Colar de Pérolas
(2ª. edição revisada e ampliada)
Dedicatória
Dedico este Livrinho a PAULO DE TARSO, Pregador, Apóstolo e Mestre do Evangelho de JESUS CRISTO.
Lendo suas Epístolas, encontrei o caminho para chegar ao verdadeiro conhecimento daquele, "sobre quem Deus fez convergir, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra" (Efésios 1:10)
Que estas PÉROLAS colhidas no profundo mar azul da sabedoria paulina possam levar a muitas pessoas o brilho inextinguível da sua inteligência, espalhada por todos os continentes deste planeta em declínio.
E que JESUS CRISTO, o RE I DOS REIS e SENHOR DOS SENHORES, volte em breve para governar o mundo, com o amor, a justiça e a paz que formam a base do Seu santo Evangelho. Ele diz em Mt. 12:34 que a boca fala do que o coração esta cheio. Meu coração transborda de amor por Ele, então só consigo falar dele, porque 0 amo sobre todas as coisas.
Este é o 5º. livro que escrevo, confessando o Seu nome diante dos homens, como Ele mandou que o fizéssemos. E estou certa de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito, confessando-me também diante do Pai Celeste.
Índice dos capítulos do livro “Colar de Pérolas”
Prefácio e Dedicatória
01. Apresentação do Colar de Pérolas
02. Três Tesouros
03. Estórias de Cobras
04. Minha Irmã Savany
05. O Escapulário da Cachorrinha
06. O Homem que Desejava Passar a Eternidade...
07. O Advogado e o Crente
08. Help, Help, Help!
09. Três Marias
10. O Mocotó do Noivo
11. O Crente e os Pregos
12. Nem Por Força Nem Por Violência...
13. O Poder de Deus
14. Você Já Foi Assaltado?
15. Adeus a Zito
16. Mais Bem-aventurado é Dar que Receber
17. Certeza de Salvação
18. Abacaxis Versus Caviar
19. A Esmeralda Colombiana
20. O Padre Velhinho
21. Qual a Diferença?
22. Preciso Ler Tiago
23. O Comedor de Pecados
24. Vamos Falar de Mulheres
25. Paulo de Tarso e Lídia de Tiatira
26. Liberdade Sexual
27. Geração em Agonia
28. Serão Boas Todas as Religiões?
29. O Novo Nascimento
30. Vale a Pena Ser Brasileiro?
31. Se Eu Fosse Mais Nova...
32. A Palavra de Deus é Poderosa
33. José do Egito
34. Geração Condenada à Infelicidade
35. O Container Infernal
36. A Casa das Três Meninas
37. O Ano das Vacas Magras
38. O Visitante Especial
39. Abraão, o Inconformado
40. O Arrebatamento
41. Humanismo em Marcha Acelerada
42. Ser Velha
43. Dados Biográficos da Autora
Prefácio:
Dos 15 livros que escrevi o que mais me deu alegria foi o de número 5, intitulado “Colar de Pérolas”. Com esse livrinho de cem páginas – publicado em 1981 - ganhei algumas almas para Jesus e esse foi o maior galardão recebido em toda a minha vida.
Escrevi o “Colar de Pérolas” para comemorar minhas Bodas de Prata. O Schultze me havia dado um cheque equivalente a US$ 1.000 para eu comprar uma aliança de ouro branco e brilhantes, num joalheiro da Rua Gonçalves Dias, no Rio de Janeiro. De posse do cheque achei melhor comprar uma meia aliança de apenas US$200, e os US$800 restantes deram para editar 1.000 exemplares do livro. Esse foi o melhor investimento que fiz em toda a minha vida de crente.
No dia 10/08/1982, quando voltei da festa de comemoração da posse - em segundo mandato - do Dr. Paulo Breda, Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, encontrei 20 cartas me esperando. Estava cansada e li apenas uma que trazia o carimbo de Crato, Ceará, minha cidade natal. Era de uma jovem evangélica que contava uma história interessante.
Ela estava namorando um homem casado e concordara em se encontrar com ele num motel, na estrada Crato - Juazeiro do Norte, no dia seguinte. Naquela noite ela estava transtornada com um tremendo sentimento de culpa, não conseguindo dormir e resolveu tomar um comprimido relaxante. Ao passar pela copa, viu um livrinho na cor ocre, com um colar de pérolas desenhado na capa. Apanhou o livrinho e resolveu ler o conteúdo do mesmo, enquanto aguardava o sono fugitivo. Foi lendo... lendo... e só parou na última página. Quando chegou ao final da leitura, caiu em prantos, pedindo que Jesus lhe perdoasse o grave pecado que ia cometer, encontrando-se com aquele homem comprometido. Chorou muito e nunca mais quis falar com o tal namorado.
O livro era do pastor de uma igreja batista, o qual havia emprestado o mesmo ao irmão daquela jovem. Depois disso, o “Colar” andou de mão em mão, a conselho da moça, e meses depois o pastor da igreja me escreveu contando que ele havia causado um verdadeiro reavivamento entre os jovens de sua igreja. Glória a Jesus!
Certo dia uma jovem ia descendo pelo elevador do prédio em que morava, em Copacabana. No chão do elevador havia uma pilha de jornais usados e no meio destes o “Colar de Pérolas”. Suponho que alguma cliente de nossa linha de cosméticos o havia ganho num congresso recente e não gostara do conteúdo, jogando-o fora. E como a Palavra de Deus não volta vazia, aquela jovem, que era evangélica e estava afastada da igreja, gostou da capa do livro, apanhou-o - meio desconfiada - e leu a primeira página, com uma dedicatória que assim começava: “Dedico este livrinho a PAULO DE TARSO, Pregador, Apóstolo e Mestre do Evangelho de JESUS CRISTO”. A moça gostou das palavras que leu, guardou o livro e o leu naquele mesmo dia, quando voltou do trabalho. Depois levou-o para a sua igreja, emprestou-o a uma porção de jovens e mais tarde me procurou para contar que o livrinho havia causado um verdadeiro reavivamento entre os jovens de sua igreja. Glória a Jesus!
Uma senhora de idade estava sendo evangelizada pelo pastor da I.P. de Copacabana, quando este lhe emprestou o livro. Ela o leu e mais tarde me procurou para contar que depois de tê-lo lido todas as suas dúvidas sobre o Evangelho haviam desaparecido e ela havia aceitado o senhorio de Jesus Cristo em sua vida. Essa senhora era um membro atuante na seita de Alan Kardec e se tornou, mais tarde, uma líder na Igreja Presbiteriana. Glória a Jesus!
Mandei o último exemplar dos 2.000 livros que foram impressos (duas edições de mil exemplares) para o irmão e amigo Júlio Carrancho (Joanesburgo) passar no Scanner. Logo que for revisado e atualizado esse livro estará à disposição de quem estiver interessado nas histórias leves e edificantes do mesmo.
08/12/2003.
1. Apresentação do Colar de Pérolas
Sou poetisa sensível e apesar dos meus 74 anos, que eu tranqüilamente posso inverter para 47, sinto-me jovem e até gostaria de fazer cursinho para um vestibular... Dentro de mim há uma sinfonia de sons maravilhosos, cantando louvores ao meu Deus e Salvador. Por isso acredito na beleza da vida, principalmente de uma vida vivida à luz do poder de Deus, que se manifesta através do Espírito Santo a todos os que conhecem e amam o Seu Filho JESUS CRISTO!
E assim, numa idade em que muitas mulheres estão preocupadas com as rugas do rosto, correndo para um Cirurgião Plástico, em busca de ajuda estética, usando e abusando de Cosméticos na doce ilusão do rejuvenescimento miraculoso, eu me sinto jovem e feliz! Feliz porque não tenho diabetes, osteoporose, pressão alta, artrite e outros males da terceira idade e tenho o mesmo peso dos 20 anos de idade, isto é, 50 Kg. Não me preocupo com a aparência exterior além do normal, certa de que à medida em que ela se corrompe com o passar dos anos, a parte interior vai melhorando, porque tenho ainda a capacidade de trabalhar e de amar intensamente o meu Deus e as suas criaturas! Tanto que tenho curtido, há um quarto de século, o mais belo amor platônico de minha vida, no qual se refletem todas as maravilhosas alegrias com que eu poderia sonhar, nesta minha dourada “melhor idade”.
Sou incapaz de viver sem amar intensamente. E foi amando assim, que vivi toda a minha vida e não gostaria de viver esses anos que me restam, sem amar esplendorosamente um descendente de Adão, na esfera espiritual. Pode até ser que eu morra amanhã. Ou pode ser que o Senhor JESUS me arrebate com os milhões de outros verdadeiros cristãos, para lá em cima formar a corte celestial que o acompanhará no regresso à Terra, a fim de implantar o seu REINADO MILENAR! Pode ser que, de repente, o meu coração pare de bater. Então, quero aproveitar os poucos anos que me restam para amar intensamente e disso não abrirei mão, porque amar é essencial para mim! Não me basta amar a memória do marido, as duas filhas, os cinco netos, os irmãos, os amigos, os vizinhos, etc. É importante que eu ame alguém especial, para me sentir viva e feliz. Não é um amor carnal, egoísta, que exige reciprocidade. É um amor ágape, que tudo dá sem nada esperar em troca, mas quando recebe algo, exulta, porque recebeu sem esperar. Só quem é capaz de amar assim é que pode avaliar a beleza e grandeza desse amor, decantado na 1 Coríntios 13, por PAULO Apóstolo. Esse amor se sustenta em si mesmo, por amor do próprio amor, e nunca morre.
A primeira vez em que tive um amor assim, foi há muitos anos, quando era uma garota de 15 anos de idade! Amei o meu primeiro professor de inglês e para ser-lhe agradável dediquei-me de tal modo à matéria por ele ensinada que terminei o ginásio falando fluentemente a língua inglesa. Ele sabia do meu amor e aceitava aquele sentimento platônico, sem me incentivar e ao mesmo tempo sentindo-se feliz por ser o objeto do amor de uma adolescente linda, cheia de sonhos e esperanças. Ainda hoje somos bons amigos e quando falamos do assunto, rimos muito.
Em 1956 conheci o homem que seria durante mais de 25 anos o meu amor oficial, porque no mesmo dia em que me conheceu, pediu-me em casamento, antes mesmo de saber se valeria a pena ou não. Tendo o temperamento fleumático-melancólico e sendo eu uma colérica-sanguínea, fomos atraídos um ao outro pela diferença de temperamentos e durante 26 fomos marido e mulher, sócios, amigos e companheiros, com relativo sucesso! Minha filha mais velha costuma dizer que o meu genro casou com ela por interesse. Porque, tendo quase um metro e noventa de altura, ele soube, quando namoravam, que ela, que tem 1,82 cm de altura, gostava de dormir com um imenso cobertor de casal. Pediu para ver o tal cobertor, gostou muito e no mesmo dia ficaram noivos. Pois eu digo que o Schultze também casou comigo por interesse. Sabendo que o cearense é o judeu brasileiro e que quando se junta com um alemão é sucesso comercial à vista, resolveu casar comigo imediatamente, após o primeiro encontro. Durante 26 anos levamos o barco, atravessando muitas tormentas nesse casamento e, graças a Deus, nos saímos bem em todas elas. Caíamos aqui, levantávamos ali. Tornávamos a cair, tornávamos a levantar. Ele ficou com uma escoliose e um olho de vidro, de tantos tombos, e eu... Bem, eu tenho tido mais sorte, porque Deus me tem protegido demais e me conservado inteirinha, depois de cada tombo! Em sua 1 Coríntios 13, PAULO Apóstolo diz que: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. . . 0 amor jamais acaba! (vs.7-8). Foi esse o nosso caso. Claro que aquele amor imenso dos primeiros anos transformou-se em sólida amizade, que nos garantia a ausência de solidão. Era um sentimento cheio de mútua compreensão. Ele, para o meu gênio azougado de nordestina e eu, para a sua mania de tomar cerveja. E assim, tolerando as manias e defeitos um do outro, fomos nos fechando em nosso mundo particular e ao mesmo tempo deixando uma porta aberta para a comunicação amigável de um casamento maduro. Ele gostava de Química, música erudita, literatura e reuniões do Rotary Club, do qual foi Presidente duas vezes. Eu tenho preferido sempre a poesia, a música sacra, a Teologia e as reuniões de oração. Éramos dois velhos ranzinzas, que se amavam apesar das implicâncias diárias. E assim vivemos juntos, até que a morte nos separou, há mais de vinte anos, simplesmente porque não tínhamos para quem ir. Ele jamais teria se adaptado a uma mulher menos barulhenta e menos dinâmica do que eu. E eu jamais poderia encontrar um homem com tanta capacidade de tolerância, tanta tranqüilidade fleumática e tanta pureza de coração. Em geral os alemães são excelentes maridos: fiéis, tranqüilos e justos.
E foi assim que eu comecei a ficar triste... Desiludida da vida... Desejando encontrar um grande amor, que me fizesse vibrar o coração, como o daquela garota de 15 anos... lá no Crato! Ia ficando triste e me descuidando da aparência, como uma viúva recente, daquelas inconsoláveis no sofrimento. Fiz um diagnóstico pessoal e fiquei alarmada. Então reagi. Essa foi mais uma prova de que JESUS, meu Rei e Salvador, cuida de mim. Eu vivia falando sobre a minha conversão e contando alguns trechos de minha vida às amigas. E como “já não sou eu quem vive, mas CRISTO vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo se entregou por mim" segundo Gálatas 2:20, o Santo Espírito de Deus me encheu de alegria e tenho atingido as pessoas, que passam a me escutar e até a me achar bonita... apesar das rugas no rosto.
Eu amo loucamente JESUS CRISTO e O tenho em meu coração. Mas este é um amor total, absoluto, para a vida e para a morte. E o amor platônico a que estava me referindo é outro. Pois sendo JESUS o filho de Deus, da mesma essência do Pai, Ele também é Deus. E amar a Deus sobre todas as coisas é diferente de amar alguém intensamente, abaixo de Deus! E foi assim que me apaixonei loucamente por PAULO DE TARSO! Ele viveu até o ano de 68 d.C., quando foi degolado por ordem de Nero, porque estava pregando o Evangelho de JESUS CRISTO! Morreu, mas deixou uma obra tão grandiosa, que tem atravessado séculos e fronteiras, levando o nome de JESUS CRISTO e o Seu Evangelho a todos os recantos da Terra. PAULO foi o maior Teólogo do Cristianismo. Aquele que mais pessoas atingiu em sua época, o que mais sofreu por amor de JESUS e o que maior galardão há de ter, no Dia do Senhor, porque a cada minuto que passa, no mundo inteiro, milhares de pessoas estudam a sua Teologia, pregando JESUS através de suas epístolas e contribuindo para o aumento do seu galardão, quando comparecermos perante o Tribunal de Cristo (2 Co.5:10 e Ap.20:11)
William Shakespeare, o grande teatrólogo inglês, que nasceu em 1564 e morreu em 1616, em Stratford-on-Avon, disse o seguinte, na peça JULIUS CESAR, no "Discurso de Antônio aos Romanos", “0 mal que os homens fazem vive depois deles. 0 bem é sempre enterrado com os seus restos mortais”. Isso jamais se aplicaria a PAULO Apóstolo. Porque depois de quase dois mil anos, suas epístolas ainda são lidas diariamente por milhares de pessoas, no mundo inteiro, e o bem que ele pregou, sobrevive depois dele. Provavelmente porque não foi exatamente PAULO o autor dessas epístolas, mas o Espírito Santo, que usou a sua imensa cultura e inteligência para legar ao mundo - para nunca mais deixarem de existir - as cartas mais belas e profundas do epistolário mundial! Elas são a base de toda a teologia cristã e lendo-as diariamente, durante tantos anos, sinto que a minha fé em JESUS CRISTO aumentou, minha esperança de salvação eterna se consolidou e o meu amor por Ele cresceu, a ponto de toda noite eu pedir ao Seu Deus e Pai que me dê a suprema ventura de dar a minha vida por amor do Seu Nome, porque sei que "... ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10-11).
PAULO DE TARSO é o maior Teólogo de todos os tempos e quem conhece a sua obra tem nas mãos o maior tesouro evangélico. Ele foi chamado de "peste e promotor de sedições", pelos inimigos de JESUS CRISTO, porque não temia adversidades e ia levando o Evangelho a todos os recantos da terra. É esse o PAULO que eu amo. Porque o nosso elo eterno é CRISTO JESUS. Nossa meta é a divulgação do Evangelho puro da salvação. Sem a mediação de terceiros, sem a mistura de tradições obsoletas e inúteis e sem a corrupção dos homens, que durante tantos séculos têm rasurado a Palavra de Deus, em proveito da sua ganância de riquezas. Porque o próprio Paulo nos alerta para o amor ao dinheiro, que, segundo ele, é a raiz de todos os males... (1 Timóteo 1:6)
Dezembro 2003
2. Três Tesouros
Três tesouros de valor / tenho e guardo em segurança.
0 primeiro é o amor, / o segundo, a temperança.
0 terceiro é a humildade, / (não quero ser o primeiro),
que às vezes nossa vaidade / nos faz ser o derradeiro.
No amor não existe medo / - diz o Apóstolo João -
Guardei o amor bem cedo /dentro do meu coração.
Quem cultiva a temperança, / agindo com discrição,
sempre inspira confiança / ao inimigo ou irmão.
Quem quer ser sempre o primeiro, / precipita-se à vanguarda,
recebe um tiro certeiro / e morre na retaguarda.
0 amor é glorioso / e encerra tanta nobreza
que é sempre vitorioso, / no ataque ou na defesa.
Deus arma sempre de amor / os que não quer destruir.
da vida eterna o sabor / os deixando usufruir.
Sem ódio, excesso e vaidade, / cantando linda canção,
marcho para a eternidade, / com JESUS no coração!
Mary Schultze, 1981
Traduzido e adaptado da página 129 do livro de Lin Yutang, "De Pagão a Cristão”.
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3. Estórias de Cobras
O dia estava lindíssimo, após a chuva da véspera, e a magrelinha do Seu Antero estava doida para ir brincar no quintal da casa grande, no sítio Baixio dos Ferreiras, a 7 quilômetros do Crato. Engolindo às pressas o café preto e a tapioca de goma encharcada em manteiga da terra, ia saindo de fininho, quando D. Rosa, sua mãe, cortou-lhe o vôo: “Alaíde, não vá sair sem comer o pedaço de queijo de coalho que botei no prato. Já que não toma leite, precisa comer queijo”. Jamais gostei de pão branco e só como pão integral com queijo, até hoje.
Minha mãe não entendia de proteínas, vitaminas, lipídeos e glicídios, mas era doutora na combinação de alimentos. Se eu era magra, era de ruim! Sempre fui chata para comer e num ponto foi bom, porque ainda hoje posso exibir um manequim 42 com a maior tranqüilidade e ainda ganhei dinheiro, durante anos, vendendo cremes para emagrecer. A propósito, havia, naquele tempo em que eu era micro-empresária na linha de cosméticos, uma famosa fabricante de creme redutor, que pesava uns 120 quilos e vivia na TV, ensinando como as mulheres poderiam emagrecer...
Voltando ao queijo de coalho, depois de tantos anos, ainda sinto o seu gosto inigualável! Era feito em casa, com o excedente do leite de nossas 27 vacas. Tive uma infância tão gostosa! Não posso me queixar de coisa alguma contra meus pais. Eram católicos e só tinham o primário, mas nos deram boa formação moral e religiosa, transmitindo a todos nós um tremendo senso de responsabilidade, com a ajuda de uma pesada palmatória de pinho. Nós, as crianças, acreditávamos piamente na "simpatia do piolho". Segundo a mesma, bastava colocar um piolho dentro de pequena fenda na cabeça da palmatória e a mesma se esmigalharia, quando entrasse em ação. Abri uma fenda com o canivete alemão de meu pai, colhi o maior piolho da cabeça de Olinda, filha do Belo, e botei-o lá dentro. Mas a "simpatia" não deu certo!!!
Saí pulando pelo quintal, cantando a primeira composição com letra e musica de minha autoria, que dizia assim: “ Negrinha maluca, não mexe na cuca. . . Negrinha maluca, não mexe na cuca. . . Não mexe na cuca, que vais apanhar... “ Não tinha uma letra tão rica em conteúdo, mas era bem melhor que as composições de hoje. Bem, como eu ia dizendo, saí pulando pelo quintal, quando avistei, lá no fundo do mesmo, perto de uma touceira de bananas, uma cabaça linda! Estava secando junto com uma porção delas, para mais tarde servir de cuia à farinha dos trabalhadores da roça de meu pai. Resolvi que ela seria minha. Apanhei-a e logo descobri, enrodilhada sob a mesma, uma serpente, que me deslumbrou pela beleza colorida de sua pele. Era pequena e tão linda, que poderia ser usada como bracelete... no braço de Cleópatra, é claro! Apanhei uma vara de carrapateira e comecei a fustigar a cobrinha preguiçosa, que despertou enfurecida, dando botes e mais botes na varinha, tentando vingar-se de quem lhe perturbara o sono.
Foi quando apareceu a Rosa do Belo, espécie de ama da gente. Rosa me puxou para bem longe dali, apanhou uma pedra enorme e esmagou a cabeça da serpente, num piscar de olhos. Era taqui-psíquica e taqui-prágica a danada da mulher! Fiquei com ódio da sua violência e, desde esse dia, passei a gostar mais do Belo. Rosa chamou papai e mamãe e mostrou a cobra coral com que a filha deles estivera brincando. Foi um Deus nos acuda! Disseram logo que a "Imaculada" me havia protegido. Mas sei que não foi ela... Foi alguém muito acima dela. Deus Pai sempre me tem protegido em todos os mementos de perigo. Eu fora escolhida, antes da fundação do mundo, para pertencer ao Seu Filho JESUS CRISTO. (João 6:37 e Efésios 1:4).
Satanás um dia se vestiu de serpente, para enganar a pobre Eva, no paraíso. Hoje ele se veste de anjo de luz (2 Co. 11 :14) para iludir os incautos. Se não tivermos a proteção de uma Rosa do Belo, anjo de Deus, dada a todos os que pertencem a JESUS, Satanás leva sempre a melhor...
E já que falamos de cobras, lembro-me de outra que entrou em minha vida. Estava limpando o jardim - há muitos anos - quando avistei uma enorme. Peguei uma foice, esmaguei-lhe a cabeça. Depois da façanha, calcei luvas de couro, segurei-a pela cauda e tirei um retrato, que foi para o arquivo de minha irmã Rosa. Pois não é que a bandida tinha exatamente a minha altura! Se era venenosa, não sei. Nesse tempo, nossa Veterinária Margarete ainda estava no Ginásio!
Outra vez, estava colhendo quiabos, que o jardineiro Antônio plantou em nosso jardim, quando ouvi o barulhinho de uma serpente se arrastando pelas folhas. Era pequena, lavrada em duas ou três tonalidade de marrom, chocalhando pra lá e pra cá. Dei um pulo enorme, gritando a tradução mais original do Salmo 23 que já se fez até hoje: 0 Senhor é meu pastor
e nada me faltará.
Nenhuma cobra do mato
minha perna picará.
Ainda bem que o Rei-Poeta DAVI está morto há 3.000 anos e não pode ler esta paráfrase do seu belo Salmo 23.
Isso me faz pensar em algumas traduções das Cartas de Paulo existentes em certas bíblias católicas. Se ele as lesse, na certa ficaria revoltado e daria um daqueles estouros que ele costumava dar, quando os judaizantes começavam a deturpar o Evangelho de JESUS. Em Romanos 4:5 por exemplo, temos esta tradução: “Mas ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é creditada por conta da justiça”. Quando a verdadeira tradução é: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. Pela tradução judaizante, a fé representa apenas uma quantia a ser creditada para a justificação do pecador (ficando o resto à Virgem Maria e às boas obras) e não a liquidação total da divida. É o caso de se perguntar: seria o sangue de JESUS tão fraco assim, para necessitar da ajuda de Sua Mãe e de boas obras, a fim de ter um valor total? Como poderia um Deus precisar da ajuda de um miserável homem pecador para justificar os seus pecados?
Quando um certo amigo bispo ler esta crônica, na certa vai me chamar de língua de víbora. Mas por você, PAULO, para defender o Evangelho do qual você e eu não nos envergonhamos, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, podem me chamar até de serpente do Éden, que eu nem ligo!
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4. Minha irmã Savany
Meu primeiro contato com a morte foi quando faleceu minha irmã Savany, com apenas 18 meses de idade. Era loura, de olhos azuis, bem coradinha e gorducha, como uma boneca da Estrela. Fiquei arrasada com a sua morte, principalmente porque me sentia culpada em relação à mesma. Minha mãe teve 12 filhos nos primeiros 18 anos de casamento. Com apenas oito anos de idade, eu era responsável pelo que estava engatinhando, enquanto ela carregava sua imensa barriga pelas dependências da casa. Era uma mulher bonita, jovem e saudável, e ficava mais atraente quando estava grávida, como se tivesse nascido unicamente para ser mãe. Ela e papai se davam maravilhosamente bem, apesar de terem ambos o temperamento colérico, sendo ela melancólica e ele fleumático. Jamais ouvi de um deles censura alguma sobre a morte de minha irmã. Jamais presenciei uma briga de marido e mulher em nossa casa. Naturalmente, porque mamãe se anulava totalmente, seguindo, sem conhecer, os conselhos de PAULO, dados em Efésios 5:22-24. Lembro-me bem daquela manhã em que estava cozinhando o mingau de Savany. Ela se agarrava à minha saia de algodão azul marinho de bolinhas brancas, de corte godê impecável, feita pela tia Milu. Quando me virei com o papeiro, tendo o cuidado de não entornar o mingau fervente em cima dela, Savany desequilibrou-se em suas perninhas trôpegas, caindo sentada sobre um furúnculo que tinha na nádega direita. Morreu de septicemia, poucos dias depois.
Naquele tempo não havia ainda penicilina disponível e era fácil morrer de qualquer infecção. Recordo-me de meu pai ajoelhado em pranto, diante da cama de casal, onde minha irmã agonizava. Do lado oposto, mamãe chorava silenciosamente, segurando o ventre em atitude de instintiva defesa ao bebê, que iria nascer em pouco tempo e receberia o lindo nome de Dária. Fiquei tão sofrida com a morte de Savany que meus pais me deram o privilégio de segurar Daria no dia do seu batismo, numa espécie de compensação pelo meu sofrimento. Sentia-me culpada, não somente da morte de minha irmã, como também do sofrimento que afligia meus pais. Chorei tanto que me deram um chá de erva cidreira e me puseram na rede para dormir.
Uma coisa que me ficou na lembrança, nitidamente, foi a cor arroxeada da luz do sol, na manhã seguinte, quando despertei. Tinha a mesma tonalidade da minha alma sofrida!
Durante a vida inteira, convivi com um tremendo sentimento de culpa devido à morte de Savany. Como era do tipo escrupuloso, vivia confessando esse pecado ao padre e jamais me sentia devidamente perdoada. As chamas do purgatório eram uma constante em meus pesadelos de menina. Talvez por isso eu tenha criado horror à fábula do purgatório, pelos tormentos que me fez passar ao longo dos anos. Graças a Deus, depois que me converti ao verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, lendo a Sua Palavra, descobri que tudo é um embuste, para acorrentar as consciências mal informadas. Por isso é que durante muitos séculos foi proibido ler a Bíblia e ainda hoje não se dá muita ênfase ao seu estudo, temendo que as pessoas de certa cultura possam descobrir as mentiras inventadas no santo nome de JESUS. Ainda bem que um dia a gente tem a mesma chance de LUTERO, que descobriu as verdades da Bíblia e ninguém mais o segurou. “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).
Obrigada, PAULO, por este e tantos outros versos que nos mostram o valor infinito do sangue de JESUS, total e suficiente para apagar, não apenas o pecado original, mas todos os que, por infelicidade, cometemos em nosso dia a dia. Antes tarde do que nunca... Por isso, em todos esses anos de conversão, tenho me dedicado tanto ao estudo de suas epístolas. Porque você, na clareza meridiana dos seus ensinamentos, me levou a entender a Verdade e a amar JESUS CRISTO sobre todas as coisas, louvando e glorificando a Deus Pai por tão grande salvação!
5. O Escapulário da Cachorrinha
D. Carina, uma senhora do Rio Grande do Norte, costumava contar histórias antigas e duas delas me deixaram impressionada. Escutei-as em 1954, quando passava uns dias em casa dela, com suas filhas Ondina e Zenaide, minhas colegas de trabalho no Consulado Real da Dinamarca.
As forças rebeldes de Pinto Madeira punham em reboliço as terras do Ceará, principalmente os sertões do Cariri, onde mais de um século depois iria nascer esta cronista. O governo convocava os pacatos sertanejos de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba, a fim de dominar os rebeldes. Foi nessa época que o jovem Vicente Gurjão, que seria, muitos anos depois, o avô de D. Carina, foi convocado à luta. Preparava-se para seguir rumo à terra alencarina, onde D. Bárbara de Alencar, a famosa heroína cratense, lutava bravamente ao lado dos seus filhos.
Quando Gurjão estava quase pronto para viajar, sua mãe católica, devota da Senhora do Carmo, entrou fungando na sala e falou:
“Meu filho, leve com você este escapulário e não o tire do pescoço. Além do pedacinho de pano marrom, ele contém ainda um fragmento da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo (Abro um parêntese para dizer que essa cruz devia pesar mais de 100 toneladas pelas relíquias que já tem dado). Use o escapulário o tempo inteiro, para se livrar de ferimento de baioneta, de bala perdida, de tudo que não presta. E, se por desgraça, você morrer, no primeiro sábado depois de sua morte, nossa Senhora do Carmo vai tirar você do purgatório”.
Gurjão partiu e logo após ter cruzado a fronteira da fazenda, teve uma idéia brilhante e resolveu de pronto executá-la. Pediu ao negro Tião, seu acompanhante, que chamasse, bem depressa, a cachorrinha Cambâmbuli, pois precisava dela para fazer uma “experiência espiritual”. Tião obedeceu correndo e logo a cadelinha abanava o rabo na direção dos dois, esperando um agrado qualquer. Gurjão colocou o escapulário no pescoço da cachorrinha, mirou-a e atirou à queima roupa. A cadelinha caiu estrebuchando numa poça de sangue e morreu em seguida. Foi quando a mãe de Gurjão, apavorada com o tiro, veio correndo para ver o que havia acontecido. Ao deparar-se com a cadelinha morta, indagou apavorada: “Meu filho, o que foi que você fez com a cachorrinha do Tião?”
O filho explicou tranqüilamente;
“Mãe, a senhora me deu este pedaço de pano escuro, garantindo que ele me protegeria de baioneta e bala. Então, como eu sou igual a S. Tomé, resolvi testar a relíquia na cachorrinha do Tião. Agora vejo que ela não funciona, de jeito nenhum. A não ser para tirar a alma da cachorrinha do purgatório, no próximo sábado!”
