante da estonteante beleza dos colares de granada, os quais fizeram explodir em meu peito toda a alegria que o Senhor Jesus tem-me dado, além de Sua maravilhosa paz que excede todo o entendimento?

 

12/08/05.

 

P.S. - (06/09/05) - Esperei um mês exato para comprar e usar o tal Colar de Granadas. Foi então que descobri que o dito é pesado demais e iria me incomodar. Tive de trocá-lo por um  mais leve, de quarto verde, que simboliza esperança e combina com outro que já tenho, do mesmo material. Como diz o provérbio popular, “o homem propõe e Deus dispõe!” Romanos oito, vinte e oito funciona até em minhas crises de futilidade!

04. - Teste de Resistência

 

        Tenho andado deprimida, desde que a ANVISA me procurou, em fevereiro deste ano, e me intimou a retirar mais de 5 toneladas de produtos químicos estocados nos três galpões, que minha filha Rose e eu temos em Jardim Primavera (D. Caxias, RJ), dando-me um prazo de 4 semanas, a partir do dia 15 daquele mês.

         Essa desocupação custaria mais de 5 mil Reais. Foi então que a Prefeitura de Caxias, através do sub-prefeito (que foi meu motorista no final dos anos 80), se ofereceu para resolver o problema, além de limpar o terreno, reformar os imóveis danificados por sete anos de abandono (desde que a ANVISA os havia lacrado, porque o nosso inquilino estava fabricando medicamentos sem licença), para ali instalar imediatamente uma escola primária.

         A garantia que a Prefeitura nos deu foi a seguinte: logo que a escola estivesse funcionando, ela assinaria um contrato de aluguel conosco. Confiei, esperei durante mais de 4 meses (a escola foi inaugurada em 21/03/05) e nada do contrato, até o dia 25/07/05.

         Comecei a batalhar pelos nossos direitos (meus e da filha) e, quando apareceu uma conta de 4.200 Reais da CEDAE, da água gasta pela Prefeitura (nas obras e na escola), fiquei muito preocupada. Foi então que a Secretária de Educação nos avisou que os imóveis estão sendo desapropriados pela Prefeitura, mas que a mesma vai nos pagar o valor estipulado numa proposta de compra feita pelo prefeito antecessor do atual, dois anos atrás.

         Agora é aguardar que o nosso ADVOGADO celeSTIAL cuide do caso e vou descansar nEle, com Romanos oito, vinte e oito, embora o meu contador e um advogado tenham dito que talvez possamos entrar numa fria...

         Quando estou preocupada ou deprimida, uso três opções para sair desse estado de espírito, pois não costumo tomar medicamento algum. Primeiro, enfio a cara na Bíblia, leio muito, traduzo assuntos bíblicos e escrevo artigos. Depois, procuro fazer algo em favor de uma pessoa com problema pior do que o meu e isso tenho feito, nos últimos dias. Finalmente, vou ao centro da cidade e compro uma roupa nova ou um adereço para me enfeitar. É quando entro na fase de Mary Fútil...

         Ontem, saí para almoçar e quando ia voltando para casa, vi uma Kombi parada, com uma linda mulher loura na direção, conversando com alguém. Olhei a propaganda colorida que decorava a Kombi e descobri tratar-se do “Residencial da Terceira Idade”, uma pousada 4 estrelas, que fica em um bairro chamado Meudon. Ora, há meses Deus vinha colocando em meu coração que eu deveria me tornar voluntária nessa pousada, a fim de ajudar os idosos. Corri para falar com a simpática senhora e hoje, depois do almoço, resolvi andar até lá.

         Do restaurante até o “Residencial” são 3,5 Km. Pensei em tomar um ônibus, mas resolvi ir a pé. Este seria um teste de resistência para eu ver se ainda estou em forma. Quando faltavam apenas 500 metros, vi um casal sentado ao chão, por trás de uma grade de ferro, ela ninando uma criança e ele consertando um carro velho. Achei lindo aquele quadro, parei e falei com eles: “É lindo ver uma pequena família assim, unida e feliz. Lembrem-se que a felicidade não depende de fama, nem de riqueza, nem de poder, mas do amor e da compreensão que existe entre os membros da mesma. Que Deus os abençoe muito” . Eles agradeceram sorrindo e continuei o meu caminho. Levei menos de uma hora para chegar ao “Residencial”, andando devagar, cheguei ali com a respiração normal  e fui carinhosamente recebida.

         Raquel, a jovem senhora loura, foi muito gentil comigo e mostrou as dependências da pousada. Notei que ela tem muito carinho pelos idosos. Levei-lhe de presente minha apostila “Colar de Lazulitas”, imaginando se ela iria aceitar como voluntária uma velhinha que só sabe falar de Jesus e da Bíblia.

         Conversamos longamente e descobri que Raquel é uma erudita crente bíblica da Igreja Congregacional e o seu papel como gerente da pousada (há pouco tempo ela assumiu o cargo) é, antes de tudo, pregar Jesus aos idosos (que antes eram ali gerenciados por uma macumbeira), dando o melhor de si para o bem dos velhinhos.  Ela me contou tudo que eu precisava saber para entrar de cabeça no trabalho voluntário que Deus vinha me ordenando fazer, nestes últimos três meses.

         Raquel me levou até uma linda senhora alemã (92 anos, paralítica), com quem mantive um ligeiro papo em Alemão, o que a deixou bastante reconfortada. Prometi voltar na próxima semana. Raquel e eu ficamos juntas a tarde inteira, falando de assuntos referentes à Bíblia e à pousada, e saí dali com o coração transbordando de júbilo. Descobri que o Senhor me quer realmente ali dentro, para pregar Jesus aos idosos, dar-lhes um pouco de carinho e ajudar Raquel a realizar alguns sonhos de transformar aquele abrigo de classe média num legítimo local de alegria e conforto para os velhinhos, que já não podem andar sozinhos pelos caminhos da vida.

         Meu teste de resistência, andando 3,5 Km a pé, foi bem sucedido e agora tenho no coração a certeza de que poderei ser útil àquelas pessoas, que estão mais perto de entrar na eternidade do que eu, que ainda tenho minhas faculdades físicas e mentais em perfeita forma. Louvo ao Senhor pela Sua imensa GRAÇA e pelas MISERICÓRDIAS, que se renovam cada manhã em minha vida, evitando que eu seja consumida pelas preocupações.

         Na volta tomei um ônibus, que me deixou a duas quadras de casa...

         Ora, sou uma velhinha forte, mas também não sou de ferro! - 06/08/2005.

 

        

05. - Sonho de Maio

 

         Ontem, 29/05/04, fui dormir às 22,30 hs, pois estava frio e não me animei a vir para o computador. Fiz uma breve oração, liguei o som num CD, para escutar os capítulos 10 a 17 do Evangelho de João e adormeci, exatamente quando o Cid Moreira falava João 17:17: A tua palavra é a verdade”.

         Acordei às 4,30 hs, tomei um copo de água mineral e pensei em acessar a Internet, mas o calor do lençol e das três mantas de lã me fez mudar de idéia e então deslizei para dentro daquele aconchego maravilhoso e adormeci placidamente. Logo depois, tive um sonho interessante.

         Estava numa reunião literária, onde algumas senhoras de meia idade recitavam poemas. O poeta que dirigia a reunião perguntou se eu queria também dizer uma de minhas poesias e aceitei, mesmo não sendo boa declamadora. Fui até o microfone e falei umas Trovas para Jesus Cristo, que escrevi em 01/05/1978, dia da minha entrega ao Senhor Jesus Cristo:

Pra a minha falta de ,/ que me torna dura a vida,/ eu sinto CRISTO de pé,/ curando a minha ferida. // Quando me foge a esperança/ e estou quase a naufragar,/ CRISTO me dá confiança/ de breve ao porto chegar. // Pra minha falta de amor,/ que às vezes me faz tão má,/ só CRISTO, nosso Senhor,/ o Seu apoio me dá. // Pro meu gênio violento/ de achar remédio eu desisto./ “Pare com esse lamento/ e venha a mim”, diz-me CRISTO.// “Por Filho de Deus me tomes/ que os lucros serão só teus./ Os impossíveis dos homens/ são possíveis para Deus!”// Eu sei que Deus é por mim,/ pois me guia e me aconselha./ Quem pode ser contra mim,/ que me tornei Sua ovelha? // Indagais, amigos meus,/ por que sou feliz assim?/ Porque o Reino de Deus/ já está dentro de mim!

         Quando terminei a declamação (sob uma chuva de  palmas), alguém se levantou da platéia e veio me apertar a mão. Era um ex-vizinho e inimigo. Hesitei em estender-lhe a mão,  pois o seu rosto parecia o de um demônio. Então me lembrei de Paulo, em Colossenses 3:14: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição”.  Estendi a mão para aquele homem e, de repente, o rosto dele ficou mais bonito que o do meu “neto” Mário Sérgio!

        Abri os olhos com o coração palpitando de alegria. Afastei a cortina do quarto, olhei o Dedo de Deus, que estava parcialmente encoberto, e falei: “Bendito, louvado, glorificado, amado  e exaltado seja o Nome de Jesus, nosso grande Deus e Salvador eterno. Amém!” Maio, 2004**********************

 

 

06. - Sempre fui uma capetinha

 

O Milagre - Com cinco anos de idade fui acometida de raquitismo profundo porque não tomava leite, embora meu pai tivesse 27 vacas no curral do nosso sítio. Passei três meses sem poder andar. Veio um missionário católico (alemão) pregar missões em nosso sítio e rezar missas pela minha cura. Ele fez uma promessa para eu vestir somente azul e branco, até me casar, consagrando-me, então, à “Imaculada Conceição”, pois nasci no dia 08 de dezembro. Entrementes, o nosso médico - Dr. Telles - passou muito cálcio e vitamina D (Emulsão de Scott) e todo dia me expunham ao sol da manhã para eu me recuperar. Agüentei a promessa até os 18 anos. Nesse tempo comecei a desconfiar dos padres e larguei a promessa... Havia ficado boa, em poucos meses,  e até hoje os parentes comentam o grande milagre da "Imaculada".

O Pecado Mortal - Minha mãe não usava maquilagem alguma. Vez por outra eu surgia diante dela com os lábios pintados de vermelho e fazia o maior mistério sobre a procedência do “batom”. No fim do ano, quando ela foi trocar o papel de seda vermelho no oratório da “Sagrada Família”, notou que as franjas do mesmo haviam sumido. Este foi o meu primeiro pecado mortal publicado em família.

Desse tempo, data meu primeiro cigarro. Que por sinal foi o último. Foi-me arranjado por Chico, que era perito na arte de fumar. Só agüentei um. Fiquei enjoada, vomitei à beça e papai correu em meu socorro. Contei-lhe a verdade. Ele me fez um sermão (cheio de amor) contra o vício do fumo, que ele sempre detestou. Cheirei barro molhado, prometi, e cumpri, que jamais voltaria a fumar.

A Médica - Belo era o capataz de confiança de meu pai. Apesar  do nome, era feio demais e gostava de me perguntar com sotaque alagoano:

- Dadita, tu sois feia?

Viera de Palmeira dos Índios, na seca de 32, com mulher e dois filhos. Quando morreu de tétano, alguns anos mais tarde, a viúva - que também era Rosa - foi morar conosco. Otávio e Olinda, seus filhos, foram meus amigos de infância. Otávio tinha a minha idade e era muito esperto. Um dia viu o nosso touro cruzar com uma vaca e foi me chamar gritando, em cima de um cavalo de pau:

- Dadita, vem ver o touro “fazendo safadeza na vaca”. Daí é que vem o bezerro...

Papai pegou-o pela orelha, levou-o para trás da casa grande  e deu-lhe a maior surra. Mas não adiantou. Otávio, de comum acordo com meu  irmão Chico, me contou que os bebês nascem da barriga da mãe e não no canteiro de coentro, como me haviam ensinado. Fiquei fascinada e, daí em diante, quando a barriga de minha mãe ia crescendo - o que acontecia todo ano - eu ficava acompanhando o fenômeno, discretamente! Decidi, então, ser médica e para não perder tempo comecei a arranjar clientes. O primeiro foi um bebê de celulóide, com a perna quebrada. Costurei a perna dele com linha Singer e coloquei um esparadrapo em cima. Ficou perfeita a cirurgia. Depois Olinda adoeceu e resolvi medicá-la a meu modo. Fiz xixi numa bacia e levei para ela beber, dizendo que era remédio para catapora.

Realmente, acalentei o sonho de ser médica até os vinte anos de idade, quando desisti do vestibular de Medicina e fui trabalhar como encarregada da Seção de Passagens da Panair do Brasil, em Fortaleza. Este foi o meu primeiro emprego.

  Cartas de amor - Eu tinha nove anos. Era a mais nova das primas e a única a não ter namorado, pois era magrinha e feia de dar pena. Tinha cabelos castanhos claros, muito lisos e rebaixados na nuca. Usava uns vestidos de algodão azul e branco, no meio da canela, e  me sentia tão insignificante que só Deus sabia!

O namoro acontecia entre primos, pois a família era grande. Meu pai e minha mãe eram primos. O que me faltava em atrativos físicos sobrava em astúcia. Era avançada para aquela época e para o lugar... Então decidi que teria um namorado de qualquer maneira e... da cidade. No domingo veio nos visitar um casal amigo, trazendo Clóvis, o filho de doze anos. Brincamos juntos e, quando se foram, eu tinha arranjado o namorado dos meus sonhos (embora o próprio não o soubesse) e resolvi agir. Escrevi uma carta de amor para mim mesma, com letra disfarçada, na segunda feira de manhã, e guardei-a no bolso do vestido. Pretendia mostrá-la às primas, à noite, depois da novena de São José. Por coincidência, meu pai chegou da feira do Crato com dois livros de história para mim o - “O Cavalo Voador” e “Aventuras de Hans Staden”, enviados por Clóvis. Deus já me dava o que eu desejava, quando em mal sabia “rezar”. Dentro do pacote havia uma carta com dizeres idênticos aos da carta que eu havia escrito e comecei a flutuar nas nuvens. E tanto flutuei, que a carta caiu do bolso, onde fora colocada em substituição à carta falsa, na hora do jantar. Papai sentiu cheiro de novidade. Apanhou a carta do Clóvis, leu-a para mamãe e... o resto é silêncio!

 Cubos de Gelo - Meu primeiro livro (Cubos de Gelo) já estava programado desde a infância, mesmo tendo sido escrito somente quanto eu já tinha 46 anos de idade.  Certo dia, recebemos a visita de um fazendeiro amigo, que vinha fechar o negócio da compra do nosso sítio. Mamãe serviu um almoço acompanhado de refresco de abacaxi com cubos de gelo. Seu João não conhecia gelo e ficou fascinado. Pediu explicação e papai disse que era água congelada pela ação da eletricidade. Quando ia saindo, seu João demonstrou o desejo de levar uns “cepinhos” daqueles para a esposa. Mamãe ia abrindo a boca para explicar a inutilidade do gesto, mas fiz sinal para ela. Embrulhei seis cubos de gelo num guardanapo de morim e entreguei o pacotinho ao seu João, que saiu feliz da vida. Mamãe me chamou de moleca e eu prometi:  algum dia vou escrever um livro contando essa molecagem e a senhora vai morrer de rir! E cumpri a promessa, pois meu primeiro livro teve esse título e dele retirei a matéria deste artigo.

Jamais gostei de brincar de bonecas. Gostava de brincar de médica, de professora, de escritora, e fazia versos de pés quebrados. Também adorava representar num palco improvisado que havia em casa da prima Ritinha, que se casaria mais tarde com um dos assistentes de Miguel Arraes.  Quando papai voltava da feira em Crato, em vez de me trazer bruxas de pano feitas em Juazeiro do Norte, ele preferia me trazer livros e foi lendo muito que passei à frente de minhas colegas, no curso ginasial e no colegial. Por incrível que pareça, as bonecas que ele raramente me trazia tinham a cara do Padre Cícero! O velhinho, que se rebelou contra a Igreja Católica, fundando uma “seita católica” e uma pequena vila, que mais tarde se transformaria numa cidade importante (Juazeiro do Norte), tem sido, infelizmente, o causador da morte física e espiritual de muitos romeiros, que viajam para a sua festa de aniversário, em “paus-de-arara”, sofrendo fome e sede, por causa da ignorância religiosa. Maio 2005. ***********************************

 

 

07. -  Ser grato e generoso

 

         Hoje o pastor da nossa PIBT focalizou Lucas 17:17, tendo feito uma excelente preleção sobre o dever cristão de ser grato (a Deus e ao próximo) e generoso com qualquer pessoa que esteja precisando de ajuda material, moral ou espiritual. Gostei do sermão e logo me lembrei de pessoas que têm sido ingratas comigo e até me decepcionaram bastante na vida. Isso não quer dizer que eu jamais tenha decepcionado as pessoas... Pelo contrário, sou uma especialista em decepcioná-las, daí por que faço o possível de esquecer as ingratidões alheias. Agradeço tudo a Deus, diariamente,  e  com muita alegria...

         Vou tentar me lembrar de algumas pessoas (até parentes próximos) que têm me decepcionado:

1. - Margarete (a filha alemã) aos 28 anos (1986),  estava dando uma entrevista ao programa da TV Globo, “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”, quando me proibiu de aparecer no mesmo. Eu era a fundadora e maior responsável pela firma, porém ela disse que eu estava muito velha e feia para me colocar diante das câmeras. Notem que eu tinha 56 anos. Imaginem o que ela iria dizer hoje!!!

2. - Fui forçada a deixar minha filha mais nova (18) sozinha, no bairro onde tive a empresa (que eu acabara de vender), pois ela recusou-se a vir morar comigo em Terê, dizendo que eu era “uma mãe castradora e fanática religiosa, querendo levá-la sempre à igreja... Que queria ficar livre para gozar a vida...” O resultado disso ela está colhendo hoje, com muitas dores e lágrimas.

3. - Para minha empregada de maior confiança eu dei, com escritura passada, um apartamento onde ela já residia (de graça) há 8 anos. Poucos anos depois ela fez uma ação contra mim, na Justiça do Trabalho, querendo me tirar muito dinheiro. Ainda bem que ela perdeu a causa, mas o meu coração ainda hoje sangra, por causa dessa ingratidão.

4. - Em 1983,  abriguei uma nordestina, que encontrara perambulando pelas ruas do RJ e me pediu guarida. A mulher me deu muita dor de cabeça, exigindo que eu lhe desse a metade da roupa de cama nova que ela viu numa das gavetas da cômoda do quarto de hóspedes. Para me livrar dessa visita incômoda, tive de pagar sua passagem de ônibus para o Maranhão.

5. - Também abriguei uma jovem hippie paraguaia, que acabou ficando seis meses em nossa casa. Paguei um curso de Estética para ela, em Copacabana, e  a jovem, depois que voltou à sua terra, nunca mais deu notícias.

6. - Abriguei uma jovem cearense, que desejava fazer o mesmo curso de Estética, tendo ficado uns seis meses em nossa casa. Esqueceu-me depressa, logo que a sua clínica de beleza começou a dar lucro.

7. - Empreguei (com casa e comida) uma jovem paulista, a qual,  depois de seis meses, revelou-se uma tremenda mau caráter, tendo revelado à minha filha menor que ela era adotada. Ainda bem que a menina já sabia disso... Mentir nunca foi o meu forte!

8. - Abriguei um jovem seminarista peruano, que havia estagiado no “Acampamento Jovens da Verdade” (SP), o qual se revelou, mais tarde, com segundas intenções, vendo que eu era uma viúva recente... Mais uma passagem paga para me ver livre do incômodo seminarista.

 9. - Abriguei uma mulher estranha, a qual, no final das contas, era uma cigana e quase me seqüestrou a filha menor, naquela época com dez anos de idade.

10. - A partir desse dia, tentei ser mais cuidadosa. Mesmo assim, anos depois, hospedei (já aqui em Terê) uma  “escritora” paraense, que acabou me dando um prejuízo de R$200 e alguns problemas no supermercado vizinho, onde deu uma nota falsa de R$10, e só não foi presa porque disse que estava hospedada em meu apartamento e o gerente era meu amigo, tendo vindo até aqui, em companhia de um agente federal, para saber se realmente ela era confiável.

         Finalmente, hospedei uma senhora, que pediu para ficar uma noite aqui, depois de um congresso do CPR,  em que estivemos juntas. Ficou quase uma semana e só foi embora porque resolvi ser franca, dizendo-lhe, francamente, que ela estava sendo importuna, pois acabara de anunciar, diante do Pr. Paulo, que estava adorando meus quitutes “light” e pretendia ficar uma quinzena em meu “Spa”.

         Mesmo depois de tudo isso, eu ainda continuo a receber amigos, mas, graças a Deus, nenhum deles tem-se revelado um mau caráter.  Portanto, vale a pena ser generosa, como nos aconselhou o pastor da PIBT. Um desses amados em Cristo (Paulo Cristiano) passou mais de dois anos querendo vir a Terê para me abraçar. Certa noite, após ter pregado numa igreja no interior de SP, recebeu uma oferta de R$200,00. Poucos dias depois, já estava aqui em casa, onde ficou seis dias e me trouxe uma alegria enorme! Foi ele quem me apelidou de “cobrinha abençoada”, um “nickname” que adorei!

 

Julho 2005.************************************************

08. - Reminiscências

 

1. - “Sabicholinha Ledeira”

 

Minha avó Quitéria sempre me censurava, dizendo que eu era muito saliente, ao contrário de minhas primas, que morriam de medo dela, enquanto eu costumava enfrentá-la com uma forte personalidade.

Quando eu tinha dez anos, certo dia meu tio Quinco estava tentando convencer-me de que a Amazônia ficava no exterior, enquanto eu, de mapa na mão, tentava provar-lhe que essa terra fazia parte do Brasil. Vó Quitéria, que presenciava a discussão, puxou-me pelo braço e falou: “Minha neta, você é muito “sabicholinha”, mas dessa vez você perdeu!

Quando eu tinha quinze anos, certo dia ela estava nos visitando, quando me ouviu declamando o poema “Julius Caesar”, de William  Shakespeare,  no original. Quando terminei a declamação, ela olhou para minha mãe e perguntou; “Rosa, você não acha que essa menina tá ficando ‘ledeira’ demais?” A partir desse dia, meu apelido em família passou a ser “sabicholinha ledeira”.

 

2. - O “Cônsul Alemão”

 

Em maio de 1967, meu marido e eu estávamos cuidando da papelada para viajarmos à Alemanha. Na Avenida Brasil, ele se descuidou e avançou um sinal, parando logo em seguida. Veio um guarda de trânsito e começou a injuriá-lo, chamando-o “barbeiro” e ameaçando tomar-lhe a carteira, etc. Perdi a paciência e falei: “Seu guarda, o Sr. está ofendendo o ‘cônsul alemão’ e isso pode resultar num incidente diplomático.” O guarda calou-se e mandou que meu marido seguisse em paz. Mais tarde, o Schultze, que jamais havia dito uma mentira, pois era um luterano muito correto, indagou: “Por que você ‘mentirou’ para aquele guarda?” (Convém notar que eu só vim a me converter em 1978!)

Poucos meses depois, quando já havíamos voltado da viagem à Europa, o Schultze parou de repente, para não avançar um sinal, quando um carro, que vinha logo atrás, bateu na traseira do nosso carro. Ele saiu, calmamente,  para ver o estrago e o dono do carro que nos havia batido, veio gritando na maior fúria: “Seu barbeiro, por que parou de repente e não avançou o sinal? Ainda dava tempo!”. Vi que se tratava de um militar graduado e falei: “O Sr. não se envergonha de aconselhar um estrangeiro a avançar o sinal, sendo um militar?” O homem ficou furioso e disse: “Tire sua mulher da minha frente, antes que eu bata nela! Sou um oficial da Marinha e não levo desaforo pra casa!” Respondi na  mosca: “Grande coisa! O Sr. é um oficial da Marinha, mas  está ofendendo a esposa do cônsul alemão!

 

3. -  O Prefeito de Caxias

 

         Quando foi a Brasília, pela primeira vez, na época do Jânio Quadros, meu marido ia entrando calmamente no Palácio da Alvorada, quando um guarda apareceu e indagou: “Quem é o Sr. para entrar assim no Palácio, sem pedir licença?”  O Schultze deu um sorriso e respondeu: “Eu sou João, prefeito de Caxias”.

         Quando me contou o incidente, comentei: “Você não tem vergonha de dizer uma mentira desse tamanho?” Ele respondeu: “Ora, minha querida, eu sou ‘Hans’, que em alemão significa ‘João’. Sou ‘Schultze’, que em alemão significa ‘prefeito’. Além disso, moro em Caxias. Como você pode ver, eu só ‘mentirei’ na vírgula.

 

4. - Os porres de aniversário

 

         Na véspera do meu aniversário de 33 anos, o Schultze, uma amiga e eu íamos saindo da “Casa do Alemão”, no Km. 15 da Rodovia Washington Luiz, onde havíamos ido apanhar o meu bolo de aniversário, o qual, felizmente, não estava pronto. Veio um caminhão, bateu em nosso jipe Candango e nada sobrou da capota do carro. Calmamente, sem parar para ver o estrago, meu marido dirigiu até o portão de nossa casa. Quando paramos dentro da garagem, ele nos olhou calmamente e perguntou: “Por favor, alguém se machucou?” Era a sua maneira tranqüila de encarar qualquer incidente desagradável. No dia seguinte foi a Petrópolis, para ver em quanto ficaria o conserto do jipe. Quando voltou, já na hora da festa, notei que ele havia bebido muito e esperei que se sentisse melhor, depois de uma xícara de café. Fui preparar a rubiácea  e, quando voltei à sala, ele estava tranqüilamente adormecido no colo da esposa do Gerente da Bayer, que viera comemorar meu aniversário.

         No dia em que completei 50 anos ele fez pior. Animado com a inauguração do galpão de 350 metros quadrados, que iria servir de estoque às matérias primas do nosso laboratório, ele tomou um porre daqueles. Quando a festa começou, com a presença do prefeito de Caxias (um coronel do exército, pois ainda estávamos no tempo da ditadura), do pastor da Igreja Presbiteriana e de uns 50 convidados, ele perdeu o equilíbrio e caiu no meio do salão, onde estávamos servindo o bolo. Foi a maior vergonha que passei na vida e jurei que jamais iria festejar meu aniversário. Infelizmente, menos de 4 anos depois ele faleceu. Quando completei 60 anos, a festa aconteceu em casa de meus  pais, em Fortaleza, organizada por minha irmã favorita,  Rosa, que veio a falecer poucos meses depois, em conseqüência de uma lipoaspiração. Depois dessa, jamais festejei qualquer data de aniversário, nem mesmo a dos 70 anos. Jamais gostei de festas, mas meu marido as adorava, como todo alemão. Nem às festas da igreja costumo ir. O melhor lugar do mundo é o meu apê, onde posso conversar com meu “marido”, o computador... Só vou abandonar este marido quando, lá no céu, estiver de joelhos, gloriosamente louvando e adorando o meu REI Jesus Cristo, em quem vivo, me movo e respiro. Louvado seja o Seu NOME!

 

5. O Químico da Brahma

 

         Estávamos passeando em Buenos Aires, quando resolvemos entrar num café para o Schultze tomar uma cerveja, enquanto a filha de 9 anos e eu tomaríamos coca cola.

         O garçom nos serviu uma coca cola meio quente e ao Schultze, uma cerveja estragada (pelo visto, os argentinos não são malandros apenas no futebol). Sendo um excelente Químico (diplomado pela Universidade de Tübingen, Alemanha) especializado em alimentos, tanto que criou as essências da Kibon, Brahma e até criou uma laranjada que ele mesmo batizou de “Sukita”, o Schultze logo percebeu que a cerveja estava ruim e chamou o garçom para reclamar. Este contestou, sarcasticamente,  dizendo que o cliente estava reclamando sem razão, pois a cerveja estava muito boa.

         Meu marido era pacífico demais, porém eu, uma espoleta. Olhei para o garçom com a cara mais feia que pude apresentar (pois nesse tempo eu ainda bonita) e usei todo o meu Espanhol do Segundo Grau, para dizer o seguinte: “Garçom, esta cerveja está estragada. E quanto ao cliente estar reclamando sem razão, fique sabendo que ele é o Dr. Schultze, Químico da Brahma no Brasil.

         O garçom tomou o maior susto, quase se ajoelhou aos pés do Schultze, se desculpando, e logo trouxe uma cerveja perfeita (bien helada), até o ponto em que se poderia chamar de “perfeita” uma cerveja Argentina! ***************

 

 

09. - Que culpa tenho eu?

 

         Para alguns irmãos (principalmente mulheres) que me enviam mensagens contundentes, achando que vão me deixar deprimida, ou com um enorme complexo de culpa, respondo simplesmente.

         Que culpa tenho eu ... que Deus tenha sido maravilhoso demais para mim, desde o dia do meu nascimento, até o dia de hoje? Ele me tem  cumulado de bênçãos (mesmo eu não sendo dizimista) e essas bênçãos são tantas que resolvi fazer um ligeiro resumo de algumas delas...

         Nasci num lar católico, onde havia muita generosidade com os empregados, meus pais me amavam muito e me deram tudo de que eu precisava para ser uma criança feliz. Fui educada na fé em Cristo, honrando-O como Deus e Salvador, embora com a falsa noção de que Maria tinha quase tanto poder como Ele e que eu era tão abençoada, por ter nascido no dia da Imaculada Conceição.

         Na escola nunca tirei o segundo lugar, sempre era a melhor aluna da classe e quando terminei o curso ginasial falava Inglês fluentemente, tendo aprendido essa língua sozinha, porque sempre me dediquei ao estudo da mesma, além do Português e do Latim, que eu também apreciava muito. Por isso hoje consigo escrever as duas primeiras línguas sem problema algum de redação e ainda entendo um pouco da terceira. Do Alemão aprenderia o básico, no futuro...

         Meu pai me adorava. Quando completei 15 anos, ele me deu de presente um colar com 15 gramas de ouro 18 K, com uma medalha de Nossa Senhora. Quando completei 18 anos, ele, que sempre desejou me ver formada em Medicina, deu-me de presente uma caneta de ouro 18 K com duas esmeraldas formando os olhos da cobra que adornava a peça. Nos anos seguintes, eu escreveria sempre com essa caneta de ouro!!! Até que um dia perdi a peça (ou foi roubada). Não chorei, pois nunca me apeguei a coisas materiais.

         Meu pai sempre me cumulava de mimos. De brincos e pulseiras, de roupas lindas, dizendo que eu era uma princesa, que era linda e que um dia ainda seria uma grande médica. Nisso ele errou, pois me tornei uma secretária bilíngüe, depois empresária em cosméticos e, finalmente, uma escritora evangélica, pelo que agradeço imensamente a Deus, pois não gosto de ver sangue...

         Por não ter seguido a carreira que meu pai escolhera, ele rompeu comigo e me cortou a mesada (que era a maior do colégio), mas logo arranjei um bom emprego e até o dia do casamento nunca me faltou coisa alguma. Dou graças a Deus por esse rompimento com meu pai, visto como aprendi a me “virar” sozinha” e, assim,  cresci na vida. Romanos 8:28!!!  Por causa do seu temperamento durão nordestino, ele jamais me perdoou...

         Casei-me com um alemão de Berlim e não poderia ter escolhido um marido mais honesto, mais trabalhador, amoroso e apaixonado do que este. Ele continuou me cumulando de jóias, roupas finas e livros, viajamos por 13 países (depois viajei por mais dois), ele sempre me dando amor, apoio e dizendo que eu era maravilhosa! Trabalhamos muito e fizemos uma pequena fortuna (nunca recebi nada de meus pais, porque minha mãe ficou com tudo e como esta morreu recentemente e meus 4 irmãos estão se desentendendo por causa da herança, preferi ficar neutra, pois brigar por dinheiro não é exatamente o meu forte).

         Converti-me aos 48 anos de idade, lendo em duas línguas a Bíblia King James/Trinitariana, e, quando me filiei a uma igreja presbiteriana, já havia lido o Novo Testamento 50 vezes, portanto não deixei que pastor ou presbítero algum me fizesse a cabeça, impondo-me leis humanas (como o Dízimo, por exemplo). Hoje leio a Bíblia em três idiomas e fiz um bom curso teológico, portanto os pastores sempre pensam bastante, antes de virem me expor doutrinas humanas, tentando me convencer de coisas que são do interesse deles e não do Reino...

         Não posso reclamar da vida. Tenho o suficiente para viver, sou amparada por um bom plano de saúde, tenho boa saúde física, o mesmo peso dos vinte anos, congrego numa igreja excelente e minha cabeça ainda está funcionando muito bem. Ultimamente, quando traduzi dois livros de Teologia Bíblica (O Senhor do Céu e A Glória do Seu Nome), num total de 120 páginas, consultei o dicionário apenas 12 vezes, o que deu uma consulta para cada dez páginas. Esses livros escritos por Sir Robert Anderson são maravilhosos e me fizeram crescer na fé, pois versam sobre a Divindade e o Nome de Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador.

         Gastei seis semanas nas duas traduções e como não aceitei pagamento algum (enquanto um irmão que traduziu outro livro de 120 ps., do mesmo autor, pediu R$1.800 à pessoa interessada na tradução), ganhei de presente um monitor de  cristal líquido, que há tanto tempo eu desejava possuir.

         Que culpa tenho eu se Deus é tão maravilhoso comigo, provando a veracidade de Efésios 3:19-21? “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém”.

         Aos invejosos aconselho que façam a seguinte oração: “Senhor, tu tens sido bom demais com a Mary, que  é tão má, tão orgulhosa, tão vaidosa, tão deficiente no amor ao próximo... Castiga a Mary e me dá tudo que tens dado a ela”.

         Se Ele escutar esta oração, tudo bem. Ele é SOBERANO e JUSTO. Tem todo o direito de fazer o que bem desejar... com o fariseu invejoso que fizer esta oração. **

 

Abril, 2005

10. - Preciso me benzer...

 

         Se eu não fosse uma cristã bíblica, absolutamente certa de que Jesus Cristo é o Senhor do universo, o Criador e sustentador de todas as coisas,  e de que  Romanos 8:28 é a maior realidade em minha vida, iria dizer, como os católicos nominais e espíritas: preciso me benzer!

         Tenho atravessado uma série de problemas com os imóveis que minha filha Rose e eu temos na Baixada Fluminense (onde tivemos a micro-empresa H. Schultze Ltda. por 36 anos), dos quais a Prefeitura (que está situada no mesmo bairro) se apossou (mesmo sem devermos um centavo de IPTU), inaugurando ali uma escola municipal e até hoje - decorridos quase 4 meses - não assinou o contrato, nem nos pagou um centavo sequer de aluguel. Escrevi um artigo em abril, cheia de esperança de que o caso fosse resolvido, mas até hoje o impasse continua... Talvez tenhamos de contratar um Advogado...

         Rose separou-se do marido, com duas crianças para criar (um malandro irresponsável) e tenho de contribuir com 1/3 do meu INSS (do qual o governo já roubou quase 3 salários) para lhe pagar o aluguel/condomínio e um empréstimo que ela fez, antes do malandro sumir. Isso me deixa preocupada e tive de aceitar um trabalho de tradução pago, para contrabalançar o orçamento. Também minha mãe (96 anos) faleceu em 25/03, depois de sete anos de enfermidade. Como vêem, muitas coisas tristes têm acontecido nesses últimos 4 meses, mas continuo confiando em Romanos oito, vinte e oito! 

         Minha neta mais velha casou-se (com um jovem peruano doutorado em Física Nuclear)  na Alemanha (24/06) e não pude ir, o que me deixou bastante frustrada. A filha mais velha, que trabalha numa firma subsidiária da Mercedes Benz (RBL), deixará o emprego (31/08/05), porque lhe negaram as férias de julho (quando ela costuma vir me visitar e descansar em sua fazendinha, aqui perto), ela moveu uma ação contra a firma e os diretores a demitiram. Mesmo falando 4 idiomas e tendo 2 diplomas universitários, ela está insegura, porque emprego na Alemanha está mais difícil do que no Brasil...

         Contudo, apesar de todos esses problemas, o meu lema de vida continua sendo Romanos 8:28... Sei que tudo que Deus permite acontecer é para o meu bem e para a Sua glória. Portanto, louvado seja o Nome do Senhor Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador!

         Agora me lembrei de uma coisa que prova ser Romanos 8:28 uma certeza de vitória em minha vida.

         Em 1984, quando estava fazendo reforma em nossa casa, em Jardim Primavera, com tudo revirado e eu toda suja de poeira (dando mil e um palpites ao encarregado da obra), de repente chegaram seis mulheres super chiques para me visitar. Lembro-me que estava “naqueles dias”, usando um vestido de algodão amarelo, estampado de flores vermelhas, com o cabelo todo despenteado, a cara suja de pó, enfim, estava um lixo em forma de mulher.

         Mandei que a empregada trouxesse aquelas senhoras à sala de espera (único lugar mais ou menos limpo) e ali as recebi com carinho, porém toda desconsertada, pedindo desculpas pela minha aparência desleixada, o que dava uma péssima impressão para uma fabricante de produtos de beleza. Mandei servir-lhes um suco de sete frutas, um chá com bolo e,  em seguida, comecei a falar do Evangelho de Cristo àquelas mulheres, que eram: a esposa do prefeito de Duque de Caxias, uma jornalista e  4 esposas de vereadores, todas elas querendo me conhecer, por terem lido o livro “Cubos de Gelo”.

         Falamos de vários assuntos e logo entrei no plano de salvação, de como eu era feliz e realizada em minha fé em Jesus Cristo, o Criador do universo, o Deus bendito para todo o sempre, de como as aparências deste mundo são falsas e fugazes, jamais trazendo duradoura felicidade a pessoa alguma, etc. Depois as conduzi até o nosso laboratório e entreguei a cada a uma um kit completo de produtos de beleza (loção demaquilante, loção hidratante, creme de colágeno, xampu e creme rinse). Depois disso,  elas se foram, cobrindo-me de elogios pela minha delicadeza e firmeza na fé.

         Alguns dias se passaram, quando uma delas voltou a me procurar. Era a esposa do prefeito (Noêmia), a qual ficara impressionada com o meu testemunho de fé e queria aprender mais sobre o Senhor Jesus Cristo. A partir de então, ela ficou me visitando toda semana e a conversa versava sempre sobre o Novo Testamento. Seu marido perdeu o cargo (com o final da ditadura) e ela desapareceu de minha vida. Contudo, alguns meses depois voltou e me contou que estivera quase à morte, com um enfarte, mas havia sobrevivido e agora estava firme no evangelho do Senhor. Disse também que de todas as amigas que fizera durante o mandato do seu marido eu era a única a ter-lhe entregue um presente inestimável.  Disse ainda que estava pensando em inaugurar uma filial da Igreja de Nova Vida em sua mansão na Zona Sul do Rio, o que, de fato, aconteceria, mais tarde.

         Aquela mulher tão linda e elegante, que havia me flagrado num dos dias mais empoeirados da vida, havia se convertido ao Senhor, simplesmente  “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1:16).*********************************************

 

Julho 2005

 

 

11. - A poesia em tempos de indigência

 

         Fazer poesia é a maneira como os poetas costumam se expressar. Ela não depende de posição social, sexo, idade, raça, religião ou nacionalidade, porque é universal. É um dom que Deus concede a alguns dos seus filhos, a fim de que se expressem melhor através de rimas e imagens, em vez de simplesmente em prosa.