A mãe do rapaz desmanchou-se em prantos, por amor à cadelinha e a Nossa Senhora do Carmo: uma, assassinada violentamente e a outra, ultrajada daquela maneira. O rapaz se desculpou, pediu a bênção da mãe e foi para a guerra.
Meses mais tarde voltou ao lar, doce lar, e quando a mãe o viu suado e empoeirado, foi logo dando gritos de alegria e dizendo:
“Eu sabia, eu sabia que você voltaria, meu filho. Nossa Senhora do Carmo não falha e aqui tenho você de volta, são e salvo!”
Gurjão olhou para a mãe e esclareceu honestamente: “Sabe, mãe, depois do fracasso do escapulário, achei melhor usar um pedaço da batina do Papa João XXII, o tal que viu a Senhora do Carmo, e acho que foi essa relíquia que me salvou e não o escapulário”.
Infelizmente, o católico romano nasce, cresce e morre no engodo religioso, praticando a idolatria e acreditando em fábulas ensinadas pela sua Igreja. Quando o Brasil despertar do pesadelo católico vai ser o maior país do mundo! Infelizmente, há mais de 500 anos ele é um burro de carga, carregando ao lombo uma hierarquia inútil e parasitária.
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6. O homem que desejava passar a eternidade
enrolado na batina de um padre
Antônio Lins, outro personagem dos contos de D. Carina, era dono de muitas fazendas de café e cana de açúcar, em Pernambuco. Era homem abençoado, não apenas nos bens materiais, mas na esposa, que era honesta, piedosa e amorosa. Ele amava loucamente a mulher e sempre falava que não suportaria a desgraça de vê-la morrer antes dele. Infelizmente, porém, veio uma epidemia de varíola e a esposa de Antônio Lins faleceu.
Anos antes o seu Toné (apelido do Antônio Lins), havia ganho de presente uma Bíblia encapada em couro preto, de um conhecido colportor que ali passava algumas vezes por ano. Quando o seu Toné viu que o homem havia partido, pegou a Bíblia, enrolou-a numa grossa estopa e falou para si mesmo:
“Vou guardar este livro preto num lugar bem escondido da casa. O Padre Gomes disse que ele é perigoso, tem parte com o demo e não vou arriscar minha vida por causa de um presente desse tipo. Nasci católico e vou morrer católico e se for para o inferno, como aquele colportor falou, vou morrer católico, nem que vá para o inferno enrolado na batina de um padre e assim o fogo nem vai me tocar. Aliás, confio em Nossa Senhora do Carmo e ela nem vai me deixar ir pro inferno. Quando muito vou passar uns dias no purgatório, aí ela vai me tirar de lá. Sou devoto dela, rezo o terço e uso o escapulário. Estou garantido”.
Mais tarde começaram a suceder desastres terríveis na fazenda do seu Toné. Depois da morte da esposa amada, ele perdeu o gosto pela vida. Casou novamente, mas não sentia amor pela nova companheira, entrou em profunda depressão e foi se descuidando dos negócios, que acabaram entrando em colapso. Os anos se arrastaram lentamente, seu Toné sempre mergulhado naquela infelicidade. Jamais teve a feliz idéia de pegar a Bíblia, onde teria encontrado a solução de todos os seus problemas emocionais. Jesus veio para nos dar vida abundante e feliz. O diabo, a quem seu Toné servia por ignorância, veio para roubar, matar e destruir. Ele destruiu seu Toné, que morreu tuberculoso, depois de alguns anos, e foi para o inferno. Eu só imagino o calor que o pobre fazendeiro deve estar sentindo, lá no inferno, enrolado na batina de um padre católico!
7. O advogado e o crente
Lá no CRATO, quando se passava em frente a uma igreja evangélica, era preciso se benzer, porque era coisa do diabo, lugar de hereges, de bodes, como eram chamados os crentes, acusados pela hierarquia católica de viverem berrando o tempo todo. Eram os padres que incutiam na mente do povo esse ódio pelos verdadeiros cristãos, numa espécie de guerra fria, já que na época da "santa inquisição” o sistema era liquidar sumariamente os hereges. Agora, porém, com a liberdade religiosa existente em nosso país, o jeito era apelar para a guerra fria, a fim de deslustrar a honra dos pobres crentes.
Lembro-me de um crente, há muitos anos, que andava sempre com a Bíblia debaixo do braço e a usava com tal dignidade, que me impressionava. Um dia meu pai me levou à barbearia de um amigo para cortar meus cabelos bem curtinhos. 0 crente lá estava, esperando vez, lendo a sua Bíblia, na maior concentração. Um parente nosso, advogado, olhou para ele e falou, com deboche: “Seu João, o Sr. só anda com esse livro preto debaixo do braço. Até para o barbeiro o Sr. o traz. Não acha que é fanatismo?” Seu João respondeu: “Doutor, eu tenho pouco tempo para estudar a Palavra de Deus e gosto de aproveitar esses momentos de espera aqui na barbearia”.
O advogado continuou: “Imagine se o Sr. tivesse estudado Sócrates, Platão, Aristóteles e os grandes autores do Direito Romano, como eu. Na certa iria trazer todos os compêndios aqui para a barbearia?”
Seu João respondeu: “Doutor, esses livros que o Sr. mencionou eu não ia trazer, de jeito nenhum. Porque eles estão cheios de mentiras e eu gosto é da verdade”.
Prosseguiu o advogado: “Não diga besteira, homem. Esses livros fazem parte do meu Curso de Advocacia. São compêndios de alta filosofia grega e legislação romana. 0 Sr. não entende dessas coisas!”
Seu João encerrou o diálogo com estas palavras: “Entendo sim, doutor. 0s advogados não aprendem a mentir bonito para defender os criminosos? Pois este livro aqui - a Bíblia - ensina coisas bem diferentes. Ele ensina tudo que a gente deve saber para se tornar um homem de bem e não precisar das mentiras que o Sr. aprende nos seus livros. Agora, se me dá licença, vou embora. Tem muita gente esperando e posso deixar meu cabelo pra cortar depois. Assim economizo uns trocados, que a vida está muito cara”.
Saiu dignamente, deixando o meu parente advogado bufando de raiva, chamando-o de bode e outros epítetos. Anos mais tarde, quando me converti ao verdadeiro Evangelho de JESUS CRISTO, este incidente da minha infância veio à tona, emergindo do iceberg do meu subconsciente. Aquele crente foi a primeira pessoa a me falar da beleza e grandeza da Bíblia. Naquele dia foi jogada em minha alma de menina a primeira semente da Palavra. Levou muitos anos para germinar, mas germinou, cresceu e se desenvolveu. Principalmente com a ajuda de PAULO Apóstolo. Deus tinha usado a arrogância do meu parente advogado para dar início àquele diálogo com o crente. Hoje posso entender o que PAULO quer dizer, com esta citação da 1 Co 3:19-20: ”Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (1 Coríntios 3:19).
E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos”. E mais: “E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber”. (1 Co 8:2)
Por isso é que eu nada sei e apenas gosto de ler e repetir as verdades da Palavra de Deus, porque nelas firmada posso garantir que não estou falando bobagens...
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8. Help, Help, Help!
Em 1953, quando trabalhava na SINGER do Recife, como Secretária do Superintendente, Mr. Denchfield, aconteceu-me um fato interessante. Eu tinha um metro e sessenta e cinco centímetros de altura, cabelos louros, manequim 42, um corpo bem torneado e me vestia com simplicidade e bom gosto. Falava Inglês fluentemente, escrevia semanalmente no Suplemento Feminino do JORNAL DO COMMÉRCIO, e isso me dava um certo prestígio entre os amigos e colegas de trabalho.
Uma tarde fui procurada por um casal de boa aparência, que dizia estar recrutando moças brasileiras com Inglês fluente para trabalhar no Departamento Latino da BBC de Londres. Conversamos em Inglês durante alguns minutos e combinamos encontro no restaurante LEITE, o melhor da cidade. Lá iríamos acertar a minha ida a Londres, com um salário três vezes maior que o da SINGER.
Quando saí do escritório naquela tarde, meu coração estava agitado como um pernambucano dançando frevo com uma sombrinha rodopiando na mão. Durante muitos anos havia acalentado o sonho de conhecer a Inglaterra. Visitar a Baker Street, de Sherlock Holmes, ver de perto a Rainha Elizabeth II recém coroada! Era bom demais para ser verdade! Chegando em casa contei a novidade às colegas de apartamento e todas vibraram com a notícia, passando imediatamente a colaborar em minha toalete. Enrolaram-me os cabelos, pintaram-me as unhas, maquilaram-me com esmero e fiquei linda, num vestido de tafetá preto, tomara-que-caia! Disseram que eu estava a cara da Grace Kelly, a atriz da moda.
Sentia-me tão importante que, chegando ao LEITE, sentei na melhor mesa e pedi um drink de martini com uma cereja no palito, como via as artistas de cinema fazerem. Tornei o drink... vagarosamente. 0 tempo foi passando e vendo a impaciência do garçom, pedi também uma lagosta grelhada com purê de batatas. Duas horas depois o casal não havia aparecido, paguei o jantar e fui para o apartamento onde morava com as 3 companheiras. Felizmente ficava a um quarteirão apenas. Estava completamente arrasada e foi essa a maior decepção da minha vida (Ainda não conhecia aquele que seria o meu versículo chave de vida: Romanos 8:28).
Meses depois apareceu num jornal do Rio o retrato de um casal que fazia o tráfico de escravas brancas para as boates americanas. Fiquei tão envergonhada, que não tive coragem de mostrar aquela foto às colegas de apartamento. Deus, em sua infinita misericórdia, tinha me livrado de uma cilada. “... (Ele) nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Efésios 1:4) e não havia permitido que eu me tornasse uma garota de programa, lá nos States, isto é, uma prostituta importada.
Anos mais tarde fui a Londres, em companhia do marido e da filha. 0 diário dessa viagem à Europa está em meu livrinho CUBOS DE GELO. Ali estava diante de mim a misteriosa cidade. Velha, feia, brumosa e bolorenta, não me agradou de modo algum. Seus habitantes tinham uma cara de poucos amigos e pareciam estar nos mandando embora a toda pressa. Davam informações de má vontade e o tempo todo ficavam dizendo: thank you! 0s únicos sorrisos que lá encontramos foram o da Rainha Elizabeth II para a nossa filha Margarete e o do Mr. Scarles, Gerente da Mappin & Webb, da Queen Victoria Street, o qual havia sido meu chefe na Loja M.W. do Rio. Ficou muito feliz ao ver-nos, matando, assim, a saudade da língua portuguesa.
Devia ser duro para um inglês bem humorado como o Mr. Scarles morar tantos anos no Brasil e em seguida voltar para Londres! Graças a Deus aquele emprego na BBC fora de mentirinha e eu não tinha ido morar naquela cidade tão sinistra. Sempre que sonhava com Londres era em forma de pesadelo, perdida num daqueles abismos do Metrô e acordava gritando: Help! Help! Help!
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9. Três Marias
Viajávamos para Goiânia, em 1964. O Schultze ia tirando 100 Km. em nossa Vemaguete cinza bruma, linda de morrer e novinha em folha!
A meta era Brasília, mas preferimos ir logo até Goiânia, para depois ficarmos mais tempo em Brasília, cidade que ele já conhecia, mas eu não.
Lembro-me que, logo depois de Belo Horizonte, por engano ele tomou a estrada de Monlevade e nos perdemos. Até que um furacão nos arrastou para fora da pista. Paramos, consultamos o Guia 4 Rodas, e voltamos à BR. 040, ou BR. 3, como era chamada. Lá pelas oito horas da noite chegamos a Três Marias, sob uma chuva fina e persistente, e fomos para o melhor hotel. Tomamos um banho quente e um jantar frio e caímos na cama, exaustos.
Às duas horas da manhã acordei com um baque surdo no banheiro. Olhei a cama do Schultze, estava vazia. Corri para socorrê-lo e encontrei-o caído de bruços, em cima do bidê, com um filete de sangue escorrendo da testa. Chamei-o e não obtive resposta, pois havia perdido os sentidos. Passei momentos de extrema angustia, tentando reanimá-lo, depois o levei para a cama apoiado em meu braço. Fiz-lhe um bom curativo e logo em seguida ele adormeceu. Tinha um problema neurológico da época da II Grande Guerra e desmaiava, assim, de repente. Tratava-se de uma epilepsia traumática. Tentei dormir após o acidente, mas a sujeira do banheiro me punha nervosa. Levantei, peguei o pijama do Schultze que fora trocado por um limpo, já que estava ensopado de sangue. Ia limpando o banheiro com o mesmo, lavando-o sempre, até que tudo ficou em ordem. Gastei quase um tablete de sabão de coco. Depois me deitei e dormi um sono agitado, cheio de pesadelos.
No dia seguinte, os garçons nos olhavam intrigados, tentando adivinhar o tipo de briga que havíamos tido no quarto do hotel. 0 Schultze com um rombo na testa, coberto de gaze e esparadrapo. Eu com uma cara de quem vira fantasma. Fomos visitar a Represa e logo em seguida prosseguimos a viagem. Ele voltou a dirigir na base de 100-120 Km. horários e eu esperava a morte em cada curva. Olhava a Margarete, na beleza platinada dos seus quase 8 anos, e pensava amargurada: “coitada da minha filha. Tão pequena e tão linda e vai morrer hoje”. Tentei rezar (era católica), mas a tensão era tanta, que as palavras saíam sem nexo, desprovidas de fé e esperança. Naquele dia o único sentimento que eu ainda podia conservar dentro do meu turbulento coração era o amor. Amor por meu marido, amor por minha filha, amor por minha vida. E talvez tenha sido esse amor que nos conservou vivos, porque ele vinha do próprio Deus!
Chegamos vivos em Goiânia. Tomamos banho, jantamos e em seguida fomos dar um passeio pelo centro da cidade. Foi a primeira vez que eu comi feijão tropeiro e gostei. A cidade também me agradou muito. Era limpa, bem traçada e aconchegante. De repente, as comportas da minha represa emocional se abriram, com mais intensidade que a de Três Marias. Chorei, chorei e chorei. Até me desfazer daquela tremenda tensão emocional.
Naquele tempo eu ainda não havia lido PAULO. Hoje releio pela centésima vez os versos 31-32 do oitavo capítulo de Romanos: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?”
Você tem razão, PAULO. Ele sempre foi por mim, quando vi a morte tantas vezes, meu marido dirigindo como louco, sujeito a um desmaio, de repente. Ainda hoje, porém, estou viva e inteira. Porque esse Deus maravilhoso, que não poupou o Seu próprio Filho, tem me poupado sempre, através do Seu Filho! Se eu pudesse abrir as mentes das pessoas que eu amo e colocar lá dentro a Verdade do Evangelho de Cristo! Seria bom demais! JESUS disse que ao regressar a este planeta não encontraria mais fé... Então, ELE deve estar vindo por ai. A fé é coisa tão rara, que se alguém a possui, tem de louvar a Deus, desde o raiar do dia, até o sol posto...
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10. O Mocotó do Noivo
Esta é mais uma história de minha amiga, D. Carina, já falecida.
O Coronel Fulgência era dono de muitas fazendas no interior do Rio Grande do Norte e podia se dar ao luxo de mandar seu filho Leonardo estudar em Paris. O moço lá ficou alguns anos, formou-se em Medicina e voltou à sua terra natal.
A mãe de Leonardo era mulher piedosa, dessas que estão sempre ajoelhadas diante do oratório da família e entregam gordas somas de dinheiro ao padre da paróquia, a fim de conseguirem indulgências que lhes diminuam a pena do purgatório. Confessam seus pecados, certas de que o padre tem poder para perdoá-los, e engolem a hóstia pensando que é o corpo de Cristo. Essas pobres almas ignorantes da verdade se dedicam mais a Maria do que ao próprio Salvador. Elas são ensinadas desde meninas que sendo Maria a mãe de Deus, o Deus Jesus tem de obedecer às suas ordens maternas, mesmo porque Ele, coitadinho, não passa de um bebezinho indefeso, que ainda suga o leite do peito materno da “eternamente virgem”.
Mal chegou em casa, o pai de Leonardo veio-lhe com uma proposta estranha. Queria que ele casasse imediatamente com a Rosinha, filha do Coronel Trajano, seu vizinho e melhor amigo. Para tanto, organizou uma festa e convidou todos os moradores dos arredores, a fim de oficializar o noivado do rapaz. Quando a noiva chegou acompanhada dos pais, Leonardo levou um susto. Era baixinha, gorducha, usava óculos tipo fundo de garrafa, tinha o cabelo amarrado num rabo de cavalo com fita cor de rosa berrante, e era tão tímida e iletrada que mal sabia responder as perguntas que o moço lhe dirigia. Comparou-a às garotas de Paris, todas desenvoltas, cheias de charme e cultura, e pensou: “Meu Deus, em que buraco estou me metendo! Preciso sair dessa, imediatamente!”
Na mesa enorme havia todo tipo de comida nordestina, desde o baião-de-dois até o mocotó de boi, que, segundo a crença popular, era uma espécie de “Viagra” dos anos passados. Leonardo sentou-se ao lado do pai, a fim de receber as homenagens de médico recém-formado em Paris e futuro herdeiro da fazenda do vizinho, através do casamento com aquele “bofe” sentado à sua frente. Sentia comichões pelo corpo e decidiu fazer algo que chocasse de tal maneira os presentes, que o pai da noiva desistisse do casamento.
Se bem pensou, melhor agiu. Levantou-se da mesa e começou a rebolar ao redor da mesma. Se havia coisa detestável naquele tempo era homem efeminado! Em seguida, apanhou um osso de mocotó, todo engordurado, foi chupando-o sofregamente e falando com voz cavernosa e repetida como um “Bolero de Ravel”: Isto é creme de beleza, creme de beleza, creme de beleza! Foi até a futura noiva, derramou-lhe uma porção generosa de gordura no decote, emplastrou-lhe o cabelo e a fita com aquela gordura misturada ao colágeno, dizendo: “lá em Paris as moças bonitas usam creme de beleza...”
Todos os convidados pararam de respirar, aguardando uma reação do pai do noivo, mas este ficara estático, achando que estava apenas dormindo e tendo um pesadelo horroroso, do qual iria despertar a qualquer momento.
Quando o pai da noiva viu que o ambiente estava ficando irrespirável, levantou-se, puxou a mulher e a filha pelo braço e gritou: “Vamos embora, que esse doutor aí é doido varrido”. Os convidados foram se retirando, um a um, e de repente só restaram Leonardo, a mãe e o pai, estes completamente arrasados de vergonha e o moço aguardando a reação do velho fazendeiro. A mãe se benzia o tempo todo, repetindo: “Vixe Maria”! Foram dormir e no dia seguinte Leonardo gastou um sabonete tipo “Vale Quanto Pesa” inteirinho apara retirar a gordura que se acumulara em todo o corpo. O terno parisiense teve de ser queimado no quintal da casa, pois ficara completamente imprestável.
Foi quando o pai chamou Leonardo para uma conversa e foi dizendo: “Meu filho, entendo que você fez tudo aquilo para se fazer de maluco, a fim de não casar com a Rosinha. Mas não precisava me matar de vergonha desse jeito. Agora, para salvar a minha honra, vou lhe mandar para o Recife, onde você poderá montar o seu consultório e casar com quem achar que lhe agrada”.
Leonardo fez as malas na maior euforia. Meses mais tarde, quando já estava completamente entrosado na capital pernambucana, conheceu uma jovem de família evangélica e pediu-a em casamento. Houve uma batalha tremenda da parte das duas famílias. Os pais do moço achavam que a jovem sendo protestante, portanto “filha do diabo”, iria dar-lhes netos amaldiçoados. Os pais da moça, por sua vez, achando que o rapaz era católico, cheio de superstições e apegado aos dogmas de Roma, iria ser motivo de tropeço na vida da filha. Ai estava uma repetição do drama de Shakespeare, “Romeu e Julieta”! Entretanto, depois de conhecerem bem o moço, consentiram no casamento. E o melhor de tudo é que o Espírito Santo, que havia traçado no céu aquele matrimônio, foi conduzindo Leonardo à igreja, todos os domingos, com a família da moça, e tocando-lhe o coração através das mensagens maravilhosas daquele pastor evangélico, e da leitura da Bíblia, que a família costumava fazer diariamente. Finalmente ele se entregou a Jesus, passando a ser um dos médicos cristãos a serviço de Cristo e da comunidade recifense. Louvado seja Deus!
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11. 0 Crente e os pregos
Um crente presbiteriano veio dar testemunho em nossa igreja e nos contou um caso interessante.
No início de sua conversão, trabalhava numa firma onde vez por outra aconteciam casos de furto. Certo dia o patrão mandou que se revistassem as sacolas de todos os empregados, sem prévio aviso, na hora da saída. Quando chegou a vez do crente, o patrão, que ali estava esperando o resultado, falou em voz alta: “Desse aí", não. Ele é crente e crente não rouba, nem mesmo um prego do patrão, ou de quem quer que seja”.
Acontece que, naquele dia, o nosso irmão na fé havia caído em tentação e apanhara alguns pregos para consertar o seu barraco de taboas. Entendeu, porém, o aviso do céu, pediu perdão a Deus do seu pecado e daquele dia em diante passou a viver impecavelmente, chegando a ocupar o cargo de Presbítero numa bela igreja.
Tem a palavra PAULO, na sua 1 Cor. 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” (1 Coríntios 10:12)
Outra estória que corre de boca em boca, nos meios evangélicos é a de duas amigas que se separam, quando uma delas vai morar em Londres. Lá fica noiva e informa a amiga que se casará em tal data. Na véspera do casamento, não podendo comparecer, a amiga que aqui ficara lhe envia um telegrama com os seguintes dizeres: 1 João 4-18, isto é: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”. 0 Agente do telégrafo, que não era muito versado em assuntos bíblicos, engoliu o "1" que antecedia a palavra João e escreveu apenas: ”João 4-18”, ou seja: “Porque cinco maridos já tiveste e esse que agora tens, não é teu marido. lsso disseste com verdade”.
A Palavra de Deus é tão exata, tão minuciosa, que basta tirar uma vírgula, ou acrescentar uma palavrinha, para deturpar-lhe o sentido. Essa é a malicia de certas religiões, adaptando certos versos bíblicos aos seus interesses. 0 ultimo livro da Bíblia a ser escrito foi o Apocalipse. E João tanto sabia das futuras falsificações que foi logo dizendo, em Apocalipse 22:18-19, que se alguém acrescentar qualquer coisa às palavras da profecia ou delas tirar qualquer coisa, sofrerá os flagelos descritos no livro e não tomará parte na árvore da vida da Cidade Santa. Tentei parafrasear, para não botar os dois longos versos sobre o assunto. E Deus me livre de ter podado ou acrescentado algo, pois não estou com vontade de ir para o lago de fogo e enxofre, junto com Satanás, o falso profeta e o Anticristo!
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12. Nem por força nem por violência... (Zacarias 4:6)
Foi minha amiga Rosita, esposa do Pr. Paulo, da Assembléia de Deus de J. Primavera, quem me contou esta estória verídica.
Numa feira do Nordeste o crente vendia foices. 0 negócio estava fraco e ele aproveitou o tempo disponível para pregar o Evangelho. Começou a falar do poder do Espírito Santo na vida de todo aquele que aceita Jesus Cristo como Salvador e enfatizava especialmente o chamado "batismo no Espírito Santo", quando muitos dos seus irmãos de igreja chegavam até a falar em línguas estranhas.
Pequena multidão havia se formado, a fim de ouvir a pregação do pentecostal, que embora não fosse homem de cultura, tinha, contudo, sólidos conhecimentos bíblicos, que lhe permitiam pregar fluentemente a Palavra de Deus. Foi quando um sujeito, espírito de porco, querendo gozar com a cara do crente, jogou-lhe a indireta: “Homem que anda com a Bíblia debaixo do braço... Sei não...”
0 crente fez que não tinha ouvido, pedindo mentalmente que Deus lhe desse força para suportar não apenas este, mas os demais insultos que sem dúvida iriam aparecer. Já estava acostumado a eles e muitas vezes ficava tão transtornado, que tinha de contar ate 100 para não explodir. Mas naquele dia, com um sol daqueles, morrendo de sede! E a mulher que não vinha com o almoço? Ah! Se pudesse dar uma saidinha para ir até a venda do Seu Tonico tomar uma boa caneca de água fresca. Continuou pregando, pregando, até que ouviu mais uma piadinha: “Esse teu Jesus aí não tá com nada!”
0 crente ficou brabo! Mexer com ele, tudo bem. Mas mexer logo com o Senhor Jesus! Deu um pulo na direção do gaiato, mandou-lhe um tremendo murro na cara, derrubando-o na terra quente. Em seguida apanhou uma foice e rodeando o pescoço do malcriado, falou, bufando de ódio: “Seu cabra safado. Diga que aceita o Senhor Jesus agora mesmo como seu Salvador, se não quiser ir para o inferno, se encontrar com o diabo”. O escarnecedor, meio asfixiado, falou humildemente: “Aceito, mas tire essa ferramenta do meu pescoço. Seu chefe não mandou amar os inimigos?”
Meu irmão pentecostal não apenas esqueceu Zacarias 4:6: “Nem por força nem por violência, mas pelo meu Espírito”, como ainda esqueceu outro versinho bem apropriado para o momento. É de PAULO, naturalmente. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18).
Mas que é difícil obedecer a Palavra, em certos momentos, não resta a menor dúvida. Principalmente para um cabra da peste e ainda por cima, pentecostal!
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13. O Poder de Deus
No dia em que fiz minha publica profissão de fé e recebi o batismo, na Igreja Presbiteriana de Jardim Primavera, o gozo espiritual que invadiu a minha alma era tão grande, que ao voltar para casa, após o culto, parecia-me estar flutuando, com uma sensação de leveza e plenitude, que somente Deus pode dar, através do seu Santo Espírito, a quem se entrega totalmente ao senhorio do Seu Filho JESUS CRISTO. Depois de passar por uma experiência desse tipo, você jamais poderá deixar de crer que JESUS CRISTO é o Filho de Deus e todas as coisas materiais perdem o valor, quando comparadas ao imenso gozo interior com que somos contemplados por Deus, fazendo-nos meditar naquele verso da 1 Coríntios: 2:9: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.”
Encontrei meu marido acidentado no laboratório e logo caí na dura realidade do acontecimento. Mais tarde, porém, quando ele foi medicado e já dormia profundamente, resolvi ir para trás da velha poltrona da sala, a fim de louvar e glorificar a Deus por todos os acontecimentos bons e maus daquele dia. A princípio a oração era apenas uma reza, mecânica e sem concentração, até que o Santo Espírito me encheu de gozo e alegria e comecei a flutuar novamente, na plenitude do amor de Deus. Fui para a cama e não consegui dormir, porque aquela alegria não me deixava relaxar o corpo. Havia uma chama acesa dentro de mim, que precisava ser usada para a glória de Deus. Vim para a sala e em vez de ligar a televisão, como fazia antes de me converter ao Evangelho, aguardando um sono fugitivo, peguei o gravador, duas fitas virgens e gravei o Evangelho de João inteirinho. Depois guardei o gravador e as fitas e fui dormir.
Meses mais tarde alguém estava atravessando uma fase difícil e dei-lhe de presente as fitas. Soube depois que lhe foram de grande utilidade, naquela crise espiritual que estava atravessando. Além de ter me ensinado a orar como convinha, intercedendo por mim com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26), naquela noite o Espírito ainda me havia possibilitado ajudar alguém, usando aquele transbordamento do amor de Deus em favor de uma amiga sofredora.
PAULO tem as palavras exatas para esse tipo de bênção, na 2 Co. 1 :3-6: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos...”
Quando temos JESUS no coração, nosso corpo se transforma em santuário de Deus. É o Espírito Santo, o Seu Legitimo Vigário, quem nos dá a certeza da salvação e não nos desampara em momento algum de tentação ou de angústia. Quem despreza uma Salvação grande é cego ou louco. Cego por causa da incredulidade e das tradições obsoletas, ou louco pelos prazeres deste mundo. Porque não é apenas uma graça para ajudar-nos a vencer as tribulações desta vida; é mais que isso, um salvo conduto para a entrada na glória. Porque sem JESUS CRISTO não há salvação, nem para os sofrimentos desta vida, nem para os da eternidade, que serão bem piores.
E por falar em sofrimento, conto um de que me livrei em outubro de 1981. Vinha saindo da oficina do joalheiro Octavio Campos, a quem tinha levado o meu livrinho SOU LIVRE, de trabalhos evangélicos. Aconselhei-o a ler, não apenas o livrinho, como também o NOVO TESTAMENTO E SALMOS, da Trinitariana, que lhe dera no ano passado, e ainda outros livros do Bispo Mc Alister que ele havia ganho de presente do próprio autor. Falamos da bondade e misericórdia de Deus em nossas vidas, comprovadas, a cada momento, nos acontecimentos mais banais. Saí louvando e glorificando a Deus intimamente, por me ter dado a oportunidade de falar do Seu Filho àquele amigo. Como minha filha Margarete fora quase noiva do seu filho Junior, por associação de idéias, lembrei-me que ia ser avó em fevereiro de 1982. 0 louvor ia brotando dos meus lábios, como uma cascata, e em plena rua Gonçalves Dias ia me sentindo tão feliz, como se todas aquelas pessoas que comigo cruzavam não fossem reais, mas anjos de Deus, ali colocados para me protegerem de perigos.
De repente, ouvi um estouro e senti estilhaços de pedra em minha perna protegida pela grossa calça Jeans. Acordei do meu passeio às regiões celestiais e percebi que a poucos centímetros havia caído um tijolo, provavelmente do prédio sob o qual eu ia passando. Imaginei como teria ficado a minha pobre cabeça chata sob o impacto daquele projétil. Na certa um anjo o tinha desviado o bastante para não me atingir e caíra tão próximo, que também não havia atingido outra pessoa. Deus me protegeu porque eu O estava louvando e glorificando, naquele exato momento.
Quem estuda diariamente a Palavra de Deus fica tão impregnado da sua riqueza e sabedoria que sempre anda no caminho certo, sem se desviar, nem para a direita, nem para a esquerda. PAULO diz que devemos orar sem cessar e em tudo dar graças, pois é esta a vontade de Deus em Cristo Jesus. (1 Tessalonicenses 5:17-18). Lutero dizia que a Palavra de Deus é suficiente para dar à alma o seu alimento espiritual, em forma de gozo, paz, luz, talento, justiça, verdade, sabedoria, liberdade e todos os bens de que ela necessita em abundância. Ao que PAULO completaria: “Contra essas coisas não há lei” (Gálatas 5:23).
A propósito: Você já leu o meu livro “Viajando com Martinho Lutero”? Se não leu, está perdendo a chance de conhecer todos os passos de Lutero, antes, durante e depois da Reforma Protestante.
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14. Você já foi assaltado?
Em certo dia do ano de 1980, dois homens com aparência de gente importante entraram na bela casa de Joffre e Darinha Bottrel, saudaram o casal e o pastor que os visitava com um caloroso bom-dia e completaram a saudação puxando os revólveres e dizendo: “Isto é um assalto!”
Darinha, esposa do Joffre, sentiu as pernas bambas e teve de sentar para não cair no fofo tapete da sala. 0s ladrões tomaram todo o dinheiro dos dois homens e mandaram que a mulher lhes entregasse todas as jóias e o dinheiro da casa, no que foram prontamente atendidos. Finalmente, que ela entregasse as jóias que estava usando. Ela foi tirando uma a uma, até chegar à grossa aliança de brilhantes, avaliada aí na base de uns mil dólares. Foi então que um dos ladrões falou: “Aliança de Bodas de Praia, não queremos levar. Senão a Sra. vai ficar muito frustrada”.
Eram homens de certa cultura, como se pode ver. Um deles até contou ser engenheiro. etc. 0 Pr. Eliel aproveitou o momento para lhes falar do Evangelho da Salvação em Cristo, citando Romannos 6:23: “...Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”.
Fecharam os olhos para uma oração em favor da conversão dos larápios e quando os abriram, ales haviam sumido, com a mesma calma com que haviam surgido ali.
Três vezes o Schultze e eu passamos pelo mesmo sofrimento, quando nossa casa foi assaltada. Os ladrões levavam todo o dinheiro e objetos de valor. Sempre que saiam, nos deixavam com uma tremenda sensação de alívio por estarmos vivos. Só no último assalto, não tivemos tempo para euforia. 0 Schultze estava gravemente ferido e teve de se submeter a seis cirurgias de emergência no Hospital Getúlio Vargas. Demos graças a Deus porque os bandido não haviam molestado a nossa filha Margarete e nos dedicamos inteiramente ao chefe da casa, cuja chance de sobreviver, segundo os médicos, era apenas uma em dez.
Uma coisa eu sei. Quando se é assaltado e em seguida se louva e glorifica a Deus, em vez de ficar se maldizendo, tudo que os ladrões levam, volta sempre triplicado às nossas mãos, de uma forma ou de outra. Deus é tão grandioso em Sua bondade e misericórdia que usa os piores acontecimentos de nossa vida para os transformar em bênçãos. PAULO é quem explica isso em Romanos 8:28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Isso é a pura verdade, como tudo que está escrito nas páginas da Bíblia e posso testemunhar neste sentido. Depois de três assaltos armados, vários acidentes de carro e outros acontecimentos desagradáveis, fiz deste o meu lema de vida e ele tem funcionado maravilhosamente. Sou uma pessoa cheia de defeitos, uma grande e miserável pecadora, como só Deus sabe. Mas também amo o meu Deus e procuro andar nos Seus caminhos, pois “... tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. (Filipenses 4:8)
Um morador do nosso bairro foi assaltado, naquela época, na Avenida Primavera, numa sexta feira à noite, quando voltava para casa com o salário da semana. Recebeu um tiro e fingiu-se de morto. 0s ladrões limparam-lhe os bolsos e tentavam retirar a grossa aliança de ouro, que por sinal estava muito apertada, quando um deles teve a sinistra idéia: “Vamos serrar o dedo do cara. que é ouro de lei”.
0 pseudo morto ticou gelado de terror. Perder um dedo era o de menos. Mas com a dor iria gritar e os bandidos sem dúvida lhe dariam o tiro de misericórdia. Foi quando lhe surgiu um pensamento positivo: “Onde iriam os bandidos conseguir uma serra àquela hora, em plena Av. Primavera?” Estava se agarrando a esse fio de esperança, quando um carro buzinou e um dos assaltantes falou:“O fulano chegou. Vamos deixar o anel do cara e dar o fora, antes que a gente entre numa fria”.
Em Salvador, em outubro de 1981, regressando de uma viagem ao Exterior, Norte e Nordeste do Brasil, o Schultze foi vítima de um batedor de carteira. Por azar do crioulo, o bolso visado continha apenas um lenço sujo de gripe e ainda por cima o Schultze estava armado de grossa bengala de cerejeira, que brandiu em cima do larápio, gritando em seu Português enrolado: “pega ladrão, pega ladrão! “ A correria foi geral e o crioulo se viu em maus lençóis.
Mais tarde, jantando em luxuoso clube do Rotary, um companheiro quis desfazer de Caxias, perguntando: “Ainda há muitos assaltos por lá? Tenho horror de ir ao Rio de carro, só para não passar por aquela baixada fluminense, com medo de assaltos”.
Schultze respondeu: “0 companheiro não precisa ir ao Rio para ser assaltado. Aqui mesmo em Salvador já fui assaltado duas vezes. Uma, no ano passado, e outra hoje, na Cidade Baixa. 0 companheiro não tem medo de morar aqui?”
- “Claro que temos assaltos aqui também. São os bandidos de Caxias que vêm para cá, fugindo da polícia de lá”.
- “Aí é que o companheiro se engana. Pelo contrário, os baianos é que vão daqui para Caxias. Tanto que os cronistas de crimes preferem usar a palavra baiano em lugar de bandido”.
0 Senhor JESUS, em Mateus 24, dá todas as dicas que anunciam a Sua Segunda Vinda a este planeta em decadência. Uma delas é a falta de fé e amor, ou seja, a iniqüidade generalizada. E mais, guerras e rumores de guerras, fomes em toda parte, pestes e terremotos em varies lugares, sem falar das perseguições religiosas.
Você, que vive de acordo com a justiça dos homens, sujeito à injustiça dos ladrões não quer também entrar na justiça de Deus, para escapar da injustiça de Satanás? É muito simples. Compre um NOVO TESTAMENTO da Trinitariana e comece a ler os Evangelhos e as Cartas Paulinas. Conheça JESUS CRISTO, ame-O sinceramente, entregue-se a Ele e veja como os seus dias se encherão de gozo e paz no Espírito Santo! Ainda é tempo. Quem sabe se o Senhor Jesus não voltará hoje, como ladrão de noite e vai lhe pedir contas do que você tem feito de bom e de mal? Se você é amigo dele, é Filho de Deus Pai. Portanto, vai ter de dar conta dos seus atos, somente para efeito de galardão, como diz PAULO na 2 Co 5:10: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.”.
Se eu tiver direito a um prêmio qualquer, já sei o que vou pedir: para ficar bem pertinho de PAULO Apóstolo, a fim de matar as saudades... Será que vou conseguir?
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15. Adeus a Zito
ZITO era homem benquisto e respeitado em nosso bairro. Desconheço qualquer morador de Jardim Primavera que não gostasse dele. Viera do interior de Minas, na década de 50, ali se instalando com a valorosa companheira e a família, que começava a crescer. Era, não somente um ótimo pedreiro, como ainda um respeitável mestre de obras, cônscio de suas obrigações, do tipo que promete e cumpre, mesmo com prejuízo financeiro. ZITO era homem de palavra, coisa rara neste mundo de tanto papel, tinta e cartório, onde ninguém se lembra mais da palavra dada ontem a quem quer que seja. Meu marido e eu tanto gostávamos dele, que lhe demos para construir a casa em que vivemos por mais de 20 anos e que, por sinal, foi o primeiro serviço importante que ele pegou em nosso bairro. Saiu tão bem feita que mais tarde lhe foram entregues mais duas construções: o galpão de anilinas o laboratório de cosméticos. E até o prédio de 150 metros quadrados do almoxarifado foi submetido à sua apreciação e foi ele quem nos arranjou um engenheiro para cuidar da obra. Logo depois das três construções feitas para nós, ZITO foi recomendado para dois amigos nossos, construindo o escritório da Fábrica de Produtos Químicos INCOMEX e um palacete em Teresópolis, para outro amigo, nessa época Superintendente do BNDE.
Quando aqui chegou, ZITO foi morar num barraco. Mais tarde já morava numa casa confortável e acabou construindo uma luxuosa residência para ele e a esposa, dando a cada filho um bom apartamento. Aproveitava, assim, a mão de obra barata e os grandes descontos na compra de material de construção em larga escala, porque ZITO agora era dono de uma grande loja no ramo. Até que um dia resolveu fazer a mesma bobagem do homem de quem fala JESUS em Lucas 12:15-20: “Já dei um duro danado, lutando para conseguir o que tenho. Agora tenho bastante dinheiro, os filhos já são adultos, a mulher está envelhecendo, portanto vou começar a gozar a minha vida”.
Arranjou algumas aventuras extra-conjugais e vivia tomando chope com os amigos. Gloriava-se, deslumbrado com o que o dinheiro podia lhe oferecer, da facilidade com que muitas mulheres lhe caíam aos pés. Pois, embora ZITO já estivesse beirando os 50 anos, era muito charmoso, no bronzeado da pele clara de ascendência italiana. Um dia estava bebendo com os amigos, quando aconteceu um assalto. Foi baleado e levado às pressas para o Hospital Getúlio Vargas, com um grave ferimento no abdome. Escapou, mas não entendeu a mensagem de Deus e logo voltou às farrinhas diárias.
Alguns meses depois deste assalto, ZITO tomava sol em frente ao seu mini-mercado, quando avistou o Pr. Fernando, da Igreja Batista de Jardim Primavera. Este ia saindo com algumas garrafas de suco de uva e alguns pães de forma, que estava comprando para a celebração da Santa Ceia do Senhor, logo mais em sua Igreja. ZITO, sempre bem humorado, olhou para o filho que atendia na caixa do mercadinho e falou em tom jocoso: “Meu filho, faça um precinho camarada no pão e na cachaça que o Pr. Fernando está levando pra fazer a farrinha na Igreja dele!”
0 Pr. Fernando Batista (já falecido) era um homem de boa paz e sempre risonho, mas naquele momento, fechou o semblante e aconselhou: “ZITO, deixe de brincar com as coisas sagradas. Ninguém pode zombar de Deus impunemente” (GL 6:7). ZITO respondeu com deboche: “Que nada, pastor. Deus é meu chapa e não vai se zangar com uma brincadeirinha à toa como esta”.
Mas Deus se zangou... Porque mais tarde, mais ou menos na hora em que se iniciava a celebração da Santa Ceia, ZITO entrou no bar mais próximo da Igreja e pediu uma caipirinha. Tomou um gole, sentiu-se mal de repente e caiu ajoelhado, fulminado por um enfarte. Coitado do ZITO! Tão querido no bairro, tão amado pela esposa e os filhos, tão próspero nos negócios e morrer assim estupidamente, e ainda por cima sendo mais novo do que eu! E talvez apenas porque debochou de Deus, desacreditando em Sua ira ou até mesmo em Sua existência.
Ao sepultamento do ZITO compareceu quase todo o bairro, inclusive o Pr. Fernando, meu marido e eu. Gostava muito dele, sou muito emotiva e não suportei o sofrimento de sua esposa, que por sinal havia feito na véspera uma cirurgia plástica, tentando ficar mais jovem, a fim de recuperar o marido infiel. 0 Pr. Fernando fez uma bela alocução sobre a vida de ZITO, recitando no final o Salmo 23. Chorei tanto que tive de me apoiar no ombro do Schultze.
Que pena, ZITO, você ter ido para a eternidade assim tão cedo! Você, que era tão cheio de vida! Que pena você não estar mais aqui para construir casas bonitas em nosso bairro, que ficou tão triste, tão órfão da sua presença! Apesar dos seus pecados, você era um sujeito tão humano, tão maravilhoso em suas fragilidades! Pena que fosse tão ingênuo a ponto de pensar que o dinheiro poderia lhe comprar felicidade.
Adeus, ZITO. E que Deus tenha tido misericórdia de sua alma, um minuto antes de sua morte, fazendo-o arrepender-se dos seus pecados e aceitar JESUS CRISTO como seu Salvador eterno. Porque se tal não aconteceu, você deve estar mergulhado no fundo do poço, meu amigo!
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16. Mais bem-aventurado é dar que receber...
(Atos 20:35)
Em abril de 1981, estava hospedado em nossa casa o conhecido pregador e escritor batista, Dr. Aníbal Reis. Apologista de grandes méritos, nessa data eu já havia lido 35 dos 50 livros que ele publicou e estava ansiosa para conversar com ele a respeito dos seus livros, quando a campainha tocou.
Fui atender e deparei-me com uma Kombi cheia de irmãos da Igreja Presbiteriana de Nova Friburgo, RJ. Traziam-me lindo buquê de rosas amarelas, enviado pelo meu querido amigo Presbítero Jonas, o qual me foi entregue por sua esposa Laurimê, com os cumprimentos adicionais do Pr. lvair e esposa. Convidei-os para um lanche, mas alegaram falta de tempo, pois estavam em cima da hora para o culto em nossa Igreja. Levei-os então ao laboratório e distribui entre eles uma porção de frascos de perfume, xampu e cremes líquidos. Saíram felizes, deixando-me com a impressão de ser amada pelos irmãos na fé, uma das coisas mais gratificantes na vida de um crente.
Quando se foram, o Dr. Aníbal, que havia estado ao meu lado o tempo todo, comentou preocupado: “Mary, você deu tantos presentes ao pessoal de Friburgo. Isso não dá prejuízo à firma?”
Expliquei que, enquanto muitas firmas pagam uma fortuna às agências de publicidade para fazerem anúncios mentirosos, eu prefiria dar algumas embalagens pequenas de nossos produtos, a título de amostra. Um brinde, quando usado, mostra a boa qualidade do produto e garante aceitação do mesmo. Tanto que nas caixas de pedidos enviados para fora do Rio, eu sempre mandava algumas miniaturas e geralmente as clientes terminavam comprando exatamente os produtos de que mandava amostras. Muitas delas começavam comprando um ou dois produtos e acabavam comprando toda a linha MARY SCHULTZE. Alem do mais, não é PAULO quem diz na 2 Cor. 9:6: “... o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” ? Eu gosto de obedecer aos conselhos do meu Apóstolo favorito, principalmente depois de ter lido tantos livros desse pregador, que é seu fã ardoroso e vive citando-o o tempo todo.
Nunca fui muito apegada às coisas materiais. Quando comprava jóias, antigamente, sempre dava também algumas às duas irmã prediletas. Até que descobri que a coleção delas era bem maior que a minha. Então passei a fazer o seguinte: vendia as que elas cobiçavam e jogava o dinheiro na edição de meus livros, como se tirasse delas para dar aos meus leitores. Mesmo assim ainda dava algumas, no Natal e aniversário de cada uma, para elas não me chamarem de pão dura. Pena que essas duas irmãs amadas já morreram e me deixaram sem a alegria de tê-las por perto!
Sei que tenho lá no céu um grande e maravilhoso tesouro à minha espera, quando eu, miserável pecadora, for recebida pelos anjos de Deus e conduzida até o grande trono, onde estará assentado o Cordeiro, rodeado pelos 24 anciãos, os 4 seres viventes e uma miríade de anjos esvoejando. Só de pensar que Ele vai me receber, todas as coisas materiais perdem o sentido. Ele sabe que O amo acima de tudo e também amo meus irmãos. Ele é o próprio amor e foi Ele mesmo quem colocou todo o amor que eu sinto por Ele e pelos outros em meu coração. Pois é justamente dando presentes materiais, que sei demonstrar esse grande amor que sinto pelos irmãos e pelas pessoas que me cercam. Um amigo achou que isto é sinal de insegurança, como se eu quisesse comprar com presentes materiais a amizade dos amigos e irmãos na fé. Acho que não! Sinto-me tão amada pela família e pelos amigos, que não acho necessário comprar a amizade de quem quer que seja.
Meu caso é puro egoísmo. Sinto uma alegria tão grande em dar presentes, que o faço por mim. Embora também o faça por amor aos meus irmãos e amigos. “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:10) É isso aí, PAULO! Até me espanta que esse amigo, um grande teólogo paulino, ainda se admirasse da minha mania de dar! Suponho que PAULO era do tipo que ia dando as túnicas do corpo, cada vez que encontrava um mendigo pela rua. Até que ficava com a última. Quando chegava em Filipos, sua amiga Lídia, a purpureira, lhe dava umas doze ou mais, cada qual mais bonita, que ele, por sua vez, ia distribuindo pelos pobres que encontrava em seus caminhos do Evangelho. Lídia dava túnicas, provavelmente. Eu dou cosméticos, gravatas, camisas, canetas, livros, mas o amor é o mesmo que impulsionava Lídia de Tiatira. Que isso fique bem claro. E quem não entender, basta ler o capítulo 13 da Primeira Carta aos Coríntios!
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17. Certeza de Salvação
Em minhas relações de amizade com os irmãos de várias igrejas evangélicas, tenho observado que alguns guardam, no mais recôndito do seu coração, uma pequena dúvida se estão realmente salvos.
Há os que acham que se cometerem um pecado mais sério, "caem da graça", mas isso não seria justiça divina, eterna e imutável. Quando Deus nos salva pela mediação do Seu Filho Unigênito, Ele nos salva definitivamente, não havendo motivo algum para se temer a perda da salvação. Claro que só porque estamos salvos, não vamos sair por aí cometendo toda sorte de pecados, como assassinato, roubo, adultério, levantando falso testemunho, etc. Se alguém faz essas coisas já mostra que não tem JESUS CRISTO no coração, porque quando se nasce de novo, uma das conseqüências é a necessidade inadiável de se praticarem boas obras, impulsionados pelo Santo Espírito de Deus. Se você diz que se converteu ao Evangelho e continua fazendo os mesmos horrores que fazia antes, estude a Palavra, medite nela e quando achar que pode viver uma vida diferente, tenha uma conversa franca com Deus, confesse os seus pecados arrependa-se de tudo que fez de ruim e mude de vida. Assim JESUS o aceitará e não o jogará fora. Quem tem JESUS no coração gosta de fazer o bem e sofre, quando faz uma bobagem qualquer. Quem testifica que somos filhos de Deus é o próprio Espírito e se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Romanos 8:16 e 9). Para os crentes que realmente se converteram, mas vivem preocupados com a perda da salvação, sentindo-se mornos e inseguros, tipo Igreja de Laodicéia, o escritor americano Dr. Peter Ruckman tem um livrinho por mim traduzido “A Simplicidade e a Garantia da Salvação” que tira todas as dúvidas. (A apostila do mesmo custa R$25,00, já com o porte incluído). Quem é do tipo escrupuloso, como eu, não deve se fixar muito na Carta de Tiago, nem da Epístola aos Hebreus, senão vai ficar confuso. Elas foram escritas para os judeus e não para os gentios. A não ser que já se tenha lido muitas vezes Romanos e Gálatas. Quem lê estas duas Epistolas paulinas, com a maior concentração e seriedade, perde o medo de ir para o inferno em razão de suas obras. Estas cartas me fazem um bem incrível, quando tenho minhas crises de loucura, deixando escapar a rolha do controle do meu temperamento miserável de nordestina. Depois de cada uma dessas crises, sinto-me tão miserável, como Jonas no ventre da baleia. Então, corro para um canto escuro, faço uma oração e em seguida seguro PAULO com a maior força, pelas palavras de Gálatas, sabendo que foi ele quem escreveu, mas quem as ditou foi o Espírito Santo. Sinto que o Espírito está entristecido dentro de mim, sufocado pelo meu orgulho, e até sinto pena dele... Imaginem eu, um lixo e escória, tendo pena do próprio Deus!!! Mas é a maneira de começar a enxergar o meu erro.
Ao livro acima mencionado, para se ter a certeza da salvação, aconselho outro, que me tem feito um bem enorme: 0 CRENTE PODE PERDER A SALVAÇÃO? É do Dr. Aníbal Reis, erudito em teologia paulina. Seu autor era um tipo de pessoa tremendamente preocupada com a salvação eterna e pesquisou durante muitos anos o assunto, nas Sagradas Escrituras. Terminou escrevendo um livro, que é uma verdadeira jóia evangélica. Siga os conselhos do Dr. Ruckman, leia este livro do Dr. Aníbal e dê um chute na preocupação com o inferno. Este lugar foi feito para o diabo, seus anjos e os incrédulos. Nós, que aceitamos JESUS CRISTO em fé e verdade, em nosso coração, jamais chegaremos lá.
Crente, leia a Bíblia, pelo menos 15 minutos por dia, e acabe com as dúvidas que Satanás coloca em nossa mente, a fim de nos tirar o prazer celestial da salvação em Cristo. Ela é um fato consumado. Jesus disse isso no Calvário, quando estava morrendo. Prefiro acreditar em Suas palavras do que nas do pai da mentira. Quando JESUS expirou na cruz, carregou com todos os nossos pecados. Na cruz de cada ladrão, ao seu lado, estava afixada uma tabuleta contendo os crimes de cada um. Na de JESUS, como não havia crime algum a ser mencionado, colocaram apenas a frase: JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS. Acontece que havia, sim, uma lista enorme e invisível de crimes na tabuleta sobre a cruz de nosso Senhor JESUS CRISTO. As letras eram muito menores do que a menor de todas as peças do menor de todos os computadores digitais. Nela estavam escritos todos os pecados da humanidade inteira, sem faltar um só. Como diz PAULO, em Colossenses 2:14: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”.
Ora, se JESUS já pagou todos os meus delitos e pecados naquele madeiro infame, onde foi pendurado por meu amor, por que vou perder o meu precioso tempo de louvor e agradecimento, preocupando-me com os meus pecados? Ele já os pagou... E fim de papo!
Não sejamos como aquele crente, que foi a Roma e deu um pulinho até o Vaticano, para ver uma das aparições demagógicas do papa JP2. Apareceu uma freira bonita vendendo indulgências e ele comprou. Pagou e a freira prometeu levar o certificado no dia seguinte ao hotel onde ele estava hospedado, pois o documento ainda precisava receber a assinatura do papa. Quando chegou ao Brasil, contou o fato a alguns irmãos da igreja e um deles caçoou:
“Aí, hem? Comprando indulgências em Roma, só porque foi uma freira bonita quem vendeu, hem?”
“Que nada, irmão. Por via das dúvidas, é sempre bom a gente ter um certificado de indulgências!”
Crente, leia a Bíblia. Então, você não vai mais precisar comprar indulgências, nem mesmo da freira mais bonita do mundo! “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos”. (Colossenses 3:15).
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18. Abacaxis versus Caviar
No dia 20/09/81 veio à Igreja Presbiteriana de Jardim Primavera o Presidente do Supremo Concilio, Dr. PAULO BREDA FILHO.
Fez uma linda preleção sobre o segundo capítulo de CANTARES, versos 11-14, falando da próxima chegada da Primavera, aproveitando para fazer um belo trocadilho com o nome do bairro onde morávamos e onde há Primavera o ano inteiro.
Em seguida ele falou sobre Lucas 24:13-31. por ser o Dia da Escola Dominical, dizendo que JESUS deu a primeira aula de Escola Dominical no Caminho de Emaús, a Cléopas e seu companheiro, que seria o próprio Lucas, segundo alguns comentaristas bíblicos. Depois nos contou alguns fatos relacionados à sua vida inteiramente dedicada à causa de CRISTO. Um deles foi a visita que fizera há pouco tempo à vila mineira de ABACAXIS, onde não comeu um único abacaxi, mas ganhou dois terrenos, onde futuramente seria construído mais um templo presbiteriano, nesse imenso Brasil.
À tarde, sabendo que ele era hóspede da família Botelho, resolvi colaborar com o chá das cinco e levei maionese de atum e caviar para o lanche. E na hora de servir as torradas, entreguei-lhe duas trovas, que o fizeram dar boas risadas e provavelmente fa-lo-iam lembrar-se da nossa igrejinha, em Duque de Caxias. naquela violenta baixada fluminense, tão carente da Palavra de Deus:
0 Sr. tem tantos fatos
para aos seus irmãos contar,
andando por esses matos
o Evangelho a pregar!
Se foi a Abacaxis,
pra dois terrenos ganhar,
veio a Duque de Caxias
para comer caviar!
Dias depois, indo a São Paulo, visitei aquele servo de Deus em seu gabinete de trabalho e fui recebida com muito carinho. Ganhei de presente um livro maravilhoso, que li na viagem de volta, pela COMETA. É de Olympio Adorno Vassão e tem o sugestivo título de CORRIDA ATRÁS DO TEMPO. É um livro de amenidades, dando testemunhos extraordinários do poder de Deus na vida do autor, de sua família e de muitos amigos, no decorrer de sua existência longa e fértil no trabalho de Deus. Olympio Vassão era dono de um incrível senso de humor e soube transmitir, através de suas estórias, toda a alegria e esperança de um coração pleno do amor e do poder de Deus. Isso me faz lembrar PAULO, na 2 Co 4:16: “... mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia”.
Deus já levou para o céu Paulo Breda e Olympio Vassão, dois grandes homens!!!
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19. A Esmeralda Colombiana
0 Schultze não era crente, embora tivesse nascido na religião luterana. Como a maioria dos cientistas, era agnóstico, achando que JESUS CRISTO foi apenas um grande profeta e nada mais. Mal sabe ele o quanto Deus o protegia por causa da Sua imensa bondade e das repetidas orações que eu fazia em o nome do Seu Filho.
Em outubro de 1981, ele viajou pelo Equador e Colômbia. Costumava fazer esse tipo de viagem todo ano, conhecendo um ou dois países da América Latina e voltando por Manaus, Belém, São Luiz, Fortaleza, Recife, Aracaju e Salvador, visitando os clientes da nossa firma. 0 lucro das vendas sempre dava para compensar os gastos da viagem.
Naquele ano, quando ele tomou o Boeing da Vasp, deixou-me bastante preocupada. Alem da saúde precária e quase incapacidade física resultante de uma série de acidentes que havia sofrido ao longo dos anos, um dos países que ia visitar tinha a fama de bater todos os recordes mundiais em matéria de assaltos. Tanto que os seguranças da comitiva do Presidente João Figueiredo (que lá estivera naquele ano) foram assaltados, o que mostra a “competência" dos bandidos colombianos. (Naquele tempo ainda não havia tanta violência no RJ e São Paulo).
Desde que saiu de casa, fiquei orando diariamente, pedindo que Deus o cercasse de anjos, a fim de ser protegido de assaltos. Ele cai com tal facilidade que basta um pequeno empurrão para perder o equilíbrio e adeus dinheiro e documentos! Passou uma semana em Quito, (Hotel Colón) e outra em Bogotá (Hotel Tequendama, o mesmo do Presidente), e quando chegou em Manaus, telefonou-me da casa do Gil, meu irmão que lá reside há muitos anos.
“Mamãe, desde que desci no aeroporto de Bogotá, parecia que todo mundo queria me proteger. Primeiro foi o carregador da bagagem, que colou em mim, olhando para todos os lados, a fim de ver se não havia um assaltante por perto. Depois foi o motorista de táxi, que fechou logo o vidro da janela do carro, dizendo que era para eu não ser assaltado num sinal de tráfego. Mais tarde foram os recepcionistas do Hotel Tequendama, contando que a cidade está cheia de bandidos e que eu devia tomar o maior cuidado. E finalmente os companheiros do Rotary, principalmente os do Clube Usaquén, ao qual pertence o Governador do Distrito 429, Raymond Laureano, cuja esposa se chama Mary. Disseram que o rotariano vive para servir, então tomaram conta de mim. Assim, deixei a Colômbia sem perder um centavo em assalto. Aliás, houve alguém que tentou me assaltar, sem resultado algum. Foi o dono da Joalheria MUZO, onde fui comprar a ESMERALDA de 2 quilates que você me pediu. Queria 6 mil dólares pela pedra e é claro que não comprei (Na mina da Serra do Araripe, perto do Crato, segundo dizem, existe tanta esmeralda... Para que comprar uma na Colômbia, meu Deus?). Acho melhor você comprar uma esmeralda brasileira. Já basta o marido importado...”
À medida em que ele ia falando essas coisas, comecei a imaginar uma legião de anjos vestidos de carregadores, motoristas de táxi, recepcionistas de hotel, rotarianos, todos eles incumbidos por Deus de proteger o meu velhinho! Obrigada, meu Deus maravilhoso! PAULO tem razão de sobra ao dizer que: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém”. (Efésios 3:20-21).
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20. 0 padre velhinho
Certo dia, em 1981, eu ia andando pela Rua Gonçalves Dias, quando esbarrei num transeunte. Pedindo desculpas pela minha distração, verifiquei tratar-se de um padre bem velhinho, o qual, tão ou mais distraído que eu, estava desfiando as negras contas de um rosário enfiado sob a batina.
Senti uma pena enorme daquele velhinho, ludibriado a vida inteira pela teia de sofismas da “santa madre”. Já na véspera de sua partida para o outro mundo, o pobre coitado ainda se agarrava à falsa crença de que algumas ave-marias e padre-nossos, repetidos mecanicamente, poderiam diminuir-lhe a pena no lendário purgatório e abrir-lhe de par em par os portões do céu.
Morro de rir do purgatório inventado no ano 503, provavelmente quando um dos infelizes FELIXES governava a Igreja de Roma. O purgatório tem como origem o capítulo 12, versos 38 em diante, do livro apócrifo 2 Macabeus. Ele tem sido a maior fonte de renda do império político-financeiro criado por Constantino Magno, no ano 320 da Era Cristã, império esse conhecido como Vaticano. Se o Governo brasileiro taxasse em 10% as missas dos defuntos, o Brasil logo pagaria a sua dívida externa.
De todas as "nossas senhoras", a mais rica deve ser a do Carmo, por ser a Ministra do Purgatório. Quando eu era criança, ouvi uma estória que muito me impressionou, contada por um padre, desses que ensinam o catecismo:
Um dia a Senhora do Carmo foi tirar uma alma do purgatório, para quem já haviam mandado celebrar uma porção de missas. S. Pedro deu o contra. A senhora carmelita teve um acesso de raiva, rasgou as vestes, pois era judia, e ameaçou chamar o Filho para resolver o impasse. Foi quando apareceu S. José, calmo demais, piscou o olho para a esposa e convidou S. Pedro para tomar um copo de vinho. Beberam tanto, que o porteiro do céu adormeceu, a Senhora do Carmo roubou-lhe a chave e fez entrar no céu o seu protegido.
Pela moral da estória, vocês podem imaginar a moral de quem inventou o purgatório. Aqui a Senhora do Carmo não passa de uma finória chantagista, enquanto S. Pedro e S. Jose são dois alcoólatras.
Relembrando essa estória de minha infância, encontro agora este velhinho de cabelos cor de neve. Tenho vontade de correr atrás dele, dizendo que leia a Bíblia para aprender que a salvação não se compra, mas se ganha, inteiramente de graça, pela bondade imensa de Deus Pai, através do Cordeiro sem mácula, que é JESUS CRISTO. Se ele tivesse estudado a Palavra de Deus em vez do Breviário e das encíclicas papais, teria aprendido a confiar mais em JESUS e menos em intermediários, “porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem! (1 Timóteo 2 :5).