         Ela floresce nos tempos mais áureos, mas principalmente em meio à indigência, pois o sofrimento é a sua matéria prima. Quando sofremos pela carência de afeto, do essencial para a vida e da ingratidão do nosso semelhante, muitas vezes buscamos refúgio na poesia, quer escrevendo-a, quer lendo-a, mas sempre buscando nela um refúgio secreto para amenizar nossas dores morais e até mesmo espirituais. Melhor do que ler poesia só mesmo ler a Palavra de Deus!

         Nos anos 1970, eu estava numa reunião do Rotary Club, do qual meu marido era o presidente [naquele mandato]. Nós havíamos brigado por um motivo qualquer e eu estava muito deprimida. Foi então que um rotariano, metido a engraçadinho, e muito magro, me desafiou com estas palavras: “Mary, já que você é poetisa repentista, do tipo que faz literatura de cordel, faça uns versinhos para um esqueleto!

         Pensei alguns segundos e aceitei o desafio. Levantei-me, fui até a tribuna do Rotary e disse umas trovinhas, que guardei até hoje, pois são meio necrófilas.

 

         Não vou dizê-las aqui por questão de bom gosto. Contudo, naquela noite, eu fui dizendo trovas para um esqueleto, até cansar. Todo mundo achava graça e tive a minha noite de Chico Anísio, que deixei sepultada no mais profundo do meu subconsciente, até dias atrás, quando, numa noite de insônia, comecei a me lembrar de umas poesias de cordel.

         No tempo em que eu era criança, os nordestinos costumavam chamar velório de “sentinela”. Lembrei disso quando estava revisando o livro “A História de Antônio Dentão”, do meu amigo e irmão na fé, Jonas Morais, residente no interior da Bahia. À noite, tendo perdido o sono, comecei a me lembrar de uns versos de cordel que o romeiro Ezequiel, empregado de meu pai, costumava recitar para a garotada, tentando nos apavorar com a história de um velório. Vou tentar me lembrar desses versos:

         Visagem não me assustava, / feitiços, bichos iguais, / pensei que o inferno era o mundo, / regido por satanás. / Mas como a vida nos logra, / na sentinela da sogra/ eu fiquei fraco demais.

         Inda me lembro, era noite, / a lua bem prateada, / a velha estava num banco,/ muito mal amortalhada, / a boca aberta no ar,/ como alguém que quer falar,/ mas não pode dizer nada.

         Na casa de sua filha / não houve choro, nem vela. / Houve foi muita alegria/ da parte do genro dela, / que dizia a toda gente:/ “esta velha renitente/ hoje esticou a canela”.

         A filha também dizia, / olhando pra filharada: “graças a Deus minha mãe/ parou a língua afiada. / Agora não há perigo/ de cair algum castigo/ dentro de nossa morada”.

         Disse o marido: “mulher, corra lá na Manuela,/ na volta compre aguardente/ na bodega do Quintela. / Chame o pifeiro Zé Duque,/ vamos fazer um batuque/ em lugar de sentinela.

         Passe lá pela Maroca/ diga ao Mané para vir. / Diga a Chiquita que venha / beber, cantar e cuspir./ Traga o filho de mamar, / que é para ele chorar,/ quando quisermos dormir.

         Traga o zabumba do Teco, / o violão da Pureza, / o reco-reco da Tonha/ e o pandeiro da Teresa./ Compre bolacha e biscoito, / pão traga somente uns oito, / pra não crescer a despesa”.

         “Marido, eu chamo o ferreiro / e o sacristão, também?“ / Disse o marido: “mulher, não me chame mais ninguém./ O sacristão e o ferreiro / todos dois são cachaceiros, / deixa estar, que eles vêm.

         Eu não gosto de beber. / Só bebo, caldo, café, / cerveja, aguardente e vinho/ para aumentar minha fé. Passe na venda do Jó, / compre um quilo de jiló, / pra ver o gosto que é.”

         Mais tarde cheguei pra perto, / escorei-me na janela. / A velha tinha encolhido / um pedaço da canela. / Mas ó, que negócio feio, / eu vou contar como veio / o povo pra a sentinela.

         A Manuela chegou / com Pureza e Conceição. / Zé Duque chegou às oito, / com o seu pife na mão. / Logo depois chegou Teco, pegado no reco-reco/ da Tonha do Riachão.

         Chiquita entrou e sentou-se / com o seu filho chorão. / Era um menino amarelo, / danado pra pedir pão. / Chorou logo com voz rouca, / mas a mãe tapou-lhe a boca / com um pedaço de sabão.

         Beberam todos, comeram / e começou a função / com pandeiro, reco-reco, / cavaquinho e violão. Eu já ia me esquecendo, / quando foram aparecendo / o ferreiro e o sacristão.

         E começou o batuque, / com um “bendito” rezado. / Muita cantiga do povo, / que se aprendia em reisado. / Parecia até guerreiro / dançando muito ligeiro, / em dia santificado...

         A partir daqui, minha memória falhou. Só me lembro que a velha havia sofrido um ataque de catalepsia. De repente, levantou-se, todo mundo debandou apavorado, e mais um verso me veio à memória: “Do resto do pessoal / foi aquela debandada. / Pureza pulou a cerca, / porém ficou enganchada. / Gritou por São Nicolau, / saiu da ponta do pau, / mas foi pra casa rasgada”.

         O Padim Ciço apareceu, jogou água benta em cima da velha, que remoçou, se “converteu” na hora e passou a ser conhecida como Beata Mocinha. Ficou tuberculosa e um dia, quando o Padim Ciço lhe ministrou a hóstia, ela teve uma hemoptise, vomitou sangue e ficou famosa como santa, porque diziam que “da hóstia tinha saído o sangue de Cristo”. Desse modo, aquele povo ignorante conseguiu dois santos de uma só vez: o Padim Ciço e a Beata Mocinha, os quais passaram a engrossar a fileira de Santo Antônio, São João e São Pedro, nas festas juninas.

         A poesia floresce exatamente em tempos de indigência material ou espiritual. No Nordeste, ela floresce com mais viço no tempo da seca e nas festas juninas. É uma dádiva celeste, que nos é entregue para que possamos demonstrar a bondade do nosso Deus, mesmo quando escrevemos coisas banais, pra não falar nas heresias!

         Ser poeta não é algo que se aprende na escola ou nos livros. É um dom com o qual vimos ao mundo, uma vocação em geral herdada de algum antepassado que fora agraciado com esse mesmo dom.

         Agradeço a Deus ter-me dado esse dom, com o qual me divirto e posso divertir muita gente amiga

         Certa vez, quando encontrie o Manuel Bandeira numa praia da cidade, conversamos e ele me pediu uns versos. Atendi ao pedido dele, dizendo na hora:

         Quisera ter uma casa / bem branquinha e sossegada, / na Zona Sul de Passárgada. // Quisera ter muitos livros, / uma vaquinha leiteira e uma rede bem macia. // Quisera ter ao meu lado / o “Colombo” do lugar, / com trinta anos a menos!

         Eu tinha 25 anos e ele, mais de 60, por isso dei-lhe um desconto de 30  anos!

 

Junho 2004.

12. - Graças a Deus por isso!

 

         Hoje acordei mais tarde que o normal. Já passava de sete horas... Geralmente acordo às 6 horas, ouço uma hora de Bíblia na voz de Cid Moreira (Os Quatro Evangelhos), faço um chá preto com suco de caju, oro diante da caneca de chá, degusto-a calmamente e depois vou me agitar em mais um dia: na pia da cozinha, no tanque, na casa e,  principalmente, diante do computador, usando a Internet, onde gasto em média oito horas traduzindo, escrevendo artigos e até brigando com gente que não me aceita com todos os defeitos que Deus me permite conservar, mesmo depois de 27 anos de vida cristã normal.

         Hoje é domingo e o programa é bem diferente. O culto das 8,30 hs em nossa PIBT, como sempre,  foi maravilhoso! Veio pregar um missionário coordenador da Ásia (JMM) - Pr. Renato Oliveira.  Ele contou maravilhas sobre o que Deus tem feito no Iraque. É jovem, culto, inteligente e lindo demais! Tem uma voz bonita, é realmente apaixonado pelo seu trabalho e nos transmitiu boa parte do seu enorme entusiasmo na obra missionária. Entreguei à Igreja o cheque que já havia destinado a Missões (R$100) e me senti solidária com o ministério desse Renato, que logo adotei como neto. Dei-lhe de presente um livro que acabei de traduzir - O Senhor do Céu - em forma de apostila, com uma linda capa colorida. Nota negativa: Um homem tão lindo e tão santo... usando a herética Bíblia NVI?  Que decepção, Senhor! (Jr 17:5,9).

         Saí da PIBT e fui assistir ao culto matinal na IBC, cujo pastor é psicólogo e prega muito bem. Contudo, ouvi todo mundo cantando um corinho herético (falando que Deus nos sarou da ferida que nos fez em Gileade, etc.), o qual nos levou de volta à era judaica e cujo compositor acha que a igreja não existe mais e já estamos na Tribulação... Também me chocou  a leitura da BLH no telão da Igreja (Essa bíblia jesuíta foi bolada para liquidar o Protestantismo e ninguém se dá conta disso!). Saí antes do final do culto. Mas como sou muito chata, deixei alguns artigos para o pastor psicólogo ler. Hoje ele esqueceu de falar em dízimo, um dos seus assuntos preferidos!

         Agora me lembrei de uma história antiga, que aconteceu num domingo, no início de 1994. Em vez de ir à IP do meu bairro, preferi assistir a um culto na Igreja de Nova Vida, que estava começando, a uma quadra de minha casa. Essa filial “macalisteriana” funcionava numa sala simples, ainda sem guarnição, à qual eu já havia doado uma bela toalha de renda para a mesa que servia de púlpito. Já havia estado ali e fora “ungida” com “óleo santo”, o que não me agradou, porque fiquei cheirando a azeite de oliva... logo eu... uma cosmetóloga! Naquele mesmo dia bolei um “óleo de unção”, auxiliada pelo curso de cosmetologia feito em Nova York, e logo depois mandei entregar um litro desse óleo ao pastor Levi, líder daquela igreja emergente no bairro. Esse “óleo” era realmente “santo”, pois continha nada menos de 9 finíssimas essências aromáticas, inclusive uma lavanda inglesa e uma rosa da “Aromatina-Bayer”.

         No domingo seguinte,  eu estava com um grave problema. Precisava pagar uma duplicata (na segunda feira) e, pela primeira vez, não tinha 500 dólares para efetuar o pagamento da mesma (nesse tempo tudo era calculado em dólar, pois nossa moeda era devorada pela inflação diária). No final do culto, o pastor veio me dizer que havia adorado o “óleo de unção” que eu lhe havia mandado (no meio da semana) e desejava comprar 10 litros para ele e para uma irmã, pastora da mesma denominação, em Copacabana...  Perguntou quanto custava e quando lhe dei o preço total (500 dólares), ele o achou excelente e me deu esse valor, antecipadamente,  em cheque. No dia seguinte, depositei o cheque e tirei dinheiro da minha conta particular, a fim de pagar a duplicata, enquanto o tal cheque era compensado.

         Agora eu pergunto: Será que Deus me deu esse dinheiro porque eu era dizimista? Resposta: Não! Ele mo deu porque eu sempre fui honesta com os fornecedores, com o governo e com os empregados, jamais sonegando os direitos de nenhum destes. Ele me deu esse dinheiro porque, depois de ter sido “ungida” com azeite de oliva, eu fiquei repugnada com aquela mediocridade neopentecostal e bolei um “óleo de unção” digno de uma Igreja do Senhor.

         Não acredito nessa baboseira de “unção”. Sei que sou ungida perenemente pelo Santo Espírito, porque deposito uma fé inabalável no Senhor Jesus Cristo, como grande Deus e Salvador; leio a Bíblia diariamente e procuro seguir os seus ensinamentos. Ela não me ordena a entregar o dízimo, na nova dispensação. Ela me ordena: “A ninguém devais coisa alguma (Romanos 13:8). Jesus é o VERBO encarnado e a Bíblia é JESUS encadernado. Nossa Bíblia é o Novo Testamento. O Velho é bom para dele se recolherem exemplos e se aprender mais sobre o povo judeu. Com os Profetas Menores podemos antever tudo que vai acontecer, quando o Senhor restaurar Israel e estiver reinando em Jerusalém. A Igreja é apenas um hiato na história divina. Nós, os gentios, só existimos para Deus em função de Israel. Somos apenas o jambuzeiro, enxertado na legítima oliveira. Não somos e nunca fomos o Israel de Deus. Isso é lorota agostiniana, engolida pelos protestantes que não pesquisam  a Bíblia. Vamos orar pela paz em Jerusalém!

         Devemos nos limitar ao que nos foi ensinado por Paulo e este jamais falou em dízimo... Ofertas, sim... E quanto mais pudermos dar, melhor para a Igreja e para nós mesmos! Para missões, para um novo  templo, quando o nosso já está apertado demais... Assim vale a pena fazer um sacrifício. Se cada crente desse 3% do que recebe, tudo bem. O pastor poderia receber um salário digno, o mestre de música, também. Pois, se 2/3 da Igreja se revoltam com esses 10%, garanto que a turma toda iria gostar de contribuir com 3%... Se não houvesse esse judaísmo importado da Igreja de Roma, cujo “dízimo” na Idade média chegava a 30%. Os pastores malaquianos só copiam o que não presta no Catolicismo e se afogam no Velho Testamento...      

         Hoje na PIBT mais um “dizimista abençoado” (que foi lá em cima) citou a 2 Coríntios 8:15 e 9:7, dizendo que ali Paulo estava exigindo a entrega do dízimo! Fiquei com pena desse irmão simplório, que confunde os ensinamentos da Bíblia com os da igreja organizada... Pois, enquanto persistir essa nova mania de mandar irmãos à frente, dizendo que são abençoados porque entregam o dízimo, vou escrever sempre contra isso. Não entrego o dízimo porque estudei o assunto na Bíblia e vi que este não consta da doutrina do Novo Testamento. Dou ofertas, quando o meu coração pede, e Deus tem-me abençoado até demais...

         Graças a Deus... porque meus simplórios irmãos gostam de se exibir na igreja, falando que são dizimistas fiéis, e por isso tenho sempre um bom assunto!

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Maio 2005.

13. - CEDAE, igreja e pesadelo

 

         Têm sido muitos os problemas que a firma compradora da nossa, e inquilina dos três imóveis (1994) nos deixou, desde 1998. Além de termos ficado (minha filha Rose e eu) impedidas de alugar ou vender os imóveis, porque o tal proprietário estivera fabricando medicamentos sem licença e os prédios foram lacrados pela ANVISA, agora tivemos a infeliz idéia de permitir que a Prefeitura de Caxias ali se instalasse para fazer reparos e inaugurar uma escola municipal, mediante a assinatura de um contrato de aluguel.

         Depois de 4 meses, exigindo mil e um documentos (e até hoje não tendo assinado o contrato de aluguel, mesmo com a escola funcionando desde 21/03), agora a Prefeitura descobriu um débito de quase 4.200 Reais do antigo inquilino com a CEDAE, dívida essa que precisamos pagar, imediatamente, sem o que não teremos a menor possibilidade de receber o contrato assinado, nem o valor desse aluguel. Isso me deixou consumida de preocupação e hoje, pela imensa graça e misericórdia divina, iremos tentar resolver esse problema.

        Algum pastor malaquiano iria logo dizer que isso “é castigo de Deus, porque não entrego e ainda faço guerra contra o dízimo”. Contudo, jamais deixei de pagar qualquer dívida, em toda a minha vida, conforme Paulo nos ordena em Romanos 13:7: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”  Prefiro obedecer ao que ele diz em Gálatas 5:1:  “ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão do que obedecer a reivindicação desses pastores ambiciosos e, portanto,  minha consciência está em paz.

         Ontem Dudinho (meu filho espiritual) e eu fomos assistir a um culto em certa igreja batista, onde iria pregar um estrategista de missões nacionais. O culto foi normal, com um coral não tão afinado como o da nossa PIBT, mas, pelo menos, cantando hinos clássicos. Achei estranho que as muitas sacolinhas de veludo vermelho não estivessem circulando entre os presentes, mas o pastor da igreja explicou que todos deveriam dirigir-se ao gazofilácio, pois aquele era um dia especial.

         O que me deixou triste foram os corinhos apresentados no telão e cantados, entusiasticamente, pelo pastor e os fiéis. No primeiro, havia a expressão “investe em mim”, que me deixou alarmada. Ora, o Senhor Jesus Cristo já “investiu” na cruz Sua vida preciosa para nos salvar... Será que Ele ainda deveria “investir” mais alguma coisa?  Na 2 Pedro 1:3 lemos que Deus já  “... nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude...”

         Em outro corinho ouvia-se uma cobrança quase judicial ao Senhor: “Restitui ... o que é meu...”, como se Ele fosse uma espécie de Ali Babá. Fiquei pensando: “Se Deus é um Ali Babá (de milhões) e nós somos os ladrões (quando não entregamos o dízimo), então Ele é digno de Sua "quadrilha", conforme deixa subentendido o compositor desse corinho e a cobrança pastoral do dízimo aos membros inadimplentes, como eu”. Graças a Deus estamos no Novo e não mais no Antigo Testamento; portanto, Malaquias... já era!

         O pregador do culto começou a falar. Fiquei logo “com uma pulga atrás da orelha”, pois o dito estava usando a NVI. E como “um abismo chama outro abismo”, ele falou que as pessoas deveriam ser evangelizadas para que pudessem seguir “um” caminho. Fiquei pensando: “será que existe mais de um caminho? Eu pensava que Jesus era o único, segundo João 14:6”. Mais tarde, citando João 4:32, o pregador leu “outra comida” em vez de “uma comida”, o que deixou esta “bereana” muito preocupada. Isso para não mencionar os erros de Português, como o abuso de “podermos fazermos” e outros sacrilégios contra o vernáculo. Na hora em que fui cumprimentá-lo e ele confirmou o uso da NVI, falei: “Por favor, não use mais essa bíblia pois ele é herética”. Ele apenas contemporizou e deve ter pensado: “Essa velhinha é maluca!” Sugeri ao pastor dessa IB (que sempre usa a BLH) que seja mais cuidadoso com as “bíblias” ali usadas...

         Depois do culto, Dudinho e eu fomos almoçar no restaurante “Gamela”, um dos melhores da cidade. Viemos para casa e, a partir das 14 hs,  ficamos colados (até às 19 hs) no computador, revisando o livro de um irmão de SP, sobre a Idolatria Romana. Nossa intenção era ir à igreja mais ceifeira da cidade,  aquela onde "eu sou o diabo", mas estávamos tão cansados que ficamos em casa. Será que pecamos por esse trabalho no domingo? Claro que não! Estávamos trabalhando na obra do Senhor e ainda sem ganhar um centavo! Por outro lado, os pastores trabalham aos domingos e ainda recebem um bom salário.

          Leiam Lucas 6:2-5.

         Dormi bem, como sempre, mas acordei às 6,30 hs com um pesadelo horrível! Foi com oo pastor da nossa PIBT contemplando, aqui em casa, minha filha Margarete (47) morta, dentro de um caixão todo de vidro. O detalhe que me chamou mais a atenção nesse pesadelo foi que ela continuava linda, mesmo depois de morta, porém tinha a boca aberta, como se tivesse morrido tentando respirar. Senti uma angústia tremenda e depressa orei por ela. Não conseguindo me acalmar totalmente, liguei o som com a  música clássica que me havia embalado o sono, durante as sete horas precedentes.

         Mais tarde pretendo ligar para a Alemanha, ir à CEDAE e depois Dudinho e eu iremos copiar umas apostilas e almoçar no Oswaldo. Espero ter um dia tranqüilo, na graça e na paz do Senhor, pois as Suas misericórdias se renovam diariamente na vida de todos nós, seus filhos, através de Cristo (João 1:12).

         (Lamentações 3:22): “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”.

 

Mary Schultze, 25/07/ 2005

 

PS 26/07 - A Prefeitura nos procurou na CEDAE, ao saber que íamos pedir para a água ser desligada, e sua intermediária (a Secretária de Educação) disse que a dita vai assumir o débito, e nos propôs comprar o imóvel, após desapropriá-lo. Isso está me cheirando a maquinação para nos tirarem um imóvel, para cuja construção meu marido e eu trabalhamos arduamente por mais de 20 anos. Mas fico tranqüila, pois o meu ADVOGADO Jesus Cristo já foi contratado e Ele nunca perdeu  uma causa!

14. - O Novo Deus da União Européia

 

        O Deus da maior parte da Europa era o Senhor Jesus Cristo, depois da Reforma Protestante liderada por Lutero, até o século 19, quando os críticos da Bíblia começaram a desacreditar a infalibilidade da Palavra de Deus e a nefasta Teoria da Evolução entrou nas escolas e nos lares europeus. Depois que os pastores anglicanos incrédulos, - Westcott e Hort - organizaram o seu espúrio Novo Testamento Grego, o Evangelho de Cristo começou a ser barateado.

         O “Deus” da União Européia é agora um deus panenteísta, mistura do Deus bíblico com o “deus” hinduísta e o “deus” romano, ou melhor, alemão, pois agora o “deus” romano é um alemão da Bavária, que se chama Ratzinger - Bento XVI.

         Sempre que estou passando algumas semanas na Alemanha, tenho observado que ninguém mais crê na Divindade do Senhor Jesus Cristo, nem mesmo os pastores. Ora, um Cristianismo que não crê na sua doutrina fundamental é uma religião morta, igualando-se ao Hinduísmo, com os seus 330 milhões de deuses, ou ao Islamismo, com o seu profeta caótico e sanguinário, o qual mandou matar todos os dissidentes em nome do deus Alá, ou melhor, do deus LUA, o único que sobrou do expurgo dos  deuses feito por Maomé, no século 7. Notem que a bandeira do Islamismo é uma meia lua.

         A Alemanha vai mal, como todos os paises “protestantes” da União Européia. Não é somente o problema econômico, pois a Alemanha e a Inglaterra estão empobrecendo rapidamente, uma vez que,  segundo o Dr. Ian Paisley (membro do Parlamento Europeu), são os dois países que pagam as contas da UE, por terem cometido o “crime” de se tornarem  líderes na Reforma Protestante do século XVI. Vi uma notícia na mídia que a Alemanha foi quem pagou as despesas colossais dos funerais faraônicos do Papa JP2, embora o Vaticano esteja alegando falência, por causa dessa despesa... (???)

         Vejamos como está se comportando a sociedade alemã, segundo nos conta uma cidadã brasileira que ali reside há seis anos:

         “A sociedade alemã, na atual situação econômica, está mentalmente enferma. O medo do desemprego, as pressões sofridas no trabalho (por quem ainda tem trabalho, como eu), a perda do poder aquisitivo, a perda das garantias sociais e governamentais, a falta de perspectivas para os jovens, tudo isso tem contribuído para tornar esta sociedade mentalmente enferma. Os casos de depressão e suicídio têm aumentado assustadoramente, com quase todos os cidadãos apresentando doenças psicossomáticas, em razão do estresse, e demonstrando uma agressividade doentia. A quantidade de votos conseguida pelo Partido Neonazista foi assombrosa. Mesmo as pessoas normais, que não concordam com  os radicais de direita, estão dando votos a esse partido [exatamente como no tempo de Hitler, no final dos anos 1930] como uma forma de protestar contra os poderes estabelecidos”.

         A Alemanha e a Inglaterra, bem como todos os países que antes eram protestantes, estão agora enquadrados na 2 Pedro 2:21-22: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama”.

         Algumas pessoas com quem conversei, na última viagem àquele país,  se diziam católicas ou protestantes, mas, ao mesmo tempo, pertenciam à Nova Era, numa espécie de Panenteísmo, que é exatamente a mistura do Cristianismo com o Panteísmo hinduísta.

         A comida alemã é boa, as roupas são lindas, os perfumes são fantásticos, as ruas são limpas, os mercados têm tudo que se deseja comprar... Mas as igrejas estão sempre fachadas. Os espíritos estão engajados na “operação do erro”, da qual nos fala Paulo na 2 Tessalonicenses 2:7-12: “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira. Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”.

         Por não ter crido nem aceitado o Senhor Jesus Cristo, como o Divino Messias prometido nas profecias, é que Israel foi destruído e por dois mil anos tem amargado um sofrimento mundial do tipo mais terrível, com o seu povo rechaçado e escarnecido no mundo inteiro, com os ditadores tentando eliminá-lo em vários países, através de inquisições e holocaustos contínuos, dos quais o pior foi o Holocausto de Hitler.

         Não pensem os alemães que o novo papa, por ser alemão, vai poupar a nação de uma perseguição violenta, em forma de arrocho econômico, de desmoralização da religião protestante, e de outros tipos de perseguição contra os dissidentes de Roma. Ele tem lábios de mel e coração de fel...

         Antes de ser alemão, esse papa é católico romano e tem um espírito de inquisidor, tudo fazendo para liquidar os “hereges”. A  Alemanha, mesmo tendo apostatado há muito do seu Cristianismo Bíblico, continua sendo uma nação odiada pela hierarquia romana. O Vaticano sempre cobra as dívidas contra ele por um valor centuplicado e a Alemanha que se cuide, pois aí vem desgraça sobre esse país que outrora foi tão próspero e agora está tão decadente!

         Deus Pai não tem por inocente quem despreza o Seu Filho Jesus Cristo, equiparando-O a Buda, Maomé, Confúcio e outros  mestres pagãos. JESUS CRISTO É DEUS e ai de quem não crê nesta verdade! Ele disse aos judeus, em João 8:58: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, EU SOU”... ”... se não crerdes que EU SOU, morrereis em vossos pecados” (João 8:24). *********************************************************

 

 

Abril 2005.

 

 

 

 

 

 

 

15. - Madruga, Noturno e Falabella

 

         Acordei antes das 5 horas da manhã e vim para a Internet, pois meu Outlook, que apelidei de “Madruga”, só funciona de madrugada e por isso durmo cedo e acordo cedo, visto como o dito gosta de descansar durante o dia e a noite, para dar serviço apenas entre 3 e 6 horas da manhã. A vantagem dessa greve “outlookiana” é que a conta do telefone fica mais barata, embora eu jamais tenha aprendido a ser econômica, mesmo depois que fiquei pobre.

         Havia poucas mensagens na caixa, mas uma era muito especial. Vinha de um novo amigo e irmão na fé, cujo site tem o nome de “Noturno”. Ele é culto, inteligente, bíblico, escreve bem demais e me apaixonei pelo seu jeito de ser. Acho que é jovem, pela maneira de escrever, e já me candidatei a ser sua “Mamie”, ou talvez até “0ma”, dependendo dele ter mais ... ou menos de 30 anos.

         Depois de ler e responder os e-mails, tomei o meu “breakfast”, o qual consta simplesmente de uma caneca de chá preto com suco de caju e açúcar. Fiz minha oração matinal, liguei o som e escutei 10 capítulos do Evangelho de João, enquanto passava umas peças de roupa. Passo a semana inteira quase trabalhando somente para o Senhor e no domingo passo roupa, cozinho e arrumo a cozinha, invertendo a Lei de Moisés e do Papa, ou seja, não guardo o sábado e muito menos o domingo.

         Fui à nossa PIBT, cantei aqueles hinos maravilhosos do “Cantor Cristão”, escutei uma pregação sobre Atos 16, falando da conversão do carcereiro de Filipos, e “descobri” que não sou convertida, pois o pastor disse que “uma pessoa convertida nunca fala mal dos outros, não trata mal as pessoas, é generosa com todos, ajuda os vizinhos que precisam de ajuda, enfim, é uma pessoa santa”, coisa que estou longe de ser. Fiquei deveras preocupada, li depressa um capítulo de Gálatas (quando ele terminou a pregação), e fiquei mais tranqüila...

         Os rabinos judeus exigiam obediência a 613 mandamentos, quando a Lei de Moisés era de 10, os quais eles desdobraram, a fim de massacrar os seguidores da Lei.  Jesus os resumiu em apenas dois, dirigindo-se aos rabinos judeus, e Paulo resumiu tudo em apenas um: “...Toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Gálatas 5:14). E o pior é que nem esse único eu sou capaz de obedecer. Ach Du, Mein Gott! Estou em maus lençóis!!!

         Depois da Santa Ceia, onde pedi mil perdões ao Senhor, por ser tão indigna de recebê-la, e quando terminou  o culto, fui comprar um frango assado para comer com uma salada de papaia, tomate e maçã gala. Na volta, comprei meia dúzia de Sukita, meu refrigerante predileto (criado pelo Schultze) e vinha andando na maior pressa, antegozando um almoço muito especial. Encontrei Jerry, um amigo (messiânico) que puxa de uma perna e adora me dizer galanteios. Quando me viu, gritou de longe: “Você está linda com esse cabelo curtinho, igualzinha à Débora Falabella!” Ri muito da generosa mentira, agradeci e vim almoçar.

         E foi então que, ao dar uma mordida violenta na segunda coxa do frango,  a Falabella desabou, pois fiquei sem poder falar direito, depois que minha prótese dental (de 4 dentes superiores) quebrou ao meio. Hoje à tarde eu pretendia assistir à palestra do João Santolin (criador do MOSES), (sobre homossexualismo), aqui pertinho de casa, no CPR... Mas “banguela”... nem pensar. Sou vaidosa demais para sair por aí dando mostras da minha decadência "ontológica". Fico em casa e aproveito para traduzir o resto do trabalho do Pr. Paulo (CPR) sobre o “namoro” da Aliança Batista Mundial com o Vaticano, no qual ele vai mandar o pau...

         Mesmo diante dessa tragédia dental não me abalei, pois adoro ficar sozinha em casa e vou prestar um bom serviço para honra e glória do Nome do Senhor, em defesa de Sua Santa Palavra! Romanos oito, vinte e oito!

        Quem se torna ecumênico (e a alta cúpula da Igreja Batista está indo nessa direção) deixa de crer na Divindade do Senhor Jesus Cristo, pois, se Ele disse que é “o caminho, e a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai senão por Ele” (João 14:6), quem pode se engajar no Ecumenismo sem O chamar de mentiroso e, ao mesmo tempo, chamar o Papa de "Sua Santidade"? ************Julho 2005.

 

 

16. - Mais bem-aventurado é dar...

 

         Vivo lidando com dois inimigos irreconciliáveis em minha vida diária - o fogão e o computador. Com o fogão costumo gastar cerca de duas horas diárias, enquanto com o seu rival - o computador - gasto umas oito horas, entre a Internet e o Word, respectivamente, recebendo e-mails e digitando traduções de artigos e  livros, de minha segunda língua - o Inglês.

Quem sai perdendo nessa lida diária é o fogão, não por ocupar somente 25% do meu tempo, mas porque eu sempre o esqueço, quando estou acoplada ao computador. As panelas deixadas no fogo vão queimando diariamente, dando-me prejuízos financeiros e estomacais, bem como alguns lucros ao “self-service” do Oswaldo, que, realmente é “Bom Demais”,  embora “Pequeno Demais”, porque está sempre lotado e com filas quilométricas de pessoas famintas, aguardando uma daquelas poucas mesas de refeição.  (Oswaldo vai ficando cada vez mais rico, a comida no seu recanto, cada vez melhor, e o espaço, cada vez menor...)

Ontem, por exemplo, deixei queimar uma panela de feijão manteiga e outra de “gulash” húngaro. Sentei no computador, dei uma olhada na Internet e logo respondi as mensagens que lá me aguardavam. Então passei para o Word e traduzi do Inglês 3 capítulos do Livro “A Proof Set in Stone”, do Dr. Peter Bluer. Só que, de repente, senti um cheiro horrível de queimado invadindo o ar. Pensei comigo mesma: “Esses vizinhos são realmente desastrados. Deixam panelas no fogo, as ditas queimam e eu fico com o meu apartamento completamente inundado desse cheiro infernal”. Levantei-me para respirar melhor e fui até a cozinha tomar um copo de puro suco de laranja, meu “lanche” preferido, pois detesto comer... O apartamento estava começando a ficar cheio de fumaça. Só então descobri que havia uma panela de feijão e outra de “gulash”  torrando no fogo, tão negras que não serviram mais para o uso. A temperatura devia estar beirando à do inferno. Olhei o cardápio do dia, que mais uma vez mudou de endereço, do fogão para a cesta de lixo, e pensei: Desse jeito vou à falência!!! Já não me basta pagar condomínio, plano de saúde, energia elétrica, telefone (com o acréscimo exorbitante da Internet), UOL, IPTUs, supermercado, Green Fruit, loja de xerox, açougue e tudo o mais que me deixa depenada ... e ainda ter de jogar comida no lixo?

Foi aí que tive uma idéia genial. Trouxe uma campainha de prata para a sala do computador e coloquei-a sobre a impressora. De vez em quando, entre um gemido e outro da minha fragílima Epson C-45 (preciso de alguém que me dê de presente uma HP funcional), lembrar-me-ei que tenho panela me aguardando no fogo e poderei correr para evitar que se queime. Bem, por hoje resolvi este problema, só que apareceu outro bem pior:

O Ratzinger foi eleito papa com o nome de Bento XVI e terei de pesquisar os 15 antecessores dele, nos três volumosos livros sobre os papas. Meu temperamento cearense é pior do que uma jamanta! Senhor, tem misericórdia! Como é que eu vou agüentar o Bentinho, até a chegada do Arrebatamento? É dose pra leão e não para cristão!

As contas de energia elétrica telefone, água, além de todos os inúmeros impostos, aumentaram demais e tudo isso por conta do Vaticano, dono de todas as multinacionais do planeta. Todos nós estamos nos tornando escravos do Vaticano, pois ele controla tudo... Na Alemanha, por exemplo, não se pode trocar 50 Euros, sem prestar contas de onde vêm, como foram ganhos e assim por diante. É uma legítima ditadura sócio-econômica-religiosa, que o Bento  16 vai continuar a exercer sobre nós e, pelo visto,  só temos duas opções: ser arrebatados ou então continuar a sofrer, sob o tacão do Bento alemão... Se o nome dele fosse inglês ele seria o “rat” = rato e “singer”= cantor, portanto o “rato cantor”.

O Dízimo nas igrejas evangélicas é 10%. Na Igreja de Roma ele ultrapassa os 60%, pois é a quanto montam os impostos/serviços que nos são cobrados pelos governos, todos eles submissos ao papado.

Paulo escreveu: Mais bem-aventurada coisa é dar  do  que receber... Porque Deus ama ao que dá com alegria”... Só que ninguém gosta de ser espoliado por esse protótipo alemão do Anticristo vindouro! ***************

 

Abril 2005.

 

17. - A barata torpedo

 

        Jonas Morais, meu amado irmão de Rio Real, Bahia, contou-me ao telefone uma história impressionante, que vou passar a vocês.

         Ele estava sentado diante da “deusa do lar” conhecida como TV, assistindo a um programa qualquer, quando, de repente, sentiu um terrível impacto, como se alguém lhe tivesse atirado uma pedra na cabeça. A dor foi aguda, Jonas levou a mão ao ouvido e notou que o mesmo estava sangrando. Correu para o hospital, gemendo e esfregando a orelha, e lá o médico descobriu, pela radiografia, que dentro do ouvido do Jonas havia uma enorme barata que, inexplicavelmente, tinha conseguido penetrar, num vôo de alta velocidade, provavelmente mal-vinda do quintal da casa.

         Depois de muita lavagem com jatos de água boricada, o médico conseguiu “esquartejar” o inseto, retirando os “membros” do mesmo, enquanto Jonas continuou sentindo dores insuportáveis, com muito sangramento. O problema perdurou durante muitos dias, mas agora, felizmente, meu amigo está novamente em forma.

         Essa barata torpedo me faz lembrar certas igrejas malaquianas, cujos pastores torpedeiam os ouvidos dos crentes com o espúrio evangelho  da fé/prosperidade, prometendo mundos e fundos a quem contribuir generosamente para as suas igrejas.

         Eles exigem o dízimo, usando Malaquias 3:6-10, como se ainda estivéssemos engatinhando no Velho Testamento, esquecendo o que Jesus falou em Lucas 16:16-a: “A lei e os profetas duraram até João...”.

         Só que eles não guardam o sábado, não deixam de comer carne de porco, não freqüentam as sinagogas (pois as suas igrejas já o são), e se a mulher de algum deles for apanhada em adultério, duvido que eles permitam que a mesma seja apedrejada. Copiam a lei do dízimo, que nem mesmo conhecem detalhadamente, mas o resto eles deixam de lado, principalmente as maldições proferidas por Deus contra Israel. Usam e abusam do Velho Testamento somente para escravizar os membros de suas igrejas, exigindo dízimos, ofertas e sacrifícios, esquecendo completamente o evangelho de Paulo, que é o nosso Evangelho, e usando dos evangelhos sinóticos (Mateus, por exemplo) tudo que Jesus falou exclusivamente para os judeus.

         O objetivo desses judaizantes é enriquecer bem depressa, até que um dia se instale mais uma CPI neste país, a fim de apurar o seu enriquecimento ilícito. Eles não são nem um pouco melhores do que os políticos corruptos que infestam o parlamento nacional. São até piores, pois estes são secularmente corruptos, enquanto os pastores malaquianos usam e abusam do Nome Santo do Senhor Jesus Cristo para locupletarem os seus bolsos, exatamente como o Vaticano vem fazendo, há dezesseis séculos. Eles não estão preocupados com o crescimento espiritual dos seus seguidores e procuram fanatizá-los, com o fito de lhes sugar  o sangue, agindo como vampiros espirituais.

         Antigamente eu me dedicava especialmente a combater a “santa madre”, mas depois de freqüentar algumas dessas igrejas malaquianas e de ouvir as baboseiras ali pregadas, descobri que a Igreja de Roma não é pior do que essas igrejas barulhentas, que são iniciadas em fundos de quintal e logo estão operando em templos magníficos, à custa do suor e do sangue dos seus incautos membros. Sua especialidade é invocar os demônios, com a desculpa de exorcizá-los, pois o Diabo é IBOPE certo na igreja, dando mais rendimento financeiro do que as ações da Petrobrás.

         Paulo nos alertou contra esse tipo de evangelho, na 2 Coríntios 11:3: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”.

         Amigos, leiam as epístolas de Paulo e vejam a diferença entre o que ele - o maior apóstolo de Cristo - pregou e o que esses malaquianos pregam hoje em dia. Leiam Gálatas 5:1: “ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”. Não se entreguem nas mãos desses malandros, pois eles depenam os bolsos e levam almas para o inferno.

         Crer no Senhor Jesus Cristo como o nosso grande Deus e Salvador, freqüentar uma igreja decente e levar uma vida reta diante de Deus e dos homens, é TUDO que Paulo prega aos crentes em Jesus e isso nos conduzirá ao reino de Deus, quer sejamos arrebatados ou morramos naturalmente, pois, como Paulo diz em Romanos 14:8: “...se vivemos, para o Senhor vivemos... somos do Senhor”.  Julho 2005.

 

 

18. - Aventura na Neve

 

Quando eu estava na Alemanha, em 2001, a recomendação mais enfática da Margarete era que eu não saísse de casa sozinha, enquanto estivesse nevando. As calçadas estavam escorregadias e, se eu caísse, provavelmente não iria aparecer cireneu algum para erguer-me e levar-me ao hospital. Além disso, o tal seguro de  saúde feito na Seguradora Suíça não estava sendo aceito na Alemanha, e se eu não tivesse dinheiro para pagar qualquer tratamento médico ou dentário, poderia morrer à míngua, pois os alemães são um povo muito egoísta.