Aí é que está a diferença entre um católico e um crente evangélico. Enquanto o católico vive desfiando as contas de um rosário, comprando missas e indulgências, acreditando em dogmas e seguindo doutrinas de homens, como ovelhas sem personalidade, o crente evangélico, tendo recebido a certeza da salvação em Cristo Jesus através do testemunho do Espírito Santo, vive tranqüilamente louvando e glorificando a Deus por tão grande salvação. E quando pratica boas obras, não o faz tentando comprar a vida eterna, mas como preito de gratidão a Deus por tê-la ganho!
Se eu soubesse onde morava aquele padre velhinho, teria ido correndo à sua procura e pediria que lesse estes 10 versos do NOVO TESTAMENTO sobre salvação e, quem sabe, ele poderia mudar de time ainda a tempo! Porque Deus não desampara os retos de coração e sempre lhes dá uma chance de encontrarem a verdade, segundo lemos em Jeremias 29:13.
1. (Romanos 1 :17) “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”
2. (Romanos 3:23-24) “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”.
3. (Romanos 3:28) “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”.
4. (Romanos 4:5) “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”.
5. (Romanos 5:1 ) “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”-
6. (Romanos 6:23) “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”
7. (Romanos 8:1) “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.”
8) (Gálatas 3 :11) “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”.
9. (Gálatas 3:22) “Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes”.
10. (Gálatas 5:5) “Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça”.
Se aquele velhinho conhecesse estes 10 versos, colhidos em duas das 13 Epístolas de PAULO, estaria bem mais tranqüilo quanto ao seu encontro com Deus, na eternidade. Porque de duas, uma: ou mentiu PAULO, ou mentem os hierarcas romanos...
Quando o frade dominicano Tetzel foi à Alemanha, em 1516, vender indulgências para construir a fabulosa Basílica da S. Pedro, costumava falar de boca cheia: “A. alma sai do purgatório no preciso momento em que a moeda ressoa na caixa”. Lutero, em 1517, deu início à Reforma, fixando na porta da Igreja do Castelo de Wittemberg, na Alemanha, as suas 95 teses, protestando contra os erros e abominações da “santa madre”. Suas teses eram todas respaldadas na Palavra de Deus e quando enfrentou a maior força do mundo, que era a Igreja de Roma, tinha a seu favor apenas a VERDADE! Infelizmente os livros de história em nosso país foram escritos quase todos por padres jesuítas (os maiores mentirosos do planeta) e neles Lutero é injustamente apresentado como um frade ciumento, que fez a Reforma apenas para se vingar do papa por não tê-lo nomeado chefe espiritual na Alemanha. É necessário ir criando sempre novas mentiras para encobrir as anteriores e nisso a “santa madre” é perita. Naquela época eram moedas de ouro e prata que ressoavam na caixa do Vaticano. Hoje são libras, dólares, euros, reais, etc., e a farsa continua e só terá fim quando voltar o Fiel e Verdadeiro. Somente Ele tem todo o poder para desmanchar a intrincada teia de sofismas e mentiras criadas em o Seu Santo Nome. “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10-11).
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21. Qual a Diferença?
David H. C. Reed, Teólogo Liberal e pregador da Igreja Presbiteriana de Nova York, na Madison Avenue, recebeu, em 1980, o título de Pastor do Ano. Dotado de excelente senso de humor, gosta de dar respostas pitorescas a determinados tipos de perguntas. Quando lhe indagaram qual a diferença entre o céu e o inferno, respondeu logo:
“A diferença entre o céu e o inferno é mínima. Estão ambos à mesma distância da terra, têm ambos o mesmo clima e os mesmos tipos de pessoas. A diferença real é que no CÉU:
Os Ingleses são os policiais.
Os Franceses são os cozinheiros.
Os Alemães são os engenheiros.
Os Suíços são os organizadores.
Os Italianos são os namorados.
Enquanto no INFERNO:
Os alemães são os policiais.
Os Ingleses são os cozinheiros.
Os Franceses são os engenheiros.
Os Italianos são os organizadores.
Os Suíços são os namorados”.
O que nos chama a atenção nesta brincadeira é que, no Inferno, os Italianos são os organizadores, portanto, os Administradores. Isso me faz pensar numa Igreja Universal dirigida por papas e bispos italianos, por centenas de anos. Sendo uma organização corrupta e desorganizada espiritualmente, tem, contudo, a maior fortuna do globo, à custa de apropriações indébitas dos bens dos “hereges”, isto é, Protestantes, Judeus, Ortodoxos e outros. E também da fábula do purgatório, que gera imensas divisas para os seus abarrotados cofres. Ela, a “Mulher Montada na Besta”, como a chama o grande escritor americano Dave Hunt, tem sido a responsável pela morte de milhões e milhões de pessoas em todas as guerras, principalmente nas duas Grandes Guerras. Segundo o escritor francês Edmond Paris, em seu livro “A História Secreta dos Jesuítas”, foi ela quem promoveu todas as guerras do planeta, através da instrumentalidade dos jesuítas.
Infelizmente a Teologia Liberal que assolou os Estados Unidos e a Europa, a partir do século 19, tem levado os Protestantes e os Evangélicos a aderirem ao Ecumenismo, unindo-se à maior inimiga de Jesus Cristo, a organização política, religiosa e financeira que usa o Seu Santo Nome apenas para usufruir riqueza e prestígio estupendos e cujo propósito, conforme previsto no Livro de Apocalipse, é dominar o mundo inteiro com a sua força e poder, sob a égide de Satanás.
Quando eu era adolescente, num colégio de freiras, havia uma tática perniciosa para induzir-nos a substituir o culto a Jesus, nosso grande Deus e Salvador (Tito 2:13), pelo culto a Maria. As freiras nos ensinavam que enquanto nossos pais, sendo homens, eram grosseiros e nos surravam por qualquer bobagem, nossas mães, sendo mulheres, sempre intercediam a nosso favor e afastavam a chibata ou palmatória de nossos pais furiosos. E acrescentavam: “o mesmo acontece com Jesus e Maria. Enquanto Ele fica furioso quando cometemos pecados e tenta nos atirar no inferno, Maria, a Santa Virgem Imaculada e todo poderosa Mãe, intercede a nosso favor e consegue afastar a ira de Deus e assim recebemos perdão. Mesmo porque Jesus faz tudo que ela pede. E quando morremos e vamos para o purgatório, se tivermos rezado o Rosário diariamente, ela vai até lá e nos tira e leva para o céu”. Que blasfêmia horrorosa, que pecado monstruoso contra o Espírito Santo! A Bíblia diz: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1Timóteo 2:5). Isso quer dizer que Maria, a santa mãe de Jesus na carne, não tem poder algum lá no céu, onde está repousando quietinha, aguardando o Julgamento do Tribunal de Cristo, onde todos nós teremos de comparecer um dia (2 Coríntios 5:10).
Leitor amigo, por amor à sua alma imortal e preciosa, dê o fora depressa dessa falsa igreja e se entregue a Jesus Cristo, o único que liberta de toda mentirosa religiosa, porque Ele é o Sustentador de todas as coisas e veio para nos dar vida abundante (Hebreus 1:3 e João 10:10).
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22. Preciso ler Tiago
Antigamente, quando eu lia o Novo Testamento, sentia um tremendo mal estar, sempre que chegava à Epístola de Tiago. Quando lia, por exemplo, “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? ... Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:14 e 26). Imaginava haver uma tremenda contradição entre esta Carta de Tiago e as cartas de Paulo – Romanos e Gálatas. Até que me dediquei seriamente ao estudo da Palavra e então me conscientizei de que a capacidade de praticar boas obras só Deus nos pode dar e elas são uma conseqüência da salvação em Cristo, segundo Filipenses 2:14 e Efésios 2:10. Contudo, ainda não me acostumei com alguns versos de Tiago, que me deixam com a consciência em brasa: “” (Tiago 3:5 e 8). Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. ... Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal” (Tiago 3:5,8).
Preciso ler Tiago, senão vou perder uma porção de amigo. Preciso ser mais comedida com a língua, se não quiser arranjar sérias encrencas em minha vida. Preciso seguir o conselho de Paulo dado em Colossenses 4:5-6: “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”. É o caso de perguntar: só com os que estão de fora? E os de casa, que são os mais chatos, porque estão sempre implicando com os nossos modos, com a nossa mania de ser, com tudo que a gente faz? Será que não podemos dar uma de doida? Ora, Tiago, você era do tipo fleumático (como meu marido alemão) e por isso sempre dava uma de pacificador com Pedro, Paulo e os demais.
Vou tentar temperar minhas palavras com sal, em vez de pimenta malagueta, como tenho feito até hoje. Vou tentar falar apenas coisas edificantes, deixando de me meter na vida alheia. Mesmo porque, como dizia Salomão, “Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Provérbio 16:25). Prometo fazer um grande esforço para andar no caminho certo, conforme nos ensina a Palavra Santa, sem me desviar nem para a direita nem para a esquerda. Tentarei viver somente em Cristo, “Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência”, e falar apenas com amor, pois “...o amor é o vínculo da perfeição”, segundo Colossenses 2:3 e 3:14.
Obrigada, Paulo, por tudo de bom que tenho aprendido com você. E vou continuar gostando mais de você do que de Tiago... Sabia? Mesmo assim, vou ler a carta dele, diariamente, para ver se melhoro este temperamento desgraçado, que tanto me tem atrapalhado na vida. Sei que Deus me usa assim mesmo, porém quero melhorar, senão, como já falei antes, vou perder os amigos todos e ficar na maior solidão!
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23. O Comedor de Pecados
Na Idade Média, o mundo vivia mergulhado em densas trevas por falta de cultura, moral e equilíbrio político-social. A Igreja Católica dominava com mão de ferro e todas as consciências viviam aprisionadas à idolatria, superstição e tradições absurdas. Por piores que sejam os tempos atuais não podem ser comparados àquela época. Hoje existe liberdade religiosa, política e social e os direitos humanos prevalecem em alguns países, principalmente depois da Reforma Protestante, que trouxe ao mundo a luz do verdadeiro Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
A Inquisição ia fazendo suas vítimas e no trono papal sentavam-se verdadeiros monstros de vida imoral, sedentos de sangue e poder. O povo, oprimido de todos os lados, buscava refúgio no ocultismo e quando convinha à “santa madre” ela ia queimando feiticeiros e bruxos, apossando-se das riquezas porventura existentes, atirando-os dentro de uma fogueira ou deixando-os apodrecer num calabouço.
Nessa época havia uma profissão singularmente conhecida como “Comedor de Pecados”. Quando morria uma pessoa abastada, chamava-se à sua casa um homem pobre e este diante do cadáver comia todas as iguarias ali colocadas como se fossem os “pecados do morto”. Em seguida ele recebia um punhado de moedas de prata, um chute no traseiro e era atirado à rua poeirenta ou enlameada, com palavras de maldição, levando algum resto de comida para a esquálida mulher e filhos menores. Ser “Comedor de Pecados” era ter a mais vergonhosa de todas as profissões. Quando morria, condenado e amaldiçoado, o filho mais velho tomava o seu lugar, mesmo porque jamais se dava emprego decente ao filho de um maldito “Comedor de Pecados”.
É pensando na triste figura do “Comedor de Pecados” que me apercebo do terrível sofrimento e humilhação de Jesus Cristo, o Deus feito homem, que veio ao mundo para suportar todas as injúrias e sofrimentos por amor da humanidade perdida. “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”, segundo a 2 Coríntios 5:21. E o pior é que sendo o Deus-Filho, da mesma essência divina do Pai, Jesus sabia que o seu sangue derramado na cruz do Calvário, total e suficiente para apagar todos os pecados da humanidade, seria aproveitado apenas por uma porcentagem mínima de pessoas. Porque Satanás iria usar as mil e uma religiões e seitas, a fim impedir que as pessoas viessem ao conhecimento da luz do verdadeiro evangelho, “poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Imaginemos o Deus bendito eternamente (Romanos 9:5), Rei dos reis e Senhor dos senhores (1 Timóteo 6:15), Sacerdote eternamente (Hebreus 7:17), o Filho a quem Deus constituiu herdeiro de tudo e por quem fez também o universo (Hebreus 1:2), Jesus Cristo, Grande Deus e nosso Salvador (Tito 2:13), pendurado numa cruz infame entre dois bandidos, morrendo na maior solidão, abandonado pelos parentes e discípulos e até mesmo pelo Pai, na hora extrema.
Contudo, após a sua gloriosa ressurreição, subindo ao Pai e sentando-se à Sua destra, Ele nos enviou o Espírito Santo para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. E foi assim que Satanás sofreu a grande derrota e está condenado ao lago de fogo, junto com todos os que lhe obedecem às ordens, através das religiões e seitas enganosas.
O florescimento dessas religiões e seitas nos mostra a sede de salvação e a tremenda ignorância das pessoas. A religião é uma praga. Somente Jesus Cristo e a Bíblia podem nos dar salvação. Quem lê e conhece bem a Bíblia jamais precisaria de um “Comedor de Pecados”, nem de um Purgatório. E jamais gastaria dinheiro com missas e indulgências por defuntos, nem também encheria os bolsos dos falsos pastores e mestres, porque está meridianamente claro na Palavra de Deus que toda a chance de salvação termina na hora da morte, e que não existe reencarnação nem Purgatório porque “... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27).
A salvação de nossa alma não pode ser comprada. É um dom gratuito de Deus através da fé depositada exclusivamente na Pessoa de Jesus Cristo. Reconheça que é um pecador perdido, arrependa-se de seus pecados e peça que Jesus entre em seu coração para ser o Salvador e Senhor de sua vida. Fique livre dos embustes das religiões e seitas. Tenha amor, alegria e paz em seu coração e seja feliz com Jesus Cristo, a única solução!
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24. Vamos falar de mulheres
As mulheres casadas de hoje se enquadram em três tipos principais:
1) As que andam na linha, procurando a todo custo viver bem com o marido e os filhos.
2) As que são destruídas por maridos machões, infiéis ou alcoólatras.
3) As que dão um grito de liberdade, pedem divórcio e muitas vezes, coitadas, acabam se casando com um homem pior que o primeiro.
Vamos falar de três mulheres da Bíblia, embora a terceira seja simbolicamente casada com a Lei de Moisés.
ESTER era uma jovem judia criada pelo primo MORDECAI, homem bom, que não mordia, nem caía, e lhe deu toda a segurança que só um bom pai poderia lhe ter dado.
0 Rei ASSUERO, monarca absoluto do Império Medo-Persa, o segundo dos quatro grandes impérios que governariam o mundo (conforme o livro de Daniel), estava dando um grande banquete. No sétimo dia de comes e bebes, sentiu saudades da Rainha Vasti, sua esposa. Mandou chamá-la imediatamente, com a intenção de exibi-la diante dos convidados, pois era muito bonita. Acontece que a Rainha Vasti estava também dando um banquete para as mulheres do Reino e não atendeu ao chamado do marido. ASSUERO ficou perplexo, achando inconcebível tal insolência. Consultou os Ministros do Reino. A Rainha perdeu a coroa, o marido e a própria vida, embora a Bíblia não esclareça esse último detalhe.
Meses depois, embora tivesse uma coleção de concubinas bonitas, o Rei ASSUERO estava insatisfeito e mandou que se recrutassem as jovens mais belas do Reino, para entre e!as escolher a nova Rainha. Foi aí que entrou ESTER, escondendo, é claro, a sua condição de judia. Durante um ano ela freqüentou a Clínica de Beleza do Palácio. usando óleos essenciais de mirra, aloe vera, oliva e alguns cremes de beleza, a fim de ficar digna de se apresentar ao Rei. Quando chegou o dia "D" Ester estava linda, elegante e sedutora e o Rei ficou perdidamente apaixonado por ela. Foi coroada Rainha, exatamente como Farah Diba seria, 2.500 anos depois, substituindo Soraia, sendo que Ester substituía Vasti. É curioso como a história se repete, hem?
As coisas iam correndo maravilhosamente para Ester e seu primo e pai adotivo, estava sempre por perto, discretamente. Até que o Primeiro Ministro Hamã começou a exigir que todos os súditos do Reino se prostrassem diante dele, (coisa típica dos autólatras... discípulos de Satanás), contra o que se insurgiu MORDCAI, que na certa teria preferido lhe dar uma boa mordida no calcanhar, em vez de se prostrar diante dele. Porque um judeu sério não se curva senão diante do Deus vivo, que é o Pai de JESUS CRISTO.
Foi quando Hamã resolveu mandar botar o PUR, espécie de jogo da sorte, para ver o futuro próximo. (Abro um parêntese para dizer que esse jogo era igual ao que artistas de TV costumam mandar fazer, tentando saber o futuro através dos búzios). 0 "pai da mentira que age através de todo tipo de feitiçaria, adivinhação e mediunidade, resolveu se manifestar e prometeu tantas coisas boas a Hamã que ele ficou mais inchado que um pavão, crente que seria o maior, pelo resto da vida. Convenceu o Rei ASSUERO a concordar com um decreto que mandava exterminar sumariamente o povo judeu, dali a alguns meses. 0 decreto foi distribuído por todas as províncias do Reino, tendo Hamã selado todos os documentos com o anel do próprio Rei. Pronto! 0 povo judeu ia acabar de vez, pensava Hamã, sem imaginar que isso jamais poderia acontecer com o povo de Deus, de quem iria nascer JESUS CRISTO, o REI dos REIS e SENHOR DOS SENHORES!
MORDECA! soube do complô e pediu a Ester que ela fosse à presença do Rei, a fim de implorar clemência para o seu povo, revelando, ao mesmo tempo, que era judia. Ester ficou morta de medo. Mas o seu patriotismo e a pressão do Espírito Santo deram-lhe coragem e ela foi procurar ASSUERO, correndo o risco de ser enforcada, porque nem mesmo uma Rainha tinha o direito de ir ao Rei sem ser chamada. Quando chegou diante do marido, trêmula de medo, Ester foi recebida com a ponta do seu cetro de ouro, em sinal de boas vindas. Convidou o Rei para um banquete, pedindo que levasse consigo o Primeiro Ministro. Hamã, ao saber do convite, ficou encantado, vendo o início da realização das promessas contidas no PUR. Dois dias mais tarde, lá estavam os dois homens comendo as iguarias de Ester. Ela começou a falar e o Espírito de Deus ia lhe ditando as palavras, de tal maneira que ela convenceu o Rei ASSUERO a anular o tal decreto de extermínio do povo judeu, mandando enforcar Hamã e família em lugar do MORDECAI, para quem Hamã já havia mandado fazer uma bela forca. MORDECAI foi nomeado Primeiro Ministro, em lugar de Hamã. Tempos depois, quando rebentou a rebelião dos gentios contra os judeus, estes se haviam armado até os dentes e venceram facilmente os inimigos. É que o feitiço virou por cima do feiticeiro!
Se Ester fosse hoje uma poderosa Rainha, governando o Oriente Médio, adeus extorsão no mercado do petróleo. Adeus mísseis russos no Oriente e Europa Oriental, adeus homens bombas e perseguição contra o povo de Deus. Os filhos de Sara (judeus) e os de Hagar (árabes) poderiam até entrar numa boa trégua, sem a ONU se metendo, sem resultado algum, com as suas fracassadas negociações.
A segunda mulher focalizada é RUTH.
Havia em Belém de Judá um homem chamado Elimeleque, da tribo de Efraim. Havendo fome em toda a Judéia, transferiu-se com a mulher e dois filhos para Moabe, onde os rapazes se casariam mais tarde com moças moabitas, as quais se chamavam Ruth e Orfa.
Anos depois, morrendo os três homens, ficaram viúvas as três mulheres e Noemi, esposa de Elimeleque, resolveu voltar à sua terra de origem. Mandou que as duas noras voltassem à casa dos pais. Orfa atendeu a sugestão, mas Ruth não quis separar-se da sogra, de quem muito gostava. Adotou a religião judaica e foi para a Judéia, podendo, assim, dar toda a assistência de que a sogra estava carecendo.
A pobreza era grande e Ruth se ofereceu para ir à roça de um parente do seu marido, um homem rico chamado BOAZ, catar grãos de trigo e algumas espigas, para matar a fome que as perseguia naquela terra, num contexto em que a mulher não tinha direito algum de trabalhar para se manter. BOAZ observou-a de longe, enamorou-se dela e logo a pediu em casamento. E Ruth, por ter sido uma boa nora, recebeu o privilégio de ser uma antepassada do Senhor JESUS. Porque BOAZ foi o pai de Obedes, que por sua vez foi o pai de Jessé, que veio a ser o pai de Davi, o grande Rei-Poeta de quem descendeu JESUS CRISTO.
Que isto sirva de exemplo a todas nós, que geralmente achamos nossas sogras rabugentas e não gostamos de concordar com as suas idéias, que sempre taxamos de antiquadas. Pensemos em Ruth e sejamos boas noras... Para mim foi facílimo dar este conselho, porque minha sogra morreu poucos anos depois do meu casamento e ainda estava separada por milhares de quilômetros e pelo Oceano Atlântico.
A terceira mulher é Ana, uma senhora culta, de meia idade, que nos dá uma boa lição de vida.
Ana casou-se em primeiras núpcias com um homem imperfeito, que vivia exigindo dela perfeição absoluta em todos os momentos e nas menores coisas. Criticava tudo que ela fazia ou deixava de fazer, mostrando como deveria comportar-se em cada momento. Acabou fazendo um decálogo, que deveria ser obedecido em todos os seus itens, acrescentando ao mesmo um sem número de regrinhas... tudo para confundir a cabeça da pobre Ana.
Ela tentava fazer tudo direitinho e nisso consumia todo o seu tempo. Já não tinha tempo de viver e muito menos de cuidar da aparência. Aí o marido começou a chamá-la desleixada, exigindo que se preocupasse mais com a aparência. Ana começou a freqüentar clínicas de beleza, comprava vestidos e sapatos e tentava ficar bonita e chique para aquele marido. Então ele começou a reclamar da despesa e a pobre Ana ficou tão estressada que desmaiava de tensão emocional, a ponto de ser socorrida freqüentemente. E assim Ana caiu em profunda depressão. De tanto obedecer a um marido exigente e egoísta, ela acabou desistindo de viver e só pensava em dormir... descansar para o resto da vida e a idéia de morte vivia em sua mente. Foi quando aconteceu uma tragédia. 0 marido morreu num acidente de carro, quando saia à noite de uma boate, em companhia de uma garota de programa. Foi um escândalo terrível e todos acharam que este seria o tiro de misericórdia contra Ana, mas não foi o caso.
Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8:28). Ana era mulher honesta, temente a Deus e não merecia um marido neurótico igual àquele. Começou a colocar sua vida em dia. Voltou a cuidar da aparência e foi logo em busca do seu Deus, voltando a freqüentar a igreja de que estava afastada nos últimos tempos. A vida era tranqüila, pois já não havia um chato para lhe torrar a paciência e em seu lugar existiam algumas compensações, como uma boa pensão, um belo seguro e a liberdade de ser ela mesma.
Uma noite ia saindo da igreja, quando avistou um homem de meia idade, alto e elegante, com um tipo de lorde inglês, olhando-a discretamente. A semana inteira Ana ficou relembrando aquela imagem máscula e ao mesmo tempo gentil, e mentalmente pedia a Deus que ele fosse livre e de bom coração. No domingo seguinte ele a procurou diretamente, contando ser viúvo, com uma filha casada e dois netinhos lindos. Ana começou a se sentir avó e seis meses depois estavam casados e muito felizes. Paulo e Ana formaram um casal tão perfeito, que os irmãos da igreja vibravam com o romance daqueles dois crentes fervorosos, que haviam encontrado tanta felicidade num segundo casamento.
Uma tarde, enquanto Paulo estava na companhia imobiliária onde ocupava o cargo de gerente, Ana foi arrumar uma gaveta e encontrou o decálogo do finado. Sentiu uma pena enorme daquele homem egoísta, que havia morrido em conseqüência dos seus próprios erros, lembrando Gálatas. 6:23: o salário do pecado é a morte. Ao mesmo tempo. Ana descobriu que estava cumprindo todas as exigências daquele decálogo, não por temor, mas por amor ao marido atual, que nada exigia dela, a não ser que fosse feliz.
Ana é você, sou eu, é qualquer uma de nós. 0 primeiro marido é a Lei de Moisés. 0 segundo marido é a graça de JESUS. Eis a diferença entre um “cristão” escravo da lei, dos dogmas e sofismas e um cristão evangélico livre para amar a Deus sobre todas as coisas. Quem conhece JESUS CRISTO e confia integralmente no poder do Seu sangue, sabe que tem a salvação eterna, pois o testemunho nos é dado pelo próprio Espírito de Deus. E desse amor que enche os nossos corações, por Deus e pelo próximo, resultam as boas obras, que praticamos por amor e não por temor do inferno.
Para que ficarmos preocupados com a salvação, tentando comprá-la a todo custo, se JESUS CRISTO já a comprou para nós, pagando à vista, sem desconto algum? Ele morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia, exatamente para nos libertar do império das trevas e nos transportar para o Seu reino de luz!
Se você, meu irmão católico, não entende esta verdade, comece a ler o NOVO TESTAMENTO. Nas cartas de Paulo Apóstolo, principalmente em Romanos e Gálatas, você vai encontrar todo o plano da salvação, que Deus nos deixou através da Sua Santa Palavra. Ela é imutável, eterna, preciosa, perfeita, fiel, inerrante, prática e quem se norteia por ela está na verdadeira trilha que leva ao Reino de Deus.
PAULO diz na carta a Tito 3:5-6: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador” .
E quem possui o Espírito Santo, senão os que pertencem a JESUS?
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25. Paulo de Tarso e Lídia de Tiatira
(Trabalho de ficção inspirado em Atos 16: 14,15 e 40)
Depois da Carta aos Filipenses, que tanto alegrou o coração de Lídia, Paulo teve tanto trabalho em Roma, onde se encontrava preso numa casa alugada, sob a guarda de um soldado romano, que não pôde mais escrever aos irmãos de Filipos.
Acontece que Lídia não sabia lidar apenas com púrpuras e corantes, mas dedilhava maravilhosamente a lira, belo instrumento musical que os gregos tanto apreciavam. Foi então que, sentindo muita falta de Paulo, começou a compor estes versos:
De Paulo me despedi,/ há treze dias, somente,/ e estes dias não vivi, /mas vegetei, simplesmente. /Viver sem cartas paulinas/ me alegrando coração/ faz-me esquecer as doutrinas/ que falam de salvação./ Vou pegar os pergaminhos/ e lê-los de uma só vez,/memorizando todinhos,/ do começo ao fim do mês. / Pra César Paulo apelando/ mostrou-se demais afoito./ E o verso 10 vou lembrando/ de Atos capítulo 18.
E ia Lídia assim, dedilhando a sua lira, pensando no apóstolo amado do seu coração, por quem vivia em constante oração a Deus, o Pai. E relembrando as horas de alegre empolgação que havia gozado na última campanha de Paulo, em Éfeso, sentiu enorme saudade daquele homem pequeno de estatura, mas tão grande em sabedoria divina. E chorou amargamente por não ter podido acompanhá-lo em mais viagens missionárias, como gostaria de ter feito. Se ele fosse libertado por Nero, talvez Lídia ainda tivesse a chance de dizer-lhe o quanto gostaria de trabalhar com ele na obra do Senhor. Porque ele, com o tremendo entusiasmo com que pregava, tornava interessantes todas as suas campanhas, principalmente porque não media as palavras e dizia tudo que lhe era ditado pelo coração. Homem de coragem, aquele Paulo. Ninguém poderia deixar de amá-lo, de admirá-lo, porque ele era, realmente, o maior apóstolo de Cristo.
E Lídia prosseguiu cantando em versos:
A solidão sempre inspira/ por minuto uma trovinha/ e eu de trovas fiz a lira,/ por estar sempre sozinha.
Quem poderia entender os sentimentos de Lídia em relação a Paulo? Ele era um santo homem, inteiramente dedicado ao serviço de Cristo. Ela era uma senhora de meia idade, viúva e dona de uma pequena empresa comercial. Jesus Cristo era o elo divino entre aqueles dois, que se amavam gentilmente, amando Cristo acima de tudo. Paulo amava Lídia por conhecê-la bem e por ser esta sua filha na fé. Fora ela a primeira pessoa na Macedônia a ingressar nas fileiras de Cristo. Era mulher dinâmica, entendida em vários assuntos e com excelente capacidade de comunicação com as pessoas, daí o sucesso do seu negócio, fato que também a tornava amada aos olhos de Paulo. Além disso, Lídia tinha mania de perfeição, tendo encontrado em Paulo todas as virtudes que tanto havia buscado no marido, um rico comerciante grego com quem fora casada por mais de vinte e cinco anos. Infelizmente, embora tendo sido um marido gentil e amoroso, ele não pudera compartilhar de suas necessidades espirituais e isso a deixara incompleta.
Lídia tinha viajado recentemente até Éfeso e, regressando a Filipos, encontrara tudo na mais perfeita ordem. Contou ao sócio no negócio de púrpuras e corantes a verdadeira razão de sua ida a Éfeso, que não fora propriamente fazer negócios, mas assistir às pregações de Paulo. Os negócios, contudo, foram tão bons, e Lídia trouxe tantos pedidos, que o sócio até lhe sugeriu que deveria fazer mais viagens desse tipo, o que agradou sobremodo o coração da purpureira. Quanto ao líder da igreja de Éfeso, sabendo o que se passava no coração de Lídia, falou: "Quando o coração nos pede algo que não vai de encontro à sã doutrina, podemos obedecer-lhe, a fim de nos alegrarmos um pouco. Ao contrário de Paulo, que teima em se gloriar somente na cruz de Cristo" (Gálatas 6:14).
Sendo Lídia mulher ativa, de forte personalidade, deu graças a Deus pela compreensão dos dois anciãos, a quem costumava dar contas de seus atos e que, por sinal, eram sempre severos com relação àquela viúva convertida ao evangelho da graça. Ela temia que não entendessem o seu amor por Paulo, esse amor-ágape de que ele fala na primeira carta aos irmãos de Corinto, capítulo 13. Que riqueza de carta. Como Paulo soube exprimir a beleza e grandeza do AMOR, o único sentimento que resistirá à eternidade. Lídia cantava assim:
Eu faço versos apenas/ por achar nisto prazer./ E as rimas brotam serenas,/ mesmo até sem eu querer. / E quando na lira pego,/ desabafa o coração/ da tristeza que eu carrego/ por Paulo estar na prisão.
Dizia ela que poderia sobreviver sem Paulo, pois tinha Jesus no coração e Ele preenchia suas horas de solidão e angústia. E justamente o fazia, dando-lhe através do CONSOLADOR, que é o Espírito Santo, inspiração para compor trovas e poemas para o seu amado Salvador, o Senhor Jesus, e também para o apóstolo amado do seu coração. Como sentia saudades de Paulo, daqueles olhos cansados e gastos no trabalho noturno da confecção de tendas de pêlo de camelo, a fim de não se tornar pesado aos irmãos em Cristo!
Lídia morria de saudades e ia cantando:
Saudade do homem magrinho / que fala de salvação/ e está guardado inteirinho, / dentro do meu coração. / Saudade daquele ardor/ com ele prega Jesus, / que morreu por nosso amor / pendurado numa cruz. Saudade do gênio forte,/ que a todos fá-lo enfrentar. / Diz não ter medo da morte, / pois vai Jesus encontrar.
Como foi que Lídia conheceu Paulo? Certo dia, após ter concluído suas tarefas diárias, ela foi até o lugar de oração e lá se juntou às mulheres judias que louvavam e glorificavam o Deus de Israel. Lídia se sentia inclinada ao Judaísmo, pois sempre havia detestado a idolatria dos povos pagãos. Lídia fora predestinada, antes da fundação do mundo, para ser uma santa em Cristo, separada para o seu trabalho. Paulo havia chegado recentemente à Macedônia, tendo sido em Filipos que fez sua primeira pregação evangélica. Ali ele começou a falar que Jesus era o Messias prometido a Israel, há milhares de anos, no Velho Testamento, principalmente no Livro de Isaías, o qual faz um relato completo dos terríveis sofrimentos pelos quais iria passar o Messias, por amor do seu povo e de toda a humanidade. Lídia havia escutado atentamente, caíra em prantos, entregara sua vida a Jesus e logo começara a amá-lo intensamente. Convidou em seguida os missionários para se hospedarem em sua confortável residência. Paulo e os companheiros aceitaram a hospitalidade da nova convertida, o que aconteceria, sempre que voltassem a Filipos. Daí em diante Lídia passaria a amar Paulo de todo o seu coração e cantava:
Eu amo alguém que nasceu / num claro dia de março./ O meu pensamento é seu./ Seu nome é Paulo de Tarso.
De fato, ela nem tinha certeza de que Paulo houvesse nascido em março. Só que "março" rima com "Tarso". (Naquele tempo Manuel Bandeira e Drummond não haviam ainda levado a poesia a jorrar como a pororoca amazônica, sem rima e, às vezes, até sem métrica).
Às vezes Lídia se indagava por que amava Paulo com tanto ardor? E ela mesma respondia:
AMO Paulo porque ele ama Jesus e deseja ardentemente morrer por Ele. Também quero morrer por Jesus, e assim poderemos nos encontrar um dia, lá no céu...
AMO aquela paixão que ele tem pelo Evangelho da Graça, pela pressa que ele tem de pregar o mesmo, pela paixão que sente pelas almas perdidas. Essas almas não leram ainda o que Paulo escreveu em Gálatas 5:1: "ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão". Elas ainda não sabem que "Se confessarmos os nossos pecados, ele (Jesus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça", Também não sabem que "o sangue de Jesus Cristo...nos purifica de todo o pecado". (1 João 1:9 e 1:7).
AMO a sua inteligência brilhante e a imensa cultura, reconhecidas e atestadas até mesmo pelos seus piores inimigos.
AMO a coragem indômita que o transforma no maior pregador do evangelho de Cristo, levando através de suas epístolas e pregações tantas pessoas às Sinagogas, onde ele, destemidamente, afirma que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.
AMO o seu corpo castigado pelos sofrimentos e torturas físicas a ele infligidos pelos judeus, através das autoridades romanas.
AMO as marcas de dor e sofrimento nesse corpo, porque elas são as marcas de Jesus (Gálatas 6:17).
AMO o seu rosto macerado pelo cansaço físico das constantes viagens missionárias e pela escassez de alimentos. Quando Paulo escreve a sua Teologia, sempre o faz em jejum, dizendo que o Espírito Santo atua melhor num corpo mortificado e as idéias fluem mais naturalmente. Por isso ele vai ficando cada dia mais magro, dentro daquela túnica folgada.
AMO os seus olhos amortecidos pelo cansaço físico das longas vigílias na oração e no estudo da Palavra de Deus.
AMO o amor-ágape que ele esconde em seu coração por minha ínfima pessoa, o qual nunca se permite demonstrar, temendo que isso venha atrapalhar a sua meta de santificação em Cristo. Mas sei que esse amor existe. É como uma plantinha subnutrida que vai aos poucos se desenvolvendo, até chegar a ser árvore. Porque nas horas da verdade das frias madrugadas de inverno, depois de ter escrito a sua Teologia, Paulo às vezes descansa numa parcial entrega de carinho ao amor de sua Lídia. Então apanha uma folha de papel em branco e vai derramando sobre a brancura da mesma, palavras de afetuoso agradecimento àquela que sempre o chama de "bem-amado cigano do evangelho de Cristo".
Foi assim que Lídia entendeu porque tanto amava Paulo, aquela "peste e promotor de sedições", como o chamavam os seus inimigos.
É provável que Lídia e Paulo tenham sofrido o martírio. Ele, em Roma, sob as ordens de Nero. Ela, em Filipos, sob as ordens de algum governador romano implacável. Lídia se horrorizava ao pensar que Paulo seria martirizado por causa do evangelho, mas ele fazia questão de dizer que "a palavra de Deus não está algemada" (2 Timóteo 2:9).
Talvez nesse tempo haja começado a cruel perseguição aos santos de Cristo, a qual iria prosseguir por dois mil anos, primeiro sob os judeus e romanos e, mais tarde, no império romano, com o nome de "cristão", o qual iria perseguir e dizimar, implacavelmente, todos os judeus e verdadeiros cristãos, até o dia em que viesse um governante pior do que Nero, já no sétimo império romano, o qual seria o "homem do pecado" (ou Anticristo), mencionado por Paulo na 2 Tessalonicenses 2:1-12, e no Livro de Apocalipse, capítulo 13, escrito pelo apóstolo João, o discípulo tão amado por Cristo...
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26. Liberdade Sexual
Quem lê jornais e liga a TV esta sempre sabendo de casos de moças de boa família que vão a motéis em companhia de namorados ou de homens casados, com idade suficiente para serem seus pais. As moças de hoje são tão desavergonhadas que se entregam aos namorados no dia em que se conhecem. Sua pureza já não vale mais do que um jantar em restaurante de segunda categoria, pois se entregam aos homens com a maior facilidade. E quando acontece uma tragédia, como a do casal de namorados que foi acampar num sítio abandonado e foi trucidado por bandidos, todo mundo fica chorando e lamentando o fato. Contudo, o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23).
A praga do motel é uma realidade. Na Estrada Rio-Petrópolis e na Barra da Tijuca há tantos que um pobre e infeliz pecador pode escolher à vontade o local onde cometerá o seu próximo adultério, sem ser molestado por quem quer que seja. Os traficantes e assaltantes até respeitam esses locais de pecado, pois recebem gordos lucros nos delitos cometidos pelos casais.
Uma companheira do Rotary, no ano 1980, chegou ao cúmulo de pedir ao marido para levá-la a um motel da moda, no que foi prontamente atendida. Mais tarde ela descrevia com detalhes o requinte da decoração em negro, com luzes violeta, coisa tão diabólica e sensual, que parecia uma cena do filme 0 EXORCISTA. Aliás, tem de haver apelo demoníaco nesses motéis, pois Satanás é o autor de tudo que leva à ruína moral e espiritual do homem.
Lembro-me dos artigos do Diretor de um jornal caxiense que, naquela época, fez tremenda campanha contra os motéis adjacentes, tendo sido ameaçado de morte, pois corre dinheiro a rodo nesses antros de pecado. As novelas costumam mostrar cenas de motéis, muitas vezes entre marido mulher legalmente casados, a fim de apaziguar as consciências mal formadas, fazendo com que tudo pareça normal. Como novela dita moda, imaginem o lucro que tais cenas devem proporcionar aos bolsos dos donos de motéis. As novelas mostram homossexualismo e lesbianismo, também, com a maior naturalidade, defendendo todo tipo de pecado. Estamos na era da iniqüidade generalizada e as pessoas ainda se admiram da violência. O pecado é que gera a violência e uma sociedade que acha o pecado normal sempre se torna vítima da violência, mais cedo ou mais tarde.
Nos anos 1980, certa mulher estava passeando na Av. Rio Branco, no RJ, quando avistou um homem de boa pinta. Trocaram olhares e meia hora depois já estavam no motel mais próximo. Ela estava bem vestida, usava jóias de alta qualidade e tinha a carteira cheia de dólares, pois o marido era um empresário de sucesso.Tiveram um encontro regado a champanhe francesa e, depois da experiência, enquanto a mulher tomava banho, o "cavalheiro", já vestido, pretextou uma saída para pedir mais vinho. Saiu, deixando a surrada capa de chuva ostensivamente pendurada no espaldar da cadeira.
Quando acabou de se vestir, a mulher, que era alta funcionaria de um Ministério, notou que suas jóias e a carteira haviam desaparecido. Boa lição para uma pessoa que, dizendo-se sexualmente liberada, não passa de uma mulher vulgar, insensata e libertina. Se isso acontecia nos anos 1980, imaginem agora, quando a iniqüidade já se multiplicou tremendamente!
Ninguém pode ir de encontro à Palavra de Deus, que diz textualmente: “0 salário do pecado e a morte” (Romanos 6:23). Quantas vezes uma jovem de boa família entra num desses motéis e nunca mais vê a luz do dia, vitima da violência do sexo e das drogas que imperam lá dentro. 0 sexo, o álcool, o fumo e as drogas são as armas de que se vale Satanás para aumentar o seu número de vassalos. Quem é escravo do pecado é escravo de Satanás. Está morto espiritualmente e não adianta dar como desculpa que “estamos vivendo em novos tempos, quando tudo é permitido...”
A melhor política do mundo é ser honesto. Honesto no corpo, honesto nos negócios, honesto nas relações de amizade. A pessoa desonesta é uma vítima da tensão emocional, tornando-se infeliz e insegura. Teme ser descoberta em seus deslizes, mesmo tendo em vista a permissividade da sociedade hodierna. Todo mundo quer parecer melhor do que é, na realidade. Por isso a pessoa que se deixa escravizar por um vício é mentirosa e desleal com a família, tentando sempre esconder sua mazela moral. Quem serve a Deus, andando em honestidade, tem a aprovação dos homens e vive incomparavelmente melhor. Não existe melhor recompensa para a honestidade do que deitar a cabeça no travesseiro e dormir como um anjo! Quem tem JESUS CRISTO no coração gosta de andar na luz e não pode se deixar escravizar por vício algum. PAULO diz que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convêm. Seguindo os ensinamentos da palavra de Deus, Ele nos enche de gozo e paz, para nos tornarmos cheios de esperança, no poder do Espírito Santo. (Romanos 15:13).
A mulher que tem uma vida sexual liberada, quer seja casada, divorciada ou solteira, vive eternamente frustrada e perde o respeito de si mesma. Haja vista essas heroínas de novelas. Elas são livres como pássaros, mas, ao mesmo tempo, são inseguras, amarguradas e insatisfeitas. Elas sofrem e a TV mostra isso como uma coisa humana, bonita e normal, a fim de apaziguar as consciências dos escravos do pecado.
Quanto mais a mulher se libera sexualmente, menos liberta fica. Liberta do que chamam de tabus, ela vai cair numa escravidão mais séria: a psicose da liberdade sexual. Tem a palavra, o meu querido PAULO Apóstolo, com Romanos 12:2: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Por mais que um homem ria na cara de uma mulher, quando esta recusa um convite para um encontro íntimo, ela pode estar certa de que ele a respeitará por isso. Contudo, se ele insistir, que se use o clássico desaforo: “por que V. não convida a Sra. sua mãe? “ Garanto que ele depressa vai deixá-la em paz. Minha irmã D., já falecida, era funcionaria de uma grande companhia de eletricidade. Ela contava que havia perdido o contato com a maioria das colegas. Quando conversava com uma em separado, tudo bem. Mas quando se juntavam duas ou mais, o assunto caía logo em sexo, motéis, encontros, etc... Minha irmã, que era uma pessoa de vida inteiramente dedicada a Deus e à família, ficava vermelha como um tomate e se calava imediatamente.
Minha filha Margarete foi convidada, quando estava na casa dos 20, pelo nosso vizinho de sala comercial em Copacabana para um “jantar” na Barra. Sócio principal de uma empresa de cinema que produzia “pornochanchadas”, ele estava habituado a variar de parceira pelo menos três vezes por semana. Ficou perplexo quando, ao receber o convite, Margarete concordou sorrindo: “Aceito o convite. Mas V. vai ter de me apanhar em casa. Vou levar papai, mamãe e um bebê de colo que adotamos há pouco tempo!”
0 mal das mulheres da geração de 1980 para cá é pensarem que se emanciparam pelo trabalho. Elas cometem o grave erro de achar que só porque ganham alguns trocados, já podem se considerar emancipadas sexualmente.
Quando completei 17 anos de idade, meu velho pai sertanejo, lá no Crato, em 1947, deu-me a ler o livro “Nossa Vida Sexual” de Fritz Khan. Depois me deu um conselho que jamais esqueci em toda minha vida: “Minha filha, V. agora vai sair para estudar na capital e viver longe da proteção de seus pais. Cuidado com os gaviões. Lembre-se que a coisa mais importante que uma mulher tem é a sua pureza. Enquanto ela é pura, é uma rainha. Quando perde a pureza, ela se torna escrava do homem. Cabe a você escolher entre as duas posições”.
Apesar de ser um grande pecador, meu pai também era um sábio em matéria de vivência no mundo. E se ele tivesse naquele tempo os conhecimentos bíblicos que hoje tenho, com a graça de Deus, teria acrescentado três versos de PAULO: “E não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta”. (Efésios 5:11-13).
Quando uma jovem comete qualquer deslize, hoje em dia, todo mundo põe logo a culpa nos pais. Mas a maior culpada é a escola, onde se ensina liberdade sexual desenfreada. Em vez de pregar castidade os professores ensinam a usar a “camisinha”. Que moral existe nessas escolas? Por isso é que temos aluno matando professor e colega matando colega. Já não há um limite entre o bem e o mal! Quantos professores, depois da aula, vão ao encontro de alunas, que eles mesmos perverteram com as suas aulas imorais!
A maior arma de Satanás, quando quer derrubar um país, é infiltrar-se, através de seus agentes, com drogas, sexo, subversão, etc. Isso é tão comum nos países católicos, onde a idolatria dá vez ao diabo! Presa dos vícios os jovens perdem toda a noção de dignidade e negociam a pátria, a família e a alma, com a maior facilidade! Esse foi o caso daquela jovem de boa família, que, junto com o namorado viciado em drogas, assassinou friamente o pai e a mãe, enquanto estes dormiam, chocando o país inteiro! E daquele moço que assassinou a avó que o criara com todo carinho. O pecado transforma o homem num monstro, pior do que a mais temível de todas as feras da floresta!!!
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27. Geração em Agonia
A maioria dos jovens, a partir dos anos 1980, vive desnorteada como baratas, sob jatos de inseticida Eles andam zaranzando pelas ruas, praças, cinemas e discotecas, até cair de exaustão ou mesmo mortos. Alguns morrem por dose excessiva de drogas, outros na roleta russa, outros participando de atos terroristas, de seqüestros, adultérios, roubos de carros, assaltos a Bancos, etc. Os valores foram invertidos. Veja-se o caso daquela filha do milionário americano, que nos anos 80 foi raptada, violentada física e moralmente por uma lavagem cerebral à base de drogas, depois foi transformada numa assaltante de Banco, terrorista e coisas assim. Sem falar na filha daquele casal que no ano 2002 matou os próprios pais, junto com o namorado. É a autêntica iniqüidade generalizada de que fala Jesus em Mt. 24:12, a qual se multiplica dia a dia, invertendo os valores reais da humanidade.
0s jovens perderam completamente a noção da diferença entre o bem e o mal. Já não têm um líder, como a geração de seus pais. Em vez de JESUS CRISTO, modelo de perfeição em todos os sentidos, nos anos 1970/80 copiavam Che Guevara, Elvis Presley e James Dean, homens pecadores e corruptos, que morreram vítimas de seus próprios desmandos. Contam que Elvis Presley, viciado em drogas e cheio de mazelas físicas e morais, era tão infeliz que vivia buscando uma saída. Morreu sem encontrá-la, porque se deixou idolatrar de tal maneira, que foi afogado no pecado da autolatria. Hoje a meninada copia os roqueiros do “heavy metal” e os personagens ocultistas entregues pela TV. O herói máximo agora é Harry Potter, que vai conduzir a novíssima geração às profundezas da Nova Era.
A violência impera em toda parte. 0s jovens com boa formação moral e religiosa, principalmente os de classe média baixa, que têm de trabalhar durante o dia e estudar à noite, em geral não têm tempo para badernas. Mas os menores abandonados, que se tornam delinqüentes, são um grave problema para a sociedade. A FEBEM está repleta desse tipo de meninos. Também os filhinhos de papais ricos, com gordas mesadas e nenhum respeito pelos "velhos", vivem se metendo em encrencas. Causam problemas aos pais e dão prejuízo ao governo.
No mundo há duas forças. 0 BEM, que provém de Deus Pai, na Pessoa do seu Filho JESUS CRISTO, agindo através do Espírito Santo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). 0 MAL é representado por Satanás e sua imensa corte de espíritos diabólicos, que usam as infelizes criaturas de Deus para conseguir povoar o seu enorme império de trevas. Segundo PAULO, em Efésios 6:12: “... não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.
Se em vez de pregar tanta liberdade sexual nas escolas, os professores ensinassem a Palavra de Deus, o mundo seria bem melhor! A Bíblia funciona até mesmo em doses homeopáticas. Antigamente a religião oficial deste país ministrava doses infinitesimais da Palavra de Deus. E mesmo assim a juventude era saudável espiritualmente. Mais recatada, menos rebelde, menos cínica, menos agressiva, menos insegura, menos infeliz. Nos países onde ela foi ensinada liberalmente, como a Suíça, Alemanha, Holanda, Suécia, Dinamarca e Estados Unidos, o progresso veio a passos rápidos. A Suécia, até os anos 1970, era o pais mais perfeito do mundo em todos os sentidos. Aí veio a liberdade sexual absoluta. Hoje é um antro de perdição, com drogados circulando em toda parte.
Quando ministrada em terreno fértil, a palavra de Deus frutifica a cem, sessenta e trinta por um, mas agora é proibido ensinar religião nas escolas, a Bíblia é considerada “livro violento” e, assim, o mundo vai de mal a pior. Caindo a zero o estudo da doutrina cristã, a juventude começou a ler apenas revistas em quadrinhos, revistas e livros pornográficos, assistindo ao mesmo tempo a filmes imorais e violentos, nas telas do cinema e da televisão.
0 homem já nasce com o germe do pecado. Crescendo em ambiente sadio, pode se tornar um cidadão decente e formar uma sociedade livre e organizada. 0 mundo de hoje é um caos. Ninguém se entende. Ninguém respeita ninguém. Até os dirigentes de grandes potências mundiais perderam a noção do ridículo e ficam trocando tremendas ameaças, através da TV e dos jornais. Em qualquer parlamento da Europa já se pode ver a falta de compostura dos parlamentares, sem falar no Brasil, onde a coisa é tenebrosa. Nesse ambiente de decadência moral, o homem regride vergonhosamente. Até mesmo nas artes ele mostra a sua decadência. Em vez de belas pinturas clássicas, impressionistas ou mesmo expressionistas, temos a arte moderna, que é um amontoado de borrões sem nexo, que os falsos eruditos classificam de genialidade.
Em lugar da música clássica, sacra ou folclórica, temos hoje um amontoado de sons atonais, gritos histéricos e urros animalescos, chamados de "rock", "rag" e outros nomes igualmente animalescos. Para substituir a alta literatura, a poesia e o romance, temos livros "bestsellers", como Tubarão, o Chefão e outros desse tipo, que rimam com a palavra cão, uma das formas pelas quais o diabo é conhecido no Nordeste.
Coitados dos jovens dessas últimas gerações adubadas com coca-cola, hamburger e rock'n roll! Estão todos mortos... Fedendo... há muito tempo. Só vão acordar no dia do estouro final. Estão perdidos, desesperados e sem rumo. Seus pais, que trocaram a igreja domingueira pelos clubes, campings e praias, são todos dignos dos filhos que possuem, porque também estão mortos em seus delitos e pecados.
E seria tão simples salvar o mundo se ele quisesse ser salvo! Bastaria apelar para JESUS CRISTO, Senhor e Rei do Universo, usando o livre arbítrio que Deus deu a cada um, para a condenação ou a salvação eterna. Infelizmente, porém, eles deixaram de ver a diferença que existe entre o BEM e o MAL. Contudo, PAULO Apóstolo aponta o caminho, em Efésios 5:14-17: “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor”.
Se a verdadeira doutrina cristã pôde salvar o mundo pagão dos primeiros séculos e o mundo efervescente dos séculos XV e XVI, por que não pode salvar também o mundo atual, oscilante entre as potências nucleares e as religiões fundamentalistas?
DEUS É MAIOR do que qualquer força humana, porque foi Ele quem criou TUDO do NADA!
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28. Serão boas todas as Religiões?
Tive uma irmã (Rosa) de quem gostava muito, a qual durante 17 anos vestiu o hábito de freira. Lembro-me que nos anos de noviciado, quando ficava doente, minha mãe tinha de pagar até a aspirina que ela porventura precisasse tomar. Por outro lado, quando minha mãe adoecia, não lhe era permitido sair do convento para visitá-la, embora se tratasse de uma ordem religiosa aberta, cujas freiras viviam percorrendo o Brasil em busca de ajuda financeira e abrindo colégios em varias cidades.
Quando terminou o Curso Normal minha irmã não demonstrou grandes aptidões para o magistério, demonstrando, contudo, muito jeito para enfermagem. Mandaram-na para o interior de São Paulo, mais precisamente para a cidade de Pontal, a fim de trabalhar na Santa Casa. Lá chegando, habituada ao linguajar cearense, certo dia ela causou uma verdadeira revolução no hospital, quando usou um termo típico no Nordeste brasileiro. No Ceará a palavra "descansar" significa dar à luz. Daí que minha irmã, ao ser indagada pelo telefone, por uma tal Sra. Schmidt se a esposa de um dos seus empregados já havia dado à luz, deu esta resposta: “Minha senhora, a paciente já descansou e a criança está passando bem”. Algumas horas mais tarde o hospital foi invadido por um grande número de parentes da parturiente, que vinham recolher o cadáver para o sepultamento, julgando-a morta. Minha irmã foi chamada a depor sobre a "brincadeira de mau gosto", quase perdeu o emprego, escapando por um triz de ser mandada de volta ao seu convento, no Crato, Ceará.
Outra vez, chegando atrasada ao Pronto Socorro de Sorocaba, onde trabalhava, olhou para alguns médicos que se achavam na sala e foi se desculpando: “Pois é, além de chegar atrasada, ainda estou assanhada demais!” 0s médicos se entreolharam, ignorando que "assanhada" no Ceará significa "despenteada". Então o médico chefe, chamando-a a um canto da sala, explicou-lhe o verdadeiro significado do termo "assanhada", pedindo que jamais o repetisse em São Paulo, pois não ficava bem para uma senhora de respeito, mormente quando se tratava de uma freira!
Em 1981, visitando-a em seu belo apartamento em São Paulo, tivemos oportunidade de falar sobre o meu livrinho SOU LIVRE, que fora recentemente editado naquela cidade. Minha irmã, embora tivesse deixado o convento há uns 10 anos, continuava papista doente, dirigida por um bispo católico, que, por sinal, também fora meu amigo, antes da minha conversão a JESUS CRISTO. Depois que me tornei a ovelha negra da família, não mais acreditando nem seguindo os dogmas da santa madre, perdi uma porção de amigos católicos.
Tendo lido o livro há mais de dois meses, ela retraiu-se completamente, não me falando dele em momento algum de nossa convivência quase semanal, através de cartas e telefonemas. Como estava habituada ao desprezo da família, desde que deixei a “santa madre”, cumprindo a ordem de Apocalipse 18:4, não me preocupei com o seu silêncio, alias não só da parte dela como das outras irmãs que ajudei a criar e educar com muito carinho e que viriam a aceitar Jesus, anos mais tarde. Sei que não gostaram do livro, mas como não têm conhecimentos bíblicos para refutar os argumentos nele apresentados, todos, aliás, embasados na Palavra de Deus, preferiram ignorar a existência do mesmo, tentando, assim, ficar de bem comigo. Mas esta irmã, que tinha o mesmo temperamento colérico que eu tenho, sendo eu sanguínea e ela melancólica, resolveu me abordar sobre o assunto, taxando-me de radical em matéria de religião e dizendo que estou desperdiçando o meu grande potencial evangélico, escrevendo livros que atacam os irmãos na fé, etc. Ela era ecumênica.
- Mary, eu acho que todas as religiões são boas e levam a Deus e à salvação eterna.
É isso aí. Quem não estuda a Bíblia, (como minha irmã, por exemplo), pode falar isso e muito mais, julgando-se um modelo de amor ecumênico. 0 caso é que, sem querer, ela que foi freira por 17 anos, dizendo-se esposa de JESUS CRISTO, e usando até o dia de sua morte uma aliança na mão esquerda, em sinal de fidelidade ao Mestre, chamou-O de mentiroso. Jesus fala em João 14:6: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Se todas as religiões são boas e levam a Deus, conclui-se que JESUS CRISTO foi um tremendo contador de lorotas, quando disse que ninguém vai ao Pai senão por ele. Ele diz ainda que A Palavra de Deus é a verdade. (João 17:17). Ora, a Palavra de Deus é a Bíblia e ela condena toda e qualquer religião que não seja fundamentada na Pessoa única e todo-suficiente salvadora de JESUS CRISTO. Como nestes versos da Primeira Carta de João, que foi o Apóstolo mais amigo, mais querido e mais próximo de JESUS, em todos os momentos do seu ministério: “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” (1 João 5:10-15).
Está meridianamente claro, como a luz do sol ao meio dia, que todo aquele e somente aquele que crê em JESUS CRISTO como o Filho de Deus tem a salvação garantida, ou melhor, tem a vida eterna, sendo salvo, a despeito dos seus pecados. Então eu perguntei a minha irmã: “os orientais, que seguem Buda, Maomé, Confúcio e outros fundadores de religiões, algumas delas com milhões de deuses, porventura estão salvos?” Minha irmã responderia: “acho que sim! “ Mas a Bíblia responde: “claro que não”. E apesar de todo o meu amor por essa irmã, prefiro ainda acreditar na Bíblia, que é a verdade, segundo JESUS falou.
E tem mais. JESUS CRISTO é o único Mediador entre Deus e os homens. (1 Timóteo 2:5). Então as nossas senhoras em que ela acreditava enquanto vivia eram todas fajutas. Só existem na imaginação fértil dos teólogos papistas e na crença dos ignorantes da santa, inerrante e eterna Palavra de Deus. Que adianta achar isso ou aquilo? Antes de acharmos qualquer coisa, temos primeiro que procurá-la e só na Bíblia vamos encontrar todas as respostas de que necessitamos para as perguntas que nos surgem no dia a dia. Se os judeus tivessem aceitado JESUS CRISTO como o Messias prometido, o Filho do Deus vivo, não teriam sido expulsos de sua terra por 2.000 anos, nem teriam sido perseguidos, massacrados, injuriados e quase dizimados no mundo inteiro, nas mãos dos tiranos, que o próprio Deus usou para os castigar do desprezo dado à sua Palavra, que apresentava JESUS CRiSTO como o Messias prometido há milhares de anos.
A Bíblia prega a soberania absoluta de Deus. Isso quer dizer o controle absoluto de tudo que existe nos céus e na terra. Tudo é governado pelo Seu Espírito, que sendo onipresente, onipotente e onisciente, rege todo o Universo criado para ser entregue ao Filho. Assim. o Espírito Santo é o único legítimo Vigário de JESUS CRISTO e não o papa, como minha irmã acreditava e todos os católicos ingenuamente acreditam ser. Não existe sacerdote algum neste mundo, desde que JESUS CRISTO expirou na cruz. Ele é o único Sacerdote do Deus Altíssimo. segundo (Hebreus 7 :17-28) e todos os que se intitulam sacerdotes estão lhe roubando o título, que somente a Ele pertence por direito, sonegando, assim, a glória que só Ele e mais ninguém tem o direito de receber. Não existe Pontífice algum, (Sumo Sacerdote), a não ser JESUS CRISTO e quem assim se intitula é um usurpador, tornando-se vigário, no mau sentido da palavra.
Da soberania de Deus decorre a soberania de Sua Palavra e por isso todos os que a conhecem ficam intimamente felizes e satisfeitos em fazer dela a sua única regra de fé e prática. Porque tudo que nela se encontra foi inspirado por Deus através do Seu Santo Espírito e não inventado por um colégio de homens vestidos de escarlate (que, por sinal, é a cor da montaria da amazona de Apocalipse 17), com o fito de iludir os ignorantes, enriquecendo à custa do nome santo e bendito de nosso Senhor JESUS CRISTO. PAULO tanto previa as deturpações do Evangelho de Cristo, que escreveu em Romanos 1:18 e 25: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça... Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”
A teologia católica tem substituído ao longo dos seus 16 séculos de existência as verdades cristalinas das Sagradas Escrituras por mandamentos de homens, decretos de concílios, tradições obsoletas e uma porção de dogmas fraudulentos. As verdades contidas na Palavra de Deus, que são as Escrituras Sagradas, não rasuradas por traduções encomendadas pelo Vaticano, são a nossa garantia e para defendê-las nós, os crentes convertidos ao legítimo Evangelho de JESUS CRISTO, temos obrigação de dar a própria vida. E se como crentes evangélicos temos obrigação de dar a vida em defesa da Palavra de Deus, muito mais temos de levá-la aos irmãos que tateiam na escuridão espiritual. Por isso é que, mesmo tendo enfrentado a zanga da família, (hoje quase toda convertida) dos amigos e até de algumas clientes, em meu tempo de empresária, prossegui empunhando a Espada do Espírito (Efésios 6:17), certa de que em momento algum serei vencida pelos dardos inflamados do maligno (Efésios 6:16), porque Deus é quem efetua em mim tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Filipenses 2:13).
Dizia minha irmã que vivemos numa época de amor e paz entre os cristãos e que estou usando mal os meus conhecimentos, tentando desunir os cristãos com os meus livros radicais. Sempre discordei daquela mulher inteligente e maravilhosa que foi uma de minhas irmãs prediletas, para dizer que não estamos vivendo em época de amor e paz. Pelo contrario, nunca se usou tanto as palavras amor e paz da boca para fora, somente. Nunca houve tanta briga de empregados contra patrões, de filhos contra pais, de irmãos contra irmãos, como nestes últimos anos. Nunca houve tanta violação dos direitos humanos, (expressão criada para valsar de boca em boca, somente), como nestes últimos anos. Nunca houve tantos seqüestros, assaltos, assassinatos, terrorismo, como nestas ultimas décadas. Esta, por acaso, pode ser chamada uma época de amor e paz? João teria a frase exata para o momento angustiante que vivemos agora, em Apocalipse 12:12: “...Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo”.