         Um dia acordei, às 7 horas da manhã, com uma vontade enorme de dar um passeio. A neve caia silenciosamente e a temperatura era de 4 graus. Em algumas semanas de estada na Alemanha, eu já havia escrito umas 300 páginas ofício A-4, à mão, tendo traduzido um livrinho de 60 páginas, e escrito 12 artigos para “O Diário” e a “Folha Universal”. Já havia cozinhado e arrumado para a filha e os netos, já havia lido dois livros e no último final de semana, em Chemnitz, havia gasto 300 marcos em cosméticos, não somente para mim, mas também para os amigos. A verdade é que já estava cansada de ficar presa no apartamento e por isso resolvi ir às agências mais próximas do correio e do banco.

         Vesti calças de couro, duas blusas de lã e um casaco de couro. Cobri a cabeça com um cachecol de lã, calcei duas meias grossas, botas e luvas de couro, e saí pelas calçadas, andando toda desengonçada, em direção aos lugares planejados. Pelo visto, só me faltava naquele momento uma moto envenenada. O banco mais próximo ocupa uma esquina espaçosa e é muito moderno. As funcionárias não falam Inglês, mas apenas Alemão e Russo, que foi a segunda língua do país durante o regime comunista. Apenas 1% dos alemães da geração dos anos 40 até 80, que nasceu e se criou na parte oriental, fala Inglês. Já os da nova geração estudam inglês e francês, preparando-se para viver na União Européia.

         Sempre que eu ia trocar dólares, o interrogatório era tão severo que eu ficava totalmente embaraçada, quase me convencendo de estar sendo procurada pela Interpol. Isso porque os (inquisidores) jesuítas controlam o país em todos os sentidos, principalmente nos setores econômico e religioso. Quem pensa que a Alemanha ainda é um país protestante, está enganado. Agora é uma nação católica... bem jesuíta!

         A neve caia mansamente, cobrindo as calçadas, os pátios das casas e os parques, os quais pareciam um imenso tapete branco ensaboado. Andei bem devagar, com medo de dar um tombo. Passei pelo correio, passei pelo banco e resolvi andar mais algumas quadras, a fim de conhecer uma das igrejas luteranas da cidade, as quais são antiqüíssimas e mal conservadas, como tudo que se refere ao Cristianismo, nesta parte da Alemanha. Entrei numa lojinha e comprei uma caneca esmaltada de meio litro, que não consegui encontrar em Terê. O dono da loja foi uma das poucas pessoas simpáticas que encontrei no país e fiquei conversando com ele durante cerca de meia hora, ouvindo histórias da cidade.

         Ao voltar para casa, com os lábios e as mãos endurecidos, me perdi nas ruas tortas do bairro. Hesitei por alguns minutos e resolvi perguntar a um casal que havia parado o carro ali perto. O marido hesitou um momento e em seguida falou: “Ah,  é a rua do banco”. Em seguida fez uma porção de sinais em curva, o que me ajudou a localizar a tal rua e assim chegar em casa. Gastei uma hora e meia no passeio, voltei meio congelada, porém salva, Graças a Deus!!!

         Chegando em casa, preparei antecipadamente o jantar da família e arrumei o apartamento. O neto veio almoçar às 14 horas e em seguida pegou a bicicleta e  saiu para o trabalho que faz - dois dias por semana - numa cidadezinha chamada Gleissa. Ele ganha dez marcos por hora e no final do mês fatura mais do que um operário trabalhando 40 horas por semana, no Brasil.

         O trabalhador alemão é bem pago, mas tudo é tão caro e a dificuldade de quem não tem um bom emprego é uma realidade. O aluguel de um apartamento conjugado com uma cozinha minúscula, água e aquecimento incluídos, custa uns 800 marcos por mês. As frutas e verduras são caríssimas. O presunto e o queijo custam o mesmo preço do Brasil, mas o filé mignon chega a custar 50 marcos o quilo (o Marco se igualava ao Real). Ainda bem que não gosto de consumir carne vermelha e estava me alimentando de pão integral,  pão preto, queijos pastosos e frango. Água para beber, só mesmo a mineral com gás, e como eu já tomo a São Lourenço gasosa há muitos anos, não estranhei. A coca-cola e a cerveja sem álcool são inferiores às do Brasil, por causa da água salobra, mas os sucos de uva, maçã e tutti-frutti são uma delícia. Eu até poderia viver na Alemanha, se não tivesse outra opção. Mas o meu Brasil é muito melhor, mesmo com os políticos e suas “trambicagens”.

         Naquele dia, quando a filha chegou do trabalho, trazendo a neta da escola, foi logo pedindo uma refeição quente e, em seguida, como sempre acontece, agradeceu a Deus em alta voz pela minha presença e, em seguida, ligou a TV para assistir dois filmes, durante os quais ficou fazendo tricô. A TV alemã não é tão boa como a Globo. As cores são berrantes, as propagandas são rápidas demais, com péssimos efeitos especiais, e as vozes são forçadas, como se as garotas propaganda estivessem declamando uma poesia de Castro Alves. Alguns dias depois, fomos à Ópera, em Chemnitz, ver a opereta de Johans Strauss - Die Fledermaus (O Morcego) - uma das minhas favoritas.

Dos U$500 que eu trouxe (para os gastos da Mary Fútil) só me restavam U$100 intactos e quando acabasse esse dinheiro eu teria de entrar no VISA Internacional. A inflação alemã, naquele ano, era igual à do Brasil, mas o governo (como o nosso) ficava o tempo inteiro repetindo: “não há inflação” e o povo fazendo de conta que acreditava nele (como no Brasil). Os calçados são caríssimos. Um bom par de sapatos, tipo Dakota, que no Rio custava entre 50 e 70 reais, ali oscilava entre 150 e 250 marcos. Baratos, somente os produtos “Made in China” (como no Brasil). Consegui um lindo par de sandálias de “nobuque” azul marinho, numa liquidação, ao preço do RJ, e comprei para levar. Como tenho mania de roupas, aproveitei uma liquidação na C&A e comprei blusas de lã para mim e para a Rose.

Se eu quisesse, até poderia transferir minha aposentadoria e ir morar na Alemanha, com a filha mais velha e os netos, naquele tempo, mas as frutas, os legumes, as verduras e o sol brasileiro valem mais do que toda a tecnologia avançada desse rico país do primeiro mundo, de onde, brevemente, o 666 sairá para governar o planeta, a partir de Roma. Isso, provavelmente, até que ele transfira o seu governo para Jerusalém, onde se assentará no trono de Deus, exigindo adoração de todos os seus súditos. Por isso, vou aguardar o Arrebatamento aqui mesmo em Terê, uma cidade linda, de clima excelente, de povo bom e hospitaleiro, onde me sinto feliz e realizada em meu trabalho voluntário para o SENHOR. ****************************Julho, 2005.

 

19. - A Palhoça do Coelho 

 

         No sábado (17/02/2001),  Margarete, sua filha menor e eu  fomos até uma cidadezinha, além de Chemnitz  (Stollberg), onde ela trabalha como Veterinária, aos sábados, no departamento de pequenos animais (Kleintieren).

         Ao meio dia fomos almoçar num restaurante tipicamente alemão chamado “Hasebud”, cuja tradução seria “Palhoça do Coelho”.

A comida foi maravilhosa e quando saímos estava começando a nevar. A partir do dia 22/02, a neve iria engrossar, chegando a ter quase meio metro de altura no pátio do edifício e no parque em frente. A temperatura cairia até 11 graus negativos, no sábado 24/02. De manhã ela havia ficado em 4 graus negativos e durante o dia, com o sol brilhando, havia subido até 4 graus positivos. Tudo ficou alvíssimo, como se um gigantesco lençol cobrisse as cidades do país. Os pinheiros, os muros e os telhados haviam ficado todos cobertos de branco.  As ruas e estradas estavam escorregadias, o que deprimia as pessoas não habituadas com o inverno europeu. Em 02/03, a neve voltaria a cair e a temperatura  chegaria a ZERO!

Aquele sábado foi um tanto monótono para mim, pois enquanto a filha trabalhava, fiquei na cozinha da clínica,  em companhia da mãe do Dr. Ernst Richter, dono da casa. Para me agradar, o doutor me  emprestou dois CDs de música clássica e cigana e deu-me de presente uma Biografia de Jesus, em alemão. Infelizmente a velha Sra. Richter (sua mãe de 83 anos) é surda e esclerosada, o que dificultou o nosso diálogo. Ela perguntou pelo menos dez vezes quem era eu e o que estava fazendo ali, na cozinha dela, etc.

Quando  cansei daquele interrogatório causado pelo mal de Alzeimer, peguei um livrinho do Dr. Peter Ruckman - The Monarch of the Books (O Monarca dos Livros) - falando sobre os ataques que certos “eruditos cristãos” americanos têm feito à Versão Autorizada de 1611 - a Bíblia King James, desde o final do século XIX. Li todo o livro e quando concluí a leitura, o Dr. Richter, que havia nos levado para um passeio, depois do almoço no “Hasebud”, veio conversar um pouco comigo, no final do expediente de sua clínica. A parte melhor desse dia foi um passeio de carro que fizemos a algumas vilas e cidades próximas a Chemnitz. Um castelo do século XVI e uma jazida de mármore branco chamaram especialmente a minha atenção, por serem lugares tão ermos como aquelas cidades fantasmas dos filmes americanos do Far West.

À noite, já em casa,  Margarete e eu vimos dois filmes na TV. Observei  que, enquanto os filmes americanos pregam a violência física, as fitas alemãs pregam a violência psicológica (que país estranho!). Aquela foi a minha terceira estada na Alemanha, um país que me deixa deveras confusa, por ser muito contraditório. Por um lado, tem uma beleza exuberante de parques e pequenas florestas, com casas limpas, enfeitadas de plantas floridas nas sacadas e nos pequenos jardins que as rodeiam. Por outro lado, as pessoas são estranhamente caladas e mal humoradas com relação aos estrangeiros. Parece até que nos detestam!

Este é o país ideal para a implantação do governo cruel e totalitário do Anticristo. Durante o governo de sete anos desse iníquo, a violência psicológica será a principal arma usada contra os seus súditos. O computador já controla quase tudo na vida do cidadão, nesta União Européia, e os cultos “religiosos” já não são realizados nas frias e emboloradas igrejas luteranas das cidades, mas dentro das cálidas e luxuosas dependências dos fabulosos Shopping Centers. Pelo visto, os pastores que apascentam os alemães são os vendedores dos shoppings e o Deus deste país não é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. É o deus Mamom. Como o Senhor Jesus Cristo disse que não se pode servir a dois senhores, os alemães provavelmente optaram por servir ao deus Mamom.

Ach Du, Mein Gott! Que negro futuro aguarda esse povo!

A descrença num país, que foi o berço da Reforma Protestante, foi a maior vingança do Vaticano contra Lutero, o homem que desarraigou o Catolicismo Romano medieval da Europa do Norte. Roma torturava e empobrecia o povo europeu, desde o século X até aquele tempo. Hoje o Vaticano é tão rico que já não precisa se preocupar com dinheiro. Este cai em torrente contínua dentro dos seus cofres, pois a Igreja que ele usa para ludibriar os governantes e atrair a simpatia do mundo tem o domínio religioso, político e financeiro nos países do primeiro mundo, sem falar nos países do terceiro mundo, que sempre foram e continuarão sendo apenas míseras colônias do Vaticano, que ficou podre de rico!

Quando vi essa Alemanha escravizada aos bens materiais, paganizada e controlada pelo Vaticano, senti uma dor imensa e logo me preocupei com esse povo caindo nas mãos do Anticristo, o qual,  provavelmente, vai sair dali mesmo. O sucessor de Hitler vai governar o mundo, a partir de Roma (3 anos e meio), e, depois, de Jerusalém, quando tentará liquidar o povo de Deus para, no ato final da grande tragédia do Armagedom, ser destruído pelo sopro da boca do Cavaleiro do cavalo branco, de Apocalipse 19, o qual não deve ser confundido com o cavaleiro do cavalo branco do capítulo 6, o papa, que é um protótipo do Anticristo.

 

Julho, 2005.

 

 

20. - Conquista no Cemitério

 

No domingo (04/03/2001), fui com a filha e a neta Marion visitar uma família amiga que reside numa cidadezinha perto de Chemnitz (Alemanha). Rodamos de carro durante uma hora, em cerca de seis estradas diferentes, e, finalmente, chegamos ao destino, na hora combinada.

         Fomos recebidas com muita alegria por Andreas, Birgitt e Mandy (a filha do casal). Depois de termos tomado um chá de ervas e um café bem quente, degustando uma boa torta de nozes/chocolate, em animado papo (Inglês e Alemão), Andreas me convidou para navegar na Internet. Ficamos duas horas navegando através de alguns sites que expõem meus trabalhos e, em seguida, procuramos os sites que exibem as belezas do Rio de Janeiro. O que mais encantou aquela família alemã foram as fotos do Corcovado, Pão de Açúcar e Dedo de Deus.  Recém chegada de uma viagem aos Estados Unidos, incluindo Nova Iorque, onde ficou vários dias, a família do Andreas já se preparava para vir conhecer o Brasil - em julho daquele ano - o que de fato aconteceu (O casal e a filha me visitaram aqui em Terê).

Depois de quase quatro horas de visita,  minha filha, a neta e eu nos despedimos e algumas fotos foram tiradas no pátio do condomínio onde moram esses amigos. A neve cobria todos os recantos e os pinheiros lembravam uma noite de natal. Na ida, eu havia me sentido meio deprimida, por estar viajando tanto tempo naquelas estradas que cortam os campos cobertos com um espesso tapete  branco. Não gosto da neve... O que me consolava era a esperança de uma boa recepção, a qual  realmente aconteceu, e também a certeza de que, ao chegar de volta à casa da filha, haveria uma sala carpetada com uma temperatura média de 20 graus, uma boa sopa quente e um filme na TV, cujo título seria “Volcano”. No Rio de Janeiro costumo assistir no máximo um filme por semana, enquanto na Alemanha eu assistia dois por dia, a fim de descansar das tarefas domésticas, da leitura diária de 100 páginas em Inglês e também para compensar a falta do meu “marido”, o computador. Depois do filme, orava, escutava uma hora de Bíblia FIEL na voz do Cid Moreira e depois dormia um sono reparador.

Na tarde do dia seguinte, minha filha e eu fomos fazer compras num supermercado, a fim de reabastecer a geladeira. O que o neto adolescente come em um só dia equivale ao que eu como em uma semana. É comum nos países ricos as pessoas ingerirem excesso de carboidratos, proteínas, molhos, maioneses e refrigerantes, sem falar nos queijos, frios e tortas de nozes e chocolate, que ali são consumidos, como no Brasil se consomem arroz e feijão. Por isso os habitantes dos países ricos são obesos e se tornam escravos das academias de ginástica, a fim de queimar o excesso de gordura. Ora, quem come apenas o essencial e sabe escolher os alimentos não precisa se preocupar com o peso. As academias de ginástica enriquecem à custa do pecado da gula. E como “o salário do pecado é a morte”, as pessoas morrem cedo por excesso de comida, tanto que, após a II Guerra Mundial, quando não havia muita comida disponível,  o número de enfartes quase chegou a zero, conforme o Schultze me contava.

        Consumista, como todo brasileiro quando faz turismo no exterior, eu já havia comprado muitas utilidades domésticas de pequeno porte, cremes de beleza e perfumes para trazer aos amigos e irmãos na fé. As lojas alemãs são uma tentação, exibindo tantas novidades e coisas bonitas que não dá para resistir...

         O apartamento onde a filha morava fica a vinte minutos a pé do centro de Linbach Oberfrohna e a 20 quilômetros do centro de Chemnitz, a cidade de Karl Marx. Logo após minha chegada, “apaixonei-me” pelo grande parque situado em frente ao edifício onde ela morava. Apesar das árvores desfolhadas e enegrecidas pelo inverno, o parque é amplo e antes da chegada da neve - entre 15 e 22/02/01 - havia canteiros repletos de flores coloridas. Quando a neve começou a cair, ininterruptamente, o parque ficou todo branco, da copa das árvores até o chão, lembrando as casas mal assombradas que se vêem nos filmes de terror. Às vezes eu acordava de madrugada e ficava observando a neve cair, silenciosamente, sobre aquela paisagem melancólica. Tinha a impressão de ver mil fantasmas dançando a “Dança Macabra” de Saint Sans. Depois de duas semanas de nevada, quando voltávamos das compras do supermercado, contemplei o parque e, pela primeira vez, comentei com a filha: “Esse parque, assim todo coberto de neve, me lembra a morte!” A filha deu uma risada marota e respondeu: “Ora, mãe, será que você ainda não havia percebido que esse parque é o cemitério central da cidade?” 

         Diante dessa resposta,  só não me benzi com o sinal da cruz porque já não sou católica, pela imensa graça e misericórdia de Deus!

         Quando a neve sumiu, resolvi ir ao “parque da morte” para ver de perto os canteiros de flores. Diante de um deles, observei um velho (lindo) orando consternado. Pensei em abordá-lo e, como sou muito ousada, mal pensei melhor o fiz. Como não sabia lamentar a provável morte da esposa dele, caí na besteira de indagar em Alemão: “Sprechen Sie English?” (O Sr. fala Inglês?) O velho me olhou furibundo e respondeu num berro: “Neeeeeeh...........” Eu havia esquecido que os habitantes do lado oriental têm um ódio mortal aos americanos do norte e, na certa, fui confundida com um destes.

         Mais tarde, minha filha ficou o tempo inteiro me gozando: “Aí, hem mãe?  Foi conquistar um velho dentro do cemitério e se deu mal!!!**************

Julho 2005.

 

21. - Natal, Ruy Barbosa e eu...

 

         Ontem foi comemorada a Noite de Natal no mundo inteiro, principalmente no Ocidente, e os shoppings ficaram lotados de pessoas que desejavam comprar presentes para os amigos e familiares. Limpei o apartamento e saí três vezes, para fazer compras caseiras e almocei fora. Levei presentes para duas amigas, comprei uma garrafa de vinho verde de Portugal e vim para o computador, onde havia 40 mensagens à espera de resposta. Fiz um assado para o jantar (não tomo ceia) e, de repente, já era noite. Meu dia havia terminado e, fora as goteiras que apareceram em meu quarto (em cima da cama), por causa do excesso de chuvas nos últimos dias, posso dizer que tive um Natal muito tranqüilo e a meu gosto. Dormi num colchonete no chão da sala. Louvado seja Deus!

         (Como sei que o Natal é uma festa profana, com cara de religiosa, e que Jesus não nasceu em dezembro, mas provavelmente em abril, vou esquecer o lado religioso da questão).

         Antigamente nossas noites de Natal eram gloriosas. Meu marido levava essa festa muito a sério e se vestia de Papai Noel, primeiro para a nossa filha mais velha, depois para a filha mais nova e os dois netos, que chegaram antes dele falecer. Ganhávamos tantos presentes que não havia lugar para os guardar. O Schultze era muito generoso e não economizava, atendendo todos os nossos pedidos. Minha irmã Rosa vinha de São Paulo, carregada de presentes, e ficava uns dias conosco. A família do meu genro, que adorava comidas especiais, chegava trazendo vários pratos natalinos e tomávamos vinho alemão (Liebfraumilch), moderadamente. Tudo era lindo demais e esse era único dia em que meu marido (um luterano liberal) lia a Bíblia com a maior circunspeção.  Nosso Natal era maravilhoso. Ele perdurou de 1961 (quando nossa casa ficou pronta) até 1981, pois o Schultze faleceu em agosto de 1982.

Depois que ele partiu, meu genro se encarregou de representar o Papai Noel, mas ninguém poderia substituir o Schultze, que era o ator perfeito para esse papel. Esse Natal improvisado durou poucos anos, pois os pais do meu genro faleceram, ele e minha filha deixaram a Baixada Fluminense (onde tínhamos a empresa H. Schultze Ltda.) e vieram morar numa fazendinha em Teresópolis. Rosa foi morar no Ceará e depois faleceu, em conseqüência de uma lipoaspiração. A partir de então fiz um definitivo ponto final na comemoração natalina. Hoje passo o Natal sozinha, acompanhada das boas lembranças de antigamente e só não entro em depressão porque leio um bom livro, vejo um pouco de TV e “converso” com meus amigos virtuais.

         A filha mais nova veio algumas vezes com o marido e fiz uma ceia para eles. Este ano ela fez outro programa e me abandonou, mas não fiquei triste porque gosto de ficar sozinha com minhas recordações dos bons tempos em que o Schultze transformava o nosso Natal na noite mais linda do ano. Fui convidada por umas pessoas da igreja, mas não aceitei o convite, pois são pessoas simples demais e uma delas até me acusa de “falar difícil”, portanto não quis incomodá-las com a minha presença, mesmo porque prefiro ficar sozinha. Agora me lembrei de uma história que se conta sobre Ruy Barbosa, o brasileiro que melhor sabia “falar difícil”. Esta estória me foi enviada, via e-mail,  por um padre católico.

“Diz a lenda que Ruy Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.  Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

Diante de tanto palavreado difícil,  o ladrão, confuso, indagou: - Doutor, isso quer dizer que eu levo ou deixo os patos?”

Imaginem vocês se eu falasse como o Ruy... Já teria sido excluída da PIBT, há muito tempo,  e o pastor iria gostar ainda menos... de mim! *************

 

25/12/04

 

 

 

22. - As peruas do casamento  

         Ontem (16/07/05) aconteceu o casamento do Mário Sérgio (32) com a Mariane (21). Mário é formado em Comunicação, foi locutor da Rádio Teresópolis e da Rádio Aleluia (RJ), por muitos anos, é um jornalista conceituado na cidade, é bonito, inteligente, culto (fala 4 idiomas e é erudito em Bíblia); portanto, a cidade inteira o conhece e admira e todos os VIPS teresopolitanos compareceram ao culto.  Mariane é jovem, pertence a uma família de empresários  no ramo de hortigranjeiros, uma garota muito preciosa pela sua capacidade de trabalho e pela meiguice. Mário e Mariane formam um casal encantador e a família lhes proporcionou um casamento cinematográfico.

         Havia muitos pares de padrinhos para cada noivo e fui uma das “vítimas”. A igreja estava toda enfeitada e até as cadeiras foram vestidas de branco, muitas flores na decoração e uma passadeira vermelha, o que iria agradar até o Luciano Pavarotti, o qual sempre exige passadeiras vermelhas, quando desembarca do avião, em qualquer cidade...

         A noiva usava um modelo branco bordado com “pérolas” e “diamantes” e as damas estavam à mesma altura, com vestidos de cetim cravejados de pedrarias.

         Agora vamos falar das peruas. A mãe da noiva usava um modelo roxo batata, cravejado de pedrarias, mas poucas jóias. A mãe do noivo estava discretamente vestida de azul turquesa e os homens (pais e padrinhos) usavam terno preto, gravata e lenço prateados.

         As peruas-madrinhas esnobavam modelitos (alguns deles espalhafatosos) e houve uma que estava vestida com um modelo rosa choque, cravejado de pedrarias brancas e vermelhas e... pasmem - uma estola branca, a qual, se não me engano, era uma legítima raposa.  As peruas eram tantas e o brilho era tanto que fiquei com os olhos mais ressecados do que eles ficam após 6 horas seguidas diante do computador... E dor de cabeça, incômodo raro em mim!

         As peruas mais discretas foram: Silvana (esposa do Pr. Paulo), que usava um modelo marrom claro, com algumas aplicações de pedras da mesma cor, um colar dourado bem discreto, e maquilagem do dia a dia. Mesmo assim, era a mais bela da festa. A segunda mais discreta era Marina, com um modelo de veludo vinho, poucas jóias e muita insegurança, rivalizando comigo nesse ponto. Finalmente eu, com uma saia longa de crepe preto, uma blusa de malha de lã cinza escuro, com golas e punhos de pêlos sintéticos, em cinza e preto, combinando com a saia (um modelito alemão usado na ópera de Chemnitz), sapatos e bolsa de cetim. Esnobei mesmo foi nas jóias: 3 fios de pérolas de Mayorca (comprados em Madri), brincos de pérolas legítimas em ouro branco, 3 anéis e uma meia aliança de ouro branco e brilhantes... nada mais! (Nada alugado, como certas peruas fizeram).

         Detesto me aprontar para ser vista e estive deprimida por vários dias, em razão  desse casamento. Combinei com o meu par (um jovem com idade de ser meu neto) para sermos os últimos da fila, vindo logo depois do Pr. Paulo e da Silvânia, achando que iríamos ficar ao fundo do palco e ninguém iria nos enxergar, principalmente o câmera, que estava filmando tudo. Ledo engano, pois acabamos ficando na primeira fila, bem à vista da curiosa platéia, a qual examinava os noivos e os padrinhos, com olhos ávidos de comentários para o dia seguinte.

         A cerimônia foi linda! Havia três pastores oficializando-a, inclusive o Pr. Paulo. O sermão (do pastor da PIBT) foi muito comovente, apenas com um senão: foi lido, coisa que ele não costuma fazer.

         Depois da cerimônia, uma lauta ceia, por conta do tio da noiva (empresário no ramo de alimentos), foi oferecida no Clube Ingá ... Só que preferi vir para casa, pois não gosto de festas, principalmente quando há muita comida. Entrei em casa, tirei as roupas de festa, tomei uma caneca de chocolate quente, ouvi minha hora de Bíblia na voz do Cid Moreira e dormi como um anjo, agora sem a preocupação de me apresentar engalanada para ser vista por tanta gente, que lotava a igreja e as dependências externas  da mesma.

         Que os noivos sejam muitos felizes, por longos anos, e que eu nunca mais seja convidada para ser madrinha de casamento algum, pois fiquei realmente exausta! Quem vai adorar esta fofoca é Margarete, a filha alemã, que foi ao  casamento de minha neta Lu (esta usando um autêntico modelo parisiense), no Fórum de Chemnitz, usando uma calça jeans e tendo até me aconselhado a fazer o mesmo, aqui em Terê. ****************************************

Julho 2005.         

 

23. - Excentricidade, caninofilia e bibliofilia

 

        Na semana passada, em minhas andanças pela cidade, encontrei nada menos de seis mulheres muito interessantes: duas excêntricas, duas “caninófilas” e duas “bibliófilas”.

         Com as duas surrealistas dei de cara, pela segunda vez, no consultório do dentista. Eram mãe e filha, trajadas do mesmo modo excêntrico: calças jeans coladíssimas, manchadas e cheias de buracos; longos cabelos louros, de um platinado quase branco,  e blusas de seda (caríssimas) enfeitadas de miçanga coloridas, ambas parecendo duas vitrinas ambulantes,  sem falar nos sapatos de saltos altíssimos, com bicos tão finos que mais pareciam agulhas.

         Como sentaram ao meu lado, fiquei escutando a conversa entre as duas e difícil era distinguir a mãe da filha, a não ser que se observasse a espessa maquilagem usada pela mais velha. O assunto era: cartão de crédito, limite no cheque, butique, sapataria, sessão espírita, cristais varowsky e por aí a fora. Tentei falar de moda e beleza com as duas, para depois entrar no assunto Jesus Cristo... Fui barrada na segunda metade do assunto, quando elas me olharam assombradas, como se eu fosse uma ET. Graças a Deus foram chamadas pelo dentista e fiquei conversando com um jovem, o qual, tendo escutado o papo das duas e um pouco do que falei, começou a me fazer perguntas interessantes sobre os árabes e os judeus, visto como é casado com uma judia.

         Como eu era a última da fila, ele foi chamado antes de mim e, quando ia saindo, me surpreendeu com um “até logo, senhora, adorei sua conversa”. Quando entrei na sala, o dentista, que é meu amigo e síndico do prédio onde moro, falou: “Mary, esse cliente que saiu agora disse que adorou sua conversa, pois  você é uma pessoa inteligente e muito culta, etc”. Só não pedi o endereço  dele para me comunicar e falar do Messias de Israel, porque tive medo de receber um “não” do dentista. Mas vou tentar, na próxima consulta... Ora, se vou... Romanos oito, vinte e oito!

         As duas “caninófilas” (que encontrei em dias separados no self-service do Oswaldo) me deixaram perplexa: uma (com o sonoro nome de Genebalda) falava do cachorro, como se este fosse o seu “deus”. Contou-me que viera à cidade, a fim de comprar um medicamento para o seu cão, que estava doente. Esse cão, dizia ela, havia salvado a vida de sua filha e era a sua “razão de viver”. Disse que se desmanchava em mimos com o seu "petty", como se fosse o neto mais amado. Como não fiz comentário algum, ela me perguntou: “Você não gosta de cachorros?” Respondi que Deus nos ensina em Sua Palavra que os animais foram feitos para o serviço do homem e não o homem para o serviço dos animais. Por isso eu prefiro ficar longe dos cachorros, pois não preciso deles e nem tenho jeito para cuidar de bicho nenhum. Acrescentei que fui liberada dessa tarefa, quando formei uma filha em Veterinária e ela vive cuidando de animais. Passei todo o tempo do almoço escutando louvores ao seu cachorro...

         A outra “caninófila” é uma professora de Inglês, que está muito preocupada com a maneira do seu cãozinho reagir ao fato dela se ausentar diariamente para dar aulas. Disse que vai procurar um psicanalista de cães, a fim de evitar que o bichinho entre em grave depressão e ela se sinta mais culpada ainda... Fiquei pensando que a única vez em que me senti solitária na vida (há quase 30 anos, quando a filha mais velha - que era única - saiu de casa para estudar numa universidade), adotei um bebê. A essa menina dei tudo que se pode dar a uma filha, embora ela tenha me retribuído com algumas lágrimas de sofrimento, por não ter aprendido todas as boas lições de vida cristã que lhe ensinei... Mesmo assim, em vez de adotar um cachorro é bem mais aconselhável adotar uma criança...

         As duas “bibliófilas” são deveras interessantes e encontrei-as em dias diferentes. São ambas fundamentalistas bíblicas, como eu, sendo uma congregacional e a outra, presbiteriana. Falamos muito sobre a Bíblia. Lamentamos a decadência dos cultos evangélicos, os corinhos de quinta categoria e os “sermões” repletos de mensagens antropocêntricas. Falamos do nosso amor pela literalidade da Palavra e do nosso empenho de nos embasarmos no Novo Testamento, pois, como disse Jesus: “A lei e os profetas duraram até João” e somente conhecendo o Deus do NT podemos crescer na graça e no conhecimento  (2 Pe 3:18), santificando a Cristo, como Senhor, em nosso coração (1 Pe 3:15).

         Foi tão bom conversar com essas duas “bibliófilas” que o tempo passou e não percebemos. A irmã congregacional dirige uma excelente pousada para idosos e a presbiteriana gerencia uma loja de modas. Quando falamos da Palavra Santa, nós, os crentes bíblicos,  esquecemos a hora e o lugar onde estamos.  14/08/05

24. - A penicilina e o copo de leite

 

        Temos aqui duas histórias que mostram como Deus sempre recompensa, aqui mesmo neste mundo,  as boas ações praticadas por um cristão de boa vontade.

Certo dia o filho de um nobre inglês estava se afogando dentro da piscina, quando o filho do jardineiro notou a tragédia que estava para acontecer, tirou depressa o casaco e, mergulhando até o fundo, conseguiu  salvar o garoto em perigo. O pai do garoto rico ficou tão agradecido  pelo nobre gesto do garoto pobre que lhe pagou os estudos numa Academia de Medicina, onde ele se formou com notas brilhantes.

Anos mais tarde o jovem rico, que já era o Primeiro Ministro da Inglaterra, adoeceu gravemente de pneumonia dupla e mais uma vez aquele garoto pobre - que já era um Médico famoso, veio tratá-lo e salvou-lhe novamente a vida. Depois esse Médico iria salvar milhões de outras vidas com a sua maravilhosa descoberta - a penicilina. Nome do garoto rico - Sir Winston Churchill. Nome do garoto pobre -  Sir Alexander Fleming. A educação civil, moral e religiosa (esta embasada na Bíblia King James) daqueles dois garotos os levou a galgar altos postos na história do país.

 

Um dia, um rapaz pobre, que vendia mercadorias de porta em porta, numa cidade do interior, a fim de pagar os seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e ele tinha fome.

Decidiu, então, pedir comida na casa mais próxima. Contudo, seus nervos o traíram, quando uma encantadora e jovem mulher lhe abriu a porta. Em vez de comida ele pediu simplesmente um copo d’água.

A mulher percebeu que o jovem estava faminto e então lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois perguntou: "Quanto lhe devo?"

         "Nada me deves", respondeu ela. "Minha mãe sempre me ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa".

Ele agradeceu de todo o coração.

Esse menino era Howard Kelly. Quando saiu daquela casa, ele não apenas se sentiu fisicamente mais forte, mas também sua fé em Deus e nos homens se fortalecera grandemente. Ele já estava resignado a se render às dificuldades da vida e abandonar os estudos, antes daquele episódio.

Anos depois essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos e, finalmente, a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para diagnosticar a sua rara enfermidade.

Chamaram o Dr. Howard Kelly para examiná-la. O médico, ao ficar sabendo de onde ela viera, ficou maravilhado e uma luz encheu os seus olhos. Ao chegar ao quarto para examinar a moça, reconheceu-a imediatamente.

A partir daquele dia, o médico dedicou atenção especial àquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida, a enferma ganhou a batalha contra a morte.
         O Dr. Kelly pediu que a administração do hospital lhe enviasse a fatura total dos gastos, a fim de aprová-la. Ele a conferiu e depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente.

Ela sentiu receio de abri-la, porque sabia que levaria o resto de sua vida para pagar todos os gastos. Finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois nela estava escrito o seguinte:

"Este débito foi pago totalmente, há muitos anos, com um copo de leite".

         Assinado: Dr. Howard Kelly.

Lágrimas de alegria escorreram sobre o rosto daquela mulher, enquanto o seu coração batia feliz, dentro de um peito cheio de gratidão a Deus.

E você? Já deu um copo de leite hoje?

         A primeira história foi lida em um livro de ilustrações de Moysés Marinho de Oliveira. A segunda nos foi enviada pelo Pr. Marcos Amazonas, Portugal. ******

 

Adaptado - Outubro de 2001.

 

 

25. - Jesus chorou à toa?

 

        Contam que no Nordeste havia um pastor tradicional chamado Casimiro, que só ficava satisfeito quando via, na hora do apelo final, pelo menos dez pessoas irem à frente, testemunhando que haviam aceitado Jesus como Salvador. Um dos visitantes, depois de 3 idas à Igreja, ainda não havia se decidido, o que deixara o Pr. Casimiro muito frustrado.

         Certo dia estavam num churrasco em casa de um membro da Igreja, quando o tal visitante relutante entrou na piscina, sem saber nadar, e começou a se afogar. Casimiro notou o problema e, em vez de se atirar na piscina para salvar o homem, começou a gritar:

- Fulano, você quer aceitar Jesus, agora mesmo, como o seu Salvador?

- Glub, glub, glub...

Fulano, você crê que é um pecador perdido e que se morrer sem Cristo irá para o inferno?

- Glub, glub, glub...

Fulano, você crê que Jesus morreu e ressuscitou pelos seus pecados?

- Glub, glub, glub...

Quando o homem afundou completamente e não mais voltou à tona, o Pr. Casimiro falou aborrecido:

- Que sujeito teimoso! Nem na hora da morte quis aceitar Jesus Cristo!

Outra do Casimiro é o da garota de programa, que ele tentava evangelizar, numa festa de casamento.

- Minha filha, basta você dizer três palavrinhas: “Aceito Jesus Cristo!”. Todos os seus pecados serão perdoados e você irá para o céu, quando morrer.

Pregou, pregou muito,  e quando já estava cansado do descaso da moça, implorou:

- Minha filha, por favor... Só três palavrinhas!

A moça o olhou com desdém e falou:

- Vá se enforcar!    

     A filha de Casimiro, com apenas 4 anos de idade, de tanto ouvir o pai ler a Bíblia em voz alta, decorou uma porção de versículos. Certo dia, quando uma senhora visitava a família, a menina pediu água à mãe e quando recebeu o precioso líquido, falou para a visita:- Você sabia que quem beber desta água vai tornar a ter sede? Mas quem beber da água que Jesus dá... Nunca mais terá sede?  A mulher se converteu!

Isso me faz lembrar a filha de outro pastor, que vivia chorando e fazendo birra, por isso o pai sempre dizia: “Menina, você chora à toa...!”

Certo dia, quando assistiam a um culto em visita a uma Igreja, a menina ouviu o pastor da mesma, pregando sobre a ressurreição de Lázaro,  e dizendo várias vezes, a fim de impressionar a platéia: “Meus irmãos, Jesus chorou!” (João 11:25)

Foi então que a menina gritou, com a maior segurança:

- Jesus chorou à toa!

         Devemos ter o maior cuidado com o que dizemos em frente às nossas crianças, quer sejam filhos ou netos. A criança é como uma tábua rasa, onde se imprimem facilmente todos os caracteres vistos e ouvidos no convívio familiar. Ela jamais vai fazer o que vocês lhe mandarem fazer, mas o que os vir fazer. Portanto, falem sempre bem das pessoas, comentem assuntos bíblicos e demonstrem amor e compaixão pelo próximo. Esses testemunhos são a melhor maneira de formar um cidadão responsável diante de Deus e da comunidade.

Existe uma antiga lenda que conta o seguinte:

“Certo dia a verdade e o erro estavam nadando juntos. Enquanto nadavam, o erro saiu de fininho e roubou as roupas da verdade. A verdade ficou nua e, desde então, assim permanece” .

O erro sempre tem aparecido com as vestes da verdade, isto é, com as roupas roubadas. Contudo, a verdade sempre pode ser identificada porque está despida e, portanto, não pode esconder mancha alguma sobre si mesma. Isso quer dizer que ela é algo meridianamente claro e fácil de ser captado.

Jesus Cristo é a Verdade que liberta de toda mentira religiosa. Creia Nele, aceite-O como Salvador e seja salvo para toda  a eternidade! **************

 

(Idéias colhidas no livro “The  Simplicity of Salvation”, Dr. Peter Ruckman)

 

 

26. - Os dois jesuítas

 

         Dois padres jesuítas cruzaram o meu caminho e só espero que nenhum dos dois queira dar trabalho ao Pr. Paulo, o melhor amigo da família e encarregado do meu funeral, a quem mostrei, numa gaveta do móvel da sala,  a “Escritura de Cremação” que fiz, recentemente, no Cartório do 2º. Ofício desta cidade.

         (Antes que me esqueça, já recomendei ao Pr. Paulo, a minhas duas filhas e a duas amigas mais chegadas que não quero pessoa alguma me olhando dentro do caixão, nem quero ser exposta na igreja. Que eu vá diretamente do hospital - ou de casa - para o crematório, pois não nasci para ser espetáculo de hipocrisia).

         O primeiro se chama Edwin Bremm, é aposentado e reside na Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre (RS). Ele me enviou algumas cartas (cada qual mais recheada de “amor cristão”), no tempo em que eu escrevia na “Folha Universal”, tentando provar que eu estava errada, quando expunha os erros da “Santa Madre” e a malignidade da Ordem de Loyola. Uma das coisas que ele me disse foi que tínhamos muito em comum: pertencemos à Terceira Idade, usamos nome alemão e temos um vínculo muito forte  com a Imaculada Conceição, pois nasci nesse dia (08/12) e ele se ordenou nessa data.