A liberdade sexual desenfreada, os vícios como o fumo, o álcool, as drogas e outros são as armas que o diabo tem usado para subjugar os que lhe pertencem. Enquanto minha irmã ficava duas a três horas sentada diariamente em frente à TV, assistindo novelas, eu lia a Palavra de Deus. Por isso, antes de me contestar sobre isso e aquilo, eu gostaria que todos lessem a Palavra, a fim de ver se estou de fato exagerando, quando digo que SÓ JESUS CRISTO SALVA e mais ninguém, pois foi Ele quem comprou com o seu precioso sangue muitas pessoas de todas as raças, línguas e nações. E se não comprou a turma toda, não foi por falta de mérito do Seu sacrifício vicário, mas porque Deus Pai assim o permitiu e “Quem somos nós para discutirmos com Deus?” (Romanos 9:20). Quando tento mostrar aos meus irmãos católicos os erros e embustes da santa madre, que me ludibriou por 48 anos, não o faço com a intenção de desunir os cristãos. E quem me achar radical demais, que vá comprar uma Bíblia (sem o imprimatur de um bispo católico) e leia as verdades ali contidas.
Vai descobrir logo que a salvação pessoal nos é dada inteiramente de graça, mediante a aceitação do sacrifício de JESUS CRISTO na cruz, como total e suficiente para resgatar todos os pecados do mundo. Assim, não precisamos de medianeiros, (santos ou sacerdotes), nem de missas, nem de boas obras e muito menos de dinheiro para comprar a salvação pessoal. Porque dinheiro só serve para comprar a salvação do purgatório e como o purgatório não existe, conclui-se que a salvação é inteiramente gratuita.
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29. O Novo Nascimento
Meu irmão CHICO nasceu em novembro de 1928 e meu pai ficou decepcionado, pois queria uma menina para chamar LIGHT, nome que achava lindo! Um ano e dez dias depois eu nasci e recebi o nome de Alaíde, precedido do clássico Maria, ficando conhecida como Maria Alaíde. Jamais gostei desse nome e mais tarde aproveitei para mudá-lo, usando o apelido de Mary. Quando casei com um alemão de Berlim virei MARY SCHULTZE, nome que uso nos artigos, nos livros e também usei na linha de Cosméticos.
Antes do meu nascimento, papai vinha sonhando com uma filha inteligente. Mentalizava de tal maneira uma filha inteligente que as pessoas se viram obrigadas a me achar inteligente, a fim de não decepcioná-lo. Morávamos no Sitio Baixio dos Ferreira, município de Crato, Ceará. Cada membro da família tinha o seu pedaço de terra e papai, que sempre foi muito trabalhador e havia casado com uma jovem prima também dinâmica e esforçada, tinha o melhor e mais bonito, onde plantou laranjeiras e cultivou uma porção de arvores frutíferas. Nossa casa era a mais bonita e a única a ter água canalizada, porque meu pai era homem de visão.
Quando fui para a escola estava com 10 anos, mas já sabia ler, com as aulas recebidas de papai, que embora tivesse apenas o primário tinha um jeito todo especial para transmitir os seus conhecimentos. Fui para um Externato, onde peguei o 2º. ano primário. Tirei o primeiro lugar e daí para a frente jamais perdi a melhor classificação, até o ultimo ano do Curso Colegial. Terminei o Ginásio no dia em que fiz 17 anos e o Curso Científico no dia em que fiz 20 anos. A data do meu aniversário, 8 de dezembro, coincidia sempre com as festas de formatura e assim eu podia sempre festejar dois acontecimentos num só dia.
Nunca fui muito inteligente, mas estudava com afinco e sempre consegui me sair bem. Era boa em matemática, física, química e línguas. Era péssima em desenho, trabalhos manuais e religião. Certo dia, estive fazendo uma análise das minhas aptidões e descobri que sou nula nos seguintes itens: desenho, pintura, costura, crochê, bordado, tricô, decoração, culinária, direção de carro e no trato com animais. Depois de analisar todos esses fracassos, comecei a me achar um verdadeiro lixo, até que o Espírito Santo me abriu os olhos para esta verdade: Se Deus não me deu aptidões para os itens acima, deu-me, contudo, capacidade de trabalhar em outro ramo e ganhar dinheiro para pagar pessoas que as tenham e possam me servir e ao mesmo tempo sobreviver com o que lhes pago. Foi assim que, durante muitos anos, tive empregadas domesticas, motorista, jardineiro e costureira. Bendito seja Deus! Tirei carta de motorista, dirigi uns tempos, depois fiz um exame de consciência e vi que poderia me transformar numa perigosa assassina, a qualquer momento e em qualquer esquina. Aí desisti.
Quanto ao trato com animais, consegui formar minha filha em Medicina Veterinária e assim perdi meu complexo de culpa pelo desamor aos cães e gatos que me tem acompanhado pela vida inteira. Tenho facilidade para Química e nos 26 anos de casamento com o Schultze, assimilei boa parte dos seus conhecimentos e me transformei numa Técnica em Cosmetologia. Fiz um cursinho de Estética e Cosmetologia e comecei a fabricar produtos de beleza tão bons, que diziam ser os melhores do mercado brasileiro, principalmente os mais honestos. Tenho jeito para escrever. Redigia os livretos, folhetos, listas de preços e toda a correspondência da firma. Depois me animei e comecei a escrever livros, usando um dos poucos talentos que Deus me deu, não apenas para ganhar dinheiro na propaganda dos meus produtos, como também a serviço do seu Filho!
Mas de todas as coisas que Deus me deu, a mais importante, que não dependeu do meu esforço, nem da minha boa vontade e muito menos de minhas aptidões, foi a GRAÇA de conhecer o Seu Filho JESUS CRISTO. Esta graça, que não depende de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia, (Romanos 9:16), Deus me deu somente em função de Sua imensa bondade e nunca, jamais, do meu esforço próprio. Apenas lia a Bíblia... Dou este testemunho porque, quando era empresária, recebi algumas cartas de clientes e amigas do Brasil inteiro dizendo que me achavam inteligente, que me invejavam, etc. Então expliquei que não sou e nem jamais fui inteligente. 0 equívoco vem desde antes do meu nascimento. O que eu sempre tive foi muita garra de conseguir o que me propunha, honestamente me esforçando para consegui-lo. Meu pai queria me dar o nome de LUZ. Deus me deu muito mais. Segundo Romanos 8:29-30, “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”.
A vida inteira, quando eu me esforçava para conseguir algo, lutando contra a minha pouca inteligência, estava buscando-O, sem saber. Minha alma era insatisfeita, não tinha descanso, porque ainda não O havia encontrado para descansar em Sua infinita bondade e misericórdia.
Foi quando aconteceu o milagre. O Espírito Santo fecundou a Palavra que eu estava lendo... Nasci de novo, (João 3:3). Tornei-me nova criatura porque estou em Cristo. As coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas. (2 Coríntios 5:17). Não sou e nem jamais serei aquela mulher inteligente que eu gostaria de ser e que meu pai desejava que eu fosse. Mas sou nova criatura, regenerada pela semente incorruptível da Palavra de Deus. Encontrei a verdade que é JESUS CRISTO (João 14:6) e nela me firmei para todo o sempre. Agora já não tenho dúvida alguma sobre como agir nesta ou naquela circunstância. Abro o Livro Santo e lá está a diretriz para cada passo de minha vida. Por isso nunca deixo um só momento de louvar e bendizer esse Deus maravilhoso, que me fez nascer duas vezes, uma na carne, outra no Espírito, para que eu morra apenas uma vez, na carne. Ou talvez nem chegue a morrer. Se de uma hora para outra o Senhor JESUS CRISTO me arrebatar, serei transformada num piscar de olhos, e terei o mesmo corpo de sua glória, terei a sua imagem (1 Coríntios 15:49). Então, que me importa ser ou não ser inteligente? Mas eu precisava desfazer o mal entendido entre as amigas e clientes que me escreviam e ainda me escrevem, com tanto amor e carinho, falando de uma inteligência que estou longe de possuir. Porque eu amo a verdade!
30. Vale a pena ser brasileiro?
Essa é uma pergunta que tenho feito a mim mesma, ao longo dos anos, duvidando se realmente fiz bem em não querer adotar a nacionalidade alemã, logo pós o falecimento do meu marido, em 1982, quando a filha mais velha e os netos ganharam dupla nacionalidade e hoje vivem no país de Lutero.
Quando eu tinha 17 anos e cursava o segundo grau, ganhava a mesada mais alta da turma, naquele tempo equivalente e 300 dólares. Vestia-me bem, comprava os livros que desejava ler e morava com uma família de classe média que me garantia conforto e boa alimentação. Era uma jovem bonita e privilegiada e, portanto, não me era difícil tirar nota 10 em quase todas as matérias, concluindo o curso com média geral 9,7. Meus pais tinham nove filhos, mas eu era a segunda da família e ainda pude cursar bons colégios.
Depois de trabalhar durante 45 anos, pagando INSS e mil e um outros impostos, vejo-me reduzida a uma pensão que me faz refletir com gravidade se devo ou não comprar uma simples blusa de lã na feirinha de Terê, mesmo sob uma temperatura de 15 graus, como temos tido ultimamente. Ou se devo ligar a Internet mais de uma hora por dia, para fazer minhas pesquisas religiosas, pois a Telemar cobra muito caro... Será que vale a pena ser brasileiro?
Na Alemanha, onde moram a filha mais velha e os netos adolescentes, o desconto médio no salário do trabalhador é 36% do bruto, mas aí já estão incluídos todos os impostos, inclusive o “kirchensteuer”, a taxa da Igreja.
Quando o trabalhador fica desempregado recebe uma média de 750 Euros, que dão para a alimentação, além de uma ajuda no aluguel, sem falar nos estudos gratuitos dos filhos. Assim há uma compensação do que o “Deutsch Löwe” come dos contribuintes. Quando adoece, o trabalhador vai para um “hotel 4 estrelas”, com tudo a que tem direito: médicos, enfermeiros e medicamentos. Nenhuma junta diretora precisa entrar em greve ou renunciar, a fim de conseguir melhoria nos hospitais, pois tudo funciona maravilhosamente bem. Ali as pessoas são tratadas como gente e não como animais, como acontece a quem não tem um dispendioso plano de saúde aqui no Brasil.
Infelizmente, porém, a Alemanha está quase falida. Não por tratar dignamente os seus filhos, mas porque o Vaticano (dono da maior fatia das multinacionais) tem arrasado o país, nos últimos 10 anos, principalmente depois da recuperação da parte oriental, que sempre foi menos rica, por ter uma alta porcentagem católica. E com o lançamento do Euro o povo começou a apertar o cinto e a beber tanto que agora se pode dizer que o povo alemão é quase todo alcoólatra, tendo trocado a Bíblia de Lutero, pela vodka russa e os programas da TV americana. Foi isso o que eu constatei em 2001, quando estive por algumas semanas no lado oriental e também aqui, nos muitos alemães que têm vindo ao Brasil, tentando conhecer a Cidade Maravilhosa, enquanto (segundo eles) ainda têm um emprego... O desemprego no país está rivalizando com o do Brasil. Algumas firmas já estão com atraso de três meses nos salários dos empregados e só estão pagando um mês porque se uma delas atrasar mais de três tem, obrigatoriamente, de requerer falência.
Outro pais que está afundando paulatinamente é a Inglaterra, porque trocou a Bíblia King James pela Tradição católica, pelo Corão e pelo Baghavagita, sendo estes dois últimos os livros sagrados do Islamismo e do Hinduísmo, respectivamente. E como “um abismo chama outro abismo”, o povo inglês está mergulhando também nos horrores do Druísmo, o culto pagão dos antigos bretões. Primeiro a Rainha e os seus governantes (principalmente o Tony Blair) começaram a namorar o Vaticano. A partir de então, o país foi caindo, caindo... e agora a Inglaterra é um país de várias fés, tendendo para um generalizado paganismo. Isso nos faz lembrar 2 Pedro 2:22, que diz: “... o cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama”.
Aqui no Brasil pode até ser que o Lula e os seus assessores queiram de fato melhorar o sistema tributário em favor dos descamisados. Contudo, muitos dos parlamentares, que provêm das classes rica e média, não conhecem o aperto em que vivem os pobres do país (e também a classe média baixa). Eles ganham fábulas sem trabalhar! A maioria chega ao poder através de falcatruas e até mesmo do crime organizado, conforme se tem visto nas denúncias apresentadas na TV. Parece até que nove entre dez políticos brasileiros são criminosos!!!
Vou dar o meu próprio exemplo de trabalhadora da classe média baixa. Trabalhei durante 45 anos (nove como secretária bilíngüe e 36 como micro-empresária) e sempre descontei para o INSS. Aposentei-me com dez salários (seis meus e 4 de pensão do marido) e vivia razoavelmente tranqüila, até que o governo passado me levou – em dois anos – mais de 1,5 salário, deixando-me com apenas 8,4 salários. Com uma mãe idosa (95 anos) carecendo de ajuda, tenho ficado cada vez mais apertada, a ponto de ter dado – na semana passada – um cheque pré-datado para a compra de 03 cartuchos de tinta para a impressora. Como posso continuar com as minhas pesquisas religiosas?
Dois planos de saúde (caríssimos), condomínio, energia elétrica, telefone, etc., etc., me levam mais de 50% do orçamento e fico reduzida - no máximo – a 3 salários para vestir, comer, pagar medicamentos, manter o apartamento e pagar a UOL. Ach, Du, mein Gott!!!
Se eu fosse megalomaníaca como o governo brasileiro, já estaria encrencada no SPC, com um montão de cheques sem cobertura, com o cartão de crédito (que nem possuo) estourado e devendo a duas pessoas importantes: o Sr. Deus e o Sr. Mundo. É o que acontece a 9 entre 10 conhecidos meus...
Pois é. O governo vive nos espoliando porque tem mania de grandeza. Quem leu a Veja de 03/09/2003, pode constatar essa verdade.
O governo tem queimado através do INPE, em apenas 3 anos, mais de 01 bilhão de dólares em três satélites que nunca decolaram... Em aviões de caça tipo AMX o governo gastou 2,5 bilhões de dólares, achando que iria vender umas 800 máquinas, mas conseguiu vender apenas 8, pois o Canadá deve ter vendido os demais 720 aviões para o mundo inteiro, com o aval da União Européia e dos USA, que só apadrinham os países ricos. Um submarino nuclear... para que, meu Deus? Pois o governo gastou 01 bilhão de dólares na construção de um desses artefatos de guerra, o qual, infelizmente, continua em miniatura, como tudo que o nosso governo tenta fazer, para imitar os países ricos. Nos anos 1980, a ENGESA investiu 100 milhões de dólares no tanque de guerra OSÒRIO, o qual continua no papel, como quase tudo que o governo sonha construir no país, tentando imitar, como macaco, os países ricos. E as nossas usinas atômicas para quem têm servido, se precisamos racionar a energia elétrica, quando não chove? Até a banana está em vias de extinção e, então, teremos de falar para os gringos: “Sorry, we have no banana” ! Agora, imaginem todo esse pacote bilionário investido em educação e saúde, hem? Que país grandioso seria o nosso... talvez o mais importante do mundo... sem a mania de guerrear por aí, como os USA têm feito!
Já imaginaram a possibilidade de um caboclo analfabeto do interior do Piauí ir até Brasília para dar lições de Português ao Ministro Cristovam Buarque? Pois é assim que o Brasil tem se comportado em relação aos países do Primeiro Mundo. Para mim o Brasil é o MELHOR PAÍS DO MUNDO, guardada a devida distância entre a megalomania dos seus governantes e a realidade brasileira.
O povo brasileiro assiste impotente ao desmatamento da Amazônia e da Mata Atlântica. Também ao roubo dos metais e pedras preciosas que os barões da floresta permitem, em sua satânica fome de ouro. A SUDAM é um poço de corrupção, segundo depoimento de uma funcionária honesta, que teve medo de ser transferida para a Amazônia, temendo pela própria vida.
Ser empresário neste país é duro, mas ser micro-empresário é simplesmente doloroso. E este é o setor que mais emprega os brasileiros. Por isso deveria receber mais ajuda do governo e menos assalto em forma de tributos. Fui micro-empresária por 36 anos e sei o que é ficar sem um Real no final do mês, para repor o estoque desfalcado. Porque o governo leva todo o lucro em tributos. Para cada empregado contratado na base de um salário mínimo o governo leva outro tanto em impostos. Então o micro empresário fica sem capacidade de trabalhar e fazer crescer o número de vagas em suas pequenas empresas. Isso também acontece nas médias empresas...
Se o governo do Brasil gastasse menos e trabalhasse mais em favor do micro-empresário não teríamos uma taxa de desemprego tão assustadora. O povo já está anêmico e sem esperança de ver o país entrar nos eixos...
Que a Alemanha fique num alto patamar de desemprego, pois é um país do tamanho de um dos menores estados do Brasil, não tem as riquezas naturais que temos e ainda pecou assustadoramente, desviando-se da Verdade libertadora do Evangelho de Cristo para a descrença generalizada que tem dominado aquele país. E os salários lá são 4 vezes mais altos que os nossos.
O Brasil nasceu e permaneceu por 500 anos cativo do falso evangelho de Roma, porém agora tende a se conscientizar da Verdade que liberta da mentira religiosa... Portanto, será abençoado por causa dessa acertada escolha, mesmo que continue ainda por muito tempo a ser consumido por uma cambada de políticos ladrões, que infestam as duas casas do parlamento. Então, olhando o país sob essa perspectiva, acho que vale a pena ser brasileiro!
17/09/2003.
Informações colhidas na “Veja”, No. 1.818 e no
Site “www. ianpaisley.org”.
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31. Se eu fosse mais nova...
Inspirada num artigo do excelente escritor e conferencista evangélico, Ricardo Gondim, que escreveu uma belíssima página intitulada “Se eu fosse mais velho”, pretendo fazer algumas considerações, logo após ter completado 73 anos de idade.
Se eu fosse mais nova iria dizer às jovens de 15/20 anos para não andarem de mini-saias digitais, querendo chamar a atenção dos homens. Que não pratiquem nenhum vício, como gula, fumo, álcool e drogas, pois o nosso corpo é o templo do Espírito Santo e Deus vai cobrar cada miligrama de veneno que colocarmos dentro desse templo. Que não dêem liberdade aos namorados, pois quando um rapaz ama de verdade ele respeita a moça e quando esta facilita as coisas acaba perdendo a dignidade. Enquanto a moça nega liberdade sexual ao rapaz é uma rainha. Depois que ele usa e abusa do seu corpo, ela se torna uma escrava dos desejos seus e do namorado. Nenhum casamento, antes do qual a jovem tenha tido relação sexual, pode ser duradouro. O homem sempre desconfia da mulher que se entregou a ele ou a outros, antes de se casar. Ele sempre vai achar que ela vai traí-lo com outro homem e isso poderá causar muitos problemas na vida futura. Por isso os casamentos modernos duram tão pouco tempo!
Se eu fosse mais nova iria dizer às mulheres de 30 anos que sejam boas esposas para os seus maridos e boas mães para os seus filhos, dando sempre um perfeito exemplo de compreensão e respeito e de moralidade cristã, pois os filhos não fazem o que lhes dizemos, mas o que nos vêem fazer. Que exemplo pode dar uma mãe, que entra no cheque especial para andar na moda, fuma, bebe e freqüenta lugares mundanos, muitas delas até cometendo adultério? Quem quer ter filhos honestos, felizes e realizados na vida precisa, antes de tudo, dar bom exemplo aos mesmos. Quem deseja ter um marido amoroso, sincero e compreensivo não abusa do seu direito de ser respeitado e amado.
Se eu fosse mais nova iria dizer às mulheres de 40 anos que se convertessem depressa ao Senhor Jesus Cristo, pois me converti aos 48 anos e lamento profundamente ter esperado tanto tempo, mergulhada numa falsa religião com o nome de cristã. Ter JESUS como Salvador e Senhor de nossa vida é a coisa mais gloriosa que pode acontecer, neste mundo e no outro.
Se eu fosse mais nova iria dizer às mulheres de 50 anos, que ainda não se converteram ao Senhor Jesus Cristo, que comecem a ler a Bíblia, hoje mesmo, e se entreguem a Jesus. Em seguida, procurem educar os netos na Palavra Santa, orando pela conversão dos filhos, genros, noras, e amigos.
Não existe um lar mais doce e feliz do que o lar onde a Bíblia é lida regularmente. Ela nos conduz ao caminho da VERDADE que liberta de todos os vícios, de toda amargura, dando-nos paz e segurança, porque é a Palavra de Deus. Ela é o Homem-Deus encadernado, assim como Jesus é o VERBO encarnado. Jesus disse que todos nós seremos julgados pela palavra que Ele nos falou (João 12:48) e não por uma religião ou igreja. Nenhuma religião, igreja, denominação, papa ou pastor pode nos salvar. Quem salva é Jesus Cristo e Ele só pode ser realmente conhecido através da Sua Palavra. Ler a Bíblia é se alimentar de Deus, vivendo neste mundo cheio de violência e podridão moral, como se já estivesse vivendo nas regiões celestiais com Cristo. Porque o Espírito Santo nos convence do pecado (para o evitarmos), da justiça (que será nossa através de Cristo) e do juízo (para dele escaparmos).
Mulheres de 15 aos 70 anos, leiam a Bíblia e sejam felizes e realizadas, como eu sou, em plena primavera dos meus 73 anos! (maio, 2003)
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32. A Palavra de Deus é poderosa
O crente moderno sente uma quase absoluta necessidade de experimentar o poder de Deus, como condição imprescindível para firmar a sua fé na divindade de Cristo, a quem “foi dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28:18 – ACF).
Com 25 anos de militância no evangelho, desde que me converti (já na maturidade) ao Senhor Jesus Cristo, meu adorável Salvador, posso dizer que minhas experiências mais gloriosas têm sido aquelas que surgem no dia a dia, quando me sinto impotente diante de alguns problemas e oro silenciosa e humildemente em busca do auxílio divino, recebendo ajuda e me sentindo cada vez mais segura do Seu amor. A coisa mais importante é ler e memorizar a Palavra de Deus porque ela vem, na hora exata, à nossa mente, quando estamos em crise, e nos esclarece, conforta e dá força contra o nosso pecado e os erros do próximo.
Num certo domingo (15/08/1982), indo ao laboratório onde meu marido costumava passar algumas horas bebendo cerveja (como todo alemão costuma fazer), encontrei-o morto, vítima de enfarto do miocárdio. Comecei a chorar e a gritar descontroladamente, quando uma voz suave me segredou à mente: “O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois” (João 13:7 – ACF). Parei de chorar e corri para o telefone, a fim de avisar nossa filha do que havia acontecido. Estava me sentindo calma e fiquei mais ainda, quando a voz tornou a falar em meu íntimo: “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8:28 – ACF). Não entendi o “recado” divino, mas confiei na Bíblia e posso dizer que até hoje Deus tem me sustentado e nunca me senti solitária, nem infeliz, mesmo tendo ficado sem o marido que tanto me amava e me dava apoio. Continuei o trabalho que fazíamos juntos no laboratório de cosméticos, cuja linha tinha o meu nome, e nos anos seguintes me dediquei a escrever livros evangélicos, distribuindo-os entre as clientes. E Deus começou a me mostrar como a Sua Palavra iria agir maravilhosamente em minha vida, a partir daquela tarde de agonia.
Quando o nosso advogado, Dr. Paulo César Leal, cuidava do inventário dos poucos bens deixados pelo Schultze, aconteceram dois fatos interessantes, que me mostraram como o conhecimento e a aceitação da Palavra de Deus podem dar lucro de todas as maneiras.
Certo juiz, cheio de títulos honoríficos, foi me encontrar no escritório do advogado para assinar o balanço de nossa micro-empresa. Chegou pontualmente, deu uma olhada de 5 minutos no tal balanço e o assinou. Em seguida, me encarando friamente, mandou que eu lhe entregasse um cheque equivalente a 10 salários mínimos em vigor naquela época.
Tendo sido avisada de antemão que ele era inflexível em matéria de desconto, respirei fundo e falei, com a maior calma: “Sr. juiz, sei que é um homem justo e sábio. Tanto que chegou ao topo de sua carreira. Mas está me cobrando por 5 minutos de trabalho o que eu levo dois meses para ganhar de pró-labore em nossa micro-empresa. A Bíblia diz que Deus é pai de órfãos e juiz de viúvas (Salmos 68:5 - ACF) O Sr. e eu teremos de comparecer diante desse Juiz Supremo para dar conta do que tivermos feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Coríntios 5:10 – ACF). Não seria bom o Sr. refletir um pouco e reduzir essa taxa exorbitante cobrada por uma simples assinatura?”
O juiz, que passava dos 70 anos e sabia estar entrando na reta final, falou baixinho: “Está bem, minha filha. Pode me dar um cheque da metade do que lhe pedi antes”. A Palavra de Deus é poderosa!
O funcionário da prefeitura de Caxias, onde tínhamos a empresa, chegou certo dia para avaliar a nossa propriedade. Deu um valor cinco vezes maior do que aquele declarado no inventário. Levaria 5% de comissão na hora e seu interesse era cobrar o máximo possível. Minha filha Margarete e eu convidamo-lo a sentar na sala de visitas de nossa casa e ficamos conversando sobre banalidades, durante alguns minutos. Em seguida, comecei a fazer as citações bíblicas apropriadas ao momento.
Esperando encontrar duas mulheres incultas e inexperientes, ele ficou admirado ao constatar que Margarete era Médica Veterinária e estudante de Bioquímica. Que eu era autora, naquela época, de 6 livros evangélicos e cursava um Seminário Teológico. E que ambas falávamos fluentemente o Inglês e arranhávamos delicadamente o Alemão. Ficou mais impressionado ainda quando a empregada nos serviu um suco de frutas tropicais, que ele afirmou estar delicioso, jamais tendo experimentado coisa igual em sua vida. Expliquei-lhe ser uma combinação de cinco frutas diferentes, misturadas conforme o sabor e a cor de cada uma - um PENTAFRUT, como meu marido costumava chamar, visto como era Químico de alimentos, doutorado pela Universidade de Berlim. Aproveitei, então, o favorável ambiente familiar, oferecendo uma linha de cosméticos para a esposa dele. Logo em seguida, perguntei de quanto deveria preencher o cheque a ele destinado e a resposta veio rápida: “exatamente de 5% sobre o valor declarado no inventário, minha senhora”. A Palavra de Deus é poderosa!
Quando o crente a lê e grava na mente, para todos os momentos, ela pode transformar a sua vida num manancial de bênçãos. E ele não precisa andar correndo atrás de certos “movimentos de poder”, que ensinam a usar “rhema”, porque a Palavra Santa funciona de qualquer maneira!
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33. José do Egito
Para quem não costuma ler o livro mais interessante, instrutivo e importante do mundo, a Bíblia, vamos esclarecer quem foi José do Egito. Ele nasceu de uma belíssima relação amorosa entre Jacó, o Patriarca de Israel, e Raquel, sua amada esposa. José era um rapaz belo e forte, inteligente e esperto, invejado pelos 11 irmãos, simplesmente porque era o preferido do pai e também era dado a sonhos fantásticos de realeza, que os irmãos odiavam.
Certo dia, quando, saiu em busca dos irmãos, a mando do pai, de Hebrom até Siquém, encontrou-os pastoreando os rebanhos e algo terrível aconteceu. Os irmãos, vendo-o desprotegido das vistas do pai, prenderam-no dentro de um poço, com a intenção de matá-lo, depois. Mas um deles (Ruben) não concordou com o assassinato e todos concordaram em vendê-lo como escravo a um bando de Ismaelitas que iam para o Egito.
No Egito, José, com apenas 17 anos, foi vendido como escravo a um rico senhor chamado Potifar, que logo descobriu sua inteligência, honestidade e senso de organização, colocando-o no controle de todos os seus bens, como um mordomo-chefe sobre os demais criados da casa.
Certo dia, em que Potifar estava viajando, sua mulher, uma egípcia mais bonita que a Elizabeth Taylor no filme Cleópatra, que já andava de olho em José, começou a seduzir o rapaz, com olhares e palavras melífluos, que José entendeu muito bem, mas fez–se de bobo. Os dias se passaram e ela, vendo que José não dava sinal de aceitação, resolveu ”atacar” de frente. E teria falado: “José, já que meu marido está viajando, você não quer ‘transar comigo’? Estou me sentindo tão solitária e você é tão lindo e cheiroso!” José ficou vermelho como um caqui (tomate é comum demais), e foi logo dizendo que aquilo não seria justo, pois ele era fiel ao Deus de Israel e ao seu patrão, que tudo lhe havia confiado, exceto a mulher. Mas a Sra. Potifar não se deu por vencida e continuou a perseguir o jovem Hebreu, certa de que mais cedo ou mais tarde ele cairia em tentação, como outros provavelmente já haviam caído.
Finalmente, quando foi rejeitada mais uma vez, ela segurou o manto de José e começou a gritar que ele havia tentado “forçá-la” (estuprar é muito forte) e todos acreditaram na história dela. Quando Portifar regressou da viagem e soube do atentado ao pudor de sua amada esposa, mandou trancafiar José na prisão, e lá ficou o jovem cerca de 12 anos, mais inocente do que uma jovem que vai se casar e confessa ao padre que ainda é virgem... Bem, essa é outra história muito estranha!
José é um protótipo de Cristo, sacrificado inocentemente pelo bem da humanidade. Ele ficou muitos anos na prisão, onde depressa lhe foi confiado um cargo de assistência aos detentos, e acabou conhecendo dois ex-criados do Faraó (rei do Egito), que haviam tido sonhos e José os decifrara com a maior facilidade, auxiliado pelo Espírito de Deus. Um deles, alguns anos depois do sonho, lembrou-se de José, quando o Faraó teve um sonho enigmático e ninguém conseguia decifrar. José foi retirado da prisão e, após interpretar o sonho do Faraó, foi eleito Ministro da Fazenda do Egito, com as maiores honrarias. E, adeus inflação!
Mais tarde aconteceram os sete anos de seca interpretados no sonho, para os quais José se havia munido como um bom ministro, e quando seus irmãos vieram da Palestina ao Egito em busca de alimentos, José, já na terceira viagem, identificou-se como irmão deles. Logo, então, os irmãos demonstraram receio do que lhes poderia acontecer, em razão do seu crime, porém José se mostrou benigno e misericordioso, perdoando-os, e mandando buscar o pai e toda a família (cerca de 66 membros) para residir no Egito, onde o povo cresceu e viveu por 400 anos. (Gênesis Caps. 37-46).