         Ele me escrevia sempre numa velha máquina Remington e um dia perguntei por que uma Ordem arqui-bilionária em dólares, como a de Loyola, não lhe dava um computador. Ele respondeu que ‘não saberia usar essa máquina eletrônica’ e continuamos nossa correspondência, até que me cansei da eterna defesa que ele fazia dos dogmas de sua igreja e cortei o “namoro”.

         O segundo tem uma história mais recente. Certa noite, (01/01/03), o telefone tocou e, quando atendi, tratava-se de uma senhora desconhecida,  que me contou uma história interessante. Ela havia entrado numa loja da cidade para comprar um presente e lá observara que a vendedora estava lendo o meu livro “A Deusa do Terceiro Milênio”. Indagou se a moça me conhecia e em seguida pediu o número do telefone, dizendo que há muitos meses andava me procurando, pois lia os artigos na “Folha Universal” e que ela e o marido tinham interesse em me conhecer.

         Conversamos amigavelmente e convidei-a a vir até o meu apartamento, pois ela iria deixar a cidade no dia seguinte de manhã. Ficou feliz e chegou - uma hora mais tarde - com o marido (Stan)  e descobri:

         1. Que ela é minha parenta, filha de um senhor que nasceu na mesma cidade em que nasci, com o mesmo sobrenome “Macedo”. E como não me conhecia pelo nome de solteira, jamais imaginara que fôssemos parentas.

         2. Que o seu marido é um ex-padre jesuíta irlandês. Ele abandonou a Ordem de Loyola, há mais de 20 anos, quando residia nos USA. Ela estava fazendo um curso de Inglês naquele país, ambos se encontraram e se apaixonaram. Casaram e depois vieram para o Brasil, onde ele leciona Inglês.

         3. Ele me contou que tudo que havia lido, sobre o Vaticano e a Ordem Jesuíta - durante anos, em minha coluna da “Folha Universal” é a mais pura verdade. Advertiu-me do perigo que tenho corrido por falar contra essa Ordem mafiosa e me contou que nunca havia se atrevido a contar coisa alguma para não correr sério risco de vida.

         Nossa conversa durou de 8,30 hs da noite até 3 hs. da manhã e só foram embora porque iriam viajar bem cedo, no dia seguinte, e precisavam dormir algumas horas.

         Essa parenta está na faixa dos 60 anos,  é culta e bem informada. Tem o mesmo temperamento nordestino, extrovertido e otimista que eu tenho e, por incrível que pareça, consegue ser mais tagarela do que eu... Nunca vi alguém falar tanto!

         Mesmo assim, foi gratificante descobrir, no primeiro dia daquele Novo Ano, uma parenta que se interessa pela pesquisa religiosa sobre o Catolicismo Romano, casada com um europeu (como eu fui por 26 anos) culto, inteligente e interessado nos mesmos assuntos. Ele disse que conheceu pessoalmente o Dr. Ian Paisley (membro do Parlamento Europeu, de quem tenho traduzido muitos artigos),  há muitos anos, antes de deixar a Ordem, e que até eram inimigos políticos e religiosos, pois o Dr. Paisley é um pastor presbiteriano nascido na Irlanda do Norte, enquanto esse ex-padre jesuíta nasceu na Irlanda do Sul.

         O mais interessante é que o casal veio a Teresópolis com o objetivo de estudar a possibilidade de comprar uma casa e vir morar aqui, pois o RJ está cada dia mais violento e até já houve ali um seqüestro contra o casal. Terê é uma cidade linda e pacífica! Menos de um ano depois já estavam instalados aqui e abriram um curso de Inglês.

         Sempre gostei muito de conversar com esse ex-padre jesuíta, que também aniversaria no dia 08 de dezembro, sendo uns 15 anos mais novo do que eu. Infelizmente,  essa parenta tem o péssimo costume de entrar em meu apê com os pés encharcados de lama e já me destruiu dois tapetes. Faço de conta que não vejo a lama que ela sempre deixa, quando vai embora, e agora posso comprar, tranqüilamente, o terceiro tapete (não compensa mandar lavar, pois compro tapetes baratinhos, de 3 x 2 metros), pois ela brigou com o meu neto Mario Sergio e ficou de mal comigo, embora eu nunca tivesse feito coisa alguma contra ela... Quando encontro o ex-jesuíta na  cidade, trocamos apertados abraços, mas acho que ele morre de medo da esposa nordestina e por isso não me procura...

         Só lamento pela perda da amizade do Stan, de quem ela tem um ciúme doentio, pois ele adorava conversar comigo e tínhamos as mesmas idéias a respeito da malfadada Ordem de Loyola.

        

Agosto,  2005.

 

27. - A história de Nevinha

 

         Ontem fui visitar novamente meus companheiros de cabelos brancos, no Residencial da Terceira Idade, uma pousada onde eles são cuidados com muito carinho pela jovem diretora Raquel e sua equipe. Andei 4,5 Km a pé,  porque resolvi ir além da pousada, desejando conhecer o shopping do bairro (pobre e feio como jamais vi outro igual), que nem deveria usar esse nome internacional.

         Raquel me recebeu com a  alegria de sempre e contou as novidades da casa. Falei um pouco de Alemão com Frau Marta, depois observei Nevinha arrumando, com muito esmero, as cadeiras da área externa da casa, e logo procurei conversar com ela, tendo escutado a sua história de vida, que é muito bonita.

         Nevinha nasceu em Porto Alegre, num dia em que os campos estavam cobertos de neve. Cresceu numa família de ascendência germânica e italiana, teve uma infância feliz e aos 15 anos começou a namorar um primo, de quem mais tarde ficou noiva. O casamento já estava nos planos, quando, de repente, apareceu na cidade um jovem (paulista) oficial da Aeronáutica, Nevinha e ele se apaixonaram e acabaram se casando em poucos meses. O primo ficou revoltado e até ameaçou liquidar o rival com um tiro ... Mas tudo não passou de um momento de raiva.

         Os recém-casados residiram por algum tempo na capital gaúcha e depois vieram morar no Rio. Tiveram três filhos (todos hoje formados) e foram muito felizes, tendo ultrapassado as Bodas de Ouro. Anos depois, compraram um pequeno apartamento em Teresópolis, onde costumavam passar os fins de semana, até que o marido faleceu e Nevinha resolveu vir morar de vez nesta cidade florida. Hoje ela vive na pousada, onde tem boas companheiras.

         Nevinha ainda é bonita. Meiga, lúcida e muito vaidosa, descobri com ela uma grande afinidade e ficamos juntas o dia inteiro, até que Raquel me convidou para ir ao centro cidade, resolver uns assuntos da casa. Depois viemos até o meu apê, tomamos café e ela voltou à sua honrosa tarefa de amar e cuidar dos idosos.

         Relembrando a história de Nevinha, de um casamento feliz que durou mais de 50 anos, fico me perguntando por que os casamentos de hoje nunca ultrapassam os dez anos? As pessoas já se casam pensando: “Se não der certo, a gente se divorcia” e assim iniciam uma vida a dois já pensando em separação e por isso há tantos casos de adultério e divórcio...

         A Palavra de Deus é clara, condenando o adultério e o divórcio: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela... qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério” (Mateus 5:27-28,32).

         Enquanto as pessoas seguiram os ditames divinos do amor fiel entre os cônjuges, os casamentos chegavam a 25, 50 e 75 anos. Hoje, porém, quando um casamento chega aos 10 anos é motivo de admiração, como se isso fosse um fenômeno e não uma coisa normal.

         No contexto atual, os pastores evangélicos vivem casando e descasando, dando, assim,  um péssimo exemplo aos membros de suas igrejas. Sem falar nos padres católicos, proibidos de casar (a fim de legarem suas heranças familiares ao Vaticano), a maioria dos quais vive chapinhando no pecado da imoralidade e até de homossexualismo.

Quem sabe... não seria melhor que os padres casassem e os pastores ficassem solteiros?

 

Setembro 2005.

 

 

28 - Os Deuses Hipocrateáceos

 

        A maioria dos médicos ocidentais é constituída de pessoas (homens e mulheres) que se julgam verdadeiros deuses, podendo dispor da vida e da saúde do próximo como bem entenderem, esquecendo diariamente o juramento feito em nome do seu patrono. Aqui em Terê a coisa parece bem pior do que em outras cidades que eu conheço, mesmo havendo uma porcentagem enorme de médicos (residindo em lindas mansões), talvez pela facilidade de estudarem na FESO, uma boa Faculdade de Medicina local.  Infelizmente, também na Alemanha (segundo minha filha que lá reside), os médicos são uns tremendos autólatras, além de incompetentes...

         Como diz o escritor João Ubaldo Ribeiro, referindo-se ao Brasil,  "vivemos num ambiente de lassitude moral, que se estende a todas as camadas da sociedade... Somos um povo ... de comportamento pouco recomendável".

         Nesta cidade, a grande maioria dos “doutores” tem demonstrado (pelo menos comigo) uma tremenda má vontade, quando procuro marcar uma consulta pela UNIMED. Eles parecem desprezar as pessoas da terceira idade! Não vou citar nomes porque esses pecadores hipocrateáceos adoram negar os seus pecados de omissão, jurando que tudo não passa de invenção do cliente frustrado, maledicente, etc. Morrer de enfarte aqui é moleza, pois os “doutores” nunca têm tempo de acudir os velhinhos! Aliás, conheço alguns médicos que até me tratam bem, talvez porque nunca fiquei realmente enferma e lhes dou pouco trabalho...

         Há mais de dois meses tentei marcar consulta com uma Dermatologista da cidade, a qual me foi recomendada por uma irmã da Igreja. Estive em seu consultório, pessoalmente, quando a recepcionista me recebeu com a maior antipatia, dizendo que não havia vaga para os próximos dias, mas que eu ligasse no último dia útil do mês para marcar uma hora para o mês seguinte. Quando liguei, ela informou que a agenda estava lotada e que eu ligasse no último dia útil do mês seguinte. Esperei mais 30 dias e achei que seria melhor ir lá pessoalmente e, no caso de outra negativa, poder desabafar minha impressão sobre a tal “esculápia”.

         Cheguei ali às 14,30 hs e esperei quase meia hora para ser atendida, pois a tal recepcionista estava lá dentro. Quando ela voltou, pedi para marcar uma consulta e ela me disse, com a empáfia de sempre, que a agenda de setembro já está lotada...  

         Perdi a calma e, quando um nordestino perde a calma, esquece tudo que aprendeu nas páginas do Evangelho. A primeira coisa que perguntei foi por que ela sempre me faz esperar 30 dias e nunca marca uma consulta... Será por que o meu plano é UNIMED? Expliquei que tenho tentado conseguir uma consulta por mais de dois meses e sempre recebo um “não” como resposta. Perguntei ainda: “Será que essa médica existe mesmo?” Ela respondeu: “Tanto existe que está aí atrás da Sra.”

         Olhei para trás e vi uma garota de uns 28 anos, linda e loura, uma bonequinha de luxo. Expus o meu caso, porém ela disse que lamentava, mas sua agenda está sempre lotada. Sugeriu, então,  que eu deixasse o telefone, pois se houvesse uma desistência, ela mandaria me avisar. Respondi que tinha certeza de que jamais seria avisada e, portanto, iria preferir arranjar outro médico menos ocupado. Mesmo assim, ela insistiu em que eu deixasse o número do telefone e deixei... sem a menor intenção de entregar a verruga do meu gracioso pescoço àquela garotinha, que parece ter a mesma idade de minha neta Luciana.

         Saí fumegando e quando ia chegando ao elevador, uma das clientes (que lá estava na sala de espera), falou alto para que eu pudesse ouvir: “Quanta pobreza de espírito!”. Voltei e contra ataquei: “Minha Sra., pobreza de espírito no contexto evangélico de Mateus é uma bem-aventurança. Mas como sei que a Sra. nunca leu a Bíblia, é provável que tenha usado essa palavra no contexto secular como sinônimo de ‘ignorante’. Ora, ‘pobreza de espírito’ não é falar a verdade, ser autêntico. É falar mal dos outros pelas costas, como a Sra. acabou de fazer”.

         Depois dessas palavras contundentes, entrei no elevador e nunca mais pretendo dar as caras por lá... Tentei 4 vezes e me dei mal. O que me deixou mais indignada ainda é que a tal recepcionista é membro da nossa PIBT e, no mínimo, deveria ser mais tratável!

         Graças a Deus já mandei fazer a minha “Escritura de Cremação”, pois, com esses médicos ocupadíssimos, provavelmente irei morrer bem mais cedo do que minha mãe, que passou dos 96 anos... lá em Fortaleza!  31/08/2005.

          

29 - Cabelos nevados e aniversário da Igreja

 

         Hoje estive passando a tarde inteira com os meus amigos de cabelos nevados. Moram no Residencial da Terceira Idade, um lugar onde me sinto amada, útil e agraciada, onde o Senhor Deus me dá a oportunidade de exercer um ministério de amor cristão.

         Nevinha ficou radiante ao me ver chegar, na hora do almoço, e como eu já havia almoçado em casa, fiquei esperando-a para a nossa conversa de sempre, trocando experiências, quando procuro mostrar-lhe a excelência do  conhecimento do Senhor Jesus Cristo, que torna a vida mais amena e cheia de esperança na eternidade. Conversamos um bom tempo, até que a diretora da casa apareceu, convocando-me para ver a Frau Martha, com quem converso em Alemão, a qual estava ansiosa para falar comigo. Ela me contou sua história, mas como é suíça/brasileira e fala com dificuldade, deixei de entender muita coisa do que ela falou... e também  porque o meu Alemão é deficiente...

         Dali fomos visitar a Ida, uma senhora de 88 anos, ainda lúcida, muito simpática e inteligente, viúva de um alto oficial das forças armadas. Ida foi assaltada duas vezes por marginais e no último assalto, quando saía do banco, onde fora receber parte de sua gorda pensão, foi espancada quase até a morte, foi levada para um hospital desta cidade e depois para o Residencial, onde tem-se recuperado maravilhosamente de muitos ferimentos graves, sob os cuidados da “neta” Raquel, a diretora da casa, que por ela tem um carinho muito especial. Vi as fotos da situação precária de  Ida, quando ingressou no Residencial. Ela morou alguns anos nos USA e prefere conversar comigo em Inglês, contando suas aventuras e desventuras na vida. Esses assaltos foram tão estranhos que precisariam de um bom detetive para serem averiguados, pois... bem, é melhor não adiantar minhas suspeitas, pois me dedico à pesquisa religiosa e não à sindicância criminal, como aquele detetive Gomes, personagem da novela “América”.

         Estive conversando ligeiramente com outros dois idosos - Malena e Dr. Haldo. Ela é uma espoleta e não entendo porque está ali no Residencial, pois até poderia dirigir uma casa de repouso para idosos, por ser inteligente, ágil e faladeira (como eu), portanto ainda com a necessária força para enfrentar este mundo marco-valeriano em que vivemos. Achei que ela e o Dr. Haldo (um velho bonito, culto, ex-empresário e muito falante) poderiam formar um belo casal e, como sou meio doida, disse exatamente isso aos dois. Raquel deu uma risadinha discreta e mais tarde me contou que Malena acalenta no peito uma doce paixão pelo companheiro, mas que ele ainda é apaixonadíssimo pela falecida esposa. Disse que ele guarda as cinzas dela (que foi cremada, claro) em uma urna de luxo e todo dia conversa de manhã e à noite com os restos mortais da amada, prometendo que ainda a ama, que vai amá-la por toda a eternidade e que deseja ser sepultado com a urna dela ao seu lado (dentro do caixão), para jamais se separar do seu grande amor. Pena que ele não creia no Senhor Jesus Cristo como seu único e todo-suficiente Salvador, porque se a esposa tiver ido para o inferno (o que espero sinceramente não tenha acontecido) e ele for também, jamais irão se encontrar naquele lugar de tormento eterno, onde não há espaço para o amor, mas apenas para o desespero de quem não conheceu Deus Pai através do Seu Filho amado.  Como disse o próprio Senhor Jesus Cristo: “... Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna... Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”  (João 3:16-18).

         Esta noite Raquel e eu pretendemos nos encontrar na PIBT, para mais um culto festivo pelo aniversário dessa igreja (69 anos), quase tão velhinha como esta articulista, precisando, portanto, de muito amor e carinho... Igreja tão boa que tem um pregador excelente e nem sequer exige o dízimo dos seus membros!

         Logo após ter tomado o café das 5 hs. (não sou inglesa para o chá das cinco!) tocou o telefone. Era um amigo de 50 anos atrás (Antônio Cintra), o qual me contou que enviuvou, casou novamente  está morando no RJ, devendo vir me visitar com a esposa, brevemente. Como Deus é maravilhoso! A esposa dele foi minha melhor amiga nos anos 50 a 70, quando foram morar em Campinas e lá ela faleceu, ainda jovem...

         Antônio me deu uma notícia deprimente. A Prefeitura de Caxias, desapropriou, há muitos anos,  aquele enorme terreno, onde construiu sua sede, além de outros, e JAMAIS pagou o valor dos mesmos ao dono. Se isso acontecer conosco, nem sei o que será de minha filha Rose e de mim! Contudo, tenho fé no meu ADVOGADO JESUS CRISTO, certa de que Ele vai resolver esse caso para nós!

 

07/09/05.

 

30. - Quem paga a conta?

 

        Vamos ler Lucas 14:16-17: “Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado”.

         Quem pagou pela ceia... foi o dono da festa ou foram os convidados?

         Claro que foi o dono da festa porque esse “Dono”, além de ser o Senhor absoluto de toda prata e de todo ouro do universo, ainda é tão generoso que entregou o Seu próprio Filho para morrer por uma cambada de pecadores de péssimo caráter, como todos nós somos, conforme Romanos 3:10.

         Pois hoje aconteceu uma coisa que me deixou pasma!

         Uma irmã batista (cantora lírica internacional, advogada da IBAMA, dona de um belíssimo carro e de uma rica mansão na Zona Norte do RJ, mandou me convidar para almoçar, por ser o dia do seu aniversário. Como não podia levar-lhe um presente caro (ela se veste em lojas de grife e usa adereços importados), achei que seria uma boa idéia levar-lhe a primeira cópia do meu último livro (“Colar de Granadas”), o qual trata de moda, beleza e pesquisa religiosa.

         Levantei-me às 5 hs da matina e vim copiar o livro na impressora Epson C-45, minha fracassada “cunhada”, já que o computador é  o meu “marido”. O livro tem 104 páginas e a Epson empacou na página 70, alegando falta de tinta. Troquei o cartucho, com todo o cuidado, como sempre tenho feito nos últimos 4 meses (tempo máximo de duração dessas impressoras descartáveis), mas a página saia toda em branco. Passei 4 horas tentando consertar a “cunhada”, usando toda a minha tecnologia de dona de casa, mas a dita não funcionava. Até que desliguei o computador, orei, tornei a instalar (pela 4ª. Vez) o cartucho e a Epson resolveu imprimir as 34 páginas que faltavam.

         O que me deixou horrorizada é que, mesmo sem aparecer coisa alguma escrita, a tinta preta e a colorida começaram a desaparecer, como se eu tivesse imprimido mais de 150 páginas. Se eu fosse neopentecostal iria dizer que minha impressora estava possessa do demo, mas como não dou bola para ele, apenas orei e esperei que Deus me ouvisse.

         Quando o livro ficou pronto (lá pelas 9 hs), com a capa impressa a cores, fiz os cálculos e vi que o “Colar” havia me custado mais de R$30,00 de tinta. Consolei-me com o pensamento de que se eu fosse dar um presente àquela dondoca iria gastar muito mais, e ela ainda estava recebendo o meu livro impresso em primeira mão; portanto, Romanos oito, vinte e oito!

         Contudo, o pior iria acontecer mais tarde. Encontramo-nos no self-service do Oswaldo, ao meio dia. Éramos 3 mulheres de meia idade, cada qual mais bem vestida (eu era a mais simples) e cada uma fez o prato a seu gosto. O meu custou R$7,90 (incluindo água de coco), recebi a comanda e almocei tranqüilamente. O assunto variou entre moda, beleza, evangelho e política, pois de todas a mais “burrinha” parecia ser esta “cobrinha abençoada”.

         Na hora do pagamento, a “dona da festa” nem se mexeu para pagar a conta. Ao saber que ela estava aniversariando, Oswaldo fez-lhe cortesia do prato por ela consumido. Levantei-me, fui até a caixa e paguei minha dívida. Até aí tudo bem, pois nem todo mundo adora pagar a conta dos convidados, como sempre tenho feito, em toda a minha vida. O que me deixou irritada foi ver que ela, discretamente, pegou uma cédula de R$10,00 e colocou-a no bolso do casaco da outra irmã, como se dissesse: “O seu almoço eu pago, mas o da Mary, não!” Notem que essa irmã não levou presente algum para a dita aniversariante, como eu levei.

         Ainda batemos um bom papo na calçada do restaurante, depois cada uma seguiu o seu destino.  O meu foi a loja “Ponto Frio”, onde queria saber o preço de uma impressora HP a laser, a qual, se Deus quiser, devo comprar ainda esta semana, pois Filipenses 4:19 e Efésios 3:19-20 nunca falharam em minha vida cristã.

         Vou repetir a pergunta: quem paga a conta... é quem convida ou quem é  convidado? Eu sempre achei que era o anfitrião - principalmente, quando essa pessoa anuncia de antemão o seu aniversário, na certeza de que vai receber um bom presente! Que se cuidem o Paulo Cristiano, o Dudinho, o Pr. Adelino, o Pr. Paulo, o André, os alemães que minha filha sempre traz ao Brasil, os VIPs que vêm de ouros países para me conhecer pessoalmente,  e outros que têm aparecido aqui em casa, levados ao self-service do Oswaldo  (como convidados), pois se eu resolver agir como essa “dondoca” aniversariante, vou passar a cobrar uma porção de refeições atrasadas a todos eles!!! Garanto que vai dar de sobra para eu comprar a impressora HP laser (R$800,00) e ainda terei um bom troco para comprar mais um colar para a minha coleção, pois, como diz o Pr.Paulo,  “Mary fala, mesmo depois de fútil!”

         E como Romanos 8:28 é a minha realidade de vida, agora tenho mais duas páginas para acrescentar ao “Colar de Granadas”, o que diminui o meu prejuízo!!! 12/09/2005.

31 - De Deus não se zomba...

 

        Diz a santa e inerrante Palavra de Deus, em Gálatas 6:7: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

            Tenho três exemplos para comprovar que do Senhor, nosso Triúno Deus, não devemos jamais escarnecer, pois o preço que Ele nos cobra é alto demais.

        Primeiro vem o caso que me foi remetido pela amiga Raquel.

1. - Em Londrina (PR), uma cidade de mais de meio milhão de almas, aconteceu algo inexplicável, em setembro de 2004.

         Uma jovem de 19 anos havia começado a beber e usar drogas. Certa noite ia saindo para uma de suas costumeiras farras noturnas, em companhia de 04 jovens (um deles com apenas 13 anos de idade), os quais estavam bebendo, com o som do carro em altíssimo volume. A garota entrou no veículo e quando a mãe (bastante preocupada) dela se despediu e falou: “Vão com Deus!”, a garota respondeu em tom de zombaria: “Só se ele for no porta-malas, porque o carro está lotado”, palavras que foram acompanhadas de sonoras gargalhadas pelos ocupantes do veículo.

         Logo em seguida, dirigindo em alta velocidade, o motorista do carro perdeu a direção, foi de encontro a um poste e os cinco ocupantes vieram a falecer. Dentro do carro havia muitas drogas e bebidas.

         Quando a perícia técnica e os bombeiros chegaram ao local do acidente, ficaram surpresos. O carro estava totalmente destruído, mas o porta-malas do mesmo estava intacto. E mais: dentro do porta-malas havia 3 dúzias de ovos e nenhum destes estava quebrado!

2. - Zito, o homem que edificou nossa casa em Jardim Primavera (D. Caxias, RJ) estava, certa manhã de domingo, em frente à Primeira Igreja Batista do bairro, quando viu o Pr. Fernando Batista sair do supermercado próximo, levando alguns pães de forma e uma garrafa grande de suco de uva.

        Querendo dar uma de engraçado,  Zito falou: “Aí, hem pastor? Levando a cachaça e o pão pra fazer uma farrinha em sua igreja, hem?”

         O Pr. Fernando parou, olhou para Zito e o exortou com estas palavras: “Zito, de Deus não se zomba! Cuidado com esse tipo de brincadeira porque Ele pode se zangar”.

        Zito deu uma boa gargalhada e respondeu: “Que nada, pastor! Deus sabe que foi só uma brincadeirinha!”. Mas Deus se zangou, pois alguns minutos mais tarde, quando Zito entrou num boteco, ali perto, e sorveu um gole de caipirinha, caiu imediatamente, fulminado por um enfarte.

3. - Naquele domingo (15/08/1982), meu marido (um luterano liberal) havia dormido depois do almoço, como de costume. Acordou às 15 hs e pediu: “Mutti, não esqueça de me chamar às 4 hs para o café com torta de nozes, OK? Vou tomar uma dose de whisky e preciso desse café” .

         Falei o seguinte: “Papi, amanhã é o dia do seu aniversário e da nossa filha Rose. Não beba hoje, pois se acontecer algum acidente a festa será cancelada e nossa filha vai sofrer. Além disso, o Apóstolo Paulo disse que os bêbados não entrarão no reino de Deus!”

         Papi deu uma risada zombeteira e respondeu: “Então, Deus é quem vai sair perdendo!”

        Às 16 hs, quando fui chamá-lo para o café, ele estava morto,  de enfarte fulminante, coisa inexplicável, pois ele não tinha qualquer problema cardíaco!

         É muito perigoso zombar do supremo Criador do céu e da terra. É a exata blasfêmia contra o Espírito Santo, um pecado imperdoável! Devemos colocar em mente a verdade maior:

        Jesus Cristo é Deus e morreu por nós. Devemos amá-Lo, honrá-Lo e reverenciá-Lo. Devemos olhar com extrema humildade para o Seu sacrifício vicário na cruz e agradecer todos os dias por ter Ele obedecido à vontade do Pai, tendo vindo a este mundo para morrer em nosso lugar. Honremos a memória do Seu sacrifício - a Santa Ceia do Senhor - porque esta nos edifica, ao mesmo tempo em que estamos fazendo o que Ele nos recomendou: “Fazei isto em memória de mim!”. Setembro, 2005 ***************************************

 

 32. - Homenagem a meu pai, no “Dia dos Pais”

 

               Nascido em 1909, meu pai - Antero Macedo - era, até 1976, quando fui lançar a primeira edição do “Cubos de Gelo”, o homem mais bonito do Crato. Alto, moreno, com uma farta cabeleira negra e olhos verdes. Minhas colegas do Liceu do Ceará faziam fila para ganhar um beijo dele, quando ia me buscar à saída das aulas. Ele era um bom repentista e se dele não herdei a beleza física, pelo menos herdei a facilidade de improvisar versos. Um dia lhe deram este mote para ele glosar, em cinco minutos, e vejam o que saiu de sua verve:

 

Mote: Toda mulher janeleira

         namora que cai de costa!

Glosa: Quando a gente vive alegre,

           no gesto o prazer encosta.

                    Lá da casa da rameira

          quase todo mundo gosta.

          Quem não quer ter prejuízo,

          quando teima, não aposta.

          Professores de primeira

          sempre deram tal resposta:

Toda mulher janeleira

         namora que cai de costa!

 

               Quando eu estava no ginásio, ele me pediu que lhe ensinasse Inglês. Começamos, assim, a primeira aula:

               G-o-o-d... pronuncia-se “gud” e significa BOM.

       F-o-o-t... pronuncia-se “fut” e significa PÉ.

       B-o-o-k...pronuncia-se “buk” e significa LIVRO.

               Meu pai perdeu a paciência e falou:

      - Minha filha, não quero mais aprender esta língua de doido, não. Uma língua que escreve “gato”, pronuncia “cachorro” e significa “vaca”, isso é coisa que se aprenda?

               Entre 1948 e 1950, depois de vender sua loja “A Nova Aurora”, ele foi negociar com ouro e pedras semi-preciosas, no norte do Brasil. Sempre que voltava, nos trazia lindos presentes. O mais precioso de todos foi uma sacolinha de morim, contendo um quilo de ametistas brutas, que logo distribuí entre as amigas. O mais bonito foi um par de brincos, de ouro e jacarandá, imitando abelhas. Ao me entregar o mimo, papai falou piscando seus olhos de esmeralda:

Paguei mais de vinte e cinco

pelo parzinho de abelhas.

Pois mulher que não tem brinco,

pra que diabo quer orelhas?

               Ele era assim. Lindo, elegante, cheio de verve. Não perdia oportunidade de dizer coisas engraçadas, nem mesmo durante as refeições, que em nossa casa eram muito solenes. Um exemplo:

Minha filha magricela,  

dona do meu coração,

passe depressa a tigela

que eu quero comer feijão!

 

Resposta:

 

A tigela de feijão,

senhor meu pai, vou lhe dar,

mas me passe o macarrão,

que eu preciso engordar!

 

               No último ano do ginásio, fiz uma coisa horrível. Saí cedinho de casa, dizendo a minha mãe que ia para o colégio, mas fui com uma colega passar o dia no sítio de minha avó. Na volta, lá pelas cinco horas da tarde, tendo de vencer 7 km a pé, resolvemos tomar emprestado um cavalo... e foi muito pior. O animal galopou demais e nos atirou em cima de uma cerca de arame farpado. Ficamos muito machucadas e, só à noite, conseguimos chegar em casa. Nossos pais estavam aflitos à nossa procura. Quando me viu entrar toda arranhada, vestido em frangalhos, minha mãe teve um acesso de fúria (que disfarçava o alívio) e quis me dar uma grande surra. Papai, que era meu chapa, protestou:

      - Você tá doida, Rosa? Nossa filha morrendo por causa de um desastre e ainda ser castigada? Deus já a castigou demais!

               Em 1962, meu pai veio do Crato visitar a filha cearense casada com um alemão. Fomos a uma festa junina no Clube Primavera (eu ainda era católica) e aproveitei para lhe mostrar, de longe, todos os conhecidos, assim:

      - Papai, aquela é Bicke, minha costureira belga. O casal alemão que lhe apresentei foi nosso senhorio, quando morávamos de aluguel. O homem moreno de bigode, que está bebendo chope, é o nosso médico austríaco, e se chama Walter Reichl. Veja como a esposa dele é linda! Aquele homem que está próximo ao balcão do chope é húngaro. Quando o Schultze e eu éramos noivos, ele tinha um cineminha em casa e a esposa dele cozinha divinamente. Então, íamos lá, comer gulash húngaro, e ficávamos no escurinho, vendo filmes do Carlitos. O rapaz louro é Martin, suíço, casado com aquela morena amazonense. Já o rapaz de blusão de couro preto, apesar de louro, é cearense, como nós. A moça morena é Valéria, iugoslava. O homem que está comendo com aquele gordão é o marido dela, italiano do Egito.

               Aquela velhota gorda, que está no mesmo grupo, é a polonesa chata que matou nosso cachorro Sherlock. O casal com dois garotos lourinhos que estão brincando com a nossa filha é tcheco. Ele se chama Killer e dizem que o seu café da manhã é uma garrafa de Brahma. Todos que estão naquela mesa do centro são judeus. Não há anti-semitismo aqui. Aliás, quase todos estão no Brasil exatamente por causa de Hitler, portanto há um sentimento de união entre eles.

               Apesar da má fama de Caxias, este bairro só tem gente boa. Aquele homem de terno cinza e capa preta é o convidado da noite - Tenório Cavalcante. O homem que está com ele é Nelson Cintra, fundador do bairro, o qual, além de corretor de imóveis, é também professor de música.

               O cavalheiro que lhe apresentei – e que não fala uma palavra de português e foi trazido pela Solly - é americano e o outro, que não quis comer frios sem antes perguntar se era carne de vaca, é hindu. Veja como são as coisas. Os judeus não comem carne de porco e os hindus não comem carne de vaca porque este é um animal sagrado. Brasileiro é que é sabido, hem? 

               Meu pai coçou a cabeça com impaciência, me olhou com aqueles olhos verdes como o mar de Fortaleza e comentou:

      - Lugar mais esquisito este, minha filha. Quando não é pau de arara, como nós, é logo gente do inferno da pedra!”

 

Confissão de Pecados

Peco, pois sou pecadora, / porém só peco de dia,

porque à noite, sonhadora, / fico escrevendo  poesia.

Meu coração foi mudado, / ao pé da cruz e bem vejo:

“pecava por atacado / e agora peco a varejo”.

Vou de pecado em pecado,/ aqui, ali, acolá,

que o mundo é o supermercado, / onde Satanás está.

De Tiago leio a Carta / e minhas obras confiro.

De ser tão má fico farta / e solto um grande suspiro.

Com minha língua louvores, / muitas vezes, canto a Deus.

Mas também proclamo horrores / contra os inimigos meus.

- A nossa língua é veneno - / disse o  irmão de Jesus.

A minha ganha terreno, / pregando os outros na cruz.

Também, diz ele, a cobiça / vive gerando o pecado.

Se eu for dizer toda a missa, / quanto eu tenho cobiçado!

Tenho feito esforço homérico / pra ter uma vida santa,

porém meu gênio colérico / é pior que uma jamanta!

Nesta Olimpíada vou, / correndo em busca da meta,

e sempre mancadas dou, / porque não sei ser atleta.

Mas, mesmo quando vencida / nas tentações, não desisto

e nem serei confundida,/  pois confio em JESUS CRISTO!

Parte II

 

Granadas Explosivas

 

Os Políticos brasileiros

 

Quem sobe à posição que não merece,

(como tantos políticos no Brasil),

parece ascender, mas asno cresce,

chegando ao topo mediante ardil.

Quantas vezes subir só traz desgraça,

quando, em meio à fortuna amealhada,

de repente acontece uma devassa

e a conta em Caimã é congelada!

Certos parlamentares do país,

quais valerianos, subiram tão depressa

que de tão burros, ao chegar lá em cima,

ainda tinham mãos sujas de giz...

E embora tendo-as esfregado à beça,

perderam do povão qualquer estima.

Esses malandros são tão indecentes

recebendo de MV o mensalão

que deveriam ser todos queimados

numa boa fogueira de São João!

16/08/05

Paráfrase do soneto contra o Governador A. S. Menezes,

de Gregório de Mattos Guerra, Século 19.

 

 

1. - Os políticos no mês de setembro

 

         Setembro é o mês em que nascem mais crianças neste país, porque nas Noites (pagãs) de Natal e Ano Novo os casais se encharcam de vinho e se amam sofregamente, esquecendo os cuidados necessários para impedir o aumento da família.

         Setembro é também o mês em que os candidatos às eleições de outubro mais fazem promessas mirabolantes, porque dispõem de apenas 30 dias para garantir, enganosamente, que tudo vai ficar melhor para os eleitores que lhes derem votos.

         Aqui vão algumas das melodiosas promessas da maioria desses homens, que, obviamente, só querem mesmo se eleger, esquecendo depois tudo que prometeram.

         Vote em mim porque eu prometo que serei...

Tão empreendedor como o foi JK, na construção de Brasília.

Tão amigo dos trabalhadores como o foi Getúlio Vargas, em seus quase 20 anos de governo. E prometo me suicidar,  se não estiver agradando a todos...

Tão corajoso como o LULA, concorrendo a tantas eleições que acabou sendo eleito pelo cansaço dos eleitores de ver o seu nome entre os candidatos.

Tão ardoroso em defender a democracia como o foi Carlos Lacerda...

Prometo ainda que farei...

Muitas obras de infra-estrutura, asfaltando todas as ruas da cidade e construindo a maior rede de esgotos do Estado.

Construir muros de proteção sobre todas as casas suspensas nas encostas, evitando tragédias durante os temporais.

O possível e o impossível para baixar os preços das passagens de ônibus e da cesta básica...

Mais do que o impossível para arranjar emprego para todos os desempregados do nosso município.

Construir creches para todas as crianças de mães trabalhadoras.

A distribuição de cestas básicas às famílias que  ganham menos de 2 salários mínimos.

Abrir colégios em todos os bairros do município para que nenhuma mãe fique de madrugada tentando conseguir vaga para os filhos e toda criança possa estudar sem ônus para a família.

Construir abrigos decentes para todos os meninos de rua, idosos e dependentes de drogas.

Proibir que os bares fiquem abertos depois das 22 horas, evitando, assim, que a violência se espalhe na cidade.

Colocar na cadeia todos os traficantes, em menos de um ano de governo.

Fechar todas as financeiras que vivem espoliando a pobreza, comendo o fígado dos pobres que lhes pedem dinheiro emprestado.

Criar uma lei proibindo que certas igrejas barulhentas perturbem o sono dos vizinhos.

Proibir que os pastores exijam o dízimo (que foi abolido no Novo Testamento) e que inventem mil e uma artimanhas para tirar dinheiro dos incautos.

Enfim, prometo que farei tudo para agradar a todos, coisa que nem mesmo Jesus Cristo conseguiu...

         É isso aí... Quem vai acreditar em todas essas promessas e votar nesses candidatos que prometem tanto?

         Graças a Deus já não preciso votar, porque passei dos 70 anos e, assim, não corro mais o risco de colocar tantos mentirosos nos cargos políticos da cidade.

Se eu fosse votar...

Votaria num homem que tivesse nascido na pobreza e chegado ao topo, através de trabalho honesto e responsável.

Que jamais tivesse atrasado o pagamento de uma dívida, pois a maioria dos políticos peca por inadimplência.

Que fosse um excelente empresário, tratando bem os empregados, pagando salários dignos e oferecendo preços compatíveis em seus estabelecimentos.

Que soubesse usar o dinheiro do povo para realmente resolver os problemas da  cidade, em vez de criar um “caixa 2” para garantir as próximas eleições.

Que não colocasse todos os amigos e familiares em cargos fantasmas. Quando se entra numa repartição do governo, neste país, nota-se que lá dentro dos balcões o número de funcionários é maior do que o das pessoas que aguardam uma solução dos problemas, dali saindo sem solução alguma, porque o pessoal, que deveria estar trabalhando para resolvê-los, está sempre discutindo futebol, carnaval e problemas particulares, ignorando os rostos cansados que ali esperam.

Por isso dou graças a Deus de não precisar mais votar, embora reconheça que existe uma porcentagem ínfima de políticos sinceros e honestos, os quais trabalham em favor do povo que os elegeu.

Amigo leitor, saiba muito bem a quem dar o seu voto, a fim de que este não caia dentro de uma lata de lixo! E se der um voto a quem o merece, parabéns,  e ... Aleluia... Glória a Deus!  *****************************

 

Setembro, 2004

 

 

2. - A Tsunami Brasileira

 

        A querida irmã e amiga DIVA enviou-me uma foto mostrando como seria interessante que acontecesse uma “tsunami” em Brasília, exatamente na Praça dos Três Poderes, onde uma corja de bandidos de colarinho branco (que deveria ser chamada “de colarinho imundo”) tem feito as suas roubalheiras, devorando o dinheiro do povo, pecado que sempre tem gerado aumento de impostos, subtração nas pensões dos aposentados, caos na administração da saúde e da educação, nas estradas intransitáveis, tudo isso com a desculpa de que “o governo não tem verba para consertar tantas coisas, etc.”

          No caso das pensões do INSS, por exemplo, há uns 3 anos eu recebia 10 salários (depois de 45 anos de fiel contribuição), mas hoje recebo apenas 7. Ora, como pago um plano de saúde UNIMED, o aumento de R$140,00 que tive este ano nem deu para cobrir o aumento do plano, o que me deixa cada vez mais pobre. Imagino que dentro de 5 anos (se eu viver até lá), não terei mais como pagar o plano de saúde, nem o condomínio do apartamento de classe média baixa onde moro, e talvez tenha de vender este imóvel, comprado com 45 anos de trabalho, para continuar sustentando a máfia do parlamento, dos bancos e dos planos de saúde.

         A única esperança que os crentes bíblicos podem ter em nosso contexto político atual é que o Senhor Jesus Cristo volte bem depressa,  para nos arrebatar, ou então que permita a explosão de uma boa “tsunami” em nosso parlamento, a fim de varrer, por afogamento, essa cambada de ladrões que o infestam, permitindo que se salvem apenas os (no máximo) dez por cento de políticos honestos.

         Se Ele voltar para nos arrebatar, provavelmente os políticos “evangélicos” que têm demonstrado ser os mais corruptos (com uma honrosa exceção chamada Magno), não serão de modo algum elevados às alturas (para ficar junto Dele), pois o seu “deus” é Mamom e não o Senhor dos senhores. Eu só quero ver a cara desses agentes do capeta, quando tiverem de enfrentar o Anticristo, pois todos eles, há muito tempo, já caíram na chamada “operação do erro” da qual nos fala Paulo, na 2 Tessalonicenses 2:11-12, dando crédito à mentira, na qual foram embalados, desde a infância, pelos “perdoadores de pecados”, assentados nos confessionários, cheirando a ácido butírico (Quando eu era católica, sempre ficava incomodada com o cheiro de azedo que provinha das batinas dos padres confessores).

         Não vou dizer que o Roberto Jefferson seja um santo (no contexto católico), mas, pelo menos, ele tem sido sincero em suas acusações, mesmo sabendo que é um dos corruptos e que deverá ser punido pelos seus erros, caso esta CPI não termine em pizza, como sempre tem acontecido neste país.

         O “mensalão” tem sido motivo de chacota em todo o ocidente, principalmente entre os alemães (Der Grossmonatsweise), pois a Alemanha “não tem disso não”... Revelado por Jeferson, ele fez vir à tona uma tão gigantesca avalanche de lama, que só pode receber o nome de “tsunami brasileira”, tendo se tornado manchete nos jornais do mundo inteiro. Mesmo que o Jeferson seja um grande e corrupto cara de pau, ele fez um bem enorme à nação, denunciando essa corja do PT e de outros partidos igualmente corruptos, inclusive o dele próprio.

         Diante de tanta iniqüidade praticada contra Deus e contra o povo, precisamos clamar pela justiça divina, pedindo que venha uma “tsunami” de verdade sobre a praça que o inesquecível Juscelino mandou construir, com o dourado sonho de transformar este país em um dos maiores e mais respeitados do mundo... sonho que tem sido afogado no lamaçal das consciências corrompidas pela impunidade, neste país descoberto, “evangelizado” e sugado (durante cinco séculos) pela hidra de Roma. **************************

 

Agosto 2005.

 

03. - Pastores “marco-valerianos”

 

         Está na moda pregar um evangelho espúrio dentro das igrejas modernas - quer sejam neopentecostais, pentecostais e até mesmo tradicionais.

         Os pastores dessas igrejas não estão de modo algum preocupados com a salvação e edificação dos membros, mas com a garantia dos seus empregos e o aumento de suas contas bancárias. Alguns estão pregando terapia de grupo, sucesso profissional, técnicas de grupo, projeção astral  e outras malandragens ocultistas, como se a Palavra de Deus não fosse suficiente para edificar os crentes e o Espírito Santo precisasse de uma “mãozinha”, pois está velho e cansado demais para agir.

         A moda agora é estudar Psicologia e se tornar Psicoterapeuta, a fim de impressionar os confrades e as ovelhas, como se a Bíblia não fosse suficiente, conforme a  2 Timóteo 3-16-17. Muitos pastores nacionais não passam de simiescos imitadores dos “pastores” americanos milionários, tipo Kenneth Hagin, Peter Wagner, Benny Hinn, Rick Warren e tantos outros mestres na arte de seduzir os crentes. Eles copiaram da Mary Baker a sua espúria teologia da mente.

         Deus não se adapta nem adapta a Sua Palavra aos gostos humanos, nem se dobra diante das exigências dos ímpios. Quem quiser encontrá-Lo terá de ser em Seus próprios termos, isto é, com humilde reconhecimento de ser um pecador perdido, necessitando urgentemente da salvação, que somente o Senhor Jesus Cristo pode conceder, através da fé e da aceitação do Seu sacrifício vicário na cruz, segundo nos ensina Dave Hunt, na TBC deste mês.

         Tudo que disso passar é “outro evangelho”, condenado por Paulo na Carta aos Gálatas. Mas... por que esses líderes modernos falam tanto de prosperidade, de igrejas e vidas com propósito, de bíblias mais atraentes, editadas em versões moderninhas, usando sempre o Velho Testamento, a fim de iludir os incautos?

         Simplesmente porque o Velho Testamento dá margem a interpretações espiritualizadas e floreadas, o que não acontece com as Cartas de Paulo. Um pastor que prega Paulo o tempo inteiro sempre edifica os membros de sua igreja, tornando-os livres, com a liberdade com a qual Cristo nos libertou (Gálatas 5:1). Mas o que sempre usa o Velho Testamento consegue aprisionar as suas passivas “ovelhas” aos conceitos da lei, podendo exigir destas muitos dízimos, ofertas e sacrifícios... enfim, tudo que foi abolido no Novo Testamento.

         Certa pastora, presidente de uma denominação muito “sarada”, contratou para a sua cadeia de lojas (provavelmente comprada à custa dos dízimos e ofertas dos pobres membros de sua denominação) uma de minhas conhecidas irmãs na fé. Esta irmã é culta na Bíblia, gosta de fazer evangelismo pessoal,  é inteligente, é bonita, se veste com elegância, porém discretamente, segundo convém a uma legítima serva do Senhor. Pois, quando recebia instruções da tal pastora quanto ao modo de agir em seu novo emprego, ficou perplexa, pois a tal “mulher de Deus” aconselhou-a a: 1. - Vestir-se mais ousadamente, já que tem um corpo bonito e precisa exibir uma boa dose de “sex-apeal” aos clientes da loja. 2. - Nunca, jamais, em hipótese alguma, pregar Jesus, a fim de não espantar os clientes espíritas e os maçons. E quando o cliente for católico, elogiar Maria, como se esta fosse realmente uma deusa, etc.

         Diante de tais exigências, a moça desistiu do emprego e hoje, pela imensa graça e misericórdia divina, está gerenciando uma organização que cuida de pessoas idosas. Imaginem quantas pessoas, já no final da vida, vão conhecer a salvação em Cristo, através dessa verdadeira cristã! Por isso é que eu me amarro em Romanos 8:28!

         Essas “peruas do evangelho”, que se deleitam em pastorear igrejas, não conhecem a teologia de Paulo, preocupando-se mais com a aparência do que com a essência do evangelho, esquecendo que Deus vê o coração e não o cifrão que lhes comanda as mentes secularizadas. Elas amam as novas versões da Bíblia, as quais pregam um “outro Jesus”, bem ao gosto da Nova Era, um “Jesus” que obedece aos comandos dos corruptos líderes “evangélicos”.

         Na concepção dos pastores “marco-valerianos”, o Senhor Jesus Cristo fica obrigado a sair do lugar ocupado à  destra do Pai, cada minuto em que é requisitado pela convocação deles. Desse modo, prosperam materialmente, usando o Santo Nome do Filho de Deus, que se entregou por nós.... Esses  “anjos decaídos” da igreja prosperam tremendamente à custa do desconhecimento bíblico de suas ovelhas. Comigo, não, amigos do cifrão!!!

         Que se cuidem os crentes com os pastores que usam e abusam do Velho Testamento. Estamos na Dispensação da Graça e os ensinos do VT já foram confirmados pela vinda do Senhor Jesus Cristo. Agora  devemos nos concentrar nos ensinos de Paulo e dos apóstolos, em vez de ficarmos chapinhando nos ensinos do Velho Testamento. Deste devemos colher os bons exemplos e estudar as profecias sobre a restauração de Israel, com a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo, para estabelecer o Reino Milenar, quando o mundo inteiro se curvará aos Seus pés, adorando-O como Ele deve ser adorado.

         Vamos ler Isaías, Jeremias, Ezequiel e os profetas menores, no sentido de conservar a esperança de uma Israel restabelecida, livre do pecado da rebeldia, que sempre marcou o povo judeu... pecado que,  infelizmente, tem marcado também os gentios, que desconhecem o Deus verdadeiro, preferindo os falsos deuses da prosperidade e do secularismo hedonista. ********************

 

Agosto 2005

 

 

04. - Pastores xamanistas

 

Quando comparamos a teologia da fé/prosperidade  com a Bíblia, a apostasia se torna bem clara. Essa constatação se torna óbvia, pois o apóstolo Paulo declara na 2 Tessalonicenses 2:1-4 que o Anticristo só vai aparecer quando os líderes religiosos da época lhe abrirem a porta: ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. (Bíblia ACF). Em outras palavras, quando um líder religioso ensina falsa doutrina, deturpando a legítima doutrina bíblica, ele está abrindo cada vez mais amplamente a porta ao Anticristo.

 

Kathryn Kuhlman foi sem dúvida a primeira carismática a mergulhar nas doutrinas católicas, a fim de autenticar suas preleções. Depois vieram Kenneth Copeland e Kenneth Hagin, Peter Wagner, Benny Hinn e outros curandeiros do evangelho, todos eles se considerando benfeitores e um modelo místico do tipo de  Kuhlman.  Hagin já partiu “para o seu próprio lugar”. Agora Benny Hinn é o maior shamã da atualidade. Ele pode estar completando a “última das achas”, um conceito do grupo de rock Led Zepelin. O seu espírito-guia demoníaco lhes contou que haveria “quatro achas que deveriam ser colocadas no fogo, até a chegada do grande tronco, quando as massas da humanidade, serão postas no fogo, segundo os ensinos profundamente satânicos da magia negra contidos em suas canções”. ("Fallen Angel: The Untold Story of Jimmy Page and Led Zeppelin", by Tom Friend, p. 256) Esse grupo de rock é absolutamente satânico! Não será Hinn um shamã da mesma estatura do líder do grupo Led Zepelin? Ele pode ser um trampolim para o vindouro reino do Anticristo. Seus ensinos são mais do que antibíblicos, alcançando a fronteira do mundo  paranormal. Ele está preparando dezenas de milhares de pastores e membros de igrejas para aceitarem os ensinos antibíblicos e para-normais do Anticristo. Os pastores que adotam a fanerose e o Movimento G-12 (além de outras aberrações desse tipo) são discípulos do feiticeiro Benny Hinn, pois o misticismo acompanha o seu ministério. Esses homens-rãs mergulhados no ocultismo adotam um estilo tipicamente místico e medieval. Eles estão enchendo o inferno de crentes que não estudam a Bíblia e seguem seus ensinos prejudiciais.

As “curas” milagrosas, a fanerose, os grunhidos, os sibilos de serpente, a expulsão de demônios, a petição de dinheiro e outros horrores presenciados nos cultos das “igrejas da fé/prosperidade” são um fenômeno típico da Nova Era, das cerimônias de magia negra e dos gurus orientais. Essas manifestações estão absolutamente ausentes nas Sagradas Escrituras. A única vez em que alguém caiu na Bíblia foi quando o próprio Deus se manifestou, ou um anjo apareceu à pessoa que caiu.  Considerar até mesmo que um “pastor” tenha o poder de fazer cair pessoas ao chão foge totalmente à ordem e razão da Bíblia. Por que iria Deus dar a um homem ou a uma mulher poder para  “derrubar”  pessoas? Eu ficaria de alma compungida se o meu Deus usasse alguém para “derrubar” pessoas aos milhares e em seguida curá-las à mão cheia. Se Ele é realmente Deus, sempre se  preocupará com a humanidade  e dela cuidará com amor. Então, como poderia Ele curar tantos milhares e ao mesmo tempo derrubá-los ao chão? O Deus da Bíblia não pratica asneiras desse tipo! Asnos são esses pastores, que só pensam em ganhar dinheiro, fama e poder sobre os raquíticos espirituais de suas igrejas, para depois irem torrar no inferno! Os shamãs da magia negra sempre fazem milagres.  A idéia passada ao povo que tem lotado essas igrejas é que essas coisas mostram o poder do “Espírito Santo”, o que é inacreditável, beirando o pecado imperdoável. Parece que as coisas se inverteram, pois agora Satanás faz os milagres e Jesus recebe a fama. Não será um tipo de blasfêmia contra o Espírito Santo? (Mateus 12:31-32).

Benny Hinn e os seus seguidores conseguem suas “revelações” quando os demônios a eles dão cobertura. Os satanistas e membros da Nova Era têm visto esse tipo de manifestação o tempo inteiro. Benny Hinn é um místico que  invadiu as igrejas evangélicas com a sua doutrina de demônios. Os pastores que o seguem são também místicos em busca de fama e poder. A obra de Cristo na cruz foi total e suficiente e não precisamos de manifestações paranormais para nos complementar a fé.   A verdadeira fé dos crentes bíblicos não pode ser embasada em experiências  místicas, pois “o justo viverá da fé” (Gálatas 3:11- ACF).  O apóstolo Paulo escreveu aos gálatas, advertindo-os desse perigo, dizendo que eles estavam sendo enfeitiçados por espíritos enganosos, quando acrescentavam algo mais à sua fé, com ritualismos e cerimônias da carne (Gálatas 3:1-5).

Os membros dessas igrejas vulcânicas precisam ficar atentos. Se  continuarem seguindo e depositando a sua fé nesses líderes cegos, não importa quão fortes sejam as sensações e emoções experimentadas em seus cultos,  eles estão a serviço de Satanás. O conselho que dou aos crentes dessas igrejas rocambolescas  é que procurem uma igreja séria, que pregue a Palavra, sem as exibições de curandeirismo, fanerose, requebros e música barulhenta, usados para enfeitiçá-los. Procurem uma igreja do tipo recomendado por Habacuque 2:20: O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra!”

Informações colhidas no site “The Cutting Edge”.

 

 

05. - Coreografia adornando Malaquias

 

       Hoje fui assistir ao culto matutino em nossa PIBT. O pastor precisava sair para um funeral em família e pregou - rapidamente - o 6º. Sermão sobre neopentecostalismo, enfocando a Teologia da Ganância, isto é, da Prosperidade, e, como sempre, fez uma  excelente pregação.

         Como eu tinha a manhã disponível, pois o culto aconteceu de 8,30 às 10,45 hs, resolvi seguir diretamente para outra igreja batista no centro da cidade, cujo pastor é culto, inteligente e também Psicólogo. Visitei duas vezes essa igreja em dezembro passado e uma vez este ano. Então surgiu um boato que eu estava trocando a PIBT pela IBC, por ser amiga do pastor, tanto que o seu antecessor veio me perguntar se era verdade. Respondi que amo a PIBT, gosto das pregações do nosso pastor e da música clássica que ali escutamos, portanto nunca vou sair dali... a não ser para o céu...

         Quando li o boletim da IBC de hoje, fiquei meio decepcionada com a mensagem, pois estando acostumada às mensagens práticas e evangelísticas do Pr. Renato, notei que o assunto ali era dízimo ao quadrado! Isso é até compreensível, porque essa igreja sofreu duas divisões em poucos anos e deve ter-se reduzido a um terço da membresia, o que significa um enorme  déficit orçamentário. Se bem que, antes disso, nas poucas vezes em que lá estive, o assunto “dízimo” sempre foi ressaltado, com as sacolinhas vermelhas circulando entre os presentes.

         Também houve ali a profissão de fé de dois batizandos, quando duas coisas me deixaram perturbada. A primeira foi a quase exigência do pastor de que os futuros membros se comprometessem a entregar pontualmente o dízimo, explicando que este deve corresponder exatamente a 10% dos seus ganhos. Quando ele indagou a um dos batizandos se ele tinha algum vício, por exemplo, se ele bebia, o idoso senhor respondeu jocosamente que “sim”, acrescentando: somente café e água. Uma irmã sentada ao meu lado indagou inocentemente se o crente podia “beber refrigerante”. Olhei para ela, espantada, achando que estava brincando, mas o seu rosto expressava preocupação, em vez de brincadeira (Que falta faz a esses crentes a leitura da Bíblia!). Expliquei-lhe em voz baixa que o crente tanto pode beber refrigerante como até vinho... E quando ela me olhou escandalizada, expliquei: A Bíblia só proíbe que o crente se embriague, mas não proíbe tomar vinho. Ela fez uma careta e deve ter pensado: essa mulher é uma tremenda herege! Adoro ver o olhar escandalizado de quem me considera uma herege!

         O melhor do culto foi o pianista. Ele toca bem e,  antes de começar o serviço divino, nos brindou com uma peça clássica de rara beleza. Foram cantados poucos hinos do “Cantor”, três corinhos medíocres, um deles exaltando o “EU” e o poder da oração com gesticulação, como se esse poder fosse exatamente da oração e dos gestos, e não da Pessoa a quem a mesma é dirigida.

         Depois da leitura da Bíblia (do Velho Testamento, é claro!) de algumas orações e cânticos, chegamos ao final do culto, quando foi anunciada uma coreografia a três. Duas meninas gêmeas vestidas de saias longas (verde garrafa) e blusas brancas e um jovem vestido de branco (este parecendo que ia a uma seção de candomblé) começaram a cantar, a rodopiar e a balançar o corpo, enquanto a música dolente ia embalando as notas malaquianas entregues durante o culto. Comecei a sentir fome, pois havia tomado a última refeição às 7 hs da noite de ontem (dois caquis e uma maçã) e achei que o meu frango ao suco de laranja - acompanhado de legumes variados - ser-me-ia mais aproveitável do que aquela coreografia copiada das “igrejas fofinhas” (como as chama a sábia irmã Norma), que tanto têm-se afastado do verdadeiro evangelho do Senhor Jesus Cristo.

         Levantei-me e saí de mansinho, mesmo sabendo que alguns irmãos iriam ficar intrigados, visto como o pastor, durante o culto, havia se abalado do seu lugar para vir me dar um grande e caloroso abraço. Lamento muito! Mas entre um pastor que não gosta de mim, mas é “Brastemp” em todos os sentidos, e outro que me trata muito bem, mas está aderindo às antigas roupagens do velho Testamento, vou preferir - hoje, amanhã e sempre -  o da nossa PIBT. ********

 

Março 2005.

 

 

06. - O perigo judaizante

 

        Ouvi dizer que um rabino do RJ criticou muito uma igreja dita evangélica, conhecida ceifeira de dízimos e ofertas, e líder de um certo movimento ocultista, nesta cidade, dizendo que o seu pastor está mais para cabalista do que para evangélico, quando tenta imitar os oráculos judeus.

         O apóstolo Paulo, que fora um rabino judeu, combatia tenazmente esse tipo de imitação dos costumes e ritos judaicos, dizendo:Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:6-9).

         Os pastores malaquianos estão indo de mal a pior, querendo imitar o judaísmo, usando e abusando do Velho Testamento, para obrigar os seus discípulos a dar mais e mais dinheiro e levando-os também à prática de sacrifícios, controlando suas vidas através de uma espécie de lavagem cerebral. Isso sem falar nos objetos que apresentam e vendem como meios de bênçãos, uma crença ocultista, importada do paganismo antigo.

         Paulo nos adverte sobre o desejo humano de querer adicionar boas obras ao plano de salvação, em Gálatas 5:1: “ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”.

         A salvação é inteiramente gratuita, através do arrependimento de pecados e da aceitação, em fé e verdade, do sacrifício de Cristo na cruz. O que devemos fazer, além de crer e receber a salvação,  é levar uma vida reta, provando que estamos convertidos e dando bom testemunho aos irmãos e descrentes. Tudo que disso passar é evangelho espúrio, misto de paganismo e Catolicismo Romano.

Que adianta cantar, rebolar, dar dinheiro e fazer macaquices dentro da igreja, quando, ao sair dali, muitos desses crentes imaturos dão cheque sem fundo, metem, cometem adultério e até fumam, se embriagam e jogam na Loto?

         Os pastores malaquianos pregam um falso evangelho, negando os ensinamentos de Paulo. Eles estão se distanciando da verdade e seguindo os passos do Catolicismo Romano. Todos esses pastores judaizantes são inimigos de Cristo e devem ser abandonados, pois estão contribuindo diretamente para o estabelecimento da Igreja Mundial, conforme o movimento conhecido como “chuva serôdia”, que está agindo a plano vapor nos USA. Os pastores malaquianos recebem dinheiro para divulgar o falso evangelho americano e vão aumentando o rol de membros, com uma boa coleta de dízimos e ofertas, sob a ilusão de que suas igrejas estão crescendo pelo poder do Espírito Santo.

         Que os membros dessas igrejas se acautelem e leiam a Bíblia com discernimento, a fim de não caírem na lábia desses lobos vorazes, que estão em busca de fama, riqueza e poder, sem se importarem de modo algum com a salvação e o crescimento espiritual do seu rebanho. Que aprendam que o dízimo é uma doutrina inexistente no Novo Testamento, havendo apenas o “dadivar”, isto é, dar com alegria o que se puder e quiser ofertar, nada por obrigação.

         Que os crentes procurem igrejas decentes, onde não sejam  obrigados a escutar um barulho ensurdecedor; onde a Palavra de Deus seja pregada com honestidade; onde os pastores não falem em dinheiro, pois não temos obrigação alguma de pagar pela salvação e, muito menos, de enriquecer as contas bancárias desses charlatães “americanalhados”, que estão crescendo mais do que erva daninha em nosso país. ****************************************

 

Julho 2005.

 

 

07. - Quem precisa jejuar?

 

         Alguns amigos pentecostais estão sempre me censurando porque sou contra o jejum como obra meritória de salvação e santificação. Eles dizem que Jesus mandava jejuar, que os apóstolos e cristãos primitivos jejuavam e que precisamos jejuar, também, a fim de agradar a Deus.

Então, quem precisa jejuar?

1.     Os crentes (católicos, evangélicos, muçulmanos, hinduístas, etc.) que pensam estar agradando a Deus, caso se abstenham de um prato de comida.

2.     Todos os crentes evangélicos extremamente gulosos, que morrem pela boca, os quais precisam jejuar, a fim de se absterem desse pecado grave, pelo menos enquanto jejuam, e de perderem os muitos quilos que lhes estão sobrando...

3.     Os pentecostais que crêem numa teologia tipo arminiana, através da qual o crente pode perder a salvação, se cometer algum pecado grave e, portanto, cair da graça.

Não preciso agradar a Deus através de obras mortas, pois o único sacrifício que Lhe foi realmente aceitável foi o que Jesus fez na cruz do Calvário, quando expirou em benefício da humanidade. Quando cultivo o sacrifício do louvor, confessando o Nome Santo de Jesus e servindo-O através de uma vida pautada na Bíblia, já estou fazendo o que Deus espera de mim. Quando amo e respeito o meu próximo, desejando e fazendo a ele exatamente o que gostaria que ele me fizesse, estou cumprindo toda a lei e os profetas. Tudo que faço além disso é para me sentir bem comigo mesma, uma espécie de caridade egoísta com o intuito de me agradar... Isso também acontece à maioria dos crentes, quando estes entregam o dízimo, achando que agradam a Deus com essa obra morta, o que na realidade fazem  para agradar o pastor...

Não preciso jejuar para agradar a Deus porque já me alimento muito menos do que o recomendado pelos médicos. De manhã, quando me levanto, tomo uma xícara de chá preto com suco de caju e açúcar. Vou para o computador e trabalho em meu ofício de pesquisa religiosa, até o meio dia. Tomo um almoço saudável, composto de frutas, legumes e carne magra, na quantidade necessária à minha sobrevivência. Nunca encho o estômago até me sentir pesada. Gosto de ingerir muito suco de frutas. À tarde, lá pelas 16 hs., tomo uma xícara de café preto, sem comer coisa alguma. Aliás, no final do ano, quando aparece o "panetone", muitas vezes me animo e como uma boa fatia desse pão italiano, que muito aprecio. E lá pelas 19 hs., tomo uma sopa de legumes ou como uma salada de verduras ou frutas, e mais suco de frutas. Depois, vejo umas duas horas de TV para descansar os olhos do computador e da leitura diária. Em seguida, ligo a Internet e procuro responder os e-mails diários, que chegam a 20. Mais tarde, leio a Bíblia ou escuto o Cid Moreira em CD, lendo os Quatro Evangelhos. Meu dia termina com uma oração de agradecimento por tudo que recebi do Senhor e faço pedidos pelos meus familiares e amigos... Jamais peço qualquer coisa  para mim, pois Deus já me dá muito mais do que preciso e mereço. Seria uma inflação espiritual ter mais do que preciso para sobreviver decentemente.

Não sou pentecostal. Sou batista calvinista, do tipo moderado. Não sou fanática por denominação alguma. Minhas denominações  preferidas seriam a Batista e a Presbiteriana (fundamentalistas e tradicionais), que já experimentei e nunca reprovei.  Minha Igreja é a Bíblia e meu Pastor é Jesus Cristo. Creio na infalibilidade da Bíblia, procuro seguir tudo que ela ordena, como regra de fé e prática de vida. Não duvido um segundo sequer de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que morreu na cruz para salvar os pecadores, ressuscitou, gloriosamente, ao terceiro dia, e está assentado à destra do Pai Celestial, aguardando o momento de voltar para governar o mundo com justiça e equidade. Creio que Ele vai arrebatar os crentes nascidos de novo,  antes da Grande Tribulação, e voltará visivelmente para julgar os vivos e os mortos, que não tiverem sido arrebatados e peneirados para efeito de galardão, no Tribunal de Cristo, conforme 2 Coríntios 5:10.

Não creio que um crente nascido de novo (2 Coríntios 5:17)  possa perder a salvação. Se o sacrifício de Cristo foi total e suficiente para salvar todos os pecadores que a Ele se achegam, e como eu me entreguei a Ele, há 27 anos, não me preocupo mais com o fato de  perder a salvação, pois sei que ela é eterna e, portanto,  jamais perecerei no inferno, porque a Bíblia me garante isso... apesar de toda a minha maldade. Deus sempre me olha através de Jesus e me julga através de sua Palavra.

Infeliz de quem confia numa Igreja para ser salvo, de quem crê num lugar de purgação e em obras mortas para ganhar a salvação. E, muito pior, de quem confia na Reencarnação. Essa pessoa acaba indo para o lugar de perdição eterna... Também infeliz é o crente que segue essas teologias que pregam poder e prosperidade. Jesus veio para nos dar vida abundante, contanto que sigamos Sua Palavra e trabalhemos bastante para conseguir tudo de que necessitamos, sem almejar riquezas materiais. Jesus é a nossa maior riqueza. Ele é o nosso TUDO!

Os pastores pentecostais pregam a perda da salvação porque se respaldam em versos que foram escritos para os judeus, na era da Lei (a qual vai voltar a vigorar depois do Arrebatamento), e não para os gentios na era da Igreja. Temos de nos embasar na Teologia Paulina, porque a Teologia de Pedro e de Tiago foi especificamente escrita para os cristãos judeus e não para os salvos. Certas passagens de Mateus 23-25 nada têm a ver com a Dispensação da Graça. Elas são destinadas aos judeus e gentios, que irão viver na Era da Lei mais Obras, a qual será reinstalada, como eu já disse, na Grande Tribulação. Então, nós, os crentes salvos nesta Dispensação da Graça, já teremos sido arrebatados e julgados no Tribunal do Senhor, voltando com Ele, após a Ceia do Cordeiro, para reinar com Ele em glória!!! Vivamos vidas santas, porque Deus é Santo. E porque lendo e assimilando a Sua Palavra (conforme nos disse Jesus em João 15:3), ficaremos limpos, não mais sentindo prazer em pecar, satisfazendo-nos em viver conforme as leis divinas, sem obrigação, mas exclusivamente por amor a Jesus e com o nosso coração repleto de alegria. **********************************

 

Atualizado em agosto 2005.

 

 

08. - Nazinha Versus Cidinha

 

Como diz um missivista eletrônico paraense, o Círio de Nazaré é talvez a maior festa romano-babilônica, a qual acontece há dezenas de anos, assim como está acontecendo hoje, domingo, 12 de outubro, 2003. É uma réplica da romaria da Senhora Aparecida. E como a região amazônica tem água sobrando, essa romaria é realizada mais dentro d’água do que em terra.

O Diabo adora copiar Deus e até copia a si mesmo. Portanto, esse macaco maior do universo achou por bem copiar a Cidinha, dando-lhe o epíteto de Nazinha, a fim de conservar algemados todos os brasileiros do Norte, do mesmo modo como  o são os do Sudeste, nessa época de primavera, quando as flores são abundantes e a beleza do Brasil explode em todos os recantos.

Como explica o missivista, essa festa idolátrica sempre acontece no Pará e, nesse período, a cidade fica completamente lotada de romeiros, não havendo vagas nos hotéis, nem nas pensões e até mesmo as casas de família se transformam em pensões de emergência, a fim de abrigar os romeiros.

Uma vez eu vi algo desse gênero, quero dizer de lotação esgotada, numa cidade. Foi em Frankfurt, Alemanha, em 1967, quando lá chegamos para o Congresso Internacional de Química. Não havia vaga em hotel algum. Meu marido ficou apavorado, pois era do tipo que exigia sempre bons hotéis e estávamos exatamente chegando de Berlim, onde havíamos nos hospedado no Park Zellermeyer, um cinco estrelas, muito conhecido naquele tempo. Fomos abrigados numa pensão horrorosa, cujo banheiro era para uma porção de hóspedes e... o que é pior, na zona de mulheres fáceis daquela cidade.

Certa manhã, enquanto meu marido estava no Congresso, saí com a filha de 9 anos para comprar umas frutas. Os homens passavam e me olhavam com olhares gulosos (por incrível que pareça eu era bonita, com manequim 42, cabelos louros e sedosos e estava em meus plenos 37 anos de idade). Graças a Deus, até em certos locais, os alemães são cavalheiros, e um deles parou, me examinou da cabeça aos pés e disse: “Que mulher linda, pena que esteja com uma criança pela mão”. Fiquei apavorada e quando meu marido voltou do Congresso, contei-lhe o incidente. Ele riu à beça e com aquela fleuma germânica, ainda caçoou de mim, com estas palavras: “E se você estivesse sozinha, teria aceitado o convite do cavalheiro?” Fiquei com tanta raiva que joguei um copo de coca-cola em cima dele e quase acertei-lhe a cabeça... Nordestina violenta como só eu mesma!

Mas, voltando à Nazinha, diz o paraense que essa festa ocorre em praticamente todos os municípios do Pará e todas as organizações e instituições públicas fazem o seu "círio" particular. É difícil, neste mês, comer em um restaurante que não tenha um altar com essa deusa entronizada. Todos os paraenses, nesse período, estão com os nervos à flor da pele e comentar algo contrário a essa deusa é uma afronta. Quem quiser entrar com a própria barriga numa peixeira de meio metro basta dizer que a Nazinha não é a grande santa entronizada no céu, ajudando o filho dela a julgar os vivos e os mortos (sim, porque morre muita gente boa durante a festa, visto como, na verdade,  a Nazinha precisa de almas para entregar ao chefão da máfia infernal).

Prossegue o missivista: Essa imagem (a original) fica em um altar suspenso na principal igreja, chamado "altar da glória". Uma vez por ano o ídolo desce, e eles dizem (o povo, os jornais, o rádio...) que "Nossa senhora de Nazaré, desce da glória, para o meio de seu povo". É algo impressionante, a devoção e loucura desse povo. Para ficar mais a par do assunto aqui está um site com informações: http://www.oliberal.com.br/cirio/default.asp

Existe ainda o chamado "almoço do círio", no qual o comércio se esbalda, sendo este até conhecido como o "natal dos paraenses".

É  então que nos lembramos de Jeremias 7:17-18, Não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?  Os filhos apanham lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus,..."  O resultado: Jeremias 7:20:  "Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar, e sobre os homens, e sobre os animais, e sobre as árvores do campo, e sobre os frutos da terra; e acender-se-á e não se apagará."

No período conhecido como "A Grande Tribulação", que Deus tenha  misericórdia de tantas pessoas envolvidas nessa deplorável prática idolátrica.

Quem neste Brasil não tem uma porção de parentes envolvidos com a máfia romana? Eu mesma tenho uma porção deles e estou sempre orando para que não fiquem sob a maldição das pragas do Apocalipse, no governo do Anticristo, que vai ser tenebroso!


12/10/03


   

09. - Pequenas igrejas, grandes negócios

 

         Uma brasileira, que foi morar no Japão, há alguns anos, relata o que nossos patrícios evangélicos amargam no país do sol, quando se entregam nas mãos dos ambiciosos pastores malaquianos, que ali aportam com o objetivo precípuo de inaugurar pequenas igrejas, nas quais faturam gordos dízimos e ofertas. Eles sabem que no Japão se ganha muito e os dízimos são polpudos!

         Ela diz que os tais pastores exigem dos membros de suas igrejas 10% da renda bruta, além das ofertas “voluntárias”. Seu marido ganha o equivalente a 5.000 Reais, dos quais os tais pastores levam uma boa parte, deixando o insuficiente para manter decentemente sua numerosa família, num país onde a vida é caríssima.

         Aqui no Brasil, diz ela, seu marido era membro de uma igreja batista séria, mas ao chegar no Japão tornou-se membro de uma dessas igrejas malaquianas, por falta de opção. Os pastores dessas igrejas fazem tal lavagem cerebral nos membros de suas comunidades que eles deixam de comprar o essencial para o lar, a fim de entregar-lhes o que deles se exige.

         Ela conta que tentou seguir o marido e o filho de 18 anos, indo aos cultos semanais, mas desistiu, de tão revoltada com o que se passa ali dentro dessas igrejas de língua portuguesa. Pelo visto, esses pastores vão para o exterior confiando na carência afetiva, familiar e nacional dos nossos pobres patrícios, conseguindo amealhar gordas fortunas, em pouco tempo.

         Ela conta que teve câncer uterino, deixou de trabalhar, a vida se tornou cada vez mais difícil no lar, mas, mesmo assim, seu marido continuou entregando o dízimo, deixando faltar coisas necessárias no lar. Conta que os pastores usam Malaquias 3 o tempo inteiro, convencendo os membros de suas igrejas a entregarem o que têm e o que não têm, deixando a família de nove membros com as suas contas atrasadas. Os membros são obrigados a participar de encontros (3 dias) secretos, sem direito a conversar com outros participantes, sendo obrigados a ouvir, o tempo inteiro, as pregações dos pastores brasileiros, especialmente contratados para lhes fazer lavagem cerebral.

         Num desses encontros, em dado momento, não suportando mais a hipocrisia dos tais pregadores, ela fingiu estar possessa, a fim de ver a reação deles. Diz que foi hilário. (Eu também já fiz isso em certa igreja malaquiana e me diverti muito!)

         No último dia do tal encontro (deve ser o G-12) ela conta que os participantes desse “retiro” foram  obrigados a fingir que estavam sendo pregados numa cruz, permanecendo parados, com os olhos fechados e os braços abertos, por tempo suficiente para ficarem hipnotizados, escutando o que os tais pastores iam pregando. Ela diz que os tais pastores andam em carros de luxo, comprados a peso de ouro, à custa dos pais de família que lhes ficam subordinados espiritualmente.

         Os jovens são obrigados a comprar centenas de CDs de música “gospel”, em ritmo de rock, com letras ditas evangélicas, e que esses cânticos vão hipnotizando cada dia mais a juventude que escuta esse tipo de música.

         Conta que o marido e os filhos já não conseguem dialogar, pois ninguém respeita ninguém no lar, somente valendo o que os tais pastores ensinam, sendo estes como “deuses” para os membros de suas igrejas.

         Ela conta que só não deu ainda um basta em seu casamento porque é mãe de sete filhos, sendo cinco ainda pequenos, mas que sua cabeça está a ponto de explodir, de tanto sofrimento moral causado por esses pastores gananciosos, que destroem as famílias brasileiras em seu próprio benefício. Ela pede socorro!

         Depois disso, ainda existem milhares de crentes tolos, aqui no Brasil, que me criticam porque eu condeno as igrejas malaquianas, com os seus gananciosos pastores fazendo a cobrança do dízimo, hem?

         Que os crentes leiam o Evangelho de Paulo Apóstolo, com o desejo de aprender a verdade que liberta desse tipo de gente gananciosa. Que levem uma vida reta, pagando suas contas em dia, evitando qualquer tipo de imoralidade, pois os dias sãos maus e precisamos manter nossas mentes incontaminadas desse tipo de evangelho espúrio, cujos pregadores só têm como objetivo o enriquecimento ilícito... Que se dêem ofertas, quando se puder dar.

         Lembrem-se: qualquer pastor que exige a entrega do dízimo é um ladrão... Não o membro da igreja que o sonega. Deus não precisa do dízimo, mas que o crente viva em sinceridade e retidão.

         Quanto mais dízimos recebidos, mais malas milionárias  a serem transportadas entre um e outro aeroporto do país... *********************

 

 

10. - O dom de línguas na Bíblia

 

         O dom de línguas na Bíblia, de grande importância durante os 33 anos de história relatados no Livro de Atos, foi o conhecimento dado por Deus de uma língua estrangeira com a capacidade de se falar a mesma, como se fosse a língua materna. Qualquer experiência hoje reivindicada não subsiste ao exemplo dado em Atos 2. Isso é uma substituição humana do dom divino, a qual, quando apresentada como experiência bíblica, deve ser condenada por se tratar de uma impostura satânica.

         Se este julgamento parecer áspero e pessoal, deve-se considerar que ele provém da opinião formada de alguém que tem amado, crido, lido, estudado e ensinado a Palavra de Deus, durante 52 anos. O leitor pode confirmar a evidência desse julgamento, se abrir a Bíblia e julgar todas as alegadas experiências pelo que ali está escrito. Isaías 8:20 diz: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles”. Isso inclui todos os homens de negócios, astros de cinema e clérigos. Nenhum fica isento desse teste. Quem tem a mente plena da Palavra de Deus jamais poderá aceitar sons extáticos, murmúrios não inteligíveis, giros de cabeça, revirar de olhos e outras manifestações acrobáticas, como coisas que encontrem respaldo na Bíblia.

         Em vista do propósito e programa no período divino de Atos e do pouco tempo disponível para o seu cumprimento (Romanos 9:28), a capacidade de falar em qualquer língua, conforme fosse exigido pelas circunstâncias, era uma necessidade prioritária. O que tinha de ser feito jamais poderia sido concretizado fora dessa experiência. Para apressar tal feito devemos levar em conta a situação existente naquele tempo. Era uma época de pouco estudo e de muito poucas  viagens. Cada vila em geral falava a sua própria língua ou dialeto e o povo tinha pouco contato com os de fora. Quando um homem viajava 12 milhas, sempre se deparava com um dialeto diferente e se viajasse 20 milhas, iria encontrar uma língua diferente. As pessoas que moram nos USA vão levar muito tempo para entender isso. Aqui se viajam 3.000 milhas, de uma costa a outra, e sempre se pode entender e ser entendido. Aqui nesta terra temos uma língua suficiente para uma vida inteira de trabalho, mas no período de Atos uma língua apenas não seria suficiente, mesmo por algumas semanas, caso a obra fosse de evangelização.