Que José não tenha se vingado dos irmãos posso entender perfeitamente. Ele não fora ao Egito por causa dos irmãos, mas porque Deus o havia escolhido para salvar o seu povo da extinção pela fome. José é o tipo que se encaixa no meu versículo favorito da Bíblia: Romanos 8:28; “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus”. Se não tivesse sido vendido para o Egito, e em seguida trancado naquela prisão, José não teria sido o instrumento de salvação do seu povo. Muitas vezes uma tragédia que nos parece imensa e desoladora só nos traz alegria e felicidade, depois. Porque o nosso Deus maravilhoso está sempre no controle de tudo, segundo afirma o teólogo alemão, Dietrich Bonhöffer!
É muito triste saber que Judas traiu Jesus. Mas já estava escrito, há séculos, que isso aconteceria e ninguém pode contrariar a Palavra de Deus. É muito triste saber que Igreja primitiva, a santa e pura Noiva do Cordeiro, depois de cair nas mãos de Constantino, o Imperador Romano, foi-se transformando aos poucos numa Igreja apóstata, inimiga de Deus e dos homens, cujo único objetivo, desde então, tem sido acumular poder e tesouros sobre a terra, contrariando exatamente o que Jesus mandou que se fizesse. A Igreja de Jesus é José: autêntico, puro e obediente. A Igreja que a substituiu é a mulher de Potifar, seduzindo todos os habitantes da terra com as suas prostituições (Apocalipse 17-18).
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34. Geração Condenada à Infelicidade
A notícia veiculada na Internet diz que Madona tem-se envolvido de tal maneira com a Cabala que até pediu que os amigos passem a chamá-la ESTER, o equivalente do seu nome em Hebraico. Diz ainda a notícia que ela doou ao centro de Cabala (que freqüenta) nada menos de 5,4 milhões de dólares. Bem que a Madona poderia ter feito melhor uso desse dinheiro, doando essa quantia ao programa “Criança Esperança” da TV Globo, ajudando, assim, alguns milhares de crianças carentes em nosso país.
Como todas as pessoas que se engajam no ocultismo, Madona está reservando um lugar muito especial nas profundezas infernais. O ocultismo sempre atrai as pessoas de vida imoral. A Bíblia diz que “um abismo chama outro abismo” (Salmos 42:7). Primeiro, a pessoa comete um pecado de imoralidade, depois outro e outro. À medida em que ela se acostuma com a imoralidade, o corpo e a alma vão se aprofundando na lama do vício e o Diabo logo convoca essa pessoa para servi-lo.
Madona é um dos piores exemplos para a juventude feminina de hoje. Ela vai ter um final trágico, pois o Diabo costuma dar tudo que uma pessoa sonha e, quando ela está imersa em vanglória, riqueza e poder, ele puxa o tapete e a leva para o seu reino infernal, temendo que ela se converta a Jesus Cristo e seja salva de suas garras.
No Brasil temos outra “Madona”, influenciando a criançada, pregando a “produção independente” de filhos, enfim, ganhando os pequeninos para as crenças da Nova Era. Dizem que ela fez um pacto com o Diabo, lá na África...
Os pais deveriam ter mais cuidado com o que os filhos vêem na TV. Jogos violentos produzem crianças e adolescentes violentos. Imoralidade produz crianças e adolescentes imorais. Por pior que seja a condição moral e espiritual dos pais modernos, garanto que nenhum deles gostaria de ter um filho viciado em drogas e, obviamente, transformado num fantoche violento. Só que esses pais, com o seu mau exemplo: bebendo, fumando, adulterando e até mesmo se drogando, são os condutores cegos de filhos que mais tarde lhes trarão enorme sofrimento. Já não basta a TV pregando “opções de vida”, como o homossexualismo e o lesbianismo, como coisas normais e saudáveis...
Por causa do mau exemplo dos pais modernos é que hoje os filhos matam os pais, os netos matam os avós e o mundo está chegando ao que foi predito pelo apóstolo Paulo na 2 Timóteo 3:1-4, que diz: “... nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus...”
Que Deus tenha piedade desta geração condenada à infelicidade!
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Tendo em vista que uma pessoa normal tem um volume de aproximadamente 70 litros, 14 pessoas poderiam ser confinadas dentro de apenas 01 metro cúbico da crosta terrestre e, desse modo, poderiam ser acomodados nada menos de 14 milhões de pessoas dentro de apenas 01 quilômetro cúbico.
Suponhamos que exista um local onde a pressão atmosférica seja nula (digamos o abismo de fogo) e se deixe de lado o restante da criação divina, que poderia ser chamado CÉU, teríamos, então, uma idéia clara de como o INFERNO poderia ser pequeno.
Um container de apenas 8 quilômetros cúbicos poderia acomodar nada menos de 14 bilhões de almas. Aí haveria espaço de sobra para todos os pecadores que já viveram no planeta Terra. Contudo, suponhamos que esse container tivesse 27 quilômetros cúbicos de volume, nesse caso dentro dele iriam caber 378 bilhões de pecadores. Não é gente demais?
Claro que Deus iria deixar um enorme espaço para o CÉU e o menor espaço possível para o INFERNO. Para que dar aos condenados um “Ibirapuera” para “cooper” e esportes? Dentro do container infernal eles já estariam fazendo a maior ginástica, tentando livrar-se do calor de mil graus!
Nesses 27 quilômetros cúbicos haveria espaço de sobra para quase todo o alfabeto...
Adúlteros, assaltantes e assassinos. Bacharéis liberais, budistas e burocratas. Cardeais, carismáticos e cruzados. Doutores liberais e drogados. Egípcios, esotéricos e estupradores. Falsos mestres religiosos, fornicadores, frades e freiras idólatras. Garotas de programa, generais, gregos, etc. Hinduístas e homossexuais. Idólatras, incas e inquisidores. Juventude transviada. Ladrões e lésbicas. Maçons, mafiosos, meretrizes, mórmons e muçulmanos e nepotistas. Obreiros de igrejas malaquiana. Padres, papas, pastores liberais e malaquianos, políticos corruptos e produtores de pornografia. Reis e réprobos. Sambistas e satanistas. Tapeadores religiosos, traficantes de drogas e TODOS os que amam o dinheiro acima de tudo (1 Timóteo 6:10). Mas, principalmente, os viciados em fumo, álcool, sexo e drogas, que são poluidores do templo do Espírito Santo.
A toda essa gente incrédula, vamos anexar, especificamente, as seguintes almas: Judas Iscariotes, Ante Pavelic, Stepinac, Escrivá, Arafat, Bertrand Russel, Inocêncio III, Inácio de Loyola e toda a sua Ordem, Hitler, todos os papas, inclusive João Paulo II, Napoleão, Stalin, Lampião, todos os ditadores mundiais e, principalmente, TODOS os homens-bomba do Oriente Médio.
Para tornar o INFERNO um lugar de castigo eterno Deus vai isolar esse container do restante da sua criação. Isso para que nenhum gás sulfúrico ou onda de calor possa contaminar o maravilhoso espaço exterior, onde estarão se deleitando, em eterna adoração ao Senhor, todas as almas remidas pelo sangue do Cordeiro.
O gigantesco container infernal deverá ser hermeticamente lacrado pelos anjos de Deus e, ao longo da eternidade, poderá ir se transformando num gigantesco VERME, que nunca vai morrer, e que irá devorando lentamente todos os desgraçados que estão lá dentro, contorcendo-se, gemendo, gritando e blasfemando por causa das dores alucinantes.
Quem não aceitou o senhorio exclusivo do Senhor Jesus Cristo neste mundo, preferindo as falsas promessas das mil e uma igrejas “salvadoras”, e as alegrias terrenas da salvação e da prosperidade material por elas prometidas, ou então quem acreditou na Reencarnação, é um forte candidato a uma vaga nesse container infernal.
Júlio Carrancho/ Mary Schultze, junho 2003.
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36. A Casa das Três Meninas
(Uma história verídica)
Por causa desta linda opereta de Schubert/Berthé aconteceu uma linda história de amor, em 1946.
Moravam juntas num apartamento na Glória, na cidade do Rio de Janeiro, que nesse tempo ainda era a Cidade Maravilhosa, três jovens nordestinas cheias de planos para o futuro. A primeira (26 anos) se chamava Mariquinha, a segunda era Solly (da mesma idade) e a mais nova das três era Maísa, todas muito graciosas.
No último fim de semana de abril 1954, 10 dias após o casamento da Princesa Grace com o Príncipe Rainier de Mônaco, as três meninas foram convidadas para ir à casa de uma família de judeus alemães, num bairro nobre de Duque de Caxias, chamado Jardim Primavera. Aceitaram o convite e tiveram um fim de semana muito divertido. Conheceram várias pessoas, tomaram banho de piscina, comeram iguarias da cozinha judaica/alemã e se divertiram à beça.
No domingo à tarde, enquanto as amigas foram jogar uma partida de pingue-pongue no clube do bairro, Mariquinha, que sempre adorou música erudita, preferiu ficar na casa dos anfitriões ouvindo óperas. Estava escutando a opereta de Schubert/Berthé - A Casa das Três Meninas - quando apareceu um inquilino da família e começou a conversar com ela. Era um Químico Industrial alemão de 33 anos, tranqüilo, educado, que falava poucas frases em Português. Mariquinha perguntou se ele falava Inglês, já que era secretária bilíngüe numa firma inglesa, porém ele respondeu que não. Ele perguntou se ela falava Alemão e a jovem respondeu que sabia apenas duas frases: "Ich liebe dich" (Eu te amo) e "Dein ist mein Herz" (Meu coração é teu). O rapaz sorriu e disse que ela possuía uma boa pronúncia e havia dito as duas frases com muita elegância. Quando ela perguntou o nome dele, que era muito longo, foi logo escrevendo e, por acaso, acertou direitinho. Ele ficou admirado, pois em Alemão existem seis maneiras de escrever o seu sobrenome e isso o deixou impressionado com a competência da moça. Conversaram o restante daquela tarde. Quando se despediram, ele pediu o telefone da jovem. Quando já ia saindo, ele a chamou e perguntou, com a maior calma: "A Srta. quer casar comigo?" Mariquinha ficou espantada, disfarçou o espanto e respondeu: "Quero!". Era um caso de amor à primeira vista...
Menos de 4 meses depois estavam casados, morando numa linda casa, naquele mesmo bairro, e o casamento durou 26 anos. Foram felizes, embora com alguns tropeços. Ele gostava de abusar da Brahma, ela ficava aborrecida e por isso tiveram muitas brigas. Mas até hoje Mariquinha não se arrepende daquele "Quero!".
Pouco tempo depois, Solly casou-se com um professor americano, mas o casamento durou pouco tempo. Maísa casou-se com em engenheiro italiano e, pelo que me consta, ainda hoje vivem juntos, no Paraná, embora as amigas tenham perdido o contato com ela.
A vida de Mariquinha com o marido alemão foi muito interessante. Construíram juntos uma micro-empresa, que durou 36 anos. Viajaram por 14 países, tiveram duas filhas e até o último dia de vida do marido, Mariquinha continuou amando-o e respeitando-o, conforme o mandamento de Efésios 5:22-24: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos”. No dia 16/08/2003 ele teria completado 81 anos, mas já está sepultado há exatamente 21 anos. Que saudade!
Mariquinha casou virgem, aos quase 27 anos. Hoje as meninas de 13 anos já vão para a cama com o primeiro namorado e não mais se respeitam, achando que isso é liberdade. Infelizmente, quando uma jovem casa, depois de ter passado pela mão de um ou vários rapazes, não inspira muita confiança ao marido. Daí existirem tantos casos de adultério e divórcio no Ocidente. Nenhum homem gosta de ter uma esposa com um passado. E quando esse passado tem como resultado uma criança sem pai, a coisa fica ainda mais complicada. Por causa do pecado os casamentos de hoje são tão efêmeros...
A mulher ocidental acha que se libertou e que pode fazer o que bem entende. Que ela tenha liberdade e capacidade de trabalhar e ajudar o marido nas despesas da casa, tudo bem. Mas a Palavra de Deus condena todo tipo de imoralidade. E qualquer relação sexual fora do casamento é imoralidade, mesmo que os meios de comunicação propalem que isso é muito natural. A Bíblia diz que "O salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). O pecado da imoralidade gera a morte da confiança entre os cônjuges e, portanto, a morte de uma relação conjugal perfeita. E, pior de tudo, gera a morte espiritual, a eterna separação de Deus.
Em Gálatas 6:7-8-ACF, lemos: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna".
Se você, garota moderna, não tiver o cuidado de se guardar para o homem que Deus vai lhe mandar, pode crer que a sua vida conjugal não vai durar muito tempo e será regada com muitas lágrimas de sofrimento. Minha médica alemã costumava dizer que para cada segundo de prazer sexual fora do casamento a mulher pode vir a sofrer durante 50 anos e ela era uma mulher de Deus, muito sábia. Não importa se a TV e os meios de comunicação (e até mesmo a escola) ensinem a usar preservativos para evitar as DSTs. Os olhos de Deus estão abertos contra todos os que praticam a imoralidade. A AIDS é uma conseqüência do pecado e só pode estar garantido contra esta e outras moléstias infecciosas quem anda em castidade. Todo meio de evitar uma DST é falho e somente a preservação da castidade pode evitar a tragédia de uma mal maior...
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37. O ano das vacas magras
Em 1954, eu havia escrito no “Jornal do Commércio” do Recife um artigo dizendo que pretendia vir morar no Rio de Janeiro. Se não me casasse dentro de dois anos, após ter chegado ao Rio, iria para São Paulo. Se não me casasse dentro de mais dois anos, iria para Nova York e se não me casasse dentro de mais dois anos, iria para Tóquio. A sorte estava lançada e me preparei para o futuro...
No dia 02/09/1954, tomei um avião no Recife, com 8 mil cruzeiros na bolsa (equivalente a um mês de salário), e vim me encontrar com Solly, uma amiga que viera morar no Rio e vivia num pensionato na Glória. Ficamos alguns meses tentando conseguir um bom emprego. Eu era esteno-datilógrafa bilíngüe, diziam que era bonita e tinha muita fé em Deus.
Meu primeiro emprego foi numa companhia de engenharia. Não gravei o nome da firma. Mas uma coisa me ficou gravada na memória. Naquele tempo não havia self-service, a comida no pensionato era péssima e eu tinha saudade de uma boa refeição. Na tal firma o almoço era fraqueado aos empregados. No primeiro dia o cardápio servido foi arroz, feijão manteiga, carne assada e salada de alface e tomate. Que delícia, meu Deus! Eu queria ficar naquele emprego só para saborear aquele tipo de refeição.
Infelizmente, porém, a moça que eu iria substituir era uma chata, que fez questão de me ensinar tudo errado, pois segundo ela mesma declarou, “não gostou da minha cara”, talvez me achando confiante demais. Talvez por causa disso eu tenha sido desclassificada.
O segundo emprego foi na filial recém instalada do Bank of América (da Ordem Jesuíta), onde me tornei secretária interina, até que chegasse a americana que estava terminando o curso de Português nos USA. O gerente foi muito bom comigo, pois me deu um mês de salário de indenização, mesmo tendo eu trabalhado apenas dois meses no tal banco.
O terceiro emprego foi na firma de um judeu alemão e poderia ter ficado ali, pois corrigia as cartas que ele redigia em Inglês e o velhote me achou tão competente que foi logo me pedindo a carteira para assinar, antes de decorrido o prazo de 30 dias, como fora combinado. Saí porque o escritório era velho e sujo e eu sempre tive mania de limpeza. Além disse, fora chamada para trabalhar na firma inglesa Mappin & Webb como secretária do Diretor, onde fiquei até me casar, o que aconteceu exatamente na véspera de completar dois anos de chegada ao RJ. Foi assim que São Paulo, Nova Iorque e Tóquio deixaram de me conhecer!
Naquele primeiro ano de RJ, Solly e eu sofremos bastante. Mudamos de residência pelo menos 4 vezes, pois se o pensionato era ruim, as três casas para onde mudamos em seguida eram bem piores. Finalmente Deus se compadeceu de nós e conseguimos um bom lugar para morar, em casa de uma senhora distinta com dois filhos adolescentes, gente muito simpática e educada.
Depois de bem instaladas num confortável quarto de 16 metros quadrados, com um excelente armário embutido e uma boa sopa no jantar, preparamo-nos para conquistar a Cidade Maravilhosa. Almoçávamos no restaurante da “Cultura Inglesa”, onde a comida era apenas sofrível.
Antes de conseguir emprego, vivíamos olhando os "Classificados" do "Jornal do Brasil". Depois de colocadas, certa manhã, quando íamos para a praia de Copacabana, olhei o jornal e fiz uma trova: "É uma felicidade, / debaixo de um céu de anil,/ não termos necessidade/ de ler Jornal do Brasil.” Solly havia feito um concurso para o INCRA, passou e foi logo chamada. Eu fui tão burra que não quis ser funcionária pública e preferi trabalhar em firmas particulares. Trabalhava mais e ganhava menos do que ela... Mais tarde casei com um alemão de Berlim, Solly casou com um americano radicado no Brasil e nossas filhas nasceram quase na mesma época.
Hoje Solly e eu residimos em Teresópolis (eu, há oito anos, ela, recentemente) e estamos sempre juntas relembrando os tempos da mocidade. Temos boa saúde, não engordamos e gostamos dos mesmos pratos. Nossas filhas, hoje na faixa dos 40 anos, estão casadas e com filhos. Brevemente, seremos bisavós e continuaremos a relembrar o ano das vacas magras, quando éramos jovens, preocupadas com o futuro e sempre honestas no procedimento.
Solly é espírita kardecista, eu sou batista bíblica. Se Deus quiser, um dia ela vai se converter a Cristo e então deixaremos de brigar tanto por causa de doutrina. A gente briga, briga e logo faz as pazes, pois aquele ano das vacas magras nos uniu para sempre!!!
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38. O Visitante Especial
(Parábola)
No final de fevereiro (2003), depois de ter tido uma porção de visitas do RJ, eu estava com a conta zerada no Bradesco e com apenas R$50 na bolsa. O pior é que ainda precisava agüentar uma semana sem dinheiro, ou retirar mais R$100 da Poupança, porque tenho uma despesa média semanal de R$150. Deixei a geladeira esvaziar, dizendo a mim mesma que seria bom, pois somente assim poderia limpar aquela caixa de alimentos, serviço que detesto fazer. Para mim é bem mais fácil escrever dois artigos de duas páginas ofício A-4 do que limpar a geladeira, embora goste de cozinhar e de fazer qualquer outro tipo de serviço doméstico.
Quando cheguei ao portão de entrada do prédio onde moro, vi um senhor alto, magro e elegante, de cabelo e barba castanho escuros, com uma sacola marrom às costas. Tinha feições nobres, mas sua aparência era bastante humilde. Olhei para ele, dei um sorriso gentil e perguntei se poderia ajudá-lo, achando que ele poderia estar chegando de viagem e procurando algum morador do prédio. Ele respondeu que estava chegando do Crato, Ceará, não tinha onde se hospedar e o pastor Zeca, dono da Papelaria Xande, ali perto, havia dito que sou da mesma cidade e costumo ajudar as pessoas que vêm de lá.
Fiquei indecisa e falei para mim mesma: “Neste mundo repleto de “beira-mares” é até perigoso dar pousada a qualquer estranho. Ele pode ser um bandido e me detonar à noite... Além disso, o que os vizinhos vão falar, se eu receber esse homem em minha casa?” Hesitei bastante, mas, finalmente, disse: “O Sr. pode entrar em meu apartamento para tomar um banho, comer alguma coisa e depois vou encaminhá-lo a um abrigo de pessoas carentes”. Ele concordou com um sorriso de gratidão e subiu junto comigo.
Não costumo comer comida convencional, por isso tinha na geladeira apenas um resto de maionese de atum e uma papaia, prato que iria servir para o meu jantar. Peguei duas fatias de pão de forma, coloquei a maionese dentro das duas metades de papaia (já descascadas e sem sementes), rodeei as fatias com cubos de pão amanteigado, coloquei o último tomate, sem pele e sem sementes, a fim de completar a decoração do prato, e servi o VISITANTE num dos pratos azul rei, que havia comprado na semana passada, na loja Bom Preço. Junto ao prato, coloquei um guardanapo de papel e um dos talheres comprados em Nova York, em minha última viagem aos USA. Sobre a mesa, já havia colocado uma toalha enfeitada de guirlandas coloridas... e tudo ficou lindo! O visitante já havia tomado um banho, enquanto eu, por via das dúvidas, havia deixado a porta destrancada, para, numa emergência qualquer, gritar pela vizinha Betty.
O visitante comeu tudo e elogiou o prato, dizendo que aquilo não era comida cearense... Era comida européia! Dei um sorriso e disse que exatamente porque não gosto de arroz, feijão, macarrão e outros carboidratos, não como doces e geléias e nunca foi gulosa, é que já passei dos setenta anos, com o mesmo peso dos vinte. Conversamos bastante e descobri que o homem era culto, inteligente e muito simpático, além de ter a mesma voz do Cid Moreira. Meu coração começou a arder no peito, com um sentimento diferente, e pensei: “Que homem maravilhoso! Se ele tivesse a mesma idade que eu tenho... meu computador iria morrer de ciúmes...”
Senti um amor enorme por ele e quase desisti de conduzi-lo ao abrigo de carentes, mas a minha experiência com visitantes desconhecidos fez-me mudar de idéia. No tempo em que eu era micro-empresária na Baixada Fluminense, certa vez abriguei uma nordestina, a qual havia encontrado perambulando pelas ruas do RJ, e a mulher me deu muita dor de cabeça, exigindo que eu lhe desse metade da roupa de cama nova que viu numa das gavetas da cômoda. Também abriguei uma jovem hippie paraguaia, que acabou ficando seis meses em minha casa; uma jovem cearense, que desejava fazer um curso de Estética, tendo ficado outros seis meses; uma jovem paulista, que depois de seis meses, revelou-se uma tremenda mau caráter, contando a Rose, que era apenas uma criança, ser ela adotada e não filha legítima; um seminarista peruano, que depois se revelou com segundas intenções, e, finalmente, uma mulher estranha, que, no final das contas, era uma cigana e quase me seqüestrou a Rose, naquela época com dez anos de idade. A partir desse dia, fiquei mais cuidadosa. Mesmo assim, anos depois, hospedei uma “escritora” paraense, que acabou me dando um prejuízo de R$200 e alguns problemas no supermercado vizinho, onde deu uma nota falsa de R$10, e só não foi presa porque disse onde estava hospedada e o gerente era meu amigo.
Relembrei todos esses incidentes e optei por levar o VISITANTE ao abrigo de carentes. Contudo, ao sair do apartamento, veio-me à memória este verso de Hebreus 13:2: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. Hesitei um pouco e já ia decidindo ficar com o VISITANTE, quando este, olhando-me com doçura, falou: “Você já fez demais por mim. Provou que, realmente, obedece aos mandamentos de Tiago 2:5,16: “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? ... E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?”
Fiquei maravilhada com o conhecimento bíblico do visitante e perguntei se ele era crente. Ele respondeu, simplesmente: “EU SOU O QUE SOU!”
Foi então que compreendi que aquele VISITANTE de aparência humilde não era outro senão o próprio JESUS CRISTO, Rei dos reis e Senhor dos senhores!
39. Abraão, o inconformado
A história foi contada por um rabino ao meu amigo cristão, Sérgio Guedes, (professor de Hebraico), em Jerusalém, pouco antes de uma reunião na Sinagoga, onde Sérgio foi homenageado, sentando-se entre os rabinos mais proeminentes do mundo, ao lado do rabino principal de Londres, que o tratou com a maior cordialidade.
Abraão ainda se chamava “Abrão”, e a ele seria prometido, mais tarde, todo o território da futura nação de Israel. Ele também seria chamado “o amigo de Deus”, conforme a Bíblia, em Tiago 2:23. Era um jovem muito esperto, filho de Terá, um fabricante de ídolos, que residia em Ur, na Caldéia. Seu pai fabricava ídolos para vender, não porque acreditasse no poder destes para resolver os problemas, mas porque aquele era um modo agradável de ganhar dinheiro. Terá era um protótipo dos papas do Catolicismo Romano, que adoram imagens de metal, madeira e barro, e ainda recomendam os seus seguidores a fazer o mesmo. São cegos guiando cegos. Às vezes nem são tão cegos assim, pois muitos sabem que essas imagens nada significam, mas dão um lucro fabuloso à sua Igreja e, portanto, as promovem, pensando no tilintar das moedas, jóias de ouro e pedras preciosas, bem como no discreto som das notas caindo nos cofres do Vaticano.
Voltando ao amigo de Deus, como já dissemos, ele era muito “clever” e seu pai nele depositava a maior confiança. Abraão seria escolhido por Deus para uma grande missão, que era dar início a um povo especial no meio dos gentios, ou seja, o povo hebreu. Provavelmente por causa disso Abraão, desde cedo, sentiu um desprezo enorme pelas esculturas do pai e recusou-se terminantemente a aprender o ofício, que, naquele tempo, era quase obrigatório que o filho herdasse do progenitor. Preferiu estudar as línguas antigas e foi levando sua vida de jovem inconformado, até que um dia o pai resolveu fazer uma longa viagem e falou para o filho:
“Abraão, vou fazer uma viagem de muitos dias e como tenho o maior ciúme de minhas esculturas, não quero pessoa alguma entrando em meu local de trabalho. Você, meu filho, guarde minhas obras com o maior cuidado, para que, ao regressar da viagem, eu possa encontrar tudo na mais perfeita ordem”.
Abraão prometeu solenemente ao pai que teria o maior zelo pelos seus trabalhos e o pai viajou tranqüilo. Poucos dias depois, uma vozinha insistente começou a falar no ouvido de Abraão (talvez o Espírito Santo), ordenando-lhe que descesse ao porão, onde as esculturas de Terá estavam guardadas. O moço não gostou daquela idéia, pois detestava aqueles “deuses” fabricados pelas hábeis mãos do seu pai... contudo resolveu obedecer. Entrou no enorme salão de terra batida e foi examinando aquelas esculturas de pedra, uma por uma. De repente, sentiu um asco enorme daqueles rostos estranhamente iracundos e tomou uma decisão, que poderia levá-lo à morte, pois no contexto pagão daquela época um pai tinha o direito de matar o filho, caso desobedecesse uma ordem sua.
Abraão apanhou uma estaca de madeira bem forte e saiu quebrando as esculturas do pai, como se estivesse possuído de uma força “hulkiana”. Quebrou todas, exceto um ídolo enorme, de pedra, que representava o maioral da turma, provavelmente Baal. Esse ídolo, de pé, tinha os braços numa posição de quem estava a ponto de segurar uma estaca para destruir tudo que estivesse à sua frente. Abraão olhou para aquela figura grotesca e pensou: “Já que meu pai vai me matar por causa dessa iconoclastia que acabei de praticar, vou dar cabo, também, desse monstro que ainda está de pé, fitando-me com olhos ameaçadores”. Só que, de repente, teve uma idéia genial. Pegou a estaca e colocou nas mãos daquele gigante de pedra e quem olhasse a figura poderia jurar que ela estava a ponto de usar aquela estaca para atacar e destruir qualquer inimigo que lhe surgisse pela frente.
Abraão saiu dali aliviado, e aguardou a chegada do pai. Quando este regressou da viagem e viu a devastação em seu atelier, começou a gritar descontrolado, cobriu a cabeça de cinzas, e chamou o filho para indagar quem havia entrado ali e feito aquela tremenda destruição. Abraão fingiu estar admiradíssimo, e jurou que nenhum “estranho” havia entrado ali. E quando o pai indagou como se poderia explicar aquele ato de vandalismo, ele apontou, discretamente, para a figura que segurava a estaca na mão e falou: ”pai, eu acho que foi esse ali...” Terá arregalou os olhos e falou: “Meu filho, isso aí é uma escultura de pedra, não tem poder algum para fazer bem ou mal a quem quer que seja. Não anda, não fala, não ouve e nem vê. Portanto, não pode agir de modo algum”. Abraão respondeu: “pai, se o Sr., acha tudo isso, como é que se dá ainda ao trabalho de fabricar essas monstruosidades e vendê-las?” Terá respondeu: “Meu filho, não creio nelas, mas há muitos pagãos, tão idiotas, que nelas crêem, compram-nas, se ajoelham diante delas e lhes pedem favores.”
Foi então que Abraão se ajoelhou diante do pai, confessou o seu ato de iconoclastia e disse que se o pai quisesse, poderia matá-lo, ali mesmo. O pai perdoou o filho por causa da coragem de confessar o “pecado” cometido e profetizou: “Meu filho, algum dia um outro Deus que ainda não conhecemos há de exigir que sacrifiques um filho teu para lhe provares a tua fé. Sinto que devo perdoar-te, a fim de que possas conhecer esse Deus, e, quem sabe, servi-lo fielmente”.
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40. O Arrebatamento
(Parábola futurista sem pretensão doutrinária)
Berlim, 07/06/1967, meu marido, minha filha mais velha e eu estávamos passeando na Av. Kurfstendam, quando microfones começaram a propalar uma notícia importante: Os Judeus haviam conseguido resgatar Jerusalém dos Árabes, na Guerra dos Seis Dias. Quarenta anos se passaram...
Berlim, 07/06/2007 - Eu ia andando pela Kurfstendam, novamente, junto com a filha e a neta Marion, de 15 anos, que se transformara numa linda jovem, como eu, quando tinha a mesma idade. Estávamos regressando de uma Igreja Luterana, onde o pastor havia negado os atributos divinos de Cristo, declarando, explicitamente: "A Segunda Vinda não passa de um mito, como dezenas de outros mitos do Novo Testamento. Jesus foi apenas um grande homem, que nos trouxe uma excelente filosofia de vida. Desse modo, os povos que adotaram literalmente essa filosofia se transformaram em grandes e poderosas nações, simplesmente porque ela é bem melhor do que as filosofias pregadas por Buda, Confúcio, Maomé e outros grandes líderes religiosos, etc. "
Crente fervorosa e leitora assídua da Bíblia King James (embasada no Textus Receptus de Erasmo, o único texto realmente merecedor de confiança por parte dos cristãos verdadeiros), senti um enorme desgosto, quando escutei aquelas gritantes heresias faladas por um ministro protestante, cuja Igreja, fundada por Lutero, transformou o mundo com a tradução da Bíblia para o Alemão, exemplo seguido pela Inglaterra e Suíça, em suas respectivas línguas. E foi assim que esses países se transformaram nos mais importantes centros da Reforma Protestante. Hoje em dia, por terem apostatado da Palavra Santa, são apenas redutos do Catolicismo Romano...