         Hoje em dia os missionários ainda enfrentam esse problema, sem que exista qualquer dom de conhecimento instantâneo para ajudá-los nessa tarefa, conforme aconteceu no período de Atos.

         Atualmente, no pequeno país chamado Libéria, a mais antiga das repúblicas que se governam na África, com uma área de 43.000 milhas quadradas (mais ou menos do tamanho de Ohio) e uma população de 1,200 milhão de habitantes (cerca de metade da população de Chicago, Illinois), existem 45 línguas faladas. A língua oficial – o Inglês – é falada e compreendida somente pela pequena classe superior, a qual teve a vantagem de se educar. A Bíblia (ou porções da mesma) foi traduzida em 9 ou 12 das línguas principais. Tudo isso torna quase impossível a difusão do Evangelho nesse pequeno país [Mas mesmo assim os missionários não têm o dom de línguas verificado em Atos 2].

  Uma situação idêntica no exterior (e também no interior) existia na Palestina, quando os discípulos se reuniram naquele memorável Dia de Pentecostes. De fato eles estavam enfrentando a realidade de que havia 17 línguas e dialetos falados por aqueles que Deus pretendia que ouvisse a Sua mensagem naquele dia (Atos 2:5; 9-11). Esses judeus nascidos no exterior tinham todo o direito de ouvir o evangelho em sua língua materna, exatamente como os 120 haviam escutado na língua deles (Atos 2:8,11). Era o programa proposto e inspirado de Deus no período de Atos, que todo israelita na terra tivesse uma especial oportunidade de aceitar ou rejeitar o homem Jesus como o Messias prometido e como o seu Salvador pessoal. Essa fora a solene promessa divina conforme Romanos 15:21: “Antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão”.  Deus honrou essa promessa. Em Marcos 16:20, lemos: “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”. Também em Romanos 10:18, lemos; “...Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois por toda a terra saiu a voz deles, e as suas palavras até aos confins do mundo”.

         Então aconteceu que homens inspirados por Deus (os apóstolos) cumpriram essa tarefa humanamente impossível, em menos de 33 anos. Cada israelita na terra recebeu a mesma cobertura, tanto os que estavam na pátria como os que estavam na dispersão. E para evitar qualquer atraso, qualquer mal- entendido e qualquer necessidade de tradução feita por homens falíveis, o evangelho foi falado na pura língua materna, porque Deus quis que acontecesse. Foi essa a experiência normal de testemunhar. Realmente, o “dom de línguas” tornou-se uma significativa realidade no período de Atos. Foi esse um poderoso sinal para o descrente, conforme 1 Coríntios 14:22: “De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis”. Foi um milagre digno do Deus que aos homens deu essa habilidade.

         É uma vergonha que hoje os faladores de línguas fiquem exibindo os seus “bla,bla,blas, imitando aquele milagre divino da dispensação de Atos. Rejeitamos essa descarga humana de sons ininteligíveis,  que não passam de ridícula impostura humana

         Foi a promessa do Senhor Jesus àqueles crentes comissionados como testemunhas que falassem em outras línguas (Atos 1:8; Marcos 16:17). A palavra “falar” obviamente significa expressar  palavras (não apenas sons), é dar expressão oral aos pensamentos e não ficar repetindo sons ininteligíveis. Quando dizemos “ele fala Espanhol” queremos dizer que ele se expressa na língua do povo espanhol e não que ele emite sons em Espanhol. A palavra grega significando “falar” é “laleo”, sendo encontrada 295 vezes no Novo Testamento. Em cada ocorrência, sem exceção, ela significa emitir discurso  inteligível.

         Naquele Dia de Pentecostes, quando a capacidade falar em línguas estrangeira foi primeiramente dada, “... em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu (Atos 2:5).  Entre estes foram encontradas 17 línguas e dialetos diferentes. Esses homens provavelmente conheciam um pouco de Hebraico, língua que raramente usavam e, é claro, conheciam também um pouco do Aramaico, dependendo de quanto tempo tivessem estado em Jerusalém. Contudo, a língua que podiam falar fluentemente e entender sem dificuldade era a do país onde haviam nascido e onde habitavam, por muito tempo. Não é de admirar que ficassem confusos, quando cada um deles ouviu algum membro dos 120 discípulos falando em sua própria língua (Atos 2:6). Eles sabiam que esses homens eram galileus e por isso indagaram como podiam eles estar falando nas línguas das terras onde esses forasteiros haviam nascido: Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (Atos 2:8). Também: “Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus (Atos 2:11). Essa é a real e positiva natureza desse miraculoso testemunho. São as palavras dos que ali se encontravam naquele dia, o que está além de qualquer dúvida sobre o que realmente significa o dom de línguas na Bíblia.

         Os modernos faladores de línguas não gastam muito tempo tentando encontrar a real significação de Atos 2. Eles impõem sobre este capítulo a teoria de antemão construída, apanhada em algumas frases, e em seguida correm para a 1 Coríntios 14, capítulo que trata do assunto, o que demonstra uma grande falta de entendimento e de honesta interpretação. Isso lhes serve maravilhosamente aos propósitos e a inserção não autorizada da palavra “desconhecidas” em quatro passagens parece ajudá-los por demais. Contudo, não interessa quanto eles façam com a 1 Coríntios 14, o certo é que prestam pouca atenção às palavras de Paulo na 1 Coríntios 14:9: “Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar”. Os modernos defensores do dom de línguas preferem emitir 10.000 sons ininteligíveis a falar 5 palavras com sentido, quando o seu zelo em favor da experiência do dom de línguas tem qualquer indicação.

         A chave para a 1 Coríntios 14 é que em Corinto havia homens que tinham um desordenado amor pelas línguas: as que conheciam por processo natural e as que haviam recebido por dom divino. Um estudo gramático e histórico deste capítulo pode revelar o problema que ali existia e aquele com que Paulo está lidando. Conquanto os coríntios, a quem esta epístola foi destinada, fossem judeus, até onde os seus ancestrais diziam respeito (1 Coríntios 10:4 demonstra isso e 1 Coríntios 12:2 não o contradiz), eles haviam adotado muitos gostos, maneiras e atitudes gregas. Os gregos adoravam a sabedoria, tendo como heróis os eruditos e filósofos, e viviam buscando sabedoria (1 Coríntios 1:22). Gastavam palavras exibindo sabedoria humana (1 Coríntios 2:4) e o resultado é que, seguindo essa linha, muitos crentes coríntios se enchiam de orgulho (1 Coríntios 4:18,19).

         No mundo antigo, o conhecimento de várias línguas era uma aquisição valiosa. Era, então, como ainda hoje, evidência de cultura e conhecimento, um feito do qual alguém poderia se orgulhar. Desse conhecimento de línguas alguns em Corinto eram orgulhosos demais. Admito que eu também ficaria orgulhoso se falasse fluentemente o Espanhol e duplamente orgulhoso se pudesse manejar o Francês como se fosse a minha língua materna. Contudo, confio em que sempre haveria de ter a graça da humildade para jamais usar essas línguas, a fim de exibir conhecimento, como alguns crentes o faziam.

         O apóstolo Paulo era um excelente lingüista. Sabemos com certeza que ele falava o Hebraico (Atos 22:2) e o Grego (Atos 21:37).Tendo vivido muito tempo na Palestina, o Aramaico também lhe era familiar e até mesmo a língua dos romanos, que hoje se chama Latim. Além disso, ele tinha o conhecimento de muitas línguas dadas por Deus, a fim de preencher as necessidades do seu sempre amplo ministério. É a essas que ele se refere, quando diz: Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos (1 Coríntios 14:19).

         Alguns em Corinto estavam usando as línguas estrangeiras, quando não havia necessidade alguma. Faziam isso para exibir conhecimento e mostrar sabedoria. Foi isso que Paulo censurou. Ele declara: “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios ... O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina... Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar... Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar.

(1 Coríntios 14:2,4-6, 9, 13).

         São esses os fatos tratados na 1 Coríntios 14. Não há neste capítulo suporte algum para a emissão de sons ininteligíveis e não deveria ele sofrer tantas distorções.  O cuidadoso estudante da Bíblia não pode aceitar essa humana e ostensiva emissão de sons guturais, como se fosse experiência bíblica. Afirmar isso é uma impostura satânica!

 

Otis Q. Sellers, Professor de Bíblia

Traduzido por Mary Schultze, março 2004.

 

11. - Problemas com a Bíblia NVI

 

         Em 2002 recebi de presente - de um dos  diretores de certa editora nacional - um exemplar de linda Bíblia, luxuosamente encadernada. Comecei a ler a mesma e logo parei porque me senti mal, ao constatar as corrupções que nela encontrei. Guardei-a na estante e mais tarde voltei a lê-la, comparando-a com a Bíblia FIEL da Trinitariana, a edição mais confiável em nossa língua. Ao mesmo tempo ia comparando-a, também, com a VA de 1611, da Bíblia King James, a versão mundial mais confiável.

         É verdade  que a Bíblia NVI é escrita numa linguagem linda e poética. Contudo, por trás de toda a sua beleza, ela coloca em dúvida os seguintes itens de suma importância para a nossa caminhada na fé cristã:

 

  1. A divindade do Senhor Jesus Cristo.
  2. Sua morte vicária na cruz
  3. A expiação somente através do seu sangue.
  4. A Trindade
  5. A inspiração da Bíblia
  6. A doutrina da Salvação
  7. A validade do jejum

 

Procurei um site confiável, no qual pudesse me ancorar, a fim de fazer um estudo mais detalhado sobre o assunto, e foi no site  solascriptura-tt.org  que encontrei o material necessário para escrever este trabalho, da autoria dos eruditos nacionais – Hélio Meneses, Júlio Carrancho e outros. Também consultei o livro “The NIV: An In-Depth Documentation of Apostasy” do Dr. Peter Ruckman, B.A, BD., M.A, Th.M., Ph.D., um especialista no assunto.

Vamos percorrer o NT, através da NVI, comparando-a com a Bíblia FIEL.

Mateus 1:25 - Substituição da expressão “Seu filho, o Primogênito” por “um filho”.

 9:13  -  Subtração de duas palavras “ao arrependimento”.

12:40 -  Substituição da palavra “baleia” por “grande peixe”.

16:2-3 - A NVI coloca em dúvida a veracidade dos versículos com esta explicação, que será repetida dezenas de vezes: “Alguns manuscritos antigos não trazem estes versículos” (*). Acontece que esses “manuscritos antigos” são os textos católicos Sinaiticus (Aleph) e Vaticanus (B), o primeiro encontrado no lixo do Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, por um incrédulo “catador de lixo” chamado Tischendorf.

17:21  - Substituição da expressão “casta de demônios” por uma simples palavra, “espécie”.

18:11 -  Observação conforme o (*) acima.

21:44 - Mesma observação do (*).

23:14 - Mesma observação do (*).

27:34 – Substituição da palavra “vinagre” por “vinho”, dando a impressão de que Jesus precisou de um analgésico, a fim de suportar as dores na cruz. 

 

Marcos 1:2 – A Isaías é dado total crédito sobre algo que ele jamais disse. Porque foi Malaquias (3:1) quem falou  a primeira parte do verso, em o nome de Jeová, tendo Isaías dito a segunda parte. Isso aconteceu em razão da apostasia Alexandrina, no ano 200 d.C. Em vez de Isaías deveria ser dito “nos profetas”.

2:17 – Subtração da expressão “ao arrependimento”.

7:16 - Mesma observação do (*).  

16:9-20 – Mesma observação do (*). Isso, obviamente, para colocar em dúvida a Ressurreição e Ascensão do Senhor Jesus Cristo.

 

Lucas 4:4 - Subtração da expressão: “... mas de toda a palavra de Deus”.

23:34 -  Mesma observação do (*).

23:42 -  Substituição da palavra “Senhor” por “Jesus”, bem ao gosto das TJs e dos espíritas, que não crêem na divindade de Cristo.

 

João 3:13 - Subtração da expressão “que está no céu”, depois de “o Filho do homem”.

3:15 - Subtração da expressão “não pereça, mas”, antes de “tenha a vida eterna”.

5:4 – Substituição da palavra “Porquanto” pela expressão “De vez em quando”.

6:47 – Subtração da expressão “crê em mim”, obviamente para deixar somente “Crê”, pois os espíritas, novaerenses, TJs e Mórmons também  “crêem”, só que não na divindade de Cristo.

 

Atos 8:37 – Mesma observação do (*). Pior é a BLH, cuja edição, com o imprimatur da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, de 04/01/1975, OMITE esse versículo, a fim de negar a divindade do Senhor Jesus Cristo.

10:30 – Subtração da expressão “em jejum”, antes de “orando”.

 

Romanos 8:1 – Subtração da expressão “Que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”.  Isso facilita  a prática do pecado.

9:5-6 -  Substituição da expressão “segundo a carne” por “linhagem humana” e acréscimo (v. 6) da palavra “pensemos”. Deus proíbe acréscimos à sua Palavra e os editores da NVI são especialistas em cometer esse PECADO.

14:10 - Substituição da palavra “Cristo” por “Deus”, negando, assim, que todos nós comparecemos diante do Tribunal de Cristo, conforme a 2 Coríntios 5:10.

 

1 Coríntios 3:15 – Acréscimo da palavra “esse”, deturpando completamente a significação do verso e dando margem à crença na existência do purgatório.

5:7 - Subtração da expressão “por nós”, em seguida a “foi sacrificado”, a fim de negar o sacrifício vicário de Cristo em nosso favor.

6:20 – Subtração da expressão final “... e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

 

Colossenses 1:14 – Subtração da expressão “pelo seu sangue”, depois da palavra “redenção”. Mais uma tentativa diabólica de negação do valor salvífico do sangue do Senhor Jesus Cristo.

 

2 Tessalonicenses 2:8 – Substituição da palavra “iníquo” por “perverso”, que é mais leve. Perversos e pervertedores são os traficantes de drogas e aqueles que “pervertem” a Palavra de Deus, enquanto que “iníquo”, isto é, capaz das piores atrocidades espirituais,  será o Anticristo.

 

1 Timóteo 3:16 – Substituição da expressão “na carne”, pela expressão “em corpo”, bem ao gosto dos espíritas e novaerenses.

 

1 Pedro 2:2 – Substituição da expressão “vades crescendo” (obviamente na salvação) por “cresçam para a salvação”, dando margem às boas obras do Catolicismo Romano, necessárias à salvação.

4:1 – Substituição da expressão “na carne” pela palavra “corporalmente”, bem ao gosto dos espíritas e novaerenses.

 

1 João 4:3 – Subtração da expressão ”que Jesus Cristo veio em carne” pela simples palavra “Jesus”, diluindo a divindade do Senhor.

5:7-8 -  Aqui a NVI dá uma boa “colher de chá” para todos os hereges, que se auto-intitulam “evangélicos”, negando a Trindade. Em vez de dizer no verso 7, como a BKJ “and these three are one” e no verso 8 “these three agreed in one”, a NVI subtraiu a parte final do verso 7  e no verso 8 usou a expressão “os três são unânimes”, em vez de “estes três concordam num”, como também lemos na FIEL. Ela ainda põe em dúvida a veracidade desses dois versos, com a clássica afirmação de que parte do mesmo não consta nos manuscritos, antes do século 12, etc. O crente novo, com o aval dos pastores ambiciosos, vai se alimentando de “leite poluído” e, em vez de crescer, acaba adoecendo gravemente e, muitas  vezes, até morrendo de desnutrição espiritual. Vamos anexar a este um trabalho do jovem e bíblico Mario Sergio de Almeida, sobre as bíblias deturpadas.

5:16-17 – A linguagem está rebuscada demais, a fim de confundir os leigos. Esse método é sempre usado pelo Cardeal Ratzinger, líder atual da Inquisição Católica, a fim de que o leigo fique boiando no assunto e só entenda o que convenha aos editores...

 

Apocalipse 1:11 – Aqui a NVI saiu completamente do sério, ao omitir as palavras de Jesus: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro”, a fim de negar a divindade do nosso Senhor Jesus Cristo, agradando, assim, a gregos e troianos, e podendo faturar milhões às custas dos pastores  (muitos deles, semi-analfabetos bíblicos) e dos leigos incautos, que preferem um bom filme na TV a uma  santa excursão pela Bíblia FIEL da Trinitariana.

8:13 – Aqui a NVI seguiu o mesmo caminho das outras versões novas e foi até o zoológico, a fim de lá conseguir uma “águia”, a qual saiu voando neste versículo, substituindo a “anjo” da BKJ e da FIEL.

11:17 – Omissão da expressão “e que hás de vir”, depois de “e que eras”, negando a volta de Jesus. Troca do verbo “reinaste” pela expressão “começaste a reinar”, cujo significado é bem diferente.

         Estes são apenas ALGUNS dos milhares de erros doutrinários observados na Bíblia NVI, cuja linguagem é linda demais... Contudo, leiam a 2 Coríntios 11:14 e fiquem atentos.

Atenção: Segundo o erudito Pr. Emídio Viana (emidio.viana@digi.com.br) existem muito mais deturpações, as quais podem ser solicitadas ao mesmo, pelo  e-mail acima mencionado. Ele diz o seguinte:

Lembremos que o T.C., base preponderante da NVI, tem mais de 6.000 palavras omitidas, 2.000 adicionadas e 2.000 adulteradas, totalizando mais de 10.000 (7% !) perversões das cercas de 140.000 santas palavras do Novo Testamento em grego! ***************************************************

 

12. - A Bíblia do Pavarotti

 

         D. Mariquinha enviou mensagem a um figurão de certa editora bíblica, em resposta aos quatro folhetos com a propaganda de uma Bíblia muito moderna e internacionalmente badalada, que todos os pastores “inocentes”  estão usando, recomendando e sacramentando, inclusive os chamados “eruditos”.

         Na carta ela dizia que não ia gastar um centavo com a tal Bíblia e, se ele quisesse sua opinião sincera, que lhe enviasse uma cópia de presente. O homem, que é muito inteligente, achou melhor não brigar com a velhinha, cuja língua é por demais viperina, e lhe enviou mensagem eletrônica, “jesuiticamente” amorosa, prometendo enviar-lhe a referida Bíblia.

         Dois dias depois, via Sedex, D.M. recebeu a encomenda e foi logo procurando os pontos fracos da mesma. Realmente, a tal Bíblia é melhor do que ela esperava. Palavra de honra: não é tão ruim como se propala por aí. Contudo...

Em Mateus 12:40, lá está o “grande peixe” em lugar da “baleia”, pois Jesus “não tinha o primário” e, portanto,  não sabia que baleia não é peixe e sim, mamífero.  E assim, os críticos da Bíblia acharam por bem esconder “a ignorância” de Jesus, que, se tivesse feito um Vestibular naquele tempo, poderia até ser reprovado, mesmo com a generalizada e televisiva ignorância dos acadêmicos que aparecem no “Show do Milhão”. 

A Bíblia em foco traz Atos 8:37, bem direitinho, só que, lá no rodapé, vem aquele comentário de que o tal verso “não se encontra em muitos manuscritos antigos”, o que é uma bela maneira de desacreditar a origem do verso, deixando o leitor em dúvida quanto à sua  autenticidade. O que esses “eruditos” esquecem de dizer é que o tal verso não se encontra nos textos alexandrinos mais antigos, isto é, o Vaticanus e Sinaíticus”.

 Na 1 João 5:6-7, a citação é tão sub-reptícia, que só mesmo uma pessoa muito chata, como eu, vai descobrir que o verso 7-b diz: “e os três são unânimes”. Claro que esta Bíblia moderninha jamais iria dizer: “estes três são um”, como diz a “antiquada” V.A. King James (e até mesmo a Ara). Onde já se viu dar uma “colher de chá” assim tão cheia à Trindade?

Em Apocalipse 8:13, lá está aquela águia “angelical”, voando nas maiores alturas, e gritando: “ai, ai, ai dos que habitam na terra”. Claro que anjo “não  voa”, se é que existe anjo, pois a Bíblia conta tanta “lorota”, não é mesmo? Fora isso, temos tanta modernidade na tal Bíblia, que dificilmente o leitor vai achar que se trata de um Livro Sagrado. Mais lhe parecerá estar lendo um compêndio de história ou de teologia liberal, bem moderna.

O Dr. Peter Ruckman, teólogo americano que já escreveu mais de 100 livros sobre a Bíblia, costuma dizer que Satanás sempre usa, pelos menos,  80% de verdade, a fim de encobrir os 20% de erro que insere em suas mensagens, sabendo que qualquer alimento contendo 20% (ou menos)  de veneno é sempre letal.

         Para sacramentar certas mudanças que os críticos acham necessárias, a tal Bíblia diz, por exemplo, em 2 Reis 4:21: “E subiu ela, e o deitou sobre a cama do homem de Deus, e fechou sobre ele a porta, e saiu” (ARC), enquanto na Bíblia moderninha do Pavarotti, lemos: “Ela subiu ao quarto do homem de Deus, deitou o menino na cama, saiu e fechou a porta.” Claro que esta maneira de falar está muito melhor... Louvado seja Deus! Outro bom exemplo está em Gálatas 5:5: Na “obsoleta” ARC, lemos: “Porque nós pelo espírito da fé aguardamos a esperança da justiça, enquanto na Bíblia do Pavarotti, lemos assim: “Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça, que é a nossa esperança”. Aqui temos uma boa “colher de chá” para o Espírito Santo e Ele deve ter ficado muito grato ao Pavarotti e a todos os seus companheiros de “Ópera”.

         Na 2 Tessalonicenses 2:5, na “antiquada” ARC, lemos: “Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?” Pois na Bíblia do Pavarotti  podemos ler bem mais folgadamente: “Não se lembram de que quando eu ainda estava com vocês costumava falar essas coisas?”  Lendo essa Bíblia ninguém mais precisa falar um Português difícil, como nossos avós falavam. Tudo agora tem de ser “self-service”. Portanto, vamos simplificar a leitura da Bíblia. Assim, esses pastores que estão saindo dos seminários – quase todos semi-analfabetos – não precisam mais se preocupar com essa “chatice” de conjugação de verbos na segunda pessoa do plural... Não é mesmo?

         O que agradou D.M., realmente, foi a maneira de melhorar a citação de Atos 26:20-b, que Pavarotti e seus colegas de trabalho compararam, não com a ARC ou a FIEL, mas com a Bíblia Vozes, que diz: “Aos pagãos anunciei a penitência e a conversão para Deus por meio de obras dignas de penitência”. Em  sua Bíblia, eles dizem: “... E também aos gentios dizendo que se arrependessem e voltassem para Deus, praticando obras que mostrassem o seu arrependimento”. Ora, na ARC e na Fiel, a única diferença está na expressão “se emendassem e se convertessem”, que é muito mais adequada, pois “converter-se” não é “voltar-se em outra direção?” Esse tipo de “melhoramento” nem é necessário, mas apenas uma questão de simplificar a linguagem. Em verdade, os crentes já são tão fracos no vernáculo que uma linguagem mais erudita até lhes poderia ser útil. Conheço um homem (Moisés, da PIB, Terê) que aprendeu a ler na Bíblia (edição antiga da ARC) e, mesmo sem ter o segundo grau, sabe pregar tão eloqüentemente, que eu, autora de 15 livros, e falando idiomas estrangeiros, fico envergonhada por não conseguir me expressar de maneira tão excelente quanto esse humilde Moisés.

         Uma coisa é certa. As Bíblias modernas podem ter facilitado e até embelezado a maneira de falar. Mas os seus frutos jamais poderiam ser comparados aos das Bíblias chamadas “obsoletas”, porque o Evangelho de Cristo anda tão enxovalhado que dá pena. Nenhum avivamento haverá no mundo, por conta de Bíblias mais modernas e simplificadas.  A apostasia predita por Jesus já está aí Todo mundo está falando a mesma linguagem, mas o Diabo anda solto, matando rebanho bovino com aftosa, e muita gente com AIDS. Enquanto isso, a humanidade está sendo condenada à morte eterna, com ou sem Bíblia moderna, por falta de pregação do legítimo Evangelho de Cristo.

28/04/01

 

13. - A Divindade de Cristo

 

         Os Quatro Evangelhos foram escritos como relatos muito diferentes sobre Cristo - relatos não biográficos e o relato que nos é entregue no Evangelho de João é o de Cristo como o Filho de Deus. Ao leitor inteligente, suas omissões, das quais o incrédulo sempre se vale para os seus malignos propósitos, promove uma vibrante indicação de Sua autoridade divina e do propósito pelo qual ele foi entregue. O Apóstolo João é o único dos quatro evangelistas  que esteve com o Senhor, no Monte da Transfiguração e, contudo, ele é o único a não mencionar essa visão da glória. Ele é o único dos evangelistas que presenciou a agonia no Jardim e, contudo, é o único a silenciar esse fato. Mesmo tendo sido um dos onze discípulos que estavam com o Senhor no Monte das Oliveiras, seu livro não contém sequer uma palavra de registro sobre a Ascensão. Pode ser que essas extraordinárias omissões possam ser explicadas, se nos lembrarmos que na visão do Monte Santo, o Senhor apareceu em glória como o Filho do Homem, enquanto o propósito do Quarto Evangelho é revelá-Lo como o Filho de Deus. Assim, também, com relação ao Getsêmani, temos as explícitas palavras do Senhor: “O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens”. E embora Sua exaltação à destra de Deus O tenha proclamado como o Filho de Deus, isso ficou além do escopo do evangelista, pois foi sobre o ministério terreno que ele foi inspirado a escrever.

         Mas existe outra "omissão” muito mais extraordinária do que estas. O escritor é o discípulo a quem o Senhor, na hora da morte confiou os cuidados de Sua mãe. “E desde aquela horaao discípulo a recebeu em sua casa” (João 19:27).  Quantas conversas eles devem ter compartilhado sobre o nascimento sagrado e a infância. Quantas horas ele deve ter estado a escutar as suas excitantes reminiscências! E como deve ter sido inesquecível o registro impresso em sua memória e em seu coração! E mesmo que nenhuma palavra seja aqui encontrada sobre a visita do anjo, a hospedaria em Belém e a vida familiar em Nazaré, Ele estava no mundo... E o verbo se fez carne, e habitou entre nós”. Isso é tudo! Pois embora Aquele de quem fala o evangelista seja o Homem de Belém e Nazaré, novamente aqui não é Dele, como homem, que o Apóstolo é inspirado a escrever, mas como o Filho de Deus. (Nota: - O Evangelho Messiânico de Mateus também omite a Ascensão porque as palavras finais do mesmo pertencem ao tempo, cuja dispensação, segundo Zacarias 14:4, ainda será cumprida. (Comparar com Atos 1:11).  E Cristo enviará o Seu povo terreno como missionário para evangelizar o mundo inteiro.)

         “Inspirado”, advertimos mais uma vez, pois se essas omissões não devem ser contabilizadas pela liderança e restrição divina que chamamos “inspiração”, qual a explicação que nos dariam destas? “Ponhamos-nos em nosso lugar!” Se qualquer um de nós tivesse passado pelas experiências do Apóstolo João, seria concebível que escrevêssemos um livro sobre o Senhor, sem responder às mesmas? De fato, se este Evangelho fosse mera obra humana, ele representaria um fenômeno psicológico muito extraordinário e sem paralelo na literatura mundial. Leiamos estas palavras em  João 1:1-4: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”

         O livro foi escrito, segundo fomos expressamente informados, para que pudéssemos crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus, livro iniciado com a proclamação de que Ele é Deus. Ele é chamado “Filho do Homem” por ser “Verdadeiro Homem” e é chamado “Filho de Deus” por ser “Verdadeiro Deus”. O livro em sua totalidade destina-se a confirmar a Sua Divindade.

         O leigo costuma exagerar o valor relativo da evidência direta, enquanto o advogado reconhece que nenhum testemunho é mais convincente do que o incidental, e aqui, como na nota precedente do Primeiro Evangelho, temos a prova incidental para a qual eu chamaria rapidamente a sua atenção.

         Para o cristão, a declaração positiva de que o “Verbo era Deus” parece estabelecer um final de controvérsia, contudo esta declaração foi usada pelos arianos para provar que Ele ocupava uma posição subalterna. E quando a leitura alternativa do verso 18: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” lhes foi imposta, parece que eles tomaram posse destas palavras como distinguindo-O do Pai, único Deus no sentido mais elevado. Realmente, a controvérsia ariana fornece uma prova  do que muitas vezes havia sido observado - que os Pais foram influenciados pelo paganismo que prevalecera em seu meio e no qual tantos deles haviam andado, antes de sua conversão ao Cristianismo. E para a mentalidade pagã nada parecia absurdo, nem mesmo  incongruente, na concepção de um Deus subordinado. Enquanto para nós, que imaginamos Deus como um Ser Supremo, isso envolve uma contradição em termos e nos parece mera tolice. Conosco, portanto, o assunto é definitivo, isto é, se Cristo é Deus ou simplesmente homem.

         Sendo assim, sintamo-nos livres dos erros que a religião possa excitar nas mentes de muitos e também da mentalidade relaxada que nos conduz a dar um consentimento leviano às verdades que, se realmente aceitas, iriam nos influenciar a vida inteira. E no mesmo espírito de pesquisadores honestos, e aplicados à verdade, tentemos captar a significação das palavras do Senhor Jesus, conforme registradas neste livro. Aqui estão alguns dos seus pronunciamentos colhidos a esmo, numa mesma seção: João 6:41: “E sou o pão que desceu do céu...” 6:47-48: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida”. 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. 8:12: “: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”  8:51: “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”. 8:58: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”. 10:11,17,18: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas... Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai”. 10:27,28,30: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão... Eu e o Pai somos um”.

         À medida em que ponderamos sobre tais palavras, parece que nos colocamos sob a luz do sol, ficando prontos a exclamar, conforme o fez Tomé: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20:28). Contudo, alguns de nós temos mentes tão constituídas que algumas vezes nuvens de dúvidas nos escurecem o firmamento individual e nos indagamos: “Como posso ter certeza de que estas são realmente as palavras de Cristo?” Então vejamos outra declaração Dele, cuja genuinidade tem sido confirmada pelos fatos: Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer V. 22: E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; V. 23: para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. V. 24:  Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. V. 25:  Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. V. 26:  Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo; V. 27:  E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. V. 28:  Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. (v. 29)  “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”.

         Aqui o Senhor, sem qualquer sombra de dúvida, reivindica honra igual à do Pai. Ele declara no verso 21: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”. Isso porque Ele tem a vida em Si mesmo, não uma vida derivada ou delegada, mas uma vida como somente Deus tem. Ele ainda acrescenta que será sob o Seu comando que os mortos se levantarão dos túmulos. Que significação devemos dar a palavras como estas? No capítulo 11 temos a resposta, pois aí lemos sobre um túmulo que escondia um cadáver já em decomposição, nos versos 43-44: “E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir”.

         A fé viva de Marta poderia tê-la munido de poder para salvar a vida do seu irmão. Ela mantinha, sobretudo, uma crença convencional sobre a “ressurreição do último dia”, e contudo, fora incapaz de captar a verdadeira significação de Suas palavras, quando Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11:25). Então, quando Ele ordenou que se abrisse o túmulo, ela depressa O advertiu: “Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias” (v. 39). A isso Jesus respondeu: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” . E foi ali que ela teve a visão da glória, pois em obediência às Suas palavras: “Lázaro, sai para fora”, o que estava morto ressuscitou!

         As pessoas que rejeitam a direção divina implícita na inspiração, podem duvidar racionalmente da veracidade  de um registro falado. Contudo, esta é uma narrativa dos fatos. Aqui o escritor faz um relato detalhado dos eventos que sucederam diante dos seus olhos. Ele conhecia pessoalmente Lázaro de Betânia. Ele o viu sair do túmulo em obediência às palavras de Cristo: Desligai-o, e deixai-o ir”.

         A casuística do ceticismo pode minimizar a narrativa dos milagres de outro tipo, mas aqui está um caso no qual é impossível haver erro.  A não ser que toda a história seja uma fabricação - e nesse caso, o escritor seria um profano impostor - mas a ressurreição de Lázaro é um fato. E se a ressurreição é um fato, “o enigma do universo” está resolvido: Deus, o autor e doador da vida”, manifestou-se ao homem. E assim, a Divindade de Cristo fica estabelecida.

         O racionalista se acha inteligente demais para reconhecer isso. E para salvar sua cara, ele rejeita o Quarto Evangelho. Mas se alguém que professa crer nas Escrituras nega  ou questiona a Divindade de Cristo, ele não apenas renega a sua profissão de fé cristã, como viola a própria razão. Pois ninguém, a não ser Deus, poderia dar vida a um cadáver em decomposição. Contudo, pode-se dizer que o Apóstolo Pedro trouxe Dorcas de volta à vida e que notáveis milagres foram operados também pelos apóstolos. Sim, mas isso deveria ser mais uma prova da Divindade do Senhor Jesus Cristo. Pois foi em Seu Nome que todas as obras poderosas foram realizadas. Em Seu Nome e não no Nome do Pai. Quando o Apóstolo Paulo declarou: “em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos...”, logo acrescentou: “ainda que nada sou (2 Coríntios 12:11), e também na sua grata declaração: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:13), ele diz que nele não havia poder algum, mas Naquele que pode fortalecer os que devem agir em Seu Nome. Ele tem a vida em Si mesmo, vida no sentido de que ninguém, exceto Deus, tem vida, de modo a poder dizer: “Eu sou a vida!”

         Contudo, poder-se-ia indagar: “Não foi a Sua oração, diante do túmulo de Lázaro um reconhecimento de Sua dependência do Pai?” Dependência, sim, porém não no sentido de incompetência ou de fraqueza, mas de total submissão. Esta oração deve ser lida à luz de Suas palavras: “nada faço por mim mesmo” (João 8:28). Mas também destas palavras: “O Filho vivifica aqueles que quer” (João 5:21). Esse poder e essa vontade estavam em absoluta sujeição à vontade do Pai.

Cap. 6 do livro “The Lord of Heaven, -  Sir Robert Anderson/Mary Schultze

14. - O Melhor  dos Salmos

 

         Davi, o Rei de Israel, poeta, profeta e um “homem segundo o coração do Senhor”, fala-nos, através dos Salmos, a respeito Deus e dos homens.

Ela afirmava que o prazer do homem justo é meditar na lei de Deus, dia e noite (Salmo 1), que devemos beijar o Filho (Jesus Cristo)  para que Deus não se irrite conosco (Salmo 2), que se deita e pega no sono, depois acorda, porque Deus o sustenta (Salmo 3), porque só Deus o faz repousar seguro, (Salmo 4) e que Deus sempre cerca o homem justo com benevolência (Salmo 5) .

Quanto às nações que não cultuam o verdadeiro Deus, mas ídolos de pau e pedra (como o Brasil), ele diz que elas afundarão na cova que fizeram e no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé (Salmo 9). O incrédulo afirma que não há Deus ou que Deus se esqueceu de sua criação (Salmo 10) . Mas os retos contemplarão Sua face (Salmo 11). As palavras do Senhor são palavras puras (Salmo 12) mas todos os homens se extraviaram, se corromperam, não havendo quem faça o bem (Salmo 14) . Ele, então,  pergunta quem há de morar no santo monte de Deus (Salmo 15). Depois afirma que Deus até durante o sono nos aconselha através do nosso coração (Salmo 16) e que esconde os justo à sombra de suas asas e quando eles acordam se satisfazem com a semelhança divina  (Salmo 17).

Para com o benigno, Deus se mostra benigno (Salmo 18). Os mandamentos de Deus são verdadeiros e todos igualmente justos (Salmo 19). Ele realiza todos os Seus desejos e por isso o rei confia no Senhor (Salmo 20). Quando estava abatido, o poeta indagou: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Salmo 22). Estas palavras Jesus as repetiria na cruz, na hora da morte. Em seguida, mais otimista, o poeta afirma: O Senhor é o meu pastor, nada me faltará (Salmo 23). Logo adiante, preocupado com os seus erros antigos, ele pede que Deus esqueça os pecados de sua mocidade e acrescenta que a intimidade do Senhor é para os que o temem (Salmo 25). No Salmo 26, preocupado com o julgamento divino, ele pede que Deus não colha sua alma com a dos pecadores. E afirma confiantemente: Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá (Salmo 27). É bom saber que a ira de Deus não passa de um momento e que o seu favor dura a vida inteira (Salmo 30) e por isso nas mãos de Deus o poeta entrega o seu espírito (Salmo 31), palavras que Jesus repetiria na cruz. Davi escreveu muitos Salmos messiânicos, uma vez que era um Profeta de Deus.

No Salmo 32 Davi nos diz que muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no Senhor, a misericórdia o assistirá. Porque feliz é a nação cujo Deus é o Senhor (Salmo 33), pois o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor os livra de todas (Salmo 34). Em Deus está o manancial da vida (Salmo 36). Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. É o que Davi garante, quando afirma que  já foi moço, agora é velho, porém jamais viu um justo desamparado nem a sua descendência mendigar o pão (Salmo 37). Um dos mais belos pensamentos do Rei-Poeta é este: Na Tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos e a minha ansiedade não Te é oculta {Salmo 38). Para não pecar com a sua língua, diz ele, iria por uma mordaça na boca (Salmo 39) e lamenta que os homens tanto se inquietem em acumular riquezas, quando nem sabem quem as levará (Salmo 39). Finalmente ele conclui: sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim (Salmo 40).

Quando lemos os Salmos de Davi nosso espírito se comunica com o  Deus Supremo, Criador dos Céus e da Terra. Por isso, em vez de se plantar diante do aparelho de TV, você,  irmão evangélico, abra a sua Bíblia e leia os Salmos do Rei-Poeta, porque lendo-os você estará ouvindo o que Deus tem para lhe dizer. Jesus diz em sua Oração Sacerdotal, dirigindo-se ao Pai Celestial, que nós, os seus discípulos, não somos do mundo. Se você fez uma opção de vida ao lado de Jesus, deixe de lado as sutilezas satânicas da MIDIA, que prega NOVA ERA o tempo todo, e  dedique-se  ao estudo da Palavra de Deus! Porque ela é a verdade que liberta de tantas mentiras religiosas que estão proliferando assustadoramente em nossos dias, através de falsos profetas.

Quando se refere ao homem justo, Davi diz que Deus o assiste no leito de enfermidade e na doença lhe afofa a cama (Salmo 41). No Salmo 42, ele nos admoesta sobre o perigo de um pecadilho, dizendo: Um abismo chama outro abismo... E depois indaga: Por que estás abatida, ó minha alma? Espera em Deus, pois ainda o louvarei (Salmo 43). Mas se lamenta, dizendo que Deus entregou os judeus como ovelhas para o corte (Salmo 44). Este Salmo profetizava dois grandes castigos divinos por causa da incredulidade de Israel: o cativeiro babilônico e a destruição do Templo de Jerusalém, com todas as desgraças que têm sucedido aos judeus por não terem aceito o Messias Jesus Cristo.

No Salmo 45 Davi dedica sua inspiração ao Senhor, dizendo: Ao Rei consagro o que compus. A minha pena é como a de habilidoso escritor. No Salmo 46 é Deus quem fala ao seu povo: Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus. Mesmo porque a Ele pertencem os escudos da terra e Ele se exaltou gloriosamente (Salmo 47). Deus é o nosso Deus para todo o sempre e será nosso guia até a morte (Salmo 48).

Quanto à salvação do pecador, Davi nos ensina que ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate (Salmo 49). Isso nos mostra que Igreja nenhuma salva, ninguém pode ser remido a não ser através de Jesus Cristo, que sendo Deus e tendo morrido na cruz por amor dos pecadores, é o único com poder para nos remir de todos os nossos pecados e nos dar a vida eterna. Porque, diz o nosso Deus, o que me oferece sacrifícios de ações de graça, esse me glorificará (Salmo 50). Não é se mortificando, praticando obras mortas que o homem é remido, mas glorificando a Deus através do seu Filho Jesus Cristo (Hebreus 13:15). Quando confessava o seu grave pecado de adultério com Betsabá, Davi implorou: Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável (Salmo 51). Porque que ele sabia que a bondade de Deus dura para sempre, ele era como oliveira verdejante na casa do Senhor (Salmo 52) E pede que Deus seja exaltado acima dos céus e que em toda a terra resplenda a sua glória (Salmo 57). E quando está exausto de tantas lutas e temores, ele suplica: presta-me auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem (Salmo 60). Deus é a torre forte contra os seus inimigos (Salmo 61), por isso somente em Deus sua alma espera silenciosa porque dele vem a salvação. Um conselho para os ricos: Se as vossas riquezas prosperam não ponhais nelas o coração (Salmo 62). Pois o justo se alegra no Senhor e nele confia  (Salmo 64). Bendito é o nosso Deus que não nos rejeita a oração nem aparta de nós a sua graça (Salmo 66). Ele faz que o solitário more em família (Salmo 68), pois compassiva é a sua graça (Salmo 69). Por isso nele folgam e se rejubilam todos os que o invocam e os que amam a sua salvação (Salmo 70). Então lhe imploramos: Não nos rejeites em nossa velhice, quando nos faltarem as forças...(Salmo 71) E que todas as nações te sirvam (Salmo 72).

Aqui temos alguns Salmos de Coré, seus filhos, Asafe, Salomão e Moisés, vindo depois alguns outros de Davi.

 Ele nos guia com o seu conselho... Quem mais temos nós no céu? (Salmo 73). Teu é o dia, tua também,  a noite, a lua e o sol, tu os formaste (Salmo 74). Deus é o juiz (Salmo 75) e grande é o seu nome em Israel (Salmo 76). O seu caminho é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus? (Salmo 77). Ele apascenta o seu povo consoante a integridade do seu coração (Salmo 78). À sua presença chega o gemido do cativo (Salmo 79). Deus faz resplandecer o seu rosto sobre nós, para sermos salvos (Salmo 80). Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram (Salmo 85). Pois ele é grande e opera maravilhas. Só ele é Deus! (Salmo 86). Porisso, bem-aventurado é o povo que anda na luz da sua presença e em seu nome de contínuo se alegra (Salmo 89)  Moisés é eloqüente, quando suplica: Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio (Salmo 90)  De autor desconhecido é o mais conhecido de todos os Salmos - o 91: Porque a seus anjos dará ordens a nosso respeito, para que nos guardem em todos os nossos caminhos. Até o Diabo gostava desta citação, tanto que a mencionou, quando tentou Jesus no deserto.

Os que confiam em Deus, na velhice ainda darão frutos e serão cheios de seiva e de verdor  (Salmo 92). (Este verso me agrada muito). À sua casa convém a santidade (Salmo 93). Ele conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos. (Todos nós sabemos que os cientistas vivem mudando de idéia a respeito de suas descobertas. Mas a Palavra de Deus é imutável, eterna, porque Deus é perfeito). Ele é o nosso baluarte e o rochedo em que nos abrigamos (Salmo 94) . Nas suas mãos estão as profundezas da terra e as alturas dos montes lhe pertencem (Salmo 95). Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado (Salmo 96). Ele é o Altíssimo sobre toda a terra (Salmo 97) Ele vem julgar a terra. Julgará o mundo com justiça e os povos com equidade (Salmo 98). Celebrem todos o seu nome grande e tremendo, porque é santo (Salmo 99). Foi ele quem nos fez e dele somos. Somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio (Salmo 100).

Vejamos o que dizer sobre o nosso Deus, conforme as palavras dos salmistas:

Deus não suporta o que tem olhar altivo e coração soberbo (Salmo 101). A memória do seu nome permanece de geração em geração (Salmo 102). Ele farta de bem a nossa velhice para que a nossa mocidade se renove com a da águia (Salmo 103) Ele faz a seus anjos ventos e a seus ministros, labaredas de fogo (Salmo 104) . Quando ele envia o seu Espírito suas obras são criadas e assim ele renova a face da terra (Salmo 104). Por isso alegre-se o coração dos que buscam o Senhor... Busquemos perpetuamente a sua presença. Ele fendeu a rocha e dela brotaram águas que correram, qual torrente pelo deserto (Salmo 105). Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom (Salmo 106). Rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens (Salmo 107). Senhor, presta-nos auxílio no dia da angústia, pois vão é o socorro do homem! (Salmo 108).

 Jesus é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque (Salmo 110). O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Salmo 111). Ele é benigno, misericordioso e justo (Salmo 112). Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos (Salmo 113). Ele converteu a rocha em lençol de água e o seixo em manancial (Salmo 114). Não a nós, Senhor, não a nós. Mas ao teu nome dá glória... (Salmo 115) Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos (Salmo 116). Louvai ao Senhor, vós todos os gentios... (Salmo 117).  Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem. O Senhor é a minha força e o meu cântico, porque ele me salvou (Salmo 118). Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti (Salmo 119). Livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora (Salmo 120). Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra (Salmo 121). Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor (Salmo 122) . Os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que se compadeça de nós (Salmo 123). O nosso socorro está em o nome do Senhor, Criador do céu e da terra (Salmo 124). Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala (Salmo 125). Grandes coisas o Senhor tem feito por nós... Por isso estamos alegres (Salmo 126). Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam (Salmo 127). Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda em seus caminhos (Salmo 128) Com ele está o perdão para os que o temem (Salmo 130). Senhor, não ando à procura de grandes coisas nem de coisas maravilhosas demais para mim (Salmo 131). Abençoa com abundância o meu mantimento (Salmo 132) e a minha vida, para sempre (Salmo 133). Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca e não falam, têm olhos e não vêem, têm ouvidos e não ouvem... (Salmo 135). Rendei graças ao Senhor... Porque a sua misericórdia dura para sempre (Salmo 136). Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita (Salmo 137). Se ando em meio à tribulação, Tu me refazes a vida (Salmo 138). Para onde me ausentarei do Teu Espírito, para onde fugirei da tua  face? Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração (Salmo 139).  Não permitas que o meu coração se incline para o mal (Salmo 141). Que nossas filhas sejam como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio (Salmo 144). Perto está o Senhor de todos os que o invocam (Salmo 145). Louvai ao Senhor, céus dos céus.. (Salmo 148). Porque o Senhor se agrada do seu povo, e de salvação adorna os humildes (Salmo 149). Todo ser que respira louve ao Senhor. (Salmo 150)  Aleluia!*******************************************************

08/12/1999 (Dia em que completei 70 anos de idade)

 

 

15.- Os “deslizes” nos cânticos evangélicos

 

         As igrejas modernas, até mesmo as mais bíblicas, estão sendo invadidas por uma enxurrada de corinhos evangélicos, em geral compostos por pessoas que desconhecem as doutrinas  da Bíblia, interpretando-as de maneira antropocêntrica, em vez de se dobrarem diante do Espírito Santo, em busca de inspiração poética e musical, antes de escreverem e musicarem suas produções.

         Entre esses corinhos (tão cantados em nossas igrejas), temos o tal “Rompendo em Fé”, que me deixa irritada. Primeiro por conter um crasso erro de português no verbo “mover”, aí usado de maneira totalmente indiscernível, pois não se sabe se o autor queria dizer: “se mover no sobrenatural” ou “mover o sobrenatural”, já que ele escreveu “vou mover no sobrenatural”. O erro doutrinário está no uso da expressão “rompendo em fé”, pois, como eu já disse num artigo anterior, Jesus falou que nossa fé seria no máximo “do tamanho de um grão de mostarda”, o qual, se não contiver uma boa dose de explosivo, não conseguirá romper coisa alguma. Quanto à palavra “sobrenatural”, trata-se de um termo muito usado no satanismo e também pelos pastores ocultistas do tipo Benny Hinn, Kenneth Hagin e outros milionários xamanistas disfarçados de pastores evangélicos.

         Um desses corinhos, por sinal lindo demais, temos cantado cada domingo em nossa PIBT. É o “Como a Corça”, de Newton/Excell, que deve ter sido traduzido por um incompetente em nossa língua, pois, além de conter um erro de métrica musical (pra em vez de para), ele apresenta um erro de concordância verbal que faz tremer os alicerces do templo. Vamos ver o erro de concordância, que o pastor já deve ter notado, e também já o notou o ministro de música, mas ambos vão deixando passar, cometendo um erro denunciado por Tiago - o da omissão. Se temos a obrigação de oferecer o MELHOR para Deus, e ainda temos a obrigação de edificar os crentes, por que deixar que esses crassos erros de doutrina e vernáculo continuem poluindo nossos ouvidos, por questão de comodismo? Por achar que os membros da igreja são primários? Por respeito aos compositores? Ora, estes últimos que façam um bom curso no Mobral e estudem cuidadosamente a Bíblia, a fim de não nos entregarem corinhos de má qualidade!

         Na última estrofe do cântico “Como a Corça”, lemos: Eu Te quero mais que ouro e prata,/ sim, só tu me satisfaz/ Só em Ti tenho alegria, / Deus da glória, Deus de paz.

         A intenção do tradutor foi boa, mas a redação é péssima. Se fizermos a correção para “satisfazes”, a rima fica prejudicada. Então, só existe um meio de corrigir essa aberração gramatical. Vamos tentar: “Eu Te quero mais que ouro e prata, /só Tua graça me satisfaz,/só em Ti tenho alegria, / Deus da glória, Deus de paz!”

         Como este, temos alguns corinhos lindos, mas raramente perfeitos na doutrina e na redação, o que nos leva a pedir que os pastores e ministros de música se conscientizem do seu comodismo, deixando de lado o desejo de agradar a homens e passando a agradar somente a Deus, conforme Paulo nos aconselha, em Gálatas 1:10: “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo”.

         No culto de ontem (28/02/05) fiquei envergonhada, quando o Henri Levinspuhl (escritor erudito em literatura e música clássica) notou esses erros no corinho “Como a Corça” e corou, discretamente. Isto sem falar noutro erro (esse digitográfico) em que se escreveu “mi” em vez de “me”. Por que não me enviam (pela Internet) o programa de culto para uma boa revisão? Pelo visto,  a única parte do mesmo que não contém erro algum é a mensagem do pastor, pois essa, sem dúvida alguma, ele revisa de boa vontade!

         (Ach Du, Mein Gott! Aí vem bomba no púlpito... contra esta ovelha negra da igreja!)

 

Fevereiro 2005.

 

 

16. O Pregador de Ébano

 

        Ontem (07/09/05) tivemos a festa de aniversário da nossa PIBT, quando subiu ao púlpito um pregador negro (Pr. Walter Ferreira da Silva), que eletrizou as quase mil pessoas que lotavam o nosso pequeno templo, em Teresópolis, RJ.

         A raça negra tem sido mais perseguida e vilipendiada do que os judeus, não somente por parte da hierarquia do Vaticano como dos herdeiros da Reforma Protestante, todos igualmente culpados pelos sofrimentos e perseguições contra esse povo que Deus tanto ama e em nome de quem vai pedir contas aos pecadores, no Dia do Juízo Final.

         No século passado, tivemos três homens negros que se distinguiram mundialmente pelo seu valor: Pelé (o Rei do Futebol); Martin Luther King (o mártir americano que lutou pelos direitos humanos dos negros nos USA) e Nelson Mandela, que lutou contra o Apartheid, na África do Sul. Esses três homens já seriam três exemplos suficientes para mostrar que a raça negra é forte, inteligente e tão boa como qualquer raça ariana de olhos azuis e (escassos) cabelos amarelos.

         Vamos falar do pregador Walter, que ontem veio à nossa PIBT. Ele leu e comentou Lucas 14:16-20: “Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei, e portanto não posso ir”.

         Transportando os acontecimentos do Ano 30 d.C. para o contexto atual, Walter dramatizou esse trecho bíblico de tal maneira que nos deixou completamente estáticos, diante de sua eloqüência.

         Ele explicou que ninguém neste mundo, principalmente um judeu, iria comprar um campo sem antes tê-lo visto, avaliado e pesado os prós e os contras, antes de fechar o negócio. Portanto esse homem era um tremendo mentiroso, tendo dado uma desculpa esfarrapada para não aceitar o convite do dono da festa.

         Mostrou ainda que nenhum agricultor compraria uma junta de bois, sem antes ter examinado, meticulosamente, cada animal, desde as patas até os dentes, para não fazer um mau negócio. Portanto, essa foi mais uma desculpa cretina para não comparecer àquela ceia tão especial.

         Finalmente, ele mostrou que a mulher, naquele contexto judaico, era menos que uma ínfima dose de sulfito de selênio, ou, como costuma dizer o nosso pastor, de “nitrato de pó de nada” e, portanto, nenhum marido, mesmo em lua-de-mel, iria deixar de comparecer a um lauto jantar, para ficar em casa com a esposa. O sulfito de selênio serve para desarraigar a caspa e melhorar o crescimento dos cabelos, assim como a mulher, no tempo de Jesus, servia apenas para limpar a casa e gerar filhos, fazendo crescer a família judaica.

         Valendo-se do texto e explicando o contexto de maneira admirável, o nosso pregador de ébano (Dyosperos Tesselaria) conseguiu dramatizar o assunto de maneira tão maravilhosa que fez tremer as bases do templo, com a sua voz de trovão, limpando a alma de muita gente (inclusive a minha), conforme (João 15:3).      Ele parecia um relâmpago iluminando uma escura noite de inverno!

         Após ter dramatizado  o texto (durante uns 30 minutos),  Walter foi apelando aos presentes - ainda não convertidos à cruz de Cristo - para que se entregassem ao Senhor, imediatamente, a fim de não serem excluídos das Bodas do Cordeiro, como o foram todos os judeus incrédulos no tempo em que o Senhor peregrinou neste mundo de mentira e utilitarismo hipócrita. Desse modo, ele ganhou algumas almas para o Senhor (inclusive uma  senhora loura, elegantemente vestida, com gola de pelos) e fez uma legião de fãs entre os membros da Igreja e os muitos visitantes. Que pregador fantástico!

         Se algum pastor do “artigosMarySchultze@yahoogrupos.com.br” quiser convidar um pregador completamente separado da mediocridade que reina nos meios evangélicos,  para eletrizar a sua igreja em dia de festa, mande um convite para esse Walter de ébano, atualmente pastor da Primeira Igreja Batista de Guapimirim, RJ. Posso garantir-lhes que, mesmo tendo viajado por 14 países e tendo conhecido pregadores famosos e eruditos como o Dr. Peter Ruckman (de quem traduzi sete dos seus 120 livros sobre a Bíblia), fundador e presidente do Pensacola Bible Institute, jamais conheci um pregador tão excelente como esse de ontem. Para um pregador assim Jesus teria dito, literalmente: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...” (João 15:16).

         Recado para o Presbítero Paulo Cristiano, pesquisador de seitas no site www.cacp.org: “Você tem razão, Paulo. Às vezes me comporto, também,  como uma cobrinha abençoada!”

 

08/09/2005

 

 

 

 

17 - Os bilhões do Papa de Roma

 

         Além de sócia dos maiores Trustes mundiais, a Igreja Católica, que detém o maior número de lingotes de ouro e depósitos nos maiores bancos do mundo,  também dispõe das chamadas riquezas intangíveis, invisíveis e  espirituais, à sua disposição.

Ela é a maior proprietária mundial de construções históricas, arquitetônicas e artísticas do mundo, avaliadas em bilhões de dólares, ou mesmo não passíveis de avaliação em moeda corrente, sendo que o número dessas construções se eleva a centenas e até milhares no mundo inteiro. Quem poderia comprar a Catedral de Florência, ou de Pizza, ou a Basílica de São Marcos em Veneza, ou a  de S. Paulo Fora dos Muros, a de S. Pedro, a de Sta. Maria Maior e a de S. João Latrão, em Roma? E essa Igreja ainda exige a posse de qualquer ilha ou terra que for descoberta! O Papa, como Governante Supremo, é o dono desses bilhões!

E as obras de arte? Considerando que uma simples obra de Leonardo da Vinci vale no mínimo 3 milhões de dólares, conforme  registro da Imprensa Italiana, e a Igreja Católica tem milhares de obras de todos os maiores artistas do mundo,  a quanto  montaria o valor total dessas obras de arte? A bilhões de dólares, sem dúvida.

E as esculturas gregas e romanas espalhadas pelas  praças, museus e infindáveis galerias do Vaticano, todas antigas e feitas por artistas famosos? E os manuscritos que se elevam a milhares. Em 1972, só um manuscrito de Gutemberg atingiu 3 milhões de dólares... Imaginem a quantos bilhões chegariam os milhares que ela possui?

Todas as construções e obras de arte da Igreja Católica, vão se valorizando a cada ano, por se tornarem mais antigas e, portanto, mais preciosas. E o que dizer das centenas de cálices e ostensórios de ouro, das coroas dos “santos”, de ouro e pedras preciosas, que vão desde as Catedrais famosas da Itália até as pequenas igrejas do interior do Brasil? Elas valem alguns milhões de dólares, talvez até bilhões.

Os santuários onde apareceram as Virgens de Lourdes, Fátima, Guadalupe, e outros. A Basílica da Aparecida e tantas dezenas de outros santuários espalhados pelo mundo rendem bilhões anualmente à Igreja Católica. Cada vez que há uma peregrinação em massa a um desses santuários o lucro da igreja se eleva a pelo menos 200 milhões de dólares.  A venda de medalhas milagrosas, indulgências, quadros, fotos do Papa, etc., são outra fonte milionária de renda para a Igreja Católica.

         E os padres ainda têm a coragem de dizer que agora estão pedindo o dízimo, porque as igrejas protestantes o fazem. As doações de fiéis remediados e ricos à Igreja Católica tornaram-se tão comum, que na “Monita” dos Jesuítas é um voto obrigatório exigir tal coisa nos confessionários. Quem não atender logo é ameaçado de ir para o inferno pelo padre confessor.

Se os Católicos são obrigados a ir à missa todo domingo, sob pena de pecado mortal, imaginem quanto se arrecada nos cofres da Igreja, em cada missa. Se apenas 500 milhões de Católicos fossem à missa domingueira (eles são mais de 1 bilhão no mundo inteiro), e desse cada um apenas um dólar, o valor total dessas ofertas chegaria a meio bilhão de dólares, semanalmente. E quem vai dar só um dólar? Mesmo no Brasil, onde o povo é considerado pobre, ninguém dá menos de 1 Real. Nos Estados Unidos dar menos de 1 dólar é impossível!

E a “Medalha de Pedro”, ou “Vintém de Pedro”, que os pobres Católicos nem sabem que existe e, contudo, vivem dando dinheiro para cobrir? Instituída em início do Ano 1.000, quanto já rendeu para o Vaticano? E, contudo, continua ainda hoje em vigor.    A receita dessa “Medalha de Pedro” chega a mais de 1 bilhão anualmente, tanto que existe o tal fundo “Cor Unun” para administrá-lo. Quem quiser ir somando de bilhão em bilhão, poderá ver como a “santa madre” vai enchendo o papo...

E as “Primícias  Católicas” em vigor em muitas nações? É verdade que elas ficam nas dioceses, enriquecendo os bispos, mas no final, quando estes morrem, o dinheiro não vai para a “santa madre”? É por isso que os padres não podem casar... Para não constituir herdeiros e o dinheiro que eles arrecadam ficar para o Vaticano. Os padres são os funcionários de alta cultura mais mal pagos do mundo. E nem têm o direito de constituir família, a fim de passarem a sua herança para a “santa madre”.  É assim que a “santa madre” faz a sua opção. Não pelos pobres, mas para tornar os países e as pessoas mais pobres. Todos os países explorados por ela são realmente pobres. Quando se tornam protestantes, logo enriquecem. Vamos ver se os brasileiros descobrem a verdade, se entregando  a Jesus Cristo, e  deixando de alimentar esse POLVO RELIGIOSO, que é a “santa madre”. Quando o Brasil se tornar um país realmente evangélico, vai ser o maior país do mundo! O que falta aos brasileiros é o conhecimento das lorotas dessa Igreja, e  o que sobra  é  a boa fé dessa gente boa e ingênua! Tão ingênua, que ainda fica dando dinheiro para o Papa!

A maior fonte de renda do Vaticano ainda é o Purgatório. Milhões de missas são celebradas diariamente, no mundo inteiro, para retirar as almas do Purgatório. Quem crê na existência desse lugar mitológico vai enchendo cada vez mais os cofres da “santa madre”, mandando celebrar missas na intenção dos seus entes queridos já falecidos. Gente, o Purgatório não existe.  É mais uma lorota!!!

Quando, há alguns anos,  o famoso Cardeal Marty sugeriu que se vendessem alguns móveis do Palácio do Arcebispo de Paris para mitigar a fome dos pobres, o Vaticano ficou furioso. A tal “opção pelo pobres” é a maior lorota de todos os tempos. Os papas sempre ridicularizam qualquer Cardeal que fala no assunto. Mesmo quando o Arcebispo do Recife (D. Helder, já falecido) sugeriu que se vendessem alguns bens da Igreja para dar aos pobres, a fim de que a riqueza imensa da “santa madre” não continuasse tão ostensiva, devendo ser este “um gesto simbólico”, os prelados de Roma deram logo o contra. Quem quiser ver o Papa furioso, pratique o que ele prega na TV. Ele sorri, tem cara de bonzinho, mas é um lobo vestido de cordeiro.

A população em Roma sempre zomba dos “bons propósitos do Vaticano”. Tanto que quando as limusines milionárias dos Cardeais transitam toda hora entre a cidade de Roma e o Vaticano, com a placa “S.C.V.”, que significa “Stato Citta Vaticano”, o povo vai logo traduzindo para “Se Christo vedesse”, isto é, “se Cristo visse...” Sempre que o Cardeal Spellman  dos Estados Unidos ia a Roma (nos anos 50 e 60), tinha por obrigação levar pelo menos 1 milhão de dólares em doações para o Papa. Agora “Suas Santidades” não se enclausuram mais nos muros do Vaticano, como os papas o faziam, de 1870 até a chegada de Paulo VI. Eles viajam em aviões de luxo e vão buscar, diretamente, muitos milhões, no mundo inteiro. Quantas horas de vôo o papa JP2 viajou em 26 anos de ofício? Até os muçulmanos já se convenceram da aparição de Fátima, achando que ela é a filha de Maomé,  fascinados pelo papa andarilho!

Vai ser o cúmulo o Governo Brasileiro financiar  com milhões de Reais a vinda deste novo papa Ratzinger ao Brasil... Pois ele vai vir, é claro! Tanta gente morrendo de fome, principalmente crianças no Nordeste, mas o povo será espoliado (com um novo imposto qualquer) para dar dinheiro ao homem mais rico do mundo! Sim, como Chefe Supremo da Igreja Católica, ele é realmente o cidadão mais rico deste planeta. Nem toda a renda do povo do Primeiro Mundo poderia ser comparada à da “santa madre”. Ela possui a maior riqueza global e os seus “pontífices”, visitando os pobres países do Terceiro Mundo, ainda se acham no direito de espoliar o povo faminto e sofrido para aumentar os seus bilhões, trilhões, quatrilhões de dólares... Os prelados de Roma são os verdadeiros beneficiados do “mensalão”, recebendo fortunas sem trabalhar! E todos dizendo: “Amém!”

Dados colhidos no livro

The Vatican Billions”, de Avro Manhattan.

 

 

18. - O “Vigário de Cristo” se foi...

         Como todos os papas de Roma, JP2 era conhecido pelos católicos como o “Vigário de Cristo” e o “Sucessor do Apóstolo Pedro”, sendo Pedro considerado pela sua Igreja como o primeiro papa do Catolicismo.

         Wojtyla Foi o papa que mais encantou o mundo com o seu sorriso beatífico, pregando a paz (uma falsa paz) em todo o planeta, ao mesmo tempo em que, por baixo do pano, sua Igreja ia abençoando todas as guerras engendradas pelos jesuítas através do Papa Negro, que agora é o holandês Peter Hans Kolvenbach.

         Como todos os hierarcas romanos, JP2 era adepto incondicional da Teoria da Evolução de Darwin, o que ele deixou claro através de sua encíclica "Humani Generis”. Ele foi alvo de um atentado à sua vida, em 1981, mas escapou, embora, desde esse tempo, tenha se tornado um homem doente. Imaginando que iria perdurar apenas uns poucos anos no trono de Pedro, JP2 teve a idéia de “fabricar” algumas centenas de “santos”. Desse modo, ele foi o papa que mais viajou pelo mundo e que mais “santos” fabricou, o que lhe tem garantido, agora e no futuro, mais fama do que a do seu “confrade” absolutista alemão, Adolfo Hitler. Hitler tem sido considerado o lobo mau da história moderna, enquanto Wojtyla  foi o “Chapeuzinho Vermelho”, embora, diante do nosso Deus Onisciente, ambos tenham agido em prol do mesmo objetivo - a criação de um Estado Mundial Católico, para governar todos os povos, tentando usurpar o futuro Reino Milenar de Cristo na terra. Hitler falhou, mas JP2 conseguiu derrubar o Comunismo e criar a União Européia, o Estado Mundial Católico de onde emergirá o Anticristo. Entre as centenas de “santos” fabricados, JP2 elevou às honras do altar, o  famigerado Sir Thomas More, o qual entregou William Tyndale ao carrasco e se tornou o padroeiro dos políticos ingleses. More mandou para a forca o santo pai da Reforma Protestante, o qual tanto edificou o patriotismo cristão dos ingleses com a tradução da Bíblia que ainda hoje leva o seu nome. More também engendrou a decapitação da rainha Ana Bolena, que mais tarde virou “santa”.

         JP2 foi, durante mais de um quarto de século, o homem mais poderoso e rico do planeta, pois o Vaticano é sócio majoritário de todas as multinacionais de petróleo, ferro, aço, engenharia, medicamentos, telecomunicação, educação, etc., nos quatro cantos da terra. Porém, quando chegou, ontem, no outro lado da vida, JP2 fez 10 descobertas importantes:

1. Que existe apenas um “Santo Padre”, o Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (MT 23:9) “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus”.

2 - Que ele não é e jamais foi o vigário de Cristo na terra, pois essa função pertence exclusivamente  ao Deus Espírito Santo, o qual convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 14:26)   Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.

3. - Que a Teoria da Evolução foi a maior mentira pregada ao mundo, desde aquela entregue a Eva, no jardim do Éden (Apocalipse 4:11) “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”.

 

4 - Que Maria não é e jamais será “mediadora” entre Deus e os homens: (1 Timóteo 2:5) “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”.

 

5 - Que todos os cristãos são santos (1 Pedro 2:9) e os “santos” que ele criou, às centenas, devem estar todos no “seu próprio lugar”, para onde ele foi, também, desde ontem, pois todos os “santos” católicos foram canonizados por serviços prestados à Igreja de Roma e não ao legítimo evangelho do Senhor Jesus Cristo.

 

6 - Que a missa é uma terrível blasfêmia contra o sacrifício perfeito e irrepetível do Senhor Jesus Cristo, pois... (Hebreus 9:28) “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.

 

7 -  Que somente o Senhor Jesus Cristo tem as chaves, segundo   (Apocalipse 1:18) “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”.

 

8 - Que a confissão dos pecados deve ser feita exclusivamente ao Senhor e não a um sacerdote, tão ou mais pecador do que o penitente, segundo Salmos 32:5: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado”.

 

9 - Que não existe um lugar chamado Purgatório, mas somente o céu -  para onde vão todos os convertidos a Cristo, e o inferno, para onde vão todos os engodados pelo Romanismo e outras religiões, e para  onde ele e todos os papas seguiram após a sua morte (2 Coríntios 5:8) Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor”.

 

10 - que foi o Apóstolo Paulo e não Pedro quem fundou a igreja de Roma e que a sua Igreja teria engendrado uma mentira mais plausível, caso tivesse colocado Paulo como o fundador da “Santa Madre”, o que, aliás, não seria possível, pois o Catolicismo odeia o evangelho de Paulo, o qual prega a salvação exclusivamente pela fé em Cristo, sem o concurso de obras! (Romanos 1:11,16) “Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados... Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.

 

Noel Kilkenny/Mary Schultze, 03/03/05.

 

 

19. - Yo no creo en brujas...

 

         Muitos irmãos me têm enviado e-mails ou telefonado (até de Belém, Pará), indagando se Ratzinger vai ser o último   papa. Minha resposta é sempre a mesma: pode ser... pois Deuteronômio 29:29-a diz: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus...”

         Diz o proverbio espanhol: “Yo no creo en brujas...”   Também digo o mesmo. Não creio em bruxas, nem em profecias que não estejam escritas na Bíblia.  Não acredito em profecia católica, nem pentecostal. A profecia católica sempre visa o engrandecimento da Igreja de Roma e do papado. A profecia pentecostal é totalmente desnecessária porque, se é antibíblica (como tantas que têm aparecido nas igrejas “avivadas”), ela vem de encontro à Palavra de Deus, portanto é herética. E se é bíblica também é desnecessária porque, mesmo vindo ao encontro da Palavra de Deus, nada nos acrescenta, pois,  segundo nos ensina Paulo na 2 Timóteo 3:16-17: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. Portanto, tendo a Palavra  de Deus temos TUDO e nada nos falta.

         Mesmo assim, vamos falar da profecia de Malaquias, um “santo” católico que viveu no século 11, o qual profetizou sobre os 111 papas que seriam coroados, a partir de Celestino II,  para reinar no “Trono de Pedro”, até o final dos tempos (Se somarmos o 11 do século, mais os 111 do número de papas, mais os 2 do nome de Celestino, teremos o número SETE, do qual falaremos em seguida).

         Malaquias nasceu na Irlanda em 1094. Foi ordenado sacerdote em 1119, em 1123 foi ordenado abade, em 1124 foi elevado a bispo e em 1132 foi elevado a Bispo Primaz de Armagh, sua cidade natal. Seu melhor amigo e mentor espiritual foi o Abade Bernardo de Clairvaux, mais tarde elevado também aos altares de Roma, nos braços de quem Malaquias faleceu, em 1148, portanto aos 54 anos de idade.

         Estudamos os últimos dez papas focalizados na profecia de Malaquias. Ele não sabia os nomes desses futuros “vigários de Cristo”, mas criou um moto para cada um deles. O último deveria reinar em um certo ano, cuja soma desse o número 7, que é o número perfeito e definitivo na Bíblia,  e teria como moto “Gloria Olivae”, ou seja, “a glória da oliveira”. Muita gente achava que seria o JP2, mas o seu moto, segundo Malaquias, era “De Labore Solis” (Do nascer ao por do sol), o qual se adaptou bem ao “papa globe-trotter”, pois ele percorreu, do nascer ao por do sol,  o mundo inteiro, a serviço de sua igreja.

         Tendo em vista que a Ordem de São Bento é também conhecida como OLIVETANS, seria interessante que um papa beneditino pudesse encaixar-se na profecia de Malaquias.

         A Ordem de S. Bento tem afirmado, segundo a tradição, que o último papa virá dessa Ordem e que, antes do final dos tempos, ela irá conduzir triunfantemente a Igreja de Roma numa guerra contra o mal. Interessante é que  o moto do último papa “Gloria Olivae” bem poderia ser adaptado ao Ratzinger. Ele nasceu no dia 16 (1+6 = 7). Foi eleito no ano 2005 (2+5=7). Escolheu o número 16, além do nome de Bento (1+6=7). Por isso ele poderia ser o papa definitivo...

         Vejamos, com as nossas próprias palavras,  o que o Dr. Peter Ruckman diz sobre o número SETE em seu livrinho “Bible Numerics”, que lemos num vôo entre Madri e Berlim, em 11/02/2001, e depois traduzimos.

“O Número Sete é perfeito e exclusivo, no universo. Nele temos a soma da Terra (4) com o número da Trindade Santa (3). A Bíblia diz, em Gênesis 1, que Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo dia. Quando os judeus pediam sinais da existência do EU SOU,  Deus lhes deu o sétimo dia para descanso, pois na civilização pagã daquela época o descanso era de dez em dez dias.  Deus quis ser mais benigno para o seu povo. Em Apocalipse lemos sete vezes a expressão “este livro”. Nele temos as sete igrejas, os sete selos, as sete trombetas, os sete anjos, as sete taças e, finalmente, a vitória do Cordeiro, que seria o número 777, contrastando com o número 666, da trindade profana, nas pessoas do Anticristo, do falso profeta e da besta.

         Alguns críticos liberais costumam afirmar que “a Bíblia é uma gota d’água no oceano da verdade”. Ora, se a Bíblia é a Palavra de Deus escrita e Jesus é a Palavra encarnada, sem a  menor sombra de dúvida, devemos concluir que a Bíblia é a Verdade, conforme o próprio Jesus declarou em João 17:17.

         Como o número dez é o número dos gentios e o número sete é o da perfeição, e, portanto, da verdade, o número do capítulo e do versículo de João, acima referidos, apontam para a Verdade no tocante aos gentios (número dez) e o número perfeito (sete), para lhes mostrar a verdade, isto é,  a “Palavra” que lhes foi entregue, através  do Novo Testamento, para a salvação da humanidade.

         Em Levítico, capítulos 23 e 25, vemos que Deus jamais realizou qualquer coisa imperfeita ou incompleta. A palavra “sete” em Hebraico é a mesma para “jurar” (garantir). Nesses dois capítulos de Levítico temos os sete dias da semana. Lemos sobre as sete semanas que antecedem a Páscoa. Lemos sobre os sete meses que antecedem a Festa dos Tabernáculos. Lemos sobre os sete anos que antecedem a libertação da terra. Lemos o número de anos (setenta vezes sete) que antecediam uma nova era judaica - o Jubileu dos Jubileus - 490 anos.

         Deus tem dividido as eras em  períodos de sete. A história de Israel sempre foi dividida em períodos de setenta vezes sete anos. Jesus mandou que os apóstolos perdoassem as ofensas setenta vezes sete. O corpo humano muda de células cada sete anos.       Existem apenas sete cores. Dessas sete cores se originam os milhares de outras tonalidades. Se temos o vermelho, o amarelo, o azul, o laranja, o verde, o preto e o branco, podemos fabricar todas as demais”. (Durante 36 anos a articulista teve uma micro-empresa de anilinas e cosméticos, que foi vendida em 1994. Fabricava algumas cores, comprava outras da Bayer e da BASF, empresas alemãs, e combinava as tonalidades, conseguindo todas a cores que desejava.  Essas anilinas se destinavam a colorir detergentes, sabões e cosméticos em geral).

         Voltando ao “Gloria Olivae”, a oliveira sempre tem sido associada à paz. Foi com um ramo de oliveira que a pombinha solta por Noé, após o dilúvio,  voltou, dando a este a certeza de que as águas já haviam baixado e que ele poderia recomeçar uma nova humanidade.

         Na interpretação católica, o papa que tem o moto “Gloria Olivae” irá reconstruir o mundo, com uma nova humanidade “iluminada” pelos dogmas da Igreja, a qual estará governando triunfantemente em o Nome do Senhor Jesus Cristo, gerando a paz mundial.

         Aqui temos mais uma heresia católica. A teoria da Igreja de Roma é que a pedra da qual fala Daniel 2:31-35, seria ela mesma: Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era imensa, cujo esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra”.

         Por causa dessa teoria megalomaníaca de Roma, sua Igreja foi transformada na Nova Israel de Deus (por Agostinho de Hipona) e os protestantes assumiram ingenuamente essa teologia da substituição, sem saber que estavam endossando uma tremenda doutrina anti-semita e antibíblica. A pedra cortada sem mãos humanas é o Senhor Jesus Cristo, o qual reinará em Jerusalém sobre todas as nações do mundo, no Seu Reinado Milenar, após a reconstrução de Israel como nação.

         Não posso afirmar que Ratzinger seja o último papa. Mas as coisas têm andado aceleradas demais, nos últimos 70 anos... Nos anos 1930,  Hitler assumiu o poder através do voto católico, para em seguida governar a Alemanha, tendo fundado o Terceiro Reich (protótipo do Estado Mundial Católico), bem ao gosto do Papa Pio XII. Então, tudo é possível. Ratzinger é alemão e poderá, perfeitamente, conseguir um candidato judeu para ser colocado no trono da União Européia, como o governante mundial, o qual depois iria governar no Trono de Davi, em Jerusalém, usurpando o lugar do Senhor Jesus Cristo. Esta é uma prática banalíssima para a sua Igreja, que já vem agindo desse modo, há muitas centenas de anos, usurpando o lugar de Vigário de Cristo, o qual,  por direito, pertence exclusivamente ao Espírito Santo. Que Roma se cuide, pois Apocalipse 18 mostra como vai terminar a Grande Babilônia! ******************************

Abril 2005.

20. - O Pecado Imperdoável

 

       O cardeal forçado a renunciar em desgraça, como arcebispo da Arquidiocese de Boston, por esconder os abusos sexuais dos seus padres, foi nomeado pelo Vaticano como um dos nove prelados que tiveram a honra de presidir as missas dos funerais do papa JP2.

         Para muitos americanos o Cardeal Bernard Law (cujo sobrenome “Lei” não combina com o seu procedimento) ficou conhecido como o Arcebispo de Boston, cuja diocese se tornou o foco do escândalo de abusos sexuais dos seus padres.

         Mesmo assim, para os oficiais do Vaticano esse cardeal se tornou um “fabricante de príncipes” (do mesmo modo como o papa falecido foi um “fabricante de santos”), tendo viajado pelo mundo a fora, a serviço de sua Igreja e cujos padres favoritos eram sempre nomeados pelo papa JP2 para os cargos de bispos.

         No momento em que o Vaticano pranteia o seu papa mais famoso, o  globe-trotter mais amado e bajulado no mundo inteiro, o Colégio de Cardeais  acaba de provar a mais de um bilhão de fiéis católicos que o caso de Boston não teve a menor importância. 

         O padre jesuíta Keith F. Pecklers, Professor da Pontifícia Universidade Gregoriana, disse: “Esse é mais um exemplo da diferença de pontos de vista entre o Vaticano e os USA. Um caso assim pode reabrir uma ferida que já estava cicatrizando”. (Como vemos, o caso é entre o Vaticano e os USA, não entre a Igreja de Roma e a Palavra de Deus).

         Law havia renunciado, depois que um juiz americano decidiu levar a público os arquivos que incluíam uma carta do cardeal, elogiando alguns padres acusados de abuso sexual contra menores. Depois de ter  ficado um ano dizendo que não iria renunciar, Law, finalmente, renunciou ao seu ofício eclesiástico em Boston, tendo se internado em um mosteiro. Logo após sua renúncia, em 2003, foi-lhe dado um espaçoso apartamento em Roma e um prestigioso, embora honorário, posto como sacerdote sênior, na Basílica de Santa Maria Maior. E por causa dessa posição é que lhe foi dado um papel altamente importante no funeral do  papa. A homilia apresentada por Law foi bastante indicadora, segundo observadores do Vaticano, sobre quem deverá ser eleito o próximo papa.    