Senti, de repente, o peso dos setenta e sete anos, dos quais 29 haviam sido gastos na pregação do Evangelho de Cristo, na leitura da Bíblia e na tradução de textos do Inglês para o Português, maneira de ajudar os irmãos que não têm acesso ao idioma de Shakespeare. Olhei minhas mãos enrugadas e calejadas, de tanto escrever no papel, para em seguida transportar meus escritos para o computador, podendo, desse modo, melhorar o estilo, expressando-me claramente na língua de Ruy Barbosa. Senti uma depressão arrasadora, pensando: "Que adiantou tanto empenho, se apenas algumas almas foram ganhas e nem mesmo minha filha mais velha crê no Senhor Jesus para ser salva?" Lágrimas me escorreram pela face enrugada, deslizando sobre o creme hidratante "Fiorena". Procurei um lenço na bolsa e enxuguei as lágrimas, depois olhei para o céu e tive um tremendo susto.
As nuvens se acumularam, depois se abriram num facho de luz e uma trombeta foi ouvida, em maravilhoso som, jamais escutado em toda minha vida. Meu corpo estava cada vez mais folgado dentro do longo vestido de lã azul celeste e achei que ia desmaiar... Olhei em volta e vi que alguns transeuntes da Kurfstendam, de repente desapareceram, como bolas luminosas sugadas pela abertura lá de cima. Senti uma tremenda urgência em falar de Cristo à filha, que procurava, ansiosamente, pela menina ao nosso lado, a qual havia se convertido a Cristo através da avó, e agora fora arrebatada aos céus pelo Rei dos reis e Senhor do senhores. Mas só tive tempo de falar: "Filha, a nossa menina foi arrebatada por Jesus. Você tem apenas alguns segundos para crer que Ele é o Filho de Deus, o Messias de Israel, antes que seja tarde demais". A filha olhou-me atordoada e respondeu: "Ora, mãe, sua neta some no meio da multidão e a Sra. ainda me vem com essa história de religião? Deixe de ser fanática".
Mal havia pronunciado essas palavras, ela me viu ser arrebatada, transformada, também, numa bola de luz. Caiu de joelhos chorando, enquanto milhares de pessoas se acotovelavam, olhando para o céu e se indagando que fenômeno fantástico era aquele, sem se aperceberem de que muitos transeuntes haviam desaparecido, naqueles poucos momentos.
A verdade é que o Senhor Jesus Cristo acabava de cumprir a promessa, que havia gerado a “Bendita Esperança” em tantos cristãos, e tinha levado para estar com Ele todos os que haviam crido em Seu Nome e aceitado o Seu sacrifício vicário na cruz, como total e suficiente para serem salvos.
Voltando para casa, em meio à tremenda confusão que reinava em toda parte, minha filha ia pensando como tudo aquilo pudera acontecer. Chegando em casa apanhou minha Bíblia FIEL e foi lendo os capítulo 4 e 5 da 2 Tessalonicenses sobre a ressurreição dos mortos e a Segunda Vinda do Senhor. Depois correu para o capítulo 13 do Livro de Apocalipse, a fim de conferir sobre o governo mundial que operava, há algum tempo, através do controle financeiro da Europa e das Américas, já se estendendo por todo o planeta. Pensou no seu "Omni Card" usado para as compras diárias. Também se lembrou que a caixa de uma loja lhe havia falado a respeito de uma nova invenção, que iria abolir todos os cartões de crédito, quando entrasse em vigor, um scanner que lia certa marca impressa na mão de cada comprador e sobre o qual as firmas já estavam instruindo os seus funcionários.
De repente se abriram os olhos daquela mulher de quase 50 anos, alta, loura e ainda bonita, cujo rosto estampava um tremendo desgosto pela vida, a qual, então, pôde entender o que a mãe lhe havia falado tantas vezes. Só que era tarde demais! Aquele judeu chamado Jesus, que ela tanto havia desprezado, agora não lhe daria mais a salvação gratuita que havia dado aos membros de sua família. A Dispensação da Graça havia vigorado por quase dois mil anos, desde a morte de Jesus no Calvário. Estava de volta a Dispensação da Lei, na qual seriam exigidas fé mais obras para a salvação de cada alma. Agora, com o novo governo mundial, que estava se instalando na Europa, o qual iria governar o mundo inteiro com mão de ferro, os cristãos voltariam a ser perseguidos, como nos primeiros séculos do Cristianismo, e ninguém poderia ser salvo, a não ser pelo sacrifício da própria vida. Sim, seriam perseguidos todos os que não aderissem à "operação do erro", aceitando a marca da besta em sua mão ou testa, para em seguida se curvarem diante do novo ditador, em idolátrica adoração. Na verdade, um certo candidato a Governador Geral da Europa, conhecido como o Governante Mundial, amigo íntimo de "Sua Santidade", era tido como milagroso, curando enfermos, transformando a água salobra da Alemanha em água cristalina e doce, igualzinha à de Teresópolis (RJ) e à do Crato (Ceará), e até transformando aquele lixo alemão, (depositado em seis latões diferentes), numa pasta branca e perfumada, que lembrava o conhecido Creme Nívea, que os alemães pronunciam "Nivéa".
Minha filha sentiu-se arrasada, e agora totalmente convencida, de que eu não era uma fanática religiosa, conforme ela sempre havia imaginado, mas uma conhecedora da Bíblia, Livro que me havia dado a certeza da salvação e me havia transportado aos céus, para estar com Cristo, apesar de todo o meu temperamento agressivo e de minha falta de paciência com as filhas e netos...
41. Humanismo em marcha acelerada
Nos USA as coisas estão ficando cada vez mais difíceis de serem aceitas como normalidade democrática, graças a um poder autocrata oculto na política.
Nos livros didáticos americanos e na linguagem prática do dia a dia, os termos agora são controlados e é quase um crime usar certas palavras que antigamente eram normais. Além de proibir o ensino religioso nas escolas, há muitos anos, de considerar a Bíblia como um livro cheio de preconceitos e lendas perigosas, e de limitar a pregação do evangelho a descrentes, por imposição do ecumenismo religioso (o que resultou em que as duas últimas gerações de americanos se tornassem completamente agnósticas), leis absurdas têm sido adotadas, restringindo a verdade em nome do que é considerado “politicamente correto”.
No dia 28/05/03, a Agência Reuters (Los Angeles) publicou o seguinte:
A palavra “hell” (inferno) já não aparece nos livros didáticos americanos dos cursos primário e secundário. Também são proibidas as ilustrações de alguém praticando iatismo, a fim de evitar complexo de inferioridade nas classes menos favorecidas. Também é proibido chamar alguém de imaturo, cego, deficiente, velho, infantil, bibliófilo, e até mesmo de bárbaro. Também foram proibidas as gravuras de monstros e a palavra ”dinossauro”.
Qualquer palavra considerada elitista, preconceituosa ou fomentadora de medo (inferno e dinossauro, por exemplo), deve ser banida dos livros textos. O vocábulo Deus também foi banido desses livros, por ser considerado “religioso” demais. (?) (Tudo isso corre por conta da invasão em massa dos conceitos psicoterapêuticos, que estão dominando a população americana. Sem falar nos conceitos da Nova Era, fomentados por alguns padres jesuítas e freiras feministas, extremamente incrédulos e permissivos).
Existe um livro novo chamado “The Language Police” (A Polícia da Língua) contendo mais de 500 palavras banidas do linguajar diário do povo americano.
A professora Diane Ravitch, a qual trabalhou no setor da Educação nas gestões de Bush (pai) e de Clinton, afirma que ficou alarmada ao descobrir o que agora é e não é permitido nos livros didáticos, mesmo que os editores continuem afirmando que não fazem qualquer censura nesses livros, limitando-se apenas a aplicar regras de boa conduta em matéria de sensibilidade, a fim de não magoar as minorias raciais, os deficientes, os idosos e outras classes de pessoas menos favorecidas.
Quanta “caridade” com o próximo hem? Em todas essas novidades vemos a deterioração moral e religiosa de um povo, que antes foi tão abençoado pela leitura e prática da Palavra de Deus, com a Bíblia King James. Por causa da enxurrada de bíblias falsificadas, da imigração de povos idólatras/pagãos da América Central, da Europa e do Oriente, a América do Norte agora está mergulhada na apostasia religiosa dos últimos dias, tendo se transformado numa caricatura social, moral e religiosa do poder ocidental.
Que Deus tenha piedade dos USA, da União Européia e de todos os países que têm seguido as suas pisadas, no rumo da fulminante ira de Deus.
TBC This Week, 22 de junho, 2003.
42. Ser Velha
Hoje comecei a me lembrar de coisas do passado, senti-me triste e pensei que é por causa da saudade que os velhos não têm apego à vida e, muitas vezes, até desejam a morte. Tendo perdido todas as pessoas de sua geração, os velhos se sentem abandonados e desejam muito ir para junto daquelas pessoas que formaram o quadro familiar e sentimental de sua existência.
De repente, comecei a me indagar: quem sou eu? E a resposta que dei a mim mesma foi esta:
Nasci no final de 1929. Meu pai tinha uma pequena fazenda e minha mãe era uma perfeita esposa e dona de casa. Tive uma infância feliz, correndo no sítio da família, comendo laranjas, mangas e goiabas, enquanto nossa ama - Rosa do Belo - cuidava de tudo. Fui alfabetizada por meu pai, aos sete anos de idade. Tinha muita vontade de aprender a ler e, em menos de um ano, lia fluentemente. Meu pai me trazia livros de histórias e folhetos de cordel, toda semana, quando ia ao centro da cidade, para vender os produtos do sítio, e por isso desenvolvi o hábito da leitura, desde os oito anos de idade. Meu pai era repentista e dele herdei esse dom, fazendo trovas com a maior facilidade, no que fui muito auxiliada pela leitura dos folhetos de ganhei de presente e por dois livros que iriam me abrir o mundo da fantasia: "Histórias das Mil e Uma Noites" e "Aventuras de Hans Staden". Quando terminei a leitura deste, fiquei tão fascinada pelo autor e personagem principal que disse: "papai, quando eu crescer, quero me casar com um homem chamado Hans Staden". Meu pai sorriu e prometeu que eu me casaria com um homem chamado Hans. Então, continuei lendo muito e sonhando com o futuro.
Quando tinha dez anos, nossa família mudou-se para o centro da cidade e fui matriculada no segundo ano primário. Tirei o primeiro lugar e nunca mais perdi essa classificação, até concluir todos os cursos que fiz. Gostava de estudar, lia muito e ajudava minha mãe a cuidar dos irmãos menores. Nesse tempo, ficava até altas horas da noite lendo Machado de Assis, José de Alencar e até os poemas de Shakespeare (no original), depois de preparar as lições do colégio. Sentia um indiscernível prazer em ler bons autores. Quando terminei o primeiro grau fui estudar na capital do Estado, onde fiz o segundo grau, sempre com as melhores notas, e fui eleita oradora da turma. Fiz um curso de Inglês no IBEU. Entre 1952 e 1954, morei no Recife, tendo trabalhado como secretária bilíngüe em duas firmas estrangeiras. Em setembro de 1954, decidi viajar para o Rio de Janeiro e nunca mais regressei ao lar paterno. Queria conhecer o mundo e ter mais liberdade...
Antes dos anos 70, as mulheres ainda não tinham os mesmos direitos de hoje. O movimento feminista brasileiro havia começado no início do século, através de mulheres como Leolinda Daltro, que em 1917 lutou incansavelmente pelo voto feminino. Contudo, ele veio a se tornar uma realidade somente nos anos 80. As principais estrelas do movimento feminino em nosso país, nas primeiras décadas do Século 20, foram Bertha Lutz (a cientista eleita deputada), Mirtes Campos (a primeira advogada a ser aceita na OAB), e Maria José de C. Rabelo Mendes (a primeira mulher a exercer a carreira diplomática).
Cheguei aos 20 anos, já na década de 50, quando as coisas estavam quase totalmente definidas em relação aos direitos da mulher na sociedade brasileira. A antropóloga americana Helen Fisher foi uma das maiores lutadoras em prol dos direitos femininos, a partir de 1985. No Brasil, a obra da Sra. Fisher foi deveras importante. Sempre gostei do Movimento Feminista, embora nunca me tenha engajado em qualquer setor do mesmo. Converti-me ao Evangelho de Cristo em 1978 e passei a me dedicar somente à família, ao trabalho em nosso laboratório de cosméticos e à leitura da Bíblia. Sentia-me feliz e realizada.
Tendo herdado a veia poética repentista de meu pai, sempre usei a trova para enfrentar qualquer problema. Aos 22 anos fui trabalhar numa firma americana, cujo chefe era temido por todos. Certo dia, quando lhe entregava uma carta em Inglês, muito bem datilografada, ele me encarou solenemente e indagou: "A Srta. não tem medo de mim?" Respondi, sem hesitar: "O Sr. é bem ranzinza./ Mas tem natureza boa. /Tem suas "quartas de cinza",/ porém não é má pessoa".
Quando encontrei o poeta Manuel Bandeira, na Praia do Flamengo, numa tarde de verão, nos anos 50, compus para ele o seguinte poema: "Quisera ter uma casa / bem branquinha e sossegada, / na zona sul de Passárgada./ Quisera ter muitos livros, / uma vaquinha leiteira / e uma rede bem macia./ Quisera ter ao meu lado / o “Colombo do lugar” /... com trinta anos a menos." Ele deu um sorriso e indagou: "Você me acha assim tão velho?"
Um dia, quando almoçava com José Lins do Rego, nos anos 50, este me pediu uma trova, ao que respondi: "A quem, com simplicidade,/ escreve sobre o sertão, / minha crescente amizade, / plena de admiração./ Pois das terras nordestinas/ foi quem melhor descreveu/ cangaço, engenho e salinas,/ num estilo todo seu".
Quando me casei, estava loucamente apaixonada pelo meu marido. Anos depois, compus umas trovas, encantada com uma covinha que ele tinha no queixo: "De minha vida enrolada / não tinha encontrado o eixo,/ até que fui enquadrada / na covinha do teu queixo./ Quem for livre de pecado / que atire o primeiro seixo, / que eu vou cair de bom grado / na covinha do teu queixo./ Se de amor não te falar, / de todo o meu coração, /as pedras não vão calar/ e por amor clamarão. Devo ser crucificada, / mas de te amar eu não deixo./ Morro, pra ser enterrada /na covinha do teu queixo."
Quando visitei Berlim pela primeira vez, em 1967, fiquei admirada com o luxo dos cachorros e compus umas trovas, na Avenida Kurfstendam: “O povo aqui de Berlim / pelos cães tem tal xodó / que a gente, em todo jardim, / só vê cocô de totó./ Cachorro, aqui nesta terra, / tem capa de pele e cama / e em tempo de paz ou guerra / de "Lieber Hund" se chama. / Com sobrenome do dono / tem na coleira uma ficha / e sonha, durante o sono, / com frango assado e salsicha./ Na próxima encarnação, / Eu, coitadinha de mim, / vou fazer minha opção: / nascer cachorro em Berlim".
Muitos anos depois, quando ali voltei, escrevi aos amigos no Brasil: "Desembarquei em Berlim, / qual formiga em formigueiro. / O clima aqui está ruim/ e faz frio o tempo inteiro. / No Metrô aqui da terra, / que de U-Bahn é chamado,/ parece haver uma guerra / de povo acotovelado. / Cada cachorro que vejo / (e aqui é o que mais se vê), / faz aumentar meu desejo/ de regressar a Terê./ Pois cão, aqui nesta terra, / tem capa de pele e cama, /com ele o dono não berra / e de "Lieber Hund" o chama. / Meu alemão tão fraquinho / de melhorar eu desisto./ Vou-me mandar, ligeirinho, / desta terra do Anticristo./ É boa, aqui, a comida, / nela o povo tem prazer. / Mas não vou ser iludida, / pois não gosto de comer./ A Deus sempre peço auxílio, / pois meu coração deseja / acabar com este exílio / e ver meus irmãos, na Igreja".
Quando a filha me censurou a paixão pelo computador, escrevi umas trovas de amor para aquele que chamo, carinhosamente, "MEU MARIDO":
"D. Mary e os dois maridos / as amigas sempre falam./ São brincadeiras, sonidos, / que em meus ouvidos propalam. / O meu primeiro marido/ era Hans - um alemão./ Pena que tenha morrido/ de ataque do coração./ Fiquei 13 anos sozinha, / na mais triste solidão, / até que uma vizinha / levou-me à convicção:/ - ‘Você não pode ficar/ nesta vida sem amor./ Então, vá logo comprar./ um microcomputador’ . / Vi-o, amei-o e conduzido / ele foi, pro meu Apê./ Meu Deus, que belo marido / ganhei aqui em Terê!/ Ele faz tudo que eu quero:/ trabalha e me dá prazer./ Nunca por ele eu espero, / pois sempre adora me ter./ Seu serviço e seu carinho/ eu tenho à disposição./ Este meu bom maridinho/ já ganhou meu coração!"
Em 1956, havia me casado com um alemão de Berlim chamado Hans (conforme havia sonhado na infância) e fiz várias viagens à Europa e aos Estados Unidos. Fiquei viúva aos 52 anos e hoje, diante de tantos acontecimentos trágicos no mundo, prefiro ficar em casa, lendo, traduzindo assuntos bíblicos e acessando a Internet para receber e responder mensagens do mundo inteiro.
Ontem me senti deprimida e comecei a tentar decifrar o significado da expressão "ser velha", neste Século 21.
Ser velha, até os anos 50 do Século 20, era ficar sentada numa cadeira de balanço, ouvindo rádio, ninando os netos, mastigando a dentadura postiça, resmungando, o tempo inteiro, e ensinando a filha ou a nora a depenar corretamente as galinhas para o almoço do domingo. Nas décadas de 50 e 60, as senhoras viúvas tinham a obrigação de se adaptar aos costumes da geração mais nova e fazer tudo que os filhos e netos determinassem. Isto significava não fazer coisa alguma, a não ser aguardar a morte. Ser velha, nesse tempo, era tremendamente chato.
Ser velha (aposentada), dos anos 60 até os anos 70, era ver televisão, bordar o enxoval das netas que iam se casar, plantar roseiras no quintal da casa, fazer compras leves no mercado mais próximo, ensinar as lições dos netos (cujos pais estavam no trabalho e não tinham tempo de fazê-lo), lavar as garrafas vazias de refrigerante (para não atrair baratas), conservar as garrafas de água sanitária fora do alcance das crianças, dar-lhes o xarope contra tosse, e cuidar para que não tomassem muita friagem no jardim e não falassem palavrões... Enfim, ser velha era supervisionar o trabalho do lar e fazer o que lhe fosse possível, dentro dos limites físicos impostos pelo reumatismo e pela labirintite (Graças a Deus fui uma exceção, porque exercia um cargo em nossa firma, desde 1965).
Nesse tempo, nas festinhas de aniversário dos netos, a vovó tomava os últimos goles de refrigerante e comia uma fatia de bolo, depois de ter lavado uma pilha de pratinhos e copos, e de ter sugado com a "feiticeira" todas as migalhas que o pessoal da festa havia deixado cair no tapete. Mais tarde, sentava diante da TV para assistir a novela das oito, que agora sempre começa às nove.
Ser velha nos anos 70 e 80, era muito cansativo. Também era terminantemente proibido falar de política!
Ser velha, a partir de 1985, já não era tão chato nem cansativo assim. Tive o privilégio de começar a envelhecer (55 anos), já nessa década. As senhoras da "melhor idade", como passaram a nos chamar, começaram a viajar para a Europa e Israel. Já podíamos comprar roupas joviais, ir ao cabeleireiro e à manicura, assistir aos shows do SENAC e comparecer aos demais encontros da “Terceira Idade”. Agora já se podia falar de política, pois estávamos em plena democracia, embora, desgraçadamente, numa inflação corrosiva. Podíamos fazer uma plástica, cursar uma faculdade livre, aprender a falar idiomas nos cursos particulares, fazer um tratamento dermatológico para evitar as manchas de senilidade, escolher um creme rejuvenescedor, à base de colágeno e elastina, um perfume francês, e um batom bem vermelho.
Ser velha, então, significava ser gente e fazer as coisas que antes não nos eram permitidas.
As coisas mudaram muito para a mulher brasileira, nas últimas décadas. Em 1996, quase uns 12% do Parlamento Brasileiro ficaram sendo constituídos de mulheres. Em 2004 haverá cerca de 30% de mulheres no Parlamento e, brevemente, teremos uma mulher na presidência da república.... Quem sabe, depois do LULA, pois ele tem valorizado muito as mulheres...
Infelizmente, ser velha, a partir do Ano 2000, é continuar a ter os mesmos direitos e privilégios das duas últimas décadas do Século 20, PORÉM com um terrível sentimento de insegurança. Agora os acidentes de avião e de carro são tantos que é melhor ficar em casa. Ir à Europa é perigoso, pois o avião pode ser seqüestrado, explodir e cair no Atlântico. Ir a Israel, nem pensar! Os homens-bomba aparecem em qualquer parte e a gente pode ir pelos ares, virando picadinho oriental. Fazer compras ou viajar pelo país? Deus nos livre! Os assaltos e seqüestros são tantos que é melhor ficar em casa, diante do aparelho de TV, ou navegar na Internet, observando os horrores que acontecem pelo mundo E assim mesmo com a porta de casa bem trancada com duas fechaduras de segurança. É perigoso até ir ao cinema! Saí de casa apenas para assistir ao (horroroso) filme do Mel Gibson, e ainda porque foi exibido numa igreja.
Ser velha, agora, é temer que o nosso corpo seja negociado no leito do hospital por um enfermeiro assassino. É temer que os filhos e netos tenham relações sexuais sem as devidas precauções e sejam contaminados com o vírus HIV. É temer que os netos sejam molestados por um terapeuta, um professor do colégio, ou o padre da paróquia, depois que ele transformar a hóstia em "Deus", sentindo-se, portanto, como um “deus”. É temer que os netos sejam assassinados na escola. É temer que as meninas sejam seqüestradas ou estupradas, na volta do colégio. É temer que o nosso cartão de crédito seja clonado e tenhamos um prejuízo financeiro exorbitante, perdendo mais do que recebemos mensalmente de INSS, depois de 35 anos de trabalho e contribuição. É temer que os 10 salários que recebíamos em 1999 (os quais baixaram para 8, em apenas três anos), sejam reduzidos ao salário mínimo, quando não mais poderemos pagar o (mafioso) plano de saúde.
Quando chega uma carta para nós, ou alguém da família, já pensamos em usar uma pequena máscara embebida em álcool, porque a correspondência pode vir contaminada com o bacilo do antraz ou do ebola. Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, a terra ficou enlutada e já não oferece qualquer sossego para os seus habitantes. A iniqüidade humana predomina em todos os setores globais. Na União Européia já se fala num governo mundial para conter a violência causada pela incredulidade, pelas drogas e pela pornografia desenfreada. O mundo agora virou um enorme hospício pela falta de segurança em todos os quadrantes!
Ser velha não é nada interessante, no contexto atual. Hoje comecei a comparar o mundo dos anos 50 com os dias de hoje e fiquei assustada. Será que não valeria a pena trocar os avanços tecnológicos e os direitos atuais pela tranqüilidade daquele tempo? As décadas de 50, 60 e 70 foram as melhores do Século 20, mesmo com os direitos femininos ainda não completamente definidos, o assassinato de Kennedy (1963) o "hoax" da Guerra Fria e... a inexistência do fax e do computador...
Ainda bem que sou uma velhinha esbelta e tagarela, cheia de fé em Deus, tentando amar ao próximo como a mim mesma. Acredito piamente que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus". Todas as noites, antes de dormir e depois de escutar uma hora de Bíblia na voz do Cid Moreira, ajoelho-me e agradeço ao Criador pelo dia que se foi, implorando que Ele proteja minhas filhas e netos, no dia seguinte. Porque “eu sei em quem tenho crido” e também sei que "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” (LM 3:22-23)..
Julho 2004.
Fazer um clone não passa / de duplicar-se uma imagem,
criando, na mesma raça, /um exemplar de clonagem.
Eu quase fiquei insone, /contemplando a clara lua,
quando imaginei teu clone /fazendo “cooper” na rua.
Copiar gente é bobagem,/ já temos gente demais!
Vamos ficar na clonagem / somente dos animais!
Clonar gente é um horrível / atentado ao Criador,
porque Ele é imbatível, / só deixa clonar o amor.
43. Dados Biográficos
Mary Schultze nasceu em Crato, Ceará, num claro domingo de sol, chorando muito, como se não desejasse aterrizar no planeta Terra. Mas Deus, eternamente sábio, estava enviando a garotinha de cabelos claros para um propósito específico, permitindo que ela fosse feliz e cumpridora de sua tarefa – alegrar as pessoas com os seus livros de contos e poesias. Foi uma menina extrovertida e aos sete anos de idade, após ter sido alfabetizada pelo pai, começou a ler muitos livros de histórias e logo estava escrevendo contos e poesias, com um estilo muito pessoal. Estudou com afinco e aos 20 anos de idade foi trabalhar numa companhia aérea, pois falava Inglês fluentemente, desde os 17 anos, e logo se firmou como uma eficiente secretária bilíngüe.
Começou a trabalhar aos vinte anos e aos vinte e quatro, veio residir e trabalhar no Rio de Janeiro, na firma inglesa, Mappin & Webb, como Secretária do Diretor. Aos vinte e seis anos conheceu um Químico Industrial alemão de Berlim, com quem se casou. Converteu-se ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo aos quarenta e oito anos de idade. Seu casamento durou 26 anos, até que Deus chamou Hans para Ele e Mary ficou com duas filhas, Margarete e Rosemary, dirigindo os negócios do casal. Hoje Margarete, mãe de 3 filhos, reside na Alemanha (lado oriental) e Rosemary, mãe de duas filhas, em Teresópolis, RJ.
Seis meses antes de perder o marido, Mary havia ingressado no Seminário Teológico Betel (RJ), onde se esforçou tanto que tirou as melhores notas da turma. O resultado foi o seu 7º livrinho - Amigos em Cristo - para o qual aproveitou muitos trabalhos do Seminário. Este e os seis livros anteriores foram todos distribuídos entre os clientes de sua linha de cosméticos. Como resultado, ganhou algumas almas para Cristo. A Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador, seja dada toda a glória, hoje e eternamente!
Mary publicou dez livros: Cubos de Gelo, Meu Cristo é Poesia, Meu Cristo é a Verdade, Jardim Primavera, Colar de Pérolas, Sou Livre, Amigos em Cristo, A Deusa do Terceiro Milênio, Viajando com Martinho Lutero e Conspiração Mundial em Nome de Deus (os três últimos publicados pela Editora Universal).
Foi micro-empresária durante 36 anos, com a linha de cosméticos Mary Schultze, distribuída em todo o Brasil. Em 1994, depois de vender a micro-empresa, aposentou-se e passou a trabalhar, em Teresópolis, somente na obra do Senhor Jesus Cristo.
É membro correspondente de seis Academias de Letras, no Brasil, e da International Academy of Letters of England. Como sete é o número perfeito na Bíblia, ela jamais aceitará tornar-se membro (correspondente ou ativo) de qualquer outra academia.
Para muita gente, quando alguém se converte no último estágio da vida é um pouco tarde. Mas para Deus a idade cronológica não importa. Nestes 24 anos de vida cristã Mary tem se dedicado à obra do Rei Jesus. Escreveu mais de 1.000 artigos evangélicos e algumas poesias. Traduziu mais de 6.000 páginas, dentre as quais se destacam: “O Próximo Passo”, de Jack Chick, “Por Amor aos Católicos Romanos”, “Escada para o Inferno”, ambos de Rick John, “Os Fatos Sobre a Vida Após a Morte”, de John Ackerberg & John Weldon, “Respostas aos Amigos Católicos”, de Thomas F. Heinz, o “Comentário do Novo Testamento”, de John Wesley; “A Mulher Montada na Besta”, de Dave Hunt; “Fato ou Fraude?” (Protocolos de Sião), de Goran Larsson, e O Holocausto do Vaticano, “The Vatican Billions”, “The Vatican in World Politics”, de Avro Manhattan, O Livro das Respostas, do Dr. Samuel C. Gipp, “Final Authority” (Autoridade Final), do Dr. William P. Grady, etc. Leu e traduziu parte do livro "Vatican Assassins" de Eric Jon Phelps, do qual tirou algum material para o seu novo livro "O Vaticano e a União Européia", ainda inédito, e “Os Doze Profetas Menores”, de George L. Robinson. Traduziu seis livros do Dr. Peter Ruckman, ardoroso defensor da Bíblia King James.
Lecionou Teologia Sistemática e Inglês no Seminário Teológico Serrano, em Teresópolis RJ. Durante dois anos e meio, Mary trabalhou como secretária, pesquisadora e tradutora de Inglês no Centro de Pesquisas Religiosas, em Teresópolis RJ, sob a direção do Pr. Paulo Pimentel. E a partir daí vem se dedicando, especialmente, à pesquisa sobre o Catolicismo Romano, tema de seus últimos livros. Tem recebido alguns comentários de elogio sobre o seu trabalho, inclusive do Diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas de Jerusalém (que veio a Teresópolis para conhecê-la) e do Presidente da Editora Trinitariana no Brasil, SP.
Colaborando em 3 jornais (Desafio das Seitas, Folha Universal e O Diário de Teresópolis), Mary não tem tempo de adoecer e nem de envelhecer, porque sua mente continua ativa e o corpo ágil, com o mesmo peso (50 Kg) dos 18 anos. Seu expediente é de 16 horas diárias, num trabalho muito gratificante. Seus maiores objetivos são: ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo e ser uma boa avó para os cinco netos.
Na parábola dos trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16), Jesus nos mostra que os que iniciaram o serviço às 17 horas ganharam o mesmo salário daqueles que o haviam iniciado às 6 horas da manhã. Isso quer dizer que a idade cronológica não importa para Deus, mas a qualidade da vida do cristão. Os versículos bíblicos que comandam a vida de Mary são: Romanos 8:28, Filipenses 4:19 e Efésios 3:19-21, que sempre têm funcionado maravilhosamente. Louvado seja o nome do Senhor!
Seus últimos livros, ainda inéditos, são: “Compartilhando a Palavra Fiel”; “O Vaticano e a União Européia”; “O Big Brother de Roma”; “Dr. Paisley Contra a Falsidade”; “Os Doze Profetas Menores” (tradução); “Cartas Bereanas” (The Berean Call News Letters - Tradução). Seu livro predileto - “Colar de Pérolas” (Amenidades Evangélicas) - publicado em 1981, foi transformado em apostila; “D. Mariquinha em Prosa e Verso” (autobiográfico) e “Colar de Lazulitas” (Amenidades Evangélicas), o mais recente.
Seu grande desejo é que esses trabalhos escritos contribuam para alegrar e edificar espiritualmente o povo de Deus, glorificando o nome do nosso Deus e grande Salvador Jesus Cristo, diante de quem todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor! (Filipenses 2: 10-11.) - Outubro 2004.
Mary Schultze - Dezembro 2004 (frauschultze@uol.com.br)
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