         Mais de 600 pessoas que afirmam ter sido vítimas dos padres abusadores, procuraram a diocese de Boston (a quarta maior dos USA), a fim de reclamar indenização.   A Igreja pagou, então, 90 milhões de dólares aos reclamantes e o sucessor de Law, o Arcebispo Sean P. O’Malley, teve de fundir algumas paróquias e fechar algumas escolas católicas, a fim de arcar com o problema financeiro (Imaginem os pais católicos pagando dízimos às paróquias, sem saber que os seus filhos eram vítimas de abusos sexuais!).

         Em Boston, uma das 50 vítimas enfurecidas, ao ver o atual prestígio do arcebispo alcoviteiro em Roma, falou: “Ele nunca perdeu o  prestígio, nem mesmo quando renunciou em Boston. Em qualquer outra corporação, quando alguém perde o cargo e sai da mesma, também perde o poder  e o título que havia conquistado”.

         As cerimônias finais dos nove dias de luto começaram na sexta-feira com a missa de Réquiem, celebrada pelo Cardeal Joseph Ratzinger (O chefe da atual Inquisição Católica, o qual, segundo afirmam duas autoridades protestantes britânicas, sempre deu as ordens ao papa, de comum acordo com o Papa Negro e a Opus Dei).

         Como Law tem menos de 80 anos de idade, ele não somente é um eleitor no próximo conclave do próximo dia 18, como até poderia ser eleito papa (o que seria uma glória para  os padres homossexuais e pederastas do Vaticano).  Em Roma, Law e o seu sucessor - o Arc. O’Malley -  não se animaram a dar entrevistas à imprensa mundial. Mesmo assim, Law estava entre os cardeais americanos que recepcionaram o Pres. Bush e sua esposa Laura, na Embaixada Americana. Numa conferencia de quinta feira, o Cardeal Edward Eagan (um dos sucessores do famigerado Cardeal Spellman, que segundo o escritor Eric Jon Phelps teria sido o mandante do assassinato do Pres. Kennedy, em 1963) disse o seguinte: “Creio que o Cardeal Law foi escolhido para celebrar a missa do funeral por causa do seu elevado status na Basílica”.

         A lista dos nove prelados selecionados para celebrar as nove missas foi organizada, na quinta feira, pelo Arcebispo Piero Marini, mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice

         Como tudo no Vaticano está sujeito à tradição e ao protocolo, os cardeais foram obrigados (segundo um  oficial que falou anonimamente) a aceitar a indicação de Law, mesmo porque a missa teria de ser celebrada por um cardeal das três basílicas principais e os cardeais das Basílicas de São Pedro e São Paulo já haviam celebrado missas, restando, portanto, apenas o Cardeal Law (“Dura lex, sed lex”!)

         Agora vejamos a diferença entre o papa JP2 e o Senhor Jesus Cristo, de quem ele dizia ser o representante.

         Cristo não tinha onde reclinar a cabeça... JP2 teve o uso-fruto de  vários palácios.

         Cristo andava descalço pelas ruas e campos da Palestina... JP2 só andava em avião particular e papa-móveis blindados.

         Cristo teve apenas o discípulo amado, sua mãe e poucas mulheres assistindo-o na hora da agonia. E no seu sepultamento, apenas dois homens - José de Arimatéia e Nicodemos... JP2 foi assistido por muitos médicos, enfermeiros, camareiros, etc. e ao seu sepultamento compareceram, pessoalmente, 3 milhões de idólatras e mais de 3 bilhões assistiram às cerimônias pomposas do seu sepultamento pela TV.

         Cristo ressuscitou e ascendeu aos céus, tendo se assentado à destra do Pai, de onde voltará para julgar os vivos e os mortos. JP2 vai ser canonizado como “santo” pelos seus fanáticos adoradores, mas vai ressuscitar no Dia do Juízo Final, para ser julgado por Aquele de quem sempre afirmou ser o “vigário na terra”, usurpando o lugar intransferível do Espírito Santo, cometendo, portanto, o “pecado imperdoável”!

 

Abril, 2005.

(Informações colhidas no artigo Cardinal Law, Ousted in USA Scandal, is Given a Role in Rites”, de Laurie Goodstein).

 

21. - Poema de Larry

 

Larry Norman é um cristão bíblico praticante, agarrado sempre à sua Bíblia King James.  Mary  e Eduardo são os seus companheiros de prisão, em alguma ilha do Brasil. Seu crime maior foi pregar o evangelho aos incrédulos, para que estes aceitassem Jesus Cristo como o grande Deus e Salvador do mundo, antes que fosse tarde demais.

Larry é poeta e começa a cantar esta "Canção da Desesperança":

 

Na metade da guerra, / ele nos ofereceu a paz.

Veio repleto de amor,  / lá do Oriente.

Tinha um rosto de anjo, / mas um coração feroz.

E o seu número era

Meia, meia, meia.

(Seu objetivo sempre, / botar cristãos na cadeia).

Ele se encaminhou para o Templo, / com as mãos cheia de ouro

e com este comprou os sacerdotes judeus,  / apossando-se da terra.

O mundo inteiro  / com ele se prostituiu,

dobrando-se aos seus pés, / enquanto a banda tocava

Meia, meia, meia.

(E ele ia enchendo, / cada vez mais, a cadeia).

Comemos em sua mesa, / dormimos sobre o seu chão,

mas depois ele nos deixou morrer de fome,

nos espancando  e nos crucificando em sua porta.

Bem, estou pronta para morrer, / e já não suporto as suas mentiras,

nem os seus truques.

Ele havia dito que nos amava, / mas era tudo mentira!

Suas mãos estavam tintas de sangue / e a morte bailava em seu olhar.

Parece que chamaram mais um número...

[Mary, 777!]

Estou pronta para morrer, / quando a banda tocar:

Meia, meia, meia.

(Já estou cansada de esperar, / nesta infecta cadeia).

Ó Bentinho, manda o teu chefe - o governante - me buscar!

 

Amados: Isto não é um poema inconseqüente.  É a profecia de um americano, a qual, em breve, poderá estar se cumprindo. Jesus está voltando, mas antes dele chegar, os cristãos que não forem arrebatados terão de passar pelo mais rigoroso de todos os testes - dar a vida por amor de Cristo, como nos primeiros anos do Cristianismo.

Vamos ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo, enquanto é tempo, porque a noite está chegando - quando não mais poderemos trabalhar - e bem mais depressa do que imaginamos. A mídia mente e nós acreditamos em suas mentiras... Estamos sempre caindo na “operação do erro” e isso vai nos custar caro...

Bentinho não é do tipo que brinca em serviço. Ele foi o Inquisidor-Mor e quer todo mundo a seus pés, o quanto antes. Ele já estava agindo, no cargo de inquisidor, enquanto ficava nas sombras, movendo os cordéis que controlavam o papa andarilho. Todos os papas são controlados pelo Inquisidor-Mor, pois a Inquisição é o braço mais forte de Roma, sempre agindo por baixo do pano... Ele é contraditório... Ele mente. Imaginem ele dizendo que havia “rezado” para não ser eleito, quando a sua eleição já estava garantida, antes mesmo  do conclave!

Como o seu mestre - Inácio de Loyola - o Papa Negro é um agente terrorista a serviço do Bentinho e não vacilará, um minuto sequer, quando tiver de sacrificar milhões em favor dos objetivos da Igreja. Ele é o grande inquisidor oculto e vai ficar ao lado do Bentinho, soprando novas maneiras de liquidar os “hereges”, agora chamados de “irmãos separados”... para morrer.

Contudo, a sabedoria de Roma é loucura para Deus e Ele vai aniquilar a sabedoria desses exterminadores e a inteligência dos seus conspiradores, porque o Senhor Jesus Cristo vem reinar... E a Grande Babilônia  vai desmoronar...

Vamos seguir o mandamento do Salmo 122:6, orando pela paz de Jerusalém, que só virá quando o seu legítimo REI subir ao trono, para ali governar por mil anos.

"Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam".

         Maranata! Jesus está chegando. Vamos continuar perseverando NELE!

         Vida reta, oração, leitura da Bíblia... É disso que todos nós carecemos!

 

Abril 2005.

 

22. - “Curriculum Mortis”

        Quando vejo o Ratzinger adulando os judeus, fico absolutamente convencida de que ele vai introduzir o Anticristo no Trono de Jerusalém, sendo ele mesmo o Falso Profeta do qual nos falam o capítulo 13 de Apocalipse e 2 Tessalonicenses 2.

        Como chefe supremo da inquisição católica moderna, Ratzinger aprendeu todos os segredos da tortura e da perseguição e, como sua igreja ainda é dirigida pelos dogmas do Concílio de Trento, é de esperar que esse inquisidor-mor exerça o seu enorme poder no sentido de erradicar da terra todos os “hereges”, a começar desta articulista, se até lá não acontecer o Arrebatamento dos crentes.

         Certa vez recebi um documento enviado pelo Pe. Luciano Guerra,  Reitor do Santuário de Fátima  (Apartado 31 - 2496-908 - Fátima Portugal), encarregado da Basílica de Fátima, pedindo que eu o preenchesse e devolvesse ao remetente. Escrevi uma resposta bem desaforada e devolvi o questionário em branco. Isso era dar “colher de sopa” (em vez de chá) aos inquisidores romanos, hem?

         Vocês já viram cearense burro? Nasci em Crato, Ceará, oxente!”

        Como o Vaticano é dono absoluto de todas as multinacionais do planeta, é claro que ele tem todos os meus dados arquivados no seu computador, como tem os dados de todos os habitantes dos países ocidentais. Por que, então, me dar ao trabalho de agilizar o meu “curriculum mortis”?

        Quem quiser saber mais sobre o papel de Ratzinger como inquisidor-mor do Vaticano, compre e leia o livro “Dead Sea Scrolls Deception, de Michael Baigent & Richard Leigh – Arrow Books, 2001,  dois autores bem informados sobre o Betinho 16, no capítulo “The Inquisition Today”, segundo informação de um irmão do grupo. Confesso que ainda não li o livro supra citado, mas esse irmão é especialista em pesquisa e sabe o que está informando. Ele diz que devo me lembrar que “esse inquisidor tem enfatizado uma volta aos princípios cristãos básicos, o que, subliminarmente, significa uma volta ao redil do papa, em cega obediência aos dogmas de Trento”.

        Diz ainda que “esse papa não é amigo de pessoa alguma. Ele não passa de um grande inquisidor que defende a elite dos desocupados parasitas da hierarquia romana. Ninguém precisa de papa algum, porque a Era das Trevas já passou e só mesmo com o retorno de um mundo mergulhado novamente em trevas religiosas é que essa horda de parasitas infectantes poderia ter o seu lugar”. O e-mail desse amigo é   De: "online15966@telkomsa.net"

        Ratzinger vai continuar as mesmas andanças e palavreado hipócritas do papa JP2, adulando “gregos e troianos”, para depois os encerar em prisões, campos de concentração (já existem muitos preparados para isso), onde serão todos incinerados, como o fez o seu compatriota Adolfo Hitler, nos anos 1940.

        Jeremias 17:5 nos adverte: “Maldito o homem que confia no homem”. E se ele vivesse hoje iria acrescentar: “principalmente se esse homem for um papa católico”.  Não consigo entender como tantos homens que viraram o mundo, pregando o Evangelho de Cristo (Billy Graham, por exemplo), possam cair aos pés do papa da Igreja Romana, a qual durante 16 séculos tem perseguido, martirizado e assassinado os cristãos bíblicos, sob a alegação de ser “a única igreja verdadeira”. Esses líderes tão importantes caíram na chamada “operação do erro”, passando a dar crédito às mentiras da “santa madre”, em vez de crer simplesmente nas palavras do Senhor Jesus Cristo, pelas quais seremos todos julgados (João 12:48). Que harmonia pode existir entre o verdadeiro Evangelho de Cristo  e o da Igreja Romana?

        A inquisição de Roma continua viva e ativa ainda hoje. Quem quiser saber mais sobre o que Pio XII fez contra os sérvios ortodoxos na Iugoslávia, durante o regime católico da Croácia (na II Guerra Mundial), sob a chefia de Ante Pavelic, usando o cardeal católico Aloísio Stepinac, pode pedir o livro “O Holocausto do Vaticano”, de Avro Manhattan, por nós traduzido em 1999.

        A narrativa da matança de quase um milhão de inocentes, que não aceitaram o Catolicismo Romano como religião, foi surrupiada da literatura e da mídia porque o Vaticano tem a força! Agosto 2005 ******************

 

 

23. - Quem é filho de Deus?

 

         A maioria dos ignorantes bíblicos (católicos, espíritas e até mesmo membros das igrejas “avivadas”) que encontro por aí, nas reuniões sociais, nas livrarias e nas lojas, costuma indagar, com a maior cara de pau: “Ora, afinal não somos todos filhos de Deus?

         Essa tolice caracteriza a heresia radicada em suas mentes paganizadas.  A licença poética até pode nos levar a descrever-nos como filhos de Adão, visto como somos os seus remotos descendentes. Contudo, exceto numa acepção puramente figurada da expressão, nem mesmo Adão era filho de Deus! Ele era apenas Sua criatura. A humanidade não foi gerada a partir do Adão inocente do Éden, mas do Adão decaído que dali fora expulso. Então qual o direito, aqui, de pretendermos ser filhos de Deus?

         Aí vem o seminarista com ares de erudito bíblico e nos contesta: “Ora, mas o Apóstolo PAULO não disse aos pagãos de Atenas que eles eram geração de Deus?” (Atos 17:28).

         Minha resposta rápida é:  “Não! Claro que não! Para resgatá-los de sua idolatria, Paulo citou as palavras de um dos seus poetas gregos, trecho de um hino composto em louvor a Júpiter: ‘Pois dele somos geração, o seu genos’’”. A questão não é o que a mente predisposta possa ler nesta passagem bíblica, mas o que o locutor (Paulo) quis dizer e o que os seus ouvintes entenderam. Será que alguns deles imaginavam que o Apóstolo fosse um filho de Júpiter? Se o objetivo do Apóstolo fosse ensinar-lhes que eles eram filhos do Deus Onipotente que fez o céu e a terra, teria ele citado o ensino de uma divindade pagã? O apelo do Apóstolo à sua literatura clássica teve o propósito de admoestá-los, mostrando que Deus nada tinha a ver com os seus ídolos mortos “dignificados na arte e na contravenção humana”. Seu argumento teria sido igualmente válido se ele tivesse feito uma comparação com a criação inferior.

         O Deus Onisciente, cujas criaturas têm vida física e espiritual, tem de ser um Deus vivo. Cada um de nós é filho dos pais que nos geraram e de ninguém mais podemos ser filhos. O crente no Senhor Jesus Cristo se torna filho de Deus porque foi gerado de Deus: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (João 1:12). E aos que foram gerados de Deus ele diz, no verso 13: “Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. O cristão nasce duas vezes: fisicamente,  como filho de pai biológico e, no Espírito Santo,  como filho de Deus. A escritura é enfática e explícita em que os dois nascimentos são totalmente distintos. Como disse o próprio Senhor Jesus Cristo: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). Ao mesmo tempo, suas terríveis palavras dirigidas aos judeus que estavam tramando a Sua morte foram estas: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai (João 8:44). Qualquer pessoa, por mais bem intencionada e correta que seja em todos os sentidos, nesta vida terrena, mas não creia que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Messias de Israel e nosso Deus e grande Salvador, o qual está vivo e entronizado no céu à destra do Pai, aguardando o momento de retornar à terra, para reinar no Trono de Davi, não passa de um enganado pagão e o seu destino eterno será tenebroso.

         E se alguém ainda achar que estas palavras não são definitivas, vamos repetir: “os que são nascidos da carne não são filhos de Deus”... E de um certo modo são “filhos do diabo”, segundo as palavras do próprio Senhor, que por nós morreu e ressuscitou.  Poderia uma declaração vetar mais claramente a ilusão de que todos os homens são, por natureza, filhos de Deus?

         Por causa dessa idéia absurda de que “todos são filhos de Deus” é que os “teólogos hedonistas” da  Teologia da Fé/Prosperidade logo arranjaram um colorido pretexto para rebaixar o Senhor da Glória ao nível comum da humanidade - blasfêmia que chega ao ápice, na declaração: “Ora, se Jesus era Deus, nós também somos deuses”.

 

Idéias colhidas no livro de Sir Robert Anderson

“The Honour of His Name” - Abril 2005.

 

 

24 - Bendizei ao Senhor!

 

        Pedimos que Deus nos abençoe, esperando e orando para que Ele queira fazê-lo, especialmente quando temos alguma necessidade urgente. Mas quem pensa algumas vezes em bendizê-Lo? Contudo o uso constante dessa expressão na Escritura deixa claro que devemos fazê-lo e que algo mais do que palavras de louvor deve estar envolvido. Deus deve ser genuinamente louvado com um dom do homem que é de grande valor. Mesmo assim, a descrição de Davi de louvar a Deus parece colocar tal atitude além da capacidade humana: “LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome” (Salmos 34:1-3).

         Será que meros homens podem engrandecer e exaltar o Deus infinito que os trouxe à existência?  Isso parece impossível.

         Certamente criaturas tão miseráveis, como nós, não podem bendizer o Deus Santo, o infinito  Criador do universo, que tudo possui e tudo controla! Isso está além da nossa imaginação! Nada somos e nada possuímos - tudo a Deus pertence. Como disse o Rei Davi com referência às ofertas que Israel trouxe para a construção do Templo: “Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos... Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos... SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua” (1 Crônicas 29:11,14,16).

Só podemos oferecer a Deus o que Ele em sua graça e misericórdia nos tem dado. Como diz o hino:

         Nada possuo, exceto o que recebi;

         A graça me outorgou, desde que eu cri.

         Excluindo a vaidade, abandonando o orgulho,

         sou um mero pecador salvo pela graça.

         Essa é a minha história

         e somente a Deus seja toda a glória!

         Sou um mero pecador salvo pela graça!

        Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá”, é o que diz Jó 1:21. Então, o que possuímos de nosso, que possamos oferecer a Deus e, portanto, bendizê-lo? Certamente, nada! Mesmo assim, muitas vezes lemos na Bíblia sobre os que “bendisseram a Deus” e também somos freqüentemente exortados a fazê-lo. Além disso, a linguagem da Escritura parece indicar que cada um de nós tem alguma coisa exclusiva que Deus criou e nos deu - algo inestimável, que, de boa vontade, devemos Lhe devolver, a fim de não virmos a perder tudo. O dom com o qual devemos bendizer a Deus deve ser algo que Ele, de outro modo, não pudesse tirar de nós e não pudesse criar como sendo Seu. E quando devolvemos isso a Deus, nós O exaltamos, engrandecemos e bendizemos!

        Este ensino bíblico apresenta uma das mais poderosas lições que todos nós devemos aprender. Infelizmente, é neste exato ponto que nos confrontamos com um enorme conflito entre os cristãos - uma volátil diferença de opinião a respeito da soberania de Deus, a qual seria melhor que evitássemos. Mesmo assim, este item vital não pode ser desprezado, visto como o encaramos através de toda a Escritura. A discordância não é se Deus é soberano. Ambos os lados concordam que Ele tem sempre estado no “controle total” de todo o universo, ainda está e sempre estará. O argumento (sim, no que isto sempre se tornou) envolve a pergunta: “O que significa ser Deus soberano  e estar no controle do Seu universo?”

         Os cristãos gozam de grande conforto quando se lembram, especialmente em tempo de sofrimento, que “Deus ainda está no trono - Ele está no controle!” Isso é verdade - mas, notavelmente esquecido é o fato de que Deus estava no trono e no controle, quando Satanás se rebelou, levando com ele muitos anjos. Certamente Deus estava no trono e no controle, quando Adão e Eva desobedeceram o único mandamento que Ele lhes havia dado e pelo seu espontâneo e rebelde pecado trouxeram sofrimento e morte sobre todos os seus descendentes, até ao dia de hoje. O mesmo aconteceu quando Caim assassinou, a sangue frio,  o seu irmão Abel,  e ainda quando  “...viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente...

Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gênesis 6:5,13). A maldade chegou a tal ponto que Deus se arrependeu de ter criado o homem [Agora Ele está bem mais irado porque a maldade humana se multiplicou em alarmante espiral ascendente, portanto Ele deve estar preparando uma lição bem mais quente contra a humanidade - MS].

         Todos nós concordamos com a total soberania de Deus, que Ele, inquestionavelmente continua no trono e no controle de todo o universo. Contudo, ao mesmo tempo, cresce o mal, com tristeza, sofrimento, doença e morte, devastando as criaturas que Ele fez à Sua imagem e sobre as quais Ele se lamenta com amor e piedade.

         Por que tem de ser assim?

         Claro que Deus não se sente feliz observando o mal devastar as suas criaturas. De fato, Ele estava tão infeliz com a maldade nos dias de Noé que teria destruído a humanidade se este não tivesse achado graça diante dos Seus olhos.  Ninguém poderia dizer que o fato universal de estar o mal agrilhoando toda a criação - como uma praga fatal - era exatamente o que Deus queria e tivesse predestinado a acontecer.

        Ele havia se lamentado durante 3.000 anos sobre o pecado do Seu povo de Israel, enviando-lhe profetas dia e noite, ano após ano, advertindo-o a que se arrependesse para que Ele não fosse forçado a derramar sobre ele a Sua ira (Jeremias 7:3, 25; 25:3-5; 29:19; 32:33; 35:14-15; 44:4, etc), implorando sempre e sempre que o povo não fizesse aquilo que Ele tanto odiava.

         É claro que Deus odeia o pecado e isso não poderia ser o que Ele deseja. Contudo, essa é a história da humanidade através de toda a História, com a maldade sempre crescendo, apesar dos rogos e advertências divinas.

         A avançada tecnologia hodierna tem apenas dado ao homem uma plataforma mais elevada, a partir da qual ele levanta o punho contra a face do seu Criador. Obviamente, o fato de que Deus está no controle do universo não significa que a rebelião não possa acontecer e que não possamos sofrer maldade, tristeza, dor, perda e morte. A questão é quem está querendo se render a Deus, a ponto de dizer como Jó: “Ainda que ele me mate, nele esperarei...” (Jó 13:15)?

         Quem se atreveria a dizer que a inevitável condenação e tormento eterno de bilhões de Suas criaturas ao Lago de Fogo, exigidos pela Sua santidade e justiça, é a maneira exata como Deus desejava que acontecesse? Contudo, há os que dizem exatamente isso, declarando que Deus não ama a todos, nem deseja que todos sejam salvos, que Cristo não morreu por todos e que Deus predestinou aqueles bilhões ao sofrimento eterno.  Os que ensinam isso são até sinceros, acreditando que estão certos, mas estão rebaixando Deus, considerando-O menos amoroso e misericordioso do que esperamos uns dos outros.

         Como justificam eles tal doutrina? Seus proponentes crêem firmemente que estão defendendo a soberania divina. Deixando de entender que o mal é algo permitido por Deus, eles imaginam erroneamente que se algo pudesse acontecer (o bem ou o mal) contra a vontade de Deus, isso significaria que Ele não é soberano. Recusam-se a considerar o óbvio fato (respaldado por centenas de versos bíblicos) de que  Deus soberanamente deu ao homem a responsabilidade e o poder moral de obedecer ou desobedecer-Lhe, de amá-Lo ou odiá-Lo. E a não ser que isso seja verdade, obediência e recompensa, desobediência e castigo, amor e ódio - e muito da própria Bíblia - nada significam.

         O fato de ser Deus soberano não significa que nada possa acontecer fora de Sua vontade. Se tal fosse o caso, então poderíamos concluir que Deus deseja o próprio mal que Ele odeia - uma clara contradição, não apenas da lógica como do Seu caráter. A confusão neste ponto justifica a desdenhosa queixa do ateu, que afirma não crer em Deus por causa do mal: “Se Deus não pode deter todo o mal e o sofrimento, Ele é fraco demais para ser Deus. E se Ele pode, mas não o faz, então Ele é um monstro indigno de nossa confiança”.

         Existe, sem dúvida, uma - e apenas uma -  resposta clara a esse dilema: que Deus em Sua soberania deu à humanidade o genuíno poder do livre arbítrio e não vai retomá-lo. Ele pode pressionar, persuadir e até implorar ao homem, porém não pode forçá-lo contra a sua vontade, ou então iria destruir a própria criatura que Ele fez. Vamos lembrar a troca de cartas sobre o massacre na Columbia:

         “Querido Deus, por que o Senhor não salva as criancinhas que      estudam em Little Ton, Colorado?

        Sinceramente, Estudante preocupado”.

         Resposta:

         “Amado Estudante preocupado:

         Não me permitem entrar nas escolas.

         Sinceramente, Deus”.

         Este mundo de pecado, sofrimento e morte não é obra de Deus. Ele é fruto do que o homem moralmente responsável tem, irresponsavelmente, feito em oposição à vontade divina. Ou então, por que iria Jesus nos ensinar: “Seja feita a tua vontade” (Mateus 6:10?) E por que ter-nos-ia sido ordenado que nos rendêssemos a Deus, com estas  palavras: “Pai, ... não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42), se coisa alguma, exceto a vontade de Deus pudesse, de algum modo,  acontecer?

        Se porventura houve jovens que se renderam à vontade de Deus, esses foram os cinco missionários martirizados pelos índios Auca, no dia 08/01/1956. O tema de sua  canção era: “Nele descansamos, nosso escudo e defensor!

         Ed era meu amigo mais íntimo. Foi quase um sopro pulverizador saber da morte desses soldados da cruz (junto com dois outro que não conhecíamos), os quais se haviam confiado às mãos de Deus.  O fato de que Deus estava no Seu trono - e no controle, não evitou que eles perecessem numa horrível tragédia da época - mas trouxe glória ao Seu Nome e muitas almas redimidas em suas famílias, nos anos seguintes.

         Deus não pôde forçar esses jovens a se deleitarem em Sua vontade até a morte - essa foi a paixão dos seus corações. Ele também não poderia tê-los forçado a deixarem de louvá-Lo, apesar do que não podiam entender, nem de nEle confiar para a Ele se darem voluntariamente. Deus foi engrandecido e exaltado pela alegre dádiva dos seus corações submissos à Sua vontade, confiando em que Ele sabia o que era o melhor.

         O primeiro uso da frase “Bendizei ao Senhor” é uma exortação a Israel: “...louvarás ao SENHOR teu Deus pela boa terra que te deu” (Deuteronômio 8:10). Em outras palavras, a Ele devemos dar as graças e os agradecimentos que Ele merece receber pelos dons que nos deu. Esse não deve ser um louvor automático, uma fórmula repetida, com o fito de se obterem mais bênçãos. As ações de graça devem proceder de um coração reconhecido da sua indignidade, com total dependência e confiança nEle.

        A gratidão cordial de quem O louva por Quem Ele é e pelo fato do que Ele tem feito - conquanto reconhecendo que não merecemos sequer a menor de Suas misericórdias - não pode ser programada ou coagida por Deus. Esse louvor deve brotar dos nossos corações. Desse modo, é algo propriamente nosso, pelo que devemos todos bendizer a Deus pelas Suas grandes bênçãos sobre nós derramadas.

         Davi concitou o povo de Israel a prover o material para a  construção do templo. Quando ele viu que o povo trazia abundante e voluntariamente ao Senhor, (ele) regozijou-se com grande alegria e (e) bendisse ao Senhor diante da congregação, conforme lemos em 1 Crônicas 29:9-17.

        No reavivamento sob Neemias, “E os levitas, Jesuá, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías, disseram: Levantai-vos, bendizei ao SENHOR vosso Deus de eternidade em eternidade; e bendigam o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor. Só tu és SENHOR; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora.Tu és o SENHOR, o Deus, que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão. E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele a aliança, de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo” (Neemias 9:5-8). Em seguida, foi feita uma ampla exposição de como Deus havia tirado os israelitas do Egito, tendo-os sustentado, apesar da sua rebelião e os trazido à Terra Prometida; como eles desobedeceram, foram restaurados, rebelando-se novamente, indo após a idolatria, tendo sido perdoados e restaurados, com o ciclo prosseguindo, até que Deus os desarraigou em relutante castigo.  O exato reconhecimento de Deus dos seus pacientes rogos, ano após ano, e Sua justiça ao castigar o pecado de Israel, traz a certeza e  a bênção de que Ele jamais força qualquer um. Isso deve ser espontaneamente oferecido a partir do coração.

         Davi estava continuamente apressado e apressando Israel no sentido de bendizer a Deus, conforme Salmos 34:1-3: “LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.

            Quão freqüentemente bendizemos ao Senhor? Quão freqüentemente nos lembramos da maneira pela qual Ele nos guiou, nos proveu, nos guardou de ceder à tentação e nos sustentou? Quão freqüentemente nós Lhe agradecemos por todas as Suas misericórdias, dizendo que O amamos? Você já fez isso hoje? Já teve com Ele a comunhão de um coração transbordando de gratidão e louvor? Isso é bendizê-Lo!

         Lembramo-nos do Senhor quando temos necessidades e clamamos para que Ele nos abençoe, mas será que nos lembramos de bendizê-Lo quando tudo nos corre bem? Ele se lamenta em Jeremias 2:32: “Porventura esquece-se a virgem dos seus enfeites, ou a noiva dos seus adornos? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por inumeráveis dias”. Será que nossa vida é tão ocupada que não temos tempo de louvar e agradecer de coração ao Senhor pela sua bondade e graça? Ou será que a vida se tornou tão sobrecarregada no sentido de cobrirmos todas as contingências financeiras, ficar de olho em todo o potencial terreno de alguém e, finalmente, nos aposentarmos confortavelmente, o que, sem percebermos, nos leva a concentrar nossa esperança neste mundo em lugar de a  concentrarmos em Deus?

        Deus lamenta isso em Jeremias 2:12-13: “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o SENHOR. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas’.

            Vamos bendizer ao Senhor em todo o tempo, do mais profundo do nosso ser. Desse modo, não somente nos tornaremos mananciais de águas vivas brotando para a vida eterna, como nos derramaremos sobre os outros.

 

The Berean Call Monthly News Letter, setembro 2005.

Dave Hunt/Mary Schultze

 

 

25. - A rica história do Dr. Haroldo

 

        O nome dele é Haroldo Pacheco de Oliveira Galvão, um nome nobre da família mineira, ao qual sempre fez jus, pela sua riqueza de cultura e experiência de vida.

         Nasceu em Viçosa (MG), num claro dia de abril do ano 1920. Seu pai era um Advogado importante e a mãe (D. Alzira) foi educada na França, dos 7 aos 22 anos de idade. Por isso, quando voltou ao Brasil, continuou falando o Português com sotaque francês, o que levava os filhos a corrigi-la, por causa do sotaque gutural (Quando minha filha Margarete tinha 6 anos, certo dia meu marido falou: “filhinha, por favor, apague o luz!” Ela o olhou de cara feia e falou: “Papi, você já está grande demais para falar errado! Não é o luz. É a luz!”).

        Voltando ao Dr. Haroldo, ele cresceu dentro da riquíssima biblioteca do pai, lendo os mais famosos autores franceses e portugueses, tendo se apaixonado pela boa leitura, logo que aprendeu a ler, sozinho, aos cinco anos de idade. Seu primeiro encantamento foi com o livro “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, de Júlio Diniz. Daí partiu para as centenas de livros que seriam lidos ao correr dos anos, em Português, espanhol, italiano  e Francês, tendo aprendido esta última com a senhora sua mãe. Outro livro que o encantou foi “A Ceia dos Cardeais”, de Júlio Dantas, e suponho que, após a leitura deste, tenha surgido em sua mente o desejo de, no futuro, estudar teologia. Sua teologia é a dominicana, o que significa uma boa distância da teologia jesuíta...

        Formou-se em Advocacia, aos 21 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde estava morando desde a adolescência. Exerceu varias profissões: Radialista, Advogado, Empresário, Fazendeiro e Professor de Teologia. Na famosa Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nos anos 1940, ele foi locutor, galã de novelas, autor de textos  e tudo que lhe foi possível, através de sua admirável versatilidade.

        Aos 31 anos de idade, com mulher e 3 filhos para criar e educar, Haroldo foi tentar a vida em Fortaleza (Ceará), onde ficou durante um ano. Dali seguiu para São Paulo, onde as possibilidades eram maiores para um Advogado culto e inteligente (Hoje em dia, a maioria dos advogados não consegue ler o Latim e nem mesmo escrever corretamente a língua portuguesa). Sua esposa teve mais duas filhas em São Paulo e Haroldo ali trabalhou por muitos anos, até que resolveu comprar uma fazenda em Itajubá (MG), a qual transformou numa fazenda modelo, tendo se tornado pioneiro no plantio de  oliveiras, uma plantação que  iria alcançar os 500 mil pés.

        Sua amada esposa faleceu há 11 anos e, desde então, Haroldo perdeu a alegria de viver. Veio morar em Teresópolis há alguns anos, junto com uma de suas irmãs. Quando esta faleceu, ele achou que deveria procurar o Residencial da Terceira Idade, onde tem morado nos últimos dois anos. O pior da vida, quando se envelhece, é ficar sem os entes queridos do nosso contexto cronológico e ser obrigado a conviver com as pessoas estranhas que a vida nos oferece. Mesmo assim, Haroldo é feliz no Residencial! Ele diz que até gosta de morar ali e apenas sente falta de pessoas do seu nível cultural, com as quais possa conversar.

        Por causa de uma angioplastia mal feita, Haroldo teve uma parada cardíaca e ficou com uma deficiência física no lado esquerdo, precisando de muleta para se locomover. Mas o que mais o aborrece é o problema da vista, pois já não consegue ler ... e a leitura sempre foi sua grande paixão. Pretendo ir sempre ao Residencial, para ler algumas passagens bíblicas e apologéticas para ele, que é muito bom em Teologia.

         Quando eu lhe disse que tenho duas personalidades: a “Mary Teóloga” e a “Mary Fútil”, gastando uma parte de minha pensão com roupas e acessórios, ele contemporizou: “Ora, é justo que a teóloga pague um aluguel ao corpo da fútil!  Outra observação interessante que ele fez foi que, depois dos 80 anos de idade, cada ano que se vive equivale a cinco anos, o que me fez lembrar o Salmo 90:10, de Moisés: “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando”. Ele acrescentou que não se chega a viver como Juscelino fez Brasília, isto é, realizando 50 anos em apenas 5... mas o tempo urge e é preciso que nos desembaracemos das cosias a que antes estávamos atrelados e nos voltemos para as coisas lá do alto (Aqui, ele citou literalmente Paulo, em Colossenses 3:1-3: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo”.

            Haroldo viveu 50 anos de um casamento feliz e (segundo me contaram) depois que sua amada esposa faleceu, ele conserva as cinzas dela em uma preciosa urna, monologando diariamente com a “sua amada”, enquanto aguarda a hora feliz em que irão se reencontrar... no Reino de Deus...

         Que o Senhor me dê sabedoria para ser uma bênção na vida desse novo amigo, o qual,  mesmo sendo católico, não se apega a igreja alguma, confiando exclusivamente no sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo na cruz.

 

05/10/2005.

frauschultze@uol.com.br

artigosMarySchultze@yahoogrupos.com.br

Telefax (21) 2643.3904

por favor, apague o luz!” Ela o olhou de cara feia e falou: “Papi, você já está grande demais para falar errado! Não é o luz. É a luz!”).

        Voltando ao Dr. Haroldo, ele cresceu dentro da riquíssima biblioteca do pai, lendo os mais famosos autores franceses e portugueses, tendo se apaixonado pela boa leitura, logo que aprendeu a ler, sozinho, aos cinco anos de idade. Seu primeiro encantamento foi com o livro “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, de Júlio Diniz. Daí partiu para as centenas de livros que seriam lidos ao correr dos anos, em Português, espanhol, italiano  e Francês, tendo aprendido esta última com a senhora sua mãe. Outro livro que o encantou foi “A Ceia dos Cardeais”, de Júlio Dantas, e suponho que, após a leitura deste, tenha surgido em sua mente o desejo de, no futuro, estudar teologia. Sua teologia é a dominicana, o que significa uma boa distância da teologia jesuíta...

        Formou-se em Advocacia, aos 21 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde estava morando desde a adolescência. Exerceu varias profissões: Radialista, Advogado, Empresário, Fazendeiro e Professor de Teologia. Na famosa Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nos anos 1940, ele foi locutor, galã de novelas, autor de textos  e tudo que lhe foi possível, através de sua admirável versatilidade.

        Aos 31 anos de idade, com mulher e 3 filhos para criar e educar, Haroldo foi tentar a vida em Fortaleza (Ceará), onde ficou durante um ano. Dali seguiu para São Paulo, onde as possibilidades eram maiores para um Advogado culto e inteligente (Hoje em dia, a maioria dos advogados não consegue ler o Latim e nem mesmo escrever corretamente a língua portuguesa). Sua esposa teve mais duas filhas em São Paulo e Haroldo ali trabalhou por muitos anos, até que resolveu comprar uma fazenda em Itajubá (MG), a qual transformou numa fazenda modelo, tendo se tornado pioneiro no plantio de  oliveiras, uma plantação que  iria alcançar os 500 mil pés.

        Sua amada esposa faleceu há 11 anos e, desde então, Haroldo perdeu a alegria de viver. Veio morar em Teresópolis há alguns anos, junto com uma de suas irmãs. Quando esta faleceu, ele achou que deveria procurar o Residencial da Terceira Idade, onde tem morado nos últimos dois anos. O pior da vida, quando se envelhece, é ficar sem os entes queridos do nosso contexto cronológico e ser obrigado a conviver com as pessoas estranhas que a vida nos oferece. Mesmo assim, Haroldo é feliz no Residencial! Ele diz que até gosta de morar ali e apenas sente falta de pessoas do seu nível cultural, com as quais possa conversar.

        Por causa de uma angioplastia mal feita, Haroldo teve uma parada cardíaca e ficou com uma deficiência física no lado esquerdo, precisando de muleta para se locomover. Mas o que mais o aborrece é o problema da vista, pois já não consegue ler ... e a leitura sempre foi sua grande paixão. Pretendo ir sempre ao Residencial, para ler algumas passagens bíblicas e apologéticas para ele, que é muito bom em Teologia.

         Quando eu lhe disse que tenho duas personalidades: a “Mary Teóloga” e a “Mary Fútil”, gastando uma parte de minha pensão com roupas e acessórios, ele contemporizou: “Ora, é justo que a teóloga pague um aluguel ao corpo da fútil!  Outra observação interessante que ele fez foi que, depois dos 80 anos de idade, cada ano que se vive equivale a cinco anos, o que me fez lembrar o Salmo 90:10, de Moisés: “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando”. Ele acrescentou que não se chega a viver como Juscelino fez Brasília, isto é, realizando 50 anos em apenas 5... mas o tempo urge e é preciso que nos desembaracemos das cosias a que antes estávamos atrelados e nos voltemos para as coisas lá do alto (Aqui, ele citou literalmente Paulo, em Colossenses 3:1-3: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo”.

            Haroldo viveu 50 anos de um casamento feliz e (segundo me contaram) depois que sua amada esposa faleceu, ele conserva as cinzas dela em uma preciosa urna, monologando diariamente com a “sua amada”, enquanto aguarda a hora feliz em que irão se reencontrar... no Reino de Deus...

         Que o Senhor me dê sabedoria para ser uma bênção na vida desse novo amigo, o qual,  mesmo sendo católico, não se apega a igreja alguma, confiando exclusivamente no sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo na cruz.

 

05/10/2005.

frauschultze@uol.com.br

